Este é o segundo caso registrado no mundo

São Paulo, 6 de março de 2019

Um paciente europeu infectado por HIV deixou de apresentar sinais do vírus após um transplante de células-tronco. O caso, relatado na revista científica Nature, é apenas o segundo já registrado no mundo.

O paciente já não tem sinal do vírus há 18 meses e, inclusive, deixou de tomar medicamentos contra a infecção. Porém, os pesquisadores dizem que ainda é muito cedo para dizer que a pessoa está "curada" do HIV.
O motivo primário do tratamento não foi o vírus, mas um câncer. Por isso, médicos explicam que esse tratamento não é adequado para tratar a maioria das pessoas com HIV. Por outro lado, pode ajudar a ciência a encontrar um caminho para a cura.

O paciente é um homem que vive em Londres - seu nome não foi divulgado. Foi diagnosticado com HIV em 2003 e com linfoma de Hodgkin - um tipo de câncer - em 2012. Como parte do tratamento contra o câncer, fez quimioterapia e recebeu um transplante de células tronco de um doador que era resistente ao HIV. Assim, tanto o câncer quanto o HIV acabaram retroagindo.

 

Segundo caso registrado no mundo

Essa é a segunda vez que o HIV se torna indetectável após um tratamento desse tipo.
Dez anos atrás, Timothy Brown, de Berlim, recebeu um transplante de medula óssea de um doador que também era imune ao HIV. É considerado a primeira pessoa a "derrotar" o HIV e a Aids.

O tratamento com o transplante, combinado com radioterapia, tinha como objetivo combater uma leucemia.

"Ao conseguir que o HIV se torne indetectável em um segundo paciente, através de uma abordagem similar, nós demonstramos que o caso do paciente de Berlim não foi uma anomalia. Foi a abordagem de tratamento que eliminou o HIV nessas duas pessoas", afirmou Ravindra Gupta, processor da Universidade College London, na Inglaterra, que liderou o estudo.

Eduardo Olavarria, do Imperial College London, que também participou da pesquisa, disse que o sucesso do transplante de célula-tronco oferece esperança de que sejam desenvolvidas novas estratégias para combater o HIV.

Mas acrescentou: "O tratamento não é apropriado como um tratamento padrão contra o HIV, devido à toxicidade da quimioterapia, que, nesse caso, era necessária para tratar o linfoma".

 

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Departamento de Comunicação CRF-SP (Fonte: BBC)
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