EM DEFESA DA SOCIEDADE E DA PROFISSÃO

Visão Setorial

Evento na Capital reúne especialistas para debater a empregabilidade em cada área de atuação farmacêutica

 

São Paulo, 01 de março de 2013

 Dr. Pedro Menegasso destaca a importância da discussão da Empregabilidade que percorreu diversas cidades do Estado
Dr. Pedro Menegasso destaca a importância da discussão da Empregabilidade que percorreu diversas cidades do Estado

O CRF-SP realizou nesta sexta-feira (01/03) o Painel Setorial: Empregabilidade Visão Setorial, um debate que reuniu especialistas em cada área de atuação farmacêutica, que discutiram sobre as questões determinantes para empregabilidade em seus segmentos. O encontro foi realizado no auditório da Universidade São Judas, na Capital, e finaliza um ciclo de eventos em comemoração ao Mês do Farmacêutico.

O presidente do CRF-SP, dr. Pedro Menegasso, destacou a importância da discussão que percorreu diversas cidade do Estado. “Temos certeza que foi um sucesso. As questões abordadas pelos participantes foram de absoluta qualidade, o que demonstra que a categoria está se valorizando e se conscientizando da importância do seu papel para a valorização da profissão".

O diretor tesoureiro do CRF-SP, dr. Marcos Machado, representou os profissionais das análises clínicas e toxicológicas, uma área que não é privativa do farmacêutico e, por isso, sofre concorrência com outros profissionais, impactando, inclusive numa concorrência salarial maior. Na avaliação do dr. Marcos, os profissionais deste segmento terão mais possibilidade de sucesso com o investimento em conhecimento técnico, “mas que especialmente estejam comprometidos e que sigam procedimentos padrões”, aconselhou.

A dra. Débora Mantovani Carvalho, destacou que a área de farmácia clínica, uma área nova para o farmacêutico no ambiente hospitalar, que exige a interação multidisciplinar e também a interação direta com o paciente. Na avaliação da especialista, o segmento teve evolução nos últimos anos e as universidades já desenvolvem formação específica para profissionais da área. Acrescentou que o profissional precisa estar preparado para atuar em uma equipe multiprofissional. “O farmacêutico está inserido na segurança da cadeia medicamentosa”, reforçou.

O representante da área hospitalar, dr. Rômulo Mendonça Carvalho, disse que hoje não resta mais nenhuma dúvida sobre a necessidade do farmacêutico nos hospitais e que o profissional precisa estar atento a essas oportunidades. “Hospitais, assim como aeroportos, são serviços dos mais complexos para serem administrados. O farmacêutico está inserido neste contexto e precisa desenvolver competências para atuação neste nível de exigência”. Muito desse reconhecimento se deve à atuação do CRF-SP, que até pouco tempo recebia muitas ações liminares para desobrigar a farmácia do hospital a ter farmacêutico. Foi com muito trabalho que o Conselho conseguiu que o poder judiciário alterasse sua decisão, de forma que hoje, todos os hospitais com mais de 50 leitos estão obrigados a contratar farmacêutico.

Dr. Marcos Machado Ferreira, dr. Marcelo Cunha, dra. Débora Mantovani Carvalho e dr. Rômulo Mendonça Carvalho
Painel 1: Dr. Marcos Machado Ferreira, dr. Marcelo Cunha, dra. Débora Mantovani Carvalho e dr. Rômulo Mendonça Carvalho


A área de educação não é de atuação exclusiva, mas possui uma função social nobre para a formação de novos colegas farmacêuticos. Nos últimos 15 anos, a área viu uma proliferação de cursos e, a partir de 2002, atravessou uma reformulação com a implantação de novas diretrizes para o ensino. Segundo o dr. Antonio Távora de Albuquerque, representante da área da Educação Farmacêutica, o docente não pode se esquecer que é um profissional de saúde e deve ter comprometimento com a sociedade. “Um grande diferencial para quem está ou quer atuar na área de Educação é ter comprometimento, saber trabalhar em equipe e querer aprender sempre. Além disso, é preciso fazer ensino, pesquisa e extensão voltados à população”.

As empresas procuram o farmacêutico por terem que se regularizar junto aos diversos órgãos, bem como regularizar seus produtos submetidos ao regime do sistema de vigilância sanitária. Portanto, para trabalhar a empregabilidade na área da Regulação e Mercado, o dr. Marco Quintão apresentou ao público o conceito do Farmacêutico 7 estrelas, que lista as principais competências necessárias para quem atua neste setor como atuar junto a uma equipe de saúde, tomar decisões, ser comunicador, ter liderança, gerenciar, se manter atualizado permanentemente e ser educador. “Essas habilidades são importantes, mas antes de tudo é importante o autoconhecimento. Saber qual o seu talento e como vendê-lo é o mais nobre diferencial que você pode ter”.

Como descartar os resíduos do setor farmacêutico é um problema que nem o profissional e nem as empresas estão totalmente certos de como lidar. Apesar do surgimento de algumas iniciativas de empresas preocupadas com essa questão, ainda é uma questão que não atingiu a todos farmacêuticos. O representante da área de Resíduos e Gestão Ambiental, dr. Raphael Correa de Figueiredo, destacou que a gestão de resíduos está atrelada a toda e qualquer área de atuação do farmacêutico. “É de responsabilidade do farmacêutico, em qualquer área de atuação, gerenciar o resíduo produzido em seu local de trabalho.” Como diferencial da área, o dr. Raphael apontou que o conhecimento prévio é a grande necessidade da gestão ambiental e de resíduos. “O farmacêutico que pretende atuar nesta área preciso conhecer e se atualizar sempre sobre as legislações vigentes”.

Painel 2: Dr. Antonio Távora de Albuquerque, dr. Marcelo Cunha, dr. Marco Quintão e dr. Raphael Correa de Figueiredo.
Painel 2: Dr. Antonio Távora de Albuquerque, dr. Marcelo Cunha, dr. Marco Quintão e dr. Raphael Correa de Figueiredo.

As práticas integrativas e complementares, embora sejam tradições milenares, como é o caso da acupuntura, são vistas pela sociedade e o Estado, como alternativas. Se, por um lado, a alopatia é a prática terapêutica quase que hegemônica em nossa sociedade, é perceptível a procura da população por outras “alternativas” terapêuticas. E é nesse contexto que o farmacêutico se insere, uma vez que ele também é o profissional da terapêutica. Segundo o dr. José Trezza Netto, acupunturista farmacêutico, é preciso que o profissional interessado faça uma especialização em um curso idôneo e reconhecido pelo CRF-SP. Ressaltou ainda que “muitas vezes o paciente procura a acupuntura como o primeiro tratamento e o profissional precisa reconhecer as suas limitações e encaminhar o paciente ao tratamento médico se necessário”.

No contexto da fitoterapia, há uma necessidade de regulamentação da atividade com as definições de parâmetros de qualidade e segurança para esses produtos. Há ainda um movimento, ainda que tímido, de inclusão de fitoterápicos nas relações municipais de medicamentos. Algumas indústrias farmacêuticas estão se voltando para linhas de produtos fitoterápicos. No entanto, ainda não existe uma grande preocupação no ensino sobre fitoterapia nos cursos de farmácia e também na pesquisa científica. Segundo o dr. Luis Carlos Marques a área é vista de maneira folclórica por leigos. “Todos acham muito bonito e, se fizermos uma pesquisa, 90% irão dizer que gostam da área, mas poucas pessoas conhecem a fitoterapia com profundidade”, disse o professor que se especializou em farmacognosia, matéria que compõe o conhecimento da fitoterapia e que, segundo ele, poucos conhecem ou têm interesse em conhecer.

Como alternativa terapêutica a homeopatia parece ter consolidado espaço no meio científico e até de mercado. Porém, por ser de uma ciência com bases diferentes da ciência tradicional ela traz muitas particularidades. Desde como deve ser a formação do profissional até como deve ser a regulamentação da área. A dra. Amarilys de Toledo Cesar afirma a homeopatia é outra área vista de maneira esteriotipada. “Uma forma de mudar esta visão é a busca por uma formação acadêmica. O conhecimento é importante não apenas para o profissional que busca o conhecimento, mas para a homeopatia de maneira geral”.

A atuação em saúde pública está evidenciada como uma área de elevado potencial de exploração, pois fica cada vez mais evidente que o insumo farmacêutico é o maior gasto no setor saúde, bem como a sua má utilização. No entanto, muitos serviços de saúde não contam com a assistência farmacêutica e os profissionais ainda enfrentam dificuldades de atuar no setor. Segundo a dra. Carmem Lígia Firmino Marques , na área da saúde pública, o profissional precisa se prepara para monitorar e gerir a sua área de atuação, aprofundar seus conhecimentos técnicos, mas também precisa aprender a atuar politicamente. “O farmacêutico da rede pública precisa adotar uma postura de observação, identificar os problemas e desenvolver estratégias de ação para a solução”.

 

Painel 3: Dr. José Trezza Netto, dra. Amarilys Cesar, dr. Marcelo Cunha, dra. Carmen Lígia Firmino Marques e dr. Luis Carlos Marques
Painel 3: Dr. José Trezza Netto, dra. Amarilys Cesar, dr. Marcelo Cunha, dra. Carmen Lígia Firmino Marques e dr. Luis Carlos Marques

A atividade de pesquisa clínica no Brasil é relativamente recente. É um segmento que possui boa remuneração, mas exige constante atualização. De acordo com a representante da área, a dra. Yukie Kawasaki, “em pesquisa clínica é necessário mesclar capacidade técnica, gerenciamento de projeto e conhecimento em metodologia cientifica e logística”.

 


A indústria ainda é uma das áreas de atuação que melhor remuneram. As novas alianças, fusões e aquisições entre laboratórios exigem do profissional uma capacidade de adaptação e entendimento desse movimento de mercado, pois ele deverá ser capaz de integrar as duas culturas anteriores ao novo momento da empresa. O representante do setor, dr. Acácio A. S. Lima Filho, afirma que empregabilidade é unir oportunidade de mercado com experiência profissional e pessoal. “Você tem que aliar seu conhecimento e suas características pessoais às exigências de mercado. Por isso é necessário que o farmacêutico busque constantemente atualização”.

Na cadeia do medicamento, que vai da pesquisa à dispensação, o conceito de logística, que é o elo central dessa cadeia e a inserção do farmacêutico é relativamente recente. A representante da área, dra. Fabiana Cremashi Palma, afirmou que a bagagem pessoal é tão importante quanto a profissional e se capacitar é uma forma de se manter no mercado. “A área da Distribuição e Transporte tem sempre coisas novas acontecendo. O que o farmacêutico precisa é sempre estar preparado para a próxima exigência do mercado”.

Nos últimos 10 anos, a presença do farmacêutico em farmácias e drogarias vem aumentando consideravelmente. Atualmente, uma das preocupações do CRF-SP é transformar essa presença em assistência. A dra. Dafne Cristina Lopes Estevão, destacou que o farmacêutico em drogaria precisa ter mais atitude para ser valorizado e realizar melhor seu trabalho. “Você tem que amar o que faz, estar comprometido com a saúde das pessoas e, principalmente, ter atitude para tirar do papel tudo que você aprendeu durante a graduação e a vida”. O dr. Marco Fiaschetti, representante da Farmácia Magistral, encerra o Painel destacando a necessidade da atualização na carreira. "O profissional que quer atuar na área magistral tem que ser um eterno aprendiz".

Painel 4: Dr. Acácio Lima Filho, dra. Fabiana Palma, dr. Marcelo Cunha, dra. Yukie Kawasaki, dra. Dafne Estevão e dr. Marco Fiaschetti
Painel 4: Dr. Acácio Lima Filho, dra. Fabiana Palma, dr. Marcelo Cunha, dra. Yukie Kawasaki, dra. Dafne Estevão e dr. Marco Fiaschetti

 

 

Carlos Nascimento e Mônica Neri
Assessoria de Comunicação CRF-SP

 

 

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