Além da programação técnica, Congresso também abre espaço para reflexão e autoconhecimento

 

O palestrante Kiko Kislansky e a diretoria do CRF-SPO palestrante Kiko Kislansky e a diretoria do CRF-SPSão Paulo, 12 de novembro de 2021.

Além de uma vasta programação para debates, capacitações, troca de experiências, negócios e networking, a programação do segundo dia de atividades do XXI Congresso Farmacêutico de São Paulo também abriu um espaço para o autoconhecimento. A palestra “Ouse ser você: reinvente usando a ética”, com o palestrante, escritor, educador corporativo e empreendedor Kiko Kislansky, foi um momento especial voltado à reflexão sobre objetivos profissionais e pessoais para os farmacêuticos.

O ministrante propôs ao público um questionamento sobre objetivos de vida, ou seja, o que fazemos, quais os planos e metas a serem alcançadas e de que maneira iremos cumprir essas intenções. Para ele, nosso propósito é a expressão da nossa singularidade, a nossa essência.

“Não somos o nosso currículo, profissão, crachá nem redes sociais, essas coisas que existem apenas como veículos que nos conectam com a sociedade. Nosso propósito está além. A farmácia é uma prática do seu propósito, uma expressão do que você é, a forma como você entrega o que tem de mais preciso, seus talentos e virtudes”, disse.

Para o palestrante, quando se compreende esse verdadeiro compromisso, é possível entregar nossos reais talentos, ampliamos nossa capacidade de gerar resultado, de sermos mais produtivos, motivados, além de ampliar nossa autoconfiança e construir nosso legado.

Na programação de atividades com palestrantes internacionais, destaque para a mesa-redonda “A Farmácia do Futuro no Mundo””, que reuniu importantes especialistas do Canadá, Portugal, Espanha e Brasil. O encontro discutiu os modelos adotados nesses países, suas particularidades, quais tendências e as necessidades de evolução do segmento.

“O futuro passa pelo que estamos vivendo atualmente e alguns indicadores podem nos ajudar a prever o que vem pela frente. Se queremos uma farmácia moderna, futurista, precisamos discutir a farmácia do presente que passou recentemente por grandes transformações”, disse o presidente do CRF-SP, Dr. Marcos Machado, que participou dos debates.MESA-REDONDA DESPRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS, com as palestrantes Dra. Luciane Cruz Lopes, Dra. Danijela Gnjidic, Dra. Lalitha Raman-Wilms, Dra. Monique Elseviers e Dra. Cheryl SadowskiMESA-REDONDA DESPRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS, com as palestrantes Dra. Luciane Cruz Lopes, Dra. Danijela Gnjidic, Dra. Lalitha Raman-Wilms, Dra. Monique Elseviers e Dra. Cheryl Sadowski

Novas tecnologias

O Congresso teve mais um dia intenso de compartilhamento de conhecimento e novamente trouxe discussões acerca das novas tecnologias voltadas à Saúde, como a bioimpressão e outras técnicas aplicadas tanto na pesquisa e desenvolvimento de novas moléculas, como nos sistemas de informação de saúde.

O tema da saúde mental também foi abordado por diversas facetas, seja no aspecto da ansiedade e depressão, como na importância de abordar a saúde mental do profissional e, inclusive, dos docentes de Farmácia. Por falar em docentes, os profissionais de Educação debateram diversas ferramentas para melhoramento do aprendizado, como a avaliação OSCE (objective structured clinical examination), a atuação humanística e crítico-reflexiva, a educação continuada e o storytelling.

A importância da pesquisa clínica e como ela pode se aproximar da sociedade foi outro destaque dessa manhã e tarde de evento, que ainda apresentou gestão, marketing e branding nos serviços de saúde, a logística reversa e a gestão documental na farmácia, além da evolução profissional e desenvolvimento de carreira do farmacêutico.Dra. Albina Ramalho participou da mesa-redonda “Dermocosméticos: aliados nos tratamentos das alterações de couro cabeludo e alopecias”, moderada pela Dra. Maria Inez Grabert Yebra ao lado do Dr. Jefferson Eugênio da Silva e Dr. Matheus Vieira. Dra. Albina Ramalho participou da mesa-redonda “Dermocosméticos: aliados nos tratamentos das alterações de couro cabeludo e alopecias”, moderada pela Dra. Maria Inez Grabert Yebra ao lado do Dr. Jefferson Eugênio da Silva e Dr. Matheus Vieira.

Constante adaptação

O segundo dia de atividades científicas também foi marcado por muito conhecimento e novas possibilidades de atuação em mercados que estão em constante adaptação, assim como os profissionais. A homeopatia, sua eficácia em meio a uma pandemia e as melhores soluções para contribuir no tratamento das sequelas da covid-19, a estruturação de serviços farmacêuticos e formas de melhor liderar a equipe sendo um farmacêutico homeopata, além de todas as possibilidades de atuação dentro da Medicina Tradicional Chinesa foram debatidos por especialistas que dividiram suas experiências com os congressistas.

Os dermocosméticos e as possibilidades dentro da Farmácia Estética, assim como efeito dos óleos essenciais na pele, a relação entre os cosméticos e exercícios faciais, além de testes de eficácia e muitos outros aspectos chamaram a atenção dos participantes para um olhar cuidadoso para uma área que está entre os maiores mercados.

Mais uma vez a orientação adequada e prescrição de suplementos alimentares foram destacadas pelos especialistas como uma porta que se abre aos farmacêuticos em atividades foram direcionadas para a ansiedade, crianças, idosos e uso hospitalar. Já nas análises clínicas, o destaque foi por conta da responsabilidade ao oferecer um teste laboratorial de forma remota, além da explanação sobre o diagnóstico de covid-19 com suporte da inteligência artificial.

O segundo dia de atividades científicas contou também com o encerramento do IV Simpósio Fronteiras das Ciências Farmacêuticas, organizado pela Academia Brasileira de Ciências Farmacêuticas.

Desafios pós-covid

A covid-19 foi novamente destaque de algumas atividades realizadas nesta sexta-feira, com novas abordagens sobre a farmacoterapia utilizada no tratamento da doença, as mutações virais bem como o uso de antibióticos e seus efeitos no pós-pandemia, uma vez que muitas especialistas temem que a prescrição em larga escala para o tratamento de coinfecções por bactérias e fungos em pacientes infectados com a doença possa agravar o problema da resistência bacteriana.

A exemplo das últimas edições do Congresso, temas voltados para o aprimoramento do cuidado ao paciente e prescrição farmacêutica estão fortemente presentes na programação, reafirmando que ambos os assuntos seguem entre as preferências dos congressistas. Um dos destaques foram um painel sobre a atuação do farmacêutico junto ao idoso na rede de atenção à saúde e uma palestra sobre prescrição farmacêutica na atenção ao paciente com transtornos de ansiedade.

 

Carlos Nascimento, Monica Neri, Thais Noronha e Renata Gonzalez
Departamento de Comunicação CRF-SP

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