Ofício foi enviado ao Ministério da Educação (MEC) na última semana 

 

São Paulo, 27 de novembro de 2017

O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) enviou na última semana um ofício ao Ministério da Educação (MEC) solicitando a implantação de uma moratória que proíba a abertura de novos cursos de Farmácia no Estado pelo período de cinco anos. A medida se assemelha à moratória prevista para ser assinada pelo presidente Michel Temer até o fim do ano e que suspenderá a abertura de cursos de Medicina por cinco anos. O CRF-SP pretende também fazer outras ações exigindo tratamento isonômico para os cursos da área de Saúde.

No Brasil são abertos todos os anos mais de 130 mil vagas de graduação em Farmácia (97 mil presenciais e 36 mil em EaD já autorizadas), quantidade já considerada exagerada pelos especialistas. Além disso muitos cursos funcionam de forma precária e não têm a qualidade necessária para a formação de um profissional de saúde. Se não bastasse a grave situação em que se encontra a formação presencial, o MEC autorizou este ano a abertura de 528 mil vagas de cursos na área de saúde em formato exclusivamente  à distância, dessas vagas, 36.269 são para a área de Farmácia. 

O presidente do CRF-SP, Dr. Pedro Eduardo Menegasso, destaca que a abertura indiscriminada e a falta de fiscalização dos cursos de Farmácia, em relação à qualidade e à ausência de estrutura mínima, já resultam em constantes problemas para a Entidade, que tem a atribuição de zelar pelo exercício da profissão. “Medicina não é o único curso na área de saúde que tem problemas  com a qualidade na formação de profissionais, isso também ocorre com o curso de Farmácia. É absurda a falta de isonomia do MEC quando se compara o tratamento dispensado pelo Órgão aos cursos de Medicina e Farmácia, sendo que ambos formam profissionais de saúde que se responsabilizam por vidas humanas. É  inaceitável que o MEC continue autorizando o funcionamento de cursos de Farmácia sem qualidade e ainda liberando cursos com formação exclusivamente à distância. Tomaremos todas as medidas necessárias para impedir que absurdos como esses continuem a ocorrer”.

 

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Departamento de Comunicação CRF-SP

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