Ampolas devem chegar no segundo semestre

São Paulo, 10 de junho de 2019

Por causa de problemas na produção do insumo pelo Instituto Butantã, único fabricante nacional de vacinas contra difteria, o Ministério da Saúde teve de encomendar emergencialmente 1,2 mil doses de vacina contra a doença bacteriana de um laboratório internacional.

A doença que afeta principalmente amígdalas, faringe, laringe e nariz, podendo causar dificuldade de respirar -  que até 2016 não era considerada alarmante – voltou a ser pautada após a intensificação de casos na Venezuela, que chegou a registrar 1.688 casos e 284 mortes por difteria. Ao mesmo tempo, no Brasil, o índice de cobertura da vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, caiu de 95% para 80%.

Só com 12 frascos no estoque, o Ministério da Saúde iniciou o processo de compra das 1,2 mil ampolas por meio de uma parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que intermediou a compra com o fabricante internacional. Mas as ampolas só devem chegar ao País no segundo semestre.

Segundo Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, mesmo que a difteria não esteja aumentando no País, a situação demanda preocupação. “A volta do sarampo, com 10 mil casos no ano passado na Região Norte, nos mostrou o que pode acontecer quando a cobertura vacinal cai”, explica.

O ministério afirma que reforçou a importância da vacinação de rotina com os Estados e ofertou todas as vacinas do calendário nacional aos venezuelanos que chegam ao Brasil pela fronteira com Roraima.

 

Departamento de Comunicação CRF-SP (Fonte: Estadão)

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