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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 129 - FEV - MAR - ABR/2017

MENSAGEM DA DIRETORIA

 

Foco no paciente

 

rf129 diretoriaDr. Pedro Eduardo Menegasso, Dra. Raquel Rizzi, Dr. Antonio Geraldo dos Santos e Dr. Marcos Machado Ferreira Ir além da dispensação. Esse é um dos preceitos da farmácia estabelecimento de saúde. Fazer da farmácia um local prestador de serviços, integrado ao sistema de saúde em que o farmacêutico é o multiplicador de informações e referência em relação aos mais variados tipos de orientação, é um modelo a ser alcançado no Brasil, mas que já é realidade em alguns países da Europa, conforme a principal matéria desta edição. 
No Brasil, os últimos dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Sinitox/Fiocruz), em 2013, apontam que medicamentos são responsáveis por 28,4% das intoxicações. 
Essencialmente, a Farmácia Clínica consiste em aproximar ainda mais o farmacêutico do paciente, por meio da implementação de políticas de orientação, prevenção e recuperação da saúde dos cidadãos. 
Apesar do modelo de farmácia em outros países que engloba serviços como auxílio a fumantes, troca de seringas para dependentes químicos, recolhimento de medicamentos vencidos, sistema eletrônico com acesso ao histórico hospitalar do paciente, entre outros, não ser realidade no Brasil, essa edição também irá mostrar algumas boas iniciativas em diferentes regiões. Desde a farmacêutica empreendedora e referência na cidade, passando pelo profissional que realiza campanhas de saúde no bairro, nas escolas e igreja até um farmacêutico de São Paulo que recebeu uma carta de agradecimento de um médico pelas informações que enviou sobre o paciente.
Neste contexto, a Revista também apresentará o empenho de dois farmacêuticos que aprenderam a falar em libras para orientar adequadamente a comunidade com deficiência auditiva. As histórias retratam a gratidão dos pacientes em serem compreendidos em um aspecto tão fundamental que é a saúde. 
Outro assunto que merece destaque são as ações  do CRF-SP contra a abertura de cursos de Farmácia no formato 100% EaD. A formação na modalidade EaD, na sua totalidade, desconsidera a relação da qualidade da educação superior na área da saúde, com o seguro atendimento da população pelos diferentes profissionais envolvidos. As atribuições exigem formação humanística, que só é viável pela interação direta com o paciente.