Estudo realizado por brasileiros

São Paulo, 3 de março de 2019

Pesquisadores do A.C.Camargo Cancer Center, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Trento, na Itália encontraram relação entre o câncer colorretal e alterações na microbiota intestinal. Através da análise de sete estudos sobre o tema utilizando softwares, os especialistas chegaram a 16 bactérias que podem indicar a presença da doença nos pacientes. O estudo foi publicado nesta segunda-feira, 1º, no periódico científico Nature Medicine, e poderá ser uma ferramenta no futuro para diagnósticos mais precisos e como base para estabelecer medidas preventivas.

No estudo, foram analisadas amostras extraídas de fezes de 969 pacientes divididos em grupos com e sem a doença. As amostras eram de pacientes dos Estados Unidos, Canadá, Japão, China, França, Alemanha e Itália.

"Cada vez mais, a microbiota vai se tornar um elemento forte para o tratamento e a prevenção de várias doenças. Também para descobrir as causas delas. Tem alguns estudos anteriores que mostraram que a microbiota é um preditor para o câncer colorretal. Usamos dados públicos e privados que geramos na Itália. Usamos softwares que têm métodos estatísticos que aprendem com os dados que damos para eles. Demos os perfis da microbiota e eles indicavam se era câncer ou não", explica Andrew Thomas, biólogo e pesquisador na área de microbioma humano e bioinformática, que é o principal autor do estudo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 36.360 casos da doença por ano (2018) no Brasil. Pessoas com mais de 50 anos, pacientes acima do peso, quem tem histórico familiar e pessoas que consomem embutidos e carne vermelha em excesso têm mais risco de desenvolver a doença. Sangue nas fezes, fraqueza, perda de peso e alterações do hábito intestinal estão entre os sintomas.

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Departamento de Comunicação CRF-SP (Fonte: Estadão)

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