Novo levantamento mostra aumento no desabastecimento de medicamentos para tratamento hospitalar de covid-19 no Estado

 

 

São Paulo, 22 de abril de 2021

Preocupado com a continuidade dos problemas relacionados ao desabastecimento de medicamentos para o tratamento da covid-19 nos hospitais e clínicas de todo o Estado de São Paulo, o CRF-SP efetuou um novo levantamento por meio de questionário respondido por farmacêuticos que atuam na área.

O novo relatório, elaborado com base nas respostas recebidas entre 18 de março a 12 de abril de 2021, apontou aumento na porcentagem de profissionais que relataram desabastecimento de medicamentos e de oxigênio medicinal em relação a primeira fase do levantamento, feito de 6 de fevereiro de 2021 a 3 de março de 2021.

Nessa 2ª fase, foram 325 respostas, sendo que 275 apontaram problemas de desabastecimento de medicamentos nas unidades em que atuam, o que representa 84,62% das respostas. Em fevereiro e início de março, esse número era de 77,78%.

Entre os medicamentos apontados como os mais faltantes, continuam no topo da lista os sedativos (midazolam, fentanil e propofol) e os neurobloqueadores musculares (atracúrio, rocurônio, cisatracúrio), além de enoxaparina e escopolamina com dipirona.

Já entre os EPI, as máscaras foram os mais citados em todos os segmentos, porém, as luvas e aventais também merecem destaque, pois foram citados por vários profissionais. Entre os produtos para a saúde, seringa, cateter e agulha foram os mais citados.

Outro dado muito preocupante apontado pelo novo levantamento foi o desabastecimento de oxigênio medicinal, relatado em 30 respostas, ou seja, 9,23% dos farmacêuticos. Na primeira fase, o desabastecimento relatado era de 1,71%. A situação é grave, pois o oxigênio medicinal não possui substituto e sua falta pode levar o paciente rapidamente a óbito.

Entre os motivos alegados no questionário para falta de medicamento e de EPI estão a escassez de mercado seguido da alta demanda não esperada e do alto preço.

Já em relação aos produtos para a saúde, a escassez de mercado também foi apontada como o principal motivo do desabastecimento, seguido pela alta demanda não esperada e falha do fornecedor.

Confira a íntegra do segundo Relatório sobre desabastecimento de medicamentos e produtos para a saúde elaborado pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo aqui.

A Diretoria agradece os profissionais que participaram. O CRF-SP garante o sigilo sobre a fonte das informações.

 

Departamento de Comunicação CRF-SP

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