EM DEFESA DA SOCIEDADE E DA PROFISSÃO

Notícias - 13/02/2015

 

  

 



CLIPPING 13/02/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos

Cade propõe restrição a joint venture entre GlaxoSmithKline e Novartis
13/02/2015 - Yahoo Notícias

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou impugnação de joint venture entre as farmacêuticas britânica GlaxoSmithKline e a suíça Novartis, com sugestão para aprovação do operação "condicionada à celebração do Acordo em Controle de Concentrações" proposto pelas companhias.
A joint venture tem o objetivo de combinar os produtos de consumo para cuidados com a saúde da Glaxo com os produtos que não precisam de prescrição da Novartis. A recomendação da restrição ao negócio consta de despacho publicado no Diário Oficial da União. Agora, o processo será encaminhado ao Tribunal de Cade, que dará a decisão final sobre a operação.
A associação foi formalizada ao Cade em 22 de abril do ano passado. Segundo o processo, ficarão fora do escopo da operação os produtos de consumo para cuidados com a saúde na Índia e na Nigéria e produtos que são geridos e reportados para fins financeiros na Divisão Farmacêutica da GSK, além dos produtos geridos e reportados para fins financeiros nas divisões Farmacêutica, Alcon e Sandoz da Novartis.
As duas companhias tiveram negócios entre si aprovados recentemente pelo Cade. Em janeiro, o órgão liberou a aquisição, pela Novartis, do negócio relacionado a produtos oncológicos da GlaxoSmithKline, incluindo a compra de onze medicamentos já comercializados e dois medicamentos em fase de desenvolvimento da Glaxo. Em setembro de 2014, o Cade deu aval para a venda do negócio de vacinas da Novartis para a GlaxoSmithKline. A operação não contemplou o negócio global de vacinas contra gripe humana da Novartis.




Pâmela Vaiano vai gerenciar Comunicação da Johnson & Johnson Medical Brasil
13/02/2015 - Canal Executivo

A executiva Pâmela Vaiano é a nova gerente sênior de Comunicação da Johnson & Johnson Medical Brasil. Ela assume a posição antes ocupada por Stela Meirelles, que foi promovida a diretora sênior de Comunicação para a América Latina, no final de 2014.
Pâmela já prestava serviços à empresa há três anos por meio de sua consultoria especializada em comunicação, a Alude. Além da Johnson & Johnson Medical, Pâmela trabalhou por cinco anos com clientes como Walmart Brasil, Novartis, Sandoz e PageGroup. Antes de fundar a consultoria, ocupou cargos na área de Comunicação na Novartis e Walmart Brasil.
É formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Possui especialização em Globalização e Cultura, pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, MBA em Gestão Estratégica de Negócios e Economia Empresarial, pela Fundação Instituto de Pesquisas Economicas FIPE/USP, e master em Ingénierie Economique et Enterprise pela Université Pierre Mendès France, de Grenoble, na França.



Freio nas farmacêuticas
13/02/2015 - Folha de S.Paulo


A indústria farmacêutica registrou alta de 10,3% no valor de suas vendas em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2014. O faturamento foi de R$ 5,5 bilhões.
Apesar do resultado positivo, o crescimento foi o menor registrado em um mês de janeiro desde 2009, quando o setor avançou 3,71%.
A desaceleração é creditada à crise econômica. Na comparação com dezembro, houve um recuo de 6,64%.
De dezembro de 2013 para janeiro de 2014, a queda havia sido de 0,4%. "O custo de produção também está nos prejudicando. Cerca de 95% da nossa matéria-prima é importada e, com o dólar alto, fica difícil", diz o presidente do Sindusfarma (sindicato do setor), Nelson Mussolini. "Tudo isso afetará o consumidor, pois os descontos concedidos no preço de venda dos medicamentos deverão ser reduzidos."




Anvisa suspende importação e venda de antibiótico
12/02/015 - UOL


Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nessa quinta-feira (12), no Diário Oficial da União, suspende a importação, a distribuição, a comercialização e o uso do medicamento Polixil B ®, sulfato de polimixina B, 500.000 UI, fabricado pelas empresas Mr Pharma S.A (Buenos Aires - Argentina) e Gland Pharma (Hyderabad – Índia).
De acordo com o texto, a única empresa autorizada a fabricar o produto é a Química Haller Ltda, localizada na Av. Além Paraíba, 104, Higienópolis, Rio de Janeiro. A Anvisa determinou ainda que a empresa importadora do medicamento promova o recolhimento do estoque existente em mercado. A portaria entra em vigor hoje.

 


Pesquisa e Desenvolvimento

 

Tratamento pioneiro desativa tumor em menina de 11 anos
13/02/2015 – BBC Brasil


Quando tinha apenas nove anos, Sophie Armitage foi diagnosticada com um tipo raro de câncer no pulmão chamado tumor miofibroblástico inflamatório (IMFT, na sigla em inglês). O tumor de Sophie ainda não tinha se espalhado pelo organismo, mas ele crescia em volta de suas vias respiratórias, o que dificultava cada vez mais a sua respiração.
Os médicos chegaram a considerar a retirada de um de seus pulmões, mas um tratamento pioneiro lhe deu esperanças de ficar livre da doença. Sophie é uma das pessoas submetidas a testes clínicos com novos medicamentos contra a doença na Grã-Bretanha, que estão apresentando resultados promissores.
O programa Panorama, da BBC, acompanhou durante 18 meses um grupo de pacientes de câncer que participam dos testes, realizados em conjunto pelo Instituto de Pesquisa do Câncer e pelo hospital Royal Marsden.
A garota de 11 anos foi submetida a um tratamento com drogas-alvo, parte de uma série de novas armas contra a doença.
Diferentemente da quimioterapia convencional, que ataca todas as células que estão se multiplicando rapidamente (para evitar o crescimento do tumor e a metástase do câncer), as drogas-alvo focam em mutações genéticas que impulsionam o crescimento do tumor.
O tratamento pode aumentar as chances de curar pacientes que são diagnosticados nos estágios iniciais da doença.
Como parte dos testes no hospital Royal Marsden, Sophie passou pela terapia-alvo e tinha que fazer exames regulares desde então.
No dia do seu aniversário de 11 anos, após fazer três exames de sangue e uma ressonância magnética, ela recebeu uma ótima notícia: o tumor havia diminuído de tamanho e o que resta dele parece estar completamente inativo.
"Fiquei muito feliz de saber que já não tenho um tumor enorme no meu pulmão", disse à BBC. "Minha primeira ressonância mostrou que meu tumor era muito, muito grande e agora está bem menor. E agora isso não me afeta mais. É muito bom ouvir isso."
Os pais de Sophie dizem que ela manteve o pensamento positivo durante os tratamentos: "Ela nunca teve pena de si mesma e nunca perguntou nada do tipo: 'Por que eu tenho câncer?'".

“Milagre”


Udai Banerji, médico da equipe que coordena o tratamento pioneiro, comparou o câncer a um "gênio do mal", para dar uma ideia dos desafios enfrentados por pacientes, médicos e cientistas.
Os especialistas acreditam que a chave para a nova geração de medicamentos está em uma compreensão cada vez maior sobre a genética humana.A revolução do sequenciamento do DNA nos últimos anos fez com que a doença pudesse ser mapeada de maneira mais rápida, mais barata e mais detalhada.
O tumor de Sophie, por exemplo, foi causado por um defeito no gene ALK. A mutação cria um sinal químico que estimula o crescimento de células anormais. O medicamento experimental que ela está tomando, LDK 378, inibe estas mensagens químicas. Este tratamento vinha apresentando resultados promissores em algums tipos de câncer de pulmão em adultos.
Semanas após o início da terapia-alvo, o tumor de Sophie, que antes era do tamanho de uma ameixa, ficou do tamanho de uma avelã.
O médico que a acompanha, Louis Chesler, disse que o caso da menina é inspirador."O objetivo de todo oncologista pediatra é ver esse tipo de resposta (em um paciente). Ver (a recuperação de Sophie) é realmente surpreendente e milagroso. Acho que dissemos a ela na clínica que ela é especial, é uma criança-milagre."
O professor Johann de Bono, diretor da unidade de desenvolvimento de medicamentos no Instituto de Pesquisa do Câncer disse à BBC que "é um momento de progresso sem precedentes na história da medicina do câncer e na pesquisa sobre o câncer".
Segundo ele, as novas drogas têm a vantagem de ter menos efeitos colaterais do que a quimioterapia e podem ser ingeridas por via oral em casa, todos os dias.
"As drogas que desenvolvemos têm a capacidade de poupar as células normais, causando efeitos colaterais mínimos e matando seletivamente as células do tumor", afirma o pesquisador.
Para Sophie, a participação em um teste clínico foi uma motivação para pensar sobre o que quer fazer quando crescer. "Eu sempre quis ser médica e agora que passei por tudo isso e agora quero ser mais ainda."




Bebê de 6 dias é o transplantado cardíaco mais jovem dos EUA
13/02/2015 - Yahoo


Um bebê com seis dias de nascido se tornou o paciente mais jovem a ser submetido a um transplante de coração nos Estados Unidos, informaram nesta quinta-feira seus orgulhosos pais e sua equipe médica.
O pequeno Oliver Crawford superou com êxito a cirurgia realizada em janeiro no Hospital Infantil de Phoenix, no Arizona (sudoeste), depois de ter nascido sete semanas prematuro com um problema cardíaco que lhe dava pouca expectativa de vida.
"Os médicos tinham muito pouca esperança que ele sobrevivesse durante a gravidez e quando a bolsa estourou na semana 33 estávamos preparados para que ele nascesse morto", explicou a mãe, Caylyn Otto, em um comunicado.
"Mas nasceu com muita força" no dia 5 de janeiro, completou a mãe.
Os médicos descobriram na semana 20 de gestação que o bebê tinha uma miocardiopatia dilatada, uma complicação que foi confirmada um mês mais tarde. "O ventrículo esquerdo era muito grande para um feto de 24 semanas", afirmou o cardiologista Christopher Lindblade ao jornal Arizona Republic.
Esta complicação produz hipertrofia e dilatação em algumas partes do coração, ao ponto de diminuir sua capacidade para bombear e danificar os outros órgãos. A equipe médica programou o parto para a semana 36, mas Otto começou o trabalho de parto na 33.
Oliver entrou na lista de espera a nível nacional para receber um transplante no dia 9 de janeiro, depois de superar as primeiras horas de vida.
Dois dias depois apareceu um coração compatível com seu organismo e o pequeno foi operado por 10 horas.
"Ao nosso ver, Oliver é o transplantado mais novo do país. Foi transplantado com 34 semanas e três dias de gestação", disse sua mãe.
O bebê permanece internado no hospital onde os médicos vigiam de perto a evolução de seus pulmões, que ainda estão frágeis, embora já pese 2,766 kg. "Oliver é um milagre", assegurou seu pai, Chris Crawford.





Saúde

 



Casos de dengue crescem 171% em SP neste ano
13/02/2015 - O Estado de S.Paulo

São 220 pessoas infectadas na cidade, ante 81 em janeiro de 2014; zona norte é a mais afetada O número de casos de dengue registrados na cidade de São Paulo nas quatro primeiras semanas epidemiológicas do ano cresceu 171% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado ontem pela Secretaria Municipal da Saúde.
De 4 a 31 de janeiro, foram 220 pessoas infectadas na cidade.
No mesmo período de 2014, houve 81 contaminados. O número de notificações de casos suspeitos também aumentou de maneira significativa. Passou de 743 para 1.368 entre um ano e outro. Há uma morte sendo investigada. Bairros da zona norte da cidade são os mais afetados pela doença.
O secretário adjunto da Saúde, Paulo Puccini, voltou a afirmar que o calor e o armazenamento de água pela população por causa da crise hídrica são os principais fatores que explicam o crescimento da dengue e a sua predominância na região norte, a mais afetada pela falta de água. É na água limpa parada que o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, se desenvolve.
“A alta de casos que a gente aguardava para a 15.ª, 16.ª semana do ano parece estar se antecipando e é motivo de preocupação em todo o Estado.” Ele se reuniu com representantes da Secretaria Estadual da Saúde ontem para definir estratégias conjuntas, entre elas vistorias. Na semana passada, a secretaria afirmou que 2015 deverá ser um ano crítico da dengue e o número de casos pode chegar a 90 mil. No ano passado, quando a cidade teve recorde da doença, foram quase 29 mil pessoas contaminadas e 14 mortes.
Reforço. A Prefeitura anunciou ainda que a Defesa Civil Municipal passará a ajudar nas ações de prevenção da doença.
Hoje,o trabalho é feito por agentes de zoonoses. Equipes da Secretaria da Saúde também passarão a percorrer os bairros todas as quartas-feiras para entregar material educativo sobre como evitar o desenvolvimento de criadouros do mosquito. “Já estamos percebendo que, com a divulgação das medidas de prevenção na imprensa, as pessoas estão começando a tomar cuidado”, disse o secretário adjunto.
Mais afetados. Os bairros do Limão, Jaraguá e Brasilândia, todos na zona norte, são os que registram o maior índice de incidência de dengue neste ano. A taxa, até agora, é de 5,9 casos por 100 mil habitantes. A zona oeste tem índice de 2,2 casos por 100 mil habitantes. As demais regiões da capital têm taxa inferior a 2. No ano passado, os bairros campeões de casos estavam na zona oeste. O maior número de registros foi no Jaguaré.
“É natural que a região mais afetada mude de um ano para o outro porque, quando um local tem muitos casos, aumenta o número de pessoas imunes ao vírus”, explica Puccini.






Febre amarela é confirmada em GO
13/02/2015 - O Estado de S.Paulo

O Ministério da Saúde confirmou ontem um caso de febre amarela silvestre no País. O paciente, um estrangeiro, contraiu a doença em Alto Paraíso, em Goiás. Ele visitou a região dia 17 de janeiro, mas somente passou a manifestar sintomas ao chegar ao Rio. O paciente foi diagnosticado numa Unidade de Pronto Atendimento e encaminhado para a Fundação Oswaldo Cruz, onde recebeu tratamento e já teve alta.
O ministério considera o caso isolado. O paciente não havia sido vacinado. Os últimos casos da doença confirmados no País foram em 2013. A febre amarela silvestre é transmitida pela picada de mosquito contaminado. O ministério reforçou a vigilância na região.





ANS suspende a venda de 70 planos de saúde de 11 operadoras
12/02/2015 - Valor Econômico / Site

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu a venda de 70 planos de saúde de 11 operadoras ou seguradoras. A comercialização está proibida a partir do dia 19 de fevereiro durante um período de três meses, podendo ser postergado.
As operadoras ou seguradoras que tiveram convênios suspensos são: Allianz, Unimed Paulistana, Unimed-Rio, Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas, Viva, Salutar, Plamed, Minas Center, Ecole, Copus e Caixa Seguradora.
A ANS informou ainda que autorizou a comercialização de 43 planos de saúde, que estavam suspensos.




Falta de carro afeta combate à dengue na zona norte de SP
13/02/2015 - Folha de S.Paulo

Faltam carros para levar agentes de controle do Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, às casas da zona norte de São Paulo, a mais afetada pela doença este ano.
A região amarga a maior taxa de incidência do município. São 4,9 casos para cada 100 mil habitantes, seguidos pelas zonas oeste (2,2), sul (1,9) e leste (0,6).
Bairros como Brasilândia, Limão e Jaraguá chegaram a registrar até 50 casos cada nas quatro primeiras semanas de 2015, segundo a Secretária Municipal de Saúde. Apesar dos índices, a frota dos agentes de controle está reduzida na zona norte. Cerca de 80 veículos deveriam ter sido entregues em janeiro, o que não ocorreu. A Folha apurou que o problema foi em uma das empresas contratadas na região, a Autoplan, que não entregou os veículos no prazo, dia 28. A empresa não foi localizada.
Há uma frota mínima, de 13 carros, disponível. Segundo o infectologista Marcos Boulos, da Faculdade de Medicina da USP, a contenção do mosquito deve ser feita principalmente até três meses antes do início do verão.
É praticamente o período em que a falta de carros está sendo registrada --o problema completará três meses no final de fevereiro.
O quadro é mais grave, dizem servidores, porque moradores estão guardando água devido à crise hídrica.
A falta de água foi uma das justificativas da prefeitura para a alta da dengue na zona norte, uma das mais atingidas pela redução de pressão implantada pela Sabesp.
O atraso no envio dos carros não foi mencionado pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT).
"Na semana passada, mandaram dois carros. Somos 60 agentes", contou um agente de Pirituba que pediu para não ser identificado.
No atendimento da Suvis (Supervisão de Vigilância em Saúde), só são resolvidos casos emergenciais. A Folha ligou pedindo o envio de um agente na unidade de Brasilândia, mas foi informada de que isso não seria possível.
"Só atendemos agora casos urgentes porque não há carro", disse uma funcionária. "Tem alguém doente?"
Uma agente da Freguesia do Ó diz que cogitou-se até fazer o trabalho a pé. "É impossível sem carro porque há equipamentos pesados", diz José Roberto Prebill, presidente do Sindicato dos Agentes Comunitário de Saúde.
A dengue cresceu 171% em São Paulo em relação às quatro primeiras semanas de 2014. A prefeitura diz que novos veículos deverão chegar em 30 dias.




São Bernardo corta merenda para conter obesidade
13/02/2015 - Folha de S.Paulo

A rede municipal de ensino de São Bernardo do Campo, na Grande SP, reduziu a merenda de alunos, com a justificativa de evitar desperdício de alimentos e combater a obesidade infantil.
Mães criticaram a decisão da gestão Luiz Marinho (PT), que provoca transtornos na rotina dos estudantes. Escolas eliminaram uma das refeições servidas aos alunos desde o início do ano letivo, em 5 de fevereiro.
No período matutino, o café da manhã foi cortado. Serve-se o almoço às 10h. No período vespertino, não há mais almoço, só um lanche, às 15h. De acordo mães, o lanche consiste em três biscoitos de maisena e café com leite. Janaína Almeida, 27, precisou buscar a filha mais cedo na escola nesta quinta-feira (12). Sem comer, Jenifer, 8, reclamou de dor de cabeça. "Tomei leite gelado e ruim [sem açúcar]", disse a menina."Cadê a obesidade?", questionou a mãe, levantando a camiseta da filha. A vendedora Marlene Sodré, 42, disse que a filha Júlia, 10, tem chegado em casa "devorando dois pãezinhos em um minuto".
Júlia costumava almoçar na escola às 12h40. Com a suspensão da refeição, a mãe serve o almoço às 11h30 em casa, mas a filha não tem fome no horário.
Além disso, Marlene não pode mais mandar a filha ao colégio de van escolar, pois os portões passaram ser abertos 20 minutos mais tarde.

OUTRO LADO

A prefeitura afirmou que "não houve corte, mas adequação do cardápio às necessidades nutricionais dos alunos". Segundo a prefeitura, a mudança afetou 80 das 200 unidades da rede.
Por meio de questionários com pais, a prefeitura disse ter observado que, antes da mudança, "a maior parte dos alunos fazia duas refeições. Por exemplo, às 9h30, almoçam na escola e às 12h30, almoçam em casa novamente".
A administração justifica que uma avaliação apontou alto índice de sobrepeso/obesidade entre as crianças, "um dos fatores que levaram a repensar o atendimento".




Instituições tentaram evitar a mudança no orçamento da saúde
13/02/2015 - DCI

As 44 entidades participantes do Movimento Saúde 10 se empenharam, sem sucesso, para retirar da Proposta de Emenda à Constituição 358, do Orçamento Impositivo, a proposta de destinação de, no mínimo, 15% da receita corrente líquida da União para a saúde.
O Orçamento Impositivo acabou por mexer na área, frustrando o Saúde 10, que foi criado em 13 de março de 2012, com o propósito emplacar a proposta de iniciativa popular de assegurar o repasse de 10% das receitas brutas da União para o Sistema Único de Saúde (SUS). Esse critério é bem maior daquilo que foi aprovado. Já a iniciativa da PEC do Orçamento Impositivo foi de autoria do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em 2013.
O texto também incluiu mudanças no financiamento da saúde, prevendo o percentual de 15% a partir do ano seguinte, no caso 2014, no prazo de cinco anos.
Dessa forma, o governo não é obrigado a bancar em 2015 o primeiro estágio dessa graduação, que é de 13,2%.
Na época, houve árdua batalha entre líderes do Congresso e a área econômica do governo federal, comandada pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega
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Sorocaba registrou uma queda na quantidade de novos casos de Aids
13/02/2015 - DCI

Sorocaba registrou uma queda na quantidade de novos casos de Aids. A Secretaria de Saúde de Sorocaba (SES) indica que houve queda de 35,7% dos casos em 2014 em relação ao ano anterior. A cidade promove ações de prevenção, diagnóstico precoce dos casos e atendimento especializado oferecido aos portadores do vírus, acreditando que por esse motivo há redução na ocorrência dos casos desde 2011. Foi um total de 146 casos em 2014, sendo 126 deles em homens e 64 em mulheres.



Pulseira vira arma contra dengue em cidade de SP; eficácia não é comprovada
13/02/2015 - UOL


Um cheiro de citronela circula no ar de Guararapes (545 km de São Paulo) desde que um surto de dengue tomou conta da cidade neste ano. Pulseiras coloridas compostas com a substância que espanta mosquitos vendem como água na cidade.
Feitas de borracha, elas são vistas nos punhos ou tornozelos dos moradores. O cheiro forte incomoda a maioria, que ainda sim prefere se sentir mal cheiroso do que ficar doente.
No entanto, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não confirma a eficácia do produto como repelente do Aedes aegypti, o mosquito causador da dengue.
Médicos consultados pelo UOLtambém não veem o uso da pulseira como solução para o combate à dengue, embora considerem a citronela um repelente natural de mosquitos em geral. Os repelentes como um todo podem ser aliados desde que usados com muita frequência.

2015 já tem mais casos que 2014
De 1º de janeiro a 5 de fevereiro foram notificados 1.619 casos de dengue em Guararapes. Destes 1.206 foram confirmados -- e três pessoas morreram da doença. Os números são muito maiores do que todas as incidências do ano passado, quando foram notificados 455 casos de dengue na cidade e nenhuma morte, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Guararapes.  De modo geral, houve um aumento de 256% nos casos de dengue na cidadezinha de 30 mil habitantes.
A escriturária Lourdes Galdeano Guimaraes, 50, moradora de Guararapes, usa uma pulseira no tornozelo como prevenção. Ela evita usar no braço porque se sente enjoada com o cheiro forte, mas já adota o hábito há duas semanas, juntamente com toda a família.
"Minha família toda usa: meu filho, meu marido, minha mãe e até minha irmã que veio de Campinas. A gente percebeu que mesmo usando inseticida, não estamos totalmente protegidos, então estamos tentando de tudo para não pegar dengue", diz.
Lourdes passa inseticida diariamente nos cômodos da casa, fecha as janelas após as 17h e evita acumular água no quintal para impedir algum criadouro do mosquito. Mesmo assim diz ter vizinhos e dois amigos doentes.
As farmácias de Guararapes tentam suprir a demanda com estoques cada vez maiores das pulseirinhas.  Segundo o farmacêutico Luis Fernando Tovolo, da Farmario, nos últimos 20 dias ele vendeu pelo menos 500 pulseiras de citronela, a R$ 5 a unidade. Depois de aberta, ela dura em média cinco dias.
"Há famílias que compram de dez a 12 pulseiras de uma vez. Eu nem tinha para vender, mas começou a ter uma procura e tive que contar com uma entrega diária", afirma.
As pulseiras vendidas em Guararapes são da marca Bye Bye Mosquito, fabricadas pela GPI Costa, de Penápolis (SP).
Antônio Costa, diretor administrativo da Aloha Distribuidora, que revende as pulseiras, afirma que o produto tem índice de repelência de 83% a 86% aos pernilongos, e de 80,5% a 84,5% de eficácia como repelente do mosquito da dengue.
Por causa do surto no Estado de São Paulo, houve um aumento de até 40% nas vendas das pulseiras, que ele distribui desde 2009 para vários Estados.
A Anvisa confirma a validação do registro da Bye Bye Mosquito até fevereiro de 2019. Mas afirmou, por e-mail, que o teste de eficácia do produto foi "satisfatório apenas contra mosquitos da espécie Culex quinquefasciatus, que é transmissor da malária. Quanto ao Aedes aegypti, da dengue, não apresentou análise de eficácia".
Citronela repele mesmo?
Como o mosquito da dengue tem o costume de voar baixo, usar a pulseira no punho, como o normal, pode não ser tão útil para quem não quer ser picado, alerta a infectologista Nancy Belei, da Unifesp (Universidade Federal Paulista).
"Os mosquitos voam baixo e muitas vezes somos picados na perna e nem percebemos. Não recomendaria esse investimento sem a pessoa ter certeza da eficácia. Já sabemos que há mosquitos resistentes a vários tipos de repelentes", afirma Nancy Belei.
Já para o infectologista Luis Fernando Aranha, do Hospital Israelita Albert Einstein, tanto a pulseira como os repelentes a base de citronela têm suas limitações e só funcionam enquanto o principio ativo estiver na pele, por isso não deve ser considerada uma estratégia de prevenção, além de ser uma estratégia cara.
"Algum grau de proteção tem, mas não deve ser aplicada como medida de prevenção de massa. É muito mais garantido controlar o vetor, mapear casos do que ficar usando essas coisas. Já se usar o repelente  24 horas por dia, consegue. Mas mesmo assim não é 100% de garantia de não pegar dengue dessa forma", afirma Aranha.
O uso de repelentes com concentrações acima de 25% e que prometem proteção de 12 horas ou mais são os mais indicados e com maior capacidade de proteção, segundo o infectologista Alberto Chebabo, do laboratório Delboni Auriemo.
"Há os repelentes com 50% de concentração de agente ativo, mas aqueles com concentração acima de 25% já protegem bastante. Eles devem ser passados novamente depois do banho, de entrar no mar ou de suar muito. Recomendação que pode não se aplicar aos alérgicos, que terão de testar na pele e, ao sentir reação, adotar um com concentração menor e usar mais vezes ao dia", explica Chebabo.





Notícias - 12/02/2015

 

  

 



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Medicamentos

Farmacêuticas adotam a produção contínua
12/02/2015 - The Wall Street Journal


Durante décadas, a indústria farmacêutica usou ciência de ponta para descobrir novos remédios, mas sua produção continua empregando técnicas dos tempos da Revolução Industrial.

Agora, o setor está a caminho de uma grande modernização. GlaxoSmithKline GSK.LN -1.44%  PLC, Johnson & Johnson JNJ +0.03%  e Novartis AG NOVN.VX -1.32%  são algumas das farmacêuticas construindo instalações para produzir remédios de forma diferente. Ao mesmo tempo, empresas de biotecnologia como a BioMarin Pharmaceutical Inc. BMRN +1.12%  e a Vertex Pharmaceuticals Inc. VRTX +0.18%  estão implantando — ou prestes a implantar — novos elementos em sua produção.

No novo método, as matérias-primas são inseridas em um único e contínuo processo de produção. Muitos outros setores adotaram a “produção contínua” anos atrás porque a qualidade pode ser checada sem interromper o processo — o que reduz em semanas o tempo de produção e corta os custos operacionais em até 50%.

Até recentemente, as empresas farmacêuticas estavam amarradas à forma antiga de fabricar remédios, misturando ingredientes em grandes tonéis e em etapas distintas, frequentemente em fábricas separadas e sem a possibilidade de checar a qualidade até que cada etapa estivesse terminada. Qualquer desejo de modernização era parcialmente atenuado, dizem autoridades do setor, pelas altas margens que o setor abocanhava com uma série de remédios que registravam vendas de bilhões de dólares.

Mas as empresas perderam grande parte da receita com seus campeões de venda devido à concorrência de versões genéricas mais baratas, o que as levou a fazer uma análise rigorosa de suas operações e custos. Outro incentivo é que executivos da indústria esperam que a FDA — a agência que regula remédios e alimentos nos Estados Unidos e que aprova os processos de fabricação das farmacêuticas — irá apoiar as mudanças.

A FDA, vendo uma oportunidade para “melhorar a qualidade geral” e a confiabilidade na fabricação de remédios, começou a pressionar por mudanças em 2004, diz Janet Woodcock, que comanda a área de remédios da agência.

“O setor farmacêutico tem sido lento em adotar abordagens abraçadas por outras indústrias, mas creio que a hora é agora”, disse a líder da FDA, Margaret Hamburg, durante uma visita à nova linha de produção contínua da Vertex, no sul de Boston, que será uma das primeiras dessas fábricas a entrar em produção se uma nova droga contra a fibrose cística for aprovada, em meados deste ano.

Um dos principais desafios que essas empresas estão enfrentando é o desenvolvimento de conhecimento e qualificações para dirigir esse novo tipo de produção, diz Paul McKenzie, que já supervisionou a fabricação de remédios da J&J antes de assumir o setor de pesquisa e desenvolvimento de dispositivos médicos da empresa, neste ano.

Numa fábrica em Porto Rico, a J&J construiu uma linha que poderá fabricar o remédio Prezista, para HIV/Aids, a partir de 2016 utilizando as novas técnicas, se estas foram aprovadas pelos reguladores. Os principais ingredientes serão feitos em outros lugares, mas a J&J pretende, dentro de oito anos, fabricar 70% dos seus “produtos com maior volume” utilizando os novos processos, diz McKenzie.

Enquanto isso, a GlaxoSmithKline está construindo uma unidade de produção contínua em Cingapura que é orçada em US$ 29 milhões e vai fabricar ingredientes de uma droga para o aparelho respiratório a partir de 2016. “O setor tem muito mais pressões de qualidade e de custos agora, então precisamos transformar nossos paradigmas de produção”, diz Mark Buswell, que dirige a área de tecnologias avançadas de produção da Glaxo.

J&J, Glaxo e a maioria de outras empresas que estão reformando suas fábricas pretendem usar a nova abordagem nos estágios finais da produção de remédios e não para produzir os ingredientes. A Novartis, no entanto, está construindo uma linha numa fábrica da Suíça que produzirá drogas continuamente, do início da fabricação dos ingredientes até o fim do revestimento dos comprimidos, diz Markus Krumme, que chefia a unidade de produção contínua da Novartis.

As mudanças devem reduzir substancialmente o risco de problemas de qualidade na produção porque as empresas serão capazes de fazer qualquer correção necessária durante a fabricação, em vez de só depois de o lote estar pronto, dizem os executivos. As mudanças também reduzirão o desperdício porque as empresas não precisarão jogar fora lotes inteiros se surgirem problemas. Além disso, o tempo de produção irá cair porque os vários processos não serão realizados mais separadamente e frequentemente em lugares diferentes. As empresas, como resultado, devem economizar 30% ou mais em custos operacionais, diz Bernhardt Trout, diretor do Centro para Produção Contínua do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que vem desenvolvendo novas tecnologias com financiamento da Novartis.

Além disso, as fábricas de produção contínua deverão custar bem menos que os US$ 150 milhões investidos hoje numa unidade tradicional de produção de remédios. O motivo é que a produção contínua exige menos equipamentos e menos espaço, diz Marcus Ehrhardt, líder do setor de operações de ciência da vida da PricewaterhouseCoopers.

A unidade da Vertex, com seus tubos, válvulas e funis interligados, ocupa apenas cerca de 370 metros quadrados, comparados com os 9,3 mil metros quadrados de uma fábrica tradicional, diz Hayden Thomas, um executivo da área de produção da farmacêutica americana. Se o novo remédio contra a fibrose cística da empresa for aprovado, a fábrica produzirá 100 mil comprimidos em uma hora, em vez das quatro a seis semanas que seriam necessários pelo processo antigo.

A empresa de biotecnologia estava usando fábricas contratadas para produzir seus remédios. No início de 2012, o conselho de administração decidiu que a empresa deveria construir sua própria fábrica de produção contínua, apesar de o custo ultrapassar os US$ 30 milhões, porque a velocidade obtida na produção permitiria que a empresa fabricasse grandes volumes do remédio para fibrose cística assim que a droga fosse aprovada, diz o diretor-presidente da Vertex, Jeffrey Leiden.




Lutador Anderson Silva é pego novamente no doping, diz site
12/02/2015 - O Estado de S.Paulo


A situação de fica mais complicada a cada dia. O lutador brasileiro foi pego novamente no exame antidoping, desta vez realizado no diada luta contra Nick Diaz, em 31 de janeiro, pelo , segundo informações do respeitado site MMA Junkie e do Canal Combate. Ele já havia testado positivo no exame do dia 9 de janeiro e agora sua defesa será mais difícil ainda, pois de três exames que ele fez, dois deram positivo.
Os indícios de que as coisas não estavam bem começaram a ser sentidos quando o UFC aceitou uma recomendação da Comissão Atlética do Estado de Nevada e tirou o "Spider" do reality show The Ultimate Fighter Brasil 4, que estava sendo gravado em Las Vegas. Dias antes, o presidente do UFC, Dana White, havia dito que o lutador ficaria no programa até tudo ser esclarecido, mas uma mudança de rumo já começou a gerar um debate sobre o assunto.
O anúncio de sua saída ocorreu justamente no mesmo dia que ele era considerado inocente no segundo exame, do dia 19 de janeiro.
Quando isso não serviu para atenuar a situação, muita gente já começou a achar que existia outros problemas por trás da saída de
Anderson Silva do TUF Brasil 4, que foi substituído por seu amigo Rodrigo Minotauro Nogueira.
PARA LEMBRAR
Os testes foram realizados nos dias 9, 19 e 31 de janeiro. No primeiro foram encontradas substâncias proibidas. Além da Drostanolona, também foi detectada a substância Androsterona, um outro esteroide que é aplicado via oral. Por tudo isso, é possível que a luta, vencida pelo brasileiro, seja declarada como "sem resultado" e ele tenha sua premiação cassada. Ele também pode pegar uma suspensão de no mínimo 9 meses.
Já o exame de sangue do dia 19 de janeiro não acusou nenhuma substância proibida e seu resultado foi entregue para a Comissão
Atlética do Estado de Nevada em 2 de fevereiro, um dia antes da divulgação do exame que deu positivo para doping. Já o teste de urina foi protocolado no dia 5 de fevereiro. Provavelmente, a entidade de Las Vegas aguardou ter os dois documentos dos exames realizados no mesmo dia nas mãos para divulgar o resultado.
Como exames realizados em dias diferentes podem dar resultados diferentes, o caso de doping do primeiro e possivelmente do terceiro exame continuam valendo. A primeira data de defesa do lutador brasileiro é 17 de fevereiro, mas em todos os momentos que ele teve a chance de se manifestar, preferiu se calar ou ser enigmático sobre o assunto.



Pesquisa e Desenvolvimento

 

 

Emenda aprovada cria problemas para a saúde
12/02/2015 - Valor Econômico


A aprovação da emenda constitucional 358/2013 pela Câmara dos Deputados, na noite desta terça-feira, produziu dois problemas graves e uma inquietação. A emenda não trata apenas do chamado "orçamento impositivo", embora este seja o seu aspecto mais destacado pela mídia. Ela muda a forma de financiamento da saúde pela União, que vigora desde 2000.
Até agora, a União era obrigada a aplicar, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, o montante correspondente ao valor empenhado no exercício financeiro anterior, acrescido de, no mínimo, o percentual correspondente à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) ocorrida no ano anterior ao da lei orçamentária. Com a emenda 358, a União terá que aplicar, no mínimo, 15% de sua receita corrente líquida (RCL) no respectivo exercício financeiro. Esse piso será atingido de forma gradual: 13,2% da RCL no primeiro ano, 13,7% no segundo, 14,1% no terceiro, 14,5% no quarto e 15% no quinto ano.
Neste ponto surge o primeiro problema: identificar o ano em que a nova regra começará a valer. O inciso I do artigo 2º estabelece que a aplicação de 13,2% da RLC será obrigatória no primeiro exercício financeiro subsequente ao da promulgação da emenda, que, no caso, seria 2016. O artigo 5º, no entanto, estabelece que a emenda entrará em vigor na data de sua publicação "e produzirá efeitos a partir da execução orçamentária do exercício de 2014".
Se valesse para 2014, saúde contaria com menos R$ 6,9 bilhões A referência a 2014 tem uma explicação. A emenda foi apresentada em 2013 e, no início, tratava apenas do chamado "orçamento impositivo". A expectativa do então presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves era que a proposta fosse aprovada naquele ano. A Câmara aprovou, mas quando ela chegou ao Senado o governo iniciou uma negociação para tentar amenizar o efeito fiscal da execução obrigatória das emendas individuais dos parlamentares ao Orçamento.
Em junho de 2013, as principais cidades brasileiras foram tomadas por manifestações populares, que exigiam melhores serviços públicos. Um movimento popular coletou mais de 2 milhões de assinaturas para um projeto de lei que fixava em 10% da receita corrente bruta as aplicações da União em ações e serviços públicos de saúde.
Os líderes governistas incluíram na proposta do "orçamento impositivo" uma mudança no financiamento da saúde. Em vez de 10% da receita corrente bruta, como propunha o projeto popular, o governo propôs 15% da RCL, com o argumento de que o percentual não poderia incidir sobre a receita corrente bruta uma vez que parte da arrecadação é dividida com Estados e municípios. A frente parlamentar da saúde insistiu que os 10% da receita bruta corresponderiam a 18,7% da RCL, mas a base governista aprovou a proposta vinda do Planalto.
Ao mesmo tempo, a proposta do governo previa que a metade do valor das emendas parlamentares seria destinada a ações e serviços públicos da saúde. Com isso, o impacto fiscal do "orçamento impositivo" foi reduzido.
Incluiu-se na proposta a mudança do financiamento da saúde, mas não se cuidou de alterar o artigo 5º, que determinou que a emenda produziria efeitos a partir da execução orçamentária de 2014.
O segundo problema da emenda 358 adiciona confusão ao primeiro.
O artigo 4º da emenda simplesmente revogou o inciso IV do parágrafo terceiro do artigo 198 da Constituição, que prevê que a aplicação mínima de recursos da União em saúde será definida por lei complementar. O artigo 198 foi regulamentado pela lei complementar 141/2012. A questão agora é saber se, ao revogar o dispositivo que prevê a lei complementar, ela própria também está revogada. Se for esse o caso, não há regra para a aplicação de recursos pela União em saúde em 2015. Tudo isso aconteceu porque não se queria mudar a emenda para que ela não tivesse que voltar ao Senado. Instalou¬se uma insegurança jurídica.
A inquietação produzida pela emenda decorre do fato de que a RCL da União caiu em 2014, em termos nominais, em relação a 2013. Uma estimativa feita pela Consultoria de Orçamento da Câmara mostra que se a regra da emenda estivesse em vigor no ano passado, a saúde teria recebido R$ 84,7 bilhões, o que corresponderia a 13,2% da RCL. Este valor é R$ 6,9 bilhões menor do que o aplicado em 2014, que foi de R$ 91,6 bilhões. A expectativa dos técnicos é que a RCL continue em queda em 2015.
No ano passado, o "orçamento impositivo" foi incluído na Lei de Diretrizes Orçamentárias. As emendas individuais dos parlamentares totalizaram R$ 7,9 bilhões, correspondentes a 1,2% da RCL.
O contingenciamento reduziu esse valor para R$ 6,9 bilhões, mas apenas R$ 6,1 bilhões foram empenhados.
Mesmo assim, só foram pagos R$ 146 milhões, ou 2,4% do empenhado (veja tabela abaixo). Ou seja, "o orçamento impositivo" não aumentou a execução das emendas parlamentares.

 



Saúde

 


Judicialização da saúde
12/02/2015 - Valor Econômico

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará a II Jornada de Direito da Saúde para difundir boas práticas adotadas pelos tribunais brasileiros em resposta ao fenômeno da judicialização da saúde. Com a participação de magistrados, membros do Ministério Público, profissionais do setor, gestores e acadêmicos, o evento, previsto para o mês de maio, em São Paulo, também vai discutir e aprovar enunciados interpretativos, necessários para apoiar os magistrados na tomada de decisões. A realização da jornada - que faz parte das ações do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde - foi aprovada pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, no último dia 3.



Governo inicia obras 'pré-rodízio' para garantir água em hospitais
12/02/2015 - Folha de S.Paulo


Como preparação para um possível rodízio de água na cidade de São Paulo, a Sabesp iniciou uma série de obras para garantir o abastecimento ininterrupto para locais como hospitais, delegacias, presídios e escolas.
A solução técnica é fazer uma ligação direta entre as adutoras, que nunca secam, e os prédios escolhidos pelo governo como prioritários.
As adutoras funcionam como grandes artérias que enviam água para reservatórios. De lá, a água segue por redes de tubulações menores que abastecem casas e prédios, mas também esses hospitais e presídios, por exemplo.
As obras que a Sabesp tem feito agora pretendem cortar esse caminho numa ligação direta entre os prédios prioritários e as adutoras --que continuam com alta pressão mesmo em caso de rodízio.
O hospital São Camilo, por exemplo, informou que a Sabesp fez uma obra desse tipo na unidade Pompeia (zona oeste) e ainda fará isso nos prédios do Ipiranga (zona sul) e de Santana (zona norte).
A Folha presenciou uma dessas obras no hospital Samaritano, em Higienópolis (centro), nesta quarta (11).
Um funcionário da empresa contratada pela Sabesp para fazer o serviço, e que pediu para não ser identificado, afirmou que será feita uma ligação de 370 metros do prédio até uma adutora. Serão 250 metros do hospital à praça Esther Mesquita e mais 120 de lá até a adutora, disse.
Os dois hospitais informaram que as obras foram uma iniciativa da Sabesp.
Os hospitais das Clínicas (centro) e Santa Marcelina de Itaquera (zona leste), por exemplo, já possuem esse tipo de ligação há décadas.
Essa manobra, porém, pode danificar parte da tubulação desses prédios, já que a pressão direta pela adutora é muito maior que a suportada pelos encanamentos.
Funcionários da Sabesp disseram à reportagem, porém, que esse tipo de operação não poderá ser feita em todas as escolas e prontos-socorros da Grande SP.
Para esses casos, a Sabesp teria de providenciar um plano de abastecimento emergencial, contando com caminhões-pipa, por exemplo. A Sabesp diz que sempre priorizou escolas e hospitais.

 

 

Ribeirão tem 1º caso do vírus chikungunya
12/02/2015 - Folha de S.Paulo


O laboratório de virologia da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão confirmou nesta quarta-feira (11) o registro do primeiro caso no município do vírus chikungunya, doença "prima" da dengue.
O paciente foi atendido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) --inicialmente, foi notificado como um caso de dengue.
No entanto, a equipe médica notou que ele apresentava dores intensas nos punhos, joelhos e tornozelos e coletou o sangue para ser enviado à USP.
Há ainda outros dois casos suspeitos, de acordo com o que informou em nota Maria Luiza Santa Maria, diretora do departamento de Vigilância em Saúde.
Segundo a prefeitura, os casos são de um homem de 45 anos e de uma adolescente de 15, que não são parentes, e viajaram recentemente para a Bahia, onde há um foco da doença. Já o terceiro é de uma senhora de 64 anos.
A administração não informou qual desses pacientes teve a chikungunya confirmada pela USP.

RISCO

Em agosto, o secretário da Saúde, Stênio Miranda, disse que havia risco de Ribeirão enfrentar uma epidemia do vírus em médio prazo, principalmente pela vinda de estrangeiros da América Central para a região.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, em todo o Estado foram confirmados 34 casos desde o ano passado, todos importados de outros Estados ou do exterior.
A pasta informou ainda que o vírus não está circulando em São Paulo e, embora provoque sintomas semelhantes aos da dengue (como febre, dores no corpo e nas articulações), a evolução da doença pode desencadear artrite e sequelas permanentes.
Um balanço do Ministério da Saúde, divulgado no sábado (7), apontou que, no ano passado, 94 dos 2.847 casos confirmados em todo o país foram de pessoas que estiveram no exterior.



Tatuagens, piercing e diabetes
12/02/2015 - A Tribuna MT


Hoje em dia está cada vez mais comum vermos pessoas utilizando piercing e tatuagens. O preconceito diminuiu muito e virou até moda. Varias diabéticos estão tatuando “diabetes tipo1” e seu corpo como forma de alerta para caso de acidentes.
Se você quiser colocar um piercing ou fazer uma tatuagem, a regra de ouro é : “não faça nada enquanto estiver bêbado – você pode viver para se arrepender!” Lembre-se que para alguns procedimentos há necessidade de autorização dos pais se você for menor de 18 anos.
Vale sempre a pena discutir este tópicos com seu endocrinologista para evitar futuros descontentamentos.
- Tatuagens
Se você estiver bem controlado do seu diabetes, então o risco de fazer uma tatuagem são os mesmos de qualquer outra pessoa.
Alguns riscos de fazer tatuagens são:
Infecção no local da tatuagem, principalmente se o local onde esta fazendo não é limpo ou se você tem dificuldade em manter limpa a tatuagem;
Se a agulha ou tinta não estiverem estéreis há risco de contaminação por hepatite B ou C, HIV ou outra doença contagiosa. Veja se a loja é limpa e se tem referencias, em caso de duvidas, não faça a tatuagem neste local. Outro local a se evitar, é fazer tatuagens em festas ou festivais;
Há risco de relação alérgica às substancias usadas no equipamento e nas tintas;
Há risco de você mudar de ideia após terminar a tatuagem. Como a tatuagem é algo permanente, pense bem antes de fazer, pois retirar é algo muito difícil.
- Piercing
Qualquer parte do seu corpo pode ser utilizada para colocar piercing, desde orelha até sobrancelhas, língua, queixo ou partes intimas.
Alguns riscos com piercing:
Infecção no local de aplicação principalmente se o local onde esta fazendo não é limpo ou se você tem dificuldade em manter limpo o peircing;
Se a agulha ou tinta não estiverem estéreis há risco de contaminação por hepatite B ou C, HIV ou outra doença contagiosa. Veja se a loja é limpa e se tem referencias, em caso de duvidas, não faça o piercing neste local. Outro local a se evitar, é fazer piercing em festas ou festivais;
Se sua glicemia estiver elevada, seu piercing pode demorar mais para cicatrizar. E qualquer atraso na cicatrização aumenta o risco de desenvolver uma infecção;
Pode haver inchaço ao redor do piercing;
Você pode sangrar muito especialmente em áreas com muitos vasos sanguíneos como, por exemplo, na língua;
6. Você pode desenvolver cicatrizes ou queloides no local.
Lembre-se: procure ajuda se notar qualquer sinal de infecção.

Por Dra Bibiana Prada de Camargo Colenci, Especialista em Endocrinologia e Metabologia, e Mestre em Endocrinologia.





Campanha de prevenção à Aids cria rusga entre ministério e Tinder
12/02/2015 - Folha de S.Paulo


Na última segunda (9), o Ministério da Saúde divulgou uma iniciativa de prevenção à Aids em que foram criados perfis falsos no Tinder para entrar em contato com a população.
Disfarçados de pessoas normais, os perfis iniciavam a conversa dizendo: "E aí, curte sexo sem camisinha?". Após a resposta do usuário, era divulgada uma mensagem oficial de conscientização: "Olha, é difícil saber quem tem HIV. Se divirta, mas se proteja. Essa é uma ação do Ministério da Saúde".
Nessa terça (10), o Tinder disse que os "fakes" seriam desativados por violarem os termos de serviço do aplicativo.
"Vocês não estão autorizados a fazer anúncios por meio do Tinder", tuitou Rosette Pambakian, executiva de comunicação corporativa da empresa, com menção à conta do ministério no microblog.
No entanto, segundo a pasta, os perfis já foram desativados há dias. A campanha foi realizada em Brasília, Rio de Janeiro e Salvador entre os dias 23 de janeiro e 1º de fevereiro.
À Folha, o ministério afirma que verificou os termos de uso do aplicativo antes de criar o projeto. "Os termos de uso do Tinder só falam de uso comercial, e a nossa campanha foi uma iniciativa de utilidade pública", justificou-se o órgão do governo.
Além do Tinder, a campanha foi realizada também no aplicativo Hornet, ferramenta de paquera voltada para o público gay masculino. De acordo com o ministério, a iniciativa atingiu mais de 2.000 usuários.



Saúde perde verba com PEC aprovada pelo Congresso, dizem entidades
12/02/2015 - Folha de S.Paulo



Representantes do Conselho Nacional de Saúde, que reúne entidades em defesa do SUS, protestaram nesta quarta-feira (11) contra a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que obriga o governo a pagar obras sugeridas por congressistas e estabelece novas regras para o financiamento da saúde no país.
Pela proposta, o governo deve aplicar de forma progressiva, em até cinco anos, 13,2% a 15% da receita corrente líquida na saúde. A medida deve reduzir o total previsto de verbas para a saúde ainda neste ano, de acordo Ronald Ferreira, coordenador do Movimento Popular Saúde 10.
Atualmente, a Constituição exige que a União gaste o que foi empenhado no ano anterior mais a variação nominal do PIB de dois anos anteriores.
"É o mais severo ataque que a saúde pública sofreu nos últimos anos", afirma Ferreira, que estima perdas de R$ 9 bilhões em recursos previstos para o setor ainda em 2015.
"Quem perdeu foi o SUS", afirma a presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, que pretende pedir apoio do Ministério Público para reverter a medida.
Além das mudanças no financiamento, a PEC também prevê que 1,2% da receita corrente líquida do ano anterior deverá ser gasta com emendas parlamentares. Também fica estabelecido que metade dos recursos dessas emendas deverá ser aplicada na saúde –os valores serão considerados no cálculo do mínimo que a União deve aplicar no setor.
A PEC também muda uma regra que redirecionava os recurso dos royalties do petróleo para as áreas de educação e saúde, mas impedia que este fosse usado no cálculo do mínimo obrigatório previsto na Constituição. Agora, todas as ações e serviços custeados pela parcela de royalties entram no cálculo.
A proposta, bancada pelo presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vai a promulgação pelo comando do Congresso. Não há possibilidade de veto presidencial.

SAÚDE 10

Para entidades de saúde, a medida afeta o Saúde 10, projeto de iniciativa popular que prevê a destinação de 10% da receita corrente bruta para a saúde - o equivalente a 18,7% da recente corrente líquida.
"Defendemos um projeto que corresponderia a um acumulado de R$ 257,1 bilhões em cinco anos –uma proposta muito mais vantajosa do que a confirmada pelo Congresso [a qual prevê arrecadação de R$ 64,2 bilhões]", afirmou, em nota, o presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital.
Questionado sobre o tema durante uma apresentação do Mais Médicos, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, evitou comentar as mudanças, mas disse que não deve haver diminuição nos recursos.
"Nossa área técnica ainda está fazendo essa avaliação. Enquanto [a PEC] não for promulgada, não sabemos qual o impacto", disse.




Opinião - Avaliação de médicos
12/02/2015 - O Estado de S.Paulo


Mais da metade dos 2.891 recémformados em medicina no Estado de São Paulo não atingiu o porcentual mínimo de acertos no exame de habilitação profissional aplicado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) em 2014. A prova, que é de nível médio, abrange as principais áreas de especialização médica e as perguntas são extraídas de provas equivalentes realizadas por
entidades médicas de outros países. Segundo o Cremesp, os recémformados oriundos de universidades públicas tiveram desempenho melhor do que os que estudaram em universidades particulares. No primeiro caso, o índice de reprovação foi de 33% no segundo, de 65,1%. Das 30 faculdades de medicina
paulistas, somente 10 das quais 7 são públicas atingiram a pontuação mínima. As áreas de conhecimento com maior porcentual de erros foram Clínica Médica, Ciências Básicas e Pediatria.
"É uma surpresa desagradável saber que os alunos saem da faculdade sem saber coisas básicas. Esses profissionais com má formação geralmente não passam na prova de residência e vão atender em pronto atendimento ou em prontosocorro", diz o presidente do
Cremesp, Bráulio Luma Filho. O órgão também avaliou 468 médicos formados em outras unidades da Federação, e que se submeteram ao exame de habilitação do Cremesp apenas para obter o registro profissional em São Paulo. O índice de reprovação foi ainda maior: 63,2%. A maioria dos
reprovados estudou em instituições privadas. "São escolas que nem sempre têm corpo docente qualificado, laboratórios, biblioteca e hospitalescola", diz o diretor do Cremesp, Renato Azevedo Júnior. O órgão não divulga o resultado por escola. Esses números seriam preocupantes caso os médicos reprovados fossem proibidos de exercer a profissão, como ocorre com os candidatos não aprovados nos exames de habilitação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O caso da medicina, contudo, é diferente do da
advocacia. Pela legislação em vigor, todos os participantes das provas aplicadas por um Conselho Regional de Medicina têm o direito ao registro profissional, independentemente de seu desempenho. A única obrigatoriedade é comparecer ao exame e responder às perguntas. Por isso, há recémformados
que veem o exame como um fardo burocrático, não se preocupando em respondêlo
corretamente. Alguns chegam até a sabotálo, dando respostas erradas a indagações corriqueiras.
Os números do Cremesp, portanto, estão longe de refletir a realidade do ensino médico. Por mais que o órgão defenda que os formandos reprovados retornem às faculdades de medicina, o problema está no modelo de exame de habilitação por ele aplicado, que tem problemas estruturais. Originariamente, a prova que era facultativa e envolvia perguntas de múltipla escolha foi concebida para avaliar se quem queria trabalhar no Estado de São Paulo sabia o mínimo necessário para exercer a medicina. Há três anos, o exame
passou a ser obrigatório sem, contudo, que os resultados negativos inviabilizem o exercício da medicina. Por isso, esse modelo de prova carece de credibilidade e tem sido duramente criticado por professores de medicina. Segundo eles, os exames de habilitação permitem que as corporações profissionais controlem o fluxo de ingresso de novos profissionais no mercado de trabalho, o que pela lei da oferta e da procura pode acabar levando à queda do nível médio de remuneração. Para afastar esse risco, muitos professores de medicina propõem uma avaliação que não seja realizada uma única vez, após a conclusão do
curso, mas acompanhando progressivamente as atividades educacionais. Também defendem provas de conhecimento que não sejam baseadas em perguntas de múltipla escolha. E reivindicam avaliações institucionais que, além da capacitação dos formandos, valorizem pesquisa e titulação. O controle de qualidade tem de ser feito durante todo o curso, nas salas de aula, nas residências médicas e nos
hospitais universitários, afirmam esses professores. No que têm toda a razão.



 


Notícias - 10/02/2015

  

 


 

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos


Falta de transparência pode comprometer confiança nos genéricos
10/02/2015 - Folha de S.Paulo


Dá para continuar confiando nos genéricos? Várias pessoas me fizeram a pergunta nos últimos dias, após a reportagem Anvisa interdita parte da fábrica da EMS, maior farmacêutica do país. Eu digo que sim, até que me provem o contrário.

Mas a desconfiança é compreensível. Afinal, quando a maior farmacêutica do país comete erros primários como os encontrados na inspeção da Anvisa e das vigilâncias sanitárias do Estado de São Paulo e de Hortolândia, onde fica a fábrica da EMS, fica a dúvida de como está a segurança do mercado de genéricos de uma forma geral.

Os genéricos circulam nas farmácias brasileiras há 16 anos, mas ainda é comum gerarem desconfiança em relação a sua eficácia, principalmente, na classe médica. Pesquisas feitas pelo Ministério da Saúde e Anvisa já mostraram que 40% dos médicos têm algum tipo de insegurança e 20% deles dizem que não os prescrevem.

Já entre a população, o grau de confiança é bem maior: 73%, segundo recente pesquisa Datafolha, encomendada pelo ICTQ (instituto de pesquisa e pós-graduação do mercado farmacêutico).

Eu digo que confio nos genéricos porque sou consumidora desses medicamentos. Agora mesmo acabei de tomar um comprimido de levoflocacino (prescrito pelo médico, que fique bem claro) para combater uma sinusite que me derrubou.

Mas confesso que o episódio EMS me incomodou, especialmente pelo silêncio da empresa, que só se manifestou por meio de uma nota vaga.

Erros que levam ao recall de medicamentos acontecem com frequência, é só dar uma espiada no site da Anvisa.

Agora, venhamos e convenhamos, é bastante incomum (ainda bem!) um almoxarifado que armazena toda a matéria-prima do laboratório estar numa temperatura de 46ºC (quando a norma é entre 15 e 28ºC). Ou a empresa usar ingredientes em desacordo com o determinado pela Anvisa ou ainda aumentar o lote de um medicamento em dez vezes e também não informar a agência reguladora.

Diante disso, o esperado seria a farmacêutica vir a público e relatar o que motivou os problema apontados pelos agentes sanitários e as providências que tomou em cada caso. Por que a temperatura estava tão alta? O que levou a esse erro? O que foi feito para evitá-lo? E não me venham colocar a culpa no estagiário porque erros assim são, em geral, de processos, nunca de uma única pessoa. O mesmo vale para as outras irregularidades encontradas que levaram à suspensão e comercialização dos dois antibióticos.

Os genéricos respondem hoje por quase 30% das vendas em unidades do mercado farmacêutico brasileiro. Em países como o Reino Unido, a participação é o dobro. Nos EUA chega a quase 80%, o que mostra que o nosso mercado tem ainda muito a crescer.

No Brasil, o programa de genéricos não só aumentou o acesso da população aos tratamentos, já que agora consegue comprar remédios até 50% mais baratos em relação aos medicamentos de referência, como também fortaleceu a indústria nacional. Hoje, entre as maiores farmacêuticas, seis são brasileiras.

Segundo a Anvisa, todos os medicamentos genéricos passam por rigorosos testes de qualidade antes de terem seu registro e comercialização autorizados. Também garante a mesma eficácia do medicamento de marca.

Mas não dá para ignorar que quase um quarto da população brasileira ainda desconfia dos genéricos. Embora pontuais, episódios como esse envolvendo da EMS podem, sim, aumentar o grau de desconfiança se não houver transparência e respeito com o consumidor. É o mínimo que se espera.


Anvisa aumenta pressão para laboratórios reduzirem preço de medicamentos
09/02/2015 - Portal Gloria News


A iniciativa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ao aprovar resolução para acelerar a liberação de pesquisas com remédios no Brasil, na última quinta-feira (5), jogou mais luz em uma situação que tem incomodado muitos médicos e pacientes no Brasil: os preços abusivos dos medicamentos aprovados.

Segundo eles, a culpa pelo aumento dos casos de câncer no Brasil deve ser atribuída também aos laboratórios, e não apenas ao SUS (Sistema Único de Saúde), à Anvisa e a outras instituições governamentais.

A acusação é de que muitas das empresas têm responsabilidade nesta questão e poderiam utilizar o Dia Mundial de Luta contra o Câncer, lembrado na última quarta-feira (4), para repensar tal postura. A queixa vale também para medicamentos complexos de outras doenças graves.

Dizendo-se conhecedores da pressão financeira exercida pelos laboratórios, que visam também ao lucro, os médicos garantem que a dificuldade de acesso da população a medicamentos caros tem também relação com a relutância dos laboratórios em subsidiar alguns produtos essenciais, o que diminuiria os preços.

O oncologista Rafael Kaliks, diretor clínico da ONG Oncoguia e crítico do SUS, ressalta que muitos laboratórios continuam mantendo preços altos por receio de perder a competitividade no mercado. Mesmo quando, segundo ele, já lucraram muito.

Existe exagero na lucratividade com drogas medicamentosas por parte desses laboratórios. Eles não abrem mão do lucro absurdo.

Para Kaliks, esses laboratórios, que têm a matriz em outros países, não têm interesse em reduzir os preços no Brasil, mesmo quando o remédio em questão já não é tão avançado.

Mesmo eles tendo lucrado muito com um medicamento que já está com um registro perto de expirar, não reduzem o preço, temendo abrir um precedente também para outros países, em outros casos semelhantes.

O oncologista Andre Deeke Sasse, do Hospital das Clínicas da Unicamp, tem uma visão um pouco diferente, mas não tira a responsabilidade dos laboratórios. Segundo ele, ocorre, por tabelamento inicial, uma redução de custos de um medicamento cuja patente está perto de expirar.

Mas, na opinião de Sasse, apesar de os remédios ainda terem um custo alto, principalmente em relação ao câncer, o chamado custo efetivo, neste caso, vale a pena, pois eles continuam eficientes em muitos tratamentos. Os medicamentos, porém, quase não chegam à população.

Sasse diz que tal tipo de remédio acaba sendo objeto de barganha dos laboratórios, que não abrem mão de preços altíssimos para os novos, como uma retaliação ao fato de o SUS e a Anvisa se recusarem a incorporar os mais antigos.

Para a população ter acesso aos medicamentos, os dois lados têm de ceder um pouco, tanto o governo quanto a indústria farmacêutica.

Custo alto

Quando questionado sobre o tema, Antônio Britto, presidente da Interfarma (Associação de Indústria Farmacêutica de Pesquisa), repassa o problema para o governo, argumentando que a medicina tem se tornado cada vez mais cara e complexa, porque se vale cada vez mais de tecnologia.

Ele diz que no Brasil há dois fatores que agravam a enorme dificuldade de acesso da população mais carente aos medicamentos.

Um é a carga tributária. O remédio no Brasil paga mais imposto do que em qualquer país, mais do que biquíni e urso de pelúcia. O outro é que 75% dos medicamentos são comprados pelo bolso do cidadão, ao contrário da maioria dos países, onde os governos oferecem à população ou têm uma coparticipação na aquisição dos remédios.

Ele ainda argumenta que, em comparação com outros países, o preço dos medicamentos no Brasil é menor, mas, segundo ele, o governo tem pouco dinheiro para incluir os mais complexos em sua conta da Saúde. E dá a entender que os laboratórios não irão ceder.

Para reduzir os preços o governo tem só que reduzir os impostos.

Segundo Marcelo Lima, diretor médico da Amgen no Brasil, o preço de um remédio recém-aprovado no País não é estipulado apenas pelo laboratório.

Ele afirma que existem negociações, definição de valores, avaliações feita pela Anvisa, juntamente com outros cinco ministérios, até a aprovação do valor final de um medicamento.

A Anvisa tem como uma das funções, após o registro do medicamento, monitorar este comitê interministerial que irá dar a palavra final ao preço.

Mas uma fonte dentro da agência admitiu que os laboratórios têm muitas maneiras de dificultar a redução dos valores.

Lima explica ainda que cada pesquisa requer anos de tentativas e investimentos, o que encarecem o custo do processo de desenvolvimento de um medicamento. Um dos métodos que facilitam o trabalho é a implementação das pesquisas em vários países.

Isso encurta o estudo. Quanto maior a base de atuação, mais rapidamente a pesquisa é concluída. O processo de descoberta de um medicamento é complexo e requer muita paciência até a sua conclusão, segundo o médico. Lima diz que a Tufts University, em Boston, Estados Unidos, fez um estudo em que constatou que o custo de um projeto para um medicamento é em média de US$ 900 milhões (R$ 2,34 bilhões).

Demora de 10 a 12 anos para se desenvolver um medicamento a partir de 10 mil moléculas, para se chegar a uma.

 

 

Pesquisa e Desenvolvimento




Estudo relaciona energéticos e bebidas açucaradas à hiperatividade
10/02/2015 - O Globo


Pré- adolescentes que consomem bebidas energéticas ou muito açucaradas estão 66% mais propensos a ter sintomas de hiperatividade e transtorno de déficit de atenção, segundo um novo estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.
A pesquisa indica que o consumo dessas bebidas pode influenciar no desempenho escolar, reforçando a recomendação de que a quantidade de bebidas com açúcar deve ser limitada para crianças e préadolescentes. O presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio (Soperj), Edson Liberal, acredita que energéticos, que contém cafeína, além de altos níveis de açúcar, deveriam ser proibidos para menores de idade, assim como as bebidas alcoólicas.
— A quantidade de cafeína em uma latinha é absurda. A substância muda o mecanismo de vigília e sono, o que afeta o crescimento e a aprendizagem. Ainda pode causar arritmia cardíaca e, a longo prazo, levar ao vício — alerta Liberal.
A equipe de Yale, liderada pela professora Jeannette Ickovics, entrevistou 1.649 estudantes do ensino fundamental. A idade média dos participantes foi de 12,4 anos.
— À medida que a quantidade de bebidas adoçadas aumenta, também sobe o risco de sintomas de hiperatividade e desatenção entre os alunos — afirma Jeannette.
Algumas bebidas adoçadas e energéticos populares entre jovens contêm até 40g de açúcar, e especialistas da recomendam que as crianças consumam, no máximo, de 21g a 33g de açúcar por dia (dependendo da idade). Durante a realização do estudo, os alunos consumiram, em média, duas bebidas açucaradas por dia.
Além de hiperatividade e desatenção, bebidas com açúcar têm uma forte relação com a obesidade infantil. Chefe do serviço de Nutrologia Pediátrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ), Hélio Fernandes da Rocha avisa que o consumo excessivo pode levar também ao diabetes e ao aumento da pressão arterial.
— O açúcar industrializado tem uma absorção rápida que provoca picos de reação do pâncreas, aumentando o nível de insulina. Se o consumo for frequente, pode levar a uma resistência à insulina, que é o primeiro passo para o diabetes — explica o nutrólogo.



Insulina inteligente poderia ser aprovada para diabetes
09/02/2015 - A Tarde Online


Um tipo de insulina experimental "inteligente", que atua por 14 horas, demonstrou avanços em ratos de laboratório e pode ser aprovada para provas em pessoas com diabetes tipo 1 em dois anos, afirmaram pesquisadores nesta segunda-feira (9).
O produto, conhecido como Ins-PBA-F, e desenvolvido por bioquímicos da Universidade de Utah, se ativa sozinho mesmo quando os níveis de açúcar aumentam, segundo estudo publicado nas atas da Academia Nacional de Ciências americana.
Testes em ratos com diabetes tipo 1 demonstraram que uma injeção pode, "repetida e automaticamente fazer diminuir o nível de açúcar no sangue depois de administrada aos ratos uma dose de açúcar comparável à que consomem na hora de comer", destaca o estudo.
A droga imita a forma como o organismo dos ratos comuns volta a níveis normais de glicemia (açúcar no sangue) após uma refeição.
"É um avanço significativo na terapia com insulina", afirmou o coautor do estudo, Danny Chou, assistente do professor de bioquímica da Universidade de Utah.
"Nosso derivado de insulina parece controlar o açúcar no sangue melhor do que qualquer outra coisa disponível para pacientes com diabetes", afirmou.
As pessoas com diabetes tipo 1 precisam controlar estritamente seu nível de açúcar no sangue e aplicar manualmente injeções de insulina quando necessário.
Qualquer erro ou lapso pode levar a complicações, que incluem doenças cardíacas, cegueira e, inclusive, a morte.
O Ins-PBA-F é uma versão modificada quimicamente de um hormônio de origem natural.
Diferencia-se de outros tipos de "insulina inteligente" em desenvolvimento, que usam barreiras baseadas em proteínas como géis ou revestimentos que inibem a insulina quando o nível de açúcar no sangue está baixo.
Os primeiros testes em humanos poderão começar entre dois e cinco anos, assim que forem realizados mais testes de segurança de longo prazo em animais de laboratório.


Câmara aprova projeto que facilita exploração de biodiversidade
10/02/2015 – Folha de S. Paulo


Após mais de sete meses de impasse e intensas negociações, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta segunda-feira (9) um projeto que facilita a pesquisa e a exploração econômica da biodiversidade brasileira.
Os deputados, porém, deixaram para esta terça (10) a conclusão da votação, quando serão analisadas as sugestões de mudanças no texto. O projeto ainda tem que passar por votação no Senado.
Um dos principais objetivos do projeto é reduzir as exigências burocráticas para a pesquisa sobre recursos da biodiversidade brasileira e renegociar dívidas de multas aplicadas antes da vigência da regulamentação atual.
As medidas terão efeito especialmente na área de pesquisa e na indústria farmacêutica e de cosméticos.
Editadas em 2001, as normas em vigor exigem autorizações prévias para a pesquisa e para a remessa de amostras para o exterior, além de pagamento assim que a possibilidade de exploração econômica do material genético é confirmada.
Hoje, porém, tais normas são vistas pelo próprio governo como excessivamente restritivas às pesquisas e à atividade econômica.
O projeto original enviado pelo Executivo mudava a legislação para tratar apenas da pesquisa industrial e mantinha a agricultura e a pecuária sob as regras ainda em vigor.
O relator da matéria, o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), porém, incluiu na proposta a pesquisa sobre sementes e melhoramento de raças e garantiu isenção de royalties para a pesquisa com soja, arroz, cana e outras commodities, uma reivindicação da bancada ruralista.
Segundo o parlamentar, os royalties relativos à soja e outras plantas elevariam custos de produção, prejudicando a competitividade comercial do agronegócio nacional.
O texto de Moreira foi criticado por ambientalistas por ter sido "amplamente discutido com representantes do setor privado, especialmente o agropecuário e o industrial", como consta no relatório do deputado, mas sem a participação de ambientalistas e comunidades indígenas.

'DESCONFIANÇA'
O projeto de lei propõe também um cadastro de instituições –no lugar das autorizações prévias– para o acesso e a pesquisa. Manteve-se apenas a exigência de autorizações apenas para estrangeiros sem vínculo com entidades brasileiras.
Apresentada pela deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), uma das emendas prevê manter a exigência de autorização prévia para toda as instituições estrangeiras, mesmo aquelas vinculadas a entidades brasileiras, para preservar interesses nacionais.
Moreira, por sua vez, entende que isso configura uma "desconfiança" em relação a instituições de outros países.
Outro ponto do projeto é fazer com que o pagamento sobre a exploração econômica só seja feito depois do início da comercialização do produto final.


Saúde




Surto de dengue faz Pirassununga adiar início das aulas
09/02/2015 - Valor Econômico / Site

A Prefeitura de Pirassununga, a 211 quilômetros de São Paulo, adiou para quarta-feira, dia 11, o início das aulas em todas as escolas municipais da cidade devido à epidemia de dengue. Pelo cronograma inicial, as atividades escolares começariam nesta segunda-feira.

De acordo com a Prefeitura, comandada por Cristina Aparecida Batista (PDT), 322 casos de dengue já foram confirmados na cidade. Há outros 422 casos suspeitos. "O que nos alertou foram esses casos suspeitos, que certamente serão comprovados", disse a secretária de Educação de Pirassununga, Yara Bernardi.

Com a medida, as 34 creches e escolas municipais da cidade passarão por limpeza e pulverização nesta segunda e terça-feira. Com uma população de 74.128 habitantes, a cidade possui 6.060 alunos na rede municipal, segundo a secretária.

As escolas estaduais também serão pulverizadas, mas a ação irá ocorrer após as 18h desta segunda e terça-feiras nesses estabelecimentos, porque eles não suspenderam suas atividades.

Mortes

Apenas em janeiro, o Estado de São Paulo registrou ao menos cinco mortes por dengue. Outras quatro suspeitas estavam sendo investigadas.

Em número de mortes, a situação mais grave é a de Guararapes (a 545 quilômetros de São Paulo), onde, no mês passado, três pessoas morreram em decorrência da doença. A cidade registrou mais de 700 casos apenas no primeiro mês de 2015. A Prefeitura anunciou uma força-tarefa para tentar controlar a situação. Caraguatatuba e Catanduva também registraram uma morte cada.

Segundo balanço do Ministério da Saúde, o número de casos notificados de dengue no país cresceu 57% em janeiro em relação a igual período de 2014. Foram notificados 40.916 casos - em janeiro de 2014 eram 26.017. O Sudeste concentra metade dos registros.




76 unidades de saúde da Prefeitura já pediram caminhão-pipa para funcionar
10/02/2015 - O Estado de S.Paulo

Na capital paulista, 113 unidades de saúde já registraram falta de água desde o começo do ano. Dessas, 76 precisaram de caminhões-pipa para não fechar.A conta inclui apenas endereços da Prefeitura, que mantém serviços em 780 locais da cidade. Esses registraram, somados, 633 situações de seca. O mais grave é que, em 51 dessas situações, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) não enviou caminhões-pipa para socorrer as unidades.
A contabilidade foi feita apenas no mês de janeiro e nos primeiros dias de fevereiro. Inclui Unidades Básicas de Saúde (UBSs),Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs), de Pronto-Atendimento(PAs),Pronto Socorros (PSs), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e outras unidades. Nesses locais, já é possível encontrar banheiros e bebedouros lacrados para evitar o desperdício e água mantida em estoque nas caixas apenas para atendimento médico.
Os grandes hospitais estão fora da lista, muitos por apresentarem fontes próprias ou por manterem convênios para garantir a água.
A maior parte das unidades afetadas (50) fica na zona norte, única região integralmente abastecida pelo Sistema Cantareira, que apresenta o quadro de seca mais grave.
Banhos. O centro da cidade tem apenas três casos registrados – a região também é abastecida pelo Cantareira.Mesmo assim, alguns serviços já deixaram de ser prestados: no prédio da AMA Sé, foram afetados do processamento de chapas de raio X até o banho de pacientes.
Na UBS Jardim Olinda, na zona sul, a seca paralisa consultas.
Na UBS Vila Leonor, na zona norte, parte dos atendimentos foi suspensa oito vezes no mês de janeiro. “Temos de reservar a água da caixa para os atendimentos médico e odontológico.
Quando seca tudo, chamamos o caminhão-pipa, mas ele custa R$ 2 mil e ainda demora para chegar”, disse uma funcionária do local.
No Pronto-Socorro Municipal Doutor Lauro Ribas Braga, em Santana, também na zona norte, o abastecimento emergencial também tem sido feito com carros-pipa.“É errado a Sabesp cortar a água em hospitais.
Esses lugares tinham de estar em uma lista com o abastecimento garantido.Por causa desse absurdo, o PS fica gastando dinheiro com caminhão-pipa, em vez de melhorar o atendimento”,diz o auxiliar de laboratório Thiago Gomes, de 28 anos, que esperava há uma hora ontem na unidade sem nem sequer conseguir abrir uma ficha de atendimento.
Em quase todos os casos de falta de água, os gestores das unidades informaram não terem sido avisados previamente sobre o desabastecimento.
No fim do ano, Prefeitura e Sabesp chegaram a um acordo que previa que,no caso de seca, a unidade de saúde acionaria diretamente a Sabesp para solicitar um caminhão-pipa, que seria enviado gratuitamente ao local.
Sem água. A UBS da Vila Jacuí,também na zona leste,registrou 16 casos, entre os dias 7 e 30 de janeiro,em que a água acabou, os caminhões-pipa foram chamados e não apareceram.
Sem abastecimento, o local paralisou consultas – nas áreas de ginecologia e odontologia.
Nas unidades de saúde terceirizadas, administradas por Organizações Sociais (OSs),quando o caminhão-pipa não aparece, são compradas cargas particulares (como no caso da UBS Jardim Leonor, citada acima), que depois são reembolsadas.A reportagem questionou a Sabesp sobre o caso, que alegou não ter como verificar as informações ontem.



Camisinha e muito mais
10/02/2015 - O Globo


Ainda que quase a totalidade (93%) dos moradores do Sudeste saiba que a camisinha é a melhor forma de evitar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), 46% deles admitiram não ter usado o preservativo em relações sexuais nos últimos 12 meses. Os dados estão na Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), realizada em 2013 com 12 mil pessoas de 15 a 64 anos. Os números regionais foram divulgados pelo Ministério da Saúde ontem, dia em que o ministro Arthur Chioro esteve na quadra da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, Zona Norte do Rio, para lançar a Campanha de Prevenção às DSTs e Aids do Carnaval 2015, vestindo a camisa com o slogan “#partiuteste”. Ao mirar em jovens e prometer ações para além do carnaval, a pasta rebate críticas de que as campanhas têm sido ineficazes e muito restritas a esta época. Para especialistas, é preciso investigar por que as pessoas não usam a camisinha como deveriam e ampliar as ações, como o reforço da divulgação da profilaxia pré-exposição (PrEP).
No final de janeiro, o Ministério da Saúde informou que 45% dos brasileiros disseram não ter usado o preservativo em 2013. A mesma pesquisa mostrou que 94% dos brasileiros sabem que a camisinha é a melhor forma de evitar DSTs. Comparados com pesquisas anteriores, os dados do Sudeste divulgados ontem mostram que o uso do preservativo nas relações sexuais com parceiros casuais ao longo do ano tem se mantido estável, com pequena tendência de crescimento: 48% em 2004, 47%, em 2008, e 54%, em 2013. No Sul, houve uma queda entre 2004 e 2008 (de 60,9% para 47,6%), mas uma volta ao patamar inicial foi registrada em 2013, quando 60,4% disseram ter recorrido a camisinhas. No Centro-Oeste, 47% da população o fizeram no último ano; no Norte, 50%.
Na quadra da Mangueira, Chioro refutou críticas de que a pasta se concentra apenas nos dias de folia para realizar as ações e prometeu que a iniciativa vai se estender aos outros meses:
— Vai seguir o ano inteiro. Vamos ter ações na Oktoberfest, nas festas juninas, e por aí vai.
70 MILHÕES DISTRIBUÍDOS
Nos aeroportos Santos Dumont, no Rio, e de Salvador e Recife serão instalados 34
displays para a retirada de camisinhas. Inicialmente, serão abastecidos com 195 mil preservativos. Em todo o país, a distribuição alcançará os 70 milhões de preservativos durante o carnaval. Na sexta, o Ministério da Saúde já havia anunciado que começa a distribuir o teste oral para diagnóstico de HIV à rede pública de saúde. O exame deve estar disponível até o fim do ano. Com uma haste, o fluído entre a gengiva e a mucosa da bochecha é extraído, e o resultado sai em até 30 minutos.
Reconhecendo que os dados da pesquisa são preocupantes, Chioro acrescentou, ainda, que “é importante destacar o momento em que estamos”, 30 anos depois do surgimento da doença. Para ele, o fato de os jovens de hoje não terem vivido o tempo em que “ídolos, artistas e amigos sofreram muito com o HIV” pode contribuir para o comportamento de risco.
Também presente no evento para divulgar a campanha, a cantora Preta Gil concordou que, “para essa geração nova, parece que a Aids não existe”.
— O HIV não os atormenta. Isso assusta — comentou.
Em 2004 foram notificados 3.453 casos de Aids entre jovens de 15 a 24 anos, uma taxa de detecção de 9,6 por 100 mil habitantes. Já em 2013, a taxa subiu para 12,7, com 4.414 casos.
Especialistas concordam que, por não ter vivido o auge da epidemia, a juventude se expõe mais. Contudo, indicam que há necessidade de se investigar melhor que razões levam pessoas que têm conhecimento da eficácia da camisinha a não a usarem.
— É uma questão comportamental? Ou é difícil estar sempre com a camisinha, uma vez que relações casuais não são planejadas? Daqui para a frente, temos de entender isso melhor, o que poderia ser feito também por meio de pesquisa — avalia a infectologista e pesquisadora da Fundação Osvaldo Cruz Brenda Hoagland — O conhecimento de eficácia não é igual a querer usar aquele método. Então, é preciso pensar também numa prevenção combinada. Não há um único instrumento para prevenir, e talvez um mesmo instrumento não sirva em todas as fases da vida.
Coordenador executivo adjunto da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Salvador Correa concorda. Além da camisinha, são citados o uso da profilaxia pós-exposição (remédios para pessoas que possam ter entrado em contato recente com o vírus pelo sexo sem camisinha, já adotada como política pública no Brasil) e da profilaxia pré-exposição (uso de antirretrovirais para reduzir o risco de adquirir a infecção, alvo de projeto pioneiro coordenado pela Fiocruz):
— Defendemos que todas as pessoas podem e devem viver sua sexualidade no sentido que considerem mais prazeroso. Sempre incentivamos o uso da camisinha, mas acreditamos que é preciso ampliar o leque de prevenção.
Ontem, Chioro informou que irá continuar insistindo que só a camisinha não é suficiente para conter o avanço de doenças. A nova proposta da pasta seria, então, dividida em três principais eixos: unir a divulgação do sexo seguro com informações, realizar testes para a doença com regularidade e tratar — também como medida de prevenção.
— O tratamento é a grande novidade da resposta. Ao tratar, conseguimos reduzir a carga viral até que fique indetectável — explicou.
O Ministério apostou, desta vez, no cenário digital e invadiu o Tinder e o Hornet. A estratégia inédita, que teve como público-alvo os jovens e os homens que fazem sexo com homens, levou em conta a ampla repercussão desses aplicativos para promover encontro casuais. O Tinder tem milhares de usuários no Brasil. O Hornet é voltado especificamente para o público gay masculino. A fim de atingir o objetivo de dialogar com o maior número de pessoas, foram criados cinco perfis de personagens que se identificavam como pessoas à procura de sexo sem camisinhas. O intuito da ação foi atingir as pessoas que estão adotando comportamento de risco ao aceitar ter uma relação sem preservativo. Ao interagir com esses personagens, elas receberam uma mensagem direta sobre a importância do sexo seguro.
ASSOCIAÇÃO COBRA MAIS OUSADIA
Salvador Correa, da Abia, diz a que as campanhas de prevenção perderam a “ousadia” nos últimos anos. Em 2013, após polêmica, o governo federal chegou a retirar do ar peças do Ministério da Saúde de prevenção à Aids com a frase “Sou feliz sendo prostituta”. Em 2012, houve recuo em outra campanha publicitária que seria lançada com foco em jovens gays:
— A partir do fim do ano passado, ouve uma sinalização de uma retomada dessa ousadia, mas governos, ministério e sociedade civil precisam dialogar mais no sentido de construir uma resposta à epidemia que alcance êxito. Temos percebido que, cada vez, as políticas de prevenção perdem fôlego.
Para Alexandre Barbosa, professor de infectologia da Faculdade de Medicina Unesp em Botucatu (SP), a falta de ousadia pode estar relacionada, entre outros fatores, à retomada da ascensão do HIV entre jovens.



Pacientes obesos que procuram tratamento são acometidos três vezes mais por depressão
09/02/2015 - Blog Ne10


Muitos aspectos emocionais caminham de mãos dadas com a obesidade. Geralmente, pessoas obesas convivem com o estigma do peso e a discriminação, que levam à baixa autoestima e ao sentimento de culpa. Além disso, a obesidade está associada a baixos níveis de atividade física. Esses são gatilhos para a depressão, segundo o psiquiatra Adriano Segal, do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Osvaldo Cruz, em São Paulo.

“A incidência de depressão em quem tem obesidade é a mesma da verificada na população geral. A questão é que, entre aqueles que procuram tratamento para emagrecer, a incidência pode ser até três vezes maior”, diz o médico.

Com a orientação adequada, o paciente encontra apoio para tratar de um quadro depressivo e não abandonar a meta de redução de peso. Quando se quer uma mudança de estilo de vida completa, como é o ideal no tratamento da obesidade, é preciso manter-se motivado.

E, se por um lado, a depressão pode ser vista como um empurrão para a busca de tratamento na obesidade, ela também pode impedir a pessoa de lutar contra hábitos que favorecem o ganho de peso.

“Indicamos o melhor tratamento com a abordagem da psicoterapia, a fim de fornecer elementos que ajudem o paciente a reencontrar equilíbrio emocional”, informa Adriano Segal. Em muitos casos, é necessário prescrever um tratamento medicamento.

É importante buscar ajuda quando reconhecemos alguns dos sintomas da depressão, como tristeza permanente, falta de energia, falta ou aumento de apetite, perda de interesse por atividades que eram interessantes, irritabilidade fácil ou apatia, alterações de sono, pessimismo, dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento.





Notícias - 11/02/2015

 

  

 

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde

Medicamentos




Com nova embalagem, Althaia tenta elevar vendas de genérico do Viagra
11/02/2015 - Valor Econômico


A Althaia, braço farmacêutico do grupo de mesmo nome que é controlado pelo ex-presidente do laboratório Medley Jairo Yamamoto, prevê dobrar sua participação no mercado nacional do genérico do Viagra, o citrato de sildenafila, a partir do lançamento de uma nova apresentação. Agora, o genérico da famosa pílula azul poderá ser adquirido nas redes de farmácia em embalagem similar à dos preservativos, o que promete reduzir o eventual desconforto ou constrangimento do cliente no momento da compra.
"Quem compra não quer mostrar que está comprando", diz o gerente de Marketing da Althaia, Ricardo Ferrari. A afirmação leva em conta uma pesquisa produzida pelo laboratório, junto a 387 atendentes das principais redes farmacêuticas do país, que indica, entre outros aspectos comportamentais, que 87% dos homens que procuram pelo medicamento procuram ser discretos ao fazer o pedido. Além disso, 32% dos clientes esperam o balcão esvaziar, 46% procuram atendentes do sexo masculino e 22% buscam o lixo mais próximo para descartar cartucho e bula.
Para lançar a nova apresentação, o laboratório farmacêutico investiu cerca de R$ 100 mil em uma embaladora "flow pack", que permite a produção de embalagens individuais idênticas às usadas para os preservativos. Cada embalagem possui bula e código de barras individuais, além do blister com o comprimido. "Na versão tradicional, temos embalagens com um, dois e quatro comprimidos. Com o passar o do tempo, é provável que essa nova apresentação naturalmente substitua a embalagem original de comprimido único", conta o gerente.
De acordo com Ferrari, a nova versão do citrato de sildenafila permite ainda a prática de preços mais altos ¬ máximo de R$ 6,92 por comprimido na farmácia, ante R$ 4 ou R$ 5 na embalagem tradicional ¬, o que garante margem 30% superior à do medicamento na apresentação clássica. A margem mais alta, segundo o executivo, torna¬se ainda mais relevante se considerado o peso que tem o cartucho no custo final da apresentação com um único comprimido.
"Com a guerra de descontos promovida pelos genéricos, de 2009 [quando expirou a patente que pertencia à Pfizer] para cá, os preços caíram muito. Nesse caso, tanto a farmácia quanto o laboratório podem vender melhor", afirma. A novidade também deve contribuir para a meta do grupo Althaia de alcançar faturamento superior a R$ 100 milhões neste ano, ante R$ 73,6 milhões em 2014.
"Queremos duplicar nossa participação de mercado", diz o executivo da Althaia. Atualmente, a farmacêutica
vende 100 mil caixas por mês do medicamento no Brasil, em um mercado bastante pulverizado e que movimenta
50 milhões de caixas por ano, considerando¬se 2 milhões de caixas do Viagra ¬ a fatia da Althaia, portanto, estaria
em torno de 2,5% desse mercado no país. Segundo Ferrari, atualmente, o "pipeline" da farmacêutica conta com 30
produtos, entre genéricos e medicamentos de marca, e ao menos cinco novos genéricos devem chegar ao mercado
ainda este ano.


 


 

Pesquisa e Desenvolvimento

 

 

Após cirurgia, menina dá primeiros passos
11/02/2015 - Folha de S.Paulo


"Pode esticar as pernas, filha. Vamos lá. Estica as perninhas e anda para o papai ficar feliz."

Foi após o pedido ansioso do pai que a menina Júlia Marchetti Ferraz, 5, ficou em pé pela primeira vez e deu seus primeiros passos no hospital americano em que está em tratamento, após ter sido submetida a uma cirurgia, na última sexta-feira (6).
Júlia, de Ribeirão Preto, não movimentava as pernas devido a uma paralisia cerebral. A família dela enfrentou uma desgastante briga judicial entre o final do ano passado e janeiro para que a União arcasse com os custos da operação, feita apenas nos Estados Unidos, para que ela pudesse movimentar as pernas.
Na segunda-feira (9), durante uma sessão de fisioterapia, Júlia andou pela primeira vez com o auxílio de sua mãe e uma profissional do hospital. A cena foi gravada pelo pai, o analista de sistemas Alexandre Ferraz, 42, horas antes de ele embarcar de volta ao Brasil.
"Ela ficou em pé e teve força nas pernas apenas quatro dias após a cirurgia. Aguardávamos por este momento há anos", afirmou Ferraz à reportagem da Folha.
A menina, segundo ele, está vibrando de alegria. Principalmente depois de ter conseguido rolar sozinha na cama, pela primeira vez.
"A Júlia não parava de rir quando percebeu que conseguia ter força para se movimentar sozinha na cama do hospital", conta o pai.
Conforme ele, os médicos do Saint Louis Children's Hospital que acompanharam a menina afirmaram à família que a recuperação de Júlia foi rápida e a previsão é de que ela tenha alta da internação nesta quarta-feira (11).
Depois, deverá permanecer nos EUA por mais 30 dias, para intensos tratamentos de fisioterapia. O objetivo, segundo o pai, é que ela ganhe força muscular nas pernas e consiga caminhar sozinha.

CASO

Em 21 de janeiro, o TRF (Tribunal Regional Federal) determinou que a União pagasse pela cirurgia de Júlia, que custou US$ 44,2 mil (cerca de R$ 115 mil).
A família procurou a Justiça porque o procedimento não é oferecido no país, de acordo com a Justiça Federal.
Durante o processo judicial, Júlia quase teve a cirurgia cancelada pelo hospital, que prorrogou a data de pagamento por duas vezes, pois o governo federal recorreu de todas as decisões favoráveis à criança.
O governo federal alegava que a operação poderia ser feita na Santa Casa ou no Hospital das Clínicas de Ribeirão.
Porém, laudo do próprio HC apontava que era necessário procedimento específico.



Edmundo Klotz : A indústria da alimentação brasileira em 2014
11/02/2015 - Folha de S.Paulo


Motivado principalmente pelo ambiente político aquecido, o ano de 2014 foi marcado por incertezas em diferentes setores, cenário este que não foi diferente para a indústria, de modo geral, e para a indústria de alimentos, especificamente.
Por ter uma interação forte com a agricultura, fonte de sua principal matéria-prima, a indústria da alimentação continua competitiva no mercado interno. Entretanto, o País ainda está atrasado nas grandes reformas tributárias - o alimento brasileiro tem uma das maiores taxações mundiais, podendo atingir até 35%, em grande parte dos casos.
A indústria da alimentação brasileira ainda é responsável por segurar atualmente a balança comercial do país. Até o mês de novembro, o acumulado dos doze últimos meses totalizou US$ 41,1 bilhões de exportação de alimentos processados e apenas US$ 5,9 bilhões de importações, alcançando um saldo setorial positivo de US$ 35,2 bilhões para a balança comercial brasileira, que no mesmo período está deficitária em US$ 1,6 bilhão.
Apesar da crise do baixo crescimento econômico do país nesse ano, o faturamento da indústria da alimentação em 2014 pode atingir R$ 525,3 bilhões, respondendo por aproximadamente 9,5% do PIB nacional.
Em 2014 a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) manteve seu compromisso com a oferta de produtos de qualidade, com a informação e a saúde do consumidor brasileiro. Mesmo sendo responsável por apenas 23,8% do sódio consumido pelos brasileiros (contra 76,2% do sal adicionado diretamente pelos consumidores), a Abia firmou com o Ministério da Saúde 4 (quatro) acordos cujas metas viabilizarão a retirada do mercado de aproximadamente 28 mil toneladas de sódio. O balanço, considerando apenas o primeiro termo de compromisso firmado, indica a retirada de 1,3 mil toneladas de sódio dos alimentos industrializados já em 2013.
No escopo do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 29 de novembro de 2007, entre Abia e governo federal, por intermédio do Ministério da Saúde, com a finalidade de construir um Plano Nacional de Vida Saudável, abrangendo aspectos de alimentação saudável, atividade física e educação nutricional, já foram retiradas aproximadamente 230 mil (duzentas e trinta mil) toneladas de gorduras trans das prateleiras dos supermercados.
Os alinhamentos dos termos do compromisso para a redução do açúcar também estão em andamento, e 2015 será o ano de implementar esse novo compromisso com a população. Ainda que, a indústria da alimentação responda por aproximadamente 30% do total do açúcar consumido anualmente no Brasil.
Nosso país é reconhecido como potência no ranking mundial da produção de alimentos e a economia dá sinais de certo otimismo, com a leve recuperação do PIB no 3º trimestre, somada à boa receptividade dos anúncios dos novos integrantes da equipe ministerial.
Esperamos que os desafios de 2015 se transformem em grandes resultados para o setor de alimentos e toda a indústria brasileira.

EDMUNDO KLOTZ é presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação - Abia




Concluída votação do marco de biodiversidade.
11/02/2015 - Valor Econômico

A Câmara dos Deputados aprovou ontem o novo marco legal para o acesso ao patrimônio genético do país e mudanças na cobrança de royalties como compensação pelo uso da biodiversidade nacional em produtos dos setores farmacêutico, alimentício, agropecuário e cosmético. O texto vai ao Senado em regime de urgência.
O projeto foi elaborado pelo governo após pressão das indústrias química, alimentícia e de cosméticos para facilitar a pesquisa da biodiversidade brasileira para desenvolvimento de produtos e renegociar multas a empresas e instituições que enviaram amostras para fora do país sem autorização ou fizeram pesquisa sem pagar os royalties.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), foram lavrados 581 autos de infração a empresas acusadas de biopirataria, que somam multas de R$ 231 milhões. A Natura, citada na Câmara como uma das mais beneficiadas, acumula R$ 21,3 milhões em multas, segundo levantamento do Valor nos processos do Ibama.
Em nota, a empresa encaminhou seu balanço de 2013, em que reconhece as multas, mas diz que entrou com recurso e que é "remota a possibilidade de perda [...] em virtude do cumprimento dos princípios estabelecidos na Convenção da Diversidade Biológica [...] e das ilegalidades e inconstitucionalidades do atual marco legal". No relatório do terceiro trimestre de 2014, a Natura reconhece multas em valor menor, de R$ 14 milhões.
No relatório do ano anterior, a empresa informava que estava empenhada em modificar "uma medida provisória imperfeita, que não oferece segurança às empresas e aos pesquisadores, e tampouco traz benefícios ao meio ambiente", e que tinha encaminhado, junto com outras entidades, uma proposta para mudar a legislação.
A lista de autuadas pelo Ibama também inclui grandes empresas farmacêuticas, como Aché Laboratórios, Pfizer, Eurofarma, Novartis, de cosméticos, como Avon, L'Oréal e Johnson & Johnson, químicas, como a Basf e DuPont, além de 27 universidades e institutos, como a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
O projeto inicial previa que as empresas autuadas poderiam assinar termo em que se comprometem a pagar a repartição de benefícios dos produtos cujo conteúdo principal seja o patrimônio genético brasileiro ou o conhecimento de povos tradicionais do país em troca da suspensão das multas.
O relator do projeto, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), retirou esse artigo. "Fizeram ilações de que eu estava levando vantagem das empresas para manter a anistia e não aceito esse tipo de desrespeito. Quem tiver interesse que faça um destaque para reincluir o texto", afirmou o pemedebista. O PSC protocolou o destaque, aprovado em votação simbólica.
Para o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), a remissão das sanções é justa. "As empresas foram multadas por erros do governo, ocorridos desde o do presidente Fernando Henrique Cardoso. As travas inibiram os investimentos e as empresas preferem explorar a Amazônia do lado da Venezuela ou Peru, o Brasil está perdendo a corrida das patentes", diz.
Uma das principais mudanças do projeto é o pagamento pela exploração econômica dos componentes genéticos brasileiros. A lei em vigor hoje determina a repartição de benefícios tem de ser paga já no início da cadeia. Já o projeto prevê que a cobrança só ocorrerá depois da comercialização do produto final. "Os royalties eram cobrados antes mesmo de saberem se o produto daria retorno financeiro e muitas empresas deixaram de pagar", afirma Moreira.
O governo decidiu reduzir a alíquota para repartição de benefícios, de 1,1% sobre a receita líquida do produto para 1%, com a possibilidade de redução para até 0,1% para "não comprometer a competitividade de setores que operem com uma margem menor". Segundo Moreira, o percentual menor visa principalmente os produtos farmacêuticos.
PSOL, PCdoB, PT, PV e PSB tentaram alterar o relatório de Moreira, que é um dos líderes da bancada ruralista, para tornar mais favorável aos povos indígenas a repartição de benefícios




Saúde

 



Escrever sobre a própria doença traz benefícios à saúde
11/02/2015 - Folha de S.Paulo


Médicos de um dos mais respeitados centros oncológicos do mundo fizeram uma descoberta que vai na contramão do senso comum, segundo o qual a última coisa que o portador de uma doença grave deve fazer é pensar demais no problema de saúde.
Eles pediram que centenas de pacientes colocassem no papel, em detalhes, os pensamentos e as sensações provocadas pelo câncer. O resultado: uma melhora significativa de vários sintomas da doença, relatam os especialistas do Centro do Câncer MD Anderson, nos EUA.
"Há boas evidências de que a negação pode ser uma estratégia eficaz de curto prazo contra uma causa de estresse, mas no longo prazo essa abordagem é deletéria para a saúde mental e física", diz o coordenador do estudo, Lorenzo Cohen.
"Os efeitos das sessões de escrita disparam um processo nos pacientes que vai continuar mesmo depois do fim dessas sessões."
Usar a escrita como arma contra o câncer é só o exemplo extremo de uma série de outros estudos, os quais indicam que a chance de contar a própria história por escrito ajuda a enfrentar problemas de saúde ou dificuldades de relacionamento e autoestima.
Nos últimos anos, grupos internacionais de pesquisadores têm empregado a técnica para diminuir o risco de episódios de depressão, ajudar casais em dificuldades ou melhorar o desempenho acadêmico de universitários de baixa renda, por exemplo (veja infográfico acima).

O ANIMAL QUE NARRA

Para o crítico literário americano Jonathan Gottschall, do Washington & Jefferson College, a associação entre escrita autobiográfica e bem-estar faz todo o sentido.
Gottschall é autor do livro "The Storytelling Animal" ("O Animal Contador de Histórias"), uma análise darwinista da compulsão humana de contar histórias, no qual usa a literatura científica da área de psicologia para argumentar que pessoas sãs normalmente criam um "épico próprio", no qual são os heróis.
"Isso deriva do fato de que, em condições normais, todos temos um viés psicológico ligeiramente favorável a nós mesmos", explica ele.
"Quando você pergunta sobre uma qualidade, como inteligência ou sensibilidade, a tendência é qualquer pessoa dizer que está acima da média, quando, por definição, metade das pessoas sempre está abaixo da média em alguma coisa", diz Gottschall.
Para ele, o lado "terapêutico" de contar a própria história se dá quando essa narrativa autobenevolente deixa de funcionar –nesses casos, recontar os próprios passos ajudaria as pessoas a entrar nos eixos de novo.

MUDANÇA DE RUMO

No caso da médica Fernanda Ferrairo, 27, uma via-crúcis que começou com uma fratura de cóccix, poucos dias antes de sua formatura em 2010, acabou por levá-la à decisão de escrever em tempo integral.
Depois de três anos e cinco cirurgias na coluna que só serviram para lhe provocar dor crônica, Fernanda se preparava para um novo procedimento quando uma aplicação de analgésicos e anti-inflamatórios na medula provocaram dores ainda mais intensas e incapacitantes. Mais tarde, ela descobriu que o procedimento tinha desencadeado a aracnoidite adesiva, inflamação de uma das membranas que envolvem o sistema nervoso central.
"Não tenho dificuldade aparente –quem me vê andando acha que eu não tenho nada. Mas, enquanto não estou deitada ou sentada em uma cadeira reclinável, estou com dor", conta.
Fernanda diz que sempre teve vontade de escrever. "Mas eu não sabia por onde começar. Agora eu sei", afirma. A médica submeteu um relato impactante de sua história para publicação na revista "Superinteressante", e o texto deve sair numa edição futura da revista.
Ela afirma que pretende continuar escrevendo sobre saúde e ciência, e que também quer se arriscar na ficção. "Eu ainda não deixei de remoer o que fizeram comigo ou as minhas próprias escolhas erradas. Mas, depois de ter escrito sobre isso, acho que pelo menos desenvolvi um senso de propósito." 



Cochilos podem diminuir efeitos de noites mal dormidas
11/02/2015 - O Globo


Sabe aquela soneca revigorante no meio da tarde? Ela pode ajudar a aliviar o estresse e fortalecer o sistema imunológico. É o que mostra uma pesquisa feita com homens que dormiram apenas duas horas na noite anterior, publicada no “Endocrine Society’s Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”.
Reconhecido como um problema de saúde pública, o sono insuficiente pode contribuir para a redução da produtividade, além de causar acidentes de trabalho e no trânsito. Além disso, pessoas que dormem muito pouco são mais propensas a desenvolver doenças crônicas, como obesidade, diabetes, pressão alta e depressão.
Em levantamento recente, cerca de três em cada dez adultos americanos relataram dormir uma média de seis horas ou menos por noite.
— Nossos dados sugerem que um cochilo de meia hora pode rever ter o impacto hor monal de uma noite de sono ruim — relatou um dos autores do estudo, Brice Faraut, da Université Paris Descartes-Sorbonneé. — Este é o primeiro estudo a considerar como uma soneca durante o dia pode restaurar o sistema imunológico.
Os pesquisadores fizeram um estudo randomizado para examinar a relação entre hormônios e sono em um grupo de 11 homens saudáveis, com idades entre 25 e 32 anos. Os homens foram submetidos a duas sessões de testes de sono em um laboratório, em que as refeições e a iluminação foram rigorosamente controladas.
Durante uma sessão, os homens estavam limitados a duas horas de sono por noite. Para a outra sessão, os participantes puderam tirar dois cochilos de meia hora ao longo do dia, após a noite de sono restrita a duas horas.
Em seguida, os pesquisadores analisaram a urina e a saliva dos participantes para determinar como o sono restrito e os cochilos alteravam os níveis de hormônio. Depois de uma noite de sono limitado, os níveis de norepinefrina, um hormônio e neurotransmissor envolvido nos estímulos ao estresse, aumentaram 2,5 vezes. A norepinefr ina também aumenta a frequência cardíaca do corpo, a pressão arterial e a taxa de açúcar no sangue. Os pesquisadores não encontraram qualquer alteração nos níveis de norepinefrina, no entanto, quando os homens cochilaram após uma noite de sono limitado.
A falta de sono também afetou os níveis de interleucina- 6, uma proteína com propriedades antivirais, encontradas na saliva dos indivíduos. Os níveis caíram depois de uma noite de sono restrito, mas mantiveram- se normais quando os indivíduos foram liberados para tirar uma soneca. Por isso, as alterações sugerem que sestas podem ser benéficas para o sistema imunológico.
— O cochilo é uma maneira de combater os efeitos nocivos da restr ição do sono, ajudando os sistemas imunológico e neuroendócrino a se recuperarem — comentou Faraut. — Os resultados reforçam a necessidade de desenvolvermos estratégias práticas em benefício das pessoas privadas de sono cronicamente, como funcionários noturnos.




Campanha contra DST/Aids acontece no Poupatempo Itaquera
11/02/2015 - DCI


Acontece hoje a 33ª Campanha contra DST/Aids, no Poupatempo Itaquera, das 9h às 16h.
Haverá profissionais do Centro de Prevenção da Cidade Líder para orientar e tirar dúvidas, também serão distribuídos preservativos e folhetos com informações sobre exames e orientação psicológica.




Tribunal de Contas faz inspeção na Santa Casa
11/02/2015 - O Estado de S.Paulo


O Tribunal de Contas do Estado (TCE) iniciou ontem uma inspeção na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e na Secretaria Estadual da Saúde em busca de documentos referentes ao contrato firmado entre a instituição filantrópica e o governo para a prestação de serviços para o Sistema Único de Saúde (SUS). A entidade e a pasta informaram que estão à disposição do tribunal para prestar todos os esclarecimentos.
A medida foi determinada pelo órgão após ser verificadas inconsistências em um contrato de R$ 24 milhões assinado em 2013 entre a secretaria e a Santa Casa. Em crise financeira, a maior instituição filantrópica da América Latina acumula déficit superior a R$ 400 milhões e tem graves falhas de gestão, de acordo com relatório de auditoria contratada pelo Estado.
Na inspeção feita na Santa Casa, os fiscais do TCE buscaram uma série de documentos e informações solicitados pelo conselheiro Dimas Eduardo Ramalho, responsável pela análise do contrato.Entre os dados procurados estavam relatórios do número de atendimentos feitos pelo complexo hospitalar, relação de empresas terceirizadas contratadas, valores pagos pela secretaria à entidade, detalhamento das despesas da Santa Casa,informações sobre funcionários admitidos e a relação de parentesco entre alguns deles, entre outros.
O tribunal também investiga contratos firmados em datas próximas com finalidades semelhantes.
“Está claro que existem inconsistências,como problemas em contratos e na compra de medicamentos,contratação de pessoas com o mesmo sobrenome. No entanto, são tantas informações que nos chegam das auditorias, das notícias,que precisamos de mais documentos para poder fazer uma análise melhor”, afirmou o conselheiro Ramalho.
A Secretaria Estadual da Saúde ainda não teve documentos recolhidos,mas recebeu um fiscal ontem que a oficiou sobre a inspeção.
Os dados recolhidos pelos fiscais deverão servir como subsídio para o TCE determinar se julga regular ou irregular o contrato firmado entre Santa Casa e secretaria. “Se julgarmos irregular, podemos pedir a devolução do dinheiro usado indevidamente, multar os responsáveis e encaminhar o caso para o Ministério Público, para que tome as providências nos aspectos penal e administrativo”, disse o conselheiro.
Esclarecimentos. Por meio de nota, a Santa Casa informou que forneceu toda a documentação solicitada aos fiscais do TCE e que “está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento”. Afirmou também que não recebeu repasses em duplicidade do Estado.
A secretaria informou,em nota, estar à disposição do TCE, “até mesmo fornecendo os documentos que forem necessários”. Afirmou que, se for comprovado o mau uso de recurso público, “vai acionar a Justiça e exigir a devolução do dinheiro”.
A pasta destacou que a Santa Casa é uma instituição privada que tem diferentes fontes de receitas e com “total autonomia para a realização de compras e contratação de pessoal”.







Notícias - 09/02/2015

 

  

 




Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos


Uma vacina para a dengue
09/02/2015 - Carta Capital


O vírus dadengue infecta anualmente 300 milhões de pessoas no mundo, das quais 96 milhões desenvolvem os sintomas clássicos da doença. Segundo a Organização Pan--Americana da Saúde, no período de 2003 a 2013, o número de casos nas Américas aumentou cinco vezes.
Existem quatro tipos de vírus da dengue (sorotipos 1,2,3 e 4), que podem causar infecções assintomáticas, sintomas virais discretos e inespecíficos, os sintomas caraterísticos da doença ou formas mais graves que evoluem com extravasamento de plasma sanguíneo para fora dos capilares, tendências hemorrágicas e morte.
Pessoas que já foram infectadas por um dos sorotipos correm risco de desenvolver quadros mais graves, ao ser infectadas por um vírus de outro sorotipo.
São muitos os desafios para a obtenção de uma vacina contra a dengue: precisa oferecer proteção contra os quatro sorotipos, faltam modelos de animais de experimentação que apresentem quadro comparável ao do homem e o conhecimento dos fenômenos imunológicos envolvidos ainda é incompleto.
Depois de décadas de tentativas para chegar à vacina, acaba de ser publicado um estudo conduzido com uma preparação desenvolvida pela parceria francesa entre a Sanofi e o Instituto Pasteur.
hospitalizadas foi de 80,3%. No grupo vacinado, o número de quadros clínicos graves foi 95,5% menor.
Os efeitos colaterais da vacina foram semelhantes aos do grupo-placebo, sem diferença nenhuma na incidência de eventos adversos. Crianças anteriormente infectadas por um dos sorotipos não tiveram complicações, pelo contrário, a eficácia da vacina foi até mais alta: 79,4%.
Difícil explicar a diversidade dos graus de proteção para os quatro sorotipos, bem como as razões pelas quais crianças previamente infectadas por um dos sorotipos foram protegidas com mais eficácia do que as virgens de infecção.
A redução do número de casos graves a requerer hospitalização é encorajadora, porque reflete o impacto da vacina na diminuição da morbidade e reduz os custos sociais e o sofri mento imposto pela doença.
Esse estudo demonstra que é possível ad m i nistrar numa ú nica preparação, uma vacina segura e ao mesmo tempo eficaz contra os quatro sorotipos da dengue..
De junho de 2011 a março de 2012, foram vacinadas crianças de 9 a 16 anos em cinco países latino-americanos: Brasil, Colômbia. México, Porto Rico e Honduras.
Nesse estudo fase 3 foram divididas em dois grupos 20.869 crianças saudáveis. O primeiro recebeu três doses da vacina: no instante inicial, seis meses e 12 meses mais tarde; o segundo recebeu três injeções de u ma preparação inerte (placebo), administradas com os mesmos intervalos.
A vacinação apresentou 60,8% de eficácia. A proteção contra os quatro sorotipos, no entanto, foi desigual: 50% para o sorotipo 1,42% para o sorotipo 2,74% para o sorotipo 3 e 78% para o sorotipo 4 - em números arredondados.
A eficácia medida pela redução do número de crianças que precisaram ser


 

Pesquisa e Desenvolvimento

 


Artigo: Ideologia e saúde
08/02/2015 - Folha de S.Paulo


Jornalista: HÉLIO SCHWARTSMAN

A ideologia é um troço esquisito. Ela não se limita a turvar a visão das pessoas em relação aos assuntos de sempre, como papel do Estado, aborto, legalização das drogas, mas também está sempre em busca de novos temas sobre os quais possa lançar seus feitiços.

Um caso bem documentado desse fenômeno é a atitude dos norte-americanos em relação ao aquecimento global. Mais ou menos até os anos 80, a proteção ambiental em geral e o efeito estufa em particular não constituíam questões ideológicas. A probabilidade de um político defender uma plataforma ambientalista era praticamente a mesma fosse ele democrata ou republicano.

Do final dos anos 90 para cá, porém, o panorama mudou bastante. Pesquisa do Instituto Gallup mostra que, em 1998, 47% dos eleitores republicanos e 46% dos democratas concordavam com a afirmação de que os efeitos do aquecimento global já se faziam sentir. Em 2013, os números eram 67% para os democratas e 39% para os republicanos.

Agora, assistimos praticamente ao vivo a um movimento semelhante em relação a um tema improvável: as vacinas. Os EUA vivem hoje um surto de sarampo que pode ser diretamente ligado à queda nas taxas de vacinação. E há dois tipos de pais que deixam deliberadamente de vacinar seus filhos. Pela direita, temos ultraconservadores religiosos que desconfiam de tudo o que venha de cientistas ou do governo e, pela esquerda, há, principalmente na Califórnia, bolsões de liberais desmiolados que acreditam sem base fática que a vacina tríplice viral está associada a casos de autismo.

Em comum, ambos colocam suas convicções, que têm muito mais de emocional que de racional, à frente de sólidas evidências científicas. Pior, sua obstinação faz com que ponham em risco não só seus próprios filhos como também terceiros. Nunca foi tão verdadeira a máxima segundo a qual a ideologia faz mal à saúde.



Saiba quais são as bactérias mais comuns em SP e como se proteger
08/02/2015 - Folha de S.Paulo


Os humanos convivem com as bactérias desde o início de sua existência, há pelo menos 200 mil anos. Elas são parceiras na produção de alimentos, na flora intestinal e ainda ajudam no equilíbrio do meio ambiente. Mas também causam doenças. E são invisíveis.

Para entender um pouco mais desse mundo que quase ninguém vê, a pedido da sãopaulo, a empresa Neoprospecta, que atua em hospitais como o HCor, realizou uma pesquisa. Durante dois dias, em horários sortidos, colheu 58 amostras divididas em 13 locais públicos de alto fluxo de pessoas. Um dos resultados curiosos é que um dos parquinhos infantis do parque Ibirapuera possui mais bactérias que a cracolândia.

Os paulistanos convivem com 2.854 espécies de bactérias ao passar por esses 13 lugares. Apesar da alta quantidade, apenas 198 desses tipos encontrados são patogênicos —que podem causar infecções.

Na maior parte do tempo, a relação é harmoniosa. Dentro do corpo humano existem dez vezes mais bactérias do que células, por exemplo. O problema só aparece quando a imunidade da pessoa está debilitada, quando a disseminação ocorre em ambiente hospitalar, ou simplesmente quando o corpo está propenso à determinada infecção.

"A quantidade não é relevante. E também não é surpreendente encontrarmos esses micro-organismos nesses lugares. Ainda mais onde milhares de pessoas colocam a mão e em locais onde a limpeza é raridade", explica Caio Rosenthal, infectologista do Emílio Ribas e membro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).

O parque infantil do Ibirapuera (portão 6) foi o campeão em quantidade de bactérias —foram encontradas 141.000 sequências de DNA bacteriano (veja explicação abaixo). Pode parecer surpreendente que a cracolândia não esteja no começo da lista, com apenas 2.587 sequências, mas há explicação.

"Acredito que seja assim porque as crianças vomitam, babam, comem terra, se beijam e se abraçam. Isso contribui para que mais bactérias sejam disseminadas no local. Na cracolândia, eu apostaria na presença de mais vírus, como o HIV e as hepatites", explica Artur Timerman, infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos e do Albert Einstein.

Juliana Palma, 37, é médica e leva com frequência a filha, Gabriela, 2, para brincar num dos parquinhos infantis do Ibirapuera. "Eu já imaginava que poderia ser assim. É comum as mães trazerem os cachorros com os filhos nos finais de semana. Elas colocam os bichos em cima dos brinquedos e deixam eles fazerem cocô." Ela diz que gostaria que os pontos para lavar as mãos fossem mais espalhados pelo Ibirapuera e mais próximos dos parquinhos. "Às vezes precisamos caminhar muito para encontrar um local para limpar as crianças", afirma a médica

Durante as férias, a advogada Maria Carolina Durso, 36, acompanhava a afilhada, Marcela, 5. "As crianças rolam no chão, lambem a terra, colocam a mão dentro do pacote de salgadinho e comem", conta.

"Criança é assim. E é bom que seja. O importante é evitar que espalhem as doenças por aí", avalia Timerman, do Einstein. A solução dos médicos para diminuir a disseminação é simples: lavar as mãos. Elas são o vetor das bactérias. O espaço é aberto para a ação dos micro-organismos quando, sem notar, as mãos são levadas à boca e aos olhos.

Também no Ibirapuera, não foram encontradas muitas bactérias na água do bebedouro —a maioria está na parte metálica.

GRAVES

Entre as bactérias encontradas nos lugares pesquisados, está a Streptococcus pneumoniae, causadora da pneumonia. Todos os lugares apresentaram uma quantidade, às vezes mínima, desta que também é chamada de pneumococo.

Rosenthal e Timerman acharam curioso essa bactéria ser encontrada no verão, já que ela geralmente aparece no inverno. "Se você está gripado e entra em contato com o pneumococo, a chance [de se infectar] é enorme", explica Timerman.

O terminal de ônibus Parque Dom Pedro (centro) foi o local com maior incidência de pneumococo —mas isso não significa que há um surto.

A outra bactéria que causa uma infecção grave é a Neisseria meningitidis. As amostras do guichê da linha 2-verde do Metrô, dos sanitários femininos do parque Ibirapuera e dos botões dos caixas eletrônicos do Mercadão continham essa bactéria, causadora da meningite. "Se você examinar várias pessoas pela rua, provavelmente irá encontrar diversos portadores", diz Rosenthal. Mas nem todas desenvolverão a doença, e a bactéria só ficará "incubada".

Em maior quantidade, como é normal em qualquer cidade, as enterobactérias, comuns no intestino, apareceram em todas as amostras.

"Há muita contaminação fecal. Isso mostra a deficiência do tratamento de esgoto da cidade", explica Timerman.

A RESISTÊNCIA

Por diferentes motivos, incluindo a própria evolução natural dos micro-organismos, as bactérias desenvolvem os chamados genes de resistência. Elas surgiram no planeta há cerca de 3,5 bilhões de anos. O ambiente era hostil: temperaturas altíssimas, radiações ultravioleta e cósmicas, tempestades e falta de nutrientes. E assim começou a existência das bactérias "bombadas", aquelas que conseguem ir contra o que pode destruí-las.

De acordo com o infectologista do HCor (Hospital do Coração) Pedro Mathiasi Neto, mais importante do que a frequência das bactérias nos ambientes, são os genes de resistência encontrados nelas.

Esses genes bacterianos causam um principal problema: aumentam a dificuldade para o tratamento de doenças. Dois deles estavam circulando nos ambientes públicos pesquisados: o primeiro, o OXA-23, estava presente em bactérias do gênero Acinetobacter; o outro, MecA, em Staphylococcus. Eles estavam nos terminais Parque Dom Pedro e no Rodoviário Tietê, parques Ibirapuera e Buenos Aires e no Mercadão.

"O OXA-23 é muito importante nos hospitais. Ele faz com que essa bactéria seja uma das mais difíceis de serem tratadas. Acabamos usando antibióticos muito mais potentes, ou receitando a associação de dois antibióticos diferentes. É um gene que traz um dos problemas terapêuticos mais importantes hoje em dia", afirma Timerman, do Einstein.

Atualmente, o uso desenfreado de antibióticos é um dos fatores mais apontados como responsáveis pela aparição desses genes. Outro ponto, segundo os médicos, é que a população ingere carnes que já possuem esses antibióticos.

"Os animais são tratados com antibiótico para engordar. As galinhas estão cheias deles. E esse é um fator mundial, não é exclusividade de São Paulo", avalia Timerman.

Segundo os especialistas, antigamente, os genes de resistência eram mais encontrados em ambiente hospitalar. Nos últimos anos, locais públicos também são muito afetados.

Timerman explica: "Sempre ficamos atentos aos frequentadores assíduos do hospital. Se eles aparecem com uma infecção, pode ser mais difícil realizar um tratamento. Mas se esses genes de resistência já estão fora do ambiente hospitalar, a lógica se inverte, porque todos podem estar doentes devido a bactérias mais resistentes".

Procurados, os administradores dos lugares pesquisados informaram que a frequência de limpeza é regular, com lavagem e a varrição diária. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo informou, por nota, que a areia dos parquinhos infantis dos parques Ibirapuera e Buenos Aires será substituída nas próximas semanas.

POR FAVOR, LAVE AS MÃOS

Não é preciso ficar paranoico para se proteger. Os médicos explicam que uma boa lavagem das mãos já reduz muito os riscos. Se não tiver água, o álcool em gel poderá ser usado.

Todos os médicos entrevistados para esta reportagem fizeram essa recomendação, coro engrossado pelo Ministério da Saúde e a OMS (Organização Mundial da Saúde).

"A mão é pior que o sapato, porque o sapato está longe da boca", afirma Caio Rosenthal.

Isso também vale, principalmente, para os profissionais da saúde. Segundo cartilha divulgada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os médicos devem aderir à prática com muito mais frequência por estar em contato direto e frequente com as enfermidades.

O texto propõe que eles lavem as mãos antes e depois do contato com os pacientes, após a remoção das luvas, antes de manusear instrumentos invasivos, ao trocar de local e após o contato com objetos externos.

Em 2010, o Cremesp e o Ministério Público Estadual analisaram 65 hospitais públicos e 93 privados da capital. Em 28,1% deles não havia uma pia para lavar as mãos nos locais próximos aos consultórios.

O celular também é um vilão, principalmente nas UTIs.

"Os aparelhos nunca são limpos. O médico coloca na mesa, onde os pacientes colocam as mãos, e depois leva até a boca. Além disso, as pessoas carregam ele para todos os lugares", diz Rosenthal.

ÁLCOOL EM GEL E SABÃO LÍQUIDO

Lave as mãos com sabão líquido e água, antes e depois de ir ao banheiro ou quando mexer em objetos que não são limpos há muito tempo
Quando não houver água, use álcool em gel
Opte pelo álcool em gel com 70% de álcool e 30% de água quando estiver na rua e ao sair de ambientes de alto fluxo
Não é preciso utilizar em grande quantidade: um pouco na palma da mão é suficiente
Sabonetes bactericidas funcionam apenas com algumas espécies e a eficiência depende da marca. Na maior parte das vezes, os líquidos comuns acabam cumprindo a mesma função
O sabão em barra não é recomendado, já que acaba acumulando as bactérias lavagem após lavagem
Evite compartilhar toalhas de pano e, se possível, use descartáveis
ENTENDA MELHOR OS TERMOS

Bactérias patogênicas
Podem causar doenças infecciosas em pessoas com a saúde debilitada ou com o sistema imunológico comprometido, não apresentando necessariamente risco aos indivíduos saudáveis.

Gene de resistência
O gene é o que identifica as bactérias. Um gene de resistência possui mecanismos diferentes que tornam as bactérias resistentes à uma classe determinada de antibióticos. Ou seja: fica mais difícil tratar determinadas doenças

Sequência de DNA
Esta tecnologia utilizada para a identificação do tipo e da quantidade de bactérias descreve uma sequência de DNA das amostras. Aparecer uma sequência não é igual a existir uma bactéria. Mas, consequentemente, quanto mais sequências encontradas, mais bactérias estarão no local

Acinetobacter
Estão amplamente distribuídas na natureza, sendo capazes de sobreviver em diversas superfícies. Diferentes espécies persistem em ambientes hospitalares e causam infecções graves que ameaçam a vida de pacientes imunocomprometidos.

Pseudomonas
Também são encontradas na natureza, sendo capazes de sobreviver em diversas superfícies. Comumente causam pneumonias em ambiente hospitalar.

Enterobacter
São bactérias encontradas em água doce, solos, esgotos, vegetais, animais e fezes humanas. Algumas delas são agentes patogênicos oportunistas e podem provocar infecções em ferimentos e infecções urinárias.

Staphylococcus
Feridas e aberturas na pele, pacientes em estados de debilidade e operações cirúrgicas favorecem infecções causadas por esses micro-organismos. São encontrados na pele de todas as pessoas.




Saúde




Libéria avista fim do ebola
07/02/2015 - Folha de S.Paulo


Depois da epidemia de ebola mais mortal da história, a vida começa aos poucos a voltar ao normal.

No auge da epidemia, liberianos morriam entre as paredes azuis da escola primária Nathaniel V. Massaquoi, cujas salas de aula foram convertidas em enfermarias. O ensino havia sido suspenso em todo o país, e as crianças ficaram encerradas em casa para se proteger.

Agora os pais estão voltando à escola, não para visitar seus familiares doentes, mas levando seus filhos irrequietos pela mão para se matricularem para o início das aulas, num ano letivo atrasado e encurtado.

Florence Page, 11, correu à frente de sua mãe, Mabel Togba, 42, que fez uma pausa desconfiada para olhar pelo portão fechado com cadeado do prédio da escola.

"Ainda não nos disseram que o país está livre do ebola, então ainda tenho medo", disse. "Mas é melhor trazer meus filhos para a escola do que deixá-los em casa sem nada para fazer."

Na Libéria, onde há poucos meses os mortos se espalhavam pelas ruas, hoje os novos casos de ebola são contados nas mãos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Em Serra Leoa e Guiné, os outros dois países que faziam parte da zona crítica da doença, os novos casos diminuíram muito, chegando a menos de cem em uma semana no final de janeiro -número que não era visto na região desde junho.

Com um vírus tão letal quanto o ebola, as autoridades avisam que a epidemia só terá acabado quando os casos chegarem a zero nos três países.

Mas, depois de quase 9.000 mortes pela doença, a OMS anunciou que seu objetivo agora é pôr fim à epidemia de ebola, não apenas frear sua difusão.

Aqui em Monróvia, capital da Libéria, as ambulâncias e os veículos de recolhimento de corpos, que antes passavam pelas ruas a toda hora, agora são vistos apenas ocasionalmente.

Partidas de futebol são disputadas nos fins de semana. As pessoas se cumprimentam com apertos de mão, sentam juntas em táxis e se tocam quando conversam, à medida que o medo do vírus diminui e as coisas retornam ao seu ritmo normal. "Antes tínhamos medo de tocar em nossos amigos", falou Patrick Chea, 19, pondo a mão na cabeça de Sonnie Kollie, uma menina de 16 -que imediatamente lhe deu um soco brincalhão no ombro.

Especialistas tentam entender como o vírus, que desafiou as previsões dos maiores pesquisadores mundiais sobre doenças contagiosas, parece estar se extinguindo. Em setembro, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA projetaram que até 20 de janeiro a epidemia poderia chegar a 1,4 milhão de casos apenas na Libéria e em Serra Leoa. Mas, até essa data, haviam sido registrados apenas 21.797 casos nos três países.

Muitas pessoas destacaram o papel da ajuda dada pelos EUA e pelas organizações internacionais, mas há evidências de que a maior mudança é fruto da ação da própria população.

"O importante foi como a sociedade modificou seu comportamento e com que rapidez o fez", comentou David Nabarro, enviado especial das Nações Unidas para o ebola.

Quando o ebola chegou a bairros densamente povoados de Monróvia, no verão, o impacto foi devastador. Centenas de novos casos surgiram no país a cada semana, os hospitais ficavam superlotados ou entravam em colapso e doentes se espalhavam pelas ruas.

Foram formados grupos voluntários de vigilância contra o ebola, geralmente comandados por líderes comunitários locais e jovens instruídos, aproveitando um longo histórico de organização de base para sobreviver à guerra, à miséria e ao descaso dos governos.

Os grupos conscientizaram suas comunidades sobre o ebola, uma doença até então desconhecida nesta parte da África, e instalaram estações de lavagem de mãos. Eles mantiveram registros de doentes e mortes, colocaram famílias em quarentena e restringiram as visitas de pessoas de fora. À medida que os doentes começaram a ser recusados nos centros de tratamento, devido à falta de leitos, as pessoas começaram a se proteger melhor dentro de suas casas, cobrindo braços e mãos com saquinhos de compras de plástico quando cuidavam de seus familiares doentes.

Em meados de outubro, os novos casos da doença na Libéria tinham caído de centenas para dezenas por semana. "Surgiram heróis em todas as comunidades", disse o médico liberiano Mosoka Fallah, epidemiologista formado em Harvard. "As forças-tarefa de voluntários talvez sejam a maior razão da queda no número de casos em outubro."

A resposta internacional também foi crucial, disseram autoridades e líderes comunitários liberianos, ampliando as opções de diagnóstico e tratamento. A visão do mundo vindo em socorro foi um grande incentivo psicológico para a população.

"Foi a primeira vez na história de nosso país que vimos militares americanos em campo aqui", disse a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf. "Você não pode imaginar a diferença que isso fez para a esperança das pessoas."

Em Serra Leoa, a população também passou a cuidar de muitas coisas por conta própria. "A cavalaria não ia vir nos socorrer", explicou David Mandu Farley Keili-Coomber, chefe da região tribal de Mandu, no leste do país. "Nós mesmos éramos a cavalaria."

Na Guiné, onde a epidemia se concentrou em áreas rurais, as transformações têm sido lentas e a resistência às novas medidas continua, alimentada por toda uma história de tensões com o governo. Meses se passaram até alguns povoados começarem a permitir a entrada de profissionais de saúde -muitos só o fizeram após muitas mortes.

Mas agora, quando os casos de ebola na Libéria podem ser contados nos dedos de uma mão, o fim da epidemia parece estar à vista. "O sol voltou a brilhar", disse a embaixadora americana na Libéria, Deborah R. Malac.

Ela esteve recentemente em Barkedu, uma das comunidades da Libéria rural mais fortemente atingidas pelo ebola. Cidade de 8.000 habitantes, Barkedu sofreu mais de mil mortes. Famílias inteiras foram exterminadas pela doença que varreu a cidade, cuja população majoritariamente muçulmana obedecia tradições locais como a lavagem dos corpos dos mortos.

Mas o ebola não é visto em Barkedu há mais de 90 dias, segundo Malac. E a bolha protetora que os liberianos ergueram à sua volta para evitar tocar outras pessoas e possivelmente ser contaminadas se dissolveu. "As mulheres voltaram a dançar", disse a embaixadora. "Tudo estava mais normal, e eu nem fiquei muito preocupada com a ideia de alguém encostar em mim."

Na escola secundária Mary Brownell Junior, em Monróvia, muitos pais matricularam seus filhos outra vez, apesar de ainda sentirem algum medo do ebola.

A expectativa é que as aulas voltem neste mês. Joseph Garway, 46, veio matricular um filho. Ele tem três filhos, mas agora cuida também dos quatro filhos de um primo que morreu de ebola em agosto passado, com sua mulher. "Estamos preocupados, mas mesmo assim queremos que nossos filhos voltem às aulas", disse Garway.

Felicia Koneh, que vende biscoitos amanteigados na rua, viu suas vendas diárias cair de US$ 16 para US$ 6 no auge da epidemia. Mas, nos últimos dois meses, elas chegaram a US$ 12. "Aos pouquinhos", disse, "as coisas estão voltando a ser como antes."



Falta de água em clínicas deixa pacientes sem hemodiálise
07/02/2015 - Folha de S.Paulo


A Grande São Paulo tem 15 mil pacientes que realizam, sem falta, três sessões de hemodiálise semanais. Cada uma consome em média, contando a lavagem dos filtros, 150 litros de água --algo como 15 descargas no banheiro.

São consumidos 6,75 milhões de litros toda semana só com a terapia, que substitui os rins na filtragem do sangue.

Agora, em meio à crise hídrica, o procedimento realizado em pacientes sob risco de morte à espera de transplante está ameaçado. Tanto pela falta de água quanto pelo uso de líquido de procedência duvidosa fornecido por caminhões-pipa.

Na zona leste, três clínicas relataram falta de água e já fazem uso de caminhão.

Na Clínica Nefrológica de São Miguel Paulista, foi necessário desligar o aparelho mais cedo na sexta (30). Faltou água. São necessárias quatro horas para a filtragem do sangue, mas pacientes só realizaram três. Já na Clínica Leste, em Itaquera, no sábado (31), pacientes fizeram apenas uma hora de diálise.

Em muitas regiões, há ainda problemas com redução de pressão. Na Clínica de Nefrologia São João, no centro, a restrição, que, segundo um sócio, ocorre das 11h às 4h, compromete o abastecimento. "Não consigo encher [as caixas] e consumimos 15 mil litros por dia", diz o nefrologista João Damásio.

A dona de casa Simone Borges da Silva, 32, que faz hemodiálise três vezes por semana na Clínica Leste, foi uma das afetadas com a falta de água no sábado. "Não fiz nem uma hora de diálise", diz. "Eu tinha 2 kg e meio de água a mais no meu corpo que estavam sem filtrar."

Simone perdeu a função dos rins após um problema no canal da urina não tratado na infância. Está à espera de transplante há um ano.

Sem o tratamento, ela relata ter tido enxaquecas, falta de ar, náuseas e dores no corpo inteiro. "Não consegui sair da cama", diz. "Fiquei apreensiva, não só por mim. Pensei que não veria alguns amigos no dia seguinte. "

Os riscos da falta da diálise podem custar a vida. Sem filtragem, o sangue fica com altas concentrações de potássio e ureia. Esses compostos deixam os músculos mais "excitados" --no coração, que é um músculo, isso pode ser fatal.

"A falta de diálise reduz a expectativa de vida como um todo", explica Oswaldo Merege, presidente da Sonesp (Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo).

A Sonesp, segundo ele, entregou à Sabesp uma lista de clínicas para que fosse avaliada a necessidade de água.

Em nota, a empresa informa que hospitais e escolas terão atendimento prioritário no fornecimento de água.



Governo de SP cria controladoria da saúde
07/02/2015 - Folha de S.Paulo

Motivado pela crise financeira na Santa Casa de São Paulo, o secretário de Estado da Saúde, David Uip, criou uma controladoria para tentar melhorar a gestão de hospitais, centros de saúde e farmácias ligados ao governo.

O novo serviço, comandado por especialistas em gestão pública convidados por Uip, irá acompanhar os repasses financeiros do SUS e processos como compra e distribuição de remédios.

Com orçamento de R$ 20,4 bilhões para 2015, a secretaria tem a maior rede hospitalar e ambulatorial do país. São 228 serviços onde atuam cerca de 250 mil funcionários.

Segundo Uip, a ideia é que também haja aprimoramento dos mecanismos de controle e qualidade dos serviços administrados por OSS (Organizações Sociais de Saúde).

Hoje essas entidades superam, na rede estadual, o número de serviços de saúde da administração direta. São 57 hospitais e centros de saúde administrados diretamente pela secretaria, contra 107 gerenciados por OSS.

"O que aconteceu [na Santa Casa] e as notícias que chegam sobre a 'máfia das próteses' só reforçaram as minhas convicções de que é preciso um controle maior e mais transparência", afirma.

Auditoria feita pelo governo na Santa Casa detectou várias irregularidades de gestão, como contratos de alugueis de imóveis da entidade firmados por valores até 81% inferiores aos de mercado.

Embora sejam instituições privadas, as Santas Casas e outros hospitais filantrópicos gozam de uma série de isenções fiscais e recebem recursos públicos, o que justifica o controle do Estado.

Uip diz que a controladoria também deve agir no combate à máfia das próteses, que, segundo denúncias, envolve médicos e outros profissionais da indústria em fraudes em licitações e superfaturamento de produtos.

Uma das propostas, segundo ele, é criar uma espécie de Ceagesp (central de abastecimento) das próteses.

A ideia é começar pela área da ortopedia, onde se concentra a maior parte das denúncias, como cirurgias superfaturadas. "O recado é muito claro. Vamos controlar preço e qualidade", diz.

Na opinião de Uip, a falta de competência na gestão dos serviços públicos de saúde do país é "sistêmica".


Chega de descaso na saúde
08/02/2015 - Folha de S.Paulo


Meu nome é Leandro Farias, tenho 25 anos, e há cinco meses enterrei minha jovem mulher, Ana Carolina Domingos Cassino, 23. Ela foi mais uma vítima de descaso neste país: morreu por causa de uma apendicite --em pleno século 21-- após esperar 28 horas por essa simples cirurgia em um hospital particular da Barra da Tijuca, no Rio.

Ana Carolina, como outros 50 milhões de brasileiros, tinha um plano de saúde na falsa certeza de que quando precisasse teria um atendimento digno e humanizado.

A grande mídia detona a saúde pública em seus noticiários e, em seguida, nos empurra goela abaixo propagandas de planos privados, buscando nos fazer acreditar que essa é a solução para todos os nossos problemas. Ledo engano.

O governo, por sua vez, incentiva ainda mais a adesão aos planos de saúde --seja por meio de isenções e incentivos fiscais, seja através de uma agência reguladora.

Essa agência sempre deixou bem claro que tem por objetivo defender os interesses dos grandes empresários da saúde. Basta observar a composição da sua diretoria, formada a partir de indicações do governo, com aprovação do Senado, ocupada por diretores de hospitais particulares, administradoras de benefícios (Qualicorp, por exemplo), entre outros. Sem contar a falta de fiscalização em relação à modalidade dos planos coletivos por adesão.

Os órgãos e instituições públicas da saúde estão contaminados pelos interesses dos grandes empresários. Ministério da Saúde, ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Conselho Regional de Medicina, Vigilância Sanitária, entre outros, não cumprem com o seu papel e, com isso, cabe ao Judiciário fazer valer o direito à saúde, como consta do artigo 196 da Constituição Federal.

A Justiça fica, com isso, sobrecarregada por demandas que poderiam ser facilmente resolvidas. Faça uma visita ao plantão judiciário de sua região e entenderá do que estou falando. A judicialização da saúde demonstra sua importância, porém não é a única solução. Apenas punir exemplarmente os responsáveis por praticar crimes é enxugar o gelo. Precisamos conscientizar a sociedade e saber que todos nós temos direitos e deveres.

Nesse sentido surgiu o movimento Chega de Descaso (www.chega dedescaso.com.br), organização da sociedade civil que visa estimular a consciência crítica na sociedade, de maneira a retomarmos a vertente da participação social que vem diminuindo desde a construção do SUS (Sistema Único de Saúde).

Queremos promover um grande debate e uma maior interação entre profissionais de saúde e usuários. Acreditamos que a solução para o problema da saúde está em um SUS público, 100% estatal, universal e de qualidade. Precisamos valorizar a defesa do direito à saúde por meio do fortalecimento das lutas contra a mercantilização desta.

Sabemos que saúde se produz com acesso a recursos, mas para que haja desenvolvimento econômico precisamos de uma população saudável e com qualidade de vida. Nesse cenário, o movimento Chega de Descaso se apresenta como um novo movimento sanitário e convidamos a todos a fazerem parte dessa luta.


A dor no diabetes
07/02/2015 - Folha de S.Paulo


O diabetes tem tratamento, mas a dor da neuropatia diabética, consequência de glicemia elevada por anos, é de difícil solução. Ela diminui a sensibilidade nas pernas, provoca dormência e câimbras e é seguida da dor localizada causada por alterações nas fibras nervosas das extremidades.

Apesar da grave queda na qualidade de vida que provoca, a neuropatia diabética permanece subdiagnosticada e subtratada, relatam Saad Javed e colegas da Universidade de Manchester, Reino Unido, na revista "Therapeutic Advances in Chronic Disease".

Tratamentos que restabelecem a higidez dos nervos estão em testes, mas nenhum ainda é satisfatório, dizem os autores. O tratamento sintomático ainda é o grande desafio.

Os opiáceos dão significativo alívio, mas causam efeitos adversos, como náuseas e dependência no longo prazo.

Algumas diretrizes recomendam medicamentos que atuam sobre o sistema nervosos central, como os antidepressivos e antiepilépticos. Cremes tópicos com capsaicina, componente ativo da pimenta vermelha, parece diminuir a dor, mas pode provocar irritação ou queimadura.

Na abordagem não farmacológica, são sugeridas a estimulação elétrica e o emprego da acupuntura.

O melhor tratamento é a prevenção. Especialistas recomendam controle permanente da glicemia e observação diária dos pés: devem estar limpos, sem bolhas ou inflamações. Elas podem provocar a úlcera do pé diabético, exigindo atenção médica imediata.


O bebê sem planos
08/02/2015 - Folha de S.Paulo


Aos três meses de gestação, Jaqueline descobriu no exame morfológico que seu bebê tinha malformações congênitas graves, com poucas as chances de sobrevida.

Ainda na barriga, na 32ª semana, precisou passar por uma punção de líquido no pulmão e, em seguida, colocar dreno no órgão.

Ao nascer, Davi foi direto para a UTI neonatal. Hoje, com um ano e quatro meses, está em casa, mas depende de cuidados de homecare, com presença de enfermeira 12 horas por dia. Alimenta-se por meio de sonda (gastrostomia) e é monitorado durante o sono com um aparelho que mede a oxigenação sanguínea.

Por conta da malformação no maxilar e da fenda palatina (abertura no céu da boca), tem dificuldades para respirar quando está dormindo.

A família tem dois problemas: não sabe qual a doença genética que o filho tem e também corre o risco de ficar sem plano de saúde.

Davi é dependente no plano empresarial da mãe, que foi demitida após o fim da licença-maternidade. "Precisava cuidar do meu filho", conta Jaqueline do Valle, 30, que trabalhava no RH de uma empresa de engenharia.

Pelas regras da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar, que regula os planos), o funcionário tem direito a permanecer no convênio da empresa durante um terço do período de contribuição --no caso de Jaqueline, até o próximo mês de maio.

Ela já procurou a CNU (Central Nacional Unimed), onde é conveniada hoje, para tentar se manter na operadora, pagando o valor integral, mas a resposta foi que isso não será possível e que ela deverá contratar um novo plano de saúde.

Fazer um novo plano em uma outra operadora exigiria o cumprimento de uma carência de dois anos --Jaqueline e o marido, Douglas do Valle, 33, professor de educação física, já consultaram outras cinco empresas.

Segundo a advogada Renata Vilhena Silva, como Jaqueline foi demitida sem justa causa, ela tem direito à portabilidade especial, ou seja, migrar para outro plano sem cumprimento de carência.

O Código de Defesa do Consumidor também garante a continuidade no plano, pagando o valor integral. "Mas muitas pessoas só têm conseguido fazer valer esses direitos recorrendo à Justiça."

SEM DIAGNÓSTICO

Outro dilema que atormenta os pais de Davi é não saber qual a doença o filho tem. "Ele já passou por um geneticista, fez exames, mas não houve diagnóstico. É angustiante. Ele tem febre há uns três meses e ninguém sabe o que é, se faz parte da síndrome ou não", diz a mãe.

O menino apresenta atraso no desenvolvimento cognitivo e motor. Não fala e não anda. Mas sorri para os pais.

A esperança reside em um novo exame genético que rastreia várias síndromes raras, mas que o plano de saúde não cobre. O teste custa R$ 12 mil e a família tem feito bazares para alcançar esse valor.

Segundo o geneticista Salmo Raskin, professor da PUC do Paraná, muitas famílias vivem a mesma situação dos Valle. Às vezes, até pior porque nem acesso a um médico geneticista elas têm.

As doenças raras afetam, em média, 1,3 nascimento a cada grupo de 2.000. Estima-se que existam ao menos 8.000 tipos possíveis de diagnóstico. Mais que 80% têm origem genética e 75% atingem crianças.

Para desvendá-las, os geneticistas são os especialistas mais indicados. Porém, só existem 250 no país, a maioria na rede privada e distribuída nos grandes centros.

Raskin diz que é rotina as operadoras de saúde alegarem que exames genéticos não têm cobertura, o que obriga as famílias a recorrem à Justiça ou a desistirem da busca por falta de recursos.

Depois do diagnóstico de uma doença rara, vem um novo desafio: a falta de tratamento, seja porque não existe mesmo, seja porque o SUS ou os planos não oferecem.

Para Jaqueline, o simples fato de descobrir o nome da doença de Davi já seria um avanço. "Mesmo que não tenha tratamento, a gente acredita que será possível melhorar a qualidade de vida dele."


Número de casos de dengue no país cresce 57,2% em janeiro
07/02/2015 - Valor Econômico / Site


O número dos casos de dengue em janeiro de 2015 superou em 57,2% os casos do mesmo período do ano passado. De acordo com o Ministério da Saúde, foram quase 41 mil casos este ano contra 26 mil em janeiro de 2014. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, considerou a escassez de água um dos fatores determinantes para o aumento dos casos.

“A falta de água que acontece em muitas partes do país e faz com que as pessoas armazenem a água em condições não adequadas, sem a devida proteção. Isso, sem dúvida nenhuma, é um dos fatores desencadeantes”. Chioro, no entanto, ressaltou que outras regiões, que não sofrem com falta de água, também registraram mais casos de dengue. “Portanto, não dá pra brincar. É preciso que cada um faça sua parte”.

Apesar do aumento nos casos, o número de mortes pela dengue apresentou forte queda. Se em janeiro de 2014 houve 37 mortes, no mesmo período de 2015 esse número caiu para seis. “Isso significa que os nossos serviços de saúde, médicos, enfermeiros e demais profissionais estão atentos aos sinais de agravamento: isso é decisivo para não deixar que as pessoas morram de dengue”, avaliou Chioro.

Além disso, os casos denominados como “dengue com sinais de alarme”, quando a doença tem mais chance de se agravar, também caíram. A redução foi de 80,8%, com 402 registros em janeiro de 2014 e 77 registros no ano seguinte. Os casos graves, por sua vez, caíram de 49 para 14.

O ministro esteve hoje em Valparaíso, em Goiás, para a campanha de mais um dia de mobilização contra a dengue e chikungunya, o chamado Dia D. O ministro, junto com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, visitaram duas casas e verificaram se havia possíveis criadouros do mosquito.

“As garrafas estavam pra baixo, os brinquedos não estavam espalhados no quintal, a caixa d'água estava bem fechadinha. Ela é uma cidadã que vem fazendo sua parte. Mas não adianta ela fazer a parte dela e o vizinho não fazer a dele”, disse o ministro, após visitar a casa de Maria José da Silva, moradora do Céu Azul, em Valparaíso.

Em frente às casas visitadas pelo ministro, a prefeitura de Valparaíso montou vários estandes para mobilizar a população sobre os cuidados para prevenir a dengue e chikungunya. Cartilhas e orientações estavam disponíveis para os moradores da região. Além disso, nutricionistas, pediatras, oncologistas e outros profissionais de saúde também estiveram lá para atender a quem precisasse.





 

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