CRF-SP é destaque em simpósio no 26º Congresso Multidisciplinar em Diabetes

 

À esq., a vice-presidente do CRF-SP, Dra. Luciana Canetto, com a Dra. Elisa Prieto (representante da Organização Pan-Americana da Saúde - Opas); à dir.: Dra. Luciana com o Dr. Levimar Araújo (presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes)À esq., a vice-presidente do CRF-SP, Dra. Luciana Canetto, com a Dra. Elisa Prieto (representante da Organização Pan-Americana da Saúde - Opas); à dir.: Dra. Luciana com o Dr. Levimar Araújo (presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes)

 

São Paulo, 1º de agosto de 2022.

O CRF-SP participou no último fim de semana, no campus Vergueiro da Universidade Paulista (Unip), na capital, do Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes, organizado pela Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (Anad), que em 2022 chegou à 26ª edição. O evento, que voltou a ocorrer presencialmente após ser realizado dois anos seguidos por meio remoto devido à pandemia de covid-19, é considerado o maior sobre a doença no Brasil e reúne centenas de profissionais de Saúde envolvidos com a prevenção, o controle e o tratamento do diabetes.

Na sexta-feira (29), a vice-presidente do CRF-SP, Dra. Luciana Canetto, participou da abertura do Congresso, juntamente com autoridades, acadêmicos e outros profissionais da Saúde. Durante a solenidade ocorreu a palestra magna “Se não agora, quando? ”, ministrada pelo médico e professor Dr. João Eduardo Salles, que abordou a importância do trabalho multidisciplinar para o tratamento e prevenção de diabetes, além de abordar a questão da obesidade como risco para desenvolvimento da doença, a importância do diagnóstico e da adesão ao tratamento e outros assuntos relativos ao diabetes.

Para a Dra. Luciana, é um prazer o CRF-SP fazer parte de um evento como o Congresso da Anad, que apresenta a importância de todas as profissões atuando conjuntamente em prol do paciente.

“Essa é a melhor maneira de atuar em diabetes, realizando um trabalho multiprofissional com cada profissional de saúde e paciente exercendo seu papel. Trata-se de um dos mais importantes eventos de atualização, capacitação e reciclagem voltado aos profissionais que atuam diretamente com a doença. Nesse contexto, gostaria de destacar a importância do farmacêutico como profissional que faz parte da cadeia, atuando, principalmente, na adesão ao tratamento medicamentoso e de prevenção de Diabetes”, apontou a Dra. Luciana.

Simpósio traz novas abordagens

 

Dr. Wesley Magno Ferreira, Profa. Lilian Fanny de Castilho (superintendente da Anad e coordenadora do Congresso), Dra. Bruna Silva Fernandes D´Angelo, Dr. José Vanilton de Almeida, Dra. Fátima Lopes Goularte Farhat e Dra. Eliete Bachrany PinheiroDr. Wesley Magno Ferreira, Profa. Lilian Fanny de Castilho (superintendente da Anad e coordenadora do Congresso), Dra. Bruna Silva Fernandes D´Angelo, Dr. José Vanilton de Almeida, Dra. Fátima Lopes Goularte Farhat e Dra. Eliete Bachrany Pinheiro

No domingo (31), um dos destaques da programação foi o Simpósio "Traduzindo as diretrizes para a prática do cuidado farmacêutico em diabetes", promovido pelo CRF-SP. A primeira apresentação ficou a cargo do Dr. José Vanilton de Almeida, coordenador do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) de Farmácia do Conselho, que falou sobre serviços farmacêuticos no cuidado à pessoa com diabetes.

Dentre os serviços estão: rastreamento em saúde, educação em saúde, dispensação, manejo de problemas de saúde autolimitados, monitorização terapêutica e conciliação de medicamentos, revisão da farmacoterapia, gestão da condução de saúde e acompanhamento farmacoterapêutico.

“Tudo isso envolve uma atividade clínica que tem um sentido mais amplo do que apenas um serviço; cabe ao farmacêutico compreender isso e desvencilhar-se de vez da figura do dispensador. No caso do diabetes, é preciso estudar e se atualizar sempre, e não hesitar em abordar os riscos da doença com o paciente”, disse o ministrante.

A Dra. Fátima Lopes Goularte Farhat, que coordena o GTT de Farmácia Clínica do CRF-SP, abordou o cuidado farmacêutico à pessoa com diabetes em ambiente hospitalar. Segundo ela, de 30 a 40% dos pacientes atendidos pelo serviço de urgência têm diabetes. "Muitos deles são em decorrência de quadros de cetoacidose”, destacou a especialista, que também chamou atenção para o alto índice de internações de pacientes hiperglicêmicos com estados críticos e não críticos durante a pandemia, lembrando que a doença é um dos principais fatores de risco para o agravamento da covid-19.

Para falar sobre o cuidado farmacêutico em diabetes no idoso, a convidada foi a farmacêutica clínica e docente Dra. Bruna Silva Fernandes D´Angelo. Ela apresentou dados que apontam o envelhecimento da população e o panorama do uso de medicamentos no país, sendo o Brasil o oitavo mercado mundial consumidor de fármacos.

“Os idosos são os principais usuários de medicamentos e nem por isso são os maiores beneficiários deste procedimento terapêutico, necessitando de cuidados diferenciados e criteriosos devido às alterações fisiológicas comuns ao envelhecimento”, disse a palestrante.

O cuidado farmacêutico em ambiente não hospitalar foi tema da apresentação da Dra. Eliete Bachrany Pinheiro, delegada regional da Seccional Zona Leste do CRF-SP e membro do GTT de Farmácia. “Quando o assunto é diabetes, minha grande aposta é na educação da doença, bem como na sua prevenção primária e secundária. O objetivo é alcançar resultados clínicos positivos e que estejam dentro da realidade econômica do paciente”, apontou.

Ela abordou aspectos importantes referentes aos riscos do diabetes para a visão, medidas antropométricas (índice de massa corporal e exame de bioimpedância), neuropatia diabética, inspeção dermatológica e a orientação na alta hospitalar, entre outras informações.

Por fim, o coordenador do Programa de Diabetes da Secretaria Municipal de Saúde de Morrinhos (GO), Dr. Wesley Magno Ferreira, falou sobre a atuação do farmacêutico no SUS como facilitador ao acesso das modernas tecnologias para controle do diabetes. Questões como a transição epidemiológica ao longo das últimas décadas, os custos do diabetes para os cofres públicos, os perfis de ação das insulinas e dos análogos e os mecanismos de ação dos antidiabéticos orais foram detalhadas por ele. “Quem atua no SUS, precisa ter em mente que nosso paciente é todo sistema comunitário”, afirmou o farmacêutico.

 

Monica Neri e Renata Gonçalez

Departamento de Comunicação CRF-SP

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