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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 129 - FEV - MAR - ABR/2017

COMISSÕES ASSESSORAS / FARMÁCIA HOSPITALAR

 

Valeu a pena!

Três participantes de programa de residência farmacêutica comentam suas impressões e expectativas profissionais com a conclusão da especialização

  

rf129 farmacia-hospitalarO dia-a-dia é cansativo, afinal conciliar estudo e uma atividade que alia a teoria com a prática da profissão, não é uma tarefa fácil. São 60 horas semanais, de segunda a sexta-feira, com plantões em finais-de-semana e duração mínima de dois anos. Ao final são mais de 5,7 mil horas de residência, a mesma carga horária de estudantes de medicina e outros profissionais de saúde, que ultrapassa em muito outras modalidades de especialização, com carga horária mínima de 360 horas e da maioria dos cursos de graduação em Farmácia do país, para os quais se exige o mínimo de 4 mil horas.

O coordenador da Comissão Assessora de Farmácia Hospitalar, Dr. José Ferreira Marcos, considera que, na residência farmacêutica, o aluno consegue ter uma formação completa. “O profissional tem a possibilidade de ser melhor capacitado, porque tem uma condição que outros modelos de especialização não oferecem, que é colocar a mão na massa e ter o contato cotidiano com a equipe multidisciplinar”, comentou.

Os alunos também são unânimes em afirmar que escolheram a melhor opção de formação, a exemplo dos três depoimentos abaixo de jovens profissionais que acabaram de concluir a especialização. Os relatos descrevem as impressões, vivências e expectativas para o início da vida profissional de participantes do programa de residência farmacêutica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Acompanhe!

Alessandra Carvalho

rf129 farmacia-hospitalar alessandra

Optou pela residência porque viu a possibilidade de agregar os novos conhecimentos que uma pós-graduação traz, com o aprofundamento e qualificação que apenas a vivência com as adversidades proporciona. “O regime de dedicação exclusiva, o escopo do curso voltado à educação em serviço e o contato permanente com os pacientes, familiares e outros profissionais da equipe multiprofissional desenvolvem habilidades e competências imprescindíveis para a formação do farmacêutico clínico que atendam às necessidades atuais em saúde”, comentou.

A Dra. Alessandra atuou no setor de farmácia clínica e sua rotina foi tão corrida que fizeram 60h semanais parecer pouco. Terminado o curso, tem expectativa de exercer tudo aquilo que foi aprendido. “A residência te proporciona segurança para isso. Mas é fundamental lembrar que o conhecimento é algo que se constrói constantemente. É necessário sempre buscá-lo e nunca julgar saber o suficiente”, finalizou. 

Larissa Moreira

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Escolheu a residência farmacêutica em busca de qualificação profissional. Sua experiência foi muito positiva, acredita que o objetivo foi alcançado e recomenda q

ue a especialização faça parte da grade curricular para todos os estudantes. “As horas de aprendizado são muito intensas, com muitas situações vivenciadas, tanto prática como teórica, e, por ser um hospital escola, destinado ao ensino e pesquisa, observamos coisas novas todos os dias e somos colocados em xeque em diversas dessas situações, conseguindo, assim, praticar o que aprendemos, tendo sempre suporte para dúvidas, o que acrescenta muito no amadurecimento profissional”, afirmou.

A Dra. Larissa atuou na farmácia clínica, participando de visitas multiprofissionais, reuniões técnicas com outros farmacêuticos, estudos de casos, dentre outras atividades afins. Concluída a especialização, tem certeza que conseguirá contribuir com sua experiência prática e teórica em qualquer lugar onde for trabalhar. “A residência na divisão de farmácia do Hospital das Clínicas me deu a oportunidade de desenvolver linhas de raciocínio que auxiliam na resolução de qualquer problema”.

Marília José Silva de Melo

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Optou pela residência no programa de assistência farmacêutica hospitalar e clínica por ter sido estagiária na área durante a faculdade. Afirma que se apaixonou pelo segmento e queria aprender mais. “No último ano da faculdade fiquei sabendo da residência farmacêutica, desde então procurei saber mais sobre os programas que já existiam para saber qual mais me interessava e poder concorrer à bolsa. Foi uma experiência excelente, pois a parte prática, muito desenvolvida durante o curso, é fundamental para o aprendizado”.

A Dra. Marília pretende mudar para outro Estado e tem expectativa positiva em relação ao mercado de trabalho, pois se sente preparada para enfrentar novos desafios. “O que me marcou bastante foi minha passagem na central de quimioterapia. Lá pude aprender um pouco sobre transplante de medula óssea, manipular quimioterápicos e acompanhar o trabalho que a equipe de farmacêuticos realiza. Foi um período de bastante aprendizagem”, completou.

Por Carlos Nascimento 


  

 

     

     

    farmacêutico especialista