Revista do Farmacêutico 114 - CRF-SP em Ação - Remédio não é brinquedo

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PUBLICAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Nº 114 - NOV-DEZ / 2013

Revista 114 setinha CRF-SP em Ação setinha Remédio não é brinquedo

 
 

Remédio não é brinquedo

Peça teatral alerta crianças sobre o uso inadequado de medicamentos. Iniciativa da Seccional Zona Leste movimenta a região

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Alertar as crianças sobre os perigos do consumo de medicamentos é o objetivo da peça teatral encenada por farmacêuticos voluntários e idealizada pela Seccional Zona Leste

Uma mãe descuidada que deixa os medicamentos próximos à filha pequena é o ponto de partida para que os personagens Zureta, Geraldo Genérico, Nova Dip e Melhora Infantil entrem em cena e, de forma descontraída, orientem crianças de 2 a 6 anos de escolas, creches e comunidades na região da zona leste. A peça “Remédio não é brinquedo. Aprenda desde cedo” já foi apresentada em dois locais e contribuiu para que as crianças soubessem dos riscos sobre utilização de medicamentos sem o consentimento de adultos ou responsáveis.

A iniciativa é de farmacêuticos voluntários da Seccional Zona Leste. Para a dra. Alessandra Brognara, diretora regional e autora da peça, a ideia é educar as crianças para que, mesmo longe dos pais, ao identificarem um medicamento, ao invés de tomá-lo, entregue-no a um adulto. “Estamos mostrando também a importância do farmacêutico nessa luta.”

O projeto foi desenvolvido para tentar reverter uma realidade preocupante. Segundo dados do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas), órgão do Ministério da Saúde, 4.317 crianças (28% dos casos) entre 1 e 4 anos foram internadas por intoxicação de medicamentos em 2010. “Muitos desses casos são por descuido dos pais, que deixam medicamentos em locais de fácil acesso. Em outros, por causa do gosto adocicado e atraente ao paladar das crianças, que podem até confundi-los com doces”, disse a dra. Alessandra. 

A terapeuta holística Tânia Cristina Selles Ramos, 33, mãe da Agatha, de 4 anos, que assistiu a uma das apresentações, disse que seria bom que a peça ocorresse mais vezes na creche. “É uma forma tão simples de aprender de um jeito diferente, um assunto muito importante.”

Para a coordenadora pedagógica da creche Ma-Ma, Maria Cristina Rodrigues, o ensino é voltado para as questões educativas. “O teatro, a música e a poesia são nossos métodos de trabalho.  A peça foi importante para as crianças. É a maneira mais simples de ensinar, a criança aprende e ainda comenta em casa.” 

Outros projetos

Mais de 12 mil pessoas foram orientadas em 2013 por meio das ações da Seccional Zona Leste. Além do Farmacêutico na Praça, a Seccional também está engajada no projeto “Orientação farmacêutica empresarial”, que consiste na divulgação da profissão farmacêutica, por meio de palestras e prestação de serviços a funcionários de empresas da capital. Duas delas já foram realizadas em unidades da Sabesp. 

Ir ao encontro das necessidades dos acadêmicos de Farmácia também é um dos objetivos da seccional que criou o grupo Acadêmicos leste. A ideia é interagir com o estudante por meio de assuntos relacionados à profissão, auxiliando quanto à escolha da área de atuação. O contato com coordenadores do curso de Farmácia também está entre as ações. Thais Noronha (com informações de Carlos Nascimento)
 

 

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