Clipping - 16/02/2012
SUS vai distribuir remédio para AVC
15/02/2012 - Diário de S. Paulo
Decisão judicial obriga União a fornecer o medicamento Alteplase, utilizado no tratamento de acidente vascular cerebral isquêmico.
O SUS (Sistema Único de Saúde) está obrigado a fornecer gratuitamente para toda rede de saúde o medicamento Alteplase. Utilizado no tratamento de AVC (acidente vascular cerebral) isquêmico. A decisão liminar, do dia 8 de fevereiro, é da juíza federal Tânia Regina Marangoni. da 161 Vara Federal Cível, em São Paulo.
Em 2009, o MPF (Ministério Público Federal) apurou que o fornecimento do medicamento havia sido interrompido e, em 2011, propôs a ação civil pública com pedido de liminar pata que a União voltasse a fornecer o remédio.
Segundo a Justiça Federai, o Ministério da Saúde admitiu que o medicamento está sendo reinserido aos poucos no SUS e. ainda, dependia de uma publicação "era conjunto com portarias que incluem um procedimento compatível na tabela do SUS e estabelecem os critérios exigidos dos hospitais para a sua utilização".
Para Unia Marangoni, as alegações trazidas pela União são as mesmas apresentadas desde o início das investigações. Há mais de dois anos, "prazo mais do que razoável para a conclusão dos procedimentos administrativos". Assim, a magistrada entendeu presente "o perigo de dano irreparável. Diante da exaustiva comprovação de que o medicamento em questão pode beneficiar o tratamento de AVC. Salvando milhares de vida", determinando fornecimento dos remédios no prazo de 30 dias.
Caso haja descumprimento da decisão, a União devera pagar uma multa diária de R$ S mil, que incidirá a partir do primeiro dia de descumprimento da decisão até o dia do fornecimento do medicamento.
Roche denuncia falsificação de remédio Avastin nos EUA
16/02/2012 - Portal Terra
O laboratório Roche anunciou nesta quarta-feira a descoberta de imitações de seu medicamento Avastin, destinado a combater diversos tipos de câncer, e advertiu que seu uso não é seguro.
"Fomos informados pelas autoridades americanas que foram descobertas imitações", afirmou uma porta-voz do grupo farmacêutico suízo Roche em Zurique. "A investigação está em curso e colaboramos com as autoridades" americanas, completou.
"No momento, sabemos que o produto falsificado não contém o princípio ativo do Avastin", declarou à AFP Charlotte Arnold, porta-voz da Genentech, filial americana da Roche com sede em San Francisco.
"Como consequência, não é seguro nem eficar e não deve ser utilizado. Não é Avastin (...), não trata o câncer, portanto é perigoso por definição", completou, indicando que a Roche colabora com as autoridades americanas na investigação do caso.
Vários lotes presentes nos Estados Unidos com a menção "Avastin 400 mg/16 ml" - com números de série B86017, B6011 e B6010 - foram apontados como suspeitos de serem falsificações. Genentech afirmou que os lotes falsos não se assemelham ao produto oficial, que foi aprovado pela Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) americana.
A FDA informou em um comunicado que enviou um e-mail advertindo "19 hospitais nos Estados Unidos que compraram medicamentos anticancerígenos não aprovados e que estes poderiam ser falsificações de Avastin".
Os hospitais compraram os remédios falsos da Quality Specialty Productos (QSP), um fornecedor estrangeiro também conhecido como Montana Health Care Solutions. A Volunteer Distribution, com sede em Gainesboro (Tennessee, leste) distribui os produtos da QSP, informou a FDA. "A FDA pediu (aos 19) hospitais que não utilizem os produtos que vieram desses distribuidores", completou a agência.
A porta-voz da Roche afirmou por sua vez que "os fornecedores mencionados na nota da FDA não estão autorizados pela Genentech a distribuir Avastin". O Avastin, utilizado para tratar o câncer colorretal, de pulmões e de rins, está entre os medicamentos mais vendidos pela Roche, com um volume de negócios de cerca de US$ 5,8 mil em 2011.
Em novembro, a FDA retirou da Roche a autorização para utilizar o Avastin em tratamentos de câncer de mama avançado, dado que o medicamento se revelou ineficaz e arriscado para essa doença.
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Em um ano, acesso a medicamento cresce 256%
15/02/2012 - Portal Uol
Em um ano de funcionamento da iniciativa Saúde Não Tem Preço – lançada em fevereiro de 2011 pelo governo federal – triplicou o número de beneficiados em São Paulo com medicamentos gratuitos para o tratamento de diabetes e hipertensão. No estado, o programa do Ministério da Saúde aumentou 256% o número de pacientes beneficiados de janeiro de 2011 a janeiro de 2012. O total mensal de pessoas que retiraram esses produtos nas 4.578 farmácias e drogarias credenciadas passou de 235.165, em janeiro de 2011, para 836.051, em janeiro de 2012.
Em todo o país, a quantidade de beneficiados aumentou 280% no mesmo período. O total mensal de brasileiros assistidos pelo Saúde Não Tem Preço passou de 853.181, em janeiro de 2011, para 3,6 milhões em janeiro de 2012, incluindo atendimento nas farmácias credenciadas e na rede própria do governo. Em todo o período, 7,8 milhões de pessoas foram beneficiadas. Deste total, 1.940.343 em São Paulo.
O programa Saúde Não Tem Preço fornece medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão, desde fevereiro. Antes, nas drogarias credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular, os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto.
Em São Paulo, a quantidade mensal de diabéticos beneficiados pelo programa cresceu 212% – pulou de 96.525, em janeiro de 2011, para 301.531, em janeiro deste ano. No caso da hipertensão, o número aumentou 301% no mesmo período – passou de 168.239 para 675.204 beneficiados. “Estamos satisfeitos com os resultados obtidos. Em apenas um ano, foi possível triplicar no Brasil o número de pessoas com acesso ao tratamento de duas doenças que atingem uma parcela grande da população brasileira”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A hipertensão arterial acomete 23,3% da população adulta brasileira maior de 18 anos, segundo dados do estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado. Em São Paulo (capital), o percentual de hipertensos é de 22,9% da população adulta, abrangendo 19,7% dos homens e 25,8% das mulheres. De acordo com a mesma pesquisa, o diabetes atinge 6,3% da população adulta brasileira. Especificamente na capital paulista, 7,1% da população apresentam a doença – 6,3% dos homens e 7,8% das mulheres.
Os medicamentos são oferecidos nas mais de 20 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular.
Orientações aos usuários
Para obter os produtos disponíveis no Saúde não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.
Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (136) como também pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br.
Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo ou nome genérico, que é a substância que compõem o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.
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Tuberculose sem remédio
16/02/2012 - O Globo
Índia registra 12 casos da doença totalmente resistente a medicamentos.
Uma forma de tuberculose totalmente resistente a remédios (TDR, na sigla em inglês) está se espalhando em Bombaim, na Índia. Pelo menos 12 casos já foram confirmados, sendo que três deles fatais. Especialistas consideram provável que outras pessoas já tenham sido infectadas e temem que aquele país coloque em risco todo o planeta, disseminando uma doença grave, contra a qual remédios já não fazem efeito.
Chama atenção o fato de que há décadas a tuberculose é totalmente tratável. No Brasil, isso ocorre gratuitamente.
Mesmo assim, 4.500 brasileiros morrem por ano. É justamente a falta de cuidado no tratamento que leva à criação das formas mais resistentes da doença.
Bacilo resistente pode se espalhar
Especialistas acreditam que outras pessoas já tenham sido infectadas na Índia pela forma TDR da tuberculose. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já se mostra preocupada com a disseminação da doença. Paul Nunn, do Departamento de Combate à Tuberculose da OMS, declarou, em entrevista à revista “NewScientist”, que todas as condições para criação de resistência a remédios existem na Índia.
A crítica é quanto à falta de controle público do tratamento da tuberculose e à facilidade para comprar medicamentos (de uso restrito em outros países, entre eles o Brasil).
Até médicos vendem remédios. Para agravar a situação, há grande concentração populacional, 1,2 bilhão de pessoas, sendo que quase 20 milhões em Bombaim, facilita a disseminação da doença. O Brasil, para comparação, tem 196 milhões. E o Rio, 6,3 milhões.
— Do ponto de vista do controle de tuberculose, a despeito do número de cientistas de grande qualidade do país, a Índia tem uma situação catastrófica. Faltam normas, a população é gigantesca, seu mecanismo de adesão ao tratamento é diferenciada — critica a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz Margareth Dalcolmo. — Praticamente não há controle.
Por isso o medo é que a Índia dissemine a forma mais grave de tuberculose.
No caso da gripe aviária, uma epidemia poderia se espalhar em 24 horas. Os aviões, por exemplo, por serem ambientes fechados, têm todas as condições para a transmissão da doença para mais pessoas.
— Se a pessoa for diabética, tem de dez a 15 vezes mais chances de se contaminar — explica Margareth. — Uma vez contaminado (com a tuberculose TDR), o tratamento é isolar o paciente, deixá-lo protegido e testar tratamentos alternativos.
Mesmo nos casos um pouco menos graves, dos bacilos super-resistentes (XDR), não há cura. Os pacientes recebem um coquetel de, no mínimo, cinco remédios por tempo ilimitado. Ele melhora um pouco, mas continua positivo. E permanece transmissor.
As primeiras cepas super-resistentes foram registradas em 2006.
Um ano depois, os dois primeiros casos de tuberculose totalmente resistente a remédios foram relatados na Itália. Em 2009, houve 15 casos no Irã. A progressão mostra o quão rápido as novas formas podem se espalhar pelo mundo.
Novos medicamentos tentam resolver o problema. Há cerca de dez moléculas novas em testes, das quais sete em estudos clínicos. A diarilquinolina e um derivado nitroimidazólico são os mais promissores.
A primeira já foi aprovada para uso em formas multirresistentes de tuberculose pelo FDA (órgão americano que controla medicamentos).
Há 70 mil casos novos por ano de tuberculose no Brasil, 38 por cem mil habitantes. A incidência no Rio é a mais alta, 90 por cem mil. Cerca de 1% dos pacientes, de 600 a 700, têm multirressitência a medicamentos (MDR, mais branda que a XDR) detectadas anualmente. O país tem, ainda, 71 casos de superresistentes. Ainda não há registro de TDR no país.
Antibióticos são ineficazes para tratar sinusite, diz estudo
15/02/2012 - Veja Online
Pesquisa aponta inutilidade do tratamento e recomenda o uso de analségicos.
Os antibióticos são ineficazes contra a maioria das infecções dos seios nasais, embora com frequência sejam prescritos por médicos, demonstrou um estudo publicado na revista Journal of the American Medical Association (JAMA).
"As pessoas que sofrem de sinusite - inflamação da cavidade nasal e dos seios nasais - não se sentem melhor ou apresentam menos sintomas quando tomam antibióticos", disse Jay Piccirillo, professor de otorrinolaringologia da Universidade de Washington em St. Louis, principal responsável pelo teste clínico.
"Nosso estudo com 166 adultos mostra a inutilidade dos antibióticos para tratar a sinusite comum --com frequência de origem viral. A maioria das pessoas se recupera sozinha", acrescentou.
Esses médicos compararam um grupo de participantes tratado com antibióticos e um grupo de controle, cujos participantes tomaram um placebo. Nos Estados Unidos, um em cada cinco antibióticos com receita é prescrito para tratar a sinusite, informaram os autores da pesquisa.
Em vista da resistência crescente dos antibióticos como resultado de seu uso excessivo, era importante saber se estes medicamentos são eficazes contra a sinusite, disseram os especialistas. "Acreditamos que os antibióticos são muito receitados pelos clínicos gerais", disse Jane Garbutt, professora associada de medicina na Universidade de Washington, outra autora do estudo.
Concretamente, os cientistas recomendam, no lugar de antibióticos como a amoxicilina, tratar a dor da sinusite com analgésicos (aspirina, ibuprofeno) e a congestão nasal com descongestionantes.
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Cientistas encontram molécula-chave para tratar dor crônica
15/02/2012 - Portal Exame
Não há comprovações de que o modelo seja capaz de controlar todos os tipos de dor crônica, mas até agora não se sabia praticamente nada em nível molecular sobre o assunto.
Um estudo da Universidade Rovira i Virgili de Tarragona (URV) e publicado pela revista 'Nature Chemical Biology' encontrou uma molécula-chave para detectar e tratar a dor crônica, informou nesta terça-feira o centro acadêmico do nordeste da Espanha.
Os cientistas descobriram, através de pesquisas metabolômicas, que a dimetil-esfingosina (DMS) - um metabólito das membranas celulares do sistema nervoso - se acumula na medula espinhal em ratos que sofrem dor neuropática.
Além disso, chegaram à conclusão de que a DMS também provoca dor quando injetada em ratos que não sofriam dor previamente, o que abre portas para a inibição desta molécula e para um futuro desenvolvimento de medicamentos.
O pesquisador Òscar Yanes, que iniciou os trabalhos no Instituto de Pesquisa Scripps, em San Diego (EUA) e os terminou na URV de Tarragona, explicou que era muito difícil encontrar animais que tivessem dor crônica, até que enfim foram utilizados ratos com este problema nos quatro anos de pesquisa.
'Demonstramos que há uma via metabólica sobre a qual é possível fazer intervenções, já que mostramos reações que no futuro podem ser úteis para encontrar inibidores', afirmou Yanes.
Segundo o cientista, o bloqueio das enzimas que geram a DMS 'poderia diminuir a dor'.
Por enquanto, não há comprovações de que o modelo seja capaz de controlar todos os tipos de dor crônica, mas até agora não se sabia praticamente nada em nível molecular sobre o assunto. 'Este é um primeiro passo', acrescentou.
De acordo com o doutor Yanes, o trabalho pode abrir portas para investigar a dor associada ao diabetes, por exemplo.
'Temos que ver primeiro se os resultados se aplicam em humanos', já que ainda é preciso descobrir se a DMS se acumula em humanos que sofrem de dor crônica, 'ou encontrar um rato diabético para fazer uma pesquisa parecida com a realizada até agora.'
Sua ideia é buscar alguns destes compostos no sangue de pacientes com dor crônica.
'Temos capacidade de encontrar indicadores, tentar quantificar a dor e dar ferramentas aos médicos para que os pacientes não tenham que graduar a dor com um teste', explicou.
Outro objetivo do estudo é descobrir de onde provém a dor: 'Agora que conhecemos a via metabólica e os compostos que se acumulam, a curto prazo devemos estudar o sangue e o líquido cefalorraquídeo, que é uma estratégia mais simples que desenvolver remédios', embora também seja uma meta a longo prazo.
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Proposta garante atendimento à criança com deficit de atenção e hiperatividade
14/02/2012 - DCI Online
A Câmara analisa projeto que determina o fornecimento universal e gratuito, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dos medicamentos e serviços necessários à criança portadora da síndrome do transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
O autor, deputado Dimas Fabiano (PP-MG), argumenta que a proposta está de acordo com o princípio da universalidade na saúde pública, estabelecido no artigo 196 da Constituição. Pelo texto, toda criança com esse problema que procurar assistência do SUS deverá receber seus remédios e contar com acompanhamento neuropediátrico, tudo gratuitamente.
Dimas Fabiano explica que decidiu apresentar o projeto porque o Ministério da Saúde ainda não se manifestou sobre a inclusão do cloridrato de metilfenidato, indicado para o tratamento do TDAH, no elenco de medicamentos excepcionais distribuídos pelo SUS.
Medicamentos caros
O cloridrato de metilfenidato é um estimulante do sistema nervoso central, classificado entre os psicoanaléticos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Suas marcas de mercado são a ritalina e o concerta, que apresentam preço máximo ao consumidor, para caixa com 30 comprimidos, de R$ 367,50. Um custo excessivo, aponta o deputado, ainda mais por tratar-se de doença crônica, com tratamento prolongado. Para ele, isto faz com que o remédio deva constar da relação dos medicamento excepcionais incluídos nos programas do Ministério da Saúde.
Fundamentos científicos
Dimas Fabiano afirma que, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção/Hiperatividade (ABDA), a TDAH tem fundamentos científicos. "É um transtorno médico verdadeiro, reconhecido como tal por associações médicas internacionalmente prestigiadas, que se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade; é também um transtorno sério, vez que os portadores apresentam maiores riscos de desenvolver vários transtornos psiquiátricos (tais como depressão e ansiedade), abuso e dependência de drogas e álcool, maior freqüência de acidentes, maiores taxas de desemprego e divórcio e menos anos completados de escolaridade", ressalta o autor.
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Morton Scheinberg: Desperdício na saúde
16/02/2012 - Folha de S.Paulo
Um por cento da população brasileira parece pouco. Mas esse valor representa 2 milhões de brasileiros que sofrem de artrite reumatoide, doença que provoca fortes dores nas articulações e que mina a qualidade de vida, principalmente em jovens mulheres.
Aos poucos, a doença progride e provoca deformidades articulares incapacitantes. A artrite reumatoide, que é categorizada como autoimune por ser provocada por uma disfunção do sistema de defesa do corpo, acomete principalmente pacientes que dependem hoje do sistema público de saúde.
Na última década, foram introduzidos grandes avanços no tratamento dessa enfermidade, principalmente para pacientes que não respondem às terapias convencionais -metade da população acometida.
O avanço mais importante foi a criação de medicamentos biológicos, drogas criadas a partir da engenharia genética que atuam com alto grau de especificidade.
Em vez de inibir a resposta do sistema de defesa -a exemplo do que ocorre com os tratamentos convencionais-, esses medicamentos atuam de forma seletiva, interrompendo a cadeia inflamatória associada ao mecanismo de ação da doença. Três medicamentos dessa classe estão disponíveis na rede pública.
Quanto antes os biológicos forem introduzidos no tratamento, melhor o prognóstico, pois assim se previne de forma eficaz as deformidades e a incapacitação física.
Quando os pacientes não respondem ao tratamento, é necessário introduzir novos remédios. Eles também são biológicos, mas bloqueiam outros elementos da cadeia inflamatória. Três desses medicamentos estão disponíveis no país, mas não no SUS.
Os usuários da rede pública só podem obtê-los por meio de uma ação contra o Ministério da Saúde. Isso estimula a "judicialização" do atendimento público à saúde.
Em tempo: quem não consegue controlar a doença acaba tendo de recorrer à cirurgia. Ou seja, o controle efetivo da doença gera economia para os cofres públicos.
Para justificar a ideologia de prevenção, o SUS teria de incorporar os novos medicamentos biológicos ao sistema público. Seria preciso, portanto, aprovar o protocolo clínico, processo que vem se arrastando há mais de quatro anos sem explicações convincentes.
Já se ouve dizer, inclusive, que esse processo terá de passar por novas regulamentações. Ou seja, o processo voltará a estaca zero.
Isso faz com que os últimos quatro anos de espera sejam um desperdício de tempo e dinheiro, uma vez que são também os cofres públicos que precisam arcar com a progressão da doença nos pacientes não controlados.
O que acontece na prática é o seguinte: o médico precisa indicar um medicamento ineficaz na esperança de ajudar o paciente, que acredita que está sendo tratado -às custas do governo, que paga a conta.
Bahia registra a primeira morte por meningite C do ano
15/02/2012 - Veja Online
A Secretaria de Saúde da Bahia confirmou segunda-feira (13) a primeira morte por meningite C no Estado este ano. Thiago Morais, de 28 anos, havia se sentido mal no dia 6. Atendido em um hospital particular, foi medicado e liberado. Na última quinta-feira, porém, ele voltou a passar mal - e morreu no dia seguinte, na mesma unidade.
De acordo com a Secretaria, os familiares e pessoas mais próximas de Morais já receberam profilaxia para a doença, que é transmitida por bactéria e considerada a forma mais agressiva da meningite. A Secretaria acredita que o caso é "isolado".
Dados da Secretaria apontam queda nos índices de infecção e morte pela doença no Estado. Este ano, 13 pessoas contraíram o tipo C da meningite na Bahia. No mesmo período do ano passado, foram registrados 20 casos, com cinco mortes. Em todo o ano de 2011, a doença causou 125 mortes. Em 2010, foram 145.
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Saúde fiscalizará consumo de álcool no carnaval
15/02/2012 - Veja Online
A Secretaria de Estado da Saúde programou uma operação especial da campanha "Álcool para menores é proibido" durante os dias de carnaval em São Paulo. Bailes, bares em ruas de blocos, quiosques na praia e até o sambódromo do Anhembi serão alvo dos agentes.
Entre sexta-feira, 17, até a terça-feira, 21, os cerca de 500 agentes da Vigilância Sanitária Estadual e Procon-SP vão focar a fiscalização de bailes de Carnaval, casas noturnas, bares e outros estabelecimentos situados em ruas por onde passam blocos, cordões e trios elétricos. Os fiscais estarão, em sua maioria, à paisana.
A fiscalização também será intensificada em quiosques de praia e nos estabelecimentos de cidades do litoral sul e norte de São Paulo. Nos dias 17, 18 e 19 os agentes também inspecionarão o Sambódromo do Anhembi e imediações. Além do álcool, os fiscais também estarão de olho no cumprimento da lei antifumo, que proíbe desde 2009 o consumo de cigarros em ambientes fechados de uso coletivo.
Desde 19 de novembro de 2011 até agora foram feitas 85,7 mil fiscalizações no Estado, com aplicação de 604 multas, o que representa índice de 99,3% de cumprimento da legislação.
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Hipotireoidismo pode dar queda de cabelo, depressão e impotência
15/02/2012 - Portal G1
Todo mundo tem tireoide, uma glândula em forma de borboleta que fica localizada no pescoço, logo abaixo do “pomo-de-adão”, e regula a função de órgãos como coração, cérebro, fígado e rins. Ela produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), e pode pesar até 25 gramas em um adulto.
Segundo os endocrinologistas Alfredo Halpern e João Eduardo Salles, a tireoide atua diretamente no crescimento e no desenvolvimento de crianças e de adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração, no humor e no controle emocional.
O que algumas pessoas têm é um distúrbio nessa região, que faz com que o organismo fique mais ou menos acelerado. Os problemas podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e mulheres.
Hipo e hipertireoidismo
No caso do hipotireoidismo, há uma produção insuficiente de hormônios. Tudo começa a funcionar mais lentamente: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido.
Ocorrem também a diminuição da capacidade de memória, cansaço excessivo, dores musculares e nas articulações, sonolência, pele seca, ganho de até 4 kg, aumento nos níveis de colesterol no sangue e, em alguns casos, depressão.
No mundo, 300 milhões têm disfunção na tireoide e metade não sabeNessa situação, o organismo nesta situação tenta "parar” o indivíduo, já que não há "combustível" a ser gasto. Apesar de ser mais comum acima dos 40 anos, o hipotireoidismo pode ocorrer em todas as fases da vida. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos podem ter a doença.
Na outra ponta, há o hipertireoidismo, ou seja, a produção excessiva de hormônios . Tudo passa a funcionar rápido demais: o coração dispara, o intestino solta, os olhos ficam saltados, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito e dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.
Quem tem disfunção na tireoide deve fazer um acompanhamento a cada 6 meses para avaliar a dosagem dos hormônios. Se você tem alguma desregulagem na tireoide, não tenha receio de fazer reposição hormonal. Ela não é considerada um tratamento medicamentoso e proporciona ao organismo aquilo que a glândula não consegue mais fazer sozinha.
O hipotireoidismo também pode ser detectado pelo teste do pezinho. Retira-se uma gota de sangue do pé do bebê no terceiro dia de vida. O exame ajuda a verificar se a tireoide está funcionando bem, além de atestar a ocorrência de outras doenças. Se o hipotireoidismo congênito for controlado de forma adequada e precoce, a criança terá uma vida normal.
O hipotireoidismo atinge pessoas de ambos os sexos e de todas as idades. Mas certos grupos são mais vulneráveis:
- Mulheres, especialmente acima dos 40 anos
- Pacientes em radioterapia de cabeça e pescoço
- Pessoas que já tiveram problemas de tireoide
- Usuários de lítio (estabilizador de humor) ou amiodarona (contra arritmia cardíaca)
- Pessoas com histórico familiar de doenças autoimunes
- Homens acima dos 65 anos
Estudos mostram que 2,3% das mulheres com mais de um ano de infertilidade têm hipotireoidismo. Das pacientes com hipotireoidismo, 69% têm disfunção ovulatória. Porém, 64% delas engravidam quando recebem a reposição hormonal adequada. Por isso, quem quiser ter filho deve antes fazer um exame para saber como está a função tireoidiana.
Nódulos e câncer
Para fazer o autoexame da tireoide, é preciso um copo de água e um espelho. Segure o espelho e procure no pescoço a região logo abaixo do pomo-de-adão ou “gogó”. Ali está a sua glândula tireoide. Incline o pescoço para trás, para que a região fique mais exposta. Beba um pouco de água, para fazer com que a tireoide suba e desça. Observe se existe algum caroço ou saliência. Se houver alguma alteração, procure um endocrinologista.
Um dos problemas mais frequentes da tireoide são os nódulos, que não apresentam sintomas. O reconhecimento precoce pode salvar uma vida, e apalpar a tireoide é fundamental para isso. Uma vez identificado o nódulo, o médico solicitará uma série de exames complementares para confirmar a presença ou não de um câncer.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, estima-se que 10% da população adulta tenha nódulos na tireoide, sendo 90% deles benignos e 10% malignos. A incidência de nódulos malignos aumentou em 10% na última década, mas a mortalidade diminuiu.
As mulheres têm três vezes mais nódulos que os homens, mas no caso deles costuma ser mais maligno. A faixa etária de maior risco vai dos 25 aos 65 anos.
De acordo com o Inca, houve um aumento na incidência do câncer da tireoide no Brasil, especialmente nas mulheres. Atualmente, o câncer na tireoide é o quinto mais frequente no sexo feminino. Perde apenas para câncer de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto. Na sequência, vêm os de pulmão, estômago e ovário.
De acordo com o Inca, o aumento de casos se deve a exames mais eficazes, como a ultrassonografia. A radiação ionizante, tanto em virtude da exposição a tratamentos quanto ambiental, é o mais bem estabelecido fator de risco para o desenvolvimento da doença.
Estudos mais recentes também investigam a associação da obesidade com esse tipo de câncer. Nas populações de grandes cidades, onde há alto consumo de alimentos prontos, artigos de limpeza e compostos tóxicos em geral, esse risco tende a ser maior. Dieta e componente genético também são considerados fatores de risco.
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Três casais tentam seleção de embrião
16/02/2012 - O Estado de S.Paulo
Pelo menos outros três casais brasileiros estão com processos de seleção de embrião em andamento na tentativa de ter filhos sem doenças que sejam compatíveis com os irmãos para tentar curá-los por meio de um transplante de sangue de cordão umbilical.
Os três casos estão sendo realizados no RDO Diagnósticos pelo geneticista Ciro Dresh Martinhago - o mesmo que conseguiu selecionar um embrião sem talassemia e também 100% compatível com a irmã para a realização do transplante, conforme o Estado revelou ontem.
A bebê Maria Clara Reginato Cunha nasceu no sábado passado em São Paulo para tentar salvar Maria Vitória, que tem 5 anos e sofre de talassemia major - o tipo mais severo da doença, que pode causar anemias profundas e faz com que o paciente tenha de tomar sangue a cada três semanas e fique dependente de transfusões pelo resto da vida.
Os pais das meninas - Jênyce e Eduardo - ouviram a opinião de cerca de 30 médicos do Brasil e do exterior antes de decidir fazer a fertilização in vitro e a seleção do embrião que não tivesse a doença e também fosse totalmente compatível com a irmã que tem a doença. O transplante do sangue do cordão deve ocorrer nos próximos meses.
"Apesar de a Maria Vitória ter a doença controlada com as transfusões e a medicação, fomos buscar uma possível cura porque ela chora toda vez que tem de fazer transfusão. Soubemos da possibilidade da gravidez planejada e decidimos fazer, mesmo que fosse fora do Brasil", conta a mãe das meninas.
Novos casos. Segundo Martinhago, um dos casais que está com a seleção embrionária em andamento é de São Paulo, outro de Brasília e outro do Nordeste. Em dois dos casos em andamento, o médico está pesquisando embriões que não tenham talassemia major e sejam compatíveis com o irmão - assim como no caso da Maria Vitória.
O terceiro caso é de uma família que está tentando ter um filho saudável e compatível para tentar reverter a anemia de Fanconi - um tipo agressivo de doença no sangue, que causa falência medular (que deixa de fabricar sangue) e, se não tratada corretamente, pode causar leucemia.
De acordo com o hematologista Vanderson Rocha, o uso dessa técnica pode ajudar no tratamento de outras doenças do sangue além da talassemia: anemia falciforme, anemia de Fanconi, outras hemoglobinopatias e imunodeficiências primárias.
"O primeiro transplante de sangue de cordão umbilical do mundo foi feito para tratar uma anemia de Fanconi", diz Rocha.
Selecionar embriões saudáveis para ter filhos sem nenhuma doença genética não é novidade - esse procedimento é feito no mundo todo desde a década de 1990. A novidade, nesses casos, é que, além de não carregar o gene doente, os embriões estão sendo analisados para serem totalmente compatíveis com o irmão doente e, assim, facilitar a realização de um transplante de sangue de cordão umbilical e reduzir os riscos de rejeição.
Prazo. Mesmo com os avanços da medicina, o geneticista Martinhago diz que a seleção genética não é um processo que acontece do dia para a noite. De acordo com ele, o prazo entre a primeira consulta e o término do processo, quando o embrião está pronto para ser implantado no útero, é de cerca de seis meses. "É um processo lento e complexo", diz.
Além do tempo, os custos desse tipo de tratamento podem ser um possível impedimento: a análise genética do embrião custa em torno de R$ 6 mil e o processo de fertilização in vitro custa entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.
Após a seleção dos embriões, aqueles que não forem implantados na mãe devem ficar congelados por pelo menos três anos. Após esse período, eles podem ser doados para pesquisa clínica.
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FDA encontra chumbo em 400 batons
16/02/2012 - Folha de S.Paulo
Quatrocentos dos batons mais populares nos Estados Unidos têm vestígios de chumbo na sua composição, revelam análises feitas pela FDA (agência norte-americana que regula remédios e alimentos). Testes anteriores já haviam apontado esse mesmo problema.
Segundo a agência, cinco batons da L'Oreal e da Maybelline, subsidiárias da L'Oreal americana, figuraram entre as dez marcas mais contaminadas.
Dois batons da Cover Girl e dois da NARS também estiveram na lista dos dez piores batons, bem como um produto da Stargazer.
A FDA afirma que os níveis de chumbo detectados em duas rodadas de testes feitos pela agência, incluindo a mais recente, não representam riscos à segurança.
"Do ponto de vista científico, não é válido comparar o risco que a presença de chumbo em doces representa para o consumidor ao risco associado a níveis de chumbo nos batons, um produto destinado ao uso tópico", diz uma nota da agência.
Mas a Campanha por Cosméticos Seguros, um grupo formado por consumidoras que há anos pressiona o governo a estabelecer limites para o nível de chumbo nos batons, diz que a agência não tem base científica para descartar o risco.
O conselho que representa a indústria dos cosméticos informou que o chumbo não é adicionado aos batons, mas que muitos corantes são feitos a partir de minerais, que contêm traços do chumbo -naturalmente encontrado no solo, na água e no ar.
HC em São Paulo recruta voluntários para pesquisa sobre hipertensão
16/02/2012 - Portal Uol
O Laboratório de Hipertensão do Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), está recrutando voluntários para pesquisa sobre hipertensão, informa a Agência USP de Notícias. Os voluntários devem ter pressão alta, estar na faixa etária entre 18 e 60 anos, não praticar atividades físicas e não estar acima do peso, além de não ingerir os medicamentos Propanolol, Atenolol (Atenol), Carvedilol (Cardilol, Divelol e Ictus) e Metoprolol (Selozok).
Os interessados devem entrar em contato com a pesquisadora Tatiana Araújo pelos telefones: (0XX11) 9942-6364/8266-0261/6054-4846/9461-5159, ou pelo email: pesquisa.tatiana@gmail.com. O laboratório fica na Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255, 7º Andar , Sala 7031 , Cerqueira César, São Paulo.
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