Revista do Farmacêutico 113 - Farmácia

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PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 113 - SET-OUT / 2013

Revista 113 setinha Farmácia


Conduta desejável

Foto: Agência Remat
O manual pretende dar orientações sobre diferentes tipos de conduta, visto que existem profissionais que precisam receber desde orientações básicas até sobre comunicação e relacionamento no ambiente de trabalho (Foto: Agência Remat)

Comissão Assessora de Farmácia prepara “Manual de postura e orientação ao farmacêutico”. Objetivo é ajudar a população a identificar o profissional e, assim, valorizá-lo ainda mais

Em breve, farmacêuticos que atuam em farmácias e drogarias poderão contar com um manual que os ajudará no seu desenvolvimento pessoal e profissional, com orientações diversas sobre apresentação, postura, relacionamentos no ambiente de trabalho com o paciente, equipe de trabalho, superiores e outros profissionais da saúde. O material está em fase de elaboração por parte dos membros da Comissão Assessora de Farmácia do CRF-SP, que o nomeou “Manual de postura e orientação ao farmacêutico”.

O objetivo da publicação é dar uma resposta a uma série de questionamentos que surgiram depois que o CRF-SP dedicou a reportagem de capa da edição 110 da Revista do Farmacêutico a uma pesquisa sobre o perfil dos compradores em farmácias, encomendada pelo Instituto de Ciência Tecnológica e Qualidade Industrial (ICTQ) e realizada pelo Datafolha Instituto de Pesquisa em novembro de 2012 em 12 capitais brasileiras (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Recife, Goiânia, Campo Grande, Belém e Manaus). A amostragem foi de 1.611 homens e mulheres com 18 anos ou mais que costumam realizar compras em farmácias e drogarias.

Na ocasião, a Revista revelou uma questão paradoxal sobre o que a sociedade pensa e espera do farmacêutico. Intitulada “O que pensam de nós”, a matéria apontou que, embora 79% das pessoas considerem muito importante a presença do farmacêutico nas farmácias, 54% dos entrevistados não conseguem identificá-lo nesses estabelecimentos. A partir desses números, a diretoria do CRF-SP solicitou à Comissão que desenvolvesse algum material que pudesse ajudar os profissionais a mudarem essa realidade.

 

Foto: Arquivo pessoal
Dr. Julio Pedroni, coordenador da Comissão Assessora de Farmácia do CRF-SP, participa da elaboração do manual (Foto: Arquivo pessoal)

 

Orientações diversas

O coordenador da Comissão Assessora de Farmácia do CRF-SP, dr. Júlio Cesar Pedroni, explica que a dificuldade da população em identificar quem é o farmacêutico está diretamente relacionada a sua conduta. “Em linhas gerais, o manual pretende dar orientações sobre diferentes tipos de conduta, visto que existem profissionais que precisam receber orientações básicas, enquanto que outros necessitam de orientações sobre comunicação e relacionamento no ambiente de trabalho”.

Com aproximadamente 60% do material produzido, o manual vem sendo “lapidado” durante as reuniões do grupo de trabalho responsável pela elaboração e deverá ficar pronto em breve. O conteúdo será organizado em tópicos com informações sobre apresentação pessoal e vestimenta, identificação profissional, linguagem corporal, comunicação e até dicas sobre elaboração de currículo, entre outros.

Quando finalizado, será disponibilizado para download no portal do CRF-SP e divulgado nos perfis do Conselho nas redes sociais, podendo também ser encartados exemplares impressos junto a alguma edição da Revista do Farmacêutico. Dr. Júlio Pedroni enfatiza que o material é parte integrante de um conjunto de ações promovidas pelo CRF-SP cujo objetivo é favorecer a valorização do farmacêutico. “É importante que nós saibamos qual é a imagem que devemos construir perante outros profissionais da saúde, balconistas, proprietários e, principalmente, perante a sociedade, para que assim possamos trabalhar juntos pela valorização de nossa profissão”.

Sobre as questões levantadas na pesquisa do ICTQ/Datafolha, o presidente do CRF-SP, dr. Pedro Menegasso, é incisivo: “A população quer o farmacêutico e isso é fundamental para a valorização da profissão, porém é necessário que ele seja melhor identificado na farmácia e também que o atendimento realizado pelo profissional seja diferente do prestado pelo balconista. Para isso, a postura é decisiva”.

Renata Gonçalez

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