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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 121 - ABR-MAI / 2015

 

O Futuro da profissão é agora

Docentes se reúnem no CRF-SP para debater os 13 anos das Diretrizes Curriculares dos Cursos de Farmácia  

 

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 Dr. Luis Ortega, representante da Abef, dra. Priscila
Dejuste, secretária-geral,dr. Pedro Menegasso, presidente
e dra. Marise Bastos, coordenadora da Comissão.

 

As mudanças ocorridas na profissão farmacêutica ao longo dos 13 anos desde a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de Farmácia, bem como a importância de reavaliar o perfil do profissional que deve atender as necessidades da sociedade brasileira, foram temas do I Fórum Estadual de Discussão das Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação de Farmácia, promovido em março pelo CRF-SP, por meio de sua Comissão Assessora de Educação Farmacêutica (Caef), em parceria com a Associação Brasileira de Educação Farmacêutica (Abef). O evento contou com a participação de docentes de instituições de diversas regiões do Estado.
A reavaliação das DCNs é oportuna, uma vez que desde 2014 estão em vigor as novas diretrizes curriculares para o curso de Medicina, o que aponta uma tendência de mudanças nos demais cursos da área de Saúde.
Na abertura do Fórum, a coordenadora da Caef, Profª Dra. Marise Bastos Stevanato, reiterou que 13 anos é tempo suficiente para se avaliar os efeitos na formação do farmacêutico, e que é de extrema importância que essa reflexão seja realizada em São Paulo, Estado que congrega o maior número de profissionais do país. “Temos um cenário ideal para refletirmos sobre a qualidade de ensino e como a profissão será vista futuramente”.
O presidente do CRF-SP, dr. Pedro Menegasso, lembrou que a universidade forma o egresso, que em seguida vem para o CRF. “Dessa forma, nós assumimos o compromisso de fazer essa avaliação. E o que temos percebido é que o currículo deve ser atualizado para suprir as deficiências do mercado”.


Histórico da profissão


O evento também contou com uma palestra sobre um breve histórico da profissão, ministrada pela Profª Dra. Marise Bastos. Um dos pontos apresentados foi a característica do curso de Farmácia que, a partir das DCNs, passou a evidenciar que o farmacêutico é um profissional de saúde.
“A diretrizes curriculares trouxeram a necessidade de uma formação mais humanista e com maior estímulo à formação clínica”, afirmou a coordenadora da Caef. Segundo ela, o desafio está em solucionar pontos negativos como os que são consequência da formação generalista, que ainda esbarra em problemas como a carga horária insuficiente e a falta de infraestrutura para a prática clínica, comuns em muitas instituições de ensino.
O conteúdo discutido no Fórum resultará em um documento que será utilizado para as discussões no Fórum Nacional sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia, que ocorrerá no Congresso Brasileiro de Educação Farmacêutica, em junho, em Salvador (BA).

Por Renata Gonçalez