III Seminário de Acupuntura

 

CRF-SP reúne profissionais de diversas áreas em Seminário de Acupuntura

São Paulo, 2 de setembro de 2014.

Com os focos voltados à profissão farmacêutica, algumas áreas despontam como uma boa oportunidade ao farmacêutico. Nesse contexto, a acupuntura aparece como um amplo mercado de trabalho que vem crescendo e despontando como um campo a ser explorado pelo farmacêutico. Certos de que o farmacêutico reúne as características essenciais para exercer as diversas faces da acupuntura, o CRF-SP realizou nesse sábado, 30/08, na capital, o III Seminário de Acupuntura, em que destacou as aplicabilidades práticas desta área.

O diretor-tesoureiro do CRF-SP, dr. Marcos Machado Ferreira, ressaltou aos participantes o quanto a área tem se desenvolvido e o quanto é importante o farmacêutico trilhar caminhos além do segmento de drogaria, o qual atua mais da metade dos farmacêuticos do Estado. Dr. José Trezza, coordenador da Comissão Assessora de Acupuntura do CRF-SP, convidou os participantes a integrarem a Comissão e assim contribuir com a elaboração de propostas para a área, discussão de resoluções e muito mais.

Dr. Marcos Machado Ferreira, diretor-tesoureiro do CRF-SP

O primeiro palestrante do dia, dr. Rogério Suguitani, fisioterapeuta com aprimoramento em acupuntura pela Universidade Xiamen, na China, destacou que a medicina tradicional chinesa veio para ficar, que não é modismo. “Nossos pacientes estão precisando desse olhar, é um mercado em plena expansão, pois lida com a qualidade de vida”. Ele ainda enfatizou que quem está na área possui 200 milhões de potenciais clientes, já que todos precisam desse tratamento. “Se você for bom, dedicado, tiver uma boa formação, interesse é isso que vai diferenciá-lo”.

O especialista fez questão de enfatizar o quanto a energia é fundamental. Na área diagnóstica, é importante aprender a distinguir quando a energia está fluindo e quando não está fluindo. “Há 5 mil anos não existia ressonância magnética, raio-x e ultrassom. É possível perceber a energia nas secreções, na temperatura e até nas preferências pessoais. Essa mesma energia que transforma o dia em noite, o calor em frio, atua dentro do nosso corpo, como nos movimentos peristáltico e articular, no funcionamento da bexiga funcionar e nas trocas gasosas”.

Dr. Rogério Suguitani, fisioterapeuta com aprimoramento em acupuntura pela Universidade Xiamen, na China

Fitoterapia Chinesa

O psicólogo, doutor em medicina chinesa pela Beijing University of Chinese Medicine, na China, professor de fitoterapia chinesa e graduando em Farmácia dr. Márcio Miyamoto falou sobre as aplicações práticas da fitoterapia chinesa. Ele mostrou uma série de ervas e destacou suas indicações como a casca de cigarra, utilizada em problemas da garganta. Além disso, tratou também sobre a toxicidade das ervas.

Desde de 25 de abril de 2014 com a publicação da RDC 21 a fitoterapia chinesa está regulamentada e os produtos são de venda restrita a prescrição por profissional habilitado, entre eles o farmacêutico. “No Brasil, ainda estamos na idade da pedra em relação às ervas chinesas. Dá muito trabalho trabalhar com as ervas brasileiras com o raciocínio chinês, as ervas são milenares. Muitas das ervas chinesas são encontradas com facilidade no Brasil”.

O psicólogo, doutor em medicina chinesa pela Beijing University of Chinese Medicine, na China, professor de fitoterapia chinesa e graduando em Farmácia dr. Márcio Miyamoto

Os chacras e a acupuntura

Talita Casagrande Melaré, farmacêutica, terapeuta floral e especialista em acupuntura enfatizou que os chacras não são vistos, mas sentidos. Ela disse que achar que se trata de misticismo é falta de conhecimento. “Nessa visão não enxergamos que a doença se inicia no físico. A gente entende que uma doença só aparece no físico após a desorganização do sistema energético. Hoje eu direciono a acupuntura aos chacras, não faço mais a tradicional. Essa prática tem surtido muito efeito”. Dra. Talita explicou onde estão localizados os chacras e o que eles representam.

Dra. Talita Casagrande Melaré, farmacêutica, terapeuta floral e especialista em acupuntura

Acupuntura japonesa no tratamento do câncer

O educador físico Roberto Lalli especialista em medicina tradicional chinesa começou abordando as diferenças entre a acupuntura japonesa e a chinesa, a começar pelas agulhas mais finas e maiores. Na japonesa não há nenhuma dor pela superficialidade de infusão e pelo método de palpação abdominal.

Entre os assuntos estavam os benefícios da acupuntura japonesa no auxílio do tratamento de câncer. “A visão da acupuntura japonesa é aumentar o sistema imunológico por meio das técnicas que aumentam a produção de linfócitos, modificam no pH sanguíneo, já que quando o pH está ácido, facilita a disseminação do câncer. Com a moxabustão é possível que o pH fique mais alcalino e a tendência é destruir as células cancerígenas”. Ele ressalta ainda que seria uma pretensão dizer que a acupuntura japonesa irá curar o câncer. Trata-se da melhora da qualidade de vida, o paciente se sente satisfeito com o resultado.

O educador físico Roberto Lalli especialista em medicina tradicional chinesa

Técnicas de acupuntura para o tratamento de vasos e varizes

O farmacêutico dr. Edison Penachin, membro da Comissão Assessora de Acupuntura do CRF-SP e que atua como acupunturista e massoterapeuta, abordou o tratamento de vasos e varizes com ênfase ao protocolo de tratamento e em casos clínicos como uma paciente de 65 anos de idade, sem queixa de dor e que, após quatro sessões, teve como resultado, a redução de suas varizes.

O farmacêutico dr. Edison Penachin, membro da Comissão Assessora de Acupuntura do CRF-SP

Casos clínicos de equilíbrio da pressão sanguínea com acupuntura japonesa

Para dr. Marco Cecchini, farmacêutico que atua em uma ONG no Jd Boa Vista, na capital, a acupuntura tem feito a diferença na vida da população que atende. “É uma comunidade muito carente e a acupuntura caiu muito bem para dor, especialmente. Ninguém vai à clínica, inicialmente, para se tratar de hipertensão ou hipotensão; a maioria reclama de dor ou falta de sono, o que é descoberto posteriormente como consequência de uma desvio da pressão arterial. Após o tratamento, esses pacientes ficam extremamente agradecidos”. Ele ressaltou ainda as formas de identificar se há algum desequilíbrio na pressão sanguínea, como pressão muito alta ou muito baixa, depressão, tontura, diferença entre pressão diastólica e sistólica menor que 20 mmg entre outros.

dr. Marco Cecchini, farmacêutico que atua em uma ONG no Jd Boa Vista, na capital,

Laserterapia e Laseracupuntura: um horizonte novo na saúde humana

A última palestra do dia foi do dr. Juliano Stabile, fisioterapeuta, especialista em acupuntura e eletroacupuntura que destacou dois tipos de laser. O vermelho, visível a olho nu e que por ser mais superficial é indicado para problemas de pele e o infravermelho, invisível e mais profundo, indicado para terapias na articulação e distúrbios cartilaginosos.

O fisioterapeuta também falou sobre as indicações e dosimetria do laser para as ações anti-inflamatória, circulatória, antiálgica e regenerativa. Além disso, o laser pode ser monocromático, unidirecional ou colimado.

dr. Juliano Stabile, fisioterapeuta, especialista em acupuntura e eletroacupuntura

O III Seminário de Acupuntura reuniu cerca de 100 pessoas e foi fundamental para que todos conhecessem um pouco mais sobre a área que está em plena expansão.

Para mais informações sobre o trabalho da Comissão Assessora de Acupuntura do CRF-SP clique aqui 

 

Thais Noronha

Assessoria de Comunicação CRF-SP

 

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