Notícias - 06/04/2015

 


CLIPPING 06/04/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde


Medicamentos

 

Cade investiga 15 empresas por cartel em compra de remédios
03/04/2015 - O Globo

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou ontem investigação para apurar suposta prática de cartel em licitações públicas para compra de medicamentos. Segundo o órgão antitruste, evidências apontam que 15 distribuidoras e laboratórios se articularam entre 2007 e 2011 para fixar preços e combinar condições e vantagens, a fim de restringir a concorrência e o caráter competitivo de certames em alguns estados, como Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Pernambuco.
De acordo com o Cade, a prática envolveu remédios como antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos, sedativos, anticoagulantes, além de medicamentos para hipertensão, refluxo e tosse. São investigadas as empresas Comercial Cirúrgica Rioclarense Ltda., Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda., Dimaci Material Cirúrgico Ltda., Drogafonte Medicamentos e Material Hospitalar, Hipolabor Farmacêutica Ltda., Laboratório Teuto Brasileiro S.A., Macromed Comércio de Material Médico e Hospitalar Ltda., Mafra Hospitalar Ltda., Merriam Farma Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda., Netfarma Comércio Online S.A., NovaFarma Indústria Farmacêutica, Prodiet Farmacêutica Ltda. (atual Profarma Specialty S.A.), Rhamis Distribuidora Farmacêutica Ltda., Sanval Comércio e Indústria Ltda. e Torrent do Brasil Ltda.

ESCUTAS E APREENSÕES

O caso teve início a partir de informações apresentadas ao Cade pelo Ministério Público de Minas Gerais, que realizou interceptações telefônicas e operações de busca e apreensão nas sedes de algumas das empresas investigadas.
A Hipolabor, que adquiriu a Sanval em 2007, negou que tenha praticado qualquer irregularidade nas licitações de que participou. A empresa disse acreditar que, ao fim do processo administrativo instaurado pelo Cade, terá ressaltada sua idoneidade. A Merrian Farma informou que é de pequeno porte, situada no Rio de Janeiro, e não participa de licitações nos estados citados no processo. Disse ainda que a abertura do processo causou estranheza e que está disponível para prestar os esclarecimentos necessários.
A Netfarma disse nunca ter participado de licitações públicas e esclareceu que “não fornece medicamentos para o mercado hospitalar”. E ressaltou ter sido constituída no fim de 2012, após o período alvo da investigação. A Torrent afirmou não ter conhecimento dos fatos e desconhecer o conteúdo do processo. E ressaltou não ter recebido qualquer citação ou intimação do Cade.
A Drogafonte também informou não ter sido notificada pelo Cade, mas ressaltou que está à disposição do órgão. A Comercial Cirúrgica Rioclarense disse que não iria se manifestar por não ter sido notificada. A Dimaci informou que aguarda notificação oficial do Cade.
O advogado da Macromed, Daniel Poço, informou que a empresa não foi notificada pelo Cade e que, além disso, a empresa pediu recuperação judicial em 2007 e, desde então, não participa de licitações públicas.
A assessoria de imprensa da Cristália informou que, por ser véspera de feriado, não conseguiu contatar a empresa. Em nota, o Laboratório Teuto Brasileiro disse não ter sido comunicado de qualquer irregularidade. NovaFarma e Mafra não responderam até o fechamento desta edição. A Rhamis não foi encontrada.

SUPERINTENDÊNCIA VAI OPINAR

A Profarma informou que aguarda notificação do Cade para se manifestar sobre a investigação. E acrescentou que a aquisição do controle da Prodiet ocorreu em 22 de outubro de 2011, ou seja, no fim do período sob investigação e após processo de auditoria independente de verificação dos dados econômico-financeiros da empresa. A Profarma afirmou ainda cumprir rigorosamente as melhores práticas de governança corporativa e que está disposta a colaborar com a investigação do Cade.
Com a instauração do processo administrativo, os acusados serão notificados para apresentar defesa. Ao fim do processo, a Superintendência-Geral do Cade opinará pela condenação ou arquivamento e remeterá o caso para julgamento pelo Tribunal Administrativo do órgão.

COMBINAÇÕES POR TELEFONE E E-MAIL

A investigação do suposto cartel em licitações públicas para compra de medicamentos aponta que dirigentes e representantes de empresas do setor farmacêutico monitoravam os certames para fixar preços e acertar previamente quais seriam as vencedoras. Além disso, combinavam como os lotes das licitações seriam divididos, quais empresas apresentariam propostas ou lances de cobertura. Segundo a coordenadora-geral de Análise Antitruste do Cade, Fernanda Machado, o objetivo seria dividir o mercado e evitar uma redução acentuada dos preços. A combinação ocorreria por ligações e e-mails.
— O objetivo da licitação é permitir que o governo compre pelo menor preço possível. Quando as empresas entram em acordo, elas prejudicam esse objetivo. Estamos no início da investigação. A partir das defesas, da análise das provas, teremos detalhes e informações para saber se a prática realmente aconteceu.

 


Empresa personaliza os medicamentos
06/04/2015 - DCI

A Fórmula & Cia. - Manipulação e Drogaria, de Campinas, chega à média de 5,4 mil produtos manipulados por mês, entre medicamentos e cosméticos.
O seu diretor proprietário, Marcos Ebert, prevê em 2015, em razão da conjuntura econômica atual, manter o mesmo faturamento de 2014, em torno de R$ 3,5 milhões. Ao comemorar 25 anos, no ano passado, a Fórmula investiu R$ 50 mil na modernização da marca e em infraestrutura e manutenção. A empresa tem cinco laboratórios em duas unidades, que produzem cápsulas, soluções orais e fórmulas dermatológicas e cosméticos. A Fórmula conta com 72 colaboradores e nove profissionais farmacêuticos.
Para Marcos Ebert, as medidas adotadas pela equipe econômica do governo devem gerar desemprego e vão afetar o poder de compra das pessoas, mas que para o mercado da Fórmula talvez não traga maiores problemas. "Acreditamos que as alternativas que a gente sempre buscou de novas fórmulas farmacêuticas, de investimento em qualidade e em treinamento de funcionários, farão com que, se não ganharmos mercado este ano, pelo menos a gente não perca o mercado já conquistado", diz.
Marcos Ebert avalia que os investimentos realizados pela Fórmula nos seus cinco laboratórios e a qualidade no atendimento, a ampliação das possibilidades oferecidas na manipulação de medicamentos, bem como a internacionalização do segmento, tem contribuído para que a empresa amplie a sua atuação. Além disso, a personalização de medicamentos ganha força num momento econômico difícil pelo qual o Brasil passa atualmente.
"A personalização não só na dosagem do medicamento, mas também na quantidade que vai ser consumida durante o tratamento, inegavelmente, traz ganhos para o bolso do paciente e também um ganho para o meio ambiente porque não vai perder e ficar com aquela medicação em casa. Isso vai ao encontro desse momento difícil que a gente tem que racionalizar as nossas despesas e manter os cuidados com a saúde", afirma.
A Fórmula & Cia também tem ampliado a personalização através da nova modalidade de tratamento médico que é a modulação hormonal.
"Os médicos estão descobrindo que homens e mulheres começam a ter suas alterações hormonais, então eles precisam repor isso. Eles fazem a modulação, quer dizer, fazem os exames e prescrevem sais minerais e hormônios para corrigir o desequilíbrio. Usamos hormônio bioequivalente semelhante ao humano que produzimos, e ele é prescrito pelo médico na quantidade exata e aplicado sobre a pele com cuidados de micropartículas que possibilitem a penetração na pele. Percebemos nos balcões das nossas unidades, que o cliente chega revigorado e querendo continuar o tratamento percebendo o ganho que ele está tendo", comenta Ebert.
Ele ressalta que os investimentos contínuos nos seus cinco laboratórios garantem a qualidade dos medicamentos manipulados. "Nos nossos laboratórios a renovação de ar ocorre a cada três segundos. Quando a porta se abre, há diferença de pressão de uma área para outra, evitando que haja contaminação. Os profissionais, usam a paramentação adequada. Tudo de acordo com nosso Programa de Gerenciamento de Resíduos", explica o diretor.

 

Corrida das vacinas
06/04/2015 - Folha de S.Paulo

A corrida pela primeira vacina contra a dengue pode chegar ao final ainda em 2015. Por enquanto, ela é liderada pela multinacional francesa Sanofi.
A vacina, porém, tem eficácia de apenas 60,8% e precisa ser aplicada em três doses --a empresa não divulga a eficácia da primeira dose se tomada isoladamente.
Uma alternativa nacional, fruto de uma parceria entre o Instituto Butantan, o Hospital das Clínicas da USP e o NIH (Institutos Nacionais de Saúde dos EUA) corre atrás.
Não há previsão de quando ela poderá ser disponibilizada ao público. A vacina está atualmente começando os estudos de fase 3 --no jargão farmacêutico, o momento em que é avaliada a eficácia do produto em teste.
O infectologista da USP Esper Kallás, que coordena os estudos da vacina brasileira, afirma que o grande trunfo do produto em desenvolvimento é que ele deverá ser aplicado em apenas um dose.
Kallás afirma ainda que o produto da Sanofi não é igualmente eficiente contra todos os quatro subtipos de dengue. "No entanto, enquanto não temos vacinas, qualquer coisa que for útil tem que ser considerada."
A Sanofi rebate as críticas sobre a eficácia da sua vacina. Segundo a gerente médica Sheila Homsani, o importante é que o produto reduz em 95,5% o número de casos graves da doença. Ou seja, a vacina funciona especialmente para evitar os quadros clínicos mais perigosos.
Ela afirma que a Sanofi deve entrar nas próximas semanas com a documentação para poder iniciar a produção da vacina em sua fábrica, próxima à Lyon, na França.

TÉCNICA

A vacina da multinacional francesa tem como "esqueleto" o vírus da febre amarela. Ele tem sua superfície modificada artificialmente para se parecer com um vírus da dengue e gerar resposta imunológica na pessoa vacinada.
Já o consórcio de que faz parte o Butantan apostou em uma versão atenuada e modificada do vírus da dengue, que promete provocar uma resposta imunológica duradoura em quem é vacinado.
O poder público está entusiasmado com a utilização de vacinas. Para o secretário da Saúde de São Paulo, David Uip, o projeto do Butatan pode ajudar o Estado a reduzir o número de casos.
Arthur Chioro, ministro da Saúde, disse que pedirá à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) prioridade no andamento dos processos burocráticos ligados às vacinas contra a dengue.
Segundo Kallás, com o status de prioridade é possível ganhar de alguns meses até mais de um ano de desenvolvimento. A ideia é vacinar as pessoas ainda no fim desse ano para monitorá-las durante o verão, quando a incidência de dengue aumenta.
Em 2015 também devem começar as pesquisa de fase 3 da vacina da Takeda, multinacional japonesa. A estratégia é um vírus da dengue do subtipo 2 modificado.
Entre outras iniciativas, há o trabalho da farmacêutica britânica GSK com a Bio-manguinhos (da Fundação Oswaldo Cruz), que está iniciando os testes em humanos (veja acima). Outro projeto em que a Fiocruz está envolvida é a vacina do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), testada apenas em camundongos, mas com 100% de imunização.
Neste ano, o Estado de São Paulo já registrou mais de cem mortes por dengue, mais do que em todo o ano de 2014.


Brasil é pequeno no comércio mundial de medicamentos
06/04/2015 - Valor Econômico

O Brasil avançou quatro posições no ranking mundial das exportações de produtos farmacêuticos entre 2004 e 2014, ao passar do 65º para o 61º lugar em termos de participação dos medicamentos na pauta de vendas externas de um país. Com índice de 0,66%, porém, o Brasil ainda está bem atrás da média mundial para esse mercado, de 2,8%, segundo levantamento da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).
De acordo com o presidente executivo da entidade, Antônio Britto, a falta de fôlego das exportações da indústria farmacêutica se reflete em déficit comercial crescente - hoje o Brasil responde pelo quinto maior déficit, com mais de US$ 6 bilhões. Olhando para a balança comercial local, a indústria farmacêutica responde pelo oitavo maior déficit, que representa 4,4% do saldo negativo do país.
"Há muitos obstáculos à competitividade do medicamento brasileiro no mercado mundial", diz o executivo. "O ponto central é que o déficit comercial é crescente, mas a razão não está no desequilíbrio das importações, que cresce menos do que em outros países", acrescenta.
Nos últimos dez anos, conta Britto, o volume de produtos farmacêuticos comercializados mundialmente (considerando-se exportações e importações) cresceu perto de 110%, enquanto a corrente de comércio farmacêutica do Brasil avançou 287%, alcançando US$ 1,6 bilhão em exportações e US$ 8,2 bilhões em importações. "O problema é que, embora as exportações brasileiras [de medicamentos] tenham crescido, o ritmo foi bem menor que a média mundial e hoje elas representam 0,31% do total exportado no mundo", aponta o presidente da Interfarma.
No ranking geral de exportação de medicamentos, o Brasil ficou em 27º lugar. Ao mesmo tempo, no de importações, o país ocupa a 16ª posição, com 1,54% da importação global. Para dar musculatura às vendas externas, afirma Britto, o Brasil deveria adotar medidas de estímulo à produção de insumos, que hoje são importados maciçamente. Em 2011, as exportações brasileiras de insumos estavam na casa de US$ 800 milhões. Em 2014, caíram a US$ 560 milhões - no mesmo ano, as importações desse tipo de produto totalizaram US$ 2,7 bilhões, frente a US$ 1 bilhão em 2005.
Outro item que poderia constar da pauta de exportações, os medicamentos básicos não teriam condições de concorrer com importantes fornecedores globais, como a Índia. "Esse mercado se tornou de commodity, já que não há mais a proteção de patente, e o genérico brasileiro não tem preço para enfrentar o produto indiano, por exemplo", cita o executivo, acrescentando que, diante do tamanho do mercado farmacêutico doméstico, políticas de incentivo às vendas externas de remédios produzidos localmente não foram tratadas como prioridade.
A conclusão, conforme Britto, é que o Brasil teria de fomentar as exportações - restringir as importações seria reduzir o acesso a medicamentos -, com maior oferta e preço mais baixo do que a concorrência internacional. E uma potencial solução passaria pela retomada da produção local de insumos.




Líder da Bayer quer ver dona da Aspirina mais ágil e aberta a riscos
06/04/2015 - Valor Econômico

A Bayer AG sempre foi um nome importante para os consumidores, que associam sua cruz icônica com analgésicos. Poucos sabem que a linha de produtos da gigante farmacêutica alemã também inclui inúmeras outras marcas.
O diretor-presidente da Bayer, Marijn Dekkers, quer mudar essa percepção.
Desde que assumiu o comando, em 2010, Dekkers tem chacoalhado a cultura tradicional dessa empresa fundada há 150 anos, exigindo, por exemplo, que os chefes de divisão tenham formação em marketing em vez de diplomas científicos. Ele liderou o lançamento de cinco novas drogas que tiveram sucesso de venda e fortaleceu a divisão de medicamentos sem prescrição com a compra da unidade de atendimento ao consumidor da americana Merck & Co.
Agora, o executivo de 57 anos, que nasceu na Holanda e estudou e trabalhou nos Estados Unidos, está preparando o desmembramento da divisão de plásticos especiais, um negócio de US$ 10 bilhões, como parte de um esforço mais amplo da Bayer para se concentrar em seus segmentos de saúde e agricultura.
Depois de ter passado 25 anos de sua carreira nos EUA, Dekkers diz que sua prioridade na Bayer tem sido implantar uma cultura que preza pela rapidez, capacidade de adaptação e mais disposição para correr riscos.
As empresas americanas geralmente operam com uma "regra de 80-20", disse ele numa entrevista recente ao The Wall Street Journal, sugerindo que elas começam a executar ideias com apenas 80% dos dados necessários em mãos. "Aqui [na Alemanha], para ser gentil, tínhamos no início uma regra de 99-1. E eu estou sendo gentil."
Dekkers sugeriu que a aversão da Bayer ao risco está enraizada no medo que os alemães têm de fracassar. De modo mais amplo, essa sensibilidade explica a falta de uma "mentalidade de capital de risco" que estaria afetando a competitividade global do país, de acordo com ele.
Ávido jogador de tênis, Dekkers diz que, quando morava em Boston, metade dos amigos com quem jogava eram capitalistas de risco. Depois de cinco anos morando na Alemanha, diz ele, "ainda estou para encontrar o primeiro parceiro de tênis que seja um investidor de risco".
A Bayer é hoje a maior companhia em valor de mercado - 118 bilhões de euros (US$ 128 bilhões) - do índice de ações DAX-30 das empresas mais negociadas ("blue chips") da Alemanha e deve manter essa posição depois do desinvestimento na unidade de plásticos. Ela tem 118 mil funcionários ao redor do mundo e registrou receita de 42,2 bilhões de euros em 2014.
A divisão de plásticos, chamada Material Science, poderia ser desmembrada diretamente para os acionistas, mas Dekkers sugeriu que a abertura de capital seria preferível porque geraria dinheiro. Segundo ele, a dívida de 20 bilhões de euros da Bayer "não é um número impossível", mas limita a "flexibilidade" financeira. Reduzir dívida "é sempre bom", diz.
Os planos de vender a Material Science começaram há um ano. Nas discussões dos executivos sobre a estratégia da empresa, ficou claro que a unidade exigiria grandes investimentos de capital para se manter competitiva. "Eu disse: 'Podemos simplesmente não fazer mais isso'", lembra Dekkers, ressaltando que investimentos nas áreas de ciências agrícolas e médico-farmacêutica geram retornos muito maiores.
A divisão de ciências agrícolas da Bayer, a Crop Science, registrou um lucro antes de juros e impostos de 1,81bilhão de euros no ano passado, enquanto o da farmacêutica e médica, chamada Health Care, foi de 3,58 bilhões de euros, resultado impulsionado pelas vendas de cinco novos remédios com prescrição médica. Entre eles, estão o Xarelto, para prevenção de derrames e formação de coágulos em pacientes com arritmia do coração, e o Eylea, para tratamento oftalmológico, ambos já vendidos no Brasil. Os outros são o Stivarga e o Xofigo, para combate ao câncer, e o Adempas, para hipertensão pulmonar. Os cinco geraram vendas conjuntas de 2,9 bilhões de euros no ano passado, valor que deve subir para 4 bilhões de euros em 2015.
A divisão Material Science - que produz policarbonato, poliuretano e outros polímeros usados em produtos que vão de laptops a bolas de futebol - contribuiu com um lucro antes de juros e impostos de apenas 555 milhões de euros, ante 1,04 bilhão de euros de 2007.
Ainda assim, alguns analistas duvidam que as drogas da Bayer hoje em desenvolvimento terão o mesmo poder de venda dos lançamentos recentes. Mas a Bayer estima que pelo menos três novos remédios que estão na fase intermediária de testes clínicos avancem este ano, incluindo dois para insuficiência cardíaca crônica. "Dados importantes são esperados" desses testes, diz Ali Al-Bazergan, analista do Datamonitor Healthcare em Londres.
Al-Bazergan diz que a divisão farmacêutica da Bayer deve se beneficiar de novas sinergias à medida que o grupo se torna uma empresa de ciências da vida mais integrada.
Investidores têm recebido bem as iniciativas de Dekkers para tornar a Bayer mais enxuta. A cotação da ação atingiu o recorde de 145,85 euros em meados de março, uma valorização de cerca de 60% nos últimos 12 meses.
"Definitivamente, Dekkers está escutando os acionistas", diz Odile Rundquist, analista da Helvea SA, do Baader Bank Group.
"A [unidade] Material Science realmente não se encaixa numa empresa de ciências da vida", diz Markus Manns, gestor de carteira da Union Investment Privatfonds GmbH, uma acionista da Bayer.
A estratégia da Bayer está em linha com uma tendência crescente na indústria farmacêutica, diz Rundquist, observando que a suíça Novartis AG e a britânica GlaxoSmithKline PLC também adotaram caminhos semelhantes recentemente.
Dekkers diz que, inicilamente, enfrentou resistência à separação por parte dos representantes dos funcionários no conselho supervisor, que estavam preocupados com a manutenção dos 17 mil empregos da divisão. Ele acabou conseguindo a aprovação dos dez representantes ao garantir o atual número de empregos por alguns anos, diz.
O plano de venda ocorre depois da aquisição da unidade da Merck, que permite que a Bayer cresça na área de remédios sem prescrição médica e coloque sua marca em uma série de produtos, desde o antialérgico Claritin até o protetor solar Coppertone.
A aposta de Dekkers na unidade da Merck é de que a rede global de vendas ao consumidor da Bayer abra caminho para seus novos produtos americanos em outros países, enquanto consolida a marca Bayer nos EUA.
Marca é algo importante para Dekkers, que lembra que, quando começou a trabalhar na Bayer, pensou que o único produto sem prescrição da empresa "fosse apenas a Aspirina".
O executivo, que deve deixar o cargo no fim de 2016 e voltar para os EUA, diz que o objetivo de sua gestão é achar o equilíbrio certo entre as estratégias empresariais americana e alemã. "Torná-la mais 90-10 do que 80-20 ou 99-1 é muito importante", diz.
 


Dividir para multiplicar
06/04/2015 - IstoÉ Dinheiro

Diz o ditado que a união faz a força. Para o grupo farmacêutico americano Abbott, no entanto, trata-se de uma tirada ultrapassada. Em 2013, a companhia foi dividida em duas empresas independentes. A Abbott ficou com a fabricação de medicamentos antigos, com patente expirada, e outros negócios no setor de saúde. A Abbvie, com bio-medicamentos e fármacos patenteados. Com isso, ambas deram um salto gigantesco em valor de mercado. O motivo, segundo Juan Carlos Gaona, presidente da Abbott no Brasil, está na especialização. "Ficou muito mais claro quais são os objetivos de cada uma das áreas de negócio", afirma Gaona. Desde então, as ações da companhia se valorizaram em 21% na bolsa de Nova York e, somando os papéis da Abbvie, ultrapassaram a barreira dos USS 100. Juntas, o valor de mercado da Abbott e da Abbvie chegou a US$ 163 bilhões, neste ano, mais do que o triplo dos USS47 bilhões, em 2012, no período anterior à separação. "Se eles não tivessem feito esse movimento, hoje estariam perdendo mercado", afirma Israel Nena, analista de saúde da cônsul toria Frost & Sullivan.
No Brasil, a divisão foi concluída há um ano e os resultados já começam a aparecer. No ano passado, a Abbott faturou USS 508 milhões no País, um aumento de 8% em comparação a 2013. "Foi um ano bom para nós", diz Gaona. "Esperamos manter o desempenho, apesar das dificuldades da economia." Segundo ele, desde 2010, o Abbott vem apostando nos mercados emergentes, como o Brasil. Outra mudança promovida por esse processo foi o fortalecimento dos outros negócios não vinculados ao setor de medicamentos que exigem receita, que passaram a responder por mais de 80% do faturamento global. Os produtos nutricionais, responsáveis por 34% das vendas no mundo, são um dos principais focos da Abbott no País. "Apesar de estarmos presentes em apenas 12 mil das 68 mil farmácias, atingimos 65% do mercado brasileiro", diz Gaona. "De qualquer forma, precisamos dar mais visibilidade à marca". Na área de diagnósticos, que responde por 23% do faturamento global, a empresa conta em seu portfólio com clientes como os laboratórios Dasa e Fleury. E ainda há o departamento de dispositivos médicos, com 27% das vendas, com produtos como os stents e medidores de glicose.
Já a Abbvie, que ganhou maior atenção dos investidores e tem o maior valor de mercado (USS 93 bilhões), ainda precisa fazer seus negócios deslancharem no Brasil. Desde a divisão, a companhia continua do mesmo tamanho, em torno de US$ 435 milhões de faturamento, em 2013 e 2014. A burocracia para registrar medicamentos no País levou-a a adiar, por um ano, o processo de separação dos negócios, em relação aos Estados Unidos. Procurada, a Abbvie não se pronunciou.



Pesquisa e Desenvolvimento

 

Tecnologia promete diagnóstico barato e rápido sobre câncer
06/04/2015 - O Globo

Com a combinação de um smartphone, (análise de dados), uma tecnologia aberta de baixo custo e pequena quantidade de uma solução química, a start-up Miroculus pretende revolucionar a forma como diagnósticos de câncer são realizados em todo mundo — especialmente em países subdesenvolvidos. Apresentada pela primeira vez em outubro do ano passado, durante a conferência TEDGlobal 2014, no Rio, a promissora solução já tem um protótipo e pode chegar a um formato adequado ao mercado em 18 meses.
— As técnicas de diagnóstico desse tipo de doença já existem, mas são soluções caras e invasivas, cujo acesso normalmente costuma ser maior por pessoas de classes sociais mais elevadas. Nosso objetivo é oferecer uma forma de diagnóstico prática, de baixo custo e menos invasiva — afirma Alejandro Tocigl, cofundador e diretor-executivo da Miroculus.
A tecnologia se baseia na análise de moléculas microRNAs contidas em nosso sangue. Essas moléculas têm como principal função a regulação do processo de expressão dos genes, mas também podem servir como indicativo para alterações em nosso organismo. Um paciente com câncer de pulmão, por exemplo, possui uma determinada combinação de microRNAs em seu sangue que pode ser utilizada para identificar a sua condição.
— Nossa plataforma engloba três partes importantes: nossa molécula química, para a detecção dos microRNAs nas amostras sanguíneas; o dispositivo onde a reação química aconte-
Aparelho e celular analisam moléculas para chegar a diagnóstico ce, que pode ser montado com tecnologia aberta e de baixo custo, por não mais de US$ 100; e nossa base de dados digitais na nuvem, usada pelo software que desenvolvemos para fazer o diagnóstico — explica Tocigl.

RESULTADO EM 60 MINUTOS

O funcionamento da solução é simples. Seu operador deve extrair uma pequena amostra de sangue do paciente, que é então colocada numa placa preenchida com o composto químico desenvolvido pela start-up, e dentro de um cilindro feito com uma impressora 3D. Um smartphone é então acoplado à máquina, e um aplicativo que controla a câmera do aparelho procura identificar a presença de até 96 tipos de microRNAs na amostra sanguínea.
Os padrões dessas moléculas encontrados são então comparados com a base de dados da Miroculus na nuvem e, cerca de 60 minutos depois do início do processo, o aplicativo no celular indica para a pessoa se ela possui possui uma determinada doença e qual o seu estágio.
Proclamada pelo curador do TEDGlobal Cris Anderson “como uma das mais excitantes demos da história da conferência”, a tecnologia da Miroculus surgiu a partir da combinação de talentos distintos no programa Singularity University, mantido pela Nasa e pelo Google. A incubadora desafia empreendedores e profissionais de áreas variadas a desenvolverem ideias para tratar de problemas globais. Para o empreendedor Thiago Matos, fundador da escola de atividade criativa Perestroika, e que também participou da Singularity University, ao aliar diferentes tecnologias de forma acessível, a solução da Miroculus, apesar de ambiciosa, tem potencial:
— Assim como a maioria das pessoas, já perdi parentes por câncer e fico imaginando se eles ainda não estariam por aqui caso esta solução não existisse há mais tempo.

 

 
Ministérios querem criar cursos em 22 cidades
03/04/2015 - O Estado de S.Paulo

Os Ministérios da Saúde e da Educação anunciaram ontem um edital para a abertura de 1.887 vagas em cursos de Medicina em instituições privadas, em 22 cidades de 8 Estados das Regiões Norte, Nordeste. A iniciativa é parte do Programa Mais Médicos, lançado pelo governo federal em 2013, e visa a selecionar previamente os locais onde deve haver aumento de oferta de vagas.



Genética Global
06/04/2015 - Folha de S.Paulo
Colunista: Maria Cristina Frias

A subsidiária brasileira da Genzyme, empresa de biotecnologia do grupo Sanofi, integrará uma pesquisa global da companhia para o desenvolvimento de uma nova geração de medicamentos para enfermidades raras.
A droga deverá ser destinada a pessoas com as doenças de Gaucher tipo 3 e de Fabry, dois distúrbios genéticos. Também há expectativa de que possa servir para o tratamento de Parkinson.
"Dependendo dos resultados do estudo, se forem fortes e rápidos, eu acredito que nos próximos quatro ou cinco anos a pesquisa poderá estar concluída", diz David Meeker, CEO e presidente mundial da companhia.
A Genzyme também lançou no Brasil em março dois novos medicamentos para esclerose múltipla. "Já estão no mercado, aprovados pela Anvisa. O próximo passo agora é serem incorporados ao SUS", afirma Eliana Tameirão, presidente da empresa no país.
Todos os remédios comercializados pela marca no Brasil são importados. "Eles são destinados a pequenas populações, então dificilmente há condições de termos um modelo com múltiplas fábricas pelo mundo", afirma a executiva.
5.300 é o número de funcionários no Brasil do grupo Sanofi, ao qual pertence a Genzyme
€ 2,6 BILHÕES foram as vendas globais da Genzyme em 2014, o que equivale a R$ 8,8 bilhões
 

Saúde

 

Feira da Saúde oferece atendimento gratuito em São Paulo
06/04/2015 - DCI

A 17ª edição Feira da Saúde da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) será amanhã (7/4), das 8h30 às 17h, no Pátio do Colégio, centro da capital paulista. Neste ano, 500 pessoas oferecerão cerca de 30 especialidades para atendimento médico à população paulista neste dia. / Agências.

 


 

Após câncer, paciente busca vida saudável utilizando apps de celular
05/04/2015 - Folha de S.Paulo

O italiano Federico Viticci, 26, enfrentou um linfoma no estágio mais avançado. Depois de um ano de quimio e radioterapia, o câncer entrou em remissão. Para aproveitar essa "segunda chance", Viticci decidiu adotar um estilo de vida mais saudável com a ajuda de aplicativos para smartphone.
Viticci vive em Roma e é editor do site macstories.net, criado em 2009, onde publica diariamente notícias sobre a Apple –segundo ele, de modo independente, sem receber dinheiro da empresa.

Leia abaixo o seu depoimento.

*
No verão de 2011, eu não estava bem. Em seis meses tinha perdido muito peso, estava fraco, tinha dores de cabeça e febre o tempo todo.
Por um bom tempo pensei que não era nada. Eu tinha 23 anos e achava que nada poderia acontecer comigo. Mas, como não melhorava, em novembro decidi ir ao médico.
Depois de uma biópsia, diagnosticaram linfoma de Hodgkin no estágio 4, o mais avançado. Esse câncer atinge as células do sistema imunológico, mas no meu caso já tinha chegado ao pulmão direito. Fui estúpido, demorei demais para procurar ajuda.
Comecei a quimioterapia imediatamente, em janeiro de 2012. Nas primeiras sessões, surpreendentemente me senti bem. Pensava: "Não é tão ruim quanto parece".
Mas um mês depois começou a ficar pesado, os efeitos colaterais apareceram. Logo após as sessões me sentia tão fraco que não conseguia sair da cama. Tentei três protocolos de quimioterapia, oito sessões no total. Não funcionou.
Então tive que partir para uma quimioterapia mais radical, seguida por um transplante de células-tronco retiradas do meu próprio sangue. Em agosto de 2012, fiquei três semanas no hospital.
Após um mês, o câncer ainda não tinha sumido completamente. Fiz radioterapia. Em fevereiro de 2013, tive o primeiro negativo. O câncer sumiu.
Aí me senti invencível. Pensei: "Fiz quimio, radioterapia, essas coisas horríveis, e venci, nada pode me atingir".
Outra vez, fiquei desatento com a saúde. Não fazia exercícios, não comia direito, ganhei peso. Não tinha fôlego para subir dois lances de escada.
No ano passado, em junho, decidi por fim ao sedentarismo. Não dava mais, era como se eu tivesse desperdiçando a segunda oportunidade que me foi dada na vida.
Tenho iPhone desde 2008, mas nunca tinha me interessado por aplicativos que rastreiam nossas atividades. Baixei vários para monitorar tudo: o que comia e bebia, quanto me movimentava, como dormia. Comecei a levar isso a sério. Se ia comer arroz, escaneava o código de barras no aplicativo Lifesum, que mostra as calorias ingeridas.Pode ser chato no começo, meus amigos me diziam que eu estava louco, mas não me incomoda. Gasto só alguns minutos do dia e pronto.
Para os exercícios, comecei a usar um aplicativo chamado FitStar, que recomenda rotinas de atividades, mostra quantas calorias já queimei e me motiva todos os dias.
Não fui à nutricionista nem à academia. Só seguindo os conselhos dos aplicativos comecei a comer melhor e a me exercitar mais. Eu sempre fui uma pessoa que eu precisava ver os resultados, as estatísticas. O celular é meu técnico, meu personal trainer.
Em nove meses perdi dez quilos e cheguei ao meu peso ideal, minha massa muscular aumentou e mudei a minha alimentação. Não como mais fast food, não bebo refrigerante nem álcool, não belisco mais à tarde. Tento cozinhar em vez de comprar comida pronta. Minha alimentação ficou mais verde.
Com o aplicativo que monitora o sono (Pillow) percebi que quando eu durmo demais não me sinto bem durante o dia. Mais do que sete horas e meia só me deixa cansado. Mas, se eu me exercitar, em vez de me sentir cansado, me sinto com energia.
Só descobri isso graças ao celular. Temos tendência a nos esquecer, a não prestar atenção. Os aplicativos nos fazem ver como estamos vivendo.
Quando fiquei mais saudável, procurei histórias de pessoas que venceram o câncer e mudaram os hábitos. Não encontrei quase nada. Depois que publiquei na internet um texto sobre a minha experiência, muita gente me procurou. 



Plantão Médico: Mais um desafio
04/04/2015 - Folha de S.Paulo
Colunista: JULIO ABRAMCZYK

A doença pelo vírus Chikungunya, presente em nosso meio, representa mais um desafio para as autoridades sanitárias.
Ela foi assinalada pela primeira vez em 1950 no Platô Makondo, fronteira da Tanzânia e Moçambique, na África. Há dois anos aportou nas ilhas do Caribe, de onde possivelmente chegou ao Brasil.
Esse vírus é similar ao da dengue, é disseminado pelos mesmos mosquitos e ainda não tem vacina autorizada ou tratamento antiviral.
Em recente número da Revista Brasileira de Epidemiologia, Maria Rita Donalisio e André R. Ribas Freitas, da Unicamp, relatam que, apesar dos sintomas semelhantes, a Chikungunya chama a atenção pela inflamação e dor em várias articulações (poliartrite/artralgia). A melhora surge após dez dias, mas a poliartrite pode durar meses após o quadro febril.
Outras diferenças, segundo eles, estão na maior proporção dos casos sintomáticos (maior que 90%), menor tempo de incubação no doente (2 a 7 dias), maior período de viremia (2 dias antes e 10 dias depois da febre) e maior tempo de incubação no mosquito.
O desafio, concluem os autores do estudo, é a ocorrência de epidemias simultâneas, o que dificulta o manejo clínico em razão de peculiaridades da dengue e da febre do Chikungunya.
Daí a necessidade de inclusão da doença em diagnósticos clínicos diferenciais com outras, o que implica em intensa divulgação entre as equipes de saúde de todo o Brasil.
 
 


Pacote de cigarro terá novo aviso sobre riscos do fumo.
03/04/2015 - Folha de S.Paulo

Embalagens de cigarro terão uma nova advertência sobre os riscos de fumar. O novo alerta, que aumenta o cerco ao tabagismo, foi aprovado nesta quinta-feira (2) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Com a mudança, cerca de 30% da parte da frente da embalagem deverá ser ocupada pela mensagem "Esse produto causa câncer. Pare de fumar, disque 136" -o número é uma referência ao sistema de ouvidoria do SUS.
O novo modelo prevê que a frase seja escrita em letras brancas dentro de um fundo preto, e localizada logo abaixo da marca do produto. Hoje, maços de cigarro já possuem alertas na parte de trás da embalagem e em uma de suas laterais.
A alteração nas embalagens já estava prevista no decreto que regulamenta a lei federal antifumo, que entrou em vigor em dezembro e proíbe fumar em lugares total ou parcialmente fechados. Faltava, no entanto, definir como seria o modelo e a mensagem.
Fabricantes terão até dia 1º de janeiro de 2016 para se adaptarem às mudanças. A partir deste data, os produtos já devem ser comercializados com o novo alerta.
A norma também proíbe qualquer tipo de invólucro que impeça ou dificulte a visualização da advertência.

PUBLICIDADE

A mudança atende uma antiga reivindicação de associações contra o tabagismo, para quem a parte da frente do maço têm sido usada pelas indústrias como forma de driblar as restrições e garantir a publicidade dos produtos nos pontos de venda.
"A advertência, quando somente em uma das faces [da embalagem], nunca é exposta pela indústria na hora de vender o produto", afirma Paula Johns, diretora da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo).
Ela lembra que a maioria dos outros países, como o Uruguai, Chile e Austrália, já possuem alertas em mais de um lado da embalagem. "Como temos essa brecha que permite a publicidade, é bom que o outro lado não fique tão limpinho só com a marca, como é atualmente", completa.
Em nota, a Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo) diz considerar que foi demorado o processo em definir o conteúdo da advertência adicional, "o que dificultará o cumprimento da obrigação legal" devido à "complexidade do processo de fabricação".
E faz críticas à medida. Para a indústria, a medida pode fortalecer o mercado ilegal de cigarros, que corresponde a cerca de 30% do consumo no país, informa.
"Vale ressaltar que a inclusão desta nova advertência reduz ainda mais o espaço para a comunicação das marcas, uma vez que as outras três faces já são ocupadas por advertências e informações legais, em prejuízo do direito à informação do consumidor e da livre iniciativa", diz.

IMAGENS

Além do novo modelo de advertência, a Anvisa pretende realizar um estudo para substituir as imagens que constam na parte de trás do maço de cigarros.
A avaliação é que as atuais já são conhecidas do público e, assim, podem ter menos impacto. A previsão é que as mudanças ocorram até 2018.
No ano passado, o órgão também chegou a fazer estudos de um modelo de maço de cigarros genérico, com uma cor única, sem elementos gráficos ou decorativos, tampouco textura ou relevo.
A proposta previa ainda uma embalagem coberta por imagens e frases de advertência na maior parte da superfície. A sugestão, no entanto, não chegou a ser enviada ao Congresso -medida necessária para que a alteração pudesse ir adiante.
 
 
 


Campinas confirma 15 mil casos de dengue e três mortes.
03/04/2015 - Folha de S.Paulo

Campinas (a 93 km de São Paulo) confirmou 14.901 casos de dengue e mais duas mortes pela doença --totalizando três-- do começo do ano até esta quinta-feira (2).
O número é 57,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado (9.440), quando a cidade foi recordista da doença em todo o Estado de São Paulo.
Diante da epidemia, o secretário municipal da Saúde, Carmino Antonio de Souza, afirmou que o mais importante no momento é a preservação da vida.
Segundo ele, das 64 UBSs (unidades básicas de saúde) do município, 20 estão com atendimento exclusivo para vítimas da dengue. Há áreas só para hidratação dos pacientes infectados.
Nesta quarta (1º), chegou a faltar insumo hospitalar para a aplicação de soro nos pacientes na UBS Padre Anchieta. O problema foi resolvido rapidamente, diz Souza, com o "empréstimo" de uma unidade de saúde ali perto.
"É uma epidemia sem precedentes em todo o Estado de São Paulo. O que mais importa neste momento é a preservação da vida e nossos times estão preparados para isso."
A primeira morte pela doença foi um homem de 78 anos. As outras duas confirmadas são de uma mulher de 53 anos e de outro homem de 25 anos.
Outras seis mortes suspeitas estão sob averiguação.

CAUSAS

Em nota, a prefeitura informou que a situação climática foi determinante para a epidemia. O forte calor e a escassez de água foram citados como favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor da dengue.
O município ganhou reforço de 48 homens do Exército e de 41 guardas municipais. Os militares atuam na colocação de redes de proteção em caixas-d'água. Já os guardas ajudam na remoção de criadouros.
De acordo com o secretário, as ações de combate a criadouros e o bloqueio químico, por meio de nebulizações de inseticidas, continuarão. A região sul da cidade lidera os casos da doença, seguido pelas regiões norte, leste, sudoeste e noroeste.
 
 


Guarulhos decreta emergência por dengue
03/04/2015 - O Estado de S.Paulo

O município de Guarulhos, na Grande São Paulo, decretou situação de emergência na saúde pública, por causa dos casos de dengue. A cidade registra um índice de 175 casos para cada 100 mil habitantes – ainda inferior à media estadual, que é de 227 casos por 100 mil habitantes, conforme balanço mais recente. Segundo a Secretaria de Saúde do município, o decreto tem caráter preventivo.
“Justamente para evitar que a cidade venha a ter uma epidemia de dengue (mais de 300 casos por 100 mil habitantes).”
 
 


Bem feito
06/04/2015 - IstoÉ

Um marco da medicina nacional será notícia destacada no próximo exemplar da conceituada revista "Transplantation Proceedings". Em dez anos realizou-se aqui 2.443 transplantes renais pediátricos. Coordenadora do trabalho no País, Clotilde Druck revela que as crianças e adolescentes beneficiadas tinham em média 12 anos - o paciente mais novo, com um ano pesava 5kg.
 


Quem ganha?
06/04/2015 - IstoÉ

O ministro Arthur Chioro quer deixar as águas se acalmarem para compor a diretoria da Anvisa. Sua preferência é pelo também sanitarista Jarbas Barbosa, que deseja ver presidindo a agência. É opção técnica aplaudida pela indústria, cansada do loteamento político no órgão. Contudo, o seu antecessor no governo Lula, o deputado Saraiva Felipe (PMD-MG), ligado a Eduardo Cunha, quer o ex-diretor Agenor Alves no comando, enquanto o senador Eunício Oliveira apadrinha a candidatura do atual diretor Renato Porto Alencar. A briga vai se intensificar. Esse mês, uma segunda vaga se abrirá na Anvisa, com o fim do mandato de Jaime Oliveira.



Dívida faz mal à saúde
06/04/2015 - Folha de S.Paulo

No dia em que o microempresário notou um zumbido insistente no ouvido a caminho do banco para tentar negociar parte de uma dívida de R$ 40 mil, decidiu procurar um médico.
"Achei que fosse o motor do ônibus em que estava. Desde então, o barulho não sai da minha cabeça."
O empresário, que não quis ser identificado, ficou surpreso com o diagnóstico: estresse causado pelos débitos aparentemente sem solução.
Casos assim são mais comuns do que se imagina e tendem a aumentar em cenário de preocupação com inflação e desemprego.
No ambulatório do Hos- pital das Clínicas, em São Paulo, a psicóloga Tatiana Filomensky, coordenadora do grupo de compradores compulsivos, afirma que, hoje, três novas pessoas procuram o consultório por semana com queixas de ansiedade, angústia e depres- são relacionadas a problemas financeiros.
Nos últimos cinco anos, afirma, o número de atendimentos mais que dobrou.
"Quase todos os meus pacientes estão com dívidas que não conseguem pagar, e a consequência é o impacto na vida pessoal."

SEPARAÇÃO

Entre os efeitos comuns, estão brigas em casa, separações, descontrole emocional e problemas no trabalho.
"Com o estímulo ao consumo e a oferta de crédito dos últimos anos, o cenário se tornou propício ao endividamento, sem que houvesse uma educação financeira da população", diz Hermano Tavares, professor do Departamento de Psiquiatria da USP.
O consultor financeiro Mauro Calil diz que os mecanismos de cobrança também estão mais pesados: ligações no trabalho e em casa diariamente, e-mails e mensagens no celular, além do antigo hábito dos cobradores na porta. "E parcelas de dívidas que até poderiam ser pequenas ficaram mais pesadas pela inflação e pelo desemprego."
Para Hermano, da USP, as pessoas que desenvolvem problemas de saúde estão "em uma situação-limite".

DESINTOXICAÇÃO

O consultório médico não é o único caminho para consumidores superendividados em busca de ajuda.
Há grupos de ajuda no estilo do A.A. (Alcoólicos Anônimios), como o D.A. (Devedores Anônimos), nas cidades de São Paulo, do Rio, de Londrina, no Paraná, de Fortaleza, no Ceará, e de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
 


 



 

Notícias - 02/04/2015

 


CLIPPING 02/04/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde


Medicamentos

 

Medicamento terá 6% de reajuste médio em 2015
02/04/2015 - Valor Econômico

O reajuste anual médio dos medicamentos vendidos no país, ponderado pela participação de mercado, será de 6%, segundo cálculo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). A conta leva em consideração as três faixas de aumento autorizadas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), de até 7,7%, 6,35% e 5% conforme concentração de mercado.
Ontem, o Ministério da Saúde divulgou os índices de participação de mercado dos três níveis de medicamentos, de 24,45%, 25,37% e 50,18%, informação a partir da qual a indústria pode calcular o fator de ponderação do reajuste máximo permitido pela Cmed. Os aumentos já podem ser aplicados em cerca de 19 mil apresentações disponíveis no mercado varejista, porém tradicionalmente há um período de ajuste, em geral relacionado ao ritmo de reposição de estoques.
Conforme a Interfarma, apenas a primeira faixa, que compreende classes terapêuticas sem evidência de concentração e representa cerca de 20% dos medicamentos, está equiparada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As demais, assim como a média ponderada, estão abaixo da inflação.
Levantamento da entidade mostra que, na última década, a inflação acumulada, medida pelo IPCA, foi de 70,91%, enquanto a correção do preço dos medicamentos ficou em 49,16%. "Na verdade, a diferença é ainda maior porque os medicamentos acabam sempre comercializados com descontos", ressalta a Interfarma, acrescentando que, nas compras públicas, há desconto oficial de ao menos 18%.
"Neste momento de dificuldades orçamentárias, essa decisão contribui para os programas de aquisição de medicamentos pelos governos federal, estaduais e municipais. Para os consumidores, o reajuste abaixo da inflação igualmente contribui para o acesso a medicamentos, que no Brasil é dificultado pela alta carga tributária e pelo fato de 75% das compras serem custeadas integralmente pelo cidadão", diz a entidade em nota.
Contudo, a Interfarma alerta que, em outros países, há programas mais abrangentes de complementação ou reembolso para a compra de medicamentos e a carga tributária é bem inferior à brasileira. "Esse cenário se tornará mais grave se o governo mantiver a intenção de aumentar a carga tributária sobre medicamentos com a elevação do PIS e da Cofins, cobrado sobre importações", diz.



Pesquisa e Desenvolvimento

 

Nova solução permitirá diagnóstico a distância
02/04/2015 - DCI

Pacientes em locais distantes de centros médicos agora já podem receber diagnósticos relacionados a doenças cardíacas de forma rápida e precisa. Isso graças ao novo sistema Cardiofit, que envia o exame para um especialista que o devolve com um laudo. Tudo via internet.
A nova solução foi criada pela desenvolvedora de tecnologia médica Ventrix para acelerar o atendimento aos pacientes em zonas distantes dos grandes centros. Após perceber a demanda, e receber R$ 5 milhões do Fundo de Inovação Paulista do Desenvolve SP e do Criatec II (gerido pela Bozano Investimentos), a empresa conseguiu desenvolver e comercializar o sistema.
"Hoje nós temos um problema muito grande de logística, tanto que a maior parte dos laboratórios de diagnóstico não possui eletrocardiógrafos, justamente por falta de um especialista no local", afirma o proprietário e CEO da Ventrix, Roberto Castro Júnior.
Segundo ele, com o aparelho, o profissional pode realizar o exame em qualquer cidade ou região e enviar o resultado para um especialista credenciado, que irá emitir um laudo de maneira ágil. "Uma das maiores causas de mortalidade no País são as doenças cardíacas, por isso é necessário ampliar o atendimento que não chega à maioria dos municípios e cidades brasileiras."
Para realizar o diagnóstico, entretanto, a Ventrix viu a necessidade de firmar uma parceria importante. Assim, buscou o Instituto do Coração de São Paulo (Incor SP) e o Hospital Beneficente Unimar de Marília (ABHU), no interior de São Paulo. "No momento precisamos de especialistas parceiros, mas no começo de 2016, queremos inaugurar a central exclusiva. Teremos seis médicos especialistas disponíveis 24 horas por dia", ressalta.
De acordo com o sócio da empresa, mesmo sem internet no local é possível realizar o exame off-line e enviar depois de conseguir uma rede de conexão. "Com o plantão 24 horas dos médicos é possível receber o laudo em qualquer momento de forma rápida", conta Castro Júnior.

Plataforma digital

O sistema inclui um eletrocardiograma e uma plataforma digital conectada a internet para o envio do exame e o recebimento do laudo. Além disso, possui a conexão automática entre os módulos.
Conforme a Ventrix, a aquisição do aparelho não tem custo. Contudo, para que o negócio fosse financeiramente viável, houve a escolha de que a remuneração da plataforma viesse garantida por meio do serviço. Ou seja, o valor da utilização é cobrado pelo laudo médico emitido. "O aparelho só é vendido no caso de clínicas com especialista presente."

Aportes financeiros

A maior dificuldade de iniciar a startup, segundo o empresário, foi o de conseguir todos os protocolos impostos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Mesmo que seja difícil para uma startup conseguir aportes financeiros, o mais demorado foi realizar toda a burocracia governamental", ressalta.
Antes dessa injeção de capital, a empresa só tinha recebido autorização da Anvisa para fabricar 130 aparelhos Cardiofit, que atualmente estão localizados 36 cidades diferentes. "Mas este ano recebemos a autorização para produzir e comercializar em larga escala e pretendemos chegar a todos os estados", cita Castro Júnior.
Segundo o proprietário da desenvolvedora de soluções médicas, a previsão é que este ano produzam 150 Cardiofits. Já em cinco anos, a perspectiva é que atinjam entre três e quatro mil aparelhos fabricados e emitam 100 mil laudos. Hoje, cerca de 80% do público da empresa é corporativo. "Muitas empresas precisam cumprir legislações trabalhistas, mas ficam distantes das clínicas", analisa. Por isso, a portabilidade do sistema faz com que as companhias não gastem com deslocamento e tempo de seus funcionários.
A expectativa da Ventrix, no entanto, é de realizar parcerias com secretarias e outros órgãos públicos. Desta forma, a empresa poderá atingir um maior número de centros de saúde no País e auxiliar na prática dos exames entre a população que mais necessita do serviço. "Entendemos que desta forma conseguiremos atingir um maior número de locais", foca o idealizador.
A empresa criada em 2010 possui uma fábrica localizada em Itajubá, cidade de Minas Gerais, a Ventrix conta com as áreas comercial e diretiva em São Paulo, capital. A respeito da instalação da unidade fabril no município mineiro, o sócio da companhia conta que foi uma escolha importante. "O polo acadêmico de Itajubá foi um atrativo na hora de escolher o local da fábrica."

Outros mercados

Quem pensa que a atuação da Ventrix é apenas nacional se engana. Apesar de ser uma startup, a empresa já está com seus produtos no Paraguai, onde a Ventrix possui quatro aparelhos. Além disso, a startup já está em negociação com o Ministério da Saúde daquela nação para ampliar o número de máquinas nos centros de saúde públicos.
"A tecnologia da Ventrix tem uma clara escalabilidade, inclusive para o mercado internacional, e chega para resolver um dos principais desafios da saúde no Brasil e em diversos países: a escassez de médicos e de equipamentos para diagnosticar, tratar e prevenir doenças cardíacas", diz o sócio- fundador da SP Ventures, gestora do Fundo de Inovação Paulista, Francisco Jardim.
Para ele, o Cardiofit identifica rapidamente quando se trata de um caso grave em que o paciente precisa, por exemplo, ser transferido de uma região rural para um hospital. Além de reduzir consideravelmente o custo com deslocamento.
Além do Cardiofit, a Ventrix já desenvolveu, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), um curativo a vácuo para feridas complexas que deu bons resultados e deverá ganhar um formato wearable. "Até o final deste ano, a empresa também deverá lançar uma solução para a área de neonatal", comemora Castro.


 

Saúde


 

Pais de olho, evolução veloz
02/04/2015 - O Globo

Médicos alertam para importância do diagnóstico precoce no tratamento do autista. Pouco mais de oito meses atrás, Eduardo, de 5 anos, não falava. Ele também apanhava na escola e, colocado dentro de um pula-pula, em vez de brincar, ficava inerte. Desde que nasceu, sua tia, a corretora Guaraciana de Amorim Moraes, que tem mais dez sobrinhos, sabia que o menino era diferente e desenvolveu uma forma de se comunicar com ele para não isolá-lo ainda mais. Uma noite, assistindo ao médico Drauzio Varella na TV, ela descobriu o que os pediatras consultados até então não conseguiram diagnosticar: seu sobrinho era autista. Hoje, depois de 12 sessões no serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Santa Casa de Misericórdia do Rio, Eduardo não só fala (à beça), como brinca, abraça apertado e até sorri para a câmera.
As crianças que passam por esse ambulatório fazem parte de uma pesquisa sobre diagnóstico precoce feita pela equipe do psiquiatra Fábio Barbirato que será apresentada no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, no fim do ano — e depois, daqui a cinco anos, mostrará a evolução do quadro. Citando estudos internacionais, o especialista aproveita o Dia Mundial da Conscientização pelo Autismo, celebrado hoje, para frisar a importância de determinar o distúrbio logo no início da infância. No ano passado, uma parceria entre as sociedades brasileiras de pediatria e psiquiatria foi firmada com o intuito de aumentar em 40% o diagnóstico precoce do autismo. No Congresso Brasileiro de Psiquiatria deste ano, haverá uma mesa com pediatras. No ano passado, cinco mil pediatras compareceram a um evento da Sociedade Brasileira de Psiquiatria sobre reconhecimento precoce de autismo e ganharam um questionário para servir de ferramenta nas consultas pediátricas. E ainda este mês, o serviço da Santa Casa, que atende pacientes de 3 a 12 anos, será ampliado para crianças a partir de 2 anos.— Isso significa diagnosticar um ano mais cedo, dando melhor chance de desenvolvimento. Estudo recente diz que, quando se trabalha com crianças de 3 anos, a melhora chega a 80%, mas quando tratamos de pacientes com menos de 3 anos, pode alcançar 90% — diz Barbirato, que é chefe do serviço na Santa Casa, onde sete mil crianças foram atendidas em 16 anos. — Se se conseguir fazer o diagnóstico com 1 ano e 6 meses e intervir em linguagem e comportamento com pais participativos, a probabilidade é de que a criança saia de um grupo severo para um médio, e do médio para o leve.

TREINAMENTO É REPLICADO EM CASA

Um estudo recente da Universidade da Califórnia, em Davis, mostrou que bebês a partir de 6 meses já podem demonstrar sinais de autismo e que um tratamento adequado pode reduzir drasticamente os sintomas até os 4 anos. Os responsáveis pela pesquisa disseram que a participação dos pais das crianças envolvidas no processo foi crucial para essa evolução. Este parece ser, aliás, um dos trunfos do tratamento na Santa Casa. Os pais são orientados pelos profissionais nas consultas quinzenais não só sobre o que devem fazer (como forçar a criança a pedir, em vez de atendê-la prontamente), mas sobre o que não devem fazer (não deixar a criança assistir a um mesmo filme várias vezes ou usar um comportamento que não é funcional, como enfileirar sapatos e bonecas). Esse treinamento faz com que os pais repliquem em casa o que é aprendido no ambulatório, exercitando as habilidades cognitivas dos filhos todos os dias.— Há ainda uma visão muito retrógrada em que o pai entrega o filho para o terapeuta e fica na sala de espera. Só que, para ter um aprendizado, é preciso um número de repetições relevante, só assim se muda o comportamento. Aprendendo o que é correto, os pais usam isso no dia a dia, e a chance de a criança se apropriar desse conhecimento é infinitamente maior — explica a fonoaudióloga Kátia Badin.O diagnóstico precoce, segundo a fonoaudióloga Aline Kabarit, diretora do Instituto Priorit, que atende crianças de zero a 16 anos com terapias tradicionais e atividades complementares, possibilita que se estimule os jovens desde cedo, fazendo com que as outras aquisições aconteçam com o próprio desenvolvimento da linguagem e da interação social.— Em cada idade, a criança adquire uma habilidade específica, que ajuda a amadurecer o sistema nervoso, proporcionando a aquisição de outras habilidades. É impressionante a evolução das crianças diagnosticadas com autismo cedo — compara.

LINGUAGEM DEVE SER TRABALHADA DESDE CEDO

Mãe de Natan, de 5 anos, a funcionária pública Alessandra Saint’Ane acha que o filho poderia ter sido diagnosticado com 1 ano e meio. O menino foi para a creche cedo, a psicóloga percebeu e acionou a mãe, que suspeitou de autismo logo de cara, mas parou numa pediatra que não soube diagnosticar.— Ele não falava em primeira pessoa, brincava com as rodas do carrinho e era um pouco agressivo. Hoje, o vocabulário dele aumentou e eu aprendi que, em vez de pegar o suco quando ele apontava, tinha que forçá-lo a falar — conta Alessandra, que destaca um momento emocionante do tratamento. — Ele antes não tinha a percepção do faz de conta, mas, depois que desenvolveu a fala, passou a brincar com histórias, me chama de princesa, enquanto ele é o príncipe e o pai, o cavaleiro.Para Barbirato, é importante a linguagem ser trabalhada desde cedo para a criança se desenvolver, ter uma comunicação social adequada e, quando chegar na pré-adolescência, não ter a dificuldade de se expressar, não deixando que zombem dela.A fonoaudióloga Kátia Badin enumera alguns sinais para que os pais fiquem atentos:— Uma criança de 5 meses já direciona o olhar quando é chamada pelo nome. Quando a gente vê uma criança de 1 ano e 4 meses que não olha quando a gente chama, ou de 1 ano que não aponta, é bastante gritante.O pesquisador brasileiro Alysson Muotri, professor associado do Departamento de Pediatria e Medicina Molecular da Universidade da Califórnia, em San Diego, acredita que o atendimento personalizado seja hoje a principal ferramenta para lidar com o autismo. Segundo ele, levando-se em conta as alterações genéticas de cada indivíduo, é possível estratificar o tipo de autismo e buscar tratamentos mais específicos.— Até hoje os medicamentos usados em autistas não são específicos, foram desenvolvidos para outras doenças e adaptados para o autismo. A consequência são efeitos colaterais muitos graves e a longo prazo — observa.



Protesto pede saída de provedor da Santa Casa
02/04/2015 - DCI

Médicos e professores da Santa Casa de Misericórdia, localizada na região central da capital, promoveram ontem um ato em frente à provedoria do hospital. Entre as reivindicações está a saída do provedor da unidade, Kalil Rocha Abdalla, que está de licença e pode retomar suas atividades ainda neste mês.
Um documento com as exigências dos profissionais será entregue ao provedor em exercício, Ruy Altenfelder. O Movimento Santa Casa Viva pede a quitação de dívidas trabalhistas - profissionais não receberam o 13º salário e alguns médicos aguardam o pagamento dos vencimentos de novembro do ano passado. "Entendemos que a gestão dele colocou a Santa Casa em um processo de insolvência, logo, ele não pode continuar o provedor. Outra reivindicação é a participação dos médicos no conselho gestor", afirmou um médico da unidade que preferiu não se identificar.
Segundo o profissional, a categoria não pretende fazer greve. "As nossas exigências não envolvem dinheiro, pois estamos com os salários e o 13º atrasados. Não queremos entrar em greve, porque isso prejudicaria a Santa Casa, os pacientes e os médicos. A greve não traz benefício nenhum a quem quer que seja."
A manifestação reuniu cerca de 70 pessoas, que caminharam em silêncio pelos arredores da Santa Casa. Os sindicatos são contra a sugestão da direção do hospital, de quitar os pagamentos em 36 parcelas. A Santa Casa teve um agravamento de sua crise financeira em julho do ano passado, quando a Provedoria da instituição fechou o pronto-socorro do Hospital Central por 30 horas, alegando falta de verba para a compra de materiais e medicamentos. A dívida do hospital supera R$ 400 milhões. 



Médicos fazem ato contra crise da Santa Casa
02/04/2015 - O Estado de S.Paulo

Médicos e funcionários participaram de um ato, na manhã de ontem,contra a crise que atinge a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, na região central da capital. Segundo o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), cerca de 300 pessoas participaram da manifestação.
Em grave crise financeira, a entidade tem déficit superior a R$ 400 milhões. A Santa Casa não se manifestou sobre o protesto.
Os profissionais pediram o afastamento do atual provedor do hospital,Kalil Rocha Abdala, que está temporariamente de licença.
Eles exigem ainda a reformulação do estatuto da unidade, transparência administrativa, eleições para diretor clínico e quitação de dívidas trabalhistas, como o pagamento do 13.º salário, atrasado desde dezembro do ano passado.
Com gritos de “Fora, Kalil” e “Santa Casa Viva”, os manifestantes caminharam dentro e no entorno da instituição. Médicos amarraram fitas pretas, em sinal de luto, em seus jalecos.
Um abaixo-assinado e um documento com as reivindicações foram entregues ao provedor em exercício, Ruy Altenfelder. 



Projeto quer tornar crime hediondo a transmissão proposital de HIV
01/04/2015 - Folha de S.Paulo 

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, principal colegiado da Casa, vai discutir um projeto que torna crime hediondo a transmissão proposital do vírus HIV.
O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) apresentou um projeto pedindo que passe a ser configurado como crime "transmitir e infectar, consciente e deliberadamente" outra pessoa com o vírus.
A proposta teve parecer favorável do relator, deputado Marco Tebaldi (PSDB-SC), que recomendou ajustes na proposta, mas apoiou a ideia.
Segundo o tucano, o país "experimenta uma verdadeira epidemia de contaminação dolosa de pessoas com o HIV, razão pela qual deve o Estado responder de forma rígida e justa, repreendendo o infrator de forma proporcional e deixando clara mensagem à sociedade de que não admite o cometimento dessa repugnante infração".
O relator propõe que seja aplicada nestes casos pena de dois a oito anos de prisão. Os congressistas, no entanto, não especificam como seria comprovado que a transmissão ocorreu de forma proposital.
A ideia do projeto é coibir a chamada 'roleta-russa' do HIV. A Folha mostrou em fevereiro a história do paulistano J.D., 35, que faz parte de um grupo que preocupa o Ministério da Saúde, o dos que contraem o vírus HIV por opção.
Em várias partes do país, a polícia está investigando um grupo que tem como prática "carimbar" o parceiro, passando o vírus da Aids sem seu conhecimento e permissão.

'RETROCESSO'

Apesar da movimentação dos congressistas, o UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) enviou uma nota técnica ao Congresso pedindo a rejeição do projeto.
Para a Unaids, a proposta pode representar um retrocesso. "Não há evidências de que a criminalização da transmissão do HIV traga vantagens ou benefícios para a saúde pública. Vários estudos sugerem o contrário: que a criminalização da transmissão do vírus da Aids é incapaz de conduzir as pessoas a mudanças de comportamento e tampouco de promover justiça criminal ou impedir a transmissão do HIV", diz o texto.
Ainda segundo o programa, o Código Penal já prevê punições em caso de transmissão sem consentimento, "o que traria mais uma legislação, além de desnecessária".
O documento sustenta ainda que "a criminalização desconsidera o avanço da ciência em relação ao HIV" e estudos que demonstram que tratamento antirretroviral pode reduzir até em 96% as chances de uma pessoa transmitir o vírus.
"Uma vez sob a ameaça de ser considerada criminosa e de ser presa, a pessoa tende a fugir dos serviços de saúde, evitando o teste para o HIV, iniciando o tratamento em um estágio muito avançado da infecção e, portanto, tornando-se potencialmente mais propensa a transmitir o vírus de forma involuntária", completou a nota.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, ao mesmo tempo em que a epidemia de Aids está estabilizada no país, há um crescimento na incidência de HIV na população mais jovem, entre 15 e 24 anos.
Em 2004, foram notificados 9,6 casos por 100 mil habitantes nesse grupo específico. No ano passado, essa proporção chegou a 12,7, o que corresponde a um aumento de 32,3% no período. 
 


Médicos alertam para os riscos do consumo de maconha
02/04/2015 - Folha de S.Paulo

Fumar maconha, além de prejudicar o desenvolvimento cerebral em jovens, aumenta o risco de desenvolver doenças mentais, como esquizofrenia e depressão, segundo médicos ouvidos pela Folha.
"Um adolescente que fuma um cigarro de maconha por dia tem uma chance três vezes maior de desenvolver psicose", diz Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.
"Não existe maconha medicinal. O que existe é a possibilidade de sintetizar uma droga à base da maconha, o que é bem diferente", diz, referindo-se ao canabidiol.
"O problema é a visão da maconha como um produto", diz a psiquiatra e presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas, Ana Cecília Marques.
"Vemos a maconha sendo propagandeada como algo que não causa problemas e até que serve como remédio. Há muitas empresas de olho no mercado que pode surgir."
Para os médicos, legalizar a maconha traria efeitos como o aumento do consumo.
"Um médico só defende a legalização de maconha se tem interesses por trás", diz Silva. "Pra mim, é até bom, porque enche o consultório."
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a erva pode ainda prejudicar a performance motora e provocar dependência química e doenças pulmonares. 
 
 


Bairros da capital terão 4 'máquinas expressas' para teste da doença
02/04/2015 - Folha de S.Paulo

A Prefeitura de São Paulo vai instalar na próxima segunda-feira (6), na zona norte, quatro máquinas de exame rápido de sangue. A intenção é evitar o agravamento do diagnóstico de pacientes com dengue ou suspeita na região que concentra 47,5% dos casos confirmados na cidade.
Conhecidos como "Point of Care" (Ponto de Cuidados), os aparelhos informam em cinco minutos, por exemplo, o número de plaquetas dos pacientes (as células que evitam a perda de sangue).
Caso seja detectada uma queda nesse número, o paciente será encaminhado para um tratamento intensivo, pois esse é um dos sintomas da dengue hemorrágica --variação mais grave da doença-- e que pode levar à morte.
Para o exame na máquina, é necessário só uma gota de sangue do dedo do paciente.
Dois desses aparelhos serão instalados em prontos-socorros e outros dois em UBSs (Unidade Básica de Saúde).
Esta será a primeira vez que a prefeitura usará esse tipo de aparelho na cidade.
A Secretaria Municipal da Saúde, porém, não informou em quais unidades as máquinas serão instaladas.

VISITAS BARRADAS

A Folha acompanhou nesta quarta-feira (1º) a visita de um grupo de 30 agentes de zoonoses a casas na Brasilândia, na zona norte da capital.
Em dois dos primeiros 75 imóveis visitados, os moradores impediram que eles entrassem para combater focos do mosquito transmissor e informar dicas de prevenção.
Segundo os agentes, outra barreira no combate à doença são os terrenos baldios.
"Há muitos focos do mosquito nesses locais por causa do acúmulo de entulho, mas, pela lei, não podemos entrar", diz o agente Eliseu Dias.
Um desses terrenos fica ao lado da casa da professora Viviana Alves dos Santos Araújo, 29, que está com sintomas de dengue. O mato já superou o muro e chega a invadir parte do quintal da casa.
"A última vez que ele foi limpo foi há dois anos, quando meu pai pagou para tirarem o entulho", disse.
"Eu mantenho minha casa sem nenhum foco, mas tem gente que não faz o mesmo. Por isso, estou há uma semana sem trabalhar com dores no corpo e febre", completa.
 


Em 3 meses, mortes por dengue em SP já superam total de 2014
02/04/2015 - Folha de S.Paulo
O Estado de São Paulo ultrapassou, nos primeiros três meses deste ano, a quantidade de mortes por dengue registrada em 2014 inteiro.
Levantamento feito pela Folha nos 60 municípios paulistas que mais somam notificações da doença aponta que já existem pelo menos 92 mortes confirmadas --contra um total de 90 entre janeiro e dezembro do ano passado.
O último número de vítimas divulgado até então pela Secretaria da Saúde do governo Geraldo Alckmin (PSDB) --que recebe dados das prefeituras, mas com atraso-- indicava, na semana passada, 70 mortes por dengue na soma das 645 cidades paulistas.
Além de ter superado 2014, os dados apontam que a expansão da doença neste ano corre o risco de bater recordes em mais de duas décadas em São Paulo.
A soma de mortes no Estado também é a maior desde 2010, de acordo com relatório do Ministério da Saúde. Naquele ano, houve 141 óbitos, maior número desde 1990.
Segundo a pasta e especialistas em epidemiologia, por razões climáticas e pelo comportamento do mosquito causador da doença, o pico da dengue em São Paulo deve ser apenas em maio. Depois disso, com temperaturas provavelmente mais baixas e menos chuva, os índices de infestação devem ceder.
Uma vacina capaz de combater os quatro tipos de vírus da dengue está em teste, mas só deve ficar pronta em 2016.
Especialistas apontam que ainda não há explicação clara para a evolução da doença, mas citam vários fatores que podem ter contribuído.
Por exemplo, a epidemia em cidades com população pouco imune (por não haver registro de dengue em anos anteriores) e a crise hídrica (por incentivar armazenamento de água nas casas).

CASOS SUSPEITOS

Além das 92 mortes confirmadas, há pelos menos mais 54 nos municípios consultados pela Folha sob suspeita de dengue sendo analisadas em laboratório.
O levantamento mostra que os casos estão espalhados por diversas regiões.
O município com mais mortes é Catanduva (a 385 km a noroeste de SP), com 18, seguida por Itapira (a 164 km de SP), com 9, e Penápolis (a 479 km a noroeste de SP), com 8.
Prefeituras de 15 cidades confirmaram uma morte.
Em geral, as vítimas são pessoas dos "extremos" de idade: ou muito novas ou muito idosas e com outras complicações de saúde.
A Prefeitura de Catanduva, que soma 10.806 notificações da doença no trimestre, avalia que a situação mais crítica de contaminação já passou e que a dengue está arrefecendo no município.
A velocidade com que os casos confirmados estão se espalhando por São Paulo -- mesmo sem terem resultado em morte-- também chama a atenção das autoridades de saúde. O Estado concentra metade dos registros do país.
No primeiro trimestre, eles já chegam a 51% do total de 2014: 100.100 contra 196.185, pelo último relatório do Centro de Vigilância Epidemiológica, de 26 de março.
No comparativo dos trimestres, há aumento de confirmações neste ano de 117%.
Na capital paulista, que tem três mortes e 21.783 notificações (casos sob suspeita) da doença, a prefeitura resolveu instalar tendas de atendimento ao público nos pontos com maior incidência, como a zona norte. 
 


 



 

Notícias - 30/03/2015


CLIPPING 30/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde


Medicamentos

 

Avanço da dengue cria corrida por repelentes em SP
28/03/2015 - Folha de S.Paulo

O lote de frascos chega e se esgota antes de ser colocado nas prateleiras. Em algumas farmácias, há até fila de espera com nomes de clientes que aguardam pelo produto, principalmente o infantil.
Os casos crescentes de dengue (já são 70 mortes neste ano no Estado) têm acirrado a busca por repelentes de mosquito em São Paulo. Quem tem sorte de achá-los compra vários de uma só vez.
A reportagem da Folha ligou para dez farmácias nesta sexta-feira (27), em diferentes regiões da cidade, e todas informaram que não têm o produto infantil e que não há previsão de quando vão receber essa mercadoria.
Na farmácia Iguatemi, no shopping de mesmo nome na zona oeste, há uma "lista de espera com mais de cem nomes", informa o atendente.
A marca Exposis, do laboratório Osler, é a mais procurada, já que contém icaridina, um componente que ajuda a espantar o mosquito por um período de dez horas.
Ralcyon Teixeira, médico infectologista do Hospital Emílio Ribas, explica que há outros produtos no mercado que podem ser usados para combater o Aedes aegypti.
Um deles é o OFF, da Johnson, que é à base de DEET (dietil-toluamida). "Os outros também são eficientes, só que precisam ser reaplicados mais vezes", afirma.
A advogada Alexandra Musa, 42, já perdeu as contas de quantas farmácias percorreu atrás do Exposis infantil. Mãe de três crianças, ela tem recorrido à irmã, que mora em Porto Alegre (RS).
"Ela compra e me manda pelo Correio. Lá o produto não está em falta", afirma Alexandra, mãe dos gêmeos Gabriel e Giovana, 4, e de João Vitor, 2, que costumam levar o frasco para a escola.
No início do mês, reportagem da Folha mostrou que escolas têm pedido para os pais enviarem o repelente na mochila das crianças.
Apesar de o produto ser recomendado somente para crianças com mais de dois anos, a psicóloga Rachel Merino, 35, passa o repelente nas roupas da filha Cora, 1.
"Uso com muita parcimônia pois sei que, se acabar, não vou encontrar mais."

ALTERNATIVAS

Pais que já ficaram sem o produto infantil recorreram ao de adultos. "Por desespero, já usei o de adulto. Prefiro não arriscar. Tenho medo de pegarem dengue", disse a analista administrativa Juliana Biancalana, 34, mãe de Lyz, 4, e Matheo, 1.
Segundo a pediatra Evelin Nadalutti, da Santa Casa de São Paulo, o produto de adulto nunca deve ser usado em crianças. "A composição é diferente, e a pele absorve. É a mesma coisa que dar um antibiótico de adulto para o filho porque não encontrou o de criança na farmácia."
Como o produto é forte, ela diz que os pais devem passá-lo apenas uma vez por dia. A reaplicação só deve ser feita se a criança estiver em lugares mais expostos, como parques. Para bebês com menos de dois anos, ela recomenda utilizar o hidratante infantil com a adição de duas ampolas de complexo B.
"Aumentamos a produção em oito vezes, mas a demanda tem sido 15 vezes maior", disse o diretor-geral do laboratório Osler, Paulo Guerra.

ESTOQUE

No bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital, a dermatologista Renata Dinato, 37, fez um verdadeiro estoque em seu apartamento, quando encontrou os frascos na farmácia na vizinhança.
"Ao todo, tenho 15 frascos", disse a mãe das meninas Maria Eduarda, 4, e Maria Fernanda, 2.



Mercado cresceu mais a partir de 2000
30/03/2015 - Valor Econômico


O ano 2000 é um marco para o mercado de farmácias de manipulação. Marca a criação de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), exclusivamente voltada ao setor magistral.
Com isso, os médicos passaram a prescrever remédios usando o nome do princípio ativo no lugar da marca, permitindo que as farmácias de manipulação aviassem os medicamentos. A partir daí houve um movimento considerável de abertura de novos negócios, entre farmácias de manipulação alopáticas e homeopáticas, além das drogarias, que passaram a implantar laboratórios de manipulação em algumas de suas unidades, aumentando a concorrência.
Muitas empresas nascidas no início dos anos 2000 não sobreviveram, outras, ao contrário, cresceram e começaram a compor pequenas redes e há quem tenha adotado o sistema de franquias e partido para a conversão de bandeiras das pequenas unidades espalhadas pelo país.
"Um dos maiores desafios de quem quer investir no setor é se adequar às mais de 200 exigências normativas impostas às farmácias de manipulação, pelos mais diversos órgãos, como Anvisa, Vigilância Sanitária, Conselho Federal e Regional de Farmácia, para citar apenas alguns", afirma o advogado Milton Ferreira de Mello, sócio do escritório Ferreira de Mello, Neves e Vaccari.
Há, ainda, uma imposição legal que, visando dar maior confiabilidade e credibilidade ao segmento, exige a presença de pelo menos um profissional responsável, devidamente credenciado pelo conselho competente, que deve permanecer na farmácia durante todo o horário de funcionamento.
Mello destaca que é de autoria da Anvisa a decretação das normas de exigências técnicas por meio de resoluções, como a RDC 67, de outubro de 2007, que dispõe sobre boas práticas de manipulação de preparos magistrais e laboratórios para uso humano em farmácias.
Já o registro de produtos fabricados é uma atribuição do Ministério da Saúde, que pode suspender a liberação a qualquer momento, como medida de segurança, caso a fabricação ou os produtos se tornem suspeitos de serem nocivos à saúde. Além disso, as farmácias devem contar com um laboratório de controle de qualidade, capacitado para realizar os testes de avaliação do processo e da preparação manipulada, e, também, das matérias-primas usadas, garantindo sua procedência por meio de laudos e análises.
O rigor da legislação, embora seja valorizado pelos próprios donos de farmácia de manipulação e pelo consumidor, às vezes, funciona como uma pedra no caminho dos empreendedores. "A Anvisa não permite, por exemplo, que façamos sachês com vitaminas, porque sachê é classificado como alimento, assim como não nos permite trabalhar com chocolate", afirma Rosélis Aparecida Lopes, segunda geração no comando da Roselis Farmácia de Manipulação, fundada há 52 anos, em São Paulo.
Segundo ela, muitos novos produtos poderiam ser oferecidos ao consumidor, principalmente, à terceira idade, se houvesse maior flexibilização na linha do que é remédio e do que é alimento. Com uma média de 120 fórmulas preparadas por dia, a farmácia soma um faturamento médio anual de R$ 1,6 milhão, tendo como foco principal consumidores acima de 60 anos.
Para Renato Tamarozzi, diretor-executivo da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico- ABCFarma, a questão tributária também pesou nos últimos anos sobre as empresas do ramo. "Havia muita discussão sobre se farmácia de manipulação era um serviço ou circulação de mercadoria", lembra. "A chegada do Simples ajudou a resolver a questão, diminuindo o risco de o estabelecimento ser autuado pelo município."



Crise eleva as vendas de medicamento para ansiedade
30/03/2015 - Valor Econômico


No total, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), são 68 mil farmácias no país, 12 mil delas integrantes de redes que respondem por 55% do mercado; os outros 45% abrigam cerca de 56 mil farmácias pulverizadas, mais de 10% no segmento de manipulação.
Embora o comportamento do consumidor tenha mudado nos últimos anos e a busca por uma medicação mais personalizada tenha crescido, aumentar o faturamento não é tarefa das mais fáceis. Muitas vezes, o empurrãozinho vem do próprio momento pelo qual o país atravessa. "De janeiro a março tivemos um aumento de 20% na venda de medicamentos para ansiedade", revela Roger Marcondes, dona da Phitofarma. "Era melhor que este aumento viesse de produtos para cuidados com a pele e os cabelos, mas na saúde é assim, quanto mais o país piora, mais doente as pessoas ficam."
As estratégias para melhorar o desempenho, contudo, nascem de uma gestão mais qualificada e de um novo olhar sobre o negócio farmácia de manipulação - menos artesanal e mais profissional. "As necessidades da população vem mudando, como a adoção de medicamentos de uso contínuo por períodos mais longos, por conta do envelhecimento e busca de qualidade de vida e mais informações por parte do consumidor. Em decorrência do novo panorama, as farmácias têm de ser rápidas para enxergar e entender esses movimentos de mercado", afirma Marcelo Sinelli, consultor do Sebrae-SP. "Cada vez mais é essencial conhecer o cliente de perto e segmentar suas ações de marketing."
Neste novo cenário, o que antes era rotina apenas para os grandes laboratórios, agora virou instrumento também das farmácias de manipulação, em busca de fidelização da clientela e expansão da área de atuação. A Farmácia Artesanal, de Goiânia, por exemplo, conta com cerca de 30 produtos manipulados de marca própria em linha e uma equipe de 12 representantes, que visitam mais de 1.500 médicos por mês. A Phitofarma conta na carteira com 70 empresas conveniadas, entre elas, a TAM, que contribuem para garantir o movimento, além de equipes regionais que visitam com frequência hospitais, clínicas e consultórios. "Os médicos precisam conhecer nossa marca e nossos produtos", afirma Marcondes, salientando que a rede de 41 lojas, realiza uma média de 14 mil visitas por ano a prospects.
Pela visão dos médicos, a aproximação com as farmácias de manipulação tem auxiliado no melhor entendimento das demandas e na troca de informações entre o que o médico espera de resposta no tratamento e como o paciente responde. "Cada pessoa é única, revela um comportamento diferenciado em relação à medicação", afirma o Dr. João Eduardo Salles, endocrinologista e professor assistente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. "A manipulação nos permite ajustar as dosagens, sem desperdício de material e de dinheiro."
Com 25 anos de mercado e duas unidades em Campinas, a Fórmula &Cia foi a primeira empresa do setor na região a contar com troca total do ar de seu laboratório a cada seis minutos. De lá saem cerca de 5.500 fórmulas por mês.
Para fidelizar a clientela e garantir maior integração com a comunidade onde está inserida, a farmácia foi a primeira do município a implementar um Plano de Gerenciamento de Resíduos e Serviços de Saúde, que permite o descarte em recipientes específicos de todos os resíduos e análises. Paralelamente, lançou a campanha "Remédio Vencido não vai para o Lixo", que incentiva a comunidade a descartar seus medicamentos de forma correta.
"De 2007 para cá foram recolhidos 2.600 quilos, cada tonelada de medicamento incinerado significa 1 kg de medicamento vencido não contaminando os mananciais", afirma Marcos Ebert.



Pancada no setor
30/03/2015 - IstoÉ Dinheiro


0 segmento de distribuição farmacêutica e de cosméticos está reclamando das últimas medidas adotadas fiscais pelo governo, que deve diminuir o ritmo de crescimento do setor. De acordo com o diretor executivo da entidade da área. o Sincamesp. Erivelton Mastellaro o aumento dos combustíveis, a elevação de impostos sobre a folha de pagamento, e ainda a alta de impostos sobre cosméticos e perfumaria, vão pesar nos resultados. "No ano passado, conseguimos crescer 10% com muito esforço", afirma. "Em 2015. os dois dígitos não devem ^ ser alcançados".




Pesquisa e Desenvolvimento

 


Transplante cruzado de rins ocorre na Argentina
30/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Quatro pacientes se recuperavam bem ontem de transplantes cruzados de rim, resultado de duas operações simultâneas feitas na noite de sábado em Buenos Aires.O caso é inédito na América Latina.
Na Argentina, ainda chamou a atenção porque um dos dois receptores de um órgão saudável é o jornalista Jorge Lanata, autor de algumas das principais investigações contra a presidente Cristina Kirchner. A mulher de Lanata se dispôs a doar o rim a um jovem chamado Ignacio (cuja identidade foi preservada),que a exemplo do jornalista tinha insuficiência renal.
Em troca, a mãe do jovem doou um rim saudável a Lanata.
Marido e mulher eram incompatíveis, assim como mãe e filho.
“De seis itens que medem a compatibilidade, eu tinha com Ignacio uma associação perfeita em cinco, o que é raro”, afirmou a mulher do jornalista, a artista plástica Sara Stewart Brown.
Antes da operação, ojornalista gravou um vídeo em que diz que não houve privilégio por ser figura pública. “Estava em uma lista de receptores, que incluía a busca entre doadores mortos. Apareceu essa família com compatibilidade, que aceitou o transplante cruzado. Todosganham”,salientouojornalista, que tem outros fatores de risco. É fumante, tem excesso de peso e problemas nas coronárias,razão pela qual recebeu cinco stents. Paciente diabético considerado de alto risco,Lanata passava três vezes por semana por hemodiálise. Para concretizar as operações, além de um contrato, houve aval de Ministério Público, Justiça e Instituto de Transplantes.
Brasil. O procedimento ocorreu pela primeira vez em 1986 nos Estados Unidos e há registros na Espanha, no Canadá, na Grã-Bretanha, na Austrália e na Turquia. Segundo Elias David Neto, do Conselho da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), nunca foi realizado no País. “Pelo que tenho informação é mesmo o primeiro caso da América Latina.”



Ressurge a cirurgia na tuberculose
28/03/2015 - Folha de S.Paulo


Com as avançadas técnicas atuais, a cirurgia em portadores de tuberculose resistente é um tratamento alternativo seguro quando bem indicado, segundo Nivaldo C. Bachichi, chefe do serviço de cirurgia torácica do Complexo Hospitalar do Mandaqui, da Secretaria da Saúde do Estado.
A cirurgia na tuberculose era o tratamento, há mais de 60 anos, quando ainda não existiam os atuais remédios.
Para Bachichi, o tratamento cirúrgico adjuvante pode ser indicado a pacientes com infecção localizada em um lobo pulmonar e nesse caso a cura pode chegar a 98%.
Nos casos graves de cepas do bacilo de Koch resistentes ao tratamento clínico, tem sido observada a cura pela cirurgia quando outros métodos foram ineficazes.
A maioria dos doentes é tratada com drogas que oferecem alta taxa de sucesso em esquemas de curta duração, segundo a pneumologista e tisiologista Márcia Telma Guimarães Savioli, da Unifesp.
Entretanto, explica, um tratamento irregular e inadequado permite o surgimento da tuberculose resistente. A baixa eficácia do tratamento quimioterápico decorre da reduzida efetividade das drogas pela presença de cavidades e áreas de destruição pulmonar que albergam bacilos e dificultam o acesso da medicação.
Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde, em 2013 nove milhões de pessoas no mundo contraíram a doença, com 1,5 milhão de mortes; 480 mil desenvolveram o bacilo resistente ao tratamento clínico.



A arte e a medicina das bactérias
29/03/2015 - Folha de S.Paulo


"Há mais bactérias em nossos corpos do que estrelas em nossa galáxia", filosofa Tal Danino, 32, bioengenheiro americano do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Ele fez desses micro-organismos sua fonte de inspiração pelos últimos dez anos, seja para tratar câncer ou fazer arte.
Primeiro, o câncer: sua pesquisa mais recente mostra como uma bactéria geneticamente modificada e administrada via oral é capaz de detectar câncer de fígado -mudando a cor da urina- e até diminuir o tamanho do tumor.
"Hoje em dia, podemos programar bactérias da mesma forma como fazemos com computadores -podemos escrever e imprimir DNA", disse Danino. As bactérias que ele programou produzem uma proteína fluorescente, criando o que ele apelidou de "supernova", devido à explosão de cores.
Na nova plataforma para diagnosticar câncer, utilizada com sucesso em ratos de laboratório, Danino e sua equipe do MIT usaram probióticos E. Coli da cepa nissle 1917 (EcN) para encontrar metástases de câncer em até 24 horas, colonizar esses tumores e produzir enzimas que mudam a cor da urina.
"Descobrimos que a bactéria cresce dentro do câncer de fígado, talvez por haver uma grande quantidade de sangue que vem do intestino para o fígado", diz Danino à Folha.
"Como o sistema imunológico não tem acesso ao tumor, significa que a bactéria pode se esconder lá e crescer rapidamente, produzindo moléculas que mudam a cor da urina do paciente."
No caso, o xixi da pessoa com câncer fica cor-de-rosa.
Em outro experimento, o tumor atingido pelas bactérias chegou a encolher -mas esse fenômeno ainda precisa ser melhor estudado pelos cientistas e está longe de se tornar uma técnica médica.
"É uma tecnologia muito poderosa. A principal vantagem é que a bactéria vai especificamente para o tumor. A quimioterapia, por exemplo, vai para todos os lugares do corpo, ataca todas as células que crescem rapidamente, como as do intestino e do seu cabelo."
O MIT tem as patentes das bactérias mutantes. Estima-se que tornar as drogas comercializáveis para humanos tomará ao menos dez anos e US$ 1 bilhão.

BACTÉRIAS NO PRATO

Enquanto esse dia não chega, Danino vai ampliando sua produção em outro campo: as artes visuais.
A responsabilidade por isso é em boa medida do artista brasileiro Vik Muniz.
Eles se conheceram no próprio MIT, quando Muniz procurava maneiras de fazer arte com cientistas.
A parceria com Danino rendeu a série "Colonies", fotografias maximizadas de bactérias e células de câncer, expostas em diversas cidades, incluindo São Paulo em 2014, na galeria Nara Roesler.
Neste ano, os dois criaram pratos para a firma francesa de porcelana Bernardaud. O jogo com sete pratos, um deles com uma imagem ampliada da bactéria Salmonella, custa US$ 550.
"Fazer arte com câncer pode parecer uma ideia maluca, é uma palavra assustadora", disse Danino, que tem uma irmã que sofreu da doença. "Mas queríamos dar um tipo de perspectiva, ser otimista com o futuro das pesquisas de câncer, com as novas tecnologias."




Quanto antes, melhor
30/03/2015 - Carta Capital


O câncer de pulmão é a variedade da doença que mais mata no mundo. E preciso traçar estratégias para enfrentá-lo
Anualmente, mais de 1,5 milhão de mortes ao redor do mundo são causadas por câncer de pui mão, segundo estimativas recentes da Organização Mundial da Saúde. Esse continua sendo o câncer mais agressivo, que mais causa mortes, tanto em homens quanto em mulheres. Com essas devastadoras estatísticas, e com a observação em todos os centros médicos do mundo de que a maioria absoluta dos doentes chega ao diagnóstico de câncer de pulmão em fases muito avançadas, de difícil controle e de limitadas chances de viverpor longo período, as autoridades de saúde e os especialistas realizaram vários estudos para melhor compreender e diminuir os riscos de as pessoas morrerem em decorrência desse tumor.
Um editorial recente da revista Lancet alerta para a necessidade de se traçar uma estratégia clara para controlara mortalidade devida ao câncer de pulmão. Sem dúvida, a prevenção continua sendo o pilar central, com a restrição cada vez maior para o tabagismo em locais públicos. O exemplo mais recente está sendo implantado no Reino Unido, que, por sinal, iniciou muito tard iamente sua proibição do fumo em locais públicos, notadamente nos pubs. Os legisladores estão introduzindo leis para probir o fumo nos carros.
O impacto das restrições aos fumantes é imenso. Dados do Instituto Nacional do Câncer (I nca), no Rio de Janeiro, mostram que as leis antifumo no Brasil ajudaram a reduzir drasticamente o número de fumantes a menos da metade, se comparados com algumas décadas atrás. Infelizmente, entre parar de fumar e a redução da incidência de tumores de pulmão, podem se passar de duas a três décadas.
Estudos comprovaram aeficiênciada tomografiacomputadorizada em diagnos-ticar, em fase muito precoce, nódulos no pulmão em fumantes crônicos, muito antes de produzirem qualquer sintoma. As chances de resolução total da doença nessa fase são, geralmente, mu ito elevadas, alcançando níveis superiores a 80% dos casos. Recentemente, estão sendo introduzidos testes do ar expirado, soprado dentro de um tipo de " bafômetro", que analisa e detecta moléculas produzidas pelas células cancerosas. A eficácia desse tipo de teste pode tornar mais acessível e prático o d iagnóstico precoce de câncer de pulmão.
Ao sesuspeitarde um tumorde pulmão, os médicos têm pouco tempo para avaliar o tipo exato e a extensão da doença, para depois instituir o tratamento adequado rapidamente. Novamente, existem regiões do mundo, e no Brasil isso é patente, onde a população tem demora excessiva entre diagnóstico e início do tratamento, muitas vezes com avanço ainda maior da doença e disseminação metastática pelo corpo. Um estudo recente também demonstrou que o uso mais difundido de exames específicos de endoscopia pulmonar, chamadabroncoscopia, com biópsias dirigidas por ultrassom, reduz drasticamente o tempo para o estabeleci mento do tratamento eficaz.
Juntamos nossa voz a esse editorial da revista Lancet para alertar nossas autoridades de saúde, em todos os governos, para a necessidade de intervir, de forma efetiva e por todos os meios conhecidos, para reduzir o número assustador de mortes por câncer de pulmão no Brasil. Da prevenção ao diagnóstico e ao tratamento. Como o editorial enfatiza, na luta contra o câncer de pulmão, a velocidade ganha o dia. 



Saúde

 

 

Em crise, Unimed-Rio avalia venda de ativos
28/03/2015 - O Globo


A Unimed Rio vai publicar seu balanço de 2014 na terça-feira, dia 31. É um primeiro passo para atravessar o ano sob intervenção do governo e recuperar o equilíbrio financeiro. A apresentação do resultado até o fim do mês foi acordada com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em novembro, como parte de um plano de ajuste baseado em corte de custos. Com prejuízo de R$ 90 milhões, a cooperativa poderá usar patrimônio próprio para reequilibrar suas contas.
— A venda de ativos é uma alternativa, há até interesse de fundos na compra do hospital da Barra, avaliado em R$ 650 milhões, mas, alternativamente, estamos reestruturando a gestão dessa unidade para que ela dê retorno satisfatório à cooperativa — diz Mozart de Oliveira, superintendente de Atenção à Saúde da Unimed-Rio.
A crise na cooperativa se arrasta desde o ano passado, quando a operadora atrasou pagamentos de médicos e hospitais e, em consequência disso, os segurados tiveram atendimento negado em alguns casos. Na lista de explicações para as dificuldades financeiras, a Unimed-Rio cita a economia fraca, a alta dos custos médicos muito acima das receitas e alguns problemas de gestão.
— A Unimed Rio tem condição de sair da intervenção. É uma das maiores operadoras do país. E há patrimônio para equacionar o déficit — diz Lígia Bahia, professora do Instituto de Saúde Coletiva da UFRJ. — A situação se agravou por conta do modelo de gestão. Hoje, é preciso ter foco em saúde e prevenção, criar outros métodos de remuneração de cooperados.

CINCO GRANDES SOB INTERVENÇÃO

Após a publicação do balanço de 2014, será marcada nova assembleia para apresentação e aprovação dos resultados. Na mesma data, será definida a forma de compensação do prejuízo e o rateio entre os cooperados. Isso deveria ter ocorrido na assembleia do último dia 10, que acabou suspensa.
Cinco operadoras de grande porte estão sob direção fiscal hoje, segundo a ANS. Desde janeiro de 2013, 154 empresas passaram por intervenção e 64 permanecem no processo.
Metade das grandes operadoras que passaram por direção fiscal se recuperou. A ANS, porém, diz que essa estatística não deve influenciar a percepção do consumidor, pois cada empresa tem uma forma de equacionar suas dificuldades.
— A direção fiscal aponta as condições reais da empresa. As penalidades vão de suspensão à alienação de carteira. Mas o cliente está 100% protegido pela lei — diz o advogado Ricardo Varejão, do escritório Queiroz Cavalcanti, de Pernambuco.
Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, ressalta que os conveniados não podem ser afetados mais do que estão hoje. Ela aconselha que os conveniados mantenham seus planos de saúde:
— Não digo que problemas não vão continuar. Mas aqueles que não forem atendidos ou não obtiverem autorização para exames ou internações, devem procurar a Unimed e a ANS.
Para aqueles que estiverem insatisfeitos, a portabilidade pode ser a saída. Mas a Proteste recomenda avaliar bem as condições contratuais, preços e rede credenciada.



Vai e vem: A Associação Brasileira de Medicina de Grupo
30/03/2015 - DCI


A Associação Brasileira de Medicina de Grupo anunciou Cyro de Britto Filho como novo presidente, substituindo Arlindo de Almeida que conduziu a entidade por 26 anos. Britto já foi presidente da Abramge-SP, de 2008 a 2011 e ocupava, desde então, a presidência do Sindicato Nacional das Empresas de Medicina de Grupo (Sinamge). O executivo é neurocirurgião, chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Policlin.



Câncer na adolescência desafia especialistas
29/03/2015 - O Estado de S.Paulo


A descoberta de um câncer durante a adolescência não é um desafio apenas para o jovem e sua família. Para os profissionais da oncologia, da pediatria e da psicologia, o aparecimento da doença nesta fase da vida causa uma série de debates em relação à abordagem feita com os pacientes e à estrutura dos hospitais.
“A maioria dos lugares está preparada para crianças ou adultos. Os adolescentes têm especificidades, rebeldias, dúvidas e um grupo próprio. Não querem se sentir como uma criança”, explica Sidnei Epelman, diretor do Departamento de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina e presidente da Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca). No local, há lan house e atividades especiais para os jovens.
Epelman também é editor do livro Oncologia no Adolescente (Editora Atheneu), que será lançado em 8 de abril, quando é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A proposta da publicação é fazer um recorte sobre a incidência da doença na faixa dos 15 aos 19 anos. As análises dos casos normalmente se concentram na faixa entre 0 e 19 anos, de modo que crianças e adolescentes integram o mesmo grupo nas estatísticas.
“Os adolescentes costumam ter um diagnóstico mais tardio, porque não acreditam nos sintomas ou escondem.” De acordo com o especialista, 97% dos casos de câncer acontecem em adultos. Na faixa dos 15 aos 19 anos, a incidência da doença é 50% maior do que em pessoas com menos de 15 anos. Os tipos mais comuns são os linfomas de Hodgkin e não Hodgkin e os tumores ósseos.
Adaptação. Em tratamento desde setembro do ano passado, o ajudante-geral Weverton Peschiera Florencio, de 19 anos, tem uma saudade: jogar futebol. Foi durante uma partida que ele machucou o tornozelo esquerdo e, após dias sentindo dores, acabou sendo diagnosticado com um tumor ósseo. “Continuo fazendo o que sempre fiz. Saio com os meus amigos, vou ao shopping. Não desanimei.”
A família do jovem está presente em todo o processo. “Foi um choque, mexeu com a família inteira. Parei de fumar quando o vi em uma maca e também raspei minha cabeça quando ele ficou sem os cabelos”, conta o pai do jovem, o serralheiro Adalberto Florencio, de 54 anos.
Também diagnosticada com um tumor ósseo, a estudante Josiane dos Santos Silva, de 18 anos, fez anteontem a sua penúltima sessão de quimioterapia. A doença se manifestou quando ela estava grávida, e a jovem recebeu o diagnóstico três meses depois do parto. “Meu joelho inchava, eu andava de cadeira de rodas. Agora, estou usando as muletas, mas consigo andar sem elas.”
Josiane afirma que sempre foi caseira, mas que não abre mão de manter o visual em dia. “Eu sou vaidosa. Gosto muito de me maquiar.”
Superintendente médico do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), Sergio Petrilli diz que a abordagem com o adolescente tem de ser transparente. “A receita é falar a verdade e informar, aos poucos, o que acontece com ele. E fechar um contrato de dedicação para superar todas as adversidades.”
De acordo com Petrilli, atualmente, existe uma chance de cura de 70% dos cânceres. “Mas a principal condição para aumentar a sobrevida é tratar em hospitais especializados e com uma equipe multidisciplinar.”
Integrante da Associação Paulista de Terapia Familiar, a terapeuta Miriam Barros afirma que não só o adolescente precisa de atendimento psicológico, mas todos os familiares. “A adolescência é uma fase intensa. É importante que a família esteja preparada para acolher esse jovem, que precisa de apoio. Ela tem de fazer suas atividades sem superproteção.”
Miriam explica ainda que o adolescente aprende a criar mecanismos para enfrentar os medos e superar as dificuldades do tratamento.




Proteção ao alcance das suas mãos
29/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Nas últimas semanas, ganhou espaço na mídia a história de alguns indivíduos ou grupos, "os carimbadores", que estariam deliberadamente transmitindo o HIV, o vírus causador da aids, por via sexual, para outras pessoas. Basicamente "carimbar" seria contaminar intencionalmente alguém que não deseja.
A história lembrou um pouco as festas de conversão (convertion parties) que foram notícia nos EUA há alguns anos. Nelas, pessoas soropositivas faziam sexo sem proteção com outras que queriam, voluntariamente, se contaminar. Quando alguém se infectava, a conversão sorológica era comemorada. As causas desse fenômeno são múltiplas e complexas, mas o movimento foi considerado, por muitos, como uma rejeição de um determinado grupo às políticas de prevenção trabalhadas há décadas.
Existe uma diferença importante entre os dois exemplos. No caso das festas, haveria o desejo consciente dos frequentadores de se contaminar. Essa seria a razão primordial delas. Já no caso dos carimbadores, haveria uma intenção de alguns em infectar outros que, possivelmente, não queriam se tornar portadores do vírus.
A repercussão sobre os carimbadores aqui, nas últimas semanas, tomou alguns caminhos preocupantes. Sobraram discursos de ódio e preconceito contra os soropositivos, principalmente contra os homens que se contaminaram em relações com outros homens ou com profissionais do sexo, justamente em um momento em que essas populações voltaram a ficar mais vulneráveis à infecção pelo HIV. Dados de pesquisas mostram que a percepção de risco e a adesão à camisinha caíram nesses grupos.
Bom lembrar que, no Brasil, são quase 740 mil portadores do HIV, e cerca de 20% deles desconhecem seu status sorológico. A maioria dessas pessoas se infectou em relações sexuais desprotegidas, em que não havia um desejo ou vontade explícita de se contaminar - e muitos menos de contaminar o parceiro ou parceira. Nesse sentido, os carimbadores e as festas de conversão são absolutas exceções, que merecem uma abordagem específica.
Ao tratar do assunto como se fosse corriqueiro e usual (o que não é verdadeiro), corre-se o risco de fortalecer estigmas contra essas populações, hoje já fragilizadas por preconceitos, violências, exclusão de direitos e que, para piorar, vêm enfrentando grupos conservadores, com motivações religiosas e políticas, que causam impacto em diversos setores da vida.
Como bem lembrou Richard Parker, pesquisador e coordenador da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), um dos maiores estudiosos da epidemia no Brasil, em artigo recente publicado no site da Agência de Notícias da Aids, criminalizar e penalizar indivíduos por contaminar alguém pode ir totalmente contra os princípios mais básicos das estratégias de prevenção, além de que se corre o risco de ferir questões fundamentais dos direitos humanos.
De alguma forma, quando dois indivíduos adultos, conscientes dos seus atos, decidem que vão fazer sexo sem camisinha, sabem que estão correndo riscos. Ainda mais quando se trata de sexo casual, sem nenhum tipo de vínculo.
Estratégia. Lógico que há pessoas soropositivas que não estão nem aí para os outros. Querem transar sem camisinha, viver seu desejo, podem até sentir um prazer adicional em saber que estão colocando outra pessoa em risco. Há, como em todos os outros grupos sociais, gente com desvios de personalidade que não consegue ter empatia pela dor ou pelo sofrimento do outro. Mas, novamente, eles não são a regra.
Investigar o que está por trás dessa resistência crescente ao uso regular da camisinha e buscar entender por que ignorar ou correr riscos é tão atraente na hora do sexo para tanta gente podem ser estratégias muita mais efetivas do que culpar um ou outro indivíduo. Para isso, é fundamental as pessoas perceberem que a proteção mais eficaz contra o HIV está em suas próprias mãos.



Ministro vê ‘atentado’ ao Mais Médicos
28/03/2015 - O Estado de S.Paulo

 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou ontem que a decisão da liderança do PSDB no Senado de propor decreto legislativo para anular convênio que permite a atuação de 11.487 profissionais cubanos no Mais Médicos tem “motivação política” e representa um “atentado contra a população”.Já o líder tucano no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), disse que o partido não quer acabar com o programa, “mas com a fraude”.
“É lamentável. Na prática, acaba com o Mais Médicos.
Aqueles que diziam nas eleições passadas que não acabariam com o programa agora mostram a sua verdadeira face.” O projeto de decreto foi apresentado por Cunha Lima e pelo também senador e vice-líder do partido, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
“Questionara relação do Brasil comum a instituição centenária como é a Organização Panamericana de Saúde (Opas),braço da Organização Mundial de Saúde,e tornar nulo o convênio que permite que mais de 11,4 mil médicos cubanos possam atuar na região de floresta, aldeias indígenas, quilombolas, semiárido, nas regiões mais críticas do País,é um atentado contra a população brasileira.Aliás, contra as próprias prefeituras doPSDB,já que65% delas participam do Mais Médicos.” Anteontem, Chioro se reuniu como presidente do Senado,Renan Calheiros (PMDB), e com o vice-presidente, Jorge Viana (PT). “Todo mundo precisa saber o que acontece se esse projeto for aprovado. Creio que não será, porque no Senado há compromisso com a atenção básica.” O ministro afirmou que a aprovação implicaria no fim imediato do contrato com os 11,4 mil médicos cubanos. Segundo Chioro, o Mais Médicos permitiu que 63 milhões de pessoas tivessem acesso a atendimento médico.
Segundo Chioro, médicos brasileiros tiveram prioridade para escolher as primeiras vagas do programa e foram para grandes cidades e capitais. “São mais de 20 nacionalidades. Os cubanos foram os últimos e ficaram nos lugares de difícil acesso, em cidades que nunca tiveram médico.” Crítica. O objetivo do decreto elaborado pelo PSDB é anular o contrato do Brasil com a Opas, sob alegação de que “não se trata de termo de ajuste ou de cooperação técnica, mas de verdadeiro acordo bilateral com o objetivo de transferir dinheiro à ditadura cubana”.
O líder do PSDB no Senado afirmou que o partido “não quer acabar com o Mais Médicos, mas com a fraude”. “É lamentável que se use a Opas como laranja.O que o ministro deve fazer é comparecer à Comissão de Relações Exteriores para esclarecer como um acordo internacional ocorre sem anuência do Congresso. Queremos transparência”, afirmou Cunha Lima.
Partos. O ministro anunciou ontem os 23 hospitais privados e cinco maternidades públicas selecionados para participar do programa Parto Adequado,parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), dos EUA. A meta é estimular o parto normal e reduzir cesarianas desnecessárias.
“Queremos melhorar a qualidade e as condições de atendimento para enfrentar uma verdadeira epidemia de parto cesariano no sistema privado.” A taxa de cesáreas é de 84% na rede privada e 40% na saúde pública.



Veja lista de 28 hospitais participantes de projeto de incentivo ao parto normal
28/03/2015 - Folha de S.Paulo


O Ministério da Saúde, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e o Hospital Israelita Albert Einstein anunciaram nesta sexta-feira a lista de 28 maternidades selecionadas para participar do projeto de incentivo ao parto adequado. Desse total, 23 são da rede particular e cinco pertencentes ao SUS (Sistema Único de Saúde).
Um dos objetivos do projeto é reduzir o número de cesáreas no país, que ultrapassa a marca de 80% na rede privada. No sistema público, essa taxa cai para 40%, mas mesmo assim fica acima da média de 30% verificada em países europeus.
Desenvolvido em parceria com o IHI (Institute for Healthcare Improvement ), o projeto prevê basicamente três modelos de atendimento à grávida em trabalho de parto: 1) pela equipe de plantonistas da maternidade; 2) por enfermeiras obstetras e acompanhante; 3) por uma equipe de médicos que fizeram seu pré-natal.
A implantação desse projeto também prevê a adequação da mão-de-obra dos hospitais, que poderão precisar contratar plantonistas e outros profissionais para atender as grávidas.
A partir da assinatura da parceria, os hospitais selecionados terão 18 meses para se adequar às diretrizes do projeto de incentivo ao parto adequado.
Veja abaixo a lista de hospitais selecionados:

Rede particular

MT – Cuiabá – Fêmina Hospital Infantil e Maternidade Nordeste

BA – Salvador – Hospital Teresa de Lisieux

CE – Fortaleza – Hospital Regional Unimed Fortaleza Norte

PA – Belém – Maternidade do Povo Sudeste

ES – Serra – Vitoria Apart Hospital

ES – Vitória – Hospital Dia e Maternidade Unimed

MG – Belo Horizonte – Hospital Mater Dei

MG – Nova Lima – Nova Lima Hospital Vila da Serra

MG – Pouso Alegre – Hospital e Maternidade Santa Paula

RJ – Duque de Caxias – Hospital Daniel Lipp

RJ – Niterói – Complexo Hospitalar de Niterói

RJ – Rio de Janeiro – Perinatal Barra Casa de Saúde Laranjeiras

RJ – Rio de Janeiro – Casa de Saúde São José

SP – Ribeirão Preto – Maternidade Sinhá Junqueira

SP – Santo André – Hospital e Maternidade Brasil

SP – Santos – Hospital São Lucas de Santos

SP – São Paulo – Hospital Santa Helena

SP – São Paulo – Hospital Nipo Brasileiro

SP – São Paulo – Hospital SEPACO

SP – São Paulo – Hospital da Luz Azevedo Macedo

PR – Curitiba – Hospital da Mulher e Maternidade Nossa Senhora de Fátima

RS – Porto Alegre – Hospital Moinhos de Vento

SC – Joinville – Centro Hospitalar Unimed Joinville

SUS

PA – Belém – Hospital Samaritano Nordeste

CE – Fortaleza – Hospital da Mulher de Fortaleza

CE – Fortaleza – Hospital Cura D’Ars

PE – Recife – Hospital Agamenon Magalhães Sudeste

MG – Uberlândia – Hospital de Clínicas de Uberlândia



Libéria confirma uma morte por ebola após um mês sem infecções no país
28/03/2015 - Folha de S.Paulo


Uma mulher diagnosticada com ebola em 20 de março, na Libéria, após um mês sem infecções no país, morreu nesta sexta-feira (27) —informaram neste sábado (28) autoridades, que notificaram dois outros casos suspeitos.
"A última pessoa diagnosticada com ebola morreu ontem", disse o chefe da unidade de crise nacional contra a doença, Francis Karteh, segundo o qual "não há casos confirmados no país, apenas dois suspeitos".
A fonte acrescentou que está monitorando 80 pessoas que possam ter estado em contato com a doente.
A epidemia de ebola na África ocidental, a pior desde a identificação do vírus em 1976, surgiu em dezembro de 2013 no sul da Guiné e se espalhou para Libéria e Serra Leoa.
De acordo com o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado em 22 de março, o ebola já matou mais de 10.300 pessoas identificadas em 25.000 casos registrados, dos quais 99% estão nestes países. A própria OMS reconhece que há provavelmente mais casos.



RS tem 1ª morte por dengue de sua história
29/03/2015 - Folha de S.Paulo


O Rio Grande do Sul confirmou a primeira morte por dengue da história do Estado. A vítima foi uma mulher de 41 anos moradora de Santo Ângelo (a 436 km de Porto Alegre), que morreu em 22 de março. Na última semana, foram confirmados 66 casos da doença no Estado. A cidade com maior número era Caibaté.



Com medo, morador do interior acha que vírus é contagioso
29/03/2015 - Folha de S.Paulo


Cidade com mais casos de dengue confirmados no Estado de São Paulo (7.489), Sorocaba, a 87 km da capital, tem famílias inteiras doentes.
O cenário de terra arrasada fez com que parentes passassem a crer que foram contaminados uns pelos outros, o que não ocorre. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
"Fui cuidar da minha namorada e acabei pegando", disse o estudante Jhonatan Goes, 18, ardendo em febre num posto de saúde em Nova Sorocaba, na zona norte.
"A turma falou que pega. Será? Morro de medo", interpelou sua mãe, a doméstica Vilma Goes, 36.
Seu outro filho, de 15 anos, e a irmã estão adoentados. Uma colega de trabalho foi parar na UTI. "A gente fica nervoso. Pode matar, né?"
Hospitais e unidades de saúde na cidade dedicam alas inteiras aos pacientes com a doença. Um posto até "decorou" as salas com mosquitos Aedes aegypti de papelão pendurados no teto, além de cartazes sobre os sintomas.
A doença domina as conversas nas unidades de saúde. Moradores discorrem com naturalidade sobre o número de plaquetas, um indicador de dengue hemorrágica.
"Dá um desânimo total, mas tem gente que tem até que se internar. Como um rapaz no posto. A plaqueta dele está 50 [50 mil. O normal é de 150 mil a 400 mil por microlitro de sangue]. A minha, pelo menos, está em 100 [mil]", consolava-se a faxineira Luciane Batista, 37.
Bruna Camargo, 21, desempregada, desabafava. "Na minha família, seis pessoas estão com dengue. Deus está pondo a mão na minha filha."
O operador de empilhadeira Alessandro Santos, 35, contraiu a doença duas vezes em dez dias. A Folha o encontrou em um posto de saúde sem conseguir abrir os olhos.
Sua mulher, Edna Santos, 43, também teve dengue e estava descrente de que poderia evitar novas infestações.
Ela lamentou que não adiantou usar calça nem passar repelente. Auxiliar de enfermagem, Edna cuida de uma idosa que, apesar de ter tido dengue, não adotou medidas para evitar a doença. "E eu tenho que trabalhar, né?", conformou-se.
É recomendável dificultar o contato do mosquito com a pele, usando repelentes e roupas, mas essas medidas não são suficientes, pondera o professor Adriano Mondini, da Unesp em Araraquara
O especialista em dengue afirma que a melhor forma de combater a doença é impedir a formação de criadouros, locais com água parada e suja.
"O aparelho sugador da fêmea do Aedes aegypti tem um tamanho avantajado e há relatos de que pode ultrapassar alguns tipos de tecido", diz.
Mondini explica que oscilações na temperatura corporal são comuns. Deve procurar atendimento a pessoa com mais de 37,8°C, sobretudo se também apresentar dores no corpo e nas articulações.
"Vale lembrar que não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus do dengue. A equipe de saúde tentará aliviar apenas os sintomas, além de acompanhar a evolução da doença", diz.
"Ficar atento, repousar e manter-se hidratado são medidas importantes para quem está com dengue. Nem sempre o final dos sintomas pode significar o final da infecção pelo vírus."



Dengue faz morador evitar até visita a parente em SP
29/03/2015 - Folha de S.Paulo


O surto de dengue em São Paulo tirou a população da rotina. Desentendimentos entre vizinhos, famílias separadas, visitas "apavoradas" ao pronto-socorro e roupas de inverno no calor são alguns dos "sintomas sociais" que a doença causou.
Em Sorocaba (SP), são tantos casos que moradores desconfiam, por engano, que a dengue seja contagiosa (leia na pág. C3). No Estado, já são 80.283 casos e 70 mortes. Em todo o ano passado, foram 197 mil casos e 90 mortes. Considerando o país todo, o número de infectados até março subiu 162% em relação ao mesmo período de 2014.
O empresário Jorge Pereira, 31, de Osasco (Grande SP), procura se proteger, mas a vizinhança não colabora. Gastou R$ 400 em calha e tampa para a caixa-d'água do vizinho, seu amigo de infância.
Mas ele fez corpo mole. "Tinha até rato no quintal. Batemos boca várias vezes", contou. A situação só se resolveu quando o amigo se mudou.
O cabeleireiro Tiago Lopes, 28, e o sócio, César Oliveira, 38, perderam um cliente, que contraiu a doença e acusou o salão de criadouro de Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue.
Localizado em um dos bairros mais afetados da capital paulista, a Brasilândia (zona norte), o salão foi dedetizado, mas continuou com insetos. "São preto e branco, com cara de mal e tudo", descreve Lopes, segurando uma raquete elétrica de matar pernilongo, em referência às cores do Aedes aegypti.
No caso da costureira Idalina Chagas, 58, quem se afastou foi a filha. Idalina mora num terreno com seis casas na Brasilândia. Onze moradores estão com a doença.
A modelista Suzete Chagas, 36, está com "muito medo" de visitar a mãe. A filha de três anos está com suspeita de dengue. "É triste, né?", desabafou a costureira.
O comerciante Nelson Fernandes, 68, de Osasco, tem pressão alta. Há 15 dias, teve dores de cabeça e no corpo e ficou apavorado. "Me mandei para o pronto-socorro. Melhor tirar a dúvida." Deu negativo.
O comerciante Antônio Serafim, 39, teve dengue no Carnaval e passou a usar calça, camisa de manga comprida e tênis dentro de casa, no Mandaqui (zona norte), faça frio ou faça calor.
Dez alunos deixaram de frequentar a autoescola de Ronaldo de Souza, 47, morador de Pirituba (zona norte), porque contraíram dengue. O proprietário, a afilhada, o pai, um vigia e uma faxineira tiveram a doença.
A dona de casa Marize Florêncio, 61, está obcecada. "Espio tudo da janela: o toldo do vizinho, as pocinhas na rua."



Governo e Einstein se juntam em plano de incentivo a parto normal
28/03/2015 - Folha de S.Paulo


Um projeto-piloto para incentivar o parto normal no Brasil foi apresentado nesta sexta-feira (27).
Iniciativa da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), do Hospital Albert Einstein e do IHI (Institute for Healthcare Improvement), o programa vai ampliar as chances de fazer parto normal.
Os hospitais serão instruídos a adotar três modelos.
No primeiro, o parto será feito pelo plantonista. No segundo, plantonista ou enfermeira obstetra acompanharão o trabalho de parto e o médico será chamado apenas quando o bebê estiver perto de nascer.
No terceiro, a gravidez será acompanhada por uma equipe de três ou mais médicos ou enfermeiras obstetras. Haverá sempre um membro de sobreaviso, que será acionado quando chegar a hora do parto. Estão inscritos 28 hospitais.



Oftalmologia a distância se torna realidade
30/03/2015 - Folha de S.Paulo


Uma nova abordagem de diagnóstico a distância em oftalmologia pode ser útil para ajudar milhares de pessoas em regiões distantes e até mesmo esvaziar as filas em grandes cidades.
A tecnologia médica já permite que um profissional de saúde tire uma foto do fundo do olho de um paciente com um aparelho, que custa a partir de US$ 6 mil (R$ 19 mil), e suba a foto para a internet.
Um oftalmologista, que pode estar em qualquer lugar do mundo, acessa a foto, faz o diagnóstico e elabora o laudo.
Após isso, o paciente pode sair até com um encaminhamento para a uma cirurgia corretiva a laser, por exemplo.
No Brasil, essa tecnologia já está sendo utilizada em uma colaboração entre médicos de São Paulo e de Monte Negro, em Rondônia, cidade de cerca de 15 mil habitantes a 250 km de Porto Velho.
Um dos responsáveis é Luís Marcelo Aranha Camargo, médico infectologista e professor da USP. Ele dirige o ICB 5, centro avançada do Instituto de Ciências Biomédicas da universidade, localizado em Monte Negro --as outras quatro unidades ficam na Cidade Universitária, em São Paulo.
A ideia de Aranha era suprir a carência oftalmológica naquele município. Para isso, entrou em contato com o Rubens Belfort Jr., do Instituto da Visão, entidade sem fins lucrativos voltada para a pesquisa e a assistência criada por docentes da Unifesp em 1990.
Com a ajuda de uma ONG portuguesa, a entidade comprou um aparelho de oftalmologia a distância e alocou três médicos para examinar os olhos dos 145 pacientes de Monte Negro que aguardavam atendimento oftalmológico --a espera era de mais de três anos. Eles conseguiram, de São Paulo, zerar a fila em 45 dias. Trabalhavam sobre três fotos de cada olho e de um breve histórico clínico.
Na outra ponta, estavam médicos não especializados e mesmo alunos de medicina, que foram treinados para operar o equipamento.
Com as fotos, é possível diagnosticar doenças como degeneração macular, retinopatia diabética, tumores e glaucoma. Como o operador tira uma foto da frente do olho, aparecem também catarata e tumores de pálpebra.
Segundo os pesquisadores, o projeto é inédito no país. Ele segue algumas experiências internacionais, especialmente a indiana. O país é o fabricante do aparelho comprado pelos brasileiros e se especializou em serviços de diagnóstico a distância, especialmente para o mercado americano.
A rápida ampliação dos mecanismos de medicina a distância pode ajudar a ampliar o atendimento em regiões distantes, driblando a carência de médicos nesses lugares.
A lei brasileira, porém, ainda é cautelosa quanto ao diagnóstico a distância --a técnica inevitavelmente reduz, em diferentes graus, o contato com o paciente. Hoje, o serviço só pode ser oferecido quando um médico solicita um laudo a distância a outro --médicos não estão liberados para oferecer exames a distância diretamente aos pacientes.






 

Notícias - 01/04/2015

 


CLIPPING 01/04/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde


Medicamentos

 

Varejo de Medicamentos
31/03/2015 - Guia da Farmácia

REGULAÇÃO SANITÁRIA

Foi publicada, em 20 de janeiro de 2015, a Lei 13.097/15, que traz uma série de inovações para o trabalho da vigilância sanitária no Brasil, atualizando normas legais, algumas com mais de 40 anos de existência. Essa publicação é a continuação da atualização dos marcos legais que se iniciou com duas outras importantes alterações na legislação sanitária nos últimos anos, a Lei 13.043/14 e o Decreto 8.077/13. A nova lei traz inovações que vão alterar a forma de se fazer a regulação sanitária no Pais, dando mais flexibilidade à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) para priorizar as situações de risco que mais impactam na vida do cidadão e no desenvolvimento do setor produtivo. • http://portal.anvisa.gov.br

NORMAS ESTABELECIDAS

Foi publicada, no fim de janeiro de 2015, a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC 4/2015, de 28 de janeiro de 2015. A norma dispensa as notificações de produção de lotes-piloto de medicamentos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A partir de agora, os fabricantes nacionais de medicamentos estão dispensados de encaminhar notificações sobre a produção dessas mercadorias. Ainda assim, as regras de produção de lotes-piloto para realização dos testes necessários ao registro ou pós-registro dos produtos continuam valendo. • http://portal.anvisa.gov.br

VAREJO SOFRE QUEDA

0 fluxo de consumidores no comércio teve queda de 5,2°/o em janeiro de 2015 quando comparado ao mesmo mês de 2014, de acordo com o índice de Consumidores do Varejo Mensal (ICV 30). 0 índice, divulgado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) em parceria com a Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas, reflete uma evidente diminuição de consumidores nas lojas durante o primeiro mês de 2015. "0 resultado reforça o cenário de retração apresentado no comércio nos últimos meses", destaca o presidente da SBVC, Eduardo Terra. Na opinião do executivo, o novo pacote fiscal do governo, que não incentiva o consumo, é preocupante do ponto de vista de negócios. "As medidas do governo, apesar de tardias, estão no caminho certo, porém faz-se necessária uma atenção especial ao segmento. Manter a situação atual por um período mais longo pode impactar diretamente no Produto Interno Bruto (PIB) de 2015", avalia. • www.sbvc.com.br

CUSTO MENOR

Um novo medicamento para tratar a endometriose deve chegar às farmácias até 35°/o mais barato do que o tratamento atualmente disponível. Esse novo produto terá um custo menor porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu recentemente registro para uma indústria farmacêutica produzir a versão genérica desse medicamento. De acordo com a especialista em vigilância sanitária da Anvisa, Stefania Piras, o genérico, apesar de ter um custo menor, tem a mesma fórmula do produto de referência para tratar a doença. • http://portal.anvisa.gov.br

EXPANSÃO DE MERCADO

A multinacional americana Pfizer começou, neste ano, o processo de consolidação das operações de sua atividade em saúde humana em um único local no Brasil, que fica na cidade de Itapevi, na Grande São Paulo. Dona de marcas e produtos, como Lípitor, Celebra, Centrum, Advil, Viagra e Magnésia Bisurada, a farmacêutica se estrutura para atender à expansão do mercado brasileiro, bem como elevar as exportações para a América Latina. A companhia está concluindo investimento de US$ 27 milhões, com recursos próprios, nesse projeto. Com isso, ela aumenta sua capacidade de produção de 20 milhões para 48 milhões de unidades ao ano na indústria de Itapevi. • www.pfizer.com.br

DESEMPENHO ECONÔMICO

Os fabricantes de medicamentos registraram um crescimento de 11,4% na venda direta para as redes de farmácias do País no ano passado, indica levantamento do IMS Health. 0 presidente da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Antônio Britto, porém, reclama que, apesar de o desempenho do mercado se manter acima dos dois dígitos há três anos, as altas não passam dos 11%. "Se não fossem os problemas econômicos, o avanço seria ainda maior", diz. •www.imshealth.com • www.interfarma.org.br

NOVO CURSO RÁPIDO NO TREINA PDV FARMA

Agora, no mês de março, o Treina PDV Farma, plataforma de cursos on-line para o varejo farmacêutico da Contento Comunicação, oferece gratuitamente o curso rápido Como implementar a Atenção Farmacêutica nas farmácias e drogarias. 0 curso em vídeo apresenta conceitos e benefícios relacionados à Atenção Farmacêutica, etapas para implantar o serviço na farmácia ou drogaria, planejamento e execução e o que diz a legislação. Para acessar o curso, basta preencher um pequeno cadastro. Na plataforma, estão disponíveis ainda diversos cursos rápidos gratuitos, além de um programa de capacitação composto por 12 módulos, ferramentas interativas, avaliações e certificados. 0 programa de capacitação requer o investimento de um pequeno valor anual: um ótimo custo-benefício para capacitação de toda a equipe da farmácia. Para conhecer e experimentar, acesse: • www.treinapdvfarma.com.br Informações sobre compra, visite a loja Contento (www.lojacontento.com.br) ou ligue (11) 5082 2200

CAMPANHA EM AÇÃO

No início do mês de fevereiro deste ano, a Cifarma lançou a campanha de mídia da linha Probentol. Ela é composta por 4 produtos: Probentol Baby, Probentol Derma Solução, Probentol Derma Creme e Probentol Derma Hair Spray, sendo este o carro-chefe da linha e o único dexpantenol na versão spray. 0 coquetel de lançamento aconteceu na matriz da empresa, em Goiânia (GO), com a presença de farmacêuticos, gerentes e proprietários de redes de farmácia e algumas drogarias independentes da região, além de um bate-papo entre blogueiras e a agência O.F., responsável por toda a campanha de mídia do produto. A linha Probentol está na internet, por meio do s/te www.probentol.com.br e nas redes sociais, como Instagram e Facebook. O comercial da linha Probentol está sendo veiculado em rede nacional pela Globo, SBT, Record, Rede TV e Gazeta. • www.cifarma.com.br

PIS/COFINS

O aumento do Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre a importação de bens e serviços, estabelecido por medida provisória publicada no fim de janeiro de 2015, surpreendeu a indústria farmacêutica, que não esperava ser incluída na alteração. As fabricantes de medicamentos, no entanto, são isentas do pagamento desses tributos graças a um decreto. "A isenção foi determinada em 2008, mas a presidente Dilma pode revogar esse decreto a hora que quiser", afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini. • www.sindusfarma.org.br

 



Governo aprova reajuste de 5% a 7,7% no preço dos medicamentos
31/03/2015 - Valor Econômico 

Os preços dos remédios poderão subir até 7,7% a partir desta terça-feira, dia 31 de abril. Foi publicada hoje no Diário Oficial da União resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) estabelecendo os reajustes por faixa, que vai de 5% a 7,7%, de acordo com o perfil do produto.

A decisão tem validade para mais de 9 mil medicamentos. Entre eles estão produtos de uso contínuo ou administrados no tratamento de doenças graves. Entram na lista também antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos, vasodilatadores e ansiolíticos. Os fitoterápicos e homeopáticos, por sua vez, têm preços liberados. A Cmed tem três faixas de aumento – conforme o nível de concentração de participação de mercado dos genéricos – para o preço das fábricas.

O reajuste mais alto, de 7,7%, será para os medicamentos da classe em que a participação de genéricos no faturamento é igual ou superior a 20%. Mais da metade dos medicamentos com preço controlado está nessa categoria, que também é equivalente à inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA medido pelo IBGE) nos 12 meses encerrados em fevereiro. Na segunda categoria, de classes com participação de genéricos entre 15% e 20%, o aumento será de 6,35%. Nela, está o menor número de fármacos — cerca de 2,5% do total.

Por último, com 43% dos produtos vendidos, está a classe com participação de genéricos em faturamento abaixo de 15%, que terá reajuste de 5%. Em fevereiro, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) haviam anunciado novos critérios para adequar o índice de aumento “à realidade do mercado farmacêutico”. Na ocasião, o governo afirmara que o reajuste deveria ficar abaixo da inflação e menor em relação ao que seria calculado com a regra anterior.

No ano passado, o reajuste máximo também foi equivalente ao índice acumulado no período, de 5,68%. A estimativa oficial é de que haja uma redução na ordem de R$ 100 milhões nos gastos com medicamentos no Brasil em um ano, para o mercado geral de medicamentos do país, para as famílias, governos e prestadores de serviços que compram medicamento.

Segundo o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), no ano passado, houve um aumento médio de 15% nos custos de produção das empresas do setor. Além disso, a entidade destacou que houve uma desvalorização de 27% do real nos últimos 12 meses, o que impacta os custos de produção.



Remédios terão aumento de até 7,7%
01/04/2015 - O Estado de S.Paulo

Remédios com preços controlados pelo governo deverão sofrer um reajuste máximo de 7,7%. Este é o maior porcentual autorizado desde a criação da Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED), em 2003. O aumento não é linear. Na média, o reajuste concedido para o setor será de 6%– o aumento médio desde 2005.

A CMED determina três faixas de reajuste, de acordo coma concorrência enfrentada pelo produto no mercado.

Para as demais classes, os aumentos permitidos serão de 6,35% e de 5%. As regras valem para 9.120 remédios, comercializados sob a forma de cerca de 20 mil apresentações.

Produtos de alta concorrência no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores pela CMED. Para esse grupo, o preço pode variar de acordo com a determinação do fabricante.

Entre os produtos com maior concorrência – e, portanto, com maior porcentual de reajuste permitido – estão o omeprazol (usado para gastrites) e risperidona, um antipsicótico.

Eles representam 24,45% de todo o mercado.

Na faixa intermediária,de medicamentos moderadamente concentrados, estão antibióticos como amoxicilina e imipenem.

Medicamentos com menor concorrência terão reajuste de 5%. Entre eles, estão ritalina, indicado para déficit de atenção e stelara, para tratamento de psoríase. Esses remédios representam cerca de 50% do mercado.

Embora o aumento seja um dos maiores da história, ele está abaixo da inflação no período, que foi de 7,7%.

Inflação. Em nota, a Interfarma,associação que reúne 55 empresas farmacêuticas, afirma que o aumento abaixo da inflação pode garantir o acesso da população a medicamentos, mas argumenta que a situação do setor pode se agravar,principalmente se houver aumento na carga tributária.

O aumento permitido pela CMED não é imediato. As empresas de verão,a partir dos valores de aumento publicados ontem no Diário Oficial da União, informar à câmara qual o índice que elas pretendem aplicar sobre seus produtos. Os porcentuais apresentados pela CMED são o teto do reajuste. Nada impede que empresas apliquem porcentuais menores, por exemplo.

Metodologia. O Ministério da Saúde, em nota, afirmou que os aumentos poderiam ter sido maiores,caso a metodologia para o cálculo do ajuste não tivesse sido alterada. Em fevereiro, a CMED divulgou novas regras para a classificação de medicamentos.

Com a mudança, houve aumento dos produtos encaixados na categoria de menor índice de ajuste.

Na época do anúncio,o ministério estimava que a mudança ajudaria a reduzir o impacto do aumento dos remédios em R$ 100 milhões. A nova metodologia, que vinha sendo estudada havia um ano, na avaliação do governo, vai incentivar a concorrência no setor.

 


Pesquisa e Desenvolvimento

 

Nova Fórmula
01/04/2015 - Folha de S.Paulo
Colunista: Maria Cristina Frias

Ampliar o número de pesquisas clínicas é uma das metas do novo presidente do Grupo Novartis no Brasil, o economista José Antonio Toledo Vieira, que assume nesta quarta (1º).
Neste ano, a farmacêutica iniciará 15 novos estudos no país. Ao todo, são 460. Em 2014, a área de P&D consumiu R$ 60 milhões.
"O Brasil está entre as cinco maiores filiais do grupo. E não queremos apenas pesquisar, mas colocar produto novo no mercado nacional", afirmou.
Outro desafio é dobrar as PDPs (Parcerias de Desenvolvimento Produtivo), que transferem a tecnologia de fabricação de novos medicamentos para laboratórios públicos. Hoje, a Novartis detém quatro parcerias com o governo federal.
Apesar da crise econômica, Vieira diz estar otimista com o país. "Temos base para manter um crescimento de dois dígitos em 2015."
O economista substituirá Adib Jacob Neto, que passará a comandar a subsidiária na Alemanha.

 


Para atacar de dia, mosquito da dengue evoluiu para ser eficiente
01/04/2015 - Uol 

A hora em que o mosquito da dengue costuma caçar pode estar relacionada à evolução e à interação com outras espécies. Cada uma tem um "período ótimo" e elas alternam para se aproveitar da melhor forma do animal picado.

Os mosquitos do gênero Aedes, que transmitem dengue e chikungunya, geralmente picam durante o dia, ao passo que os mosquitos do gênero Culex (também conhecidos como pernilongos ou muriçocas), têm um hábito mais noturno.

O mecanismo evolutivo que pode explicar esse comportamento é chamado de exclusão competitiva, explica Paulo Ribolla, professor da Unesp de Botucatu.

Um humano ou animal pode suportar, sem perceber, alguns poucos mosquitos sugando seu sangue de cada vez.

Com várias espécies (e indivíduos) competindo pelo mesmo hospedeiro ao mesmo tempo, a chance dos insetos serem aniquilados pelo animal picado é alta, o que, do ponto de vista evolutivo, não é interessante (já que esse indivíduos não deixarão filhotes), explica Ribolla.

A solução encontrada pela natureza para lidar com o problema foi a especialização das espécies em atacar em determinados horários.

Os pernilongos são mais lentos e tímidos, e para eles é mais conveniente sugar o sangue enquanto a vítima dorme.

Já os Aedes acabaram ocupando o que sobrou –a manhã e a tarde. Eles tem que ser ágeis e eficientes para não serem retaliados, o que significa sugar todo o sangue que conseguem no menor tempo possível.

Mesmo assim, a preferência por um tempo mais ameno prevalece: o mosquito da dengue prefere picar no início da manhã e no fim da tarde, quando a temperatura não é tão alta. 

 

 

Saúde

 
Brasilândia e Jaraguá lideram ranking da dengue na capital paulista
01/04/2015 - Uol/ site
 

Com 547 casos de dengue confirmados, o bairro da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, lidera o "ranking" da cidade, segundo o último balanço divulgado pela Secretaria de Saúde Municipal da capital, em 26 de março.
Em segundo lugar aparece o Jaraguá, também na zona norte, com 351 casos, seguido do bairro Cidade Ademar, na zona sul, com 214.
Duas mortes pela doença foram confirmadas até agora. A primeira, em 28 de janeiro, foi uma idosa de 84 anos, moradora da Brasilândia. O segundo caso foi o de um menino de 11 anos, morador do Jardim Ângela, na zona sul, ocorrido no dia 9 de março. Confira no mapa abaixo.



Planos de saúde e SUS cobrem a fertilização in vitro
31/03/2015 - Portal Segs


A infertilidade é considerada uma patologia, ou seja, é uma doença com protocolo clínico de tratamento e indicação médica. O direito à saúde abraça as mulheres que não conseguem engravidar de forma natural, reconhecendo a fertilização in vitro como tratamento médico com respaldo na Constituição Federal, no Código de Defesa do Consumidor, na Lei 9.656/98 (dos Planos de Saúde) e legislação complementar.
A fertilização ainda não está na lista de procedimentos e eventos de saúde da Agência de Saúde Suplementar (ANS), contudo os planos de saúde devem arcar com o tratamento. No Código de Defesa do Consumidor, prevalece a obrigação por parte dos planos contratados de proteger o consumidor que necessita de atendimento ou tratamento médico. Ou seja, quando a fertilidade é comprovada por laudo médico, o procedimento deve ter cobertura do plano.
"Muitas mulheres têm planos de saúde e não solicitam o tratamento da fertilização in vitro, por desconhecerem os seus direitos na área da saúde, onerando seu orçamento doméstico, pois esses tratamentos são caros e extensos", relata a advogada especialista em direitos da saúde Claudia Nakano.
É importante destacar que a obrigação do fornecimento do tratamento médico deve ocorrer para as mulheres que têm planos de saúde, sem que estejam cumprindo período de carência e que estejam em dia com as suas mensalidades. Para aquelas que não possuem planos de saúde, ainda há alternativa: recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em casos de negativa por parte dos planos de saúde ou do SUS, como é possível recorrer? A advogada Claudia explica que se pode recorrer ao Poder Judiciário, por meio de um advogado de sua confiança ou por meio da Defensoria Pública de sua cidade com o objetivo da cobertura integral do seu tratamento, desde que tenha documentação, laudo médico e histórico comprovando a necessidade e indicação.
As ações judiciais na área da saúde são geralmente rápidas, seguras e efetivas. "Com determinação judicial, o plano ou o Estado não pode se negar a cobrir todo o tratamento com fertilização in vitro de mulheres inférteis", finaliza.

Sobre a Dra. Claudia Nakano
Advogada e Especialista em Direito Processual Civil e Direito Civil pela Escola Paulista de Direito, atuante no direito à saúde e previdenciário, autora das Cartilhas Direitos dos Pacientes, Planos de Saúde - O que é preciso saber? e Benefícios Previdenciários e de diversos artigos publicados. Colaboradora do Portal Complexo Vital, do AYA (Associação Nipo-Brasileira dos Portadores de Doenças Raras), do PSORISUL (Associação Nacional dos Portadores de Psoríase), do ALIVI (Associação da Aliança pela Vida), do Portal "De volta para a casa" (Documentário sobre Home Care, atendimento domiciliar no Brasil), entre outras.

 



Saúde lança sistema para monitorar transfusões de sangue
31/03/2015 - Portal EBC

O Ministério da Saúde lançou hoje (31) um sistema capaz de monitorar os procedimentos de transfusão de sangue feitos na rede pública. O Sistema Hemovida Web - Módulo Transfusional, produzido pelo Datasus, deve facilitar a rastreabilidade de componentes do sangue, como plasma, plaquetas e hemácias, recebidos e distribuídos pelas agências transfusionais que ficam, geralmente, dentro dos hospitais.

De acordo com a pasta, cabe a essas agências a responsabilidade por armazenar o sangue e seus derivados, fazer exames pré-transfusionais, liberar e transportar os produtos para as transfusões.

O sistema está disponível a partir de hoje mediante adesão dos gestores locais. A expectativa do ministério é que a ferramenta atenda cerca de 1.700 serviços da rede de hemoterapia brasileira, o que representa 70% do total. O Brasil conta hoje com 2.700 serviços de coleta e distribuição de componentes do sangue. Dados do governo indicam que, atualmente, 1,6% da população brasileira tem o hábito de doar sangue. O índice está dentro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é 1% a 3%.

O ministério informou que, desde 2004, foram investidos R$ 43 milhões em pesquisa, desenvolvimento e compra de equipamentos para qualificação da atenção hemoterápica. A estimativa é que, até 2016, mais R$ 21 milhões sejam repassados para pesquisas na área.



Exército entra na guerra contra a dengue em Campinas
01/04/2015 - Folha de S.Paulo

O combate à dengue em Campinas (a 93 km de São Paulo) ganhou reforço do Exército nesta terça-feira (31).

O município é o segundo no Estado com o maior número de casos confirmados da doença (8.879). O primeiro é Sorocaba (a 99 km de SP), com 9.017. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde.

De acordo com a Prefeitura de Campinas, 48 soldados foram divididos em três equipes. Eles atuarão em parceria com os agentes de saúde às terças, quartas e quintas-feiras, das 9h às 12h, na colocação de telas de proteção nas caixas-d'água –criadouros potenciais do mosquito Aedes aegypti.

O primeiro bairro contemplado nesta terça foi o Jardim Melina, na região sudoeste.

Não é a primeira vez que o Exército atua no combate à dengue em Campinas.

No ano passado, o município foi recordista em todo o Estado no número de casos confirmados da doença: 42.058, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Com isso, os soldados foram convocados para ir à rua ajudar no combate ao mosquito.

A prefeitura informa que já foram colocadas telas em 22 mil caixas-d'água desde o ano passado.

Os agentes de saúde também distribuem aos moradores uma substância capaz de matar as larvas que dão origem aos mosquitos. De acordo com o secretário municipal da Saúde, Carmino Antonio de Souza, a substância não faz mal aos humanos.

Na região de Campinas, Limeira (a 151 km de São Paulo) tem a ajuda de atiradores do Tiro de Guerra para combater o mosquito.

Na semana passada, 55 homens do grupo ajudaram na remoção de entulhos. A operação também contou com 84 integrantes da Polícia Militar, segundo a prefeitura.

Limeira tem 6.158 casos confirmados da doença e oito mortes, de acordo com os dados do município.



 

Notícias - 27/03/2015

 


CLIPPING 27/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde


Medicamentos

 


Sanofi pode lançar vacina contra dengue no Brasil até 2016
27/03/2015 - Valor Econômico


A francesa Sanofi tem pronta uma a vacina contra a dengue, que protege contra os quatro tipos de vírus e que a empresa espera disponibilizar no Brasil entre o fim deste ano e o início de 2016.
O medicamento, desenvolvido pela divisão Sanofi Pasteur, depende de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A situação da doença é especialmente complicada no Estado de São Paulo, onde foi registrado o maior número de casos no país desde janeiro.
Segundo o Ministério da Saúde, dos 224 mil casos de dengue ocorridos no país até o início de março ¬ o que equivale a crescimento de 162% na comparação com o mesmo período de 2014 ¬, 123 mil foram registrados em São Paulo.
Além da Sanofi, o Instituto Butantan, em parceria com o americano National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIH), e o laboratório japonês Takeda trabalham em vacinas que estão em estágio de desenvolvimento anterior ao da Sanofi e devem entrar, em breve, na fase 3 de testes clínicos, a última antes do lançamento. "É um processo longo e complexo, porque há necessidade de cumprir várias fases de pesquisa para garantir segurança e eficácia", conta a gerente do departamento médico da Sanofi Pasteur, Sheila Homsani.
O desenvolvimento da vacina contra dengue pela Sanofi exigiu 20 anos de pesquisas, na França, e o produto final parte de outra vacina, usada contra a febre amarela. De acordo com Sheila, essa vacina, disponível há 30 anos, é produzida com o vírus vivo enfraquecido revestido com quatro antígenos ¬ de cada um dos tipos de vírus da dengue ¬, que são reconhecidos pelo sistema imunológico. "Essa é uma tecnologia bem complexa, de vacina de vírus vivo enfraquecido e recombinada com o vírus da dengue", explica. "É como se tivéssemos recheado o vírus da dengue com a vacina da febre amarela".
A Sanofi já tem uma fábrica dedicada à produção da vacina, em Neuville¬surSaône, perto de Lyon, na França, com capacidade para 100 milhões de doses por ano. A fabricação já foi iniciada, mas a disponibilidade da vacina ainda depende da aprovação de agências reguladoras dos diferentes países que serão atendidos. No Brasil, a expectativa é a de que toda a documentação necessária à aprovação do medicamento seja encaminhada à Anvisa até o fim deste semestre. Na Malásia, o dossiê já seguiu para a análise da agência reguladora local.
De acordo com a especialista, o desenvolvimento clínico da vacina envolveu cerca de 20 estudos e mais de 40 mil participantes em 15 países. Um dos estudos da fase 3 foi realizado em cinco países da América Latina, entre os quais o Brasil, com mais de 20 mil crianças e adolescentes e mostrou redução de 60,8% no número de casos de dengue entre a população vacinada, atestando a eficácia do medicamento contra os quatro tipos de vírus.
Os resultados do estudo, que compreendeu também o Caribe, foram publicados em novembro. "Também conseguimos reduzir os casos graves em 95,5% e em 80,3% o risco de hospitalização, o que significa que leitos em hospitais poderiam ser liberados para outros doentes", afirma Sheila, acrescentando que a eficácia da vacina, que deve ser aplicada em três doses a cada seis meses, está diretamente relacionada à capacidade de proteger contra os quatro tipos de vírus. "A vacina está pronta e temos estoque. Como a situação do país preocupa, temos a certeza de que a Anvisa quer resolver essa situação, mas só agência mesmo para dizer quando haverá lançamento." O laboratório japonês Takeda, por sua vez, está estudando uma vacina tetravalente contra a dengue baseada em uma forma atenuada do próprio vírus, da dengue 2 (DENV-2), que fornece o esqueleto genético para os demais vírus da doença. "A vacina tetravalente contra a dengue da Takeda está atualmente em fase avançada de estudos para testar a sua eficácia e segurança e entrará em fase 3 de testes clínicos em breve", informa a farmacêutica.
A fase 3 envolve um número bem maior de participantes que a fase anterior, podendo chegar a dezenas de milhares, como foi o caso do projeto da Sanofi Pasteur. No Butantan, a vacina, que assim como a da Takeda é feita com o próprio vírus da dengue, está na fase 2 de pesquisa e deve chegar à seguinte ainda neste semestre.
De acordo com Sheila, da Sanofi, a chegada do inverno deve amenizar os números da dengue no Sudeste. No Nordeste, porém, é justamente nesse período que começa a haver crescimento dos casos. "Preocupante também é o fato de que, para esses mais de 200 mil casos registrados, há outros 300 mil casos de pessoas que se infectaram e não sabem que têm dengue porque os sintomas são moderados", afirma.




Brasil Pharma lança plano para reconquistar mercado
27/03/2015 - Valor Econômico


A teleconferência com analistas para discutir o balanço da Brasil Pharma no quarto trimestre feita ontem foi marcada por simbolismos. Logo no começo da apresentação, o agora ex-executivo-chefe da companhia, José Ricardo Mendes da Silva, falou da conclusão da primeira fase da reestruturação da empresa, focada na criação de controles e na disciplina operacional.
Na sequência, ele passou o bastão ao sucessor, Paulo Gualtieri, ex-executivo do Pão de Açúcar que comandará a Brasil Pharma no que eles classificaram como uma nova fase, voltada à melhoria das vendas nas mais de 1,2 mil farmácias das cinco redes. A mudança no comando havia sido antecipada pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, semana passada.
Toda esse rito tem razão de ser. A companhia controlada pelo banco BTG precisa dar uma resposta a investidores e analistas, descontentes com o desempenho. Só nos primeiros três meses do ano, suas ações perderam mais de 70% de valor. A Raia Drogasil apresenta valorização de quase 10% no período. O Ibovespa, principal índice da bolsa, sobe mais de 1%.
A Brasil Pharma também anunciou a contratação da consultoria Enéas Pestana & Associados, do ex-presidente do Pão de Açúcar, para melhorar as vendas das farmácias.
Gualtieri é um dos 35 sócios de Pestana na empreitada e deixará o dia a dia da companhia para se dedicar à Brasil Pharma. No momento, 12 consultores estão atuando na rede. O trabalho de diagnóstico durará dois meses. A implementação das medidas sugeridas levará outros 18.
Outro ponto importante da nova fase da companhia são dois estudos que serão apresentados em um prazo de 30 dias. Um deles balizará o processo de integração da rede Big Ben, que atua no Nordeste, ao restante dos negócios do grupo. O outro formatará uma nova estrutura de capital para sustentar o crescimento do grupo.
Comprada há três anos, a Big Ben é responsável por metade da receita do grupo ¬ que ficou praticamente estável no 4º trimestre, em R$ 901,8 milhões, contra R$ 893,7 milhões no mesmo período de 2013 ¬ e opera numa estrutura administrativa independente, o que faz com que tenha grande peso nas despesas do grupo.
Na teleconferência, os executivos destacaram várias vezes que o enxugamento dessa estrutura e o melhor reconhecimento dos resultados da rede serão pontos fundamentais para a melhoria do desempenho em 2015.
Em 2014, a companhia ampliou em mais de 300% o prejuízo, chegando a R$ 613 milhões. Além de crescimento pouco expressivo na receita líquida ¬ aproximadamente 9%, para R$ 3,8 bilhões ¬ a companhia teve aumento de custos com demissões (foram 4,6 mil dispensas ao longo do ano), implementação do sistema de gestão SAP, entre outras medidas.
Em relatório a clientes publicado no fim do dia, a corretora Coinvalores avaliou as mudanças anunciadas pela Brasil Pharma como positivas, mas destacou que ainda é cedo para considerar uma recuperação consistente nos números. Em um ano complicado, a companhia terá que contar com a boa aceitação das mudanças nas lojas por parte dos consumidores para transformar os simbolismos em realidade.





Vacina da Sanofi contra a dengue pode estar disponível até ano que vem
26/03/2015 - Valor Econômico


A francesa Sanofi já tem pronta uma vacina contra a dengue, que protege contra os quatro tipos do vírus, e pode estar disponível no Brasil entre o fim deste ano e o início de 2016.
O medicamento, desenvolvido pela divisão Sanofi Pasteur, ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode chegar ao mercado em um ano especialmente complicado para São Paulo, Estado onde foi registrado o maior número de casos no país desde janeiro.
Segundo o Ministério da Saúde, dos 224 mil casos de dengue ocorridos em território nacional até o início de março – o que equivale a crescimento de 162% na comparação com o mesmo período de 2014 –, 123 mil foram registrados em São Paulo.
Diante disso, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), chegou a anunciar que pediria à Anvisa autorização para que outra vacina, em desenvolvimento no Instituto Butantan, seja aplicada na população ainda na fase de testes.
Além da Sanofi, o Butantan, em parceria com o americano National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIH), e o laboratório japonês Takeda trabalham em vacinas que estão em estágio de desenvolvimento anterior ao da Sanofi e devem entrar, em breve, na fase 3 de testes clínicos, a última antes do lançamento.
“É um processo longo e complexo, porque há necessidade de cumprir várias fases de pesquisa para garantir segurança e eficácia”, conta a gerente do departamento médico da Sanofi Pasteur, Sheila Homsani.
O desenvolvimento da vacina contra dengue pela Sanofi demandou 20 anos de pesquisas, na França, e o produto final parte de outra vacina, usada contra a febre amarela.
De acordo com Sheila, essa vacina que está disponível há 30 anos e é produzida com o vírus vivo enfraquecido, foi revestida com quatro antígenos — de cada um dos tipos de vírus da dengue —, que são reconhecidos pelo sistema imunológico.
“Essa é uma tecnologia bem complexa, de vacina de vírus vivo enfraquecido e recombinada com o vírus da dengue”, diz. “É como se tivéssemos recheado o vírus da dengue com a vacina da febre amarela”.
A Sanofi já tem uma fábrica dedicada à produção da vacina, em Neuville-sur-Saône, perto de Lyon, na França, com capacidade para 100 milhões de doses por ano. A fabricação já foi iniciada, mas a disponibilidade da vacina ainda depende da aprovação de agências reguladoras dos diferentes países que serão atendidos.
No Brasil, a expectativa é a de que toda a documentação necessária à aprovação do medicamento seja encaminhada à Anvisa até o fim deste semestre. Na Malásia, o dossiê já seguiu para a análise da agência reguladora local.

Desenvolvimento

De acordo com a especialista, o desenvolvimento clínico da vacina da Sanofi Pasteur envolveu cerca de 20 estudos e mais de 40 mil participantes em 15 países. Um dos estudos da fase 3 foi realizado em cinco países da América Latina, entre os quais o Brasil, com mais de 20 mil crianças e adolescentes e mostrou que houve redução de 60,8% no número de casos de dengue entre a população vacinada, atestando a eficácia do medicamento contra os quatro tipos de vírus.
Os resultados do estudo, que compreendeu também o Caribe, foram publicados em novembro. “Também conseguimos reduzir os casos graves em 95,5% e em 80,3% o risco de hospitalização, o que significa que leitos em hospitais poderiam ser liberados para outros doentes”, afirma Sheila, acrescentando que a eficácia da vacina, que deve ser aplicada em três doses a cada seis meses, está diretamente relacionada à capacidade de proteger contra os quatro tipos de vírus da dengue.
“A vacina está pronta e já temos estoque. Como a situação do país preocupa, temos a certeza de que a Anvisa quer resolver essa situação, mas só a agência mesmo para dizer quando haverá lançamento”, disse ela.
O laboratório japonês Takeda, por sua vez, está estudando uma vacina tetravalente contra a dengue baseada em uma forma atenuada do próprio vírus, da dengue 2 (DENV-2), que fornece o esqueleto genético para os demais vírus da doença. “A vacina tetravalente contra a dengue da Takeda está atualmente em fase avançada de estudos para testar a sua eficácia e segurança e entrará em fase 3 de testes clínicos em breve”, informa a farmacêutica.
A fase 3 envolve um número bem maior de participantes que a fase anterior, podendo chegar a dezenas de milhares, como foi o caso do projeto da Sanofi Pasteur. No Butantan, a vacina, que assim como a da Takeda é feita com o próprio vírus da dengue, está na fase 2 de pesquisa e deve chegar à seguinte ainda neste semestre.
De acordo com Sheila, da divisão de vacinas da Sanofi, a chegada do inverno deve amenizar os números da dengue no Sudeste. No Nordeste, porém, é justamente nesse período que começa a haver crescimento dos casos. “Preocupante também é o fato de que, para esses mais de 200 mil casos registrados, há outros 300 mil casos de pessoas que se infectaram e não sabem que têm dengue porque os sintomas são moderados".



Alckmin tenta acelerar vacinação
27/03/2015 - Valor Econômico


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu ontem, por meio de nota, que não recebeu pedido de uso excepcional ou protocolo de registro de vacina contra dengue. A agência informou que "todas as solicitações recebidas dizem respeito a pedido de avaliação de protocolos de estudos clínicos com a vacina." O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) pediu ao Ministério da Saúde o adiantamento no uso das vacinas, que estão em fase de testes. Na nota, a Anvisa informa que, de três etapas para o registro de medicamentos, o processo mais avançado para a vacina no Brasil diz respeito às pesquisas clínicas realizadas pelo Instituto Butantan e Sanofi. "A primeira está em fase II dos ensaios clínicos, e a segunda já tem os estudos fases II e III finalizados", diz a agência.
A nota destaca ainda que a direção e a equipe técnica da Anvisa se reuniram na quarta-feira com representantes do Butantan em encontro no qual foram apresentadas informações sobre o estágio atual do desenvolvimento clínico da vacina da dengue, além de relatada uma proposta de ensaio clínico de Fase III, que seria posteriormente protocolizada na Anvisa.
As empresas que já contataram a Anvisa interessadas em produzir a vacina foram a GlaxoSmithKline, em parceria com a Fiocruz? o National Institute of Health, em parceria com o Instituto Butantan? a Sanofi Pasteur? a Takeda Pharma e a Merck.





Medicamentos devem ter reajuste de até 7,7%, diz indústria
26/03/2015 - Folha de S.Paulo


O preço dos remédios deve ter reajuste máximo entre 5% e 7,7% neste ano, segundo estimativas da indústria farmacêutica. Os valores são superiores aos do ano passado, quando os índices variavam de 1% a 5,7%.
Os percentuais oficiais de reajuste máximo permitido devem ser divulgados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) no dia 31 de março. A previsão, no entanto, é que haja pouca variação em relação aos cálculos da indústria.
A estimativa desde ano foi feita com base nos índices que, junto com a inflação, compõem o novo cálculo adotado pelo governo para fixar o reajuste máximo do preço dos medicamentos. Os índices, que se baseiam em fatores como produtividade e custos dos insumos, foram divulgados no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (26).
Em geral, o reajuste é dividido em três faixas, com base na concentração do mercado. Assim, medicamentos mais simples e produzidos por mais empresas costumam ter permissão de reajuste maior –uma vez que a indústria costuma baixar os preços para manter a concorrência. Entram nessa lista, por exemplo, medicamentos como omeprazol, usado para tratamento de gastrite, e amoxicilina, antibiótico usado para tratar infecções urinárias e respiratórias.
Na outra ponta, remédios fabricados por menos empresas, os quais as indústrias teriam facilidade para aumentar os preços, têm menor índice de reajuste permitido.
Ao todo, 19 mil produtos estão sujeitos ao novo reajuste. O aumento, no entanto, não chega imediatamente às farmácias. A previsão é que as primeiras variações de preço ocorram entre junho e julho, com a reposição dos estoques.
Indústria e varejo também podem praticar um reajuste menor do que permitido, principalmente em casos de produtos de grande concorrência.
Para Nelson Mussolini, do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Sindusfarma), embora seja maior do que no ano passado, o novo reajuste não repõe os custos de produção do setor. Ele teme impactos como redução de mão de obra e investimentos em novas pesquisas para desenvolvimento de remédios.
"Para o consumidor também é ruim porque os descontos nas farmácias vão diminuir. E a indústria deixa de investir em inovação", afirma.




Pesquisa e Desenvolvimento

 


Estudo descobre diferenças em cérebro autista
27/03/2015 - Folha de S.Paulo


Pesquisadores usando uma nova técnica de imagem por ressonância magnética relataram ter conseguido enxergar pela primeira vez diferenças anatômicas e funcionais em cérebros de autistas. Regiões implicadas em expressão facial e empatia estão implicadas no transtorno.
Já se sabia por estudos em cérebros de pessoas mortas que uma parcela da população autista tem o córtex --a camada de superfície do cérebro-- mais espessa do que a população normal. Mas não se sabia ainda como isso se manifestava no funcionamento do cérebro.
O novo estudo, liderado por Jianfeng Feng, da Universidade de Warwick, na Inglaterra, conseguiu uma resolução sem precedentes para estudos funcionais do cérebro. Nesse tipo de trabalho, a ressonância magnética é usada para produzir pequenos "filmes" do cérebro em ação.
Com uma nova técnica de geração das imagens, Feng conseguiu separar cérebros humanos em mais de 37 mil áreas distintas, que poderiam ser analisadas independentemente. Para o estudo sobre autismo, os cientistas compararam resultados da análise do cérebro de 523 pessoas autistas com 452 não autistas.

TEORIA DA MENTE

As principais diferenças encontradas estavam em áreas visuais do córtex ligadas à produção de expressões faciais e à chamada "teoria da mente": a habilidade de tentar entender emoções de outras pessoas e de si próprio e de criar empatia.
Algumas partes do cérebro relacionadas à sensação do self --a noção de presença de um eu dentro do corpo--, também estavam subativadas durante as análises de Feng.
O cientista e seu grupo descrevem suas descobertas em um estudo na revista "Brain". O trabalho sugere que o novo método também pode ser usado para isolar áreas cerebrais envolvidas em Transtorno Obsessivo Compulsivo e esquizofrenia, outras doenças mal compreendidas do ponto de vista funcional.




Estudo genético liga inteligência a risco de contrair autismo
27/03/2015 - Folha de S.Paulo


As mesmas alterações de DNA que tornam uma pessoa propensa a desenvolver autismo --transtorno mental que afeta a sociabilidade e comunicabilidade-- estão correlacionadas a uma maior inteligência, sugere um estudo.
Os dados saíram de três pesquisas de saúde pública, uma das quais acompanhou 9.863 pessoas na Escócia. Os dados indicaram que características genéticas de risco para o autismo são benéficas em um contexto mais geral.
Entender como o autismo afeta a inteligência sempre foi difícil porque, apesar de 70% dos pacientes diagnosticados terem habilidades cognitivas deterioradas, um grupo pequeno apresenta inteligência até mesmo maior do que pessoas não autistas.
"Há estudos que mostram um excesso de indivíduos autistas com QI acima de 130 [nível bastante alto], mas a maioria da população autista não tem habilidades cognitivas maiores" explicou à Folha Toni Clarke, cientista da Universidade de Edimburgo que liderou o estudo.
Segundo a pesquisadora, a evolução humana favoreceu a disseminação de genes ligados à inteligência ao longo do tempo, e isso conferiu uma vantagem à média da população. O fato de alguns desses genes estarem ligados ao autismo e não serem eliminados pela evolução seria preço que pagamos como espécie para aumentarmos nossa capacidade cognitiva.
"Achamos que o fator crucial é se você contrai o transtorno ou não", afirma Clarke "Quando você não desenvolve o autismo, talvez essas variantes possam conferir uma pequena vantagem". O trabalho da pesquisadora e de seus colegas foi publicado na revista "Molecular Psychiatry".

VANTAGEM SUTIL

A vantagem cognitiva dos genes ligados ao autismo foi pequena, mas se manteve num limite no qual é difícil explicar que a correlação tenha sido uma coincidência.
Clarke e seus colegas testaram sua hipótese em outro levantamento de saúde pública na Escócia, com 1.522 indivíduos, e em um estudo que acompanha grupos de irmãos gêmeos na Austrália. A correlação se manteve em pé nessas outas populações.
"É uma diferença sutil, mas significativa", afirma o biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor da Universidade da Califórnia em San Diego, especialista em biologia molecular do autismo. "Para mim, a correlação faz sentido, porque muitos dos genes relacionados ao autismo estão envolvidos com contatos sinápticos [conexões entre células cerebrais]."
As alterações genéticas analisadas no estudo de Clarke saíram do Consórcio de Genética Psiquiátrica, liderado pelos EUA. Os dados são derivados de relação estatística, já que o mecanismo de ação de praticamente todos os genes ainda é um mistério.
Cientistas notaram que as alterações ligadas ao autismo pareciam promover todos os tipos de inteligência. Isso não era esperado, pois muitos autistas com alta pontuação em testes visuais e não verbais não costumam se sair tão bem em testes verbais.
Os testes usados eram todos de raciocínio analítico. "Seria legal se testes mais abstratos fossem incluídos também", diz Muotri. "Medir inteligência é complicado."




Saúde





Pague Menos fatura R$ 4,3 bi
27/03/2015 - Valor Econômico


A rede de farmácias Pague Menos registrou alta de 65% no lucro líquido do quarto trimestre, em relação a igual período de 2013, somando R$ 53,7 milhões. A receita bruta cresceu 20,8% de outubro a dezembro, para R$ 1,18 bilhão. No ano de 2014, o lucro subiu 6,3%, para R$ 116,3 milhões. A receita bruta cresceu 17,7% e chegou a R$ 4,38 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi 26,5% maior no ano, somando R$ 332,3 milhões. Foram inauguradas 96 lojas em 2014.
As vendas 'mesmas lojas' cresceram 13,1% no trimestre, na comparação anual, para R$ 1,1 bilhão. No período, foram abertos 26 novos pontos de venda.
A companhia encerrou o ano com 738 lojas, sendo 35% de unidades com menos de três anos e os demais 65% formados por unidades consideradas maduras, por terem mais de quatro anos.
"Em 2015, continuaremos com a nossa estratégia de crescimento orgânico, com abertura de 98 novas lojas, sendo oito substituições, o que resultará em um incremento de 90 novas filiais, totalizando 828 lojas ao final do ano.
Serão 1 mil farmácias em funcionamento até o fim de 2017", informou companhia, em relatório.




Estimativa de reajuste de preço para 2015 desagrada setor.
27/03/2015 - Valor Econômico


A indústria farmacêutica recebeu com pessimismo e previsão de corte de empregos os fatores da fórmula de cálculo de reajuste dos preços de medicamentos em 2015, publicados pelo governo ontem no Diário Oficial da União. Por enquanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não divulgou o reajuste médio oficial permitido, mas cálculos do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), a partir de índices autorizados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), indicam que esse aumento deve ficar entre 5,4% e 5,9%.
"Mais uma vez, o reajuste vem abaixo da inflação e em momento que a pressão sobre os custos da indústria é muito forte, tanto do lado do câmbio quanto dos preços administrados", disse o presidente do sindicato, Nelson Mussolini. O Sindusfarma representa 190 empresas responsáveis por 90% do mercado de medicamentos. A combinação de reajuste inferior à inflação e pressão de custos vai se refletir no nível de empregos.
Conforme a publicação oficial, o reajuste máximo autorizado pela Cmed para medicamentos de nível 1, que compreende classes terapêuticas sem evidência de concentração, foi estabelecido em 7,7%. Para o nível 2 (classes terapêuticas moderadamente concentradas), o índice pode ser de até 6,35%. Já para as classes fortemente concentradas, o chamado nível três, o aumento máximo permitido é de 5%.
De acordo com o Sindusfarma, se todas as apresentações de medicamentos forem reajustadas pelos índices máximos, o reajuste médio ficará em 5,9%. O índice inferior à inflação, conforme Mussolini, e a "difícil" negociação salarial com os sindicatos - que pedem 13% de aumento - devem levar o setor, que abriu 2 mil postos de trabalho no ano passado, a reduzir o nível de emprego em 2015. "Não poderia haver aumento real neste ano. Com esse reajuste e a pressão sobre os custos, se não conseguirmos negociar [os salários], haverá desemprego."
Além da mão de obra, tem peso relevante nas despesas o preço da energia elétrica, uma vez que as embalagens usam muito alumínio. A desvalorização do real frente ao dólar também afeta negativamente a rentabilidade da indústria, já que mais de 90% dos insumos utilizados pelas farmacêuticas são importados. No ano passado, o aumento médio dos custos de produção foi de 15% - no mesmo período, os medicamentos subiram em média 4,94% e a inflação geral ficou em 6,41% (IPCA).
Segundo o Sindusfarma, entre 2008 a 2014, para um reajuste de preços dos medicamentos acumulado de 33,19%, a inflação geral acumulada atingiu 47,25% (INPC-IBGE) e os aumentos de salário ficaram em 62,06%. Neste ano, a tendência é de custos de produção ainda mais altos e algumas empresas projetam gastos 20% maiores, puxados por insumos e materiais de embalagem, e sem considerar aumente salarial.




Hospitais devem ter aumento de 25% nos custos com dólar acima de R$ 3
26/03/2015 - Valor Econômico


A Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) — entidade que representa cerca de 60 grupos que juntos tiveram um faturamento de R$ 17,3 bilhões em 2013 — estima um aumento de 25% nos custos hospitalares com o dólar acima dos R$ 3. Isso porque a maioria dos insumos e materiais médicos é importada.
Nos últimos dois anos, os hospitais ligados à Anahp viram seus custos sofreram uma variação superior a da receita. Em 2013, a receita líquida aumentou 5,1%, enquanto os custos cresceram 6,1% em relação a 2012. O mercado hospitalar no Brasil movimenta cerca de R$ 70 bilhões.
O presidente da Anahp, Francisco Balestrin, pontua que a alta na moeda americana deve se refletir nos projetos de expansão dos hospitais. “Até 2016, o setor precisará de 13,7 mil novos leitos, caso a população de beneficiários dos planos de saúde cresça apenas 2,1% ao ano. Ao custo de US$ 150 mil por leito, essa expansão exigiria US$ 1,9 bilhão. Certamente a alta do dólar é um dos grandes fatores que podem retardar esse investimento”, disse Balestrin.




Funcionários da Santa Casa decidem não entrar em greve
27/03/2015 - Folha de S.Paulo

Em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (26), os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo decidiram não entrar em greve.
Segundo o Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp), a decisão foi adotada para não prejudicar o futuro da entidade nem a assistência à população.
Os profissionais --que estão com os salários de novembro e o 13° atrasados-- estabeleceram um prazo de 30 dias para avaliar a evolução da venda de um imóvel na avenida Paulista.
O hospital colocou o edifício como garantia em um empréstimo com a Caixa Econômica Federal. O dinheiro obtido com a transação deve ser utilizado para os pagamentos dos funcionários.
Também foi convocada para esta sexta-feira (27), às 10h, uma manifestação em frente à sede da Santa Casa, no bairro Vila Buarque, na região central da capital paulista.
Os profissionais afirmam que continuarão com suas reivindicações de mudanças administrativas na instituição, como a saída do provedor, Kalil Rocha Abdalla.
Abdalla chegou a se licenciar por 90 dias em dezembro, mas os funcionários exigem sua renúncia do cargo.
Na quarta-feira (25), uma reunião entre os representantes da Santa Casa e dos sindicatos de trabalhadores terminou sem acordo.
A Santa Casa propôs o pagamento dos vencimentos atrasados aos trabalhadores em 36 parcelas, a partir de agosto, proposta que foi rejeitada pelos funcionários.

CRISE

Segundo uma auditoria contratada pelo governo do Estado de São Paulo no fim do ano passado, a dívida da Santa Casa de São Paulo supera os R$ 770 milhões. Só os débitos com fornecedores superam R$ 100 milhões.
No começo do ano, a Santa Casa anunciou que demitiria 1.100 funcionários para aliviar as contas. Dias depois, porém, a decisão foi suspensa.
Por causa da crise, a instituição chegou a fechar o atendimento de urgência e emergência por pouco mais de um dia em julho de 2014, sem aviso aviso prévio à população.



ANS faz intervenção na Unimed-Rio por 1 ano
27/03/2015 - O Globo


Até março do ano que vem, as finanças da Unimed-Rio passarão a ser acompanhadas de perto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A chamada direção fiscal, que não afeta a gestão da cooperativa de médicos, ocorre devido a "anormalidades administrativas e/ou econômico-financeiras graves" e surge após meses de relatos de problemas financeiros, que desde 2014 afetam o atendimento de 1,1 milhão de clientes. Apesar de a reguladora ressaltar que não se trata de uma intervenção, por não deter qualquer poder sobre o gerenciamento da operadora, especialistas destacam que, na prática é uma intervenção e que ela vem tarde. Durante esse período, os serviços aos consumidores têm de ser prestados normalmente e os contratos devem ser integralmente mantidos, inclusive quanto à qualidade e quantidade da rede credenciada.
Segundo a ANS, a direção fiscal é um acompanhamento presencial feito por um agente nomeado pela reguladora, que acompanhará e apoiará a solução dos problemas financeiros, sem que a administração da operadora perca seu poder de gestão. O diretor fiscal ficará dentro da Unimed-Rio, auditando a contabilidade, indicando correções e apontando eventuais necessidades de aporte de capital. Depois dessa etapa, ele analisará o conjunto de medidas a serem adotadas para solucionar seus problemas. A ação da ANS na Unimed-Rio durará 365 dias, mas pode ser retomada uma ou mais vezes.
Ligia Bahia, professora de economia da saúde da UFRJ, afirma que a ação da ANS é uma intervenção sim e algo sério, já que os bens dos diretores chegam a ficar indisponíveis. E pressupõe que a empresa terá de mostrar que há uma saída possível.
- É uma intervenção sim e sobre isso não há nenhuma dúvida. O caso da Unimed-Rio é muito importante. Tem aspectos folclóricos, como o alto investimento da empresa no Fluminense (durante 15 anos, a operadora foi patrocinadora do clube e o fim do contrato foi anunciado em dezembro passado), os altos salários da diretoria, mas também tem outros problemas, como uma relação complicada entre a diretoria do Conselho Regional de Medicina (CRM) e a empresa, onde quase todo o conselho também fazia parte da diretoria da Unimed. A empresa tem solução, mas é preciso resolver débitos em atraso e a arrecadação de recursos com médicos, o que não é algo simples - disse a especialista.
Há um mês, proibição de venda de nove planos Publicada na quarta-feira, a decisão da foi aprovada por unanimidade na ANS, depois de a operadora ter tido oportunidade de regularizar sua situação. Se os problemas persistirem, a Unimed-Rio terá de transferir sua carteira a outra operadora. Em nota, a cooperativa diz que encara como natural o procedimento e que desde o final de 2014 iniciou um plano de gestão para reverter um desequilíbrio financeiro, "tendo como base a revisão de processos internos e a implementação de medidas administrativas para gerar mais eficiência operacional".
A ação da ANS sobre a Unimed-Rio também surge pouco mais de um mês após a proibição de venda, pela agência, de nove de seus planos por mau atendimento. Entre as grandes operadoras, a cooperativa tem o segundo pior índice de reclamações, atrás apenas da Unimed Norte/Nordeste. Em fevereiro, o índice médio de queixas no país foi de 0,99. O da Unimed-Rio foi de 5,35, segundo dados no site da ANS. E o gráfico de reclamações mostra alta desde a compra da carteira de 160 mil clientes individuais da Golden Cross em setembro de 2013.

Consumidora fica preocupada

A notícia deixou a engenheira de alimentos Valéria Borges preocupada. Cliente da Unimed-Rio há dez anos, ela foi diagnosticada com inflamação nos rins em julho passado e acabou sendo vítima dos problemas financeiros que já refletiam no atendimento. Levada pela filha, Nívia, à Unimed Barra na ocasião, a engenheira de 56 anos não conseguiu internação imediata, apesar de recomendação médica. E teme que os problemas voltem a ocorrer:
- Foi uma experiência muito desagradável. Pago o segundo melhor plano da Unimed e uso muito pouco. Quando precisei, aconteceu isso. Estou preocupada com essa situação. Não sei o que vou fazer.
A advogada Renata Vilhena Silva afirma que a ANS não está cumprindo seus objetivos e que a agência demorou a agir, com muitas pessoas tendo dificuldades de atendimento médico. Como a Unimed-Rio comprou parte de carteiras nacionais de outros planos, os problemas afetam outros estados:
- A ANS não poderia ter autorizado a Unimed-Rio a comprar a carteira nacional da Golden Cross. Os problemas são imensos.
Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, afirma que a ANS, criada para fazer a interlocução entre operadoras, usuários e prestadores de serviços (médicos e hospitais), se preocupa apenas com as operadoras.
- Não estamos falando de um problema simples, mas de um problema social, que afeta milhares de pessoas que buscam serviços de saúde.
A ANS diz que agiu a tempo, em observância às leis, utilizando as ferramentas de monitoramento preventivo e com a decretação da direção fiscal.




Programação da 1ª Virada da Saúde promove vida saudável
27/03/2015 - DCI


A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, realizará a Virada da Saúde de 7 a 12 de abril, contando com o Instituto Saúde e Sustentabilidade como correalizador, e divulga sua programação para aproximar a sociedade do tema saúde e da importância de viver em um ambiente saudável e sustentável. A Virada da Saúde terá quatro eixos principais de atividades; Cultural; Médico- Assistencial, Educativo e de Bem-Estar.
Na semana que vem haverá no dia 7 visita cultural diferente e uma roda de conversa sobre o luto - no Cemitério da Consolação. As Fábricas de Cultura terão exibições gratuitas de filmes e no dia 8, à noite, o Encontro Desafios na Medicina sobre "Saúde e Meio Ambiente: um desafio para a Medicina do século 21". Dias 8 e 9 terá no fórum "Viva Humanização", realizado pela Associação Viva e Deixe Viver. Dia 9 é o dia do fórum sobre autismo, promovido pelo projeto Self Azul. O evento terá uma intervenção artística do artista Eduardo Srur exposta na calçada da Fiesp, do dia 2 a 18 de abril.



Prefeitura apura 10 mortes por suspeita de dengue
27/03/2015 - Folha de S.Paulo


A Secretaria Municipal da Saúde investiga dez mortes que podem ter sido causadas por dengue em São Paulo, além das duas já confirmadas pela prefeitura (uma na zona norte e outra na zona sul).
Um dos casos em apuração já foi confirmado pelo governo estadual como consequência de dengue, mas o IML (Instituto Médico Legal) ainda investiga o óbito, segundo a secretaria municipal. A vítima morava na zona sul.
A capital paulista tem 4.436 casos confirmados de dengue contraídos na própria cidade até dia 23 deste mês. O número representa um aumento de 214% em relação ao mesmo período de 2014.
Outras 709 pessoas foram contaminadas durante viagens a outras cidades.
A zona norte continua liderando em número de casos de dengue, com um pequeno aumento: passou de 43,5% dos registros há duas semanas para 47,5% agora. A zona sul teve aumento expressivo: de 12,4% para 21,2%. Um recuo foi registrado na zona oeste, de 12,4% para 11,9%.

TENDAS

Diante do quadro, a prefeitura anunciou que serão instaladas três tendas de atendimento emergencial contra o vírus na zona norte, que tem quase metade dos casos.Segundo o secretário-adjunto municipal da Saúde, Paulo Puccini, a iniciativa será implantada em parceria com cinco hospitais filantrópicos: Albert Einstein, HCor, Oswaldo Cruz, Samaritano e Sírio-Libanês.
Cada tenda terá capacidade para atender cerca de cem pessoas por dia. De acordo com o secretário-adjunto, elas funcionarão junto a prontos-socorros e postos de saúde e receberão os casos suspeitos. A intenção é fazer um diagnóstico mais rápido.
Nessas tendas, os pacientes poderão fazer exames e reidratação.



USP ameaça romper convênio na saúde com gestão Haddad
27/03/2015 - Folha de S.Paulo


A Faculdade de Medicina da USP ameaça romper convênio com a Prefeitura de São Paulo por falta de verbas na gestão de 12 unidades de saúde e de 34 equipes do programa Saúde da Família.
Segundo a Folha apurou, um corte de 20% desde o início do ano pode inviabilizar a continuidade do convênio, firmado em 2008, renovado duas vezes e com vencimento em setembro.
Desde 2013, a verba repassada é de R$ 5,3 milhões por mês, e não houve reajuste ou correção inflacionária. Neste ano, o montante teria sido reduzido para R$ 4,3 milhões.
O vínculo se dá por meio da Fundação da Faculdade de Medicina, OS (organização social) conveniada com a prefeitura. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que os "repasses estão em dia e levam em conta o saldo em caixa da instituição".
De acordo com a pasta, se a OS não tiver esgotado recursos repassados anteriormente, deverá usá-los para "honrar seus compromissos".
A prefeitura vem fazendo chamamentos públicos para novas OSs na cidade, com metas de qualidade e sujeitas a descontos nos repasses.
Para todos os convênios, eventuais aumentos de verba precisam ter a necessidade comprovada pelo gestor.
Na disputa pela prefeitura de 2012, quando Fernando Haddad (PT) foi eleito, a parceria entre OSs e o poder público causou desconforto na campanha porque uma ala de petistas defendia a interrupção da política.

ASSISTÊNCIA BÁSICA

O programa Região Oeste (Butantã e Jaguaré) da USP atende 200 mil pessoas em oito UBS (Unidades Básicas de Saúde) e quatro AMAs (Assistência Médica Ambulatorial).
A faculdade estima o custo do programa em R$ 6,9 milhões. Além do deficit mensal, a instituição calcula que a prefeitura deva R$ 23 milhões por não repassar parte da verba comprometida.
A Folha apurou que a USP estuda alternativas caso não haja reajuste do verba, como parcerias com instituições como o Centro Paula Souza.
A Secretaria Municipal da Saúde disse que "não há autorização para alteração no plano de trabalho" da USP e que "não foi comunicada oficialmente de qualquer mudança por parte da OS".