CRF-SP - Clipping de Notícias

CLIPPING - 26/07/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 

Os riscos alarmantes de 10 remédios que todo mundo consome

25/07/2016 - Portal Exame


Seja para dor de cabeça, no estômago ou até mesmo para aquela indigestão após o almoço, se automedicar no Brasil é prática comum entre a maioria das pessoas- afinal todo mundo costuma manter em casa ou na bolsa uma pequena farmácia particular para qualquer contratempo. Óbvio que em alguns casos um comprimido pode salvar o dia e resolver o problema imediatamente, mas o perigo existe se a automedicação vira rotina e a pessoa já não consegue viver mais sem remédios para qualquer tipo de indisposição.

Em seu mais recente livro, "Tarja Preta - Os segredos que os médicos não contam sobre os remédios que você toma", publicado pela revista Superinteressante da Editora Abril, Marcia Kedouk dedica um capítulo inteiro sobre o perigo real da automedicação. Ela alerta, por exemplo, que um despretensioso sal de fruta altera o pH do estômago e pode provocar até mesmo alcalose - que é quando o sangue e outros líquidos corporais se tornam básicos e sobrecarregam os rins e os pulmões.

A autora listou os efeitos indesejados de 10 medicamentos comuns e muito consumidos pelos brasileiros. Veja quais são eles:

1 - Tylenol
Princípio ativo: Paracetamol
Para que serve: Dor e febre
Efeitos indesejados: O paracetamol quando metabolizado pelo fígado se transforma em uma substância tóxica chamada de NAPQI, que normalmente é rapidamente eliminada pelo corpo. O problema é que em adultos doses a partir de 4 gramas por dia ou 1 grama de uma única vez podem sobrecarregar o fígado, causando assim lesões irreversíveis e em alguns casos até falência órgão. As superdosagens podem acontecer porque outros medicamentos também possuem o mesmo princípio ativo. E a mistura do Tylenol com um anti-inflamatório, por exemplo, pode provocar overdose acidental.

2 - Neosaldina
Princípio ativo: Dipirona, mucato de isometepteno e cafeína
Para que serve: Dor e febre
Efeitos indesejados: Os efeitos colaterais da dipirona agem diretamente no sangue, ou melhor, na diminuição da quantidade de células do sangue, como glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Outro alerta diz respeito ao risco de choque anafilático – reação alérgica grave que mesmo quem está acostumado a usar a medicação pode sofrer. Não à toa países como Austrália e Estados Unidos já proibiram o uso da dipirona. Marcia Kedouk ainda alerta que o uso indiscriminado de remédios comuns para dor de cabeça diminui a capacidade de o corpo liberar endorfina – o nosso analgésico natural.

3 - Dorflex
Princípio ativo: Dipirona, citrato de ofernadrina e cafeína
Para que serve: Dor principalmente muscular
Efeitos indesejados: Além dos efeitos colaterais da dipirona, a superdosagem da orfenadrina é tóxica e pode levar à morte. Boca seca, alterações nos batimentos do coração, tremor, agitação, delírio e coma são alguns dos efeitos em doses altas.

4 - Aspirina
Princípio ativo: Ácido acetilsalicílico
Para que serve: Dor e estágios leves de febre
Efeitos indesejados: Oito comprimidos de Aspirina são suficientes para causar choque cardiovascular e insuficiência respiratória – isso porque doses altas aumentam o risco de excesso de acidez no sangue e baixa acentuada de glicose.

Em diabéticos, o uso indiscriminado da Aspirina pode causar hipoglicemia – uma vez que essas pessoas já usam medicamentos para controlar a doença.

Combinada com outro anti-inflamatório ou álcool, o uso da Aspirina aumenta as chances de úlcera e sangramentos estomacais e intestinais severos.

5 - Salonpas
Princípio ativo: Salicilato de metila e levomentol
Para que serve: Dores muscularesEfeitos indesejados: Os efeitos colaterais de medicamentos aplicados na pele são mais raros, pois é difícil o organismo absorver o remédio. No caso da Salonpas, o risco existe se o paciente toma algum tipo de anticoagulante, medicação para diabetes, se é alérgico ao princípio ativi da Aspirina, ou ainda se tem sangramentos gastrointestinais ou problemas nos rins ou fígado.

6 - Eno
Princípio ativo: Bicarbonato de sódio, carbonato de sódio e ácido cítrico
Para que serve: Queimação no estômago
Efeitos indesejados: Dois envelopes de Eno contêm 1,7 grama de sódio - quase que a recomendação máxima diária de consumo que é 2 gramas. Ou seja, este simples medicamento pode ser uma bomba principalmente para quem tem pressão alta e problemas no coração.

O uso indiscriminado de Eno pode alterar o pH do estômago e, assim, sobrecarregar os rins e os pulmões. Além disso, o excesso de antiácidos, de uma maneira geral, pode reduzir a absorção de nutrientes e diminuir as defesas naturais do suco gástrico, aumentando assim os riscos de contaminação de alimentos.

7 - Omeprazol
Princípio ativo: Omeprazol
Para que serve: Dores no estômago principalmente as provocadas por lesões das mucosas
Efeitos indesejados: O Omeprazol age na diminuição do suco gástrico e seu uso por um longo período pode causar efeito-rebote, gerando assim o excesso de produção de gastrina.

Além disso, assim como os antiácidos, o uso frequente e sem acompanhamento médico do Omeprazol pode aumentar o riscoo risco de infecções e dificultar o organismo a absorver nutrientes. Seu uso por muito tempo pode provocar, por exemplo, a diminuição severa dos níveis de magnésio causando em alguns casos problemas cardíacos.

8 - Neosoro
Princípio ativo: Cloridrato de nafazolina
Para que serve: Desentupir o nariz
Efeitos indesejados: A nafazolina pode induzir a tolerância, efeito-rebote e até dependência psicológica. Seu uso frequente faz com que o corpo acostume com a medicação e exija uma quantidade maior do produto. Além de uma rinite medicamentosa, o Neosoro pode aumentar a pressão sanguínea e trazer problemas para o coração.

9 - Torsilax
Princípio ativo: Diclofenaco sódico, carisoprodol, paracetamol e cafeína
Para que serve: Dores musculares
Efeitos indesejados: Anti-inflamatórios de uma maneira geral podem atacar as mucosas do trato digestivo, causando assim náusea, vômito, diarreia, cólicas abdominais, sangramento gastrointestinais e úlceras.

10 - Amoxil
Princípio ativo: Amoxilina (antibiótico)
Para que serve: Infecções (combate de bactérias)
Efeitos indesejados: O uso indiscriminado de antibióticos pode levar a proliferação de bactérias resistentes, chamadas de superbactérias.




Remédios mais caros impulsionam crescimento da Hypermarcas

25/07/2016 - Portal Exame


A maior parte do crescimento de 11,4% na receita da Hypermarcas veio do aumento de preços que ela aplicou em abril. A receita líquida alcançou R$ 807,1 milhões no segundo trimestre do ano.

Segundo o presidente da companhia, Claudio Bergamo, o volume de produtos vendidos se manteve estável no trimestre.

Os preços dos remédios e outros produtos da companhia aumentaram por conta dos custos mais elevados, principalmente com a valorização do dólar.

Além da volatilidade do câmbio, a empresa sofreu com o clima inconstante.

A demora na chegada do inverno atrasou também as receitas. As vendas dos remédios Benegripe e Coristina, por exemplo, começaram mais tarde esse ano, explicou o presidente.

“Mas temos uma boa notícia, esses remédios tiveram grande demanda no último mês e as vendas estão em um bom caminho. Também estamos expandindo o Benegripe para o público infantil, com o Benegripe Multi”, afirmou Bergamo.

Para reverter a estabilidade no volume de vendas, a companhia reforçou a equipe de visitação a médicos, para informar sobre os novos produtos e distribuir brindes e amostras.

Também busca modernizar suas linhas de medicamentos, por exemplo nos segmentos de dermocosméticos e nutricionais. “Precisamos trabalhar para dar um salto nas nossas linhas para obter as moléculas de última geração”, afirmou o presidente.


DIVISÕES


Nos últimos meses, a empresa tem buscado concentrar seus esforços na área farmacêutica, cuja rentabilidade é maior. Ela hoje é dona de 11% do setor e de medicamentos importantes como Benegripe, Engov, Rinosoro e Estomazil.

Em novembro, anunciou a venda de sua divisão de cosméticos para a Coty por cerca de R$ 3,8 bilhões. Já em janeiro ela vendeu seu negócio de preservativos, que detinha as marcas Jontex, Olla e Lovetex, por R$ 675 milhões.

Depois dessas operações, a companhia se reorganizou em três unidades de negócio: produtos de prescrição, consumer health, que são medicamentos que não precisam de receita médica, e similares e genéricos.


CAIXA POSITIVO


O lucro líquido foi de R$ 176,4 milhões, alta de 59,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A melhora foi decorrente da redução de despesas financeiras, com a mudança da estrutura de capital após a venda do negócio de cosméticos para a Coty.

A venda também impactou positivamente o fluxo de caixa livre, que chegou a R$ 223 milhões no trimestre, ante R$ 7 milhões negativos no mesmo trimestre de 2015.

Ela terminou o período com R$ 252,2 milhões no caixa. O número não inclui a segunda parcela a receber da venda do negócio de preservativos.




Testes clínicos com 'pílula do câncer' começam nesta segunda-feira em SP

25/07/2016 - G1 - Bem Estar


Começam nesta segunda-feira (25) no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) os testes em humanos com a fosfoetanolamina, composto que ficou conhecido como "pílula do câncer". O anúncio do início dos testes foi feito na semana passada.

Nesta fase inicial, a substância será avaliada em 10 pacientes para determinar a segurança da dose. Se a droga não apresentar efeitos colaterais, a pesquisa seguirá com mais 200 pacientes.

Dez tipos de câncer diferentes estão incluídos nos testes - ou seja, 21 indivíduos com cada tipo da doença receberão três comprimidos da fosfoetanolamina. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

A fase na qual 210 pacientes participarão da pesquisa deverá durar cerca de seis meses. O início dos testes foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde.

Se pelo menos três pacientes de cada um desses grupos de câncer apresentar uma melhora no quadro de saúde devido à pílula, o governo deverá liberar mais uma fase do estudo com a chamada de mais 80 indivíduos. No total, até mil pessoas poderão participar do processo. Toda a pesquisa deverá ser encerrada em dois anos.

Caso nenhum dos 210 pacientes iniciais apresentar qualquer melhora ou sintoma, o estudo será encerrado no prazo estipulado de até seis meses.

"[Escolhemos] pacientes em tratamento no instituto. Não haverá a inscrição de pacientes de fora [para os testes], pelo menos não neste primeiro momento", disse Paulo Marcelo G. Hoff, vice-presidente do Icesp, na semana passada.

"Nós achamos que era mais justo tratar os pacientes que já são da instituição. Ou seja, não há nenhum favorecimento. A escolha será feita baseada nos critérios de inclusão e exclusão que estão muito bem determinados para cada um dos 10 grupos [de câncer]", completou.

Os pacientes escolhidos buscaram os médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e não estão em estado terminal, segundo Hoff. Ele diz que os indivíduos escolhidos não têm outra opção de tratamento curativo disponível e estão em condição física pra responder aos testes.

Além disso, os pacientes não deverão receber nenhum tipo de medicamento durante o processo. Por isso, as pessoas selecionadas respeitaram o critério de poder estar há dois meses sem o tratamento tradicional sem qualquer impacto na expectativa de sobrevida durante os próximos meses.

A substância foi encaminhada para o Icesp pela Fundação para o Remédio Popular (Furp) - laboratório oficial da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Ainda de acordo com o governo do estado, há cápsulas suficientes para a realização da pesquisa.


PRODUÇÃO DA SUBSTÂNCIA


A sintetização da fosfoetanolamina que será testada em humanos foi feita pelo laboratório PDT Pharma, do município de Cravinhos, no interior de São Paulo. A Furp apenas encapsulou a substância. Ainda de acordo com o governo, o pesquisador da USP de São Carlos, Gilberto Chierice, que desenvolveu uma forma de sintetizar a substância, está acompanhando os testes.

A "pílula do câncer" já havia sido testada em animais de pequeno porte, mas a etapa de animais de grande porte foi pulada já que outras pessoas já consumiram a fosfoetanolamina não apresentaram sintomas graves.

"Nós fizemos uma opção pragmática aceitando o fato de que nós temos mais de 20 mil humanos que receberam o produto. Isso é diferente de um produto que está surgindo novo e que nunca ninguém o tomou. Então, nós achamos que seria possível neste caso nós acelerarmos o processo", disse.

Os tipos de câncer que serão contemplados nos testes são: cabeça e pescoço, pulmão, mama, colo e reto, fígado, pâncreas, melanoma, gástrico, colo uterino e próstata.

4 perguntas e respostas sobre o caso da FOSFOETANOLAMINA

1) O que é? Uma substância que passou a ser produzida em laboratório por um pesquisador da USP, hoje aposentado, que acredita que ela seja capaz de tratar câncer.

2) Qual é a polêmica? Pessoas com câncer têm entrado na Justiça para obter o produto da USP, mas ele não passou pelos testes legalmente exigidos. A USP atendia à demanda somente porque era obrigada judicialmente.

3) Mas ela funciona contra o câncer? Cientificamente, não há como afirmar, porque os testes necessários não foram feitos. Ela foi distribuída para diferentes tipos de câncer, mas sem seguir evidências científicas de que isso seja adequado.

4) Que mal pode fazer usar esse produto? Como seus efeitos são desconhecidos, não há como excluir efeitos colaterais. O próprio pesquisador que descobriu como sintetizá-la admite que não sabe dizer que dosagem seria adequada para o tratamento de câncer.

A substância, que começou a ser sintetizada por um pesquisador do Instituo de Química da USP de São Carlos no final da década de 1980, ainda não passou pelas etapas de pesquisa necessárias para o desenvolvimento de um medicamento, portanto não existem evidências científicas de que o produto seja eficaz no combate ao câncer ou seguro para o consumo humano, daí a necessidade de mais testes. Outras instituições pelo país têm feito pesquisas com animais.

Preço do plano variou até 470% ano passado

26/07/2016 - DCI


São Paulo - O valor da mensalidade dos planos de saúde ano passado variaram até 470% entre as diferentes faixas etárias, segundo um levantamento da Agência Nacional de Saúde (ANS), publicado ontem.

De acordo com o estudo 'Painel de Precificação', o Estado de São Paulo teve o menor valor de mensalidade média (R$ 423,4) e Roraima o maior valor (R$ 706,7). "O valor comercial médio entre todos os estados é de R$ 610,2", detalhava o estudo.

O levantamento considera o valor comercial dos planos de saúde da faixa etária dos 44 aos 48 anos de planos de segmentação 'Ambulatorial Hospitalar' e tipo de contratação 'Individual ou Familiar'. A diferenciação entre preços relacionados à faixa etária foi verificada em todas as modalidades de plano: família ou individual, coletivo por adesão e empresarial. Todos eles, inclusive, giram em torno de 450% a diferença.

No caso dos planos individual ou familiar, as mensalidades variam de R$ 172,39 (para até 18 anos) a R$ 972,22 (59 anos ou mais).

Segundo a ANS, a diferença de preço entre a primeira e a última faixa etária foi de 4,57 vezes para os planos de contratação coletivo empresarial, 4,56 vezes no caso dos planos definidos como coletivos por Adesão e de 4,64 vezes para os planos de contratação individual ou familiar.

O levantamento aponta ainda que o preço da mensalidade sobe mais rápido na medida em que o beneficiário de plano de saúde muda de faixa etária, pesando mais para aqueles que têm 59 anos ou mais.

Segundo a ANS, o reajuste médio por mudança de faixa etária foi de 10,5% ao se completar 34 anos e de 25% ao completar 44 anos. Já o aumento do preço do plano para o beneficiário que completou 59 anos foi de 43,6%.


ALTA DOS CUSTOS


Entre os argumentos das operadoras de saúde para a alta dos preços, foi a evolução do custo médio das despesas assistenciais por parte dos planos. Segundo o documento da ANS, entre janeiro de 2011 e dezembro de 2015 observou-se um crescimento dos gastos com consultas na ordem de 46,84%. Nos exames a alta foi de 28,26%, enquanto nas terapias o avanço somou 45,28%. Além disso, a ANS ressalta a alta de 34,9% nos custos para internações e outros atendimentos ambulatoriais, que subiu 20,1% em cinco anos.

Segundo o texto da agência reguladora, houve, ano passado, alta na oferta ao mercado de planos de contratação individual ou familiar. "Em 2015 todos os estados da federação passaram a oferecer planos com essa modalidade contratação, o que não vinha acontecendo nos anos anteriores", detalha o informe da agência.




Vacina contra dengue será vendida no Brasil por quase R$ 140

26/07/2016 - O Globo


A Dengvaxia, primeira vacina contra a dengue disponível no Brasil, vai custar de R$ 132,76 a R$ 138,53, dependendo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de cada estado. No Rio, onde a taxa é de 20%, vigorará o preço mais alto. Hospitais e clínicas particulares ainda poderão cobrar um valor adicional pela aplicação.

De acordo com o Ministério da Saúde, não há previsão de compra pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Serão feitos estudos de custo e, caso seja viável, a vacina terá distribuição gratuita no país. O governo do Paraná, porém, anunciou que iniciará campanha de vacinação contra a dengue hoje.

A Dengvaxia, produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, é uma imunização recombinante tetravalente, para os quatro sorotipos da doença, produzida com um vírus vivo atenuado. Poderá ser aplicada em pessoas de 9 anos a 45 anos, que tomarão três doses subcutâneas com intervalo de seis meses entre elas.

A vacina não protege 100% dos pacientes, mas, segundo testes feitos pelo governo brasileiro antes de sua aprovação, ocorrida em dezembro de 2015, é capaz de reduzir 81% das internações e 93% dos casos graves. Em média, duas em cada três pessoas ficam imunizadas, segundo a Sanofi. Os testes envolveram 40 mil pessoas em 15 países. No Brasil, foram cerca de 3.500.


ZIKA E MICROCEFALIA NA EUROPA


Também ontem, autoridades de saúde da Espanha divulgaram o nascimento de um bebê com microcefalia relacionada ao vírus zika no país. Trata-se do primeiro caso com estas características na Europa.

E um estudo feito por cientistas americanos e britânicos, divulgado pela revista “Nature Microbiology”, afirma que 93,4 milhões de pessoas podem ser infectadas pelo zika na América Latina e no Caribe até o fim da atual epidemia, incluindo 1,65 milhão de mulheres em idade fértil.

A pesquisa analisou surtos anteriores semelhantes, padrões de transmissão do mosquito Aedes aegypti, condições climáticas, períodos de incubação do vírus e o impacto da imunidade da população. O Brasil lidera a quantidade prevista de infectados, devido ao seu tamanho e às condições naturais da transmissão, com 37,4 milhões de pessoas.




Após reajuste, Hypermarcas busca crescer em volume

26/07/2016 - Valor Econômico


O reajuste regulamentar de cerca de 12% aplicado aos medicamentos no mês de abril foi o principal responsável pelo aumento de 11,4% da receita da Hypermarcas no segundo trimestre, para R$ 807 milhões. Dessa forma, o reforço para a segunda metade do ano deverá ser o aumento das vendas em volume.

Com a segregação das atividades farmacêuticas da companhia em três unidades, produtos de prescrição, "consumer health" e similares e genéricos, a companhia delineou estratégias diferentes para cada segmento.

O grande destaque deve ser o investimento na área de medicamentos de prescrição, cujo espaço para crescimento é considerado maior pela companhia.

"O mercado de prescrição é o que tem menor cobertura pela Hypermarcas.

Logo, tem a maior oportunidade de expansão com novos produtos e lançamentos", afirmou Cláudio Bergamo, presidente da Hypermarcas, em teleconferência com analistas realizada nesta segunda-feira. Segundo ele, a companhia tem produtos para apenas 37% das categorias de medicamentos com prescrição.

Além da ampliação da área de atuação, a empresa pretende fortalecer a força de visitação médica, com destaque para os produtos oftalmológicos.

Para a área de "consumer health", que envolve principalmente os medicamentos vendidos sem prescrição, a proposta é investir mais em exibição e propaganda até o fim do ano. Com relação aos genéricos, Bergamo admitiu que os produtos comercializados pela companhia estão em uma geração anterior e que pretende fortalecer o lançamento de medicamentos de "última geração".

Após o balanço divulgado na sexta-feira (22), que informou também aumento de 59% no lucro de abril a junho, as ações da companhia fecharam o pregão da BM&FBovespa em alta de 1,36%, para R$ 26, indo na contramão do Ibovespa, que encerrou o dia em ligeira queda de 0,23%.

Além do aumento regulamentar dos medicamentos, outro destaque foi a redução das políticas de descontos, planejada desde 2015, como influência para o aumento da receita. "Diferentemente do setor de consumo, o farmacêutico é mais disciplinado para aplicação de ajuste de preço", afirmou Bergamo.

O UBS indicou que o avanço de 10,9% das vendas indiretas da Hypermarcas no segundo trimestre demonstrou uma "reação negativa baixa" diante do aumento dos preços.

Desde o fim do ano passado, a companhia tem se desfeito por completo de suas operações de consumo, vendendo a área de cosméticos para a Coty e a divisão de preservativos para a Reckitt Benckiser.

Ainda resta a divisão de fraldas que, segundo relatório do BTG Pactual, é avaliada entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão, com a belga Ontex como principal candidata para a compra da divisão.

"A divisão de fraldas nunca obteve desempenho tão bom", segundo o diretor financeiro Martim Mattos. "Além do ganho de 19% na receita, a margem bruta [da divisão de fraldas] está no melhor ponto da série histórica." As vendas das operações deixaram o caixa da companhia no azul, com posição de caixa de R$ 252,2 milhões e fluxo de caixa livre positivo em R$ 223 milhões no segundo trimestre.

Mas, mesmo com dinheiro no bolso, a Hypermarcas não pretende ganhar participação de mercado com aquisições, apenas com crescimento orgânico.

"O objetivo é distribuir em dividendos o excesso de caixa que a companhia tem e vai continuar tendo", afirmou Bergamo.

A companhia anunciou na sexta-feira distribuição de R$ 158 milhões em dividendos adicionais, com base no lucro líquido apurado no segundo trimestre. No entendimento do banco Credit Suisse, a intenção da empresa é dar retorno rápido aos acionistas após a forte geração de caixa.

Outra adição às receitas da companhia no trimestre foram os R$ 26,7 milhões ressarcidos pelo ex-executivo Nelson Mello, que teria admitido o pagamento de propina a lobistas. A Hypermarcas aprovou na sexta-feira a criação de um comitê de auditoria.




Antes de crescer no País, CVS poderá fechar até 25% das lojas da Onofre

26/07/2016 - O Estado de S.Paulo


Quando a rede americana CVS, que tem mais de 7 mil lojas nos Estados Unidos, chegou ao Brasil, em 2013, a expectativa era grande. Esperava-se que a aquisição da Onofre fosse só o primeiro passo da companhia. Três anos mais tarde, porém, quase nada ocorreu. A Onofre, hoje com 47 lojas, perdeu posições no mercado e nem figura entre as dez maiores redes do País. Antes de crescer, o negócio que hoje fatura R$ 375 milhões, segundo apurou o Estado, poderá fechar até um quarto de suas lojas atuais.

Em 2013, a CVS chegou ao País de forma agressiva, pagando R$ 600 milhões pela Onofre, que pertencia à família A rede – à época, o valor foi considerado alto por analistas. Mas o processo de transição não estaria sendo fácil. Agora, a CVS estaria tentando reaver, por meio de arbitragem, cerca de R$ 100 milhões por causa de problemas do negócio que teriam sido revelados posteriormente. O Estado apurou que a demanda estaria sendo rebatida pelos antigos sócios da rede.

Nos últimos dois anos, a Onofre se dedicou a mudanças internas – como a adaptação do negócio às normas americanas de compliance –, enquanto a CVS chegou a considerar passos ousados no Brasil, que não se concretizaram. Um deles foi a compra da atual vice-líder do setor, a São Paulo/Pacheco, por cerca de R$ 6 bilhões.

Ao Estado, uma fonte afirmou que outras dez redes de pequeno e médio porte teriam sido avaliadas pela americana, que acabou não fechando negócio algum para se dedicar à reestruturação da Onofre.


REDUÇÃO


Uma das medidas ainda a serem tomadas dentro deste processo seria o fechamento de lojas de pequeno porte (de cerca de cem metros quadrados), que representam 25% do total dos pontos da Onofre (ou cerca de 12 unidades).

Após mudar o design da marca, a Onofre agora abriu algumas lojas – entre elas a de Alphaville – que devem representar o futuro da rede, com cerca de 300 metros quadrados de área. “As lojas pequenas não são rentáveis, pois o custo de mantê-las abertas é quase o mesmo das unidades maiores”, explicou uma fonte.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Farmácias (Abrafarma) confirmam o processo de encolhimento da Onofre em relação à concorrência. Em 2011, a companhia aparecia na 8.ª posição do ranking nacional da entidade. No ano passado, caiu para o 17.º lugar.

Para especialistas, a opção de reorganizar a casa sem crescer de forma significativa pode ser um problema sério. “O total de lojas da Onofre é quase equivalente ao número de unidades que a Raia Drogasil abriu somente entre abril e junho”, disse o analista Guilherme Assis, do banco Brasil Plural.

Em relatório recente, Assis alertou que, caso a tendência de recuperação da economia se confirme, o crescimento do setor de drogarias deverá ficar mais próximo do resultado geral do mercado. Em 2015 e 2016, em razão da crise, o setor se descolou da economia e ganhou muito valor na Bolsa, mas, à medida que fica com mais dinheiro no bolso, o consumidor deve dar mais atenção a itens que ficaram em segundo plano nos últimos anos, como móveis, eletrodomésticos e roupas.

Procurada, a Onofre não deu entrevista. Disse apenas que suas ações atuais visam a uma estratégia de longo prazo.

A família A rede não retornou o contato da reportagem até o fechamento da edição. No fim de 2015, quando o Estado revelou a disputa com a CVS, fonte próxima à família disse que os empresários viam o pedido da americana como infundado.




Preço médio de plano de saúde no Brasil é de R$ 610

25/07/2016 - R7


O valor médio de um plano de saúde no Brasil foi de R$ 610,24 no ano passado, com uma variação de até R$ 72,73. Os dados fazem parte da 4ª edição do Painel de Precificação, publicação anual da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O estudo avalia os valores médios praticados no mercado de planos de saúde.

Para chegar a esse valor, a publicação considera somente os planos para a faixa etária entre 44 e 48 anos. Existem ainda 11 segmentações de assistência, mas para efeito da pesquisa os planos foram enquadrados em três tipos: “ambulatorial”, “hospitalar” e “ambulatorial hospitalar”.

Karla Santa Cruz Coelho, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, explicou o motivo pela escolha dessa segmentação etária para a análise.

— Essa faixa etária e a segmentação foram selecionadas por serem as que melhor refletem estatisticamente a equivalência entre os planos e porque demonstram pouca flutuação de valores, apresentando uma maior estabilidade em relação às demais faixas etárias.

Segundo a análise, em dezembro de 2015, o estado de São Paulo apresentou o menor valor comercial para essa segmentação e contratação, entre todos os estados e o Distrito Federal: R$ 423,41. No outro extremo da tabela, o estado de Roraima obteve o maior valor comercial médio: R$ 706,78.

A publicação traz, ainda, a evolução do custo médio de despesa assistencial, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2015. Além disso, o Painel da Precificação dos Planos de Saúde 2015 traz dados sobre despesas não-assistenciais, como os custos administrativos das operadoras. Todas as informações podem ser consultadas com maior detalhamento na própria publicação.

Zika poderá infectar 93 milhões em 3 anos

26/07/2016 - O Estado de S.Paulo


Cerca de 93 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe - incluindo 1,6 milhão de mulheres férteis - podem ser infectadas pelo vírus zika até o fim da atual epidemia, dentro de dois ou três anos, de acordo com uma nova projeção feita por um grupo de cientistas americanos e britânicos.

O estudo, liderado por Alex Perkins, da Universidade Notre Dame (Estados Unidos), em parceria com cientistas da Universidade de Southampton, foi publicado nesta segunda na revista científica Nature Microbiology.

Segundo Perkins, esses números representam o pior cenário possível. “Por um simples fator aleatório, e porque alguns lugares são relativamente isolados e esparsamente povoados, o vírus não vai chegar a todos os cantos do continente”, disse.

A estimativa foi feita a partir da soma de milhares de projeções localizadas sobre o número de pessoas que podem ser infectadas em quadrantes de cinco por cinco quilômetros em todo o continente. Como o vírus não deve chegar a todos os pontos da região, o total de 1,65 milhão de mulheres é o limite máximo para infecção nesta primeira onda de zika.

Com base nas atuais taxas de problemas congênitos em mulheres infectadas, a pesquisa sugere que dezenas de milhares de gestações poderão ser afetadas. De acordo com os autores do artigo, no dia 30 de junho, já haviam sido registrados 1.674 casos confirmados de microcefalia associada à zika em cinco países, incluindo o Brasil.

“É difícil prever com precisão quantas mulheres férteis podem estar submetidas ao risco de infecção por zika, porque uma grande proporção dos casos não apresenta sintomas. Isso invalida os métodos que se baseiam apenas em dados sobre os casos e gera um imenso desafio para os cientistas que tentam entender essa doença”, disse o geógrafo Andrew Tatem, da Universidade de Southampton.

Cerca de 80% dos casos de zika são assintomáticos, segundo o cientista. Além disso, parte dos casos nos quais aparecem sintomas pode ser consequência de infecção cruzada por outros vírus.

Esses fatores, combinados à inconsistência dos relatos de casos e à heterogeneidade do acesso à saúde em diferentes regiões, fazem com que os dados baseados em relatos de casos sejam pouco confiáveis, segundo Tatem.

Para contornar a dificuldade, na nova pesquisa, os cientistas construíram uma previsão baseada na soma das projeções locais de alastramento da zika, levando em conta padrões da doença apresentados em epidemias semelhantes, associando-os a outros fatores como vetor de transmissão (o mosquito), condições climáticas e períodos de incubação do vírus.

Europa tem 1º bebê com microcefalia ligada à zika

Médicos espanhóis divulgaram nesta segunda-feira, 25, o nascimento do primeiro bebê nascido com microcefalia ligada à zika registrado na Europa. Uma mulher infectada com o vírus deu à luz um bebê com a má-formação no domingo, no Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona. A mãe, que não foi identificada, contraiu o vírus em uma viagem à América Latina, para um país que não foi revelado pelas autoridades de saúde espanholas. O sexo do bebê também não foi informado.

O chefe de Pediatria Neonatal do hospital, Felix Castillo, disse à imprensa que “o bebê não precisou ser ressuscitado”, que seus sinais vitais são “normais e estáveis”, mas que ele nasceu com a cabeça “menor que o normal, indicando microcefalia”.

Cerca de 93 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe - incluindo 1,6 milhão de mulheres férteis - podem ser infectadas pelo vírus zika até o fim da atual epidemia, dentro de dois ou três anos, de acordo com uma nova projeção feita por um grupo de cientistas americanos e britânicos.

O estudo, liderado por Alex Perkins, da Universidade Notre Dame (Estados Unidos), em parceria com cientistas da Universidade de Southampton, foi publicado nesta segunda na revista científica Nature Microbiology.

Segundo Perkins, esses números representam o pior cenário possível. “Por um simples fator aleatório, e porque alguns lugares são relativamente isolados e esparsamente povoados, o vírus não vai chegar a todos os cantos do continente”, disse.


ZIKA É ENCONTRADO NA SALIVA; SAIBA COMO SE PROTEGER


A estimativa foi feita a partir da soma de milhares de projeções localizadas sobre o número de pessoas que podem ser infectadas em quadrantes de cinco por cinco quilômetros em todo o continente. Como o vírus não deve chegar a todos os pontos da região, o total de 1,65 milhão de mulheres é o limite máximo para infecção nesta primeira onda de zika.

Com base nas atuais taxas de problemas congênitos em mulheres infectadas, a pesquisa sugere que dezenas de milhares de gestações poderão ser afetadas. De acordo com os autores do artigo, no dia 30 de junho, já haviam sido registrados 1.674 casos confirmados de microcefalia associada à zika em cinco países, incluindo o Brasil.

“É difícil prever com precisão quantas mulheres férteis podem estar submetidas ao risco de infecção por zika, porque uma grande proporção dos casos não apresenta sintomas. Isso invalida os métodos que se baseiam apenas em dados sobre os casos e gera um imenso desafio para os cientistas que tentam entender essa doença”, disse o geógrafo Andrew Tatem, da Universidade de Southampton.

Cerca de 80% dos casos de zika são assintomáticos, segundo o cientista. Além disso, parte dos casos nos quais aparecem sintomas pode ser consequência de infecção cruzada por outros vírus.

Esses fatores, combinados à inconsistência dos relatos de casos e à heterogeneidade do acesso à saúde em diferentes regiões, fazem com que os dados baseados em relatos de casos sejam pouco confiáveis, segundo Tatem.

Para contornar a dificuldade, na nova pesquisa, os cientistas construíram uma previsão baseada na soma das projeções locais de alastramento da zika, levando em conta padrões da doença apresentados em epidemias semelhantes, associando-os a outros fatores como vetor de transmissão (o mosquito), condições climáticas e períodos de incubação do vírus.


EUROPA TEM 1º BEBÊ COM MICROCEFALIA LIGADA À ZIKA


Médicos espanhóis divulgaram nesta segunda-feira, 25, o nascimento do primeiro bebê nascido com microcefalia ligada à zika registrado na Europa. Uma mulher infectada com o vírus deu à luz um bebê com a má-formação no domingo, no Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona. A mãe, que não foi identificada, contraiu o vírus em uma viagem à América Latina, para um país que não foi revelado pelas autoridades de saúde espanholas. O sexo do bebê também não foi informado.

O chefe de Pediatria Neonatal do hospital, Felix Castillo, disse à imprensa que “o bebê não precisou ser ressuscitado”, que seus sinais vitais são “normais e estáveis”, mas que ele nasceu com a cabeça “menor que o normal, indicando microcefalia”.

Segundo Castillo, a criança foi monitorada constantemente e nasceu de cesariana, após 40 semanas de gestação. De acordo com ele, em maio, as autoridades de saúde informaram aos pais que a microcefalia havia sido detectada no feto, mas o casal decidiu ter o bebê.

Até agora, nenhum caso de nascimento de bebês com microcefalia ligada à zika havia sido registrado na Europa. Em fevereiro, foi relatado o caso de uma mulher da Eslovênia que contraiu zika e engravidou durante uma viagem a trabalho para o Nordeste brasileiro. O feto foi diagnosticado com microcefalia, mas a mãe optou por interromper a gravidez com 32 semanas de gestação.

A Espanha já identificou 190 casos de infecção por zika até agora, segundo o Ministério da Saúde. Uma pessoa contraiu o vírus por transmissão sexual e as outras 189 em viagens ao exterior.




Saiba como descobrir se você pode ter diabetes

25/07/2016 - Folha de S.Paulo / Site


A OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou um relatório alarmante neste ano: a diabetes já afeta quase 1 em cada 11 adultos no mundo, e os casos passaram de 108 milhões nos anos 1980 para 422 milhões em 2014.

O Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, é o quarto país do mundo com maior prevalência da doença. Estima-se que haja cerca de 14 milhões de diabéticos no país, ou 12% da população adulta.

Mas como saber se você pode ter a doença e deve procurar um médico? Para responder a pergunta é preciso, em primeiro lugar, entender que há dois tipos diferentes de diabetes.

A do tipo 1 corresponde a mais ou menos 10% dos casos e atinge principalmente crianças e adolescentes. Neste tipo, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Luiz Alberto Andreotti Turatti, sintomas como sede, excesso de urina e cansaço são comuns.

Já os outros 90% dos casos são de diabetes tipo 2. Atinge, normalmente, pessoas com mais de 40 anos e está relacionada à obesidade e sedentarismo.

Mas, diferentemente do que ocorre no tipo 1, as pessoas que sofrem de diabetes tipo 2 não costumam apresentar sintomas. "A gente chama o tipo 2 de doença silenciosa. Ela é traiçoeira, porque a maioria das pessoas não tem sintomas, a não ser que a doença esteja descontrolada", diz Turatti.

Por isso, segundo Marcos Tambascia, professor especialista em endocrinologia da Unicamp, o conselho é que pessoas com mais de 45 anos façam check up regularmente para investigar se têm diabetes.

O censo sobre diabetes no Brasil, segundo ele, mostrou que 50% das pessoas afetadas não sabiam que tinham a doença. Muitas vezes elas só a descobrem quando as complicações da doença –como problemas de visão e nos rins– aparecem. Ele afirma também que a melhor forma de prevenção é se manter dentro do peso e fazer exercícios físicos.

"Uma das principais causas do aumento de diabetes tipo 2 está associado ao envelhecimento, e como as pessoas vivem mais hoje, têm mais chance de ter diabetes. Sobre esse fator a gente não pode fazer nada. Mas os dois outros daria para prevenir: obesidade e sedentarismo", afirma. "Teoricamente é fácil, mas a gente sabe que na prática é difícil", completa.


A BBC Brasil lista abaixo alguns sinais que podem indicar que você precisa procurar um médico:


1) SEDE
Ter sede em excesso pode ser um indicativo de diabetes. Isso acontece porque, com o aumento de açúcar no sangue, a pessoa passa a urinar mais, o que gera desidratação e, consequentemente, sede.

2) EXCESSO DE URINA
Pessoas com diabetes costumam sentir que estão urinando mais - levantam mais à noite para ir ao banheiro, por exemplo. "Quando aumenta o açúcar no sangue, o rim começa a filtrar açúcar, elimina açúcar pela urina. E aí a pessoa perde água junto, e isso desidrata, dá muita sede", explica Tambascia.

3) FOME
Também causada pela desidratação e perda de glicose pela urina. "Você perde caloria pela urina, perde açúcar", explica Turatti. Isso, segundo ele, dá fome, para o corpo recuperar calorias.

4) TONTURA E CANSAÇO
Esses sintomas não são específicos, mas são comuns em casos de diabetes. Isso ocorre porque, quando o nível de açúcar no sangue está baixo, é como se as células não tivessem "combustível" suficiente para trabalhar.
Também pode ocorrer tontura devido à desidratação.

5) PERDA DE PESO
Ocorre também como resultado da perda de calorias pela urina. "Algumas pessoas têm um pouco de enjoo e um emagrecimento muito rápido, já que sem insulina você acaba queimando gordura", explica Tambascia.

6) VISÃO EMBAÇADA
O paciente pode ficar com a visão embaçada ou fora de foco. "Isso ocorre porque você também tem uma alteração no fundo do olho dos pacientes que estão com açúcar muito alto", diz Turatti.

7) INFECÇÕES NAS REGIÕES GENITAIS
Tanto homens quanto mulheres, segundos os especialistas, podem ter infecções na região genital. "Elas aparecem por conta da alteração da imunidade que, muitas vezes, facilita infecção por cândida tanto no homem quanto na mulher", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

8) IDADE E GRUPOS DE RISCO
Como a diabetes tipo 2 não costuma ter sintomas, a recomendação é que pessoas com mais de 45 anos façam um exame para detectar diabetes pelo menos uma vez por ano.
"A recomendação é que todo adulto com mais de 45 anos faça medida de glicemia uma vez por ano, que ele vá num clínico fazer o exame. Se tem antecedente de diabetes na família, deve fazer até antes, mais novo", explica Tambascia.
Pessoas que estão acima do peso também devem ficar atentas, já que a diabetes tipo 2 está ligada à obesidade.




Câncer de mama

26/07/2016 - Correio Braziliense


A dieta dos pais pode influenciar o risco de câncer de mama dos filhos, aponta uma pesquisa realizada por cientistas brasileiros. No trabalho, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) fizeram um experimento com ratos e viram que os machos cuja dieta era muito rica em gordura tinham mais chances de ter filhotes fêmeas com a doença. Os autores do estudo, publicado ontem na revista especializada Breast Cancer Research, acreditam que os achados podem ajudar em estratégias futuras de proteção caso resultados semelhantes sejam encontrados em humanos.

A equipe focou a alimentação porque ela é um dos principais fatores que influenciam o risco de tumor de mama, segundo diversas pesquisas. Muitos artigos já mostraram que a dieta da mãe durante a gestação e a amamentação está relacionada a uma maior ocorrência do mal nos descendentes.

“Nosso objetivo foi verificar se os pais também poderiam contribuir com o risco para a doença em suas filhas. Isso porque metade do genoma do embrião é fornecido pelo espermatozoide”, explica ao Correio Thomas Ong, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e um dos autores do estudo.

No experimento, os cientistas alimentaram 60 ratos machos, divididos em três grupos. O primeiro recebeu uma dieta em grande parte constituída de banha de porco; outro se alimentou basicamente com óleo de milho; e, por fim, um terceiro conjunto de animais recebeu uma ração de controle, com pouca gordura. “Optamos por estudar gorduras de origem animal e vegetal porque, atualmente, seu consumo é excessivo, tanto em mulheres quanto em homens”, justifica Ong.


DIFERENÇAS


Os animais acasalaram com fêmeas alimentadas com dieta comum e induzidas a ter tumores mamários aos 50 dias de idade. Os pesquisadores analisaram os filhotes fêmeas nascidos desses acasalamentos, observando, além da ocorrência de células cancerígenas, aspectos como resistência e taxa de crescimento dos tumores.

Os três grupos geraram filhotes fêmeas que acabaram desenvolvendo câncer na mama, mas os tumores daquelas cujos pais tinham recebido mais gordura eram mais resistentes às formas de tratamento. Além disso, os tumores mais agressivos eram os das descendentes de roedores alimentados com banha de porco. “Isso sugere que o tipo de gordura na dieta consumida pelos pais é um fator importante, que influencia o risco de câncer de mama de suas filhas”, afirma Ong.

Para o autor, os resultados sugerem que a dieta induz mudanças nas células germinativas paternas, antes da concepção, que podem influenciar no risco de câncer de mama de descendentes do sexo feminino. Ele, contudo, afirma que mais estudos são necessários antes que essa relação seja confirmada.

“Esse estudo foi feito em ratos, e é importante que nossos dados sejam confirmados em seres humanos. Se isso acontecer, uma possibilidade interessante é que estratégias de prevenção do câncer de mama levem em conta a alimentação do pai antes da concepção. De forma geral, nossos dados, e também os de outros pesquisadores, sinalizam que um casal com desejo de ter filhos deve cuidar de sua saúde. Não apenas a mulher, mas o homem também, para beneficiar a saúde de seus filhos e filhas”, diz o professor da USP.

“Esse estudo foi feito em ratos, e é importante que nossos dados sejam confirmados em seres humanos. Se isso acontecer, uma possibilidade interessante é que estratégias de prevenção do câncer de mama levem em conta a alimentação do pai antes da concepção”

Thomas Ong, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.