Segurança do paciente

 

Simpósio em Ribeirão Preto mostra a importância da comunicação eficiente

 

Membros da Comissão Assessora de Farmácia Hospitalar de Ribeirão PretoMembros da Comissão Assessora de Farmácia Hospitalar de Ribeirão PretoMembros da Comissão Assessora de Farmácia Hospitalar de Ribeirão PretoSão Paulo, 12 de dezembro de 2016.

Quem esteve no auditório da Unip, em Ribeirão Preto, no sábado, 10/12, acompanhou a troca de informações entre profissionais que atuam em hospitais de diversas regiões do Estado. O II Simpósio de Segurança do Paciente, organizado pela Comissão Assessora de Farmácia Hospitalar do CRF-SP em Ribeirão Preto, mostrou por meio de diversas experiências e abordagens o quanto a boa comunicação com o paciente e familiares atua como fator determinante no sucesso do tratamento.

Dr. André Filipe dos Santos, médico geriatra/cuidados paliativas da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto mostrou as principais causas que dificultam a comunicação com os profissionais de saúde. Entre elas as necessidades cada vez mais complexas do paciente, falta de treinamento em comunicação e interação entre gerações diferentes. “O profissional não pode se esconder atrás de equipamentos e termos técnicos. A comunicação deve ser objetiva. A verdade deve ser dita sempre, ela faz parte do tratamento”.

Dados do Institute of Medicine apontam que 765 bilhões de dólares gastos com saúde foram desperdiçados nos Estados Unidos em 2010 com serviços desnecessários, falhas de comunicação e falta de prevenção.

Confiança, respeito e colaboração, quem mais ganha com esses quesitos presentes na equipe de saúde é o paciente, de acordo com a farmacêutica dra. Fabiana Rossi Varallo, que atua no Hospital Estadual de Américo Brasiliense. Ela falou sobre as habilidades de comunicação como atribuição do farmacêutico clínico. “É fundamental conhecer o processo de saúde do paciente. O farmacêutico que quer se inserir na equipe de saúde precisa aprender a assumir responsabilidade”.

Dr. André Filipe Junqueira, médico geriatra/cuidados paliativos e dra. Fabiana Rossi Varallo, farmacêutica do Hospital Estadual de Américo BrasilienseDr. André Filipe Junqueira, médico geriatra/cuidados paliativos e dra. Fabiana Rossi Varallo, farmacêutica do Hospital Estadual de Américo BrasilienseDr. André Filipe Junqueira, médico geriatra/cuidados paliativos e dra. Fabiana Rossi Varallo, farmacêutica do Hospital Estadual de Américo Brasiliense

O destaque da palestra da dra. Soraia Cardoso Silva, farmacêutica do Instituto do Coração de Hospital das Clínicas de São Paulo (InCor) mostrou o quanto é fundamental contar com a evolução farmacêutica descrita nos prontuários de forma eficaz. Segundo ela, é preciso coletar e organizar dados do paciente, identificar problemas relacionados à farmacoterapia, elaborar um plano de cuidado em conjunto com o paciente, além de realizar o seguimento individual. “Não existe fórmula mágica para o sucesso, precisamos ter bom senso e estarmos respaldados pelo Código de ética farmacêutica”.

Dra. Soraia Cardoso Silva, farmacêutica do InCor e dra. Lilian Pereira Primo, farmacêutica do Hospital das Clínicas de Ribeirão PretoDra. Soraia Cardoso Silva, farmacêutica do InCor e dra. Lilian Pereira Primo, farmacêutica do Hospital das Clínicas de Ribeirão PretoDra. Soraia Cardoso Silva, farmacêutica do InCor e dra. Lilian Pereira Primo, farmacêutica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto

Já dra. Lilian Pereira Primo, farmacêutica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto mostrou sua experiência exitosa em segurança do paciente por meio da atuação do farmacêutico clínico na adesão ao tratamento do HIV/Aids. Ela destacou que após a introdução da terapia antirretroviral para o tratamento, mais de quatro milhões de mortes por HIV foram evitadas. O Brasil fornece 22 medicamentos, sendo que 12 são fabricados no país, independentemente da carga viral, ao ter o diagnóstico, o paciente pode retirar esses medicamentos gratuitamente e iniciar o tratamento.

“Um dos desafios do farmacêutico e da equipe de saúde é entender as necessidades do paciente. Adaptar o tratamento à rotina, inserir o medicamento de forma a interferir o menos possível e, assim, obter maior adesão. Hoje, o atendimento humanizado é o nosso foco, mandamos mensagens por Whatsapp ou SMS para lembrar os pacientes do retorno para a consulta farmacêutica e estamos à disposição em tempo real para tirar as dúvidas do paciente com HIV”.

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Thais Noronha

Assessoria de Comunicação CRF-SP

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