Revista do Farmacêutico 114 - Mercado de Trabalho

rf108_cabecalho

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 114 - NOV-DEZ / 2013

Revista 114 setinha Mercado de Trabalho

 

Toxicologia Forense

 

Foto: Image Source/Latinstock


Perícia criminal utiliza a toxicologia forense como umas das principais ferramentas. Farmacêutico é o profissional mais indicado para atuar na área

Apesar de não ser uma área privativa, as perícias técnicas das polícias civil e federal são ótimas oportunidades de atuação para o farmacêutico. Uma das principais ferramentas da atividade é a toxicologia, especialidade em que o farmacêutico é o profissional mais indicado para atuação. Os especialistas da área desenvolvem uma profissão interessante e com salários iniciais atraentes, entre R$ 6 mil e R$ 7 mil por mês, além de ser uma carreira que pode acumular promoções por merecimento e também por tempo de serviço.

Para atuar neste segmento, o farmacêutico precisa disputar concorridos concursos públicos. Ainda que a atividade necessite de técnicos com conhecimentos em toxicologia, farmacologia, controle de qualidade, química, dentre outros, os servidores são escolhidos entre profissionais de diversas formações de nível superior. Isso porque as provas para a seleção pública são formuladas sem contemplar essas matérias de conhecimento específico.

Segundo a perita criminal e toxicologista do Instituto de Criminalística de Campinas, dra. Silvia Cazenave, que também é mestre e doutora em toxicologia pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em análise de drogas pelas Nações Unidas e professora da disciplina de toxicologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), do curso de pós-graduação da Fundação Oswaldo Cruz e da Unisal (Centro Universitário Salesiano), uma das consequências deste sistema de concorrência aberto é que o concurso acaba incluindo no quadro profissionais sem preparação científica específica para o trabalho na área. Ainda segundo ela, “O farmacêutico é o profissional apto para a atividade porque tem os conhecimentos necessários para interpretar e realizar os exames com segurança”. 

Atuação e especialização

O perito toxicologista da polícia científica utiliza em seu trabalho de técnicas de avaliação da toxicologia forense para obter informações e provas numa investigação policial. O campo de ação é vasto e o perito pode trabalhar promovendo exames para obtenção de vestígios, evidências ou indícios de um crime em indivíduos vivos, com objetivo de rastrear a eventual presença de drogas ou álcool no sangue, ou em cadáveres, por meio da necrópsia. Envolve, ainda, aspectos da investigação relacionados a eventual falsificação ou adulteração de medicamentos e de acidentes químicos de massa, dentre outras atividades.

Há diversas instituições de ensino que oferecem cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado em toxicologia e a área forense está inclusa neste estudo. As especializações destinam-se aos graduados das várias áreas do conhecimento e preparam os alunos para atuação na polícia científica ou para formar os chamados peritos judiciais, ou seja, toxicologistas forenses que prestam serviços para empresas particulares, trabalhando na obtenção de prova técnica no contexto de processos penal, civil, trabalhista, previdenciário, acidentário, administrativo e securitário.

Os cursos contemplam um conjunto de disciplinas voltadas para as áreas da segurança pública e justiça, envolvendo conhecimentos das áreas de ciências humanas, biológicas e exatas.

Carlos Nascimento

 

 

 

 

setinha  Voltar ao Sumário

setinha  Acesse aqui as edições anteriores ou faça download da Revista do Farmacêutico