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Revista do Farmacêutico

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 115 - JAN-FEV-MAR / 2014

 

editorial

O conselho, as redes sociais e o celular

O Facebook completou dez anos de existência no mês de fevereiro, revolucionando o relacionamento entre as pessoas, governos e entidades em todo o mundo. Entre nós, farmacêuticos, a história não é diferente: dezenas de comunidades promovem discussões acaloradas sobre os rumos da profissão.

Os avanços tecnológicos impõem desafios gigantescos a instituições como o nosso Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. O mais evidente é o de relacionamento: como torná-lo mais ágil e eficiente? Para tentar acompanhar as mudanças, preparamos a nossa revolução particular.

O primeiro passo da diretoria para melhorar a comunicação do CRF-SP foi reformular o portal e a Revista do Farmacêutico. As páginas que você verá agora foram redefinidas a partir da consultoria de empresa especializada, de discussões internas do Conselho e de pesquisa de satisfação, feita pela internet e aberta a todos os inscritos. Esperamos, sinceramente, que agrade a todos.

Outra decisão importante foi criar o aplicativo ‘CRF-SP’, que permite aos farmacêuticos acessar diversos serviços do Conselho pelo celular. O Brasil é um dos maiores mercados de smartphones do mundo. Apenas no último trimestre do ano passado, foram comercializados cerca de 10 milhões de aparelhos.

Mais de 90% dos acessos ao Facebook são feitos hoje por celular, segundo o Datafolha. Assim, grande parte dos “posts” dos farmacêuticos, por exemplo, são provavelmente enviados de um smartphone.

Somos cidadãos de um país que está promovendo a inclusão social pelo consumo e não pela educação, como fez a maioria das nações desenvolvidas. Isso significa que as classes menos favorecidas sentem que a vida melhorou porque passaram a comprar smatphones e não porque seus filhos conseguiram se formar na faculdade.

As contradições de um país em desenvolvimento como o nosso, ainda frágil em suas instituições, se refletem também na profissão. Somos o espelho de uma classe profissional que luta incessantemente pelo reconhecimento público da nossa importância social. As discussões do Facebook acabam aglutinando as insatisfações, que são legítimas porque a situação do farmacêutico hoje não é a que sonhamos quando fazíamos faculdade.

Porém, é preciso ir além do simples lamento, da crítica ácida que rende vários “likes”, de ofensa às vezes gratuita desferida geralmente por alguém que, covardemente, se esconde atrás de um “fake”, o famigerado perfil falso. É necessário, sobretudo, compreender que o Conselho é de todos nós, que o CRF-SP somos todos nós, e que não adianta muito atacar a si mesmo enquanto os reais adversários avançam.

E os opositores verdadeiros são, na verdade, aqueles que querem transformar farmácias e drogarias em comércios comuns, os que querem derrubar a obrigatoriedade da presença do farmacêutico, que hoje, graças à fiscalização do CRF-SP, está em 90% dos estabelecimentos do Estado.

Precisamos mais do que a sua crítica, seja pelo Facebook, pelo Twitter ou qualquer outra forma de comunicação. Precisamos de você, do nosso lado, lutando pelo que acredita. Porque você acredita no que nós acreditamos.

 Boa leitura!