Grupo Técnico de Trabalho de Radiofarmácia
Coordenadora
Dra. Ana Cláudia Camargo Miranda (CRF-SP 88791)
Vice-coordenador
Dr. Ulisses Lacerda de Figueiredo Sá (CRF-SP 49088)
Gestão 2026-2027
Dra. Ana Cláudia Camargo Miranda
Dra. Ana Claudia Ranucci Durante
Dra. Ana Lucia Callegari Rensi
Dr. Caiubi Rodrigues de Paula Santos
Dra. Kely do Amaral
Dr. Ulisses Lacerda de Figueiredo Sá
Dra. Vânia Pereira de Castro
Dr. Wengler Richard dos Santos
A Radiofarmácia é uma especialidade da Farmácia que une ciência, tecnologia e saúde, dedicada ao desenvolvimento, produção e manipulação de radiofármacos, que são medicamentos que incorporam elementos radioativos em sua formulação. Essa especialidade se organiza em três modelos de atuação: Industrial, Hospitalar e Centralizada, cada um com processos específicos.
Todas as etapas envolvidas nessa cadeia seguem as normas sanitárias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e às diretrizes de proteção radiológica da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). Esse arcabouço regulatório garante não apenas a qualidade e eficácia dos radiofármacos, mas também a segurança dos profissionais envolvidos.
Na prática clínica, os radiofármacos são majoritariamente administrados por via intravenosa e ocupam um papel central na Medicina Nuclear, seja no diagnóstico preciso de doenças, seja em abordagens terapêuticas inovadoras. Diferentemente dos medicamentos convencionais, sua produção, distribuição e uso exigem regulamentações específicas, dada sua natureza radioativa e seu curto tempo de validade.
Nos últimos anos, o cenário da Radiofarmácia no Brasil vem se transformando. Um marco importante foi a Emenda Constitucional nº 49 (2006), que abriu espaço para a produção, comercialização e uso de radioisótopos de meia-vida curta, antes restritos ao monopólio da União. Mais recentemente, a Emenda Constitucional nº 118 (2022) ampliou ainda mais esse movimento, autorizando a produção e comercialização de radioisótopos também para pesquisa e aplicações médicas, o que representou um divisor de águas para a inovação e expansão do setor.
Diante desse avanço, o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) criou, em junho de 2018, a Comissão Assessora de Radiofarmácia, com a missão de fomentar debates e propor ações em defesa e fortalecimento da prática profissional.
As atribuições do farmacêutico que atua nesse campo foram definidas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) na Resolução nº 486/2008, posteriormente atualizada pela Resolução nº 656/2018, consolidando o papel estratégico do profissional na interface entre ciência, regulação e cuidado ao paciente.