Grupo Técnico de Trabalho Farmacêutico na Área Veterinária
Coordenadora
Dr. Anderson Freire Carniel (CRF-SP 24500)
Gestão 2026-2027
O mercado pet vem mostrando alto crescimento no Brasil, tendendo a se refletir na área farmacêutica. O país é detentor de uma população cada vez maior de animais de estimação, cuja longevidade aumentou nos últimos anos como consequência de maiores cuidados, diagnóstico, alimentação, entre outros fatores.
Ao farmacêutico é permitido atuar nos seguintes segmentos veterinários:
- Indústria farmacêutica, cosmética e alimentícia;
- Farmácia hospitalar veterinária;
- Distribuidora de insumos, produtos cosméticos e medicamentos veterinários;
- Manipulação* e dispensação de medicamentos veterinários alopáticos e homeopáticos, nutracêuticos e fitoterápicos bem como orientação aos tutores;
- Manipulação de medicamentos oncológicos para uso animal;
- Execução de exames nas análises clínicas para a área veterinária, sob responsabilidade do médico veterinário;
- Clínicas e dispensários de medicamentos veterinários.
Projeções indicam que o setor ultrapasse R$ 77 bilhões em 2024, representando um crescimento superior a 9% em relação ao ano anterior. O Brasil possui mais de 164 a 167 milhões de pets (somando cães, gatos, aves e outros). A média de gasto dos tutores brasileiros chega a R$ 200 por mês, sendo que, para muitos, as despesas com medicamentos e higiene são significativas, com 56,4% dos tutores gastando mais do que esse valor mensalmente. O Brasil representa 5% a 6,4% do faturamento mundial do mercado pet (dados da ABINPET).
*A área magistral veterinária é um ramo distinto da magistral humana. Os medicamentos e as substâncias têm peculiaridades de acordo com especificidades de espécies e raças de cada um desses animais. Existem fármacos e formas farmacêuticas exclusivas de uso veterinário. Além disso, a legislação veterinária tem circunstâncias específicas e várias diferenças relacionadas a estabelecimentos de saúde que atendem esta área. Os animais têm necessidades específicas e determinados medicamentos humanos podem não ser os mais adequados aos seus organismos, seja pela dosagem, palatabilidade ou devido aos excipientes que não são exatamente os mesmos dos humanos. O farmacêutico deve estar preparado para orientações profissionais aos médicos veterinários e tutores sobre questões de farmacologia veterinária e toxicologia (efeitos adversos e contraindicações de raças e/ou espécies).