Clipping - 22/02/2012
17/02/2012 - Portal R7
Medicamentos com preço controlado pelo governo deverão ter um aumento máximo em torno de 5,4%, avalia o presidente da Associação Pró-Genéricos Odinir Finotti.
A previsão é feita com base no Fator de Produtividade, o índice calculado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), publicado no Diário Oficial.
O índice foi de 6,10%. Para cálculo exato, no entanto, é preciso aguardar a divulgação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de fevereiro.
"Nossa estimativa é de que o aumento máximo seja em torno de 5,4%. Para remédios que não têm concorrência no mercado, a previsão é de que o índice seja negativo em 0,3%, ou seja, redução de preço", disse.
O reajuste entra em vigor a partir de 31 de março. As regras da CMED valem para cerca de 20 mil itens, como antibióticos e remédios de uso contínuo. Medicamentos de alta concorrência, fitoterápicos e remédios homeopáticos não precisam obedecer estes indicadores.
O cálculo do índice de reajuste é feito a partir de uma série de fatores. O IPCA acumulado entre março de 2011 e fevereiro de 2012 será um deles. Além disso, são levados em conta a competitividade do remédio no mercado e o nível de participação de genéricos nas vendas.
O ganho de produtividade, índice divulgado ontem, é outro fator importante para o cálculo. Os indicadores são usados para fixar três faixas de ajuste: quanto maior a competitividade, maior o aumento autorizado.
O Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, afirma que o índice de produtividade 6,1% é um dos mais altos registrados, desde que o novo cálculo passou a ser feito.
O alto porcentual, em sua avaliação, é resultado de um aumento do acesso da população a medicamentos. "Nos anos 90, o faturamento do setor se alterava apenas com preço. Agora, há um aumento significativo da produção", diz.
Gadelha afirma que em 2006, o mercado produzia em média 1,4 bilhão de unidades de medicamentos. Em 2010, esse valor passou para 2 bilhões. O secretário lista três fatores responsáveis por essa mudança: aumento de genéricos no mercado, aumento de compras do governo e farmácia popular. "Isso se reflete no índice de produtividade, que agora é divulgado".
Com informação sobre o valor do IPCA de fevereiro, CMED deverá divulgar o valor exato das três faixas de reajuste de remédios.
O porcentual indicado, no entanto, não significa aumento imediato. Empresas têm de apresentar à câmara um relatório informando os porcentuais que irão aplicar. Se quiserem, elas podem optar por um preço mais baixo. O valor estabelecido pela CMED é o teto.
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Droga ineficaz contra câncer leva juiz a manter condenação
17/02/2012 - Veja Online
Nove famílias que processam o laboratório farmacêutico Eli Lilly do Brasil desde a década de 1980 conseguiram mais uma vitória na Justiça. O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região em São Paulo negou recurso apresentado pela empresa e manteve a sentença que obriga o laboratório a ressarcir os pais cujos filhos morreram durante tratamento de câncer. Eles foram tratados com lotes ineficazes do medicamento Oncovin.
"Eu, como juiz, me impressiono, e muito, com a morte dessas crianças. Tenho convicção da responsabilidade do laboratório nesses óbitos", afirmou o juiz federal Leonel Ferreira. A sentença, de novembro de 2011, deve ser publicada em 15 dias. Os valores da indenização não foram definidos, pois a sentença prevê que as pessoas que se sentiram lesadas devem entrar com processos individuais.
A ação foi movida pelo Ministério Público Federal após a oncologista Sílvia Brandalise - que era chefe do Serviço de Hematologia e Oncologia do Departamento de Pediatria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - denunciar à Associação Paulista de Medicina reduções substanciais do princípio ativo vincristina na composição de dois lotes do Oncovin.
O medicamento, comprado pela extinta Central de Medicamentos (Ceme) para o SUS, foi usado entre setembro e dezembro de 1983 - época em que os pacientes tinham entre 3 e 5 anos. Sílvia ainda chefia o serviço da Unicamp e também preside o Centro Infantil Boldrini, em Campinas, referência no tratamento de câncer infantil. Segundo a oncologista, o medicamento, usado nas quatro primeiras semanas do tratamento da leucemia linfoide aguda, promove um índice de remissão de 96%. "Nessas crianças, a taxa variou de 20% a zero", afirmou.
Quando identificou os resultados dos tratamentos, Sílvia pediu a interdição do uso das três medicações utilizadas (corticoide, Daunoblastina e Oncovin) e levou amostras para testes em institutos no Brasil e no exterior: "Compramos as medicações do mercado, de outros lotes, para continuar o tratamento, mas fui investigar o que tinha ocorrido".
Um laudo do St. Jude Children's Research Hospital, reconhecido pelo tratamento de câncer infantil nos EUA, apontou menos de 1% do princípio ativo nas amostras de Oncovin. Outro laudo, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, também mostrou redução substancial do princípio ativo.
A oncologista levou os documentos às Associações Brasileira e Paulista de Medicina, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Saúde e à reitoria da Unicamp. Além dos resultados internacionais, foram elaborados laudo e contraprovas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz. Foi constada a ineficácia dos lotes do medicamento distribuídos à Ceme. O Ministério da Saúde suspendeu sua comercialização em 1984.
A ação contra o laboratório foi movida em 1986 e em março de 2000 a Justiça Federal julgou o caso em primeira instância, condenando a empresa ao ressarcimento. Em 2001, o laboratório recorreu. Os autos chegaram à Procuradoria Regional da República em 2011. Em agosto, o procurador Walter Claudius Rothengurg emitiu seu parecer, contra a Lilly - que sustentava não ter ocorrido alteração na composição do medicamento.
O procurador, porém, aponta em seu parecer que "o laudo do Instituto Adolfo Lutz - de que o réu tenta se valer para isentar-se de responsabilidade - revela-se inconclusivo". A análise constatou "a presença da vincristina sem, contudo, pronunciar-se sobre sua potencialidade".
Em novembro, o tribunal acompanhou o parecer do procurador e negou recurso à empresa. Sílvia lamentou o fato de as vítimas terem de buscar seus direitos individualmente, quando o processo acabar. "O cidadão comumfica sem suporte, sem ter a defesa que a Constituição nos garante."
Segundo o juiz, o laboratório ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Por meio de assessoria de imprensa, a Eli Lilly do Brasil informou que não teve acesso ao acórdão da decisão no TRF e não se pronuncia a respeito de processos ainda em julgamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Ministério da Saúde vai distribuir remédio para tratamento de leucemia
17/02/2012 - Veja Online
O Glivec (imatinib) será destinado a casos pediátricos de leucemias mieloide crônica e linfoblástica aguda.
O tratamento de crianças com leucemia passará a ser feito com remédio distribuído pelo Ministério da Saúde. Portaria publicada no Diário Oficial da União prevê o fornecimento pelo governo de um medicamento, o Glivec (imatinib), para casos pediátricos de leucemias mieloide crônica e linfoblástica aguda. Anualmente, são registrados cerca de 4.800 novos casos desses dois tipos de câncer em menores de 21 anos.
A compra centralizada deste medicamento para tratamento de pacientes adultos já é feita desde o ano passado. O objetivo da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) é ampliar essa estratégia para outros remédios usados no tratamento da doença. Atualmente, a maior parte do tratamento fica a critério dos médicos das unidades especializadas. A compra é feita localmente e o pagamento, feito por reembolso.
A prática, de acordo com secretário da SAS, Helvécio Miranda, dá margem a indicação incorreta da medicação e desvio de recursos. "Indícios de irregularidades foram identificados em alguns processos de compra destas drogas ao longo de 2009 e 2010", disse.
Miranda afirma que a definição do pacote de medicamentos cuja compra deverá passar a ser centralizada deverá ser feita em um ano. A ideia da centralização e de protocolos rígidos não agrada parte de médicos e associações de pacientes, que temem a limitação da oferta de remédios. O receio é que o acesso a drogas mais caras, nas compras centralizadas, seja dificultado. Miranda, no entanto, diz que o problema não vai ocorrer .
Os protocolos — que indicam quais medicamentos devem ser usados e em que situação — servem como orientação básica. "As exceções estão previstas. Isto dá mais controle, evita desperdício." De acordo com Miranda, a centralização da compra do Glivec trouxe em dois anos uma economia de R$ 400 milhões. "Como a compra é feita em escala, a margem de negociação para redução de preço é grande." Ele afirma também que parte dos recursos foi poupada com indicação correta e sem desperdícios.
Leucemia - A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de origem, na maioria das vezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais.
Leucemia mieloide crônica – é uma doença que afeta pessoas de qualquer idade e sexo, mas é mais rara em crianças menores de 10 anos. No início, a doença pode ser assintomática. Depois, as pessoas acometidas pela doença podem ficar enfraquecidas, perder o apetite, ter redução de peso, além de sofrerem de febre.
Leucemia linfoide aguda - também pode ser chamada de leucemia linfoblástica aguda ocorre por conta de um dano genético adquirido no DNA de um grupo de células na medula óssea. Entre os sintomas estão os sinais de anemia, cansaço fácil, sonolência, manchas roxas que ocorrem em locais não relacionados a traumas, e o aumento do risco de infecção devido a diminuição na produção de glóbulos brancos.
Fontes: Instituto Nacional do Câncer (Inca) e Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale)
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Velho antibiótico pode ser nova arma contra tuberculose
20/02/2012 - Veja Online
Remédio usado desde 1967 poderá servir para combater a doença.
O antibiótico doxiciclina, usado desde 1967 contra uma série de bactérias, pode ser a nova arma contra a tuberculose. Um novo estudo publicado no periódico American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, sugere que o antibiótico pode impedir a tuberculose de causar danos ao pulmão. O resultado é impressionante porque o remédio é usado há 40 anos, mas não havia sido considerado ainda como eficiente contra a tuberculose.
Por ano, mais de 1,5 milhão de pessoas morrem por causa da tuberculose. De acordo com os autores do estudo, cada vez mais, a doença se mostra resistente aos antibióticos comumente usados para tratá-la. É por isso que pesquisadores ao redor do mundo tentam descobrir formas de combatê-la. Em 2011, uma equipe de cientistas da Imperial College London descobriu que a tuberculose aumenta a produção de uma enzima chamada MMP-1. Essa enzima é responsável por destruir o tecido do pulmão. Uma das formas de combater a doença é impedir a produção dessa enzima para minimizar os danos ao órgão.
Agora, os especialistas descobriram, em testes in vitro, que a doxiciclina impede a produção da MMP-1 em células humanas infectadas com tuberculose. A equipe também percebeu que o antibiótico inibe o crescimento da bactéria da doença em cobaias. "O tratamento da tuberculose não sofreu alteração por mais de 30 anos e cepas resistentes aos remédios estão surgindo. Por isso precisamos de alternativas", disse Paul Elkington, chefe da pesquisa. "Como a doxiciclina é barata, segura e amplamente disponível em países subdesenvolvidos, ela pode ser útil no tratamento", disse.
Os resultados da pesquisa são promissores, mas os cientistas vão precisar ampliar o estudo. No momento, os resultados mostram eficácia apenas em células humanas in vitro e modelos animais. "Esperamos realizar um teste clínico em breve para testar se a doxiciclina é eficiente no combate da tuberculose em pacientes."
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EUA podem aprovar nova droga contra obesidade
21/02/2012 - Folha de S.Paulo
País emitirá amanhã novo parecer sobre o remédio, antes reprovado.
Medicamento, que junta anfetamina com um antiepiléptico que já é comercializado, corta até 10% do peso.
Os Estados Unidos emitirão amanhã um novo parecer sobre uma droga que combina um anticonvulsivo e um derivado da anfetamina para combater o sobrepeso e a obesidade, que afetam dois em cada três adultos nos EUA.
A expectativa é que o FDA, órgão daquele país que regula alimentação e medicamentos, solicite um ensaio clínico para análise dos riscos da droga para o coração
Se passar pelo crivo do FDA, o remédio será o primeiro remédio em 13 anos aprovado para emagrecimento.
Na prática, o Qnexa não representa uma substância nova, mas a combinação de substâncias já aprovadas para uso nos EUA. A nova droga reúne a fentermina -derivado da anfetamina que inibe o centro da fome no cérebro- e o topiramato, um anticonvulsivo indicado para epilepsia e enxaqueca.
O topiramato também parece ser capaz de diminuir a compulsão pelo consumo de comida. Justamente por isso, estima-se que metade das prescrições desse medicamento nos EUA seja "off-label" (fora das indicações da bula) para o combate a casos de obesidade.
'COMBO'
A novidade é que farmacêutica Vivus resolveu juntar oficialmente os dois remédios para emagrecimento. A companhia já tinha tentado aprovar o Qnexa há dois anos.
A droga foi recusada pelo FDA por riscos de defeitos congênitos em bebês de mulheres que engravidaram durante o tratamento e de problemas cardiovasculares.
Nos últimos dois anos, três medicamentos contra obesidade, incluindo o Qnexa, foram reprovados pelo FDA. Há 13 anos os EUA não aprovam um novo emagrecedor.
O laboratório Vivus, após a reprovação, pesquisou o Qnexa em mais de 2.400 pessoas obesas ou com sobrepeso, que tinham doenças associadas, como hipertensão.
Estudar esse tipo de doença é importante porque parte dos emagrecedores aumenta a pressão arterial e a incidência de derrames.
O estudo indicou que os pacientes perderam cerca de 10% do seu peso em um ano.
De acordo com especialistas, emagrecedores que conseguem reduzir mais do que 5% de peso já são considerados bastante promissores.
A pesquisa foi conduzida pela Universidade Duke e financiada pela Vivus, que pretende comercializar a droga. Os resultados foram publicados em abril de 2011 no periódico médico "Lancet".
NO BRASIL
Mesmo se aprovado nos EUA, o medicamente não deve chegar às farmácias brasileiras. Isso porque o uso da fentermina e outras anfetaminas contra a obesidade foi proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no ano passado.
A agência também impôs restrições à venda de inibidores de apetite com sibutramina. Médicos, laboratórios e farmácias devem notificar efeitos colaterais relacionados ao uso desses remédios.
Fornecimento de remédios
22/02/2012 - Valor Econômico
A participação da União em ações que tratam do fornecimento de remédios pelo poder público não é adequada. Com base nessa jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a 2ª Turma da Corte reformou decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), que, em sentido contrário, entendeu ser plausível a participação da União. O Estado de Santa Catarina pediu a participação da União em vários processos em que cidadãos solicitavam o fornecimento de remédios. Argumentou que o chamamento era necessário para que houvesse divisão justa de gastos com medicamentos, despesa que chega a R$ 100 milhões por ano, segundo a defesa do Estado. O tribunal estadual entendeu que é possível a participação da União e remeteu o processo à Justiça Federal. O Ministério Público (MP) de Santa Catarina recorreu ao STJ, alegando violação do inciso III do artigo 77 do Código de Processo Civil (CPC). Esse dispositivo diz que é admissível o chamamento ao processo de todos os devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns deles dívida comum. O MP defende que a situação jurídica do caso analisado não se enquadra na solidariedade prevista no CPC. Para o órgão, o Estado, primeiro demandado, deve cumprir a obrigação concorrente estabelecida na Constituição Federal e fornecer o medicamento, "sem nenhum tipo de escusa ou justificativa". Depois, se for o caso, o Estado poderá buscar judicialmente o ressarcimento com a União. O relator, ministro Castro Meira, explicou que a hipótese de chamamento ao processo prevista no artigo 77 do CPC é típica de obrigações solidárias de pagar quantia. "Tratando-se de hipótese excepcional de formação de litisconsórcio passivo facultativo, promovida pelo demandado, não se admite interpretação extensiva para alcançar prestação de entrega de coisa certa", afirmou o ministro em seu voto, seguindo a jurisprudência do STJ.
Trocar refrigerante por água realmente emagrece, diz estudo
19/02/2012 - Portal IG
Substituir por bebidas sem açúcar também adianta, mas o benefício para a saúde é menor, defendem pesquisadores.
Trocar seu refrigerante por água – ou ao menos a versão diet – realmente pode ajudar a perder alguns quilos, concluiu um recente estudo.
Uma sugestão bem comum na batalha contra os quilos a mais na balança é trocar os refrigerantes açucarados por água ou outras bebidas livres de calorias que ajudam a matar a sede.
Mas, mesmo sendo um conselho absolutamente lógico, até agora nenhuma pesquisa tinha sido feita para mostrar se mudar esse hábito realmente funciona na dieta.
Neste estudo, os pesquisadores designaram aleatoriamente 318 adultos com sobrepeso para um de três grupos: o primeiro substituiu bebidas açucaradas por água, o segundo trocou por bebidas diet, e o terceiro recebeu orientações sobre perda de peso e pôde fazer as trocas que quisesse na dieta.
Depois de seis meses, todos os três grupos haviam perdido, em média, de 2kg a 2,5kg Os dois grupos que cortaram as bebidas açucaradas, no entanto, foram mais propensos a perder ao menos 5% de seu peso inicial: isso ocorreu com 20% deles, contra 11% no grupo que recebeu apenas orientações sobre emagrecimento.
Uma perda de peso de 5% é “clinicamente significativa” – ou suficiente para que sejam observados benefícios à saúde, como a redução da pressão arterial, disse a pesquisadora principal, Deborah F. Tate, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill (EUA).
“As pessoas que precisam perder peso, muitas vezes acham assustador revisar a dieta e adaptá-la de forma mais saudável. Trocar algumas bebidas doces por opções sem açúcar pode parecer uma alternativa relativamente fácil”, afirmou Tate em entrevista à Reuters Health.
Em média, os participantes do estudo perderam cerca de 2% de seu peso corporal. Para a pesquisadora, não é uma perda enorme, mas é um passo na direção certa.
“Pode ser um bom primeiro passo. Depois de se habituar a consumir bebidas livres de calorias, você pode fazer alterações nos seus hábitos alimentares” sugeriu ela.
As descobertas, publicadas no American Journal of Clinical Nutrition, são baseadas em adultos que eram significativamente obesos, e estavam ingerindo pelo menos 280 calorias em forma de líquidos (excluindo leite) todos os dias.
Embora o grupo que trocou o refrigerante com açúcar pelo diet tenha emagrecido, em média, tanto quanto o que subsitituiu a bebida açucarada por água, este último apresentou reduções significativas da pressão arterial – bem maiores do que o grupo do refrigerante diet.
Não está claro por que isso aconteceu, afirmou Tate. Mas o grupo teve melhores níveis de hidratação, o que pode ajudar a explicar a melhora da pressão arterial.
Alguns estudos já descobriram que as pessoas que bebem regularmente refrigerantes diet de fato têm um maior risco de desenvolver diabetes quando comparados com pessoas que passam longe das bebidas adoçadas artificialmente. Mas as razões para essa relação ainda são desconhecidas, e podem não ser relacionadas com as bebidas dietéticas por si só.
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Cura da hepatite C será possível em 2 anos, dizem especialistas
19/02/2012 - Portal R7
A cura da hepatite C será uma realidade em dois anos, na opinião de especialistas, que qualificaram neste domingo de "revolucionários" os avanços registrados no tratamento da doença.
O médico Jacob George, professor de Gastroenterologia e Medicina Hepática da Universidade de Sydney, na Austrália, mostrou na Conferência da Associação do Pacífico Asiático para o estudo do Fígado, realizado em Taipé (Taiwan), os resultados de um promissor estudo, publicado em "The New England Journal of Medicine".
George explicou em entrevista coletiva que, pela primeira vez, se demonstrou "a possibilidade de que a hepatite C possa ser curada", já que uma nova combinação de remédios em pesquisa suprime com sucesso a infecção genótipo 1, o mais difícil de tratar, naqueles pacientes que não tinham respondido ao tratamento prévio.
O médico assinalou que nos doentes nos quais não foi eficaz o tratamento exclusivo com PEG-interferon alfa e ribavirina, foi lhes dada uma combinação de dois agentes antivirais (daclatasvir e asunaprevir), conseguindo erradicar o vírus do sangue em "todos os pacientes" que participaram do teste.
George também se referiu aos resultados "animadores" quanto a efeitos secundários porque são "menores" e em nenhum caso "sérios", sendo a diarreia moderada o mais comum, enquanto as drogas convencionais se associavam com febre, dores em geral, anemia e depressão, por isso que só a metade dos pacientes concluía o ciclo completo do tratamento de 12 semanas.
O chefe do serviço de Hepatologia do Hospital Vall d'Hebron de Barcelona, Rafael Esteban, informou à Efe que a hepatite C genótipo 1 é a mais frequente, o mais difícil de tratar e a principal causa do câncer hepático e da cirrose crônica que, em muitos casos, termina em transplante.
Em 80% dos afetados a infecção se tornará crônica, 20% desenvolverá cirrose e, deles, 25% pode terminar sofrendo de câncer de fígado, disse o médico Pei-Jer Chen, do Centro de Pesquisa de Hepatite do Hospital NTU (Taiwan National University) em Taipé.
Esteban lembrou que a hepatite é uma doença que costuma se desenvolver sem sintomas, por isso que habitualmente é descoberta quando está muito avançada.
O contágio se produz por via parenteral - através do sangue - ou seja, mediante agulhas, práticas cirúrgicas, transfusões ou transplantes que não contam com as medidas higiênicas corretas, e também ao se submeter a tatuagens ou "piercings".
As possibilidades de transmitir o vírus também existem, embora sejam menores, nas relações sexuais e na troca de artigos de asseio pessoal como aparelhos de barbear ou escovas de dentes.
A Fundação Bristol-Myers Squibb EUA antecipou o envio de novas ajudas para melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das hepatites B e C na China e Índia. Estas contribuições fazem parte do programa "Delivering Hope" voltado a reduzir as desigualdades no atendimento a estas infecções na Ásia.
Estima-se que na China e na Índia haja 123 milhões de pessoas com hepatite B crônica e 59 milhões com hepatite C, o que representa quase a metade de casos no mundo todo.
A iniciativa está há mais de dez anos colaborando e fazendo doações a 38 programas distribuídos por diferentes regiões da Ásia - 16 na China, três em Taiwan, 15 na Índia e quatro no Japão -, que juntas somam um investimento total de mais de US$ 9,7 milhões. As ajudas são destinadas a entidades locais tais como autoridades de saúde nacionais e regionais, além de ONGs.
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Jogos eletrônicos podem melhorar a visão, diz estudo
20/02/2012 - Portal G1
Pesquisadora analisou pacientes com problemas de catarata nos olhos.
Sessões de videogame atenuaram visão prejudicada, mostrou pesquisa.
Um programa de 40 horas de videogame ao longo de quatro semanas ajudou a melhorar a visão de pessoas que sofriam com catarata nos dois olhos, segundo estudo feito pela psicóloga Daphne Maurer. Ela falou sobre o assunto na última sexta-feira (17), durante um encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência de Vancouver, no Canadá.
Maurer, que trabalha na Universidade de McMaster, conduziu uma pesquisa sobre como é desenvolvida a visão de pessoas que nascem com cataratas nos dois olhos. “Apesar de essas pessoas terem sua visão ‘corrigida’ por cirurgias e lentes de contato, a pesquisa mostra que elas têm deficiências visuais específicas ao longo de seu desenvolvimento”, diz o comunicado divulgado sobre a apresentação da psicóloga.
Esses problemas podem ser atenuados com sessões de videogame, mostra o estudo. “Depois de jogar um videogame por cerca de 40 horas por quatro semanas, os pacientes começaram a ver melhor estampas pequenas, a direção de pontos em movimento e a identidade de rostos”, disse Maurer. “Essa melhora nos mostra que o cérebro adulto ainda é maleável o suficiente para ser treinado e superar as deficiências.”
O trabalho da psicóloga também abrange os problemas de sinestesia --quando as pessoas misturam e ligam sentidos diferentes, como ouvir uma cor. Os estudos de Maurer mostraram que os bebês já nascem com uma sinestesia, que geralmente se oculta com o desenvolvimento.
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Proteína identificada é promessa no tratamento do câncer, diz estudo
20/02/2012 - Portal G1
Pesquisadores encontram proteína que ajuda na progressão do tumor.
Pesquisa foi focado em enzima encontrada no câncer de cérebro.
Um grupo de pesquisadores liderado por Joan Seoane, doutor e diretor de pesquisas no Instituto de Oncologia Vall d'Hebron, publicou no último domingo (19) um artigo identificado a proteína USP15, que é uma promessa para o tratamento do câncer. O estudo foi publicado na revista “Nature Medicine”.
Foram anos de estudo do glioblastoma, um tipo de câncer do cérebro que é comum e bastante agressivo –apesar disso, a proteína também pode ser vista ativa em outros tipos de câncer, como o de mama ou o de ovário. Segundo os pesquisadores, a USP15 promove a progressão do tumor ao ativar um caminho chamado TGF?, que permite que a doença "escape" das investidas do sistema imune da pessoa.
O artigo batiza a USP15 de “termostato biológico” dentro da cadeia que ativa o TGF?. Assim como um termostato regula a temperatura de um ambiente, o USP15 controle e corrige as atividades do TGF?, diz o comunicado divulgado sobre o estudo.
De acordo com os pesquisadores, a estabilidade da proteína é regulada pela eliminação ou agregação de pequenas proteínas, que estabelecem quais moléculas devem ser eliminadas. Esse processo é regulado por enzimas como a USP15.
Um dos problemas envolvendo a USP15 acontece quando o gene da enzima é amplificado após mutações genéticas e ela é produzida em excesso. O “termostato biológico” fica quebrado e há uma superativação da cadeia do TGF?.
O potencial terapêutico da identificação da USP15 está na inibição da proteína. “Quando inibimos a USP15 em um modelo de glioblastoma humano, a atividade do TGF? caiu e o tumor não se desenvolveu. Esse tipo de proteína pode ser facilmente desativada e, por isso, é um bom alvo para o tratamento”, explicou Seoane, em comunicado divulgado sobre a pesquisa.
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Microchip no corpo pode substituir injeções
17/02/2012 - Folha de S.Paulo
Daqui a cinco anos, tratamentos com injeções diárias podem ser coisa do passado.
Pesquisadores dos EUA criaram um microchip que libera a dose certa de remédio rapidamente na corrente sanguínea e pode ser controlado via wireless pelo médico.
A necessidade de injeções frequentes traz inconvenientes para os pacientes e é uma das principais causas de abandono de tratamento.
"O microchip pode libertar os pacientes das agulhas e da preocupação frequente com o horário das medicações. É uma grande mudança", disse Robert Farra, presidente da empresa que desenvolveu o projeto com o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) e a Escola de Medicina de Harvard.
Do tamanho de uma unha, o chip pode ser implantado no consultório, com anestesia local. A novidade foi apresentada na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência), em Vancouver (Canadá).
Os cientistas esperam que em 2014 já seja possível pedir a liberação das agências reguladoras e, se tudo der certo, o tratamento pode estar disponível até o fim de 2017.
O primeiro teste clínico, feito com sete mulheres dinamarquesas com um quadro grave de osteoporose, indicou que o microchip é seguro e que as voluntárias tiveram melhora semelhante à dos pacientes que tomaram a medicação em injeções.
Para os autores do trabalho, publicado na versão online da revista "Science Translational Medicine", o microchip tem potencial para ser usado em várias outras doenças, como o câncer.
Além disso, o dispositivo pode ser uma opção mais barata e segura que as seringas.
DIIFERENTE
Dispositivos que podem ser implantados no corpo e liberam medicamentos não são novidade. Há desde anticoncepcionais até remédios para o coração. A diferença do novo chip é que ele consegue soltar a dose rapidamente na corrente sanguínea, como acontece nas injeções.
O fato de o médico poder controlá-lo remotamente também é um avanço.
Para chegar a esse resultado, o chip, que levou mais de 20 anos para ser desenvolvido, usa uma fina camada de combinação metálica para envolver as doses de remédio.
O dispositivo tem um mecanismo que solta um impulso elétrico e libera só a porção necessária que derrete esse metal e a dose necessária.
No teste, os cientistas usaram remédio suficiente para um mês de tratamento, mas identificaram que o sistema pode ser usado até para um ano ou mais de medicação.
Casos de overdose pela liberação acidental de muitas doses simultaneamente estão descartados, dizem os pesquisadores. A equipe testou exaustivamente a toxicidade e a resistência dos materiais.
Comer pouco combate Alzheimer e Parkinson e aumenta expectativa de vida, diz pesquisa
20/02/2012 - Portal R7
Ratos criados com pouca comida viveram em média 40% mais.
A redução da ingestão diária de alimentos a cerca de 500 calorias (pouco mais do que alguns legumes e chá) por dois dias pode aumentar a vida dos seres humanos, afirma reportagem do diário britânico The Guardian. Pesquisadores do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento, em Baltimore, Estados Unidos, afirmam que ratos e camundongos criados com pouca comida aumentam sua vida útil em até 40% e que efeito semelhante foi observado em seres humanos.
De acordo com o chefe do laboratório do instituto de neurociências do Instituto, Mark Mattson, “morrer de fome ocasionalmente” pode evitar não só problemas de saúde e morte precoce, mas retardar o aparecimento de condições que afetam o cérebro, incluindo acidentes vasculares cerebrais.
- Nossos experimentos com animais sugerem claramente isso.
Até a multiplicação de neurônios no cérebro pode ser afetada por muita ou pouca ingestão de energia. Quando a ingestão de calorias é drasticamente reduzida, dois “mensageiros celulares” aumentam o aparecimento de neurônios, processo contrário ao efeito causado por Alzheimer e Parkinson.
- As células do cérebro são colocados sob estresse leve [...] O efeito geral é benéfico.
Agora a equipe de Mattson está se preparando para estudar o impacto desse “jejum” sobre o cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas. Se esse elo final puder ser estabelecido, Mattson acredita que será possível melhorar o funcionamento do cérebro por meio de “ataques de restrição de energia intermitente".
Em outras palavras, eles poderiam cortar a ingestão de alimentos a um mínimo de dois dias por semana, enquanto se delicia nos outros cinco.
- Nós descobrimos que funciona muito bem do ponto de vista psicológico. Você pode colocar-se em ter praticamente todo o alimento para um dia se você sabe que para os próximos cinco você pode comer o que quiser.
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Gêmeos relatam drama de perder a visão repentinamente por doença rara
21/02/2012 - Portal G1
Os britânicos Daniel e Michael Smith, de 20 anos, têm síndrome de Leber, que afeta apenas 150 pessoas no país.
"Um dia, eu não conseguia mais ver os rostos das pessoas, ou as palavras na tela do projetor. A partir daí, a cada manhã, minha visão ficava muito pior. Em duas ou três semanas, perdi de 80 a 90% da minha visão", disse Michael à BBC.
Seu irmão gêmeo recebeu a notícia com surpresa. "Michael e eu fomos inseparáveis por 19 anos até que nós dois saímos de casa para começar a universidade. Aí, apenas uma semana após nos separarmos, ele me telefona para dizer que algo estava estranho, ele não conseguia reconhecer as pessoas e não sabia o porquê", contou Daniel.
"Aquela conversa ainda me assombra. Os médicos acharam que ele tinha um tumor no cérebro, mas depois diagnosticaram a doença genética."
"Nuvem negra"
Daniel foi então informado de que, devido ao fato de eles serem gêmeos idênticos, ele tinha 60 a 70% de chance de também sofrer uma perda de visão.
"Foi muito difícil saber que uma nuvem negra estava pairando sobre a minha cabeça nos dois primeiros anos de universidade (de engenharia aeronáutica, em Bristol). Pelo menos agora, me sinto aliviado por saber onde estou", diz ele, que viu sua visão se deteriorar nos últimos três meses.
A síndrome de Leber normalmente se manifesta na adolescência ou juventude, mas em casos raros pode aparecer na infância ou mais tarde na vida adulta. Por razões desconhecidas, a doença aparece com mais frequência em homens que em mulheres.
Devido a sua raridade - apenas 150 pessoas sofrem da doença na Grã-Bretanha -, não há muitos estudos sobre a síndrome.
Bicicleta
Apesar das dificuldades causadas pela cegueira, os irmãos decidiram continuar seus estudos, mas Michael precisou abandonar a medicina para se dedicar à geografia, na Kings College London.
"Dez anos atrás, teríamos de abandonar a universidade, mas hoje há programas de computador e recebemos apoio para alunos com deficiências, então contamos com ajudantes durante a aula", disse Daniel à BBC.
Os gêmeos também vão pedalar 570 quilômetros, de Londres até Amsterdã, na Holanda, juntamente com outros ciclistas para arrecadar dinheiro para a ONG Blind in Business, que os ajudou desde o diagnóstico.
"Perder a visão tão jovem e ver meu irmão perdê-la também tornou necessário um processo intensivo de reabilitação, funcionalmente e emocionalmente, que colocou muita pressão na família."
"O desafio de bicicleta é nossa forma de dizer 'obrigado' pela ajuda."
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Hepatite C mata mais do que HIV nos Estados Unidos
21/02/2012 - Veja Online
Pesquisa americana mostra que a baixa notificação, com consequente falta de tratamento, vem aumentando o número de mortes de pacientes com hepatite C.
Os números de mortes causadas pela hepatite C já são maiores do que as causadas pela aids nos Estados Unidos. Segundo pesquisa publicada no periódico médico Annals of Internal Medicine, enquanto os índices de morte por aids sofreram uma queda de 50.000 por ano, na década de 1990, para 12.700 em 2007, a hepatite tem feito o caminho inverso. Em 2007, de acordo com o estudo, mais de 15.000 pessoas morreram em função da doença – número quase 12% maior que as mortes pelo HIV.
O levantamento, realizado por Harvey Alter e T. Jake Liang, do Instituto Nacional de Saúde e autores do estudo, estima que a maioria dos 3,2 milhões de americanos que têm hepatite C sejam adultos – três quartos deles têm entre 45 e 64 anos. Outro dado assusta: a maioria desses infectados não sabe que tem o vírus. Assim, eles podem facilmente transmitir a doença pelo sangue ou, ocasionalmente, pelo ato sexual.
De acordo com outra pesquisa publicada no mesmo periódico, pessoas infectadas com hepatite C só procuram tratamento depois que a doença começou a causar sérios danos ao organismo. “O vírus da hepatite C é frequentemente assintomático ou causa sintomas não específicos, como depressão e fadiga, por décadas”, diz Kathleen Ly, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês) e autora do segundo estudo.
Brasil – Dados do Ministério da Saúde apontam que quase 70.000 novos casos de hepatite C foram diagnosticados no país, entre 1999 e 2010. O número é muito inferior aos mais de 400.000 casos de aids registrados no mesmo período. Especialistas alertam, no entanto, que o número inferior se deve à subnotificação da doença. “Mais de 90% dos infectados estão perdendo a vida, progredindo para casos de cirrose ou câncer, e não sabem”, diz Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo de Apoio a Portadores de Hepatite.
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México: 135 mortes em 2011 por gripe suína
19/02/2012 - Portal R7
O vírus manteve o país em alerta sanitário do final de abril de 2009 até junho de 2010.
A Secretaria Mexicana de Saúde informou nesta sexta-feira (17) que 135 pessoas morreram em 2011 no México em decorrência do vírus H1N1, popularmente conhecido como gripe suína, que representou 91% de todos os casos de gripe.
Segundo um comunicado da Secretaria, estão presentes no país os três vírus sazonais: AH1N1, AH3N2 e influenza B, que contaminaram 4.884 pessoas e causaram 149 mortes de 1 de janeiro a 16 de fevereiro.
"Do total de contaminações, 4.440 foram por AH1N1, que geraram 135 (91%) das mortes", disse o boletim.
Em janeiro, a secretaria de Saúde descartou a possibilidade de uma epidemia de H1N1, enfermidade que em 2009 deixou o mundo em alerta.
O vírus manteve o México em alerta sanitário do final de abril de 2009 até junho de 2010, período no qual ele gerou 1.251 mortes registradas no país.
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Governo quer fazer 3,4 milhões de testes antiaids
20/02/2012 - Veja Online
Meta corresponde ao dobro do número de testes realizados em 2011.
O governo federal quer realizar este ano a realização de 3,4 milhões de exames rápidos antiaids. A meta foi anunciada no último domingo pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na abertura dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. As informações são da Agência Brasil.
"É o dobro de testes em relação ao ano passado. A estimativa é que tenhamos 250.000 brasileiros que estão infectados pelo HIV e não sabem. O diagnóstico precoce é fundamental para bloquear a cadeia de transmissão e para as pessoas terem acesso mais rápido ao tratamento", disse Padilha.
O ministro ressaltou que este ano o foco principal é o público mais jovem. "Os dados que temos mostram uma redução da contaminação na população em geral, de até 20% nos casos de infecção pelo HIV, mas um aumento de 10% no público jovem gay, sobretudo de 19 a 24 anos. Então, estamos aproveitando o carnaval para reforçar a mensagem de que a aids não tem cura e a única forma de prevenção é usar a camisinha."
Padilha disse ainda que estão sendo distribuídos em todo o país 70 milhões de preservativos nas unidades de saúde, nos blocos de rua, nos desfiles de carnaval, nos camarotes e nos hotéis.
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