Clipping de Notícias - 03/05/2016

CRF-SP - Clipping de Notícias
 

CLIPPING - 03/05/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 
   

 

 

Lote de teste da ‘pílula do câncer’ fica pronto

03/05/2016 - O Estado de S.Paulo


FRANCA - O laboratório autorizado a produzir a fosfoetanolamina sintética para análises clínicas, em Cravinhos, no interior paulista, finalizou a produção do primeiro lote. São 35 quilos da chamada “pílula do câncer” que serão enviados nesta semana para a Fundação para o Remédio Popular (Furp) para serem transformados em 70 mil cápsulas.

A substância em seguida será testada em pacientes de hospitais em um trabalho coordenado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Mais cinco remessas da fórmula serão encaminhadas nos próximos meses.

O Estado entrou em contato com o laboratório, que não divulgou mais detalhes sobre a produção. A informação é de que um informe público será posteriormente agendado.

A fosfoetanolamina ficou conhecida como “pílula do câncer” por supostamente combater a doença. Para dirimir as dúvidas sobre a substância, durante seis meses será realizado um estudo clínico de eficácia.

O trabalho será necessário porque, apesar de liberada por uma lei federal já sancionada pela presidente Dilma Rousseff no mês passado, a fosfoetanolamina não passou por testes científicos com humanos para ser considerada um medicamento. Entidades médicas também cobram no Supremo Tribunal Federal (STF) que a liberação seja considerada inconstitucional.

Pela lei, quem tem tumor maligno ganhou direito ao uso da substância. Basta comprovar o diagnóstico, por laudo médico, e assinar um termo de responsabilidade. No entanto, a Furp já antecipou que não produzirá cápsulas para comercialização.


TESTES


Em um primeiro momento, o estudo definirá a dose a ser ministrada em dez pacientes. Também serão analisados efeitos colaterais graves. Não havendo problemas, 21 voluntários passarão a tomar a substância. Entre outros, estarão envolvidos doentes com tumores no pulmão, próstata, fígado e estômago. A intenção é ir ampliando o número de pacientes até chegar a 1 mil.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação prevê gastar em torno de R$ 5 milhões com o estudo clínico. A fosfoetanolamina sintética foi desenvolvida inicialmente na cidade de São Carlos (SP), no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), pela equipe coordenada pelo professor aposentado Gilberto Chierice. Durante anos, a substância foi distribuída gratuitamente para pessoas interessadas.

Há dois anos, porém, uma determinação interna da USP barrou a distribuição, o que levou os interessados à Justiça. Muitos doentes garantem ter detectado efeitos positivos ao usar a fosfoetanolamina. Análises iniciais de laboratório não comprovaram a sua eficácia.




Primeira vacina contra dengue deve custar até R$ 400

03/05/2016 - Folha de S.Paulo


A primeira vacina contra dengue já aprovada no Brasil poderá chegar às clínicas privadas com preço de até R$400 a dose. O produto prevê três doses para obter máxima efetividade.

A estimativa inicial de preço máximo foi calculada pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) —órgão interministerial responsável pela determinação dos preços de remédios no país—após análise de dados enviados pela Sanofi Pasteur, empresa que produz a vacina. O valor final será divulgado em até 60 dias.

O primeiro resultado das análises foi informado pelo presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Jarbas Barbosa, durante encontro com gestores de saúde. A Folha acompanhou o evento.

“Todo primeiro produto é mais difícil, porque há dificuldade de estabelecer precificação. Exigimos metodologia de custo-efetividade. Esse trabalho está sendo concluído. Provavelmente o parâmetro é preço similar ao da vacina contra HPV, em torno de R$ 400 a dose”, afirmou no encontro.

Fabricante e varejo, no entanto, podem negociar preços menores, lembra.

“De HPV, o preço-teto é de R$400 [na rede privada, o valor cobrado por dose fica em torno de R$380],mas [é] vendida ao SUS por um preço muito menor. Normalmente o preço-teto é utilizado quando o produto vai para o setor privado e não tem concorrência”, diz Barbosa, que ressaltou que o custo inicial deve passar por nova análise.

A vacina da Sanofi é a única já aprovada no país. Há outras três em estudo—duas em fase final de pesquisas.

Sugerido inicialmente para a rede privada, o valor reduz as chances de a vacina ser incorporada no SUS. A avaliação entre membros do governo é que o preço não compensaria o resultado do produto, cujos índices de eficácia são considerados baixos —a média é de 66% entre os quatro tipos de vírus da dengue.

“Fica praticamente impossível incorporá-la no Programa Nacional de Imunização”, diz o ministro interino da Saúde, Agenor Álvares. “Para o governo, o valor informado foi de 22 euros a dose (cerca de R$ 88). Mesmo nesse preço, o impacto é de R$ 10,5 bilhões ao ano, três vezes o orçamento do programa.” IMPASSE Outro impasse é que a vacina só é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos, o que exclui crianças e idosos, considerados mais vulneráveis a complicações e mortes.

Neste ano, o Brasil já soma 996 mil casos de dengue, segundo dados do Ministério da Saúde obtidos pela Folha.

Em 2015, o país registrou recorde da doença, com mais de 1,6 milhão de casos.

Em nota, a Sanofi Pasteur informa que aguarda a definição do valor pela Cmed para comentar. Ainda segundo a empresa, estudos clínicos apontam que a vacina é capaz de evitar 8 em cada 10 internações por dengue.O produto também reduziu em 93% os casos graves em pessoas acima de nove anos, diz.

Outros três institutos e empresas pesquisam vacinas antidengue: Butantan, Takeda e Bio-manguinhos/Fiocruz (em parceria com a GSK).

O mais adiantado é o Butantan.

Em dezembro, o instituto obteve aval para iniciar a terceira e última etapa de testes em humanos. O instituto prevê que a vacina, desenvolvida para ser aplicada em apenas uma dose, esteja disponível para uso até 2018.

 

 

 
 

Planos de saúde

03/05/2016 - Valor Econômico


Nos três primeiros meses deste ano, 617,4 mil pessoas perderam o acesso a planos de saúde, principalmente devido ao aumento do desemprego no país. Esse volume equivale quase ao total perdido em 2015, quando 766 mil usuários ficaram sem convênios médicos, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Trata-se da maior queda desde 2000, quando a agência reguladora começou a apurar os dados do setor. Em março deste ano, havia 48,8 milhões de usuários desse serviço no país - 32,4 milhões deles, de planos de saúde empresariais. Apesar do recuo no número de clientes, as operadoras registraram aumento de 11% na receita de 2015, para R$ 142,3 milhões, um reflexo do reajuste das mensalidades dos planos.




Planos de saúde perdem 617 mil mil clientes no 1º trimestre

02/05/2016 - Valor Econômico / Site


Nos três primeiros meses deste ano, os planos de saúde perderam 617,4 mil usuários nos vários segmentos, incluindo o empresarial, que equivale a 75% dos convênios no país. Esse volume equivale a quase totalidade do acumulado de 2015, quando 766 mil pessoas ficaram sem plano de saúde, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Trata-se da maior queda desde 2000, quando a agência reguladora começou a apurar os dados do setor.

Em março deste ano, havia 48,8 milhões de usuários de convênios médicos, sendo 32,4 milhões de planos empresariais, benefício concedido pelas empresas aos funcionários e que, no cenário de desemprego, é duramente afetado.

Considerando a base total, a queda no primeiro trimestre de 2016 não é tão representativa. Houve uma redução de 1,24% em relação a dezembro passado e de 2,65% quando comparado a um ano antes.

No segmento de planos dentais, 274,3 mil pessoas deixaram de ter o benefício nos três primeiros meses deste ano. O setor chegou em março com 21,6 milhões de usuários com plano odontológico, queda de 1,3% em relação ao último trimestre de 2015.


RECEITA


O setor de planos de saúde e dental registrou receita de R$ 142,3 milhões em 2015, o que representa uma alta de 11,21% quando comparado a um ano antes.

Esse aumento é reflexo, principalmente, dos reajustes de preço dos convênios médicos. Os planos individuais, definidos pela ANS, tiveram alta de 13,5%. Já nos planos empresariais, cuja negociação é livre, o reajuste médio foi de 16,5%, segundo dados da AON, consultoria de saúde.

Os custos médicos das operadoras de planos somaram R$ 119,2 milhões em 2015, aumento de 10,5% em relação ao exercício anterior.




Mercado Aberto: Em alta, laboratórios postergam fusões com grupos estrangeiros

03/05/2016 - Folha de S.Paulo


Laboratórios de diagnóstico brasileiros têm postergado os planos de fusões e aquisições com grupos estrangeiros para aproveitar seu período de crescimento.

O centro paulista de diagnósticos Salomão Zoppi, que no fim do ano passado negociava com grupos estrangeiros a venda de 20% a 30% da empresa, diz agora que não deve firmar acordos em 2016.

"Não temos interesse em evoluir com isso neste momento, em meio a uma forte expansão", afirma o presidente-executivo, Mário Pereira.

A Mendelics, especializada em testes genéticos, também tem recusado negociações.

"A procura tem sido grande, os grupos de fora observam a crise no Brasil e esperam preços mais baixos. Mas, para nós, não seria um bom negócio agora", diz David Schlesinger, um dos fundadores.

A Mendelics atingiu, em maio, o equivalente à receita de todo 2015, afirma ele.

Com resultados positivos e caixa para investir, as empresas do setor têm optado por esperar atingir um valor mais alto para então negociar a venda, analisa o advogado Henrique Frizzo, sócio do escritório Trench, Rossi e Watanabe.

A procura internacional teve forte alta no último ano, após mudança na legislação que passou a autorizar a participação estrangeira em empresas de assistência à saúde.

Apesar de não citar diretamente laboratórios, a lei era uma barreira, pois criava insegurança jurídica e impedia a expansão para outros serviços de saúde, diz Frizzo. "Era uma demanda represada."




Mercado Aberto: Receita Legível

03/05/2016 - Folha de S.Paulo


O centro de diagnósticos SalomãoZoppi vai investir neste ano R$ 60 milhões para abrir três unidades em São Paulo, como parte de seu plano de expansão.

Em 2015, a empresa já havia anunciado outros quatro novos endereços —um deles, o 11° da rede, será inaugurado neste mês, em Osasco.

No primeiro trimestre deste ano, a receita aumentou 59% em relação ao mesmo período do ano passado.

"Neste ano, o plano é manter essa taxa de crescimento", diz o presidente-executivo, Mário Sérgio Pereira.

R$ 275 milhões

foi o faturamento em 2015

 
 

Mapa do câncer de mama

03/05/2016 - O Globo


Análise do DNA de 560 pessoas com câncer de mama revela 93 genes que, se modificados, podem causar tumores — 60% dessas mutações envolvem apenas dez genes. Dois estudos publicados ontem traçam o mapa mais completo já feito sobre o câncer de mama, identificando quais mutações no genoma humano são capazes de causar o tumor e os genes envolvidos nessas alterações. A descoberta é considerada um marco, porque permite que pessoas com a mesma doença possam receber tratamentos diferentes e personalizados, de acordo com o gene e o tipo de mutação que fez surgir o câncer de mama em cada uma delas. A partir de agora, os médicos conseguirão saber, ao identificar um tumor na mama, quais genes contêm erro e em que ponto do genoma ocorreu a mutação.

A equipe de pesquisadores analisou o DNA de 560 pacientes de câncer de mama (sendo 556 mulheres e quatro, homens) e chegaram a 93 genes — ou conjuntos de instruções — que, se modificados, podem causar tumores. A maioria deles já era conhecida, mas, desta vez, os pesquisadores acreditam ter alcançado o quadro mais definitivo de possíveis mutações. O trabalho foi realizado pelo Instituto Wellcome Trust Sanger — um dos maiores centros de estudo de genoma do mundo, no Reino Unido —, e as descobertas foram publicadas nas revistas “Nature” e “Nature Communications”.

Diretor do instituto onde as análises foram realizadas, Mike Stratton considera que os resultados são um divisor de águas para a compreensão do câncer de mama.

— Existem cerca de 20 mil genes no genoma humano. E, agora, com uma visão completa sobre o câncer da mama, sabemos que 93 desses genes, se alterados, irão converter uma célula normal da mama em uma célula cancerosa. Esta é uma informação de extrema importância — ressaltou ele, em entrevista à “BBC”.


60% DAS MUTAÇÕES EM DEZ SEGMENTOS DO DNA


Os dados das pesquisas mostram, ainda, que 60% das mutações que levam ao câncer de mama envolvem apenas dez genes. No outro extremo, porém, existem certas mutações tão raras que causam somente uma pequena fração dos cânceres, o que significa que é pouco provável que elas recebam investimentos para a criação de terapias.

Todas as mutações identificadas pelos estudos não são de origem genética, e sim somática: são adquiridas ao longo da vida, por interferências do ambiente ou de comportamento, como obesidade, tabagismo ou poluição. Por isso, elas não podem ser rastreadas antes do surgimento de um tumor, como foi o caso da atriz Angelina Jolie, que detectou em seu DNA a mesma alteração no gene BRCA1 que fez sua mãe morrer de câncer de mama antes dos 60 anos — assim como a avó e uma de suas tias.

As pesquisas evidenciam, inclusive, que os genes BRCA1 e BRCA2 podem sofrer mutações por interferência de fatores externos, e não apenas dos herdados em família, como se acreditava anteriormente. Erros nesses genes aumentam muito o risco de desenvolver câncer de mama e de ovário porque são eles os genes responsáveis por proteger as células dessas duas partes do corpo. Quando eles não funcionam corretamente, não conseguem impedir o surgimento e a replicação de células cancerosas.

E são justamente os cânceres que não têm a ver com herança genética os maiores responsáveis pela alta na incidência de novos casos da doença ano após ano. São esperados, por exemplo, 58 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2016, pelo menos seis mil a mais do que se esperava cinco anos atrás, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

— Esse trabalho do Reino Unido mostra como é importante levarmos uma vida de qualidade — analisa o presidente da SBM, Ruffo de Freitas Júnior. — O estudo mostra que muitos de nós nascemos com o genoma perfeito e acabamos provocando erros por conta do nosso próprio estilo de vida.

Essas modificações pelas quais o DNA pode passar ao longo da vida formam padrões, também chamados de assinaturas de mutação, que podem ser detectados quando um tumor se forma, além de dar pistas sobre as causas do câncer.

— No futuro, seremos capazes de traçar o perfil individual de genomas de câncer, para identificarmos o tratamento com mais chances de ser bem-sucedido. Estamos um passo mais perto de uma medicina personalizada — disse a principal autora dos estudos, Serena Nik-Zainal, também pesquisadora da Universidade de Cambridge.

De acordo com Cristiane Nimir, patologista mamária associada ao Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês, um dos benefícios do tratamento personalizado para o câncer de mama é a redução dos efeitos colaterais.

— Muitos dos quimioterápicos usados hoje não conseguem distinguir as células normais das cancerosas, é como se eles não soubessem exatamente que tipo de erro procuram — explica ela. — Menos efeitos colaterais melhoram não só o bem-estar do paciente, como geram menos custos de internação e remédios. As terapias-alvo beneficiarão todas as pessoas com esse câncer, sejam aquelas com tumor hereditário ou somático.




Sai MP que estende prazo de permanência de estrangeiro no Mais Médicos

02/05/2016 - Valor Econômico / Site


Publicada nesta segunda-feira, 2, no Diário Oficial da União, a Medida Provisória (MP) 723 prorroga por três anos a permanência de estrangeiros no programa Mais Médicos.

A MP permite que os médicos estrangeiros continuem atuando sem ter que revalidar o diploma no Brasil.

A lei que criou o Mais Médicos em 2013 previa a dispensa de revalidação do diploma nos três primeiros anos de atuação. A MP publicada hoje estende esse prazo por três anos. O visto temporário para esses profissionais também foi ampliado pelo mesmo período.

Quando a MP foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff na semana passada, o Ministério da Saúde informou que sete mil profissionais sairiam do Mais Médicos e, com a edição da norma, poderão continuar atuando.




Falta médico em posto de parceira de Haddad

03/05/2016 - Folha de S.Paulo


Faltam médicos em três unidades de saúde da gestão Fernando Haddad (PT) que foram assumidas pelo Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde). Os postos ficam no centro e na zona norte de São Paulo.

A OS (organização social) é anova responsável por unidades antes administradas pela Santa Casa, como o pronto-socorro Lauro Ribas Braga (Santana) e as UBSs Jardim Joamar (Tremembé) e Parque Edu Chaves (Jaçanã).

Nesta segunda-feira(2), somente uma ginecologista atendia na UBS Jardim Joamar.

Uma grávida de quatro meses de gestação, que não quis ser identificada, conta que, há dois meses, perdeu uma consulta agendada por falta de ginecologista. “Estou há duas horas e meia esperando para ver se hoje consigo encaixe”, relata.

Também há problemas na pediatria no pronto-atendimento —que nesta segunda estava sem médico da especialidade— e nas consultas agendadas. “Estão marcando somente para outubro”, conta a do nade casa Ronilda Vieira, 29, que buscou ajuda.

Na UBS Parque Edu Chaves, a espera por consulta com pediatra é de cinco meses, diz a costureira Maria Maydana, 31. “Antes, era de três meses.” Nesta segunda, às 14h05,a sala de ginecologia da unidade estava fechada, sem atendimento.

No PS Lauro Ribas Braga, havia apenas médicos da prefeitura. Antes, também havia profissionais contratados pela Santa Casa.

Já o PS Álvaro Dino de Almeida (Barra Funda), que também irá para o Iabas, continua sob a antiga gestão. Segundo funcionários, há dois médicos por turno, quando deveria haver o dobro. Faltam também dois enfermeiros (deveriam ser quatro) e quatro auxiliares de enfermagem (o ideal são 12).Um funcionário diz que internados não são mais transferidos para a Santa Casa e permanecem ali.

A Secretaria Municipal da Saúde disse em nota que o Iabas assumiu todas as UBSs do Jaçanã/Tremembé, além de CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) em Santana e no Mandaqui.

Ainda de acordo com a prefeitura, o Iabas também assumiu o PS Lauro Ribas Braga, completando com profissionais contratados o quadro já existente de servidores públicos do local.

A prefeitura diz que o instituto se comprometeu a alocar mais dois clínicos, um ginecologista, um pediatra e um psiquiatra na UBS Parque Edu Chaves, ao longo da semana. Na UBS Jardim Joamar, a seleção para mais médicos está em fase final.

A pasta afirma que o PS Barra Funda estava com escala de profissionais completa nesta segunda.Procurado, o Iabas não se pronunciou.




Stents desnecessários só beneficiam indústria e quem dela ganha comissões

03/05/2016 - Folha de S.Paulo / Site


Há bem pouco o que comemorar na saúde brasileira em tempos de tantas epidemias, cortes de orçamentos e do leilão em curso nos quadros do Ministério da Saúde.

Mas um fato me alegrou nos últimos dias: o fortalecimento da campanha "Choosing Wisely" (escolhendo com sabedoria) no Brasil, com adesão de ao menos duas sociedades médicas, a de cardiologia e de medicina de família, e apoio da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Para quem não conhece, essa campanha foi iniciada nos Estados Unidos em 2012 e tenta mostrar os riscos do excesso de exames, que pode levar a tratamentos desnecessários, alguns dos quais causando mais danos do que benefícios aos pacientes.

Na oncologia, mesmo com o advento de exames sofisticados e tratamentos modernos e caros, a mortalidade não caiu. Com a mamografia, o diagnóstico de um tipo de câncer de mama (carcinoma ductal in situ), por exemplo, aumentou de 3% para 25% em três décadas. Mas o índice de mortalidade permaneceu inalterado, independentemente do tratamento adotado.

No meio desse caminho, muitas biopsias, cirurgias e tratamentos foram feitos inutilmente, gerando gastos, riscos e estresse desnecessários. O mesmo tem sido observado em certos tumores de próstata e de tireoide.

No caso da tireoide, recentemente vimos um dos tumores ("variante encapsulada folicular do carcinoma papilar da tireoide, ou EFVPTC, na sigla em inglês) deixar de ser câncer. Isso significa que, anualmente, 46 mil pessoas no mundo foram operadas e de fizeram radioterapia desnecessariamente.

Voltando à campanha "Choosing Wisely", o objetivo não é impor nada a ninguém, mas, estimular que as sociedades médicas criem suas listas de procedimentos a serem evitados.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia, por exemplo, tomou uma atitude corajosa: está recomendando que os cardiologistas não coloquem "stents" em pacientes assintomáticos, prática ainda muito comum. Estudos apontam que 50% das intervenções coronárias nos Estados Unidos, por exemplo, são inadequadas ou incertas. E o pior: não previnem infartos.Leia mais outras orientações no site da SBC.

Quem ganha com os stents e outras próteses desnecessárias? A indústria e os distribuidores dos dispositivos (por razões óbvias), os hospitais (que têm taxas de comercialização sobre eles) e uma parcela de médicos que ganha "comissões" da indústria. As investigações sobre a "máfia das próteses" têm farta documentação sobre isso.

Quem perde? Você, paciente, que vai passar pelo risco de uma cirurgia desnecessária e não terá garantia alguma de que estará protegido. Quem mais perde? Os sistemas de saúde (público e privado) que, ao pagar por procedimentos desnecessários e alimentar "máfias" do setor, jogam no ralo recursos que poderiam estar sendo investidos onde realmente são necessários.

Ninguém aqui é contra exames ou tratamentos, é preciso deixar bem claro. A maioria das decisões médicas se baseia em exames e muitos deles são fundamentais na assistência. Mas não se pode negar o abuso existente hoje (há muita literatura documentando isso) e a necessidade de mais critérios nessas indicações. A meta deve ser a busca por diagnósticos e tratamentos que realmente tenham impacto na qualidade/expectativa de vida das pessoas.

Porém, só a campanha não basta para mudar essa cultura perniciosa do excesso de diagnósticos. Com as consultas cada vez mais rápidas (os planos pagam mal, e o médico tenta ganhar na quantidade de pacientes atendidos), o caminho natural acaba sendo priorizar pedidos de exames (e o paciente adora isso) em detrimento de uma anamnese bem-feita.

A mudança passa por novos modelos de remuneração que valorizem a qualidade da assistência, e não a quantidade de procedimentos realizados. Tem muita gente discutindo isso há muito tempo. Difícil é fazer com que os "players" deixem de lado interesses corporativos e pensem no bem comum.




Saúde diz que não há falta de vacina antigripe

03/05/2016 - O Estado de S.Paulo


O Ministério da Saúde divulgou ontem nota em que garante não haver falta de vacina contra gripe no País. De acordo com a pasta, os Estados receberam, até sábado,71% do total de doses previamente estabelecido. São Paulo, por exemplo, teria recebido 78% do previsto. Estados do Norte teriam recebido 100% do acordado.

O Estado mostrou ontem que a grande procura fez com que o produto se esgotasse rapidamente em cidades do interior de São Paulo.

A distribuição do imunizante neste ano teve início quase um mês antes da Campanha Nacional de Vacinação. A estratégia foi adotada em virtude da antecipação da epidemia. Quando a medida foi adotada, a pasta recomendou que Estados reservassem parte das doses para a campanha de vacinação.


DOSES


De acordo com a nota, foram distribuídas no País 54 milhões de doses de vacinas, o suficiente para imunizar 49,8 milhões de pessoas. Neste ano, foi adquirido um excedente de 4 milhões de doses.




Vacina se esgota em clínicas do Rio

03/05/2016 - O Globo


O medo da gripe suína, que já matou 18 pessoas no estado, levou a uma corrida a clínicas particulares do Rio, onde vacinas contra H1N1 estão esgotadas. A procura foi acima da esperada. No estado, mais de 1 milhão de pessoas foram imunizadas. O medo de contrair o vírus H1N1 — que este ano já causou 18 mortes no estado — provocou uma corrida aos postos das redes públicas de saúde e às clínicas de imunização privadas, onde os estoques da vacina contra a gripe estão esgotados ou muito baixos. A grande demanda causou congestionamento nas linhas telefônicas das unidades particulares, que usaram as redes sociais e seus sites para alertar os interessados para o desabastecimento. Na Neovacinas, por exemplo, que tem filiais em Botafogo e na Barra, os estoques já estão esgotados desde a semana passada e não há previsão de novas remessas. Segundo a pediatra Maria Cristina Senna Duarte, diretora da clínica, o fato de os casos de H1N1 terem ocorrido mais cedo este ano levou a população a buscar proteção o quanto antes.

— As pessoas ficaram mais conscientes da necessidade de se imunizar e correram para a clínica. Acontece que a capacidade de produção de vacinas da gripe não correspondeu a essa procura — disse a médica.

A esteticista Carmen Luísa da Silva, de 33 anos, contou que passou a manhã de ontem telefonando para a filial da clínica Profilaxys na Tijuca e, como não conseguiu ser atendida, decidiu ir pessoalmente ao local para tentar vacinar o filho de 6 anos. Quando chegou, viu logo na porta do estabelecimento uma plaquinha informando: “Não temos vacina de gripe”

— O telefone só dava ocupado, então eu vim até aqui, mas dei azar. Não tem essa vacina da gripe em lugar algum. Já liguei para várias clínicas — disse ela, que foi no horário do almoço à clínica, que estava fechada.


SEM PREVISÃO DE REPOSIÇÃO


Mais tarde, por telefone, uma funcionária informou a Carmen que não há previsão de chegada do produto. Também lhe disse que não havia a vacina nas unidades de Botafogo e Barra 2. Segundo Carmen, informaram-lhe que os laboratórios não têm mais doses em estoque.

Uma equipe do GLOBO ligou para dez clínicas das zonas Sul, Norte e Oeste, para saber se a vacina contra o H1N1 está disponível. Em todas, a resposta foi a mesma: só havia a quadrivalente pediátrica (para menores de 3 anos), justamente a faixa etária de um dos grupos que podem ser imunizados nos postos de saúde gratuitamente, sem precisar desembolsar os cerca de R$ 150 cobrados na maioria dos estabelecimentos privados.

Há dois tipos de vacina: a trivalente, que progete contra o H1N1, o H3N2 (ambos vírus da influenza A) e uma cepa da influenza B,e a quadrivalente, que combate todos esses micro-organismos e mais uma outra cepa da influenza B.

A jornalista Mônica Lima, de 45 anos, procurou a filial da clínica Vaccini no Méier, no último sábado, para tentar vacinar a filha Laura, de 9. Quando chegou, um cartaz avisava sobre a falta do produto.

— A atendente disse que não há previsão para chegar. É preciso ficar acompanhando: ligando, vendo no site ou vindo aqui perguntar — disse Mônica, que foi informada pelo grupo de WhatsApp da escola da filha que ainda é possível encontrar doses numa clínica da Barra.

No site da Vaccini, um quadro com a data de ontem divulgava a disponibilidade de vacinas contra a gripe em todas as filiais. O texto, no entanto, deixava claro que não era possível “estimar o tempo de duração dos estoques”. De acordo com o aviso, no Estado do Rio só era possível achar doses da trivalente (adulto e pediátrica) em Macaé. Em nenhuma das 12 filiais havia estoque de vacina quadrivalente contra a gripe. Avisos semelhantes foram publicados nos sites das clínicas Neovacinas e Kinder.

A pediatra Maria Cristina Senna Duarte destacou que tanto a trivalente quanto a quadrivalente oferecem proteção contra o H1N1.

Dois laboratórios que fornecem vacina a clínicas no município alegam que a procura este ano foi acima da média. O Sanofi Pasteur informou que “atendeu a todas as solicitações realizadas antecipadamente pelas clínicas de vacinação”. Desde o fim de março, a empresa está fornecendo para todo o Brasil a trivalente. Também antecipou em cerca de três semanas a entrega da quadrivalente, que começou a ser distribuída em 11 de abril. Este ano, em comparação com 2015, o número de doses dessa vacina dobrou. Já o laboratório GSK destacou que a “demanda está muito acima do esperado devido ao recente surto de H1N1.” Acrescentou que, “em razão da complexidade de produção da vacina, a capacidade de abastecimento é coberta por diferentes laboratórios.”


META NA CAPITAL É IMUNIZAR 1,2 MILHÃO


A corrida pela imunização se repete nos postos da Secretaria municipal de Saúde, que, desde sábado, dia D da vacinação, já imunizaram 486.226 pessoas, o que representa 3% da população alvo. A meta é chegar a 80% — cerca de 1,2 milhão. A coordenadora municipal de Imunização, Nadja Greffe, avalia a corrida aos postos como um resposta positiva da população. E garante que não há risco de faltar vacina. Atendendo a recomendação do Ministério da Saúde, a rede municipal só imuniza idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a 5 anos incompletos (até 4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, doentes crônicos e profissionais de saúde.

— A população está entendendo o benefício da vacinação como uma forma importante de prevenção dos casos de influenza e procurando os postos. Recebemos do Ministério da Saúde 1,2 milhão de doses da vacina trivalente — disse ela.


“ACHO MUITO IMPORTANTE ME CUIDAR"


No Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, o movimento começou cedo ontem. Das 8h ao meio-dia, foram aplicadas 1.240 doses. O tempo médio de espera, segundo a Secretaria de Saúde, foi de 15 a 20 minutos. A aposentada Ruth Azevedo, de 70 anos, contou que, por volta das 10h, passou pela Rua Desembargador Isidro e, quando viu que a fila virava a esquina, desistiu. Já Maria das Graças da Silva, de 74 anos, esperou 30 minutos para ser vacinada. Ela preferiu ir logo cedo, pois temia que as doses acabassem:

— Eu vi na televisão que os estoques podem acabar. No sábado, não pude vir porque tinha outro compromisso, mas hoje (ontem) vim logo. Tomo a vacina todos os anos, acho muito importante me cuidar — comentou ela.

A Secretaria estadual de Saúde informou que, até o fim da tarde de ontem, 1,06 milhão de pessoas foram imunizadas: 492.422 crianças entre 6 meses e 5 anos incompletos (52,21% do públicoalvo), 45.433 gestantes (25,94%), 452.523 idosos (21,45%), 7.726 doentes crônicos (26,84%), 66.863 profissionais de saúde (17,35%) e 290 indígenas (44,62%).




HPV se aproveita de fragilidade emocional

03/05/2016 - Correio Braziliense


Diferentes estudos têm mostrado que estresse e depressão, além de afetarem a qualidade de vida, enfraquecem o sistema imunológico. Agora, pesquisadores americanos constatam que esse efeito pode ser especialmente perigoso para mulheres com o papiloma vírus humano (HPV). Após acompanharem por 11 anos jovens infectadas pelo micro-organismo, os cientistas descobriram que esses problemas emocionais, principalmente se aliados a hábitos pouco saudáveis, como fumar e beber, aumentam a capacidade de o vírus agredir o organismo.

Os autores do estudo, divulgado na semana passada durante a reunião da Sociedade Americana de Pediatria, destacam que o trabalho constata suspeitas que já haviam sido levantadas na área médica e reforça a necessidade de mudança de estilo de vida em mulheres com HPV. Segundo eles, para essas pacientes, é fundamental buscar por estilos de vida menos desgastantes para reduzir as chances de aparecimento do câncer de colo de útero, enfermidade causada pelo vírus.

A análise teve início em 2000, quando 333 mulheres que tinham em média 19 anos e haviam sido diagnosticadas com o HPV passaram a ser acompanhadas. As voluntárias realizavam visitas semestrais aos médicos responsáveis pelo estudo para a coleta de amostras. Nessas ocasiões, também respondiam um questionário sobre seus hábitos e como estavam se sentindo. Algumas das perguntas serviam para avaliar o nível de estresse e depressão enfrentado pelas participantes e como elas lidavam com esses problemas.

Após 11 anos de acompanhamento, os pesquisadores analisaram os dados, cruzando as informações colhidas pelos questionários com os exames médicos. Constatou-se um aumento considerável no nível de presença do vírus nas voluntárias com maior desgaste emocional. “Descobrimos que as mulheres que estavam deprimidas ou que haviam sofrido muito estresse eram mais propensas a ter persistência do HPV”, declarou em um comunicado Anna-Barbara Moscicki, professora de pediatria e pesquisadora da Universidade da Califórnia.

Outro ponto observado pelos investigadores foi a influência de hábitos pouco saudáveis com a constância do HPV. “As mulheres que relataram estratégias autodestrutivas para enfrentar problemas emocionais, como beber, fumar cigarros ou usar drogas quando estavam estressadas, eram propensas a ter o HPV mais ativo no organismo”, destacou a autora.


ALERTA


Os cientistas ainda não sabem explicar por que problemas emocionais estão ligados à permanência do HPV no corpo, mas acreditam que o estresse esteja ligado a respostas imunes anormais, dificultando a ação do sistema imunológico contra o vírus. Isso faz com que a pessoa se torne mais propensa a ter problemas de saúde, incluindo câncer de cólon, que tem como uma de suas causas o papiloma vírus humano. “As infecções por HPV são a causa dos cânceres cervicais e são extremamente comuns. O vírus que está no organismo corre o risco de desenvolver cancro do colo do útero. Isso é preocupante, pois muitas dessas mulheres adquiriram a infecção desde adolescentes”, explicou Moscicki.

Para Janaína Sturari, ginecologista e diretora do Hospital Maria Auxiliadora, em Brasília, o estudo americano é de grande importância, pois confirma suspeitas da área médica. “Sempre falamos que o estresse e a depressão parecem prolongar a infecção desse vírus, e, com essa análise, os cientistas provaram o que já vínhamos observando. Fatores como a bebida e o cigarro aumentam os processos inflamatórios, e eles também interferem na área genital. Isso vai levar à persistência da infecção”, avaliou a especialista, que não participou do estudo.

Os autores do estudo acreditam que pesquisas futuras poderão determinar os marcadores inflamatórios que determinam o câncer de colo do útero e estão associados ao estresse. Para eles, a investigação atual já serve como um alerta às mulheres com HPV, que devem buscar estilos de vida mais saudáveis e menos desgastantes. Para Janaína Sturari, essa medida é essencial. “Caso não existam fatores que prolonguem a vida do HPV, como estresse, bebida e cigarro, o organismo consegue eliminar o vírus em cerca de dois anos, porque ele para de se replicar. Mas, para isso, todos os cuidados são necessários, incluindo uma boa alimentação”, detalhou.

A ginecologista lembra que a incidência da doença é alta em todo o mundo. “Ou mudamos nossos hábitos ou vamos sofrer com doenças cada vez mais cedo. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fala em 231 mil mortes a cada ano por câncer do colo de útero. Quando se fala de HPV, pensamos só nas mulheres, mas ele pode provocar enfermidades também nos homens, como câncer de pênis, de ânus e de laringe”, destacou a especialista.

"As mulheres que relataram estratégias autodestrutivas para enfrentar problemas emocionais, como beber, fumar cigarros ou usar drogas quando estavam estressadas, eram propensas a ter o HPV mais ativo no organismo”

Anna-Barbara Moscicki, professora de pediatria e pesquisadora da Universidade da Califórnia

"Sempre falamos que o estresse e a depressão parecem prolongar a infecção desse vírus, e, com essa análise, os cientistas provaram o que já vínhamos observando”

Janaína Sturari, ginecologista e diretora do Hospital Maria Auxiliadora.

Clipping de Notícias - 02/05/2016

CRF-SP - Clipping de Notícias
 

CLIPPING - 02/05/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 
   

 

 

Projeto tenta acelerar registro de patentes, que hoje leva uma década

02/05/2016 - Folha de S.Paulo


Empresários costumam esperar dez anos até conseguir registrar uma patente no Brasil, um passo importante para proteger suas invenções da concorrência e da pirataria. Mas esse tempo deve ser reduzido se uma iniciativa do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e do Sebrae der certo.

As duas instituições formaram um consórcio para agilizar o processo de exame para registros de produtos criados por pequenos e médios empresários.

Os pedidos dessas empresas passam a ser grátis - a taxa normal é de R$ 104 - e ganham status de prioridade.

O projeto, chamado Patentes MPE, tem um limite de 300 solicitações ou duração de um ano contado a partir de 17 de fevereiro -o que vier primeiro.

Com isso, Sérgio Roberto da Silva, 34, e Marco Antônio, 46, esperam conseguir neste ano a patente do Bike Smart, um suporte para prender smartphones a guidões de bicicleta. O processo começou em 2014.

A dupla fazia parte de um grupo de ciclistas urbanos e diz que tinha dificuldade de ver os smartphones enquanto pedalava -os aparelhos muitas vezes são usados como orientadores de rota.

"Um amigo advogado nos alertou que era preciso proteger a criação", conta Silva. Um outro amigo, desenhista industrial, ajudou a criar o design da peça.

Entre desenvolvimento e fabricação do primeiro estoque de 20 mil peças, o investimento inicial foi de R$ 150 mil. Cada unidade, já à venda mesmo sem a patente, o que é legal, custa R$ 39,90.

Ter desenvolvido um protótipo por conta própria antes de tentar o registro já foi um avanço em relação ao que normalmente acontece com inventores, afirma Carlos Mazzei, 53, presidente da ANI (Associação Nacional dos Inventores), que auxilia inventores com a burocracia do INPI para fazer o registro.

"Em alguns casos, o inventor só tem a ideia, mas não sabe como registrá-la ou fazer um protótipo", diz ele.


AJUDA NO PROCESSO


Luiz Pimentel, presidente do INPI, recomenda que o inventor procure ajuda para registrar sua criação, pois o rito processual é muito técnico, com idas e vindas de relatórios e questionamentos.

"Há sempre o risco de ele não conseguir defender a invenção corretamente", diz.

A assessoria pode custar de R$ 5.000 a R$ 50 mil, dependendo da complexidade.

Hoje, há cerca de 200 examinadores no INPI para analisar 211 mil pedidos de patente -em geral, os profissionais têm doutorado em áreas como engenharia, física e tecnologia para exercer a função.

Parece exagero imaginar que o registro de rosas de madeira perfumadas, como as desenvolvidas por Marcus Oliveira, 30, e seu tio Odair Oliveira, 51, requeira análise aprofundada. Mas não é.

"O processo de fabricação precisa ser protegido, pois, às vezes, é um detalhe na produção que garante uma vantagem competitiva", explica Carlos Mazzei, da ANI.

Além do produto, eles patentearam também a técnica de fabricação de cada unidade -vendida por R$ 3 em quiosques de shopping centers. Em 2015, a empresa faturou cerca de R$ 480 mil.


FURA FILA


Além das pequenas empresas, outros setores da economia já têm direito a pedir prioridade, na análise da viabilidade das patentes no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).

"Sabemos que falta um pouco de agilidade, mas priorizamos dentro do possível", diz Luiz Pimentel, presidente do INPI.

O projeto Patentes Verdes agiliza o processo para empresas que tenham ideias voltadas à preservação ambiental.

Já o Produtos para Saúde acelera os procedimentos para itens que sejam estratégicos para a saúde pública -em especial os que podem contribuir de algum modo com o atendimento gratuito no SUS.

Um pedido de patente que já tenha sido aprovado nos Estados Unidos pode ganhar prioridade por meio do programa Patent Prosecution Highway.

Requerentes com mais de 60 anos, portadores de deficiência física ou mental e doentes graves também podem furar a fila.

Pessoas que quiserem questionar usos indevidos de seus inventos ou que aguardam recursos de fomento, e que dependam da patente para obtê-los, têm o mesmo direito.

Por fim, os inventores de itens que o INPI entenda ser de emergência nacional ou de interesse público -como um objeto que possa ser usado em ajuda humanitária no caso de enchentes- podem ter seus exames acelerados.

O pedido para exame prioritário é grátis.




Casos como o da ‘pílula do câncer’ prejudicam o país

01/05/2016 - Folha de S.Paulo


Em menos de um mês, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) viu a liberação, à sua revelia, da pílula do câncer. Por decisão judicial, teve que derrubar seu próprio veto a produtos com THC, um dos compostos da maconha. Também viu, no Congresso, avançar o projeto para liberação de inibidores de apetite, avaliação que caberia somente à agência.

Para o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, as medidas não prejudicam a imagem do órgão, mas "abalam a do país", que passaria a ser conhecido por "atalhos" para aprovar medicamentos.

À Folha ele diz que a agência estuda a possibilidade de medidas para "diminuir os danos" da aprovação da fosfoetanolamina, substância chamada de "pílula do câncer". Para Barbosa, a lei aprovada pelo Congresso é "incoerente" e não deixa claro o impacto que produz. Leia abaixo trechos da entrevista.


RAIO X


JARBAS BARBOSA DA SILVA JÚNIOR

TRAJETÓRIA

Atual diretor-presidente da Anvisa, cargo que assumiu em 2015. Antes, no Ministério da Saúde, foi secretário de Ciência e Tecnologia, de Vigilância em Saúde e titular da secretaria-executiva

FORMAÇÃO

Médico graduado pela Universidade Federal de Pernambuco (1981). Possui especialização em saúde pública e epidemiologia, mestrado em ciências médicas (1995) e doutorado em saúde coletiva pela Unicamp (2004)

Folha - Nas últimas semanas, houve uma série de decisões que questionam ou interferem em ações da Anvisa. Como o senhor vê essa questão?

Jarbas Barbosa - O problema não é a imagem da Anvisa, é a imagem do país. Sempre que há interferência do Legislativo ou do Judiciário, a imagem do país fica abalada. Os outros países podem pensar que, além do filtro técnico da Anvisa, medicamentos e produtos podem ser oferecidos à sociedade de outras formas.

Mas isso também não desacredita a agência?

O problema é mais grave. Mostra que, apesar de termos regras, temos atalhos e caminhos não muito transparentes que podem interferir. Mas não acredito que isso vá terminar. Em países como os EUA, há questionamentos. É um problema da sociedade moderna. O Brasil deve estar preparado para esse debate.

A Anvisa já informou que estuda ir à Justiça para reverter a liberação da fosfoetanolamina. Já chegou a fazer isso?

Não vamos entrar com ação judicial. Cogitamos ações regulatórias. O problema da lei é que não ficou claro o impacto que ela produz. A própria lei é uma incoerência geral. Num momento, é como se colocasse a fosfoetanolamina em uma terra de ninguém.

Em outros artigos, diz que [a substância] tem que ser produzida por laboratórios autorizados e que a dispensação e comercialização também entrariam nesse controle. Quem saberá se é fosfoetanolamina ou se é farinha dentro da cápsula?

Há outra maneira de tentar barrar a liberação?

Já há uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo da Associação Médica Brasileira. Estamos aguardando a análise. Se a lei for revogada, acaba o problema.

O Ministério de Ciência e Tecnologia já falou em sugerir à Anvisa liberar como suplemento alimentar.

Essa é uma decisão do produtor, que pode pedir o registro como cosmético, alimento ou medicamento. Para cada um deles, há regras.

Se essa decisão cabe ao produtor, o que caberia à Anvisa?

Quando é um medicamento registrado, ele tem um lote. No caso da fosfoetanolamina, como vai ser feito, se não tem registro nem lote? Fiscalizar vai ser difícil, porque não vai ter obrigação de informar data de fabricação e lote.

Temos uma regra para autorizar o uso de medicamentos ainda sem registro quando é promissor. A fosfoetanolamina não se enquadra nela porque não é medicamento e só tem relato individual. Você não sabe se a pessoa se sente melhor porque é placebo.

O sr. acredita que pode ser então apenas um placebo?

Difícil afirmar. Mas só a sensação de se sentir melhor não basta. Analgésicos fazem as pessoas se sentirem melhor. Câncer é uma doença muito grave. Estima-se no mundo que de 60% a 70% das pessoas com câncer utilizam terapia alternativa. Se a pessoa se sente bem tomando um chá sem consequência danosa, não tem problema.

O que motivou a aprovação, já que a Anvisa e Ministério da Saúde recomendaram o veto?

Creio que houve uma situação muito sensível porque foi aprovada por quase unanimidade na Câmara e Senado.

O momento influenciou?

Difícil dizer. Sou autoridade sanitária, não me envolvo em política. Mas seguramente que, quando um presidente toma decisões, se baseia nisso. Inclusive na possibilidade de um veto ser derrubado.

A Anvisa não poderia ter proibido antes essa produção?

A Anvisa age num mundo regulado. O que a Anvisa faz é fiscalizar se há uma fábrica autorizada com problemas. Mas se a pessoa está em um laboratório de química ou no fundo da garagem [produzindo uma substância para distribuí-la], aí é caso de polícia, de prender e processar por charlatanismo.

Outra decisão recente da Justiça também questiona a agência e derruba o veto ao THC, um dos compostos da maconha. Como está a questão?

Temos esperança de reverter por recurso. A decisão autorizou canabidiol, THC e "quaisquer produtos" baseados em Cannabis sativa. Para o canabidiol, não muda porque a Anvisa já autoriza.

O problema é o THC. Ele faz parte da lista de substâncias proibidas e não tem comprovação de benefícios sozinho. A situação é pior quando se fala em "quaisquer produtos". Abre margem para pessoas inescrupulosas venderem produtos como se fosse à base de cannabis e dizerem que faz bem. Não temos preconceito, mas a sentença abre uma porta larguíssima.




Pacientes do SUS vão testar ‘pílula do câncer’, diz Hoff

30/04/2016 - Folha de S.Paulo


Está quase tudo pronto para que a fosfoetanolamina, suposta "pílula do câncer", comece a ser testada oficialmente em seres humanos no país. Os protocolos dos testes clínicos já foram aprovados pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, órgão federal que regula esse tipo de estudo), e os especialistas agora aguardam que o laboratório do interior paulista responsável pela produção da substância providencie as doses necessárias para os ensaios, contou à Folha o oncologista Paulo Hoff.

Diretor do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) e do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, Hoff será o responsável por coordenar os testes clínicos da "fosfo", como é conhecida, num clima de crescente pressão popular por acesso à substância, cuja produção, comercialização e uso foram aprovados em lei federal neste mês.

"Minha opinião sobre esse processo é muito clara: a liberação sem que sejam cumpridas as condições dos estudos clínicos fragiliza a proteção ao paciente", diz Hoff. "É algo que aparentemente pode trazer um alívio momentâneo para aqueles que enxergam o produto como um último recurso, mas que a médio e longo prazo não é bom, e digo isso independentemente da substância ou terapia que esteja em questão."


TRÊS FASES


O desenvolvimento de possíveis novos medicamentos costuma seguir uma série de passos já consagrados pela pesquisa médica em todo o mundo. Após os chamados testes pré-clínicos (feitos em células cultivadas em laboratório e em animais cujo organismo é um modelo, ou seja, uma simulação da doença humana), as substâncias mais promissoras chegam à etapa dos ensaios clínicos.

Esse momento da pesquisa costuma ser dividido em três fases. Na fase 1, um pequeno grupo de pacientes (na casa das poucas dezenas) recebe a droga, e a tarefa inicial dos cientistas é verificar apenas se a molécula é segura para o organismo humano. Na fase 2, esse grupo é ampliado para até algumas centenas de pessoas, e os pesquisadores verificam se a droga é eficaz no tratamento de uma doença específica. Finalmente, a fase 3, com milhares de pacientes, busca confirmar os dados sobre eficácia, verificar se há efeitos colaterais relativamente incomuns e comparar a nova droga com outros tratamentos já conhecidos.

Embora relatos sugiram que vários milhares de pessoas chegaram a usar a "fosfo" desde a década de 1990, quando a pílula começou a ser produzida e distribuída informalmente pela equipe do químico e professor da USP Gilberto Chierice, os únicos testes formais e controlados de seu uso foram os pré-clínicos, em culturas de células e animais. Embora Chierice e seus colaboradores tenham publicado alguns artigos científicos indicando resultados promissores, e apesar dos relatos positivos de pacientes que usaram a droga, ainda não se sabe quase nada de seguro sobre seu efeito em pessoas.

Como a metodologia dos testes clínicos exige um acompanhamento rigoroso e constante dos pacientes, críticos da lei que liberou a "fosfo" apontam que haverá um desestímulo à participação nos ensaios, já que seria mais fácil simplesmente usar a pílula. Hoff, porém, discorda. "Acho que não vai haver um impacto negativo. Naturalmente, algumas pessoas podem perder o interesse, mas a maioria dos pacientes compreende a importância de seguir os passos aceitos por toda a comunidade médica."

"Não vejo evidências suficientes, neste momento, para dizer se o produto é efetivo ou não. Mas o importante é que conseguimos projetar e aprovar o estudo em tempo recorde. Ou seja, estamos fazendo todo o possível para que ocorra a avaliação clínica da maneira mais adequada possível e para que, caso os resultados sejam positivos, o produto possa ser usado com segurança pelos pacientes", afirma o oncologista.

Como nunca houve uma fase 1 formalizada, os primeiros a receber as pílulas no teste clínico serão dez pacientes do SUS que já são acompanhados pelos médicos do Icesp. A partir daí, se não houver indícios de efeitos negativos da fosfoetanolamina, o número de pacientes incluídos no estudo será progressivamente ampliado.

Hoff diz lamentar o clima de "nós contra eles" que surgiu com a pressão popular pela liberação da pílula. "É muito complicado quando as pessoas enxergam nossa cautela como uma visão de quem é contra o produto - ou você está de um lado ou está do outro. E não é nada disso. Se o produto mostrar benefícios, é óbvio que todo mundo vai abraçar isso. Há uma má interpretação do público que acaba colocando os pacientes contra os médicos."

A Folha entrou em contato com o laboratório PDT Pharma, de Cravinhos (SP), que deverá produzir as doses de fosfoetanolamina para os testes clínicos. Funcionários do laboratório disseram que ainda não há uma data para o despacho das remessas para os ensaios e que o laboratório convocará uma entrevista coletiva para informar sobre o progresso dos trabalhos. Depois da produção no laboratório, a "fosfo" será encapsulada na Furp (Fundação para o Remédio Popular), em Américo Brasiliense (SP).




ANVISA aprova novo tratamento para artrite psoríasica

30/04/2016 - Jornal do Brasil Online


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba de ampliar a indicação do ustequinumabe medicamento biológico da Janssen já aprovado no país, desde 2009, para o tratamento da psoríase -, tornando-se também uma nova opção no tratamento da artrite psoriásica.

O ustequinumabe é o primeiro e único medicamento biológico disponível no Brasil que inibe a atividade das interleucinas 12 e 23 (IL-12 e IL-23), quebrando o ciclo inflamatório da doença e aumentando a chance de manter melhorias significativas em sua evolução.

A artrite psoriásica é uma doença autoimune crônica associada à psoríase cutânea caracterizada pela inflamação das articulações e pela formação de lesões e placas com escamas na pele. Estima-se que, no Brasil, cerca de 2% da população seja afetada pela psoríase e, deste total, aproximadamente 30% possam apresentar dor e inflamação das articulações culminando, em alguns casos, em incapacidade e grande impacto na qualidade de vida.A doença está associada também ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hiperlipidemia, hipertensão e mortalidade.

E, entre os pacientes com psoríase, as prevalências de ansiedade e depressão são de 30% e 60%, respectivamente.

O tratamento da artrite psoriásica varia de acordo com a forma e gravidade com que a doença se manifesta. Em geral, a primeira linha de tratamento é o uso de anti-inflamatórios e medicamentos não biológicos, além de cremes para a pele, que ajudam a melhorar os sintomas. Nos casos mais graves, ou quando o paciente não responde a essas medicações tradicionais, podem ser usados medicamentos biológicos que são capazes de reduzir os danos causados pela doença.

 

 

 
 

ANS decreta portabilidade de mais um plano

02/05/2016 - DCI


São Paulo - As margens apertadas do mercado suplementar têm levado operadoras de saúde ao vermelho, e isso se reflete no encolhimento do mercado. Na última sexta-feira (29), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decretou a portabilidade especial de carências da Associação Hospitalar Santa Rosália.

O decreto foi publicado na própria sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU). Segundo o ato da agência, os consumidores terão 60 dias para optar por um novo plano sem cumprir carência, contados a partir da data de publicação no DOU. A decisão faz parte do monitoramento feito pela ANS e que detectou graves anormalidades econômico-financeiras e administrativas na operadora. Para fazer a portabilidade, os beneficiários podem consultar o Guia de Planos, no Portal da ANS, para verificar quais planos são compatíveis. Depois ele deve se dirigir à operadora escolhida, que deverá aceitá-lo imediatamente se estiver com a documentação necessária: identidade, CPF, comprovante de residência e pelo menos quatro boletos pagos na operadora de origem, referentes ao período dos últimos seis meses.

A portabilidade pode ser exercida por todos os clientes da Associação Hospitalar Santa Rosália, independentemente do tipo de contratação e da data de assinatura dos contratos. Caso ainda esteja cumprindo período de carência, o beneficiário irá terminar o tempo restante na nova operadora.


FISCALIZAÇÃO


No mesmo dia, a ANS também publicou no DOU uma portaria na qual determina o 'Regime Especial de Direção Fiscal' na Fundação Assistencial dos Servidores do Ministério da Fazenda (Assefaz). Segundo o documento, os motivos para a decisão são as anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves encontradas na operadora que colocam em risco a continuidade do atendimento à saúde.

De acordo com a nota de esclarecimento da Assefaz, a operadora não possui débitos com hospitais e demais prestadores de serviços médicos. "A nossa Assefaz vive um momento de absoluto equilíbrio financeiro", diz em nota. O motivo para a preocupação da ANS, segundo eles, é o atraso que a Fundação tem incorrido na apresentação das demonstrações contábeis de exercícios anteriores, especificamente do quarto trimestre de 2015.




Odontológico ganha espaço entre operadoras

02/05/2016 - DCI


São Paulo - Em meio à recessão e à perda de beneficiários da saúde suplementar, planos odontológicos ganharam relevância estratégica para as operadoras de saúde. Mesmo com perspectivas de crescimento menores que as de 2015, especialistas apontam tendência de avanço para o segmento.

"Mesmo representando 9% da receita com planos da empresa, é relevante porque a margem é maior e agrega no resultado líquido", explica o diretor da operadora de saúde São Francisco, Paulo Santini Gabriel.

Segundo ele, a operadora não teve perda de vidas devido à instabilidade econômica, mas com a pressão dos custos na saúde suplementar, diversificar o portfólio e as fontes de receita é a forma de manter a rentabilidade da operação. A expectativa para este ano é que o plano odontológico tenha um crescimento de 30% em número de beneficiários. Atualmente são 320 mil vidas.

Uma das estratégias que a operadora tem utilizado é a formatação de planos mais econômicos direcionados para o bolso da população brasileira que já está apertado.

"Além de fazer uma gestão mais controlada dos gastos, as empresas precisam entender o que a população precisa", diz Alberto Lott, da Falconi Consultores de Resultados.

Para ele, a perspectiva do setor é positiva. "Não acho que empresas deixem de oferecer o produto, por conta de o tíquete ser mais baixo." No entanto, Lott aponta para uma possibilidade de desaceleração do crescimento do mercado, uma vez que empresas que ainda não ofertavam o benefício possam estar aguardando uma retomada dos negócios.

Por outro lado, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog), Geraldo Lima, aponta que o desafio é conseguir redesenhar os produtos que já possuem tíquete baixo e devem lidar com uma regulamentação similar à dos planos médico-hospitalares. "As empresas têm de inovar. Elas devem se reinventar", ressalta. Entre as estratégias que podem ser utilizadas, Lima aponta a oferta de planos de coparticipação ou com franquias de uso, além de sinergias de venda. "É a hora de procurar parceiros comerciais", aponta.

Questionado sobre a previsão de crescimento do setor, Lima argumenta que, com os entraves regulatórios e a crise, a previsão é que seja menor que a alta de 2015, de 3,8%.

Entre os fatores que o mercado deverá superar neste ano, segundo ele, estão a reestruturação das carteiras e a saída de beneficiários do sistema.


FUSÕES E AQUISIÇÕES


Em um mercado pulverizado, um fator que deve retardar a consolidação do setor é a perda do grau de investimento do País. Para o diretor executivo da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Antonio Carlos Abbatepaolo, nos últimos anos, os fundos de investimento estrangeiros realizaram grandes movimentações no mercado de saúde suplementar. Contudo, com o cenário econômico e político do País incerto, a tendência é que de desaceleração nas operações de consolidação. "Não é por falta de atratividade do mercado de saúde brasileiro. Passada a crise, as movimentações devem ser retomadas".

Agora, a oportunidade está para as operadoras brasileiras e as movimentações de menor porte. No ano passado, a operadora São Francisco absorveu três operadoras de pequeno porte. A maior entre elas, localizada em Barretos, tinha 30 mil vidas. "Nesse sentido, a crise trouxe oportunidades. Neste ano já estamos prospectando várias", diz Paulo Gabriel.


NOVOS MERCADOS


Frente ao avanço do desemprego, que resulta na redução do mercado de planos coletivos empresariais, a Unimed Odonto deverá ampliar seu foco em planos individuais. Para isso, a empresa fechou parceria com a Agente Brasil, empresa que realizará a comercialização dos planos em pontos de venda, e-commerce e telefone. "Queremos que seja fácil de encontrar", contou ao DCI a gerente de produto, rede credenciada e auditoria da empresa, Fernanda Ceneviva Monseur.

Para a fidelização deste público, a executiva comenta que tem investido na manutenção da rede credenciada. Entre as ações citadas estão ferramentas de desconto para cursos e materiais e seguros. "Geralmente, as pessoas fazem quando precisam. Queremos mudar o conceito e fidelizar mostrando o diferencial da rede", diz a gerente de produto.

Outra estratégia de crescimento das operadoras será a expansão de suas atividades entre as singulares da Unimed. "Não são todas as cooperativas que fornecem o nosso plano."

Além de conseguir ampliar a carteira do produto odontológico, esta estratégia ajuda a blindar a marca. "Assim as singulares não correm o risco de perder a carteira para outra operadora que também ofereça o odontológico", ressalta.

Atualmente, a Unimed Odonto possui 312 mil vidas e a expectativa da companhia é chegar a 500 mil beneficiários ainda em 2016.


Raia Drogasil avança

02/05/2016 - Valor Econômico


O comando da Raia Drogasil disse na sexta-feira, em teleconferência com analistas, que a meta de abertura de 165 lojas neste ano deve ser atingida facilmente - foram 39 aberturas de janeiro a março, versus 19 em mesmo período de 2015. Com base nisso, há possibilidade, inclusive, de superar essa estimativa. "Atingir os 165 é algo concreto e o que posso dizer hoje é que é mais fácil um 'upside' nisso do que não chegar nesse nível, mas estamos trabalhando ainda com meta de abertura dessas 165 lojas", disse Eugênio De Zagottis, vice-presidente de relações com investidores da companhia. Nos últimos 12 meses, foram abertas 176 lojas, um recorde tanto para a Raia Drogasil como para o varejo farmacêutico. A varejista teve um aumento de 27,4% no lucro líquido de janeiro a março, para R$ 90 milhões. A receita líquida subiu 25,5%, para R$ 2,5 bilhões.




Estratégia do Fleury pode incluir aquisição.

02/05/2016 - Valor Econômico


O grupo de medicina diagnóstica Fleury não descarta aquisições como parte de sua estratégia de crescimento. Com o reposicionamento realizado desde 2013, a companhia passou a ter um nível de alavancagem baixo e apresenta um bom nível de geração de caixa, o que poderia impulsionar novos negócios. A empresa encerrou o primeiro trimestre com lucro e receita em alta.

Durante teleconferência sobre os resultados na sexta-feira, Carlos Marinelli, presidente do grupo, admitiu a possibilidade de aquisições, mas ressaltou que elas só serão feitas se forem compatíveis com premissas como capilaridade, compatibilidade de valores e cultura e posicionamento adequado. E considerando, principalmente, o retorno sobre o investimento. "Essa é uma variável chave", afirmou Marinelli. Em entrevista ao Valor após a teleconferência, ele reforçou o interesse em novas compras. Destacou que a companhia levou muito tempo para incorporar a rede de laboratórios do grupo D'Or, no Rio e que, durante o processo, "aprendeu muito" sobre esse tipo de operação.

A rede de medicina diagnóstica obteve um lucro líquido de R$ 44,7 milhões de janeiro a março, uma alta estimada em cerca de 40%, excluídos efeitos não recorrentes do primeiro trimestre do ano passado. No período, o resultado foi impactado em R$ 18,3 milhões pela adesão ao Programa de Parcelamento Incentivado da Prefeitura de São Paulo para quitação de débitos relativos à Taxa de Resíduos Sólidos da Saúde (TRSS), conhecida como taxa do lixo. Por isso, o aumento do lucro líquido registrado no balanço do primeiro trimestre de 2016 atingiu 233%.

A receita líquida da companhia somou R$ 507,9 milhões de janeiro a março, um avanço de 13,7%. Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceram 67%, para R$ 121,7 milhões.

Marinelli atribuiu o desempenho ao foco no público de maior poder aquisitivo. "As quedas estão acontecendo mais nos segmentos de renda mais baixa. A renda mais alta está indo bem", disse.

Ele vê possibilidade de expansão tanto da rede 'a ', voltada ao consumidor de renda média-alta, quanto dos laboratórios Fleury, bandeira mais sofisticada do grupo. No fim do ano passado, a companhia projetou a abertura de nove unidades da marca a em São Paulo, 11 no Rio de Janeiro, 10 no Sul e 1 no Nordeste nos próximos cinco anos. Na sexta-feira, Marinelli destacou São Paulo e o Paraná. A ideia é evitar regiões em que haja concentração de atendimento em apenas um plano de saúde. "Queremos evitar monopólios", disse.

Perguntado sobre o cenário para 2016, Marinelli afirmou que apesar de alguma perspectiva de melhora, com um certo alívio na cotação do dólar, ainda há muita incerteza.




Qualicorp: AGO aprova distribuição de R$ 215,8 milhões em dividendos

01/05/2016 - Valor Econômico / Site


A administradora de planos de saúde Qualicorp informou ontem que seus acionistas, reunidos ontem em assembleia geral ordinária (AGO), aprovaram a proposta de distribuição de cerca de R$ 215,8 milhões em dividendos, apresentada pela administração. O total a ser pago corresponde a R$ 0,796007688 por ação.

Conforme aviso aos acionistas encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), farão jus aos dividendos os detentores de ações de emissão da companhia em 30 de abril, data de aprovação pela AGO. O pagamento será realizado até 30 de dezembro e as ações começam a ser negociadas ex-dividendos amanhã.




Cérebro protegido

02/05/2016 - IstoÉ


Sabe 'quem' preserva o corpo no processo de envelhecimento? O cérebro. A recente descoberta foi feita por cientistas americanos durante pesquisa sobre o envelhecimento saudável. Participaram do estudo 511 pessoas com 80 anos ou mais, que mantêm invejável resistência aos efeitos da idade, permanecendo intelectual e fisicamente ativos. O objetivo era entender o que leva estes idosos a, independentemente de hábitos alimentares e exercícios físicos, serem capazes de superar a condição biológica e se manterem saudáveis. Os voluntários, todos americanos, tiveram os DNAs analisados detalhadamente.

A resposta não veio dos genes já identificados como relativos ao envelhecimento e à longevidade - que nem sempre vem acompanhada da saúde -, mas sim daqueles que ditam o funcionamento do cérebro. Foi encontrada uma rara variação genética que torna o órgão capaz de se proteger do declínio, e as pesquisas indicam que essa é a chave para o corpo se manter conservado e saudável. Os primeiros resultados foram apresentados no dia 21 de abril, apontando uma conexão entre a saúde cognitiva a longo prazo e a proteção contra doenças crônicas, e de males como Alzheimer e distúrbios coronarianos.

Os voluntários selecionados têm de 80 a 105 anos e não desenvolveram nem sequer males ligados à idade. "Achávamos que haveria uma sobreposição de grupos entre aqueles que permanecem naturalmente saudáveis e os que conseguem ter longa vida com auxílio da medicina moderna, mas não houve. Concluímos que a proteção natural contra o declínio cognitivo está associada ao prolongamento da heal-thspan (o período da vida no qual a pessoa está geralmente saudável e livre de doenças sérias)", diz o coordenador da pesquisa, Eric Topol, diretor do Scripps Translational Science Institute (STSI), nos Estados Unidos. A inusitada variação ocorre no gene COL25A1 que leva, normalmente, o corpo a despejar no cérebro proteínas que atraem uma substância chamada placa de amilóide (que concentra enorme quantidade de proteínas e bloqueia a comunicação entre os neurônios), encontrada frequentemente em grandes quantidades nos cérebros de pacientes com doença de Alzheimer.

Já a versão alterada do gene carrega um fator de proteção que faz as proteínas secretadas no cérebro atraírem e absorverem os amiloides, impedindo que causem o mal. Apesar de estarem trabalhando na pesquisa desde 2007, os cientistas afirmam que estes são apenas os primeiros resultados. Voluntários ainda estão sendo convocados e o objetivo é alcançar dois mil participantes com o DNA completamente analisado. "Essa variação pode ser o caminho para encontrar outras proteções naturais similares para diferentes áreas do corpo" afirma o diretor de informática genômica da pesquisa, Ali Torkamani. "É preciso reiterar, no entanto, que não encontramos uma bala de prata para a longevidade, mas variações raras que precisam ser mapeadas." Especialistas não envolvidos na pesquisa foram mais otimistas e comemoraram os resultados. 0 professor de genética da Universidade de Stanford (EUA), Michael Snyder, disse que o estudo é interessante por ser o primeiro a usar sequenciamento genético para focar na saúde. "A maioria dos cientistas do mundo estuda doenças, mas o que realmente queremos entender é o que nos mantém saudáveis",afirmou. O fundador do Instituto Icahn de Genômica e Biologia Multiscalar no Monte Sinai (São Francisco, EUA), Eric Schadt, concordou: "O trabalho apresenta uma alternativa atraente ao estudar aqueles que estão bem para descobrir as soluções que a natureza providenciou para protegê-los."

A portuguesa radicada no Brasil Maria Amélia Domingues, 91 anos, não sabe explicar o motivo pelo qual se mantém sempre saudável e com inacreditável vitalidade. "Nunca fiz dietas, inclusive já fui bem gordinha quando era nova", diz ela. Atividades físicas? "Meu exercício foi trabalhar, cuidar da minha casa e das minhas plantas." O coordenador da pesquisa ressalta que o próximo passo é justamente abrir o leque para outras ascendências e nacionalidades. Por isso colocou toda a base de dados genéticos utilizados à disposição de outros cientistas que desejarem criar novas linhas de pesquisa similares. Diz que seu objetivo é "incentivar estudos que busquem aprender com a natureza em vez de escavar acervos de moléculas atrás de potenciais drogas artificiais que prometam o envelhecimento saudável".




Como a maconha afeta o cérebro adolescente

02/05/2016 - Época


O uso pesado de maconha na adolescência pode estar relacionado a maior risco de morte antes dos 60 anos, sugere um novo estudo. A pesquisa reforça a tese de que o impacto da droga na saúde e no comportamento depende diretamente da idade de contato inicial e do padrão de uso. O trabalho, realizado pelo Instituto Karolinska, da Suécia, avaliou 45 mil homens que fizeram o serviço militar obrigatório no país entre 1969 e 1970. Eles foram acompanhados até 2011. Os pesquisadores registraram 4 mil mortes em 42 anos. Aqueles que haviam feito uso pesado de maconha (definido como ter consumido a droga mais que 50 vezes na adolescência) apresentaram um risco 40% maior de morrer precocemente do que aqueles que nunca a fumaram.

Os especialistas arriscam as razões para essa associação: usuários pesados de maconha tenderiam a fumar tabaco com maior frequência, ter um pior padrão alimentar, apresentar saúde mais precária e, ainda, maior incidência de câncer de pulmão e de problemas cardíacos. Os dados, publicados no periódico American Journal of Psychiatry, mostram também que o risco de morte por suicídio e acidentes é diretamente proporcional à quantidade de droga usada na adolescência.

O cérebro do adolescente, ainda em franco desenvolvimento, pode ser mais sensível (tanto do ponto de vista biológico como emocional) aos efeitos de qualquer tipo de droga.

Assim, há um risco maior de consequências do abuso de substâncias em um momento potencialmente mais crítico de formação de redes e circuitos neuronais.

Estudos anteriores já davam uma dimensão desses riscos. Alguns dos mais frequentes são piora cognitiva (padrões mais pobres de Q.I., por exemplo), maior chance de quadros psicóticos, impulsividade, falta de motivação, dificuldades persistentes de memória e desenvolvimento inadequado do córtex pré-frontal (área do cérebro ligada a julgamento, pensamento complexo e tomada de decisões). Outros trabalhos também já elencam possíveis impactos econômicos e sociais, de longo prazo, com esse padrão de uso mais precoce e mais frequente de maconha, como dificuldades nos relacionamentos interpessoais, menor qualificação no trabalho, salários mais baixos e problemas financeiros.

Esses achados reforçam a ideia de que a dose e o momento do contato com a maconha podem ter impacto de forma distinta na saúde e no comportamento das pessoas. Com leis mais flexíveis de consumo em boa parte do mundo, é importante que esses pontos sejam levados em consideração na formulação de políticas públicas.




O remédio da Hypermarcas

02/05/2016 - IstoÉ Dinheiro


A estratégia da Hypermarcas, de Cláudio Bergamo, de vender os negócios não ligados a medicamentos, curou os resultados. No ano passado, ela vendeu suas linhas de cosméticos para a francesa Coty. Em janeiro, as linhas de preservativos Olla, Jontex e Lovetex foram vendidas para a inglesa Reckitt Benckiser, por RS 675 milhões. Com isso, os resultados da companhia dispararam. A Hypermarcas anunciou, na quarta-feira 27, um lucro líquido de R$ 1,008 bilhão no primeiro trimestre, ante R$ 90,7 milhões no mesmo período de 2015. Desconsiderando-se o efeito das transações não-recorrentes, o lucro subiu 2,8% em relação ao mesmo período de 2015, para R$ 117,8 milhões. No ano, até a quarta-feira 27, as ações haviam subido 35,42%.




O remédio para a Sanofi no Brasil

02/05/2016 - IstoÉ Dinheiro


A farmacêutica francesa Sanofi reorganizou sua operação no Brasil para recuperar a liderança em venda no varejo. Fabricante da Novalgina, a companhia integrou suas cinco estruturas, em busca de sinergia entre as áreas: a Sanofi Farma, maior operação do grupo no país, a Medley (de genéricos), a Sanofi Pasteur (vacinas), a Genzyme (doenças raras) e a Merial (de saúde animal). Há menos de um ano e meio no comando da operação brasileira, o executivo suíço Pius Hornstein crê que a decisão é tão importante como ter acertado a logística de distribuição dos medicamentos. Em 2015, a Sanofi faturou € 37,1 bilhões em todo o mundo.

 
 

Procura faz vacina contra H1N1 acabar no interior

02/05/2016 - O Estado de S.Paulo


SOROCABA - A campanha de imunização contra a gripe mal começou no interior paulista e o medo da H1N1 fez com que os lotes da vacina se esgotassem em várias regiões. Para muitos, a correria do Dia D foi em vão: idosos, crianças e gestantes foram mandados de volta para casa sem receber imunização. O anúncio de novas mortes pela doença contribuiu para aumentar as filas nos postos. A expectativa é de que, a partir desta segunda (2), as unidades de saúde sejam reabastecidas.

Em Limeira, as 20 mil doses acabaram no início da tarde de sábado e ainda faltam 36 mil pessoas para receber a vacina. A campanha deve ser retomada na quarta-feira. Na manhã de sábado, enquanto as filas se formavam nos postos, a Vigilância Epidemiológica confirmava a primeira morte pelo H1N1 na cidade. A vítima, um homem de 56 anos, tinha problemas cardíacos e estava internada na Santa Casa.

Em Ibaté, na região de São Carlos, a confirmação da primeira morte por H1N1 também causou corrida aos postos e faltou vacina. A moradora de 51 anos estava internada na Santa Casa da cidade. Na região, além de Ibaté, as vacinas também foram insuficientes em São Carlos, Matão e Conchal.

A prefeitura de Piracicaba conseguiu um reforço extra de mil doses. Mesmo assim as vacinas acabaram em menos de oito horas. A cidade deve receber mais 32 mil doses nesta segunda, mas a imunização está suspensa até quarta-feira, tempo necessário para a distribuição do item.

Quem foi aos postos de vacinação de Botucatu após o meio-dia encontrou as portas fechadas. A cidade recebeu apenas um terço da quantia esperada de vacinas. As 32 mil doses acabaram uma hora antes do previsto em Bauru – a cidade pretende imunizar 80 mil pessoas. Marília também encerrou os serviços mais cedo: das 53 mil doses necessárias, chegaram 17,9 mil. Faltaram doses da vacina também no oeste paulista, na Baixada Santista e no Vale do Ribeira.

Houve filas nos postos de Campinas, mas a imunização foi suficiente. A campanha nesta fase é para idosos, crianças e gestantes. Os demais grupos de risco serão vacinados a partir do próximo dia 9. A cidade havia recebido um estoque de 270 mil doses e, até domingo, não tinha sido divulgado o total de pessoas já vacinadas.


COMUNICADO


A Secretaria Estadual da Saúde informou ter comunicado o Ministério da Saúde que a quantidade de vacinas enviadas para São Paulo seria insuficiente para atender a toda a demanda. Uma nova remessa foi recebida na tarde de sexta-feira e deve ser repassada aos municípios a partir de hoje.

Segundo a pasta, São Paulo recebeu 9,9 milhões de doses, mas o total necessário para imunizar o público-alvo é de 12,7 milhões. O ministério informou que vai completar o repasse previsto até o dia 13.

A campanha de vacinação prossegue até o dia 20. Balanço preliminar divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde no início da noite de sábado indicou que 5.470.755 de pessoas foram vacinadas.

A data foi chamada de Dia D por ter marcado o início oficial da campanha de vacinação. Na capital e Grande São Paulo, entretanto, a vacinação deste ano foi antecipada e começou no dia 4 do mês passado.

No Estado, foram notificados, até o dia 19 do mês passado, 1.092 casos e 128 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atribuídos ao vírus influenza. Do total, 883 casos e 119 óbitos foram relacionados ao H1N1. Ao longo do ano passado, foram 342 casos de SRAG em todo o Estado de São Paulo, com 65 óbitos.




EUA registram primeira morte ligada a vírus da zika

30/04/2016 - Folha de S.Paulo


Os EUA tiveram a primeira morte ligada ao vírus da zika, anunciaram nesta sexta (29) autoridades americanas de saúde. A vítima é um homem de cerca de 70 anos que morreu em fevereiro em Porto Rico, que faz parte do território americano.

De acordo com o Centro de Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA, o homem teve hemorragia interna como resultado de uma reação imunológica rara ao vírus da zika. O paciente morreu após um caso severo de trombocitopenia, que é a queda no número de plaquetas no sangue.

Embora as mortes ligadas ao vírus do zika sejam raras, o CDC alertou que o primeiro caso nos EUA ressalta mais uma face do perigo.

"Isso mostra que, assim como nos casos de síndrome de Guillain-Barré, podem ocorrer graves manifestações em consequência da infecção com o vírus da zika", disse à rede NBC o epidemiologista Tyler Sharp, do CDC em Porto Rico. Em casos envolvendo o zika, disse ele, as pessoas desenvolvem anticorpos à infecção e então os anticorpos "se dirigem às plaquetas, que são destruídas, aumentando a hemorragia".

Segundo Sharp "a doença foi resolvida", mas logo depois o homem começou a ter hemorragias. Foi internado e morreu em 24 horas.

O CDC alertou para o aumento de casos de zika em Porto Rico, que chegam a 683. Desses, 89 são mulheres grávidas. No território continental dos EUA, foram registrados 426 casos, todos de viajantes que voltavam de países da América Latina com surtos de zika.

O vírus é motivo de grande preocupação nos EUA, a ponto de afetar a imagem do Brasil. A associação mais imediata ao país hoje entre os americanos é o zika, principalmente com a proximidade das Olimpíadas, às quais muitos planejam assistir ao vivo. Mulheres grávidas ou pretendendo engravidar são aconselhadas a evitar o Brasil e vários outros países da região. Em sua página na internet, o CDC tem uma longa lista de recomendações aos americanos que irão aos jogos.

Há duas semanas, a agência concluiu que o vírus da zika causa microcefalia e outros graves defeitos nos cérebros de bebês, aumentando a preocupação.

Sem obter a aprovação do Congresso para a verba de emergência de US 1,9 bilhão (R$ 6,5 bilhões) que pediu para o combate ao zika, o governo do presidente Barack Obama teve que redirecionar recursos de outros programas.

O FDA (agência reguladora de medicamentos dos EUA) aprovou o primeiro teste comercial de zika, que deve estar disponível já na próxima semana. A expectativa é que o novo teste amplie o número de pacientes diagnosticados e acelere os resultados.

A doença é assunto constante no noticiário americano, dominado pela corrida presidencial. A ex-chanceler Hillary Clinton, provável candidata do Partido Democrata nas eleições presidenciais de novembro, afirmou que o vírus da zika é "uma ameaça grave e urgente" aos EUA. Em resposta ao portal de internet Quora, Hillary contou que enviou dois assessores a Porto Rico para avaliar a gravidade do problema.

"Uma coisa ficou clara das suas discussões com autoridades de saúde", disse Hillary. "Precisamos de mais recursos para frear a propagação dessa doença".




Revista médica britânica 'The Lancet' prepara edição especial sobre o SUS

02/05/2016 - Valor Econômico


A revista científica britânica "The Lancet", uma das mais prestigiadas publicações médicas do mundo, fará uma edição especial sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). O programa será analisado por sua abrangência. A maior curiosidade em torno do SUS é a universalização do serviço e seu relativo grau de eficiência em um país de grandes dimensões. O SUS já foi objeto de uma série de seis artigos na publicação em 2011.

De acordo com especialistas do Ministério da Saúde, a edição especial encontra-se em produção, será publicada nas próximas semanas, mas ainda não tem data definida.

De acordo com a Agência Saúde - serviço de divulgação de informações do Ministério da Saúde -, a edição especial da "The Lancet" vai abordar quais são os desafios do Sistema Único de Saúde, como aprimorar o funcionamento do modelo.

A publicação ocorre em um momento em que o modelo de saúde pública adotado no Brasil desperta interesse da comunidade científica internacional. Em iniciativa ligada à edição especial da revista, o SUS será objeto de pesquisa na Universidade de Harvard e de estudos em parceria da instituição de ensino americana com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). De acordo com o Ministério da Saúde, os trabalhos terão a participação de cientistas brasileiros.

As pesquisas devem abordar, entre outros, temas como campanhas de vacinação em massa, impacto da violência nas emergências, tratamento para aids e avanço de doenças crônicas.

O programa brasileiro esteve em discussão durante todo o mês de abril nos Estados Unidos, quando, pela primeira vez, foi assunto da "Brazil Conference at Harvard and MIT". A "conference" é um colóquio anual organizado por estudantes e professores brasileiros das duas universidades americanas e, normalmente, trata de aspectos econômicos e políticos.

Inspirado no britânico National Health Service, o SUS é considerado um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo em universalização e número de pessoas atendidas. Foi instituído pela Constituição de 1988.

Publicada semanalmente pela editora Elsevier, "The Lancet" foi fundada em 1823.




Dilma prorroga permanência de estrangeiros no Mais Médicos por 3 anos

29/04/2016 - Valor Econômico / Site


A presidente Dilma Rousseff assinou nesta sexta-feira uma Medida Provisória (MP) que prorroga por três anos a permanência dos médicos diplomados no exterior no quadro do Mais Médicos.

Ao todo, são cerca de 7 mil profissionais que poderão permanecer no país a partir da MP. Esse grupo engloba tanto os médicos cubanos – pouco menos de 1.500 –, quanto os médicos brasileiros que se graduaram no exterior mas não revalidaram seus diplomas no Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, o programa Mais Médicos conta com 18,2 mil médicos em 4 mil municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas, beneficiando 63 milhões de pessoas.

A cerimônia de prorrogação acontece neste momento no Palácio do Planalto. Entre outros, participam do ato o ministro da Saúde interino, Agenor Alvares, e o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, além da presidente Dilma.




Prontuário de paciente será entregue a família após morte

30/04/2016 - Folha de S.Paulo


Protegido por sigilo médico, o prontuário de um paciente deve ser liberado aos familiares após sua morte, segundo nova decisão da Justiça Federal de Goiás.

A medida determina ao CFM (Conselho Federal de Medicina) que oriente os médicos a permitir o acesso da família ao documento, que contém dados do histórico de saúde do paciente e dos cuidados prestados.

A decisão contraria pareceres anteriores do conselho, que defende que o sigilo médico “seja respeitado mesmo após a morte do paciente” e que o prontuário seja liberado de acordo com o Código de Ética Médica, que prevê o acesso apenas pelo paciente ou após ordem judicial.

O principal argumento o posto à liberação está na necessidade de proteger informações que, por motivos diversos, o paciente poderia não querer revelar à família, como o diagnóstico de uma doença ou ausência de laços consanguíneos, por exemplo.

O conselho já havia sido obrigado a emitir, em 2014, uma recomendação aos médicos e instituições de saúde para que liberem o acesso aos documentos, desde que seja “comprovado o vínculo familiar e observada a ordem de vocação hereditária”. Mas buscava reverter a medida.

Agora, com a decisão da Justiça, a medida é confirmada e passa a valer no país.


FAMÍLIA


O Ministério Público Federal de Goiás, responsável pela ação, que tramita há quatro anos, alega que o acesso ao prontuário deve ser facilitado, já que caberia à família tomar decisões e ser responsável pelos dados do paciente após sua morte.

A decisão que liber ao acesso ao prontuário foi tomada neste mês pelo juiz Leonardo Buissa Freitas, da 3ª Vara da Justiça Federal de Goiás. Em 2012, o acesso já havia sido permitido por meio de liminar, mas o CFM recorreu.

Como avanço do processo, veio a obrigação de recomendação em 2014. Segundo o procurador Ailton Benedito, o pedido ocorreu após notícias de que familiares dos pacientes tinham dificuldades em acessar o prontuário.

“Criava-se um obstáculo e a família buscava decisão judicial para isso”, afirma.

Foi o que ocorreu com a professora Patrícia Cláudia da Costa,41, nos últimos dois anos, tempo que ela esperou para ter acesso ao prontuário da mãe, Maria Goreti da Costa, que morreu em 2013.

Internada após uma queda que atingiu sua medula, Maria precisava de uma cirurgia.

Apesar do diagnóstico de urgência, o procedimento, custeado pelo plano de saúde, demorou 24 dias para ocorrer.

Nesse período, ela sofreu uma infecção generalizada e morreu um dia após a cirurgia.

Desconfiada, a família recorreu à Justiça para obter o prontuário. Ainda assim, o hospital resistiu. “Só conseguimos quando o juiz determinou busca e apreensão e voz de prisão”, conta.

Para Benedito, o prontuário médico é o melhor instrumento para que familiares possam controlar ações e procedimentos médicos.

De acordo coma sentença, o paciente, ainda vivo, que se opuser à liberação, deve deixar expressa sua vontade.

Neste caso, o acesso será vedado.

Procurado, o CFM diz que ainda não foi notificado da decisão, sobre a qual ainda cabe recurso.




Associações criticam mudanças no Mais Médicos

30/04/2016 - Folha de S.Paulo


Associações médicas fizeram críticas nesta sexta (29) às mudanças anunciadas pela presidente Dilma Rousseff nas regras do programa Mais Médicos, que passa a permitir a prorrogação do contrato com médicos formados no exterior por mais três anos além do prazo previsto.

Até então, a lei do Mais Médicos previa que a renovação só poderia ocorrer após a revalidação do diploma, por meio de exame aplicado em universidades públicas.

Agora, o governo editou uma medida provisória para que os profissionais possam permanecer mesmo sem ter o diploma revalidado.

A Associação Médica Brasileira informou que estuda recorrer à Justiça contra a suspensão da exigência de revalidação de diploma.

Já o Conselho Federal de Medicina classificou, em nota, as mudanças no programa como uma ação“populista” e com “evidente interferência de compromissos partidários e ideológicos”.

Para o conselho, a medida “privilegia” os estrangeiros e ignora o aumento do interesse de médicos brasileiros em participar do programa. Editais recentes apresentaram recorde de brasileiros inscritos.

“Desde 2015, as vagas oferecidas têm sido preenchidas, em sua quase totalidade, por jovens brasileiros (...) independentemente da precariedade do vínculo e das más condições oferecidas”,afirma.

Já para o Ministério da Saúde, apesar dos editais recentes terem tido recorde de brasileiros,é alto o índice de desistência entre eles—daí a necessidade de prorrogar os contratos com estrangeiros.




Uma em cada quatro mães brasileiras tem depressão pós-parto

02/05/2016 - Folha de S.Paulo


Sozinha em casa com a filha recém-nascida, Monique Renauro, 29, passava os dias pensando em uma forma de se matar. Já Janice Mascarenhas, 21, chegou a pensar em matar a sua filha.

São pensamentos que acometem mulheres que sofrem de depressão pós-parto. Cerca de uma em cada quatro brasileiras tem sintomas da doença — mais precisamente, 26,3% delas.

O dado vem de um estudo da pesquisadora Mariza Theme, da Ensp (Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca), ligada à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz),no Rio. Esse é o primeiro estudo sobre o tema a apresentar um retrato nacional da prevalência de sintomas da doença entre as brasileiras.

Foram entrevistadas 23.896 mulheres no período de 6 a 18 meses após o nascimento de seus bebês. O resultado foi publicado na edição de abril da revista “Journal of Affective Disorders”.

Mascarenhas, que já havia tido depressão na adolescência e não participou da pesquisa, diz que sua depressão começou quando soube que havia engravidado sem querer do ex-parceiro e pai de seu primeiro filho.

Quando a filha nasceu, foi rejeitada. “Não queria amamentar, tinha raiva do leite que meu corpo produzia. Eu ouvia o choro dela e não reconhecia como se fosse de uma filha minha”, diz ela.

“Só quando Julieta fez um ano foi que eu consegui reconhecê-la como minha. Só aí entendi que sou responsável por ela”, diz Mascarenhas, que ainda está se tratando com antidepressivos.

As mulheres que participaram da pesquisa foram enquadradas na Escala Edimburgo de Depressão Pós-Parto, método usado para mensurar o grau da doença. Ela consiste em dez perguntas com quatro níveis de resposta cada (veja ao lado).

Segundo o estudo, a doença acomete sobretudo mulheres da cor parda, de baixa condição socioeconômica, com antecedentes de transtorno mental, hábitos não saudáveis —como abuso de álcool—, muitos partos e que não planejaram a gravidez.

“Embora a depressão pós parto possa acometer qualquer mulher, as de maior vulnerabilidade social têm mais chance de desenvolver esse quadro”, diz Theme.

Joel Rennó, psiquiatra e diretor do programa de saúde mental da mulher do Instituto de Psiquiatria da USP, diz que não há uma explicação comum para esse fenômeno.

“Há gatilhos que incidem mais sobre essa população e que, dentro do cenários de oscilações hormonais, acabam levando a pessoa a desenvolver um quadro depressivo.” Theme achava que fatores obstétricos, como complicações na gravidez e no parto, teriam impacto relevante, mas o estudo não mostrou isso.

“Os fatores obstétricos perdem impacto quando ajustados pelas variáveis sociais.” Para ela,a situação poderia ser amenizada com políticas públicas mais efetivas.

Segunda ela, não há rastreamento específico para depressão pós-parto nas rotinas do SUS. “O manual pré-natal do Ministério da Saúde diz que o profissional de saúde tem que estar atento a questões físicas e emocionais, mas não temos isso estruturado.

Uma coisa é um manual, outra é a prática.” Joel Rennó concorda. “Os quadros são sub diagnosticados e as consequências são drásticas, tanto para a mãe quanto para a criança, que pode ter atraso no desenvolvimento psicomotor e neuro cognitivo.” Em janeiro deste ano, um painel influente de especialistas ligado ao governo dos EUA recomendou que as mulheres sejam avaliadas para depressão durante a gravidez e depois de dar à luz.

A indicação veio junto de novas evidências de que as doenças mentais na maternidade são mais comuns do que se pensava e que muitos casos de depressão pós-parto na verdade começam já durante a gestação.




Depressão pós-parto caiu 6,4% em dois anos, diz Ministério da Saúde

02/05/2016 - Folha de S.Paulo


O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que seus manuais e protocolos “contêm orientações sobre o acompanhamento pré-natal e puerperal e determinam quais sinais e sintomas devem chamar a atenção da equipe para quadros de sofrimento mental ou emocional, incluindo a depressão”.

Segundo o ministério, os profissionais da Unidade Básica de Saúde estão capacitados para identificar casos de depressão e para dar início ao tratamento. “Pacientes com quadros graves ou com resposta insatisfatória ao tratamento são encaminhadas para serviços especializados que sejam referência para este atendimento.” A pasta afirma que o Brasil conseguiu reduzir em 6,4% o número de atendimentos em depressão pós parto no Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos dois anos, passando de 421 atendimentos em 2014 para 394 no ano seguinte.

Cita ainda a Nova Caderneta da Gestante, uma cartilha que possibilita o registro dos dados clínicos (exames e consultas) e fornece informações e orientações sobre os processos considerados normais no ciclo gravídico-puerperal e sobre como identificar sinais de que é necessário buscar ajuda médica em uma unidade de saúde.

Clipping de Notícias - 28/04/2016

CRF-SP - Clipping de Notícias
 

CLIPPING - 28/04/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 
   

 

 

Venezuela tem matéria-prima para fabricar medicamentos só até o fim de abril

27/04/2016 - O Estado de S.Paulo / Site


Na Venezuela, é cada vez mais difícil conseguir tratamento em razão da escassez de medicamentos, que a oposição define como "crise humanitária" e o governo atribui a uma "guerra econômica".

Diagnosticado com a doença de Crohn - o sistema imunológico ataca o aparelho intestinal - Luis Rivas não sai de casa há dez meses porque teme supurar os abscessos em seu abdômen. Para o tratamento de Rivas faltam iodo, gaze, água oxigenada ou álcool para limpar as fístulas.

"O mais difícil é o adesivo, não há em nenhuma farmácia", contou o técnico de informática de 32 anos, presidente da Associação Venezuelana de Doença Inflamatória Intestinal.

A maioria opositora na Assembleia Nacional aprovou uma "lei especial para atender a crise humanitária de saúde", mas o presidente Nicolás Maduro a criticou por considerá-la parte de uma estratégia para desprestigiar e desestabilizar seu governo.

No meio da disputa entre os dois grupos políticos, pacientes e parentes, médicos e farmacêuticos lidam com a falta de remédios e insumos médicos e cirúrgicos, agravada pela queda do preço do petróleo, que fornece 96% das divisas com as quais o país importa estes produtos, além de alimentos e outros itens básicos.

Analgésicos, antibióticos, anticoncepcionais e hipertensivos somem das prateleiras, com um índice de desabastecimento de 80% para medicamentos essenciais, segundo uma coalizão de ONGs chamada Codevida, que convoca protestos com o slogan: "A saúde não é um favor, é um direito".

O governo anunciou recentemente ter distribuído 18,7 milhões de medicamentos e assinado um convênio de importação com Cuba, mas associações civis afirmam que é insuficiente.

A ministra de Saúde, Luisana Melo, atribui o desabastecimento a um excesso de consumo e critica as receitas dos médicos. "Não necessariamente você tem que prescrever o que a indústria médico-farmacêutica lançou esta manhã ou há dois dias", afirmou durante um evento.

Segundo o ministro da Indústria e Comércio, Miguel Pérez Abad, o governo elaborou um "mapa farmacêutico" e determinou que "para sustentar este setor" a Venezuela precisa de US$ 1,2 bilhão. "Vínhamos consumindo US$ 3,6 bilhões", disse Abad.

A Câmara da Indústria Farmacêutica alertou que os insumos para fabricar remédios se esgotarão em abril, a menos que o governo liquide os US$ 657 milhões que deve a fornecedores internacionais.

O deputado opositor José Manuel Olivares, oncologista e especialista em medicina nuclear, informou que o governo não respondeu ao pedido da Assembleia para que divulgue a lista de empresas que receberam dólar a uma taxa preferencial para importar medicamentos.


RISCO DE FRAUDE


Embora o seguro social subsidie remédios de alto custo, o presidente da Federação Farmacêutica da Venezuela, Freddy Ceballos, afirma que 75% destes medicamentos estão em falta.

Ariel, de 7 anos, espera há dois meses por uma válvula que custa 43 salários mínimos para ser operada de um tumor cerebral. "Não existe em lugar nenhum. Estou desesperada porque minha filha sente dores", contou a mãe da garota, Rosalía Hernández.

Outras três crianças que dividem o quarto com Ariel enfrentam a mesma situação. "Também não há luvas, nem cateter, nem bolsas para as drenagens", lamentou.

Das 50 ampolas que requerem diariamente como "medicamentos de suporte" depois da quimioterapia no Hospital Infantil J.M de los Ríos, em Caracas, há apenas oito, disse Augusto Pereira, chefe do serviço de Oncologia.

Com a hashtag #ServicioPúblico, circulam mensagens nas redes sociais e em televisores que detalham os medicamentos, doses e números de contatos de pacientes que apelam à solidariedade quando esgotam a peregrinação por farmácias.




Vacina para abortos recorrentes usada há 20 anos no país é proibida

28/04/2016 - Folha de S.Paulo


Uma vacina feita a partir do sangue paterno e prescrita por médicos em casos de abortos recorrentes por fatores imunológicos foi vetada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por falta de evidência da eficácia e da segurança.

O tratamento é ofertado há mais de 20 anos em clínicas de ginecologia de nove Estados e custa cerca de R$ 3 mil.

Segundo a Anvisa, a imunização só pode ser usada em projetos de pesquisa aprovados por comitês de ética. Utilizá-la como tratamento clínico, como ocorria, agora constitui “infração sanitária”, que pode render multas e até fechamento da clínica.

O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, diz que a agência recebeu questionamentos de secretárias da saúde sobre o tratamento.

Ao ser consultado, o CFM (Conselho Federal de Medicina) não recomendou o uso da vacina por falta de embasamento científico. “Como não é considerada terapêutica, a única maneira de usá-la é em pesquisa, obedecendo os trâmites normativos.” Barbosa observa que o tratamento envolve riscos sanitários.

“Você expõe a pessoa ao mesmo risco de uma transfusão sanguínea [transmissão de doença infecciosa].” O caso criou um embate no meio médico. De um lado, profissionais que adotam a vacina amparam-se em várias pesquisas favoráveis a ela.

O ginecologista Ricardo Barini, professor da Unicamp e um dos pioneiros no uso da técnica no país, aponta que há trabalhos extensos demonstrando sua eficácia e ausência de riscos, desde que sejam tomados os cuidados necessários, como exame prévio. “Nossa observação durante mais de 20 anos é de ‘zero’ problema.” Pacientes que atribuem o sucesso da gravidez às vacinas se aliaram aos médicos defensor e se organizaram um abaixo-assinado contra a decisão da Anvisa.

“Em dez anos, tive seis abortos. Levava a gravidez, no máximo, até a 17ª semana.

Cada perda era um sofrimento sem fim. Graças às vacinas, tive minhas maiores riquezas”, diz a enfermeira baiana Elba Ferrúcio, 40,mãe de Victoria, 4, e Lucca, 2. Ela tomou as vacinas antes e durante as gestações.

A médica Christiane Moraes, 40, tem história parecida.

Sofreu três abortos antes de fazer o tratamento e engravidar de Enrico. O menino nasce no próximo mês.

“Não tenho dúvida de que a gravidez foi bem sucedida por conta das vacinas. A proibição é absurda”, diz ela.

Já o CFM e sociedades médicas defendem, também baseados em estudos, que não há evidência de que o tratamento imunológico reduza o risco de abortos recorrentes —perdas de três ou mais gestações até a 20ª semana.

O tratamento se baseia no princípio de que muitos abortos ocorrem porque o organismo da mulher interpreta a gravidez como uma doença.

Com a imunização, feita com linfócitos (glóbulos brancos)paternos, o corpo da mulher passaria a produzir anticorpos que identificassem as proteínas paternas no embrião, sem mais rejeitá-lo.

Para o médico Edson Borges, do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, não existe um mecanismo fisiopatológico envolvido nesses casos de aborto que justifique o uso da imunização.

“Nós sempre questionamos a validade e mesmo a segurança dessas vacinas. Não há evidência séria que justifique o uso”, diz Mario Cavagna Neto, presidente da SBRH (Sociedade Brasileira de Reprodução Humana).




Médicos dizem que terapia é eficaz e segura

28/04/2016 - Folha de S.Paulo


Médicos que defendem o uso das vacinas em casos de abortos de repetição preparam um “contra-ataque”, com novos estudos, para tentar mudar o posicionamento contrário do CFM e, por consequência, o veto da Anvisa.

No mês passado, uma revisão de 18 estudos controlados demonstrou que, quando comparado com o placebo, o tratamento imunológico apresenta taxas de sucesso que variam de 63%a85%.

O trabalho, publicado no “Jornal da Sociedade Americana de Imunologia Reprodutiva”, envolveu 739 pacientes tratadas com a vacina paterna e 999 no grupo controle (placebo).

Para o ginecologista Manoel Sarno, professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia), é a melhor revisão já feita sobre o assunto.

“O benefício da vacina é indiscutível. Vejo isso na minha prática clínica há 11 anos. Precisamos agora de estudos para encontrar um melhor critério de seleção das pacientes.” Outro dado novo da metanálise, segundo ele,foi a demonstração de que fazer a imunização antes e durante a gravidez pode ser mais eficaz do que realizá-la só na gestação.

O ginecologista Ricardo Barini afirma que há três anos está sendo elaborado um estudo considerado padrão ouro envolvendo várias universidades brasileiras que avaliará a eficácia e a segurança das vacinas.

“Esse tipo de estudo leva tempo para ser preparado e aprovado”, diz.

O trabalho vai envolver 400 pacientes no total. Meta de será tratada com as vacinas, a outra metade com placebo.

Na opinião de Barini, os questionamentos que apontam ineficácia e falta de segurança da terapia ocorrem por “desconhecimento real da classe médica sobre o assunto e por uma propaganda negativa que se instalou no Brasil e em outras partes do mundo sobre o tratamento”

 

 

 
 

Incubadora monitora bebê prematuro a distância

28/04/2016 - Folha de S.Paulo


Terceira maior exportadora mundial de incubadoras neonatais, a brasileira Fanem comprou no ano passado a start-up catarinense SensorWeb como objetivo de desenvolver equipamentos conectados à web capazes de permitir o monitoramento a distância de bebês prematuros.

Além de controlar sinais vitais, as incubadoras também fazem os familiares mais distantes acompanhem o desenvolvimento das crianças. “Estamos preocupados coma conectividade”, disse Djalma Rodrigues, diretor da Fanem.

Fundada há 92 anos, a empresa emprega quase 300 pessoas na fábricas de Guarulhos (Grande São Paulo) e outras 30 em Bangalore, sul da Índia. A empresa se prepara para abrir uma nova fábrica no exterior neste ano.

Em 2015, 43% do faturamento da Fanem veio do exterior.

Neste ano, pode chegar a 50%devido ao encolhimento do mercado interno.

Segundo Paulo Fraccaro, presidente da Abimo (Associação Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos), os novos aparelhos de diagnósticos sairão da fábrica ligados à internet para facilitar os trabalhos de médicos e hospitais. As novidades do setor serão apresentadas na feira Hospitalar, que ocorre em maio em São Paulo.

A indústria de equipamentos faturou R$ 24 bilhões em 2015, 4% mais do que em 2014,já excluindo a inflação.

As exportações somaram US$ 800 milhões (cerca de 12%da produção).




Hypermarcas lucra 11 vezes mais no 1º tri com a venda de ativos

28/04/2016 - O Estado de S.Paulo


A Hypermarcas registrou um lucro líquido de R$ 1,008 bilhão ao final do primeiro trimestre de 2016, um resultado 11 vezes acima do reportado no mesmo intervalo de 2015, de R$90,7 milhões.

O lucro da companhia foi impulsionado pela entrada de recursos referentes à venda da sua divisão de cosméticos à americana Coty, um negócio avaliado em R$ 3,8 bilhões, anunciado em novembro.

Além da venda de ativos na área de cosméticos, a Hypermarcas também se desfez de sua divisão de preservativos, vendida em janeiro para a grupo britânico Reckitt Benckiser por R$ 675 milhões. Os movimentos foram feitos para reduzir o grau de endividamento da empresa e concentrar seus esforços na divisão farmacêutica.

Desconsiderando o efeito da venda de ativos, o lucro líquido das operações continuadas, que considera os ativos do setor farmacêutico, foi de R$117,8 milhões, alta de 2,8% no primeiro trimestre de 2016 ante os primeiros três meses de 2015.

O lucro das operações continuadas foi afetado por um aumento das despesas financeiras.

A companhia reportou despesas financeiras líquidas de R$ 148,7 milhões no primeiro trimestre de 2016, valor 22,4% acima do mesmo período de 2015.

A empresa diz que a alta se deve ao pré-pagamento de dívidas.

Os resultados do primeiro trimestre de 2016 da Hypermarcas mostraram um desempenho de vendas melhor do que o esperado por analistas do mercado.

Em relatórios, profissionais destacaram a receita líquida de R$ 827 milhões das operações continuadas entre janeiro e março, crescimento de 12%ante os mesmos meses de 2015.

“O crescimento de receita ficou muito acima da nossa expectativa e do consenso”, comentaram os analistas do UBS, em relatório. Eles lembram que uma parte dessa alta pode ser explicada por uma antecipação das compras de medicamentos pelo varejo para fazer estoque antes de um reajuste de preços autorizado em abril. Os analistas do UBS consideram que a receita também foi beneficiada por lançamentos de novos medicamentos e por esforços de marketing da empresa.




Vaivém: Grupo Novartis

28/04/2016 - Valor Econômico


Felipe Pinho é o novo diretor de assuntos médicos de biofarmacêuticos da Sandoz, divisão de genéricos do Grupo Novartis. Ele substitui Emma Sasse, que vai para a Alemanha como diretora global de assuntos médicos oncológicos. Já a Alcon, divisão de produtos oftalmológicos, promoveu Felipe Kietzmann a diretor de compliance para América Latina e Caribe.




Tecnologia ajuda a monitorar a saúde dos atletas

28/04/2016 - Valor Econômico


As tecnologias de big data e computação em nuvem vão trabalhar pela saúde dos atletas durante os jogos olímpicos. A GE trouxe para o Brasil a solução Centricity Practice Solution (CPS), que será empregada na Policlínica e nas demais instalações (venues) do evento. "O objetivo é permitir o acompanhamento de todas as interações dos atletas em caso de intercorrência, diagnóstico de enfermidade ou trauma", explica Paulo Benevicius, diretor de Healthcare IT da GE Healthcare para a América Latina.

A solução centraliza todas as informações de saúde de cada atleta, incluindo aquelas oriundas de jogos anteriores e as informações médicas históricas individuais. O Comitê Olímpico Internacional (COI) se responsabilizou pelo carregamento das informações, armazenadas em nuvem e disponíveis via web para qualquer eventualidade. Juntas, elas permitem ainda aplicações com apoio de big data como análises setoriais por esporte, país ou grupo de atletas, para gerar mais aprendizado e embasar melhores decisões sobre tratamentos e treinamentos.

A ferramenta é empregada há décadas nos Estados Unidos, mas foi adotada pela primeira vez para a Olimpíada pelo comitê olímpico americano (USOC, na sigla em inglês) em Londres, em 2012. Dois anos depois, foi aplicada de maneira universal durante a Olimpíada de Inverno em Sochi, na Rússia e, além do Rio de Janeiro, seu emprego já está contratado para os próximos jogos.

Dados do USOC indicam que, nos últimos quatro anos, o sistema colaborou para reduzir em 60% ao ano as cirurgias relacionadas a lesões por esforço na equipe feminina americana. Além disso, durante os Jogos Paralímpicos de Sochi, um atleta com lesão medular causada por uma queda de esqui na neve e levado para Frankfurt, na Alemanha, teve tratamento direcionado pela verificação via smartphone de seu histórico médico armazenado no sistema, como a alergia a determinados medicamentos e a quantidade de anticoagulantes que ele já tinha ingerido.

O CPS é integrado a soluções já maduras no Brasil e também implantadas na Policlínica, como as ferramentas de gestão de radiologia e de tratamento de imagens radiológicas (RIS e PACS, respectivamente) - a GE também fornece os equipamentos empregados na clínica na Barra da Tijuca. Com o sistema, os médicos poderão acessar histórico, estudos e imagens em um único ponto de contato.

As informações são estruturadas em formulários com orientações pré-determinadas por um grupo de médicos do COI. "As perguntas para o processo de atenção à saúde são padronizadas para que possam ser usadas em análise de big data", detalha Paulo.




Associação dos planos de saúde critica modelo de ressarcimento do SUS

27/04/2016 - Valor Econômico / Site


A Abramge, associação que representa as operadoras de planos de saúde, criticou o modelo de cobrança do ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Ontem, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou boletim informando as operadoras com maior débito referente ao ressarcimento de SUS.

A entidade informa que as operadoras de planos de saúde deveriam ser comunicadas nos casos em que seus usuários dão entrada na rede pública a fim de verificar se cabe uma transferência. Há casos em que o usuário encontra-se em período de carência, o contrato foi cancelado e ainda consta no sistema ou a cobertura é específica a uma região.

A Abramge também questiona os valores cobrados no ressarcimento ao SUS “tendo em vista o valor estipulado ser 50% acima do efetivamente pago pelo SUS nos procedimentos que executa na rede pública com beneficiários de planos de saúde.”

A associação das operadoras de planos de saúde destaca ainda que grande parte das operadoras que constam da relação da ANS possuem recursos depositados em juízo e não contabilizados pela ANS. As operadoras citadas pela agência são Hapvida, Notre Dame Intermédica, Central Nacional Unimed (CNU), Unimed-BH e Unimed Paulistana.

A NotreDame Intermédica informa, por meio de nota, que todos os valores cobrados foram devidamente depositados em juízo, uma vez que questiona a legalidade dessa cobrança e que os mesmos foram contabilizados no balanço. A Central Nacional Unimed esclareceu que tem uma reserva integral para ressarcimento do valor em discussão, mas está analisando a utilização de seus clientes na rede do SUS “tem o direito de recorrer à justiça e questionar valores ou cobranças que não estejam de acordo.”

“A Abramge recomenda que suas operadoras associadas cumpram todas as normas vigentes da saúde suplementar, mas destaca que há uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN nº 1931) arguindo a legalidade da cobrança”, informa Abramge.

 
 

Insegurança contra a zika

28/04/2016 - Folha de S.Paulo


A epidemia de zika no país colocou as mulheres grávidas no topo das preocupações. Não poderia ser diferente. O nascimento de bebês com microcefalia é a consequência mais dramática do surto.

Dentre as estratégias de prevenção recomendadas às gestantes, o uso de repelentes figura como uma das principais, pois reduz as chances de picadas do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus da zika —e também o da dengue e da chikungunya.

O uso diário dos produtos mais recomendados por médicos, contudo, custa cerca de R$ 180 por mês, um valor inacessível para as famílias mais pobres. Estas, além disso, com frequência vivem em locais com esgotos a céu aberto e coleta precária de lixo, o que favorece a proliferação do mosquito.

Apesar disso, o governo federal demora a ajudar a população carente, como mostram dados recentes de Pernambuco, Estado até agora mais atingido pela microcefalia.

Lá, mais da metade das mães de bebês com suspeita de malformação craniana está inscrita no cadastro único de programas sociais. Quase 80% delas são consideradas extremamente pobres, integrando famílias cuja renda per capita mensal é de até R$ 47.

Em dezembro de 2015, o Ministério da Saúde anunciou planos de distribuir repelentes a grávidas beneficiárias do Bolsa Família —um contingente estimado em 400 mil mulheres. Pretendia-se iniciar a entrega em fevereiro deste ano.

Somente na última sexta-feira (22), porém, publicou-se no Diário Oficial da União um decreto de criação do programa de distribuição de repelentes a essas gestantes. Pior, não há data para o início das entregas. O edital para a aquisição do produto, por exemplo, ainda nem foi divulgado.

Na melhor das hipóteses, o repelente chegará às gestantes carentes perto do início do inverno, quando o auge da ação do A. aegypti terá passado. A escassez sazonal de chuvas e a chegada do frio naturalmente reduzirão a quantidade de mosquitos. Ou seja, a ação federal começará tarde, quando o estrago irreparável estará feito.

O vírus da zika já circula em quase todos os Estados. Em 2016 foram registradas 91,3 mil prováveis ocorrências da doença, 7.500 das quais em grávidas. Os casos confirmados de malformação chegam a 1.198.

A letargia do governo federal apenas amplifica essa tragédia, para particular prejuízo —de novo— da população mais vulnerável.




Após vacinação antecipada, governo inicia campanha nacional contra gripe

27/04/2016 - Folha de S.Paulo / Site


A campanha nacional de vacinação contra a gripe começará neste sábado (30) e se estende até 20 de maio, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta é vacinar até esta data 80% do público-alvo, composto por 49,8 milhões de pessoas.

Em meio à preocupação com o aumento de casos de gripe fora de época, ao menos 22 Estados, no entanto, já haviam antecipado a aplicação das vacinas para parte desse grupo ou para alguns municípios, segundo levantamento da pasta.

A partir deste sábado, dia de mobilização nacional contra a gripe, a campanha se estende para todo o país, incluindo os Estados onde não houve antecipação, como Sergipe, Alagoas, Ceará, Maranhão e Mato Grosso. Ao todo, a imunização estará disponível em 65 mil postos de saúde.

Podem receber a vacina na rede pública idosos, crianças de seis meses a cinco anos, trabalhadores de saúde, gestantes, mulheres que deram à luz há até 45 dias, povos indígenas, presos, funcionários do sistema prisional e pessoas com doenças crônicas.

A escolha destes grupos, considerados de maior risco de complicações da gripe, segue orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde). "Não há necessidade de pânico, de correria para as unidades. Não vai acabar a vacina para o público-alvo", diz o secretário de vigilância em saúde, Antônio Nardi.

Crianças que nunca se vacinaram contra gripe devem tomar a vacina em duas etapas, com 30 dias de intervalo entre as doses. Para os demais, a vacina é aplicada em apenas uma dose. A vacina é composta por cepas de três tipos de vírus da gripe: H1N1, H3N2 e gripe B.


AVANÇO DE CASOS


Neste ano, o vírus da gripe H1N1 responde pela maioria dos casos graves e mortes. De 250 mortes por complicações de gripe, 230 são por H1N1.

O total de casos graves e mortes já ultrapassa o registrado nos últimos dois anos. Situação semelhante, no entanto, havia sido registrada em 2013, quando também houve aumento de casos antes do período esperado - em geral, esse cenário é esperado para o início de maio, com a chegada do inverno.

"Temos que lembrar que influenza é sazonal. Um ano pode circular mais e outro menos, por isso a necessidade de que a população definida como público-alvo seja vacinada, porque não é possível prever qual ano será epidêmico ou não", diz a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues.

Para Antônio Nardi, apesar dos dados das últimas semanas indicarem uma possível estabilização do aumento de casos, ainda é cedo para analisar o cenário.

"O que podemos dizer é que tivemos antecipação dos quadros de incidência da doença. Nesse transcorrer estamos tendo alguma sinalização de diminuição. Mas não podemos dizer que a curva vai se estabilizar", afirmou.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, diz o alto número de mortes por gripe neste ano preocupa o governo.

"Desenvolvemos o mau hábito de não encarar com a devida seriedade essa enfermidade que infelizmente este ano veio mais cedo. Tivemos que antecipar a distribuição das vacinas, e mesmo assim ainda temos número elevado de casos graves e óbitos. Isso está nos preocupando demais", disse o ministro, que deve deixar o cargo ainda nesta quarta-feira em meio à crise política.




Inverno é hora de ampliar ação contra o ‘Aedes’

28/04/2016 - O Estado de S.Paulo


O verão já acabou, o pico da epidemia de dengue passou, e os cientistas já não têm dúvidas sobre a capacidade do vírus da zika de causar microcefalia em bebês. Mas o problema está longe de ser resolvido, e não é hora de baixar a guarda. Pelo contrário: é justamente no inverno que o combate ao mosquito Aedesa egypti—e às doenças transmitidas por ele — precisa ser intensificado.

Quem dá o alerta são os pesquisadores Margareth Capurro e Paolo Zanotto, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), que fizeram as palestras de lançamento da série USP Talks, ontem, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

A proposta é feita em parceria com o Estado.

Especialista em mosquitos transmissores de doenças, Margareth comparou a luta contra o Aedes aegypti a uma guerra, que exige o uso integrado e coordenado de várias armas para ser vencida — incluindo desde os métodos mais simples, como colocar areia em pratinhos de plantas, até o uso de intervenções biotecnológicas, como mosquitos transgênicos.

Com relação ao vírus da zika, Zanotto disse que ainda há muitas incógnitas que precisam ser solucionadas para se montar uma estratégia de combate específica contra ele.




Zika tem 91 mil casos notificados entre fevereiro e abril

27/04/2016 - G1 - Bom dia Brasil


O Ministério da Saúde divulgou o primeiro balanço dos casos de zika em todo o Brasil. São números preocupantes.

De fevereiro até 2 de abril deste ano foram notificados mais de 91 mil casos da doença. O Sudeste é a região que mais teve casos prováveis de zika: 35,5 mil. Em seguida, estão as regiões Nordeste e Centro-Oeste. Mais de 7 mil grávidas foram notificadas com o vírus da zika e a doença foi confirmada em quase três mil.

O Ministério da Saúde divulgou também novos números da dengue e da chikungunya, provocadas pelo mesmo mosquito que transmite a zika, o Aedes aegypti, que tem que ser combatido por todos.

Até 2 abril, foram mais de 800 mil casos suspeitos de dengue em todo Brasil. No mesmo período do ano passado, foram 705 mil casos.

No caso da chikungunya, o aumento no número de casos foi muito maior. Até 2 de abril, tivemos 39 mil casos este ano. E na comparação com 2015, foram 7 mil casos suspeitos.




O caminho da gripe pelo mundo

28/04/2016 - Correio Braziliense


Historicamente, programas de vacinação contra a gripe são concebidos com base em picos previsíveis da infecção registrados em regiões de clima temperado. A estratégia costuma funcionar bem, mas há momentos em que as projeções não atendem as necessidades dos países tropicais, que têm padrões de atividade do vírus influenza mais complexos e menos compreendidos até hoje.

Com intuito de otimizar o calendário vacinal dessas regiões mais próximas do Equador, a equipe liderada por Siddhivinayak Hirve, da Organização Mundial da Saúde (OMS), mapeou a sazonalidade da gripe e identificou os meses em que são registrados os picos de casos anuais nessas áreas. Os resultados, divulgados na revista Plos One, sugerem que alguns países, inclusive o Brasil, podem proteger melhor a população caso façam adaptações no calendário de imunização.

“Na última década, mais países de baixa e média renda nos trópicos e subtrópicos introduziram campanhas de vacinação para gripe sazonal em seus programas de imunização ou expandiram o serviço para gestantes, especialmente na América Latina. O problema é que a composição e produção bianual das vacinas é programada conforme a atividade de influenza observada em países de clima temperado, que apresentam um pico sazonal claro na atividade da influenza durante os meses de inverno”, diz Hirve.

Em regiões de climas tropicais ou subtropicais, explica o cientista, a sazonalidade da gripe é mais variável e pode ser observada durante o ano todo, embora muitas vezes os picos sejam registrados nas estações chuvosas. Para mapear essa ocorrência de casos e identificar os meses em que há mais adoecimentos, Hirve e colegas analisaram dados nacionais de 70 dos 138 países posicionados em regiões tropicais e subtropicais. Para tanto, utilizaram a FluNet, uma ferramenta de vigilância global de influenza.


ESPECIFICIDADES


Os resultados mostraram que a atividade mais intensa da influenza na maioria dos países das Américas Central e do Sul e no sul e sudeste da Ásia ocorre entre abril e junho, épocas em que a OMS recomenda que seja iniciada a vacinação. É, por exemplo, o caso do Brasil, que começa o calendário vacinal para influenza em abril. Países do Hemisfério Norte, por sua vez, executam seus programas de imunização contra a influenza em setembro. As cepas virais que compõem as vacinas são determinadas em duas reuniões anuais conduzidas pela própria organização.

Apesar de eficiente em algumas localidades, Hirve descobriu que o esquema não é valido para países da região em que o comportamento da influenza destoa dos demais. “Embora o momento do ciclo de seleção e produção bianual da vacina contra a gripe funcione bem para as regiões temperadas dos Hemisférios Norte e Sul, a sua aplicabilidade para a sazonalidade de regiões tropicais e subtropicais pode ser incerta”, diz. Na América Central e do Sul, por exemplo, Belize, Colômbia, Costa Rica, Equador e Paraguai fogem à regra com dois picos anuais de influenza. A partir disso, Hirve especula que vacinar a população apenas em abril não seja suficiente nessas nações.

A África apresenta um quadro ainda mais complexo, com aumento da atividade de outubro a dezembro na porção norte, de abril a junho ao sul e ao longo de todo o ano na África Subsaariana, próximas à linha do Equador. Com um surto secundário adicional entre outubro e dezembro, a Índia também é um caso a parte no quadro asiático. “Países como Brasil, China e Índia, que têm variabilidade subnacional no seu padrão de sazonalidade, além de países situados perto do Equador, com atividade gripal ao longo do ano, podem ter de considerar estratégias alternativas com base na sazonalidade local”, acredita o autor.

A recomendação não é tão nova. Em 2014, Nancy Cox, diretora da Divisão de Influenza dos Centros de Controle de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, sugeriu que países com dimensões latitudinais longas, como o Brasil, adotassem duas políticas distintas para vacinas contra a gripe: um que segue o calendário recomendado para o Hemisfério Sul e outro que segue o calendário para o Norte.


PRECOCE


Os dados também permitiram que Hirve separasse em oito regiões geográficas os países que compartilham padrões de gripe semelhantes: duas nas Américas Central e do Sul, duas na Ásia e quatro zonas na África e no Oriente Médio. Nessa divisão, o Brasil fica no bloco de países cuja vacinação em abril é válida. A única questão problemática para o país seria mesmo sua grande extensão, o que poderia exigir adaptações para alguns estados.

Mesmo com tantas análises, contudo, será sempre difícil prever como se dará a propagação do vírus da gripe. É possível, por exemplo, que as oscilações climáticas no Hemisfério Sul expliquem a chegada precoce da influenza ao Brasil este ano. Médica epidemiologista e professora convidada do Programa de Pós-graduação do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fátima Marinho explica que nem sempre a gripe ou infecções respiratórias baixas obedecem a sazonalidade.

“O clima mais frio propicia a aglomeração de pessoas, o que facilita a propagação do vírus. De certa forma, foi o que aconteceu em São Paulo com os casos de H1N1 (um vírus da influenza tipo A) que temos observado. Foi um verão chuvoso, e as pessoas ficaram mais aglomeradas, o que facilitou a propagação do vírus que veio dos EUA, onde houve circulação intensa do H1N1 no inverno. Se o verão não tivesse sido tão chuvoso, é provável que não tivéssemos observado essa intensidade”, explica a especialista.

Clipping de Notícias - 29/04/2016

CRF-SP - Clipping de Notícias

CLIPPING - 29/04/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 

Medicamentos prejudicam os micróbios que cuidam da nossa saúde

28/04/2016 - El País (Brasil)


Nosso corpo é uma gigantesca colônia para todos os tipos de micróbios. É estimado que cada pessoa abriga um quilo deles em seu interior, especialmente bactérias, de 1.200 espécies diferentes. Esses convidados são em sua maioria benignos e muitas vezes necessários. É sabido que as bactérias participam na digestão de alimentos, na produção de proteínas e na modulação do sistema imunológico, todas funções de grande relevância à saúde.

Uma ampla série de estudos publicados na quinta-feira pela revista Science mostra com dados que existe uma relação entre a diversidade dos microrganismos que se encontram no intestino e a saúde. Essa mesma análise produziu uma segunda conclusão que chama a atenção: os medicamentos, como antiácidos, antibióticos e antidepressivos, são o primeiro fator que afeta a diversidade microbiana. Essa informação indica que, cada vez mais, além de nós como indivíduos isolados, devemos prestar atenção nesses diminutos ocupantes ao tratar nossas doenças.

Os resultados foram obtidos pelos dois maiores estudos publicados até o momento sobre o microbioma, um na Bélgica e outro na Holanda, que analisaram no total o conteúdo das fezes de quase 4.000 pessoas. Com esse trabalho foram identificados 14 grupos principais de microrganismos que estão presentes em 95% das pessoas, mas mostra a complexidade do ecossistema identificando mais 664 grupos. Um dos aspectos interessantes dos trabalhos, feitos pelo Instituto Flamenco para a Biotecnologia (VIB), na Bélgica, e pela Universidade de Groningen, na Holanda, é que foram realizados de maneira independente e, apesar disso, obtiveram resultados semelhantes.

Entre os muitos parâmetros analisados, além do impacto do uso de medicamentos sobre a diversidade microbiana, foram encontradas relações entre essa diversidade e a dieta. As pessoas que consomem iogurte com regularidade têm uma flora intestinal mais variada, algo que também acontece com o consumo de vinho e café. Por outro lado, tomar leite integral e comer muito produz o efeito oposto. A macroanálise belga, liderada por Jeroen Raes, pesquisador do VIB, observou também uma relação “pequena, mas significativa”, entre a composição do microbioma e o índice de massa corporal, e confirmou a relação entre alguns micróbios e doenças como o câncer colorretal e a colite ulcerosa. Os cientistas viram também que problemas de saúde, como um ataque cardíaco, reduzem a presença de algumas bactérias.

Um resultado que chamou a atenção dos pesquisadores é que experiências durante os primeiros meses de vida, como o nascimento com ou sem cesárea e amamentar ou não, não influem na composição da microbiota. Uma relação mais previsível foi o encontrado entre muitos aspectos da dieta ocidental, como a abundância de calorias e carboidratos, comida industrializada e o leite integral, e a baixa diversidade microbiana. Estudos anteriores já haviam observado que as tribos com modo de vida primitivo têm uma variedade de bactérias muito maior. Nesse grupo, os ianomâmis, uma tribo indígena da Amazônia, são os humanos com o microbioma mais diversificado.

Jordi Urmeneta, pesquisador em ecologia microbiana da Universidade de Barcelona, reconhece a importância de amplos estudos para obter informação confiável sobre a relação entre microbioma e saúde. Além disso, explica como esses dados estão ajudando a mudar a forma como se tratam diversas doenças, pelo menos do intestino.

“Inicialmente pensava-se que por culpa da doença a microbiota era alterada e depois se produziam os sintomas”, diz Urmeneta. Uma vez que se sabe que não é assim, é possível agir sobre a microbiota, mesmo que seja muito difícil fazê-lo com antibióticos sem matar bactérias úteis quando se trata de eliminar a que causa a doença. “O que se faz com relativo sucesso é transplantar fezes de um paciente a outro, para inocular os microrganismos bons do paciente saudável na quantidade adequada”, diz o pesquisador da UB. Com essa técnica, é possível combater a obesidade inserindo fezes de uma pessoa magra no intestino de uma pessoa obesa.

Raes também acredita que, começando pelo diagnóstico de doenças como a síndrome do intestino irritado e o câncer de cólon, o estudo do microbioma ajudará a tratar muitos problemas. Reconhece, entretanto, a dificuldade, porque “o modo no qual devemos modular a microbiota variará entre as doenças”. “Algumas vezes iremos erradicar somente uma bactéria prejudicial e em outras será preciso modificar todo o ecossistema”, acrescenta. Como acontece nos ecossistemas na natureza em grande escala, dadas as relações de interdependência de todos os membros, o procedimento não está isento de riscos. Mas a medicina do futuro deverá levar em consideração, cada vez mais, essas complicadas interações.




Anvisa registra produto biológico de tecnologia brasileira

28/04/2016 - Anvisa


Um produto biológico com pesquisa e produção nacionais teve seu registro na Anvisa publicado no Diário Oficial da União(DOU) desta segunda-feira (25/4). Trata-se da pomada de nome comercial Kollagenase, cujo princípio ativo é a colagenase.

A matéria prima colagenase provém de cepa do Clostridium histolyticum isolada e identificada a partir de amostras da biodiversidade brasileira.

A colagenase é uma preparação proteolítica enzimática obtida a partir de processos fermentativos da bactéria Clostridium histolyticum, constituída por uma série de peptidases, das quais o componente principal é a colagenase – que tem a propriedade de decompor o colágeno em seu estado nativo.

A Kollagenase (colagenase) é destinada como agente desbridante enzimático, ou seja, a pomada promove o preparo do leito da ferida através da limpeza enzimática das áreas lesadas, com uma cicatrização uniforme e de forma mais rápida. Seu uso se dá  quando é indicado o desbridamento em feridas, úlceras e lesões necrótica em geral.

A indicação da Kollagenase compreende úlceras de diversas etiologias - de pressão ou por decúbito, varicosa, relacionada à diabetes, entre outras - ; gangrenas de extremidade; lesões por congelamento; condições associadas à difícil cicatrização; queimaduras; previamente ao enxerto cutâneo por sua ação no leito da ferida e feridas onde se torne necessário a limpeza por desbridamento enzimático da lesão.

Raia Drogasil lucra

29/04/2016 - Valor Econômico


A rede de farmácias Raia Drogasil encerrou o primeiro trimestre de 2016 com lucro líquido de R$ 90,1 milhões, o que representa um aumento de 27,4% em relação aos primeiros três meses do ano passado. A receita líquida da companhia registrou crescimento de 25,5% no trimestre, para R$ 2,5 bilhões. Em destaque, estão as vendas do segmento de perfumaria, que subiram 27,3%, contribuindo com 0,4 ponto percentual no mix de vendas. A receita com medicamentos de marca cresceu 24,4%, enquanto que a de genéricos avançou 23,3%. A empresa abriu 39 lojas nos três meses encerrados em março, ante a abertura de 19 no mesmo período de 2015. As vendas nas lojas em funcionamento há pelo menos um ano tiveram aumento de 16%.




Hypermarcas deve vender área de fralda

29/04/2016 - Valor Econômico


A venda do negócio de fraldas da Hypermarcas poderá se concretizar no prazo de um ano, indicou ontem o presidente da companhia, Claudio Bergamo. Segundo o executivo, potenciais compradores voltaram a olhar o ativo, que já é reconhecido no balanço como operação descontinuada principalmente por causa da melhora das margens nessa atividade.

"Estamos em posição muito melhor hoje do que há um ano, quando havia incertezas [que influenciaram o interesse de potenciais investidores]", disse Bergamo a analistas. "Obviamente que agora os 'players' começam a voltar."

A companhia estuda desde maio do ano passado a venda da divisão, que é dona das marcas Pom Pom, Cremer Disney, Sapeka e Bigfral e era avaliada pelo mercado em R$ 1,5 bilhão.

Conforme o executivo, ao longo do primeiro trimestre, a Hypermarcas deu continuidade à implementação do aumento de preços da linha de fraldas, que se iniciou em julho de 2015, para compensar o efeito da desvalorização do real na linha de custos. O reajuste foi aplicado sem perda de participação de mercado.

"Desde então, tivemos cerca de 36% de aumento na média ponderada, recuperando margens", afirmou, acrescentando que o negócio de fraldas cresceu 15% em receitas no trimestre. "Isso nos coloca em posição boa nesse negócio."

De acordo com Bergamo, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) das operações continuadas de R$ 310,3 milhões no primeiro trimestre - alta de 11,2% no comparativo anual - coloca a companhia na rota para cumprir a meta de R$ 1,1 bilhão em 2016. "Nossos resultados vieram em linha com a meta e o orçamento, apesar da deterioração do cenário macroeconômico e político", afirmou.

O primeiro trimestre, avaliou, foi determinante para a nova estrutura de capital da companhia, na esteira da conclusão da venda da unidade de cosméticos para a multinacional Coty, do anúncio de venda do negócio de preservativos por R$ 675 milhões e da segregação do negócio de fraldas descartáveis.

Com o recebimento de pagamentos pelos ativos, a Hypermarcas encerrou o trimestre com caixa líquido, após "hedge", de R$ 271 milhões, que não reflete novas entradas de caixa, como a segunda parcela da venda de preservativos. O executivo destacou que a geração de caixa orgânico também cresceu no intervalo. "Com isso, temos condições de distribuir dividendos."

A companhia informou que o conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos intercalares relativos ao primeiro trimestre no valor de aproximadamente R$ 133,2 milhões. Esse valor se soma aos R$ 24,9 milhões anunciados anteriormente.




Lucro da Fleury cresce

29/04/2016 - Valor Econômico


A rede de medicina diagnóstica Fleury teve lucro líquido de R$ 44,7 milhões no 1o trimestre, alta de 233% na comparação anual. A receita líquida cresceu 13,7%, para R$ 507,9 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) avançou 67%, para R$ 121,7 milhões.




J&J adquire NeoStrata

29/04/2016 - Valor Econômico


A Johnson & Johnson anunciou ontem ter chegado a um acordo definitivo para adquirir a NeoStrata Company, líder global em dermocosméticos. A aquisição inclui a compra das empresas afiliadas e da sua controladora, a TriStrata Incorporated, de capital fechado. Os termos financeiros do acordo não foram divulgados. Com sede em Princeton, a NeoStrata é conhecida por pesquisas com ácidos alfa hidroxi, base de uma tecnologia antienvelhecimento bastante popular no mercado de produtos de beleza. A empresa foi fundada em 1988 pelos médicos Ruey Yu e Eugene Van Scott. O negócio depende de aprovação por órgãos antitruste.




What's News: A Abbott

29/04/2016 - Valor Econômico


A Abbott, empresa americana de produtos médicos, fechou a compra de sua concorrente local St. Jude por US$ 25 bilhões. O negócio em dinheiro e ações vai criar uma das líderes mundiais no segmento de aparelhos cardiovasculares, incluindo desfibriladores, catéteres e produtos para intervenções coronárias e reparo de válvulas. A empresa combinada terá uma receita anual de US$ 8,7 bilhões na área.




What's News: A farmacêutica francesa Sanofi

29/04/2016 - Valor Econômico


A farmacêutica francesa Sanofi fez uma oferta de US$ 9,3 bilhões em dinheiro pela Medivation, declarando que decidiu tornar a proposta pública após a empresa americana ter refutado uma abordagem feita há cerca de um mês. O negócio daria à Sanofi acesso ao portfólio de remédios anticancerígenos da Medivation, inclusive o Xtandi, contra o câncer de próstata. A Medivation afirmou que vai analisar a oferta.




Mercado Aberto: Alívio imediato

29/04/2016 - Folha de S.Paulo


A rede de clínicas Dr. Agora investirá cerca de R$ 35 milhões em um projeto de expansão nos próximos anos. A meta é dobrar os atuais cinco pontos de atendimento até o fim de 2016.

O atendimento é para doenças de baixa complexidade, como gripe ou dor de garganta, diz o diretor-executivo, Guilherme Berardo. "Quem acordar com dor forte no peito não vou receber."

A ideia é uma réplica de modelo dos EUA no qual os pacientes são atendidos por enfermeiros, que podem receitar remédios.

Aqui, são médicos que diagnosticam e tratam os clientes. Outra diferença é que, na rede original, as clínicas ficam em farmácias. No Brasil, elas são em pontos de maior fluxo de pessoas - como o metrô da Sé.

Berardo diz esperar conquistar pacientes que, no passado, se medicavam em drogarias. "Há dez anos, pedia-se antibiótico no balcão. Isso, em São Paulo, não acontece mais, o que é bom para o meu negócio."

Parte do investimento veio de empresários com participação no negócio original americano.




‘Fapesp não pode fabricar produto’, diz Goldemberg

29/04/2016 - O Estado de S.Paulo


O trabalho da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) foi colocado em questão nesta semana. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), teria dito, em reunião com seus secretários, que a fundação gasta dinheiro com pesquisas sem utilidade prática, investindo em projetos de sociologia, enquanto deixa de apoiar o desenvolvimento da vacina contra a dengue do Instituto Butantã. O assunto foi levantado pela coluna Radar On-line, da revista Veja.


SECRETÁRIOS NEGARAM A POLÊMICA


Ao Estado, o presidente da Fapesp, José Goldemberg, considera oportuno discutir o investimento em pesquisa e destacou que a fundação investiu R$ 2 milhões só em pesquisas direcionadas ao Butantã.

Como o senhor interpreta as críticas feitas pelo governador?

Não sei o que aconteceu. Mas é provável que as declarações tenham sido interpretadas fora de contexto. Acho, porém, que é até positivo debater o investimento em pesquisa.

Por que a Fapesp considera que estudos sem aplicação prática imediata não são inúteis?

Vou dar um exemplo. Quando Nicolau Copérnico mostrou que a Terra girava em torno do Sol, muitos argumentavam que a descoberta não tinha importância. Mas mudou toda nossa visão do Universo, reduziu o poder da Igreja e produziu efeitos práticos imensos.

E quanto às ciências sociais e humanas?

Os estudos nas áreas sociais são muito importantes, porque acabam produzindo as políticas públicas. Basta citar os trabalhos de Florestan Fernandes sobre a questão racial na sociedade brasileira e os estudos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a teoria da dependência.

A Fapesp investe excessivamente em ciências sociais?

O número de projetos de pesquisa é grande, mas eles envolvem recursos pequenos em relação aos projetos de ciências da saúde, exatas e biológicas. Essas áreas recebem cerca de 2% dos recursos da Fapesp.

Houve investimentos da Fapesp nas pesquisas para a vacina contra a dengue do Butantã?

Sim, cerca de R$ 2 milhões foram investidos em 2008, além de muitos projetos de cientistas ligados a essas pesquisas. Além disso, a Fapesp lançou em fevereiro programa de R$ 100 milhões para apoiar projetos de pesquisa aplicada ao desenvolvimento de vacinas.

Os investimentos nos testes clínicos e desenvolvimento industrial da vacina escapam às atribuições da Fapesp?

Sim. Como o nome diz, a Fapesp tem a incumbência de apoiar o desenvolvimento científico e tecnológico. Mas há coisas que o regimento não permite que se apoie, como fabricar produtos, construir edifícios ou pagar salários.

Como a fundação investe em inovações?

Estimulamos o setor privado. Uma das formas é o programa Pipe (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas), que apoia empresas startup, onde começam as grandes inovações. Se for algo promissor, entra até na segunda fase do programa, que investe até R$ 1 milhão. A Fapesp já apoiou cerca de 1.500 startups no Estado, 150 só no ano passado.

Há parceria também com grandes empresas?

A Fapesp tem 18 convênios com grandes empresas internacionais para desenvolvimento conjunto de pesquisas. E, como são projetos de interesse das empresas, todos envolvem aplicações práticas da ciência.




Butantã se queixa de verba federal retida

29/04/2016 - O Estado de S.Paulo


O vice-diretor do Instituto Butantã, Marcelo De Franco, afirma que a Fapesp investiu “consideravelmente” nas pesquisas para o desenvolvimento da vacina contra a dengue. Segundo ele,no entanto,o que pode atrasar os testes clínicos em andamento é a retenção de recursos federais repassados ao instituto no ano passado,em decorrência do ajuste fiscal.

“A Fapesp investiu R$ 2 milhões no desenvolvimento da vacina da dengue em 2008 – um valor considerável. O que pode nos causar dificuldades e até atrasar os testes clínicos não é a falta de recursos da Fapesp, mas a retenção de R$ 137 milhões ocorrida em 2015”, disse De Franco ao Estado.

Segundo ele, o Ministério da Saúde sempre comprou vacinas e soros do instituto, por meio de um convênio com a Fundação Butantã – entidade de apoio criada para dar agilidade de gestão financeira e administrativa ao instituto.


CONTRATO


Em 2015, no entanto,segundo De Franco,o convênio foi transformado em contrato direto com o instituto, que não tem personalidade jurídica para receber recursos. “A verba precisou ser repassada, via Secretaria Estadual de Saúde, à Fundação Butantã. Mas nesse repasse houve uma retenção de 15% dos recursos, por conta da lei federal de ajuste fiscal, para pagar a dívida do Estado com a União. Com isso, foram retidos na Secretaria da Fazenda recursos que totalizam R$ 137 milhões, algo que faz muita falta”, declarou De Franco.

Dengue já é epidêmica em 12 Estados e no DF

29/04/2016 - O Estado de S.Paulo


SÃO PAULO - Pelo menos 12 Estados e o Distrito Federal já atingiram níveis epidêmicos de dengue neste ano, segundo o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. A alta de infectados nessas unidades da federação fez o País também entrar em situação de epidemia, quando o índice de incidência da doença ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes.

Considerando dados de 1.º de janeiro a 2 de abril, os últimos disponíveis, já são 802,4 mil registros de dengue no País, 13% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando 705,2 mil pessoas ficaram doentes. Com o volume de casos, o País chegou ao índice de 392,5 casos por 100 mil habitantes.

A epidemia se instaurou com duas semanas de antecedência em comparação com o ano passado. Hoje, a taxa de incidência da doença ultrapassou esse nível na 13.ª semana epidemiológica. Em 2015, isso havia ocorrido na 15.ª semana.

Entre os Estados, o que tem a situação mais preocupante é Minas, que já acumula 278 mil registros e índice de 1.332 casos por 100 mil habitantes. Só em Belo Horizonte, já foram notificadas 79,7 mil infecções, o que coloca a capital mineira como a cidade com a maior taxa de incidência da doença entre os municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes.

Em seguida na lista de Estados com epidemia de dengue aparece o Rio Grande do Norte, com 857 casos por 100 mil habitantes.

Fazem parte também da lista de unidades da federação com surto da doença Acre, Rondônia e Tocantins, na Região Norte; Paraíba e Pernambuco, no Nordeste; Espírito Santo, no Sudeste; Paraná, no Sul; e todas as unidades da federação do Centro-Oeste: Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Entre todos os Estados brasileiros, o que tem a menor taxa de incidência da doença é o Rio Grande do Sul, com 2.436 casos e índice de 21,7 registros por 100 mil habitantes.


RISCO


São Paulo está a poucos casos de entrar em situação de surto. Já são 126,4 mil registros e taxa de incidência de 284,9 casos por 100 mil pessoas. O número, no entanto, é muito inferior ao registrado no ano passado, quando o Estado viveu a pior epidemia de dengue da sua história. No mesmo período de 2015, São Paulo já tinha 433 mil notificações da doença e índice de 977 casos por 100 mil habitantes.

Apesar da alta de registros de dengue neste ano no País, o número de pessoas que desenvolveram a forma grave da doença é menor do que o de 2015. Nas 13 primeiras semanas deste ano, foram 244 casos do tipo, ante 731 no mesmo período do ano passado. O número de mortes também caiu, de 427 para 140.

O maior número de óbitos de 2016 foi registrado em Minas, com 40 vítimas, seguido por São Paulo (28), Paraná (25) e Mato Grosso do Sul (11). No total, 18 Estados registraram mortes pela doença: dois no Norte, seis no Nordeste, quatro no Sudeste, dois no Sul e quatro no Centro-Oeste.




O gene da idade da pele

29/04/2016 - O Globo


O segredo da juventude ainda está longe de ser descoberto, mas cientistas holandeses alegam ter encontrado, pela primeira vez, um gene que ajuda a explicar por que algumas pessoas parecem ser mais novas do que outras da mesma idade. Segundo o estudo, publicado ontem na revista “Current Biology”, aqueles que têm determinadas mutações num gene chamado MC1R aparentam ser, em média, dois anos mais velhos do que aqueles sem a mutação.

Esse gene é um dos responsáveis pelo surgimento da pele clara e do cabelo vermelho, mas mesmo quem é negro ou tem cabelos de outras cores, aparentará ser mais velho do que realmente é se tiver o gene mutante em seu DNA, dizem os cientistas. Por isso, o gene influenciaria a aparência das pessoas independentemente da cor da pele, do gênero ou até mesmo dos estragos causados pelo sol.

De acordo com os autores, o trabalho pode ajudar a compreender como os fatores genéticos mudam o rosto das pessoas ao longo do tempo e, com isso, desenvolver formas de retardar os efeitos mais visíveis do envelhecimento. Eles acreditam que ainda serão descobertas muitas outras variantes genéticas que aceleram ou atrasam esse processo, especialmente no rosto.

— Este é o primeiro gene já encontrado com atuação sobre a idade aparente, e, sozinho, ele já consegue provocar um efeito de dois anos — disse ao jornal britânico “The Guardian” Manfred Kayser, professor de Biologia Molecular Forense no Centro Médico Erasmus, em Roterdã. — Sabemos que existem outras variantes genéticas para serem descobertas, estamos apenas no início.

Para realizar a pesquisa, Kayser pediu que um grupo de observadores estimasse as idades de cerca de três mil pessoas que haviam fornecido imagens de seus rostos e amostras de seus DNAs para o que é conhecido como Estudo de Roterdã — um conjunto de pesquisas da área médica que começou na década de 1980. Um dos primeiros dados obtidos foi que as mulheres frequentemente eram julgadas como sendo mais velhas do que de fato eram. Enquanto isso, grande parte dos homens era tida como mais nova.

Alguns cientistas levantaram a hipótese de isso ter ocorrido porque o padrão de jovialidade para a mulher, em nossa sociedade, é mais limitador do que para o homem. Porém, após avaliar o genoma das pessoas envolvidas, Kayser descobriu um fator em comum entre aquelas que pareciam mais velhas: variações do gene MC1R. Para confirmar o achado, ele repetiu a pesquisa em dois outros grupos de pessoas, um na Holanda, o outro, no Reino Unido. E, de novo, lá estava o mesmo gene.

Para Kayser, esse resultado tem implicações que vão muito além da criação de cremes faciais e outros cosméticos que podem, de certo modo, atuar sobre o MC1R. Segundo ele, a pesquisa pode jogar luz sobre o que a aparência dos indivíduos diz sobre a saúde deles.

— Ao encontrar mais genes envolvidos na idade aparente, podemos entender melhor a relação entre a idade que você parece ter e o quão saudável você é — especulou ele. — É uma abordagem diferente para a compreensão do envelhecimento saudável.

Alguns cientistas que não participaram do projeto, no entanto, ponderaram que pedir para observadores dizerem quantos anos as pessoas parecem ter é algo subjetivo. Cada um, alegam eles, perceberia de forma diferente o envelhecimento.


INFLUÊNCIA DO AMBIENTE


Pesquisadores da área também insistem que os fatores ambientais e comportamentais, além da carga genética, têm enorme influência sobre a aparência das pessoas. Por isso, nada de desespero para quem tem as tais mutações no MC1R.

— De nada adianta ter uma genética favorável se a pessoa fuma — exemplifica Maria Cátira Bortolini, pesquisadora do Departamento de Genética do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). — Do ponto de vista científico, o cigarro é incontestavelmente causador de envelhecimento da pele. Outros aspectos como alimentação e exercícios físicos ainda não são consenso entre cientistas, mas o tabagismo, sim, porque ele causa danos ao DNA.

Ela destaca, no entanto, que é interessante o estudo revelar outro papel para esse gene em particular, até então associado basicamente à pele clara e aos cabelos vermelhos.

— Só sabíamos que esse gene atuava na rota da pigmentação. Mas, como temos uma quantidade muito pequena de genes para a grande variedade de características fenotípicas que o ser humano tem, já era esperado que a maioria dos genes atuasse em rotas diferentes — explica Maria Cátira.

Pesquisadora do Laboratório de DNA da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Leonor Gusmão acredita que a feição das pessoas está associada à saúde física delas apenas indiretamente. Não é possível, segundo ela, determinar que uma pessoa não está tão saudável quanto deveria apenas porque ela parece mais velha.

— Uma coisa é o envelhecimento celular, outra é a aparência. Problemas de saúde ou envelhecimento acelerado do organismo podem, sim, deixar indícios na aparência das pessoas. Mas o contrário é difícil de determinar — diz ela. — Mesmo com aparência boa, jovem, podese ter problemas fisiológicos.




Uma dose justa contra a pneumonia

29/04/2016 - Valor Econômico


A pneumonia é a principal causa da morte de crianças no mundo. Quase 1 milhão de crianças por ano são vítimas da doença, uma a cada 35 segundos. As populações mais atingidas vivem em países em desenvolvimento ou em condições vulneráveis, sem acesso a sistemas de saúde minimamente estruturados. A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF), que leva assistência médica a pessoas em regiões de conflito, desastres e epidemias, é testemunha desse flagelo, tão cotidiano quanto evitável.

Existe uma vacina eficaz contra a pneumonia de origem bacteriana, a vacina pneumocócica conjugada - PCV, na sigla em inglês. Muitos países, porém, não conseguem distribuí-la amplamente porque não têm condições de pagar os preços cobrados pelos dois únicos fabricantes, as farmacêuticas Pfizer e GlaxoSmithKline (GSK).

Como as empresas negociam caso a caso, há distorções flagrantes nos preços da PCV. O estudo "Dose certa", publicado por MSF em janeiro de 2015, mostrou, por exemplo, que a dose custava US$ 63,74 no Marrocos, enquanto na França o fabricante cobrava US$ 58,43. São necessárias três doses para imunizar uma criança. O resultado é que metade dos países não conseguiu introduzir a vacina pneumocócica conjugada em seu calendário regular de vacinação, e o preço foi apontado como o grande obstáculo.

Apenas nações de renda muito baixa têm subsídio da Aliança Global de Vacinas para a compra da PCV. Ainda assim, o apoio da Aliança se limita à vacinação de crianças de até 1 ano de idade. Organizações humanitárias, que em muitas situações de crise representam o único recurso das populações a cuidados médicos, pagam preços de mercado. O Brasil negociou com a GSK a transferência da tecnologia da vacina para o Laboratório Bio-Manguinhos, da Fiocruz, e a distribui no Sistema Único de Saúde. Mas a maioria dos países em desenvolvimento não tem peso - de mercado e estrutura de saúde - para obter acordos semelhantes.

No marco da Semana Mundial da Imunização, Médicos Sem Fronteiras entregou à Pfizer e à GSK um abaixo-assinado em que quase 400 mil pessoas de 170 países reivindicam das duas farmacêuticas um preço de US$ 5 pelas três doses da PCV para países em desenvolvimento e organizações humanitárias. Esse valor tem como base o anúncio feito pelo Serum Institute, da Índia, de que tem condições de produzir a vacina em alguns anos e vendê-la por US$ 6 as três doses.

A oferta do laboratório da Índia, país que está entre os maiores produtores mundiais de genéricos, é uma baliza para determinar o valor justo da vacina num mercado global dominado por grandes fabricantes e marcado pela opacidade. Há pouca ou nenhuma transparência sobre a composição dos preços de medicamentos essenciais. Uma resolução aprovada na Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2015 convocou os governos a informar quanto pagam pelas vacinas, a fim de que seja criado um banco de dados internacional, com os objetivos de aumentar a transparência e favorecer a redução de preços, sobretudo das vacinas mais recentes.

Em 2001, segundo o estudo "Dose Certa", era possível pagar 67 centavos de dólar pelo pacote básico de seis vacinas então recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Em 2014, o pacote passou a incluir vacinas contra 12 enfermidades, mas seu preço mínimo aumentou 68 vezes, para US$ 45,59 (ou US$ 32,09, se não for considerada a vacina contra o HPV, que se aplica apenas a meninas adolescentes).

O aumento se deveu em grande parte à introdução de vacinas mais caras, entre elas a PCV, a que mais pesa no pacote básico. Desde 2009, as vendas da vacina contra a pneumonia renderam mais de US$ 30 bilhões à Pfizer e à GSK - quase o triplo do orçamento da Aliança Global de Vacinas para 20 anos. O faturamento tem se sustentado na lógica de maximizar as vendas para os 25% mais ricos, deixando 75% das crianças do mundo desprotegidas contra seu maior algoz.

Nos anos 50, o médico e epidemiologista americano Jonas Salk, que desenvolveu a primeira vacina contra a poliomielite, foi contra o patenteamento da sua invenção. Além de sua pesquisa ter sido financiada em parte por doações do público, ele argumentou que as técnicas usadas não eram novas, já que se beneficiara do trabalho feito antes por outros cientistas. Albert Sabin, que logo depois de Salk aprovou sua versão da vacina antipoliomielite, também não quis patenteá-la.

A partir dos anos 90, novas regras globais de propriedade intelectual beneficiaram desproporcionalmente a indústria farmacêutica. É comum, por exemplo, que as empresas reivindiquem a patente - e, portanto, o monopólio da produção e da venda - de medicamentos que combinam princípios ativos já existentes e não representam, de fato, uma inovação. Na Índia, Médicos Sem Fronteiras apresentou uma oposição à concessão de patente à vacina PCV da Pfizer, que está sendo examinada pelas autoridades. O argumento técnico de MSF é que o método de produção da vacina não cumpre o requisito de atividade inventiva da lei indiana.

Se as vacinas contra a poliomielite fossem desenvolvidas agora, é razoável supor que a luta contra uma epidemia que matava ou deixava sequelas em milhares de pessoas todos os anos não seria tão bem-sucedida quanto foi. Para as crianças deste início do século XXI, notadamente aquelas mais desassistidas, a pneumonia é uma calamidade inaceitável. Médicos Sem Fronteiras acredita que garantir seu acesso à vacina é mais do que viável, é um imperativo que não pode ser adiado.




Dilma prorroga contratos do Mais Médicos e livra estrangeiro de exame

29/04/2016 - Folha de S.Paulo


A três meses do fim do prazo de participação dos primeiros profissionais selecionados para o programa Mais Médicos,o governo editará uma medida provisória para prorrogar os contratos com os estrangeiros.

A medida deverá ser anunciada nesta sexta-feira (29) em evento no Palácio do Planalto.

A ideia é estender a possibilidade de participação por mais três anos.

A decisão será facultada aos profissionais, em conjunto com prefeituras e a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde),responsável pelo contrato com os médicos cubanos no país.

Até então,a lei do Mais Médicos previa que a renovação do prazo de participação dos médicos estrangeiros só poderia ocorrer após a revalidação do diploma, por meio de exame aplicado em universidades públicas.

Agora, os profissionais poderão permanecer mesmo sem ter o diploma revalidado.

A Folha divulgou na quarta (27) que a medida já era planejada pela presidente Dilma Rousseff diante de um“afastamento inevitável”.

A prorrogação atende a reivindicações de associações de municípios, que temem “perder” ou ter que “trocar” os médicos às vésperas de eleições municipais.

Três organizações pediram ao Ministério da Saúde que os contratos sejam estendidos: Frente Nacional de Prefeitos, Associação Brasileira de Municípios e o Conselho Nacional de Saúde.

“Havia muita dificuldade em contratar médicos, principalmente em periferias e regiões mais afastadas dos centros”, diz Eduardo Tadeu Pereira, presidente da ABM.

“Fui pessoalmente a municípios do interior do Amazonas. Quando perguntei a uma prefeita o que aconteceria se o programa acabasse, a resposta foi ‘Deus me livre’.” O contrato dos primeiros médicos do programa vence em agosto. Um segundo grupo tem até outubro e outro,até janeiro de 2017 —eles representam 5.244 médicos,a maio-ria cubanos e estrangeiros.

Ao todo, 18.240 médicos atuam no Mais Médicos—destes, 11.429 são cubanos, 1.537 são formados no exterior e o restante, brasileiros.

A possibilidade de prorrogação já gera reações de associações médicas. O principal argumento é que não haveria falta de médicos,mas estímulos para a fixação desses profissionais no interior do país.

“Passados três anos [do programa],a saúde ainda é progressivamente mal avaliada”, afirma Florentino Cardoso,da Associação Médica Brasileira.

O Ministério da Saúde não comentou as novas medidas.

Dentro da pasta, a avaliação é que, apesar dos editais recentes terem tido recorde de brasileiros,é alto o índice de desistência entre eles — daí a necessidade de prorrogar os contratos com estrangeiros.

Dados obtidos pela Folha apontam que 40% dos brasileiros selecionados no programa desistem antes do prazo.

Já entre cubanos,a média de desistência é de 8%. Para outros estrangeiros e brasileiros formados no exterior, 15%.




Zika: ainda sem repelente, sem exames, sem pensão do INSS

29/04/2016 - Folha de S.Paulo / Site


No começo de fevereiro, conheci o bebê José Arthur em Serra Talhada, no sertão de Pernambuco.

José Arthur nasceu com microcefalia e estava prestes a completar cinco meses. Nunca tinha feito uma sessão de fisioterapia ou estimulação precoce.

O Ministério da Saúde havia anunciado um plano para oferecer esse atendimento no SUS a todos os bebês com microcefalia.

Em Serra Talhada, no entanto, ainda não tinham conseguido contratar um profissional para o posto de saúde.

Três meses depois, a situação melhorou.

A mãe de José Arthur, Daniella Alves da Silva Campos, 23, contou-me que já há fisioterapeuta no posto de saúde da cidade e José Arthur faz duas sessões por semana.

Mas tirando isso, nada mudou

O hospital Professor Agamenon Magalhães, em Serra Talhada, foi designado como centro de referência para atendimento de bebês com microcefalia no Estado de Pernambuco, mas não tinha pediatra de plantão e nenhum neuropediatra para cuidar dos bebês com microcefalia.

Continua sem.

Serra Talhada, município de 84 mil habitantes mais conhecido como a terra natal de Lampião, tem um dos maiores índices de infestação por Aedes aegypti no Estado - o mosquito é vetor do vírus do zika, chikungunya e dengue.

Mas não há distribuição de repelentes.

Na casa de Daniella, só José Arthur usa. A R$ 25, não dá para comprar para todo mundo.

Como mostrou editorial da Folha, o Ministério da Saúde anunciou em dezembro de 2015 planos de distribuir repelentes a grávidas beneficiárias do Bolsa Família -um contingente estimado em 400 mil mulheres. Pretendia-se iniciar a entrega em fevereiro deste ano.

Mas só na última sexta-feira (22) é que foi publicado no Diário Oficial da União um decreto criando o programa de distribuição de repelentes a essas gestantes. E não há data para o início.

Em janeiro, José Arthur passou por exames para tentar determinar o que causou a microcefalia - se foi mesmo a infecção de Daniella por zika durante a gravidez.

A família está esperando os resultados dos exames até hoje.

Daniella acaba de ter negado seu pedido de "Benefício de Prestação Continuada", uma pensão de um salário mínimo (R$ 880) para deficientes em famílias de baixa renda.

O benefício é concedido apenas para deficientes que comprovem uma renda familiar mensal per capita inferior a 25% do salário-mínimo (R$ 220).

O pai de José Arthur, José Rosivaldo Ferraz da Silva, o Nenê, 27, trabalha com mototáxi e cobra R$ 4 por corrida. Em um mês ótimo, consegue ganhar um salário mínimo (R$ 880). A mãe, Daniella, não trabalha porque precisa cuidar do menino.

Portanto, mesmo muito pobres, eles têm renda familiar per capita acima de R$ 220 - e tiveram seu pedido negado. Vão recorrer.

José Arthur está com 8 meses. Ainda não senta, não sustenta o pescoço, nem segura objetos. Mas já consegue abrir um pouco a mãozinha.




A frágil saúde municipal

29/04/2016 - O Estado de S.Paulo


A “quarteirização” de partes da rede pública de saúde municipal – com a contratação de médicos de clínicas particulares pelas unidades gerenciadas por Organizações Sociais (OSs) que já são a terceirização do serviço – é mais uma demonstração da fragilidade desse setor vital da administração, despreparado para enfrentar situações de emergência. Foi principalmente para enfrentar o surto da gripe H1N1, que está assustando os paulistanos, que a Secretaria Municipal de Saúde autorizou – em princípio em caráter excepcional – a adoção desse tipo de procedimento.

Reportagem do Estado mostra, com base em dados oficiais constantes do site da Prefeitura, que os plantões vagos na rede terceirizada, para os quais devem ir os médicos “quarteirizados”, já são 662, de várias especialidades, sendo 273 para atendimento infantil. O déficit desse pessoal, especialmente grave na zona leste, atinge todas as regiões da cidade. Os médicos são contratados como pessoa jurídica (PJ), portanto sem necessidade de qualquer outro tipo de vínculo com a rede pública, além desse, que é precário.

Eles estão assumindo plantão, em geral à noite e em fins de semana, em unidades de Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) e prontos-socorros, com remunerações de R$ 110 a R$ 130 por hora de trabalho, sem descontos. Exemplos de AMAs que já contam com seus serviços são as do Parque Anhanguera, na zona oeste, e Waldomiro de Paula, na zona leste. Estão funcionando dentro do novo modelo 152 plantões de pediatria, o mesmo devendo acontecer em breve com outros 264, números que dão uma ideia da amplitude que ele deve adquirir.

O superintendente de uma das maiores OSs em atividade na capital, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), Mário Monteiro, confirma que foi a Prefeitura que solicitou a contratação de médicos na forma de PJ, para preencher as vagas existentes, porque a regra de sua entidade é que isso seja feito de acordo com a CLT.

É compreensível que a Prefeitura apele para a quarteirização, tendo em vista a coincidência do déficit de médicos na sua rede de saúde com o surto da gripe H1N1. Essa combinação leva a um quadro de emergência que pode justificar aquela providência, mas em caráter extraordinário e passageiro. Pessoas que dependem da rede municipal, ouvidas pela reportagem, aprovam a medida, porque para elas o mais importante, de imediato, é serem atendidas. Mostra a experiência, porém, que o provisório tende a se tornar permanente, quando não cercado dos necessários cuidados, porque se torna uma solução de facilidade.

É preciso atentar para esse perigo, porque a quarteirização tem defeitos graves que, restabelecida a normalidade, poderiam causar sérios danos à rede de saúde municipal. Um especialista na questão, o prof. Mário Scheffer, da Faculdade de Medicina na USP, depois de reconhecer que ela pode de fato resolver um problema emergencial, adverte que sua permanência será péssima. Os médicos assim contratados, diz, “são totalmente desconectados da rede municipal. Quanto mais intermediários contratados, menor vai ser a capacidade de controle da carga horária, da produtividade”.

Já o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Eder Gatti, chama a atenção para o que considera precarização desses profissionais: “É horrível, porque ele não tem garantia nenhuma. Se se acidentar no trabalho ou não receber o pagamento, não tem a quem recorrer”. Uma situação que, deve-se acrescentar, pode ter reflexos na qualidade do serviço.

Outro aspecto da questão – o mais grave – é que a quarteirização só se tornou necessária como consequência das notórias deficiências da rede municipal, que mal consegue manter um atendimento que já deixa a desejar. Enfrentar uma emergência, então, nem se fala. Esse fato deveria servir, portanto, para uma reavaliação em profundidade desse setor, que nem mesmo com o modelo mais ágil das OSs, que vem do governo anterior, tem conseguido fazer a contento o que dele se espera.




Hospital desenvolve sabonete "contra o câncer"

28/04/2016 - Portal Exame


O câncer é um inimigo silencioso e muitas vezes letal, mas que pode ser combatido com sucesso, principalmente quando detectado em seu início.

A grande questão é: como educar a população de um país onde a doença é a segunda principal causa de morte entre homens e mulheres?

Pensando nisso, o Hospital HIMA- San Pablo, em San Juan (Porto Rico) desenvolveu uma ideia inovadora em sua concepção e simples na execução, o "Life Soap"; um sabonete para lembrar e orientar cidadãos sobre a importância do autoexame.

"Em muitos casos, tudo o que preciso é um autoexame simples para detectar um tumor cancerígeno. Infelizmente, a maioria das pessoas não têm o hábito de realizar estes exames", afirmou Iván del Toro, médico diretor do hospital.

A ação, criada pela TBWA San Juan, consistiu em desenvolver sabonetes com mensagens gravadas que lembram as pessoas sobre o quanto é essencial que realizem o autoexame.

Além disso, a embalagem do produto funciona como uma espécie de bula contendo todas as instruções para a realização correta do procedimento, tanto em homens (testículo) como em mulheres (seio).

Para colocar a ideia em prática, o sabonete foi enviado por correio para os clientes do Hospital, além da realização de ativações em diversas ruas de San Juan.

"Estou muito orgulhosa por fazer parte de um projeto que pode fazer a diferença real e tem o potencial de salvar vidas", disse Luzirene Mendoza, CEO/sócia da TBWA San Juan.

O idealizador do projeto é o brasileiro André Felix, que recentemente descobriu que a sua avó de 88 anos está com câncer de mama.

O publicitário, que já criou cases como o inesquecível "Meeting Murilo", colocou cabeça e cérebro para funcionar e mais uma vez utilizou a criatividade a serviço de uma iniciativa que pode melhorar e até salvar a vida das pessoas.

Por que um sabonete? Depois de muita pesquisa, descobriu-se que o momento mais oportuno para entregar essa mensagem é durante o banho, quando geralmente as pessoas têm um contato mais íntimo com o próprio corpo.

"Se este projeto ajudar uma pessoa a ser salva com o autoexame, certamente será a ideia mais importante da minha carreira", concluiu Félix.

Clipping de Notícias - 27/04/2016

CRF-SP - Clipping de Notícias
 

CLIPPING - 27/04/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 
   

 

 

Vendas de genéricos têm maior expansão desde 2012

27/04/2016 - Valor Econômico


As vendas de medicamentos genéricos nas farmácias brasileiras saltaram 18,7% no primeiro trimestre deste ano, para 270 milhões de unidades, com a maior taxa de expansão registrada para o intervalo desde 2012. A crise econômica, a antecipação de compras diante do reajuste de 12% autorizado pelo governo a partir de abril e uma agressiva política de descontos ajudam a explicar esse desempenho, que chamou a atenção da própria indústria por causa de sua magnitude.

Historicamente, em outros períodos de crise, como em 2009, as vendas de genéricos acabaram impulsionadas pela substituição por parte dos consumidores dos medicamentos de marca, que são mais caros, por esses produtos. Esse movimento, na avaliação da presidente-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), Telma Salles, pode ter se repetido no início deste ano. "Em momentos de dificuldade da economia, o genérico absorve mais consumidores", afirma.

Ao mesmo tempo, o aumento de até 12,5% no preço dos medicamentos autorizado pelo governo federal, com aplicação a partir de abril, pode ter levado a um esforço maior de antecipação de compras. Essa foi a primeira vez, em mais de dez anos, que o índice máximo de reajuste para medicamentos ficou acima da inflação, o que teria potencializado a corrida por compras antes da entrada em vigor do aumento.

Apenas em março, segundo dados da consultoria IMS Health, complicados pela PróGenéricos, as vendas de genéricos somaram 107,5 milhões de unidades, acima da média registrada em janeiro e em fevereiro, de 81,5 milhões e 81 milhões, respectivamente.

Esse efeito foi percebido no mercado farmacêutico como um todo, diz o presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini, para quem a "vida real para a indústria farmacêutica" vai acontecer a partir de maio". "Todos sabiam que haveria reposição de perdas via reajuste e que o deste ano seria maior, porque a fórmula [de cálculo do índice] é amplamente conhecida", diz.

A partir do mês que vem, porém, quando o reajuste já estará incorporado à cadeia de medicamentos, o setor vai começar a sentir os efeitos do aumento do desemprego e é provável que as taxas de expansão exibidas neste início de ano não se repitam. "Pela primeira vez nos últimos dez anos, o crescimento [das vendas em reais] deve ser menor do que a inflação", opina Mussolini. No ano passado, a alta foi de 12%.

No segmento de genéricos, a postura também é de cautela em relação a projeções para o acumulado de 2016. "Não dá para saber como a economia deverá se comportar diante dos desafios políticos que o Brasil precisa equacionar", diz Telma, lembrando que as vendas de genéricos registraram queda de 0,4% na comparação de fevereiro com janeiro. Segundo a executiva, não está descartada a possibilidade de o segmento realizar pela primeira vez na história um resultado abaixo da casa dos dois dígitos.

Com o forte desempenho do primeiro trimestre, os genéricos mais uma vez alavancaram o volume total de vendas de medicamentos no país. De janeiro a março, o mercado farmacêutico total cresceu 9,6% em volume, para 890,1 milhões de unidades, enquanto em receitas, já considerados os descontos praticados, a expansão foi de 10,8%, para R$ 11,3 bilhões. "Ao excluirmos os genéricos do resultado da indústria, o crescimento fica na casa dos 6%", diz Telma.

A percepção de que laboratórios podem ter lançado mão de uma política de descontos mais agressiva no primeiro trimestre é alimentada pelo baixo crescimento das vendas em reais desse tipo de medicamento. De janeiro a março, o crescimento por esse critério foi de 9,52%, para R$ 1,5 bilhão, incluídos todos os descontos praticados, inferior aos 18,7% de expansão em unidades comercializadas e aos 10,7% do total.

Segundo fontes da indústria, alguns laboratórios teriam intensificado promoções ao longo do trimestre, com vistas a manter ou ampliar participação no mercado de genéricos. No topo do ranking do segmento estão a Hypermarcas, a EMS e a Medley (da Sanofi). Sobre essa política, a presidente-executiva da Pró-Genéricos afirma que, tradicionalmente, o varejo concede descontos significativos ao consumidor e lembra que as margens de lucro dos laboratórios seguem em retração, pressionadas por aumentos de custo e pelo câmbio.




Fabricante de remédios consegue reduzir ICMS

27/04/2016 - Valor Econômico


A 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltou atrás e, após duas mudanças de relator, reduziu a base de cálculo do ICMS para medicamentos vendidos a hospitais. A decisão foi dada em um segundo recurso após a decisão de mérito (embargos de declaração em embargos de declaração) proposto pelo Instituto BioChimico Indústria Farmacêutica.

No processo, o fabricante discute uma autuação fiscal lavrada em março de 2003 pela Fazenda da Bahia por recolhimento a menor de ICMS. O valor original é de R$ 429 mil - atualizado chegaria próximo de R$ 1 milhão. A empresa e o Estado discordam sobre a base de cálculo do tributo, que é recolhido por meio do sistema de substituição tributária.

O Estado, que pretende recorrer da decisão para a 1ª Seção, aplica a base de cálculo dos medicamentos vendidos a farmácias. A empresa, porém, defende um recolhimento menor de ICMS com a alegação de que seus clientes são hospitais.

De acordo com Antônio José Telles de Vasconcelos, procurador do Estado da Bahia que atua nos tribunais superiores, há um precedente da 2ª Turma favorável à tese do Estado. Além do valor, o que preocupa é o efeito multiplicador da decisão. "Não podemos abrir um precedente desse", afirmou.

Ao julgar o processo, no fim de 2013, a 1ª Turma decidiu de forma favorável ao Estado. A maioria dos magistrados havia seguido o voto do relator, ministro Ari Pargendler, para quem a situação dos hospitais se assimilava às empresas distribuidoras.

Segundo a decisão, quando vende medicamentos a hospitais ou distribuidoras, a indústria assume a condição de substituto tributário em relação à última fase do ciclo de comercialização (entre drogaria e consumidor ou hospital e paciente). Na última fase, se considera como valor da operação o preço do medicamento divulgado pela revista ABC Farma.

A empresa recorreu desse entendimento por meio de embargos de declaração. O recurso foi rejeitado em 2014, o que a levou a apresentar um novo recurso. O julgamento foi iniciado. Porém, anulado no início de 2015 por questão processual - não foi dada abertura ao Estado da Bahia para impugnação. Após a aposentadoria do ministro Ari Pargendler, o processo passou para o desembargador convocado Olindo Menezes. Novamente por sucessão, o processo foi redistribuído para o ministro Gurgel de Faria, em março.

Na sessão de ontem, o relator afirmou que, no recurso, a empresa defende que há omissão na decisão, que não trata da tabela de preços usada pelo Estado, que não contemplaria medicamentos de uso restrito no ambiente hospitalar. "A tabela não se aplica a medicamentos exclusivamente destinados a uso de hospitais e clínicas", afirmou o relator, acolhendo o recurso.

Os demais integrantes acompanharam o voto. O ministro Sérgio Kukina disse que o processo teve idas e vindas e mudou seu voto. "Fiz nova reflexão e vi que não tinha valorizado adequadamente a circunstância de que a operação tributada tinha como destinatário final um hospital, em nada se confundindo com venda no varejo", disse. No julgamento, a ministra Regina Helena Costa lembrou que há outro caso sobre o assunto. Em fevereiro, a 1ª Turma começou a julgar outro processo em que as mesmas partes travam discussão idêntica.




Vírus zika deve manter venda de repelentes em alta, diz Nielsen

26/04/2016 - Valor Econômico / Site


As vendas de repelentes, que no ano passado somaram R$ 217,4 milhões, com crescimento de 49,5% em relação a 2014, conforme o Valor informou em 12 de fevereiro, devem continuar crescendo neste ano por causa do vírus zika, segundo a Nielsen, empresa de pesquisas de produtos de consumo.

A expansão das vendas tomou ritmo maior nos últimos quatro meses do ano passado. “Somente no interior de São Paulo, no ano passado, as vendas subiram mais de 100% devido ao surto de dengue. Agora, com o [vírus] zika, os números vão aumentar”, diz João Otávio Silva, analista de mercado da Nielsen.

Em relação ao volume de vendas, o aumento foi de 32,5% para 14,7 milhões de unidades no ano passado. A maior demanda foi registrada em dezembro, quando o faturamento registrou alta de 230% e o volume de 115% quando comparado a um ano antes. Segundo a Nielsen, esse ritmo deve ser repetido em 2016.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar de toda a América Latina estar sendo ameaçada pelo Aedes aegypit e suas doenças, o Brasil é o país onde mais casos de vírus da zika foram identificados, com 3.893 casos suspeitos reportados desde outubro, segundo dados oficiais, o que supõe um aumento de 30% em relação aos anos anteriores, desde 2010.

Grandes marcas, como Off!, da SC Johnson, Repelex, da Reckitt Benckiser, Loção Antimosquito, da Johnson & Johnson (J&J), e Exposis, da Olsen, têm se beneficiado do medo provocado pelo zika, cuja relação com casos de má formação cerebral em bebês já foi confirmada pela OMS.




Venda de medicamentos cresce 26,14% no 1º trimestre, diz Abradilan

26/04/2016 - IstoÉ Dinheiro Online


A venda de medicamentos por empresas de distribuição e logística cresceu 26,14% no primeiro trimestre de 2016 na comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) e IMS Health. O faturamento atingiu R$ 3,93 bilhões entre janeiro e março.

Já a quantidade de medicamentos vendidos aumentou 20,68% na comparação anual, segundo a Abradilan. Foram comercializadas 236,6 milhões de unidades nos três primeiros meses deste ano.

Os associados Abradilan são responsáveis pela distribuição de 21% das unidades vendidas dos medicamentos no Brasil, e 30% dos medicamentos genéricos.




Game critica as estratégias da indústria farmacêutica para lançar e vender drogas

26/04/2016 - Época Online


Bajular médicos, manipular resultados de testes clínicos, vender a preços desleais para quebrar a concorrência ou cobrar um preço exorbitante por um medicamento capaz de salvar vidas. Essa é a realidade da indústria farmacêutica -- pelo menos dentro do game Big Pharma. O jogo é o mais novo representante de um universo de games que, além de entreter, pretende criticar -- ou gerar reflexão sobre -- o funcionamento da sociedade. Nessa linha, há títulos como SUS: The Game, criado por brasileiros em 2013, que simula a dificuldade de ser atendido em hospitais públicos. No jogo, há somente um médico no hospital e o jogador precisa encontrá-lo para ser atendido (conheça outros exemplos na galeria abaixo).

O game Big Pharma, lançado no ano passado, ganhou esta semana novos recursos: agora, o jogador -- no game, o dono de uma indústria farmacêutica -- poderá oferecer brindes aos médicos para que eles prescrevam os medicamentos da empresa, manipular os resultados dos testes das drogas para que elas pareçam melhores do que realmente são e investir numa estratégia de comunicação a fim de convencer as pessoas que elas estão doentes. “O jogo explora os desafios que surgem ao tentar alinhar os objetivos de uma empresa lucrativa aos de uma indústria dedicada a ajudar pessoas doentes”, diz o americano Tim Wicksteed, o criador do jogo.

Wicksteed diz que as estratégias usadas no jogo têm base real. Ele se inspirou no livro Ciência picareta, do psiquiatra britânico Ben Goldacre. Goldacre é conhecido internacionalmente por criticar o modo como a ciência pode ser feita -- com números torturados para alcançar bons resultados. No livro, ele descreve as táticas desonrosas de que algumas empresas lançam mão para manipular a pesquisa científica, aprovar medicamentos e aumentar suas vendas. Wicksteed diz que também entrevistou um pesquisador americano que estuda como os ensaios clínicos podem ser construídos de forma tendenciosa. Mas ele admite que o jogo exagera nas falcatruas. "Peguei as ideias e as destilei para uma forma que capta a essência da indústria sem ser 100% exata", diz Wicksteed. "A forma como é feito no jogo não é realista. Na vida real, as ações são mais sutis.”

Para começar a jogar, é necessário escolher o nome da empresa e seu presidente. Já na primeira tela é possível dar uma olhada nos insumos farmacêuticos disponíveis. A descrição inclui sua atividade medicinal e os efeitos adversos. Com o maquinário certo, é possível dar um upgrade nos ingredientes, aumentar sua ação e diminuir os efeitos adversos, mas isso custa caro e é possível que o melhor produto para o mercado não seja o melhor para a população. Com o medicamento no mercado, o jogador monitora os lucros e os relatos de efeitos colaterais. Se a demanda cai ou a concorrência aumenta, seus lucros estão ameaçados. Aí a empresa começa a perder dinheiro, e o jogador deve dar um jeito de se manter lucrativo. É preciso expandir os negócios e entrar em outros campos de doenças, contratar cientistas e descobrir novos princípios ativos. O espaço físico é limitado e para aumentar a produção é necessário fazer malabarismos para o maquinário caber. Com as contas no negativo, o jogador pode fazer empréstimos, contratar mais gente e comprar máquinas de alta tecnologia.

Mas manter as máquinas funcionando não é a única função do jogador. Também é preciso habilidade em lidar com as empresas rivais que querem lhe tirar do negócio e com o mercado sempre dinâmico, que exige medicamentos diferentes a cada estação. Se sua indústria tem futuro ou não, só os lucros dirão e ser altruísta pode não ser o melhor plano de negócios. Com a nova atualização, o jogador também será capaz de ajustar os valores de seus medicamentos. Ao colocar no mercado um produto com o preço muito baixo, o jogador consegue eliminar a concorrência e transformar sua empresa numa monopolista. Como única opção na prateleira da farmácia, as pessoas não têm saída a não ser pagar o preço que a empresa determina, mesmo que seja muito alto.

Wicksteed diz que alguns jogadores querem que o jogo vá mais longe na crítica à indústria farmacêutica. Eles sugerem que exista a possibilidade de causar doenças para depois vender a cura. Wicksteed diz que resiste em implementar esse tipo de ação porque não acha que isso aconteça na vida real. "Evito esse tipo de ação tanto quanto possível porque eu não quero enganar as pessoas", diz Wicksteed. Mas os outros desafios éticos permanecem. “O jogo Big Pharma coloca as pessoas em posição de trabalhar para uma indústria farmacêutica e pergunta: ‘O que você faria nessa posição?’”. Wicksteed espera que os jogadores sejam capazes de discernir as consequências de suas escolhas. Transformar ciência em dinheiro exige estratégia e a desconfortável verdade - para a qual não há remédio - que a doenças geram negócios.

 

 

 
 

Setor farmacêutico gastou cerca de R$ 8 bi com publicidade

27/04/2016 - DCI


O setor Farmacêutico destinou R$ 8,1 bilhões para compra de espaço publicitário em 2015, o que indica um aumento de 35% em relação ao ano anterior, aponta o estudo Retrospectiva & Perspectivas 2015, da Kantar IBOPE Media.

A categoria Outros Medicamentos (produtos para emagrecimento, tratamento capilar, varizes, entre outros) foi responsável por 27% da compra de espaço publicitário do setor, totalizando R$ 2,2 bilhões, com crescimento de 90% em relação a 2014. A TV aberta foi o destino de 91% do volume, dos quais 21% em ações de merchandising.

Ainda sobre o setor farmacêutico, 23% dos investimentos foram provenientes da categoria Tônicos Fortificantes e Vitaminas representando um crescimento de 68% em 2015. Os destaques desse segmento foram os complexos vitamínicos e de suplemento alimentar para adultos, que concentraram mais de 80% do volume de mídia publicitária da categoria.




Ressarcimento ao SUS

27/04/2016 - Valor Econômico


Operadoras e seguradoras de saúde pagaram R$ 1,2 bilhão para ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS), entre 2000 e março de 2016, por atendimentos a pacientes de planos privados na rede pública.




Resultado da Eli Lilly encolhe 17% no primeiro trimestre

26/04/2016 - Valor Econômico / Site


A farmacêutica Eli Lilly registrou queda de 16,9% no lucro líquido do primeiro trimestre, para US$ 440,1 milhões, na comparação anual. A receita cresceu 4,7% de janeiro a março, para US$ 4,87 bilhões. Os analistas projetavam vendas de US$ 4,82 bilhões.

A companhia, dona do antidepressivo Prozac e do medicamento para disfunção erétil Cialis, indicou que o aumento de receita no último trimestre foi beneficiado pelo incremento das vendas de novos medicamentos, ajudando a compensar o declínio em alguns produtos já estabelecidos.

A Lilly também reduziu sua previsão de lucro para o ano, citando a crise financeira da Venezuela e uma baixa contábil de US$ 203,9 milhões relacionada às operações no país sul-americano. A empresa agora espera lucro anual por ação entre US$ 2,68 e US$ 2,78, ante o intervalo de US$ 2,83 a US$ 2,93 de ganho projetado anteriormente. No primeiro trimestre, o lucro por ação foi de US$ 0,41.

Ainda assim, a empresa aumentou sua previsão de receita, dizendo que agora espera vendas anuais entre US$ 20,6 bilhões e US$ 21,1 bilhões, ante os US$ 20,2 bilhões e US$ 20,7 bilhões na estimativa anterior.

As vendas do Humalog, para o tratamento da diabetes, principal produto da Lilly em receita, caíram 11% para US$ 606,3 milhões, com a empresa reduzindo os preços do medicamento, cujas vendas foram parcialmente compensadas pelo aumento da demanda.

As vendas na divisão de saúde animal subiram 1% no trimestre, para US$ 754,6 milhões.

 
 

Brasil notifica 1 mil casos de zika por dia

27/04/2016 - O Estado de S.Paulo


BRASÍLIA - O Brasil registrou um aumento de 62% nos casos de dengue em menos de um mês. Até o dia 2 de abril foram contabilizados no País 802.429 casos da doença, enquanto em 5 de março a marca era de 495.266 infecções. O Sudeste segue como a região com maior número de registros, 463.807 - o equivalente a 57,8% da marca nacional. O número também é expressivamente maior do que o indicado no boletim anterior, quando eram contabilizados 280.118 casos.

Em seguida, vem o Nordeste, com 158.235 casos, 71% mais do que no informe de março. No Centro-Oeste foram 94.672 notificações, um aumento de 50,7% em relação ao mês de março. No Sul, o aumento foi de 55%. Com isso, a região atinge agora a marca de 57.282 casos. No Norte, o aumento foi pouco expressivo, quando comparado com o restante do País: 3,5%.

O número de óbitos por dengue também apresentou um aumento bastante expressivo. Até o dia 2 de abril, o País identificou 140 mortes por dengue, mais do que o dobro do que havia sido contabilizado no mês de março, quando 67 casos fatais foram informados.

Como o Estado revelou nesta terça-feira, o Brasil registrou ainda um aumento significativo de registros de casos de chikungunya. No País, a marca chegou a 39.017 casos, cinco vezes mais do que o identificado no mesmo período do ano passado e quase três vezes a marca do boletim de março, quando havia, 13.676 registros. O número de mortes confirmadas também aumentou de forma expressiva, de 2 para 15 em menos de um mês.




Ministério pede investigação de mortes por chikungunya

27/04/2016 - O Estado de S.Paulo


Em uma reunião de emergência realizada nesta terça-feira, 26, em Brasília, o Ministério da Saúde encomendou a um grupo de especialistas a elaboração de um protocolo direcionado a autoridades sanitárias para se investigar mortes suspeitas de terem sido provocadas por chikungunya. Como o Estado revelou, os Estados de Pernambuco e Paraíba registraram este ano um expressivo e inexplicado aumento de mortes relacionadas a vírus transmitidos por mosquitos, arboviroses. A principal hipótese é de que os óbitos tenham sido provocados pela doença, conhecida até pouco tempo como prima da dengue.

Em Pernambuco, há 191 óbitos em investigação por arbovirose, oito vezes mais do que os 23 casos registrados no mesmo período no ano passado.

“A letalidade da doença era considerada como próxima de zero. Oficialmente confirmados no País são 15 mortes provocadas pela doença. É um número que está bem fora da curva”, avaliou o diretor de Vigilância em Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. Na conta do Ministério, no entanto, não entram três novos casos confirmados em Pernambuco, mas que ainda não foram incorporados às estatísticas nacionais.

O aumento de casos de mortes relacionados a arboviroses espantou autoridades sanitárias. Até hoje, todos os instrumentos usados no País, tanto para notificação de óbitos quanto para investigação, levavam em consideração apenas a dengue, doença que chegou ao País na década de 80 e já provocou sucessivas epidemias. A chikungunya chegou ao País em 2014 e a zika, no ano passado.

Mortes relacionadas a chikungunya eram muito pouco expressivas. As primeiras confirmações, referentes a registros ocorridos no ano passado, ocorreram há poucos meses. Até março, havia apenas dois casos. Agora, além de 12 casos confirmados por autoridades da Secretaria de Saúde de Pernambuco, há outros três casos na Bahia, 2 na Paraíba e um no Rio Grande do Norte.

“Precisamos dar uma resposta rápida. Investigar o que de fato está acontecendo”, afirmou o coordenador do Programa de Controle de Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho para especialistas durante a reunião desta terça. A equipe terá como missão preparar um protocolo em que várias questões terão de ser observadas pelos médicos: quais sintomas o paciente apresentou, quais exames laboratoriais devem ser feitos em um primeiro momento, quais amostras devem ser coletadas.

Se forem confirmados os óbitos por chikungunya, uma série de questões deverão ser respondidas. Entre elas estão os motivos que levaram uma doença, até então considerada pouco letal, a provocar um aumento do número de mortes. Uma das hipóteses que serão investigadas é a ocorrência de infecções simultâneas - além de chikungunya, dengue ou zika.

Outra possibilidade considerada muito importante por especialistas é que mortes tenham sido provocadas pela prescrição incorreta de medicamentos. Já há um consenso de que pacientes com zika e dengue, por exemplo, somente devem ser tratados com analgésicos que levem em sua composição paracetamol. Chikungunya, no entanto, provoca fortes dores nas articulações. “Há uma tendência de médicos de receitarem, por exemplo, anti-inflamatórios não hormonais”, disse o professor da Universidade Federal de Pernambuco, Carlos Brito, um dos primeiros a chamar a atenção para o aumento das mortes por arboviroses no seu Estado.

Há ainda a automedicação. “É preciso checar todas as variantes e de forma rápida. As respostas serão importantes não apenas para esclarecer o passado, mas para dar instrumentos aos governos para que tomem todas as medidas necessárias”, disse Brito.




Prefeitura libera ‘quarteirização’ para reduzir déficit de pediatras em postos

27/04/2016 - O Estado de S.Paulo


SÃO PAULO - As unidades de saúde da capital gerenciadas por organizações sociais (OSs) estão contratando clínicas particulares de pediatria para suprir a falta de médicos. Levantamento feito pelo Estado com base em dados publicados no site da Prefeitura mostra que há pelo menos 273 plantões vagos na rede terceirizada para atendimento infantil. Somadas outras especialidades, como clínica médica e ginecologia, o número chega a 662. O aval para a “quarteirização” foi dado pelo secretário municipal Alexandre Padilha, com o objetivo de agilizar a cobertura dos plantões diante do surto de H1N1.

Pelo sistema emergencial, as OSs podem recorrer a “prestadores de serviço”, condição prevista em contrato. As entidades foram liberadas para selecionar médicos sem a necessidade de registro nem qualquer outro tipo de vínculo com o sistema público, subcontratação criticada por especialistas.

Desde 2013, quando começou a ser divulgada pela gestão Fernando Haddad (PT), a seleção de médicos das OSs não revela o número de profissionais em falta. As listagens indicam quantos plantões de 12, 20 ou 40 horas estão vagos.

Os profissionais têm assumido plantões em Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) e prontos-socorros, geralmente à noite e nos fins de semana. A hora varia entre R$ 110 e R$ 130, sem descontos. Esses médicos já atendem, por exemplo, na AMA Parque Anhanguera, zona oeste, e na AMA Waldomiro de Paula, zona leste.

Com o novo modelo de seleção, 152 plantões de pediatria já foram cobertos, segundo a secretaria, e outros 264 estão em fase final de contratação pelas entidades Santa Marcelina e Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) - a demanda é, portanto, maior do que a informada.


POPULAÇÃO


Para quem precisa de atendimento, no entanto, a nomenclatura não faz diferença. “A gente paga imposto e fica sem médico. Não pode. Ele tem bronquite e, vira e mexe, tem de ir ao médico, mas não tem pediatra”, reclamava a auxiliar de limpeza Lusiene Batista de Alcântara, de 46 anos, na quarta-feira passada. Ela tentou consulta para o filho Pedro, de 6 anos, na AMA Jardim Romano, na zona leste, que, de acordo com funcionários, estava sem pediatra havia mais de 15 dias.

O déficit atinge todas as regiões e especialidades, mas preocupa, principalmente, na zona leste. Na AMA Santa Marcelina, em Itaquera, a espera por um pediatra também era longa naquele dia.

“Vim às 7 horas e, quando cheguei, três pessoas já estavam na minha frente. Não tenho mais convênio e é a segunda vez que venho aqui, mas não estou satisfeita. Só tem uma pediatra”, disse a vendedora Jeniffer Caroline Oliveira, de 22 anos, que levou a filha Valentina, de 1 ano e 2 meses. Elas ficaram mais de três horas na unidade. A secretaria informou que, naquele dia, o outro pediatra faltou.


ESFORÇO


As OSs afirmam que têm intensificado a captação de pediatras e outros especialistas, mas que há falta desse tipo de profissional no mercado, assim como baixo interesse em atuar na periferia.

Segundo a Santa Marcelina, a contratação de empresas, por meio de pessoas jurídicas, é uma estratégia para suprir a demanda. “Atualmente, a área responsável pela contratação de médicos conseguiu contratar alguns pediatras em regime CLT, mas não tem sido o suficiente para preencher as vagas existentes. Quanto às tratativas com as empresas de pediatras, elas já acontecem e a previsão de início é para o mês de maio”, informou a entidade, em nota. Uma das unidades é a AMA Jardim Romano.

A SPDM afirma já ter coberto 30 plantões via empresas de pediatria. “Nosso modelo é CLT. A Prefeitura é que nos solicitou essa nova forma de contratação, há cerca de duas a três semanas, para preencher vagas”, disse o superintendente da SPDM, Mário Monteiro.

Em nota, quando questionada sobre o déficit de médicos, na semana passada, a secretaria ressaltou que publica as vagas em aberto em seu site e cobra a reposição de profissionais. Informou também que já fez dois concursos para a contratação de 2 mil médicos (600 foram convocados). Questionada na segunda-feira, 25, sobre a quarteirização, a pasta não se manifestou.

A gestão Haddad dividiu a saúde em 23 territórios. Cada um só pode ser gerenciado por uma OS. Os primeiros contratos sob esse novo formato entraram em vigor em outubro de 2014. O valor repassado às OSs cresceu 35% - de R$ 2,3 bilhões, em 2013, para R$ 3,1 bilhões em 2015. Esse aumento, segundo a Prefeitura, é explicado pela ampliação da oferta de serviços médicos no período.




Superlotado, HU nega consulta oftalmológica e não atende grávidas

27/04/2016 - O Estado de S.Paulo


Além de limitar o atendimento pediátrico, o Hospital Universitário (HU) da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista, também não está fazendo atendimento de emergência oftalmológico e vem encaminhando mulheres grávidas para outras unidades de saúde. Um cartaz na frente do centro médico informa que o berçário e a maternidade estão superlotados. Para os pacientes, as restrições têm sido um transtorno e outras unidades de saúde da região estão sobrecarregadas.

Nesta terça, no fim da tarde, funcionários indagavam aos pacientes, ainda no lado de fora, o motivo para procurar a unidade e distribuíam folhetos com endereços de postos da rede municipal. Pais e crianças que chegam no início da noite já são orientados a ir para outra unidade. Desde o dia 20, o pronto-socorro infantil está funcionando apenas das 7 às 19 horas – depois, há apenas um especialista de plantão, o que obrigou a diretoria a atender só casos emergenciais.

Na sexta-feira passada, Marcia Regina de Moraes, de 44 anos, levou a filha de 1 ano que estava com febre ao HU. “Cheguei às 16 horas lá e consegui que ela fosse atendida, mas vi muita gente que chegou às 17h30 com criança doente ser mandada para outra unidade”, contou.

Nesta terça, a menina voltou a ter febre e Márcia ficou com receio de ter o atendimento rejeitado no HU. Por isso, procurou o Pronto-socorro do Butantã. “Cada dia eles mudam alguma coisa, não dá para a gente ficar de um lado para o outro com criança doente. Eu gosto muito do atendimento na USP, mas a gente nunca sabe se vai poder ser recebido.” No início da noite desta terça, a espera no PS para uma consulta com pediatra era de ao menos duas horas, segundo os pais que estavam no local.

Já o motoboy Rafael Duarte, de 28 anos, levou o filho de 3 ao HU na tarde desta terça e esperou por três horas. “Fomos muito bem atendidos, mas a espera é muito longa. Dos três consultórios infantis, só dois estavam com médico.”


GRÁVIDAS


O cartaz na entrada do hospital informa que a superlotação na maternidade e no berçário ocorre desde 14 de abril. Ressalta ainda que a suspensão no atendimento às grávidas é por “tempo indeterminado”.

Sobre a limitação no atendimento pediátrico, a Superintendência do hospital informou, em comunicado oficial, que é provocada pelo Programa de Demissão Voluntária (PDV) e pela suspensão de novas contratações na USP, em função da crise financeira da instituição. Questionada, a USP e o hospital não informaram os motivos da superlotação na maternidade e no berçário e da suspensão do atendimento oftalmológico.

A assessoria da Secretaria Municipal de Saúde informou que, sempre que um serviço de saúde é interrompido, as unidades do entorno são afetadas. Em nota oficial, destacou que nos últimos 15 dias a Prefeitura, por meio das organizações sociais, contratou 152 plantões de pediatras e 264 estão em fase de contratação.




Vírus zika

27/04/2016 - Valor Econômico


O Brasil já soma neste ano 91.387 casos prováveis de infecção pelo vírus da zika, segundo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. O relatório aponta ainda 7.584 casos de gestantes atendidas com sintomas da doença. Dessas, 2.844 já tiveram o diagnóstico confirmado após exames. É a primeira vez que os dados da doença são divulgados no país. Os dados mostram que o vírus continua a circular no Brasil, mas com intensidade maior em outras regiões além do Nordeste, onde foi confirmado pela primeira vez. Os casos estão distribuídos em 1.359 municípios. O Sudeste lidera em número de registros, com 35.505 casos prováveis. Em seguida, está o Nordeste (30.286).




País tem 7.584 grávidas com sintomas de vírus da zika

27/04/2016 - Folha de S.Paulo


Em pouco mais de dois meses, o Brasil registrou 91.387 casos prováveis de infecção pelo vírus da zika e vive um novo avanço de dengue e chikungunya.

Para o Ministério da Saúde, a situação indica que o país continua a viver uma “tríplice epidemia”.

Do total de casos de zika, 7.584 são de gestantes atendidas com sintomas da doença, como manchas vermelhas no corpo e coceira. Destas, 2.844 já tiveram o diagnóstico confirmado após exames.

A doença foi associada ao aumento do número de bebês com microcefalia. De outubro de 2015 a 23 de abril deste ano, são 1.198 casos confirmados da má-formação cerebral e 3.710 em investigação.

O ministério avalia que o número de registros oficiais de zika é menor que o real.

Segundo o boletim, o Rio lidera entre os Estados, com 25.930 atendimentos de pacientes com quadro provável de zika. Em seguida, com 25.061, vem a Bahia.

Os registros mostram também o avanço da chikungunya.

São 39.017 casos prováveis nos três primeiros meses do ano. No mesmo período de 2015, eram 7.412 registros —aumento de 426%.

O país vive ainda uma epidemia de dengue. De janeiro a abril, são 802.429 casos prováveis da doença, aumento de 13% em relação a 2015.

Para o ministério, a boa notícia é que os dados indicam redução no ritmo de notificações desde fevereiro.




Rio é o estado que registrou mais casos de zika em todo o país

27/04/2016 - O Globo


Um boletim do Ministério da Saúde mostra que, de fevereiro a 2 de abril, foram registrados no país 91.387 casos prováveis de zika, dos quais 7.584 em grávidas. É a primeira vez que o documento traz dados da doença, que passou a ser de notificação compulsória há cerca de dois meses. No texto, também há destaque para o avanço de 13,8% da dengue, comparando os 802.429 casos suspeitos em 2016 com os 705.231 notificados no mesmo período do ano passado. Já a chicungunha explodiu no Brasil, com 39.017 registros prováveis este ano, que já superam todos os 38.332 feitos em 2015.

O Estado do Rio tem o maior número de casos de zika do país: 25.930 ( 28,3% do total). Levandose em consideração a população, fica na quarta posição no ranking de incidência, com 156,7 registros por cem mil habitantes, perdendo apenas para Mato Grosso ( 491,7), Tocantins ( 190,9) e Bahia ( 164,8). Claudio Maierovitch, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, afirma que as comparações podem não representar bem a realidade, porque muitos estados ainda têm dificuldade de notificar e os boletins vão se aperfeiçoando com o tempo.

— Provavelmente o Rio de Janeiro está notificando bem os casos e também está enfrentando uma epidemia de grandes proporções. É um estado populoso, inclusive há uma concentração maior de casos na Região Metropolitana, como na Baixada Fluminense, onde existe aglomeração de pessoas — afirmou.


CASOS SÃO SUBNOTIFICADOS


Maierovitch reconheceu que o número de casos de zika no país é maior do que o notificado. Ele calcula que, para cada registro, haja outros quatro infectados, que não apresentam os sintomas ou que não procuram assistência pelo fato de ser uma doença geralmente leve. Todos os estados já relataram suspeitas da febre causada por zika. Do total de 91.387 casos, 31.616 tiveram resultado positivo para o vírus em exames laboratoriais ou clínicos. Entre as 7.584 grávidas, o diagnóstico de 2.844 se confirmou. O restante continua em investigação.

Ainda não se sabe qual a probabilidade de gestantes infectadas terem bebês com microcefalia, afirmou Maierovitch. Dados atualizados ontem mostraram que, no país, desde o ano passado, foram confirmados 1.198 casos da malformação e outros problemas cerebrais associados, em sua maioria, ao vírus e 3.710 estão em investigação.

Assim como o número de casos, as mortes por chicungunha também avançam. Foram 15 óbitos confirmados por exames de laboratório este ano, contra seis notificados em 2015. Identificada no país no segundo semestre de 2014, em comunidades do Nordeste e do Norte, a chicungunha se alastrou pelo Brasil e hoje está presente em pelo menos 1.126 cidades de todos os estados. O avanço da doença pelo país é motivo de apreensão para o governo, segundo Maierovitch.


DENGUE: CRESCIMENTO MENOR


Os 802.429 casos de dengue este ano também representam um incremento de 13,8% em relação ao total verificado no mesmo período de 2015. Segundo o governo, porém, o ritmo de crescimento vem diminuindo nas últimas semanas, o que pode significar um arrefecimento não só da própria doença, como de zika e chicungunha, que também são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Maierovitch atribui a desaceleração às inspeções de imóveis e outras ações de conscientização.

— Nossa expectativa é que os novos casos de dengue continuem caindo, expressando, provavelmente, os resultados das medidas de prevenção iniciadas no fim do ano passado. E a mesma coisa deve valer para as outras doenças — disse.

Foram confirmadas 140 mortes por dengue este ano, um recuo de 67% em relação ao mesmo período de 2015. Entretanto, há 307 óbitos ainda sendo investigados. Entre cidades com mais de um milhão de habitantes, a incidência de dengue em São Gonçalo é a terceira maior: de 389,9 casos por cem mil habitantes.




Brasil tem alta de 62% nos casos de dengue em menos de um mês

27/04/2016 - DCI


O Brasil registrou aumento de 62% no número de casos de dengue em menos de um mês. Até o dia 2 de abril, foram contabilizados no País 802.429 casos da doença, enquanto em 5 de março a marca era de 495.266 infecções. O Sudeste segue como a região com maior número de registros, 463 807 - o equivalente a 57,8% da marca nacional.

O número também é expressivamente maior do que o indicado no boletim anterior, quando eram contabilizados 280.118 casos.

O número de óbitos por dengue também subiu. Até dia 2 de abril, o País identificou 140 mortes por dengue, mais do dobro do que havia sido contabilizado no mês de março, quando houve 67 mortes.

Ontem, o Ministério da Saúde revelou que o País somou 91,3 mil casos prováveis de zika, entre fevereiro e 2 de abril, enquanto os casos confirmados de microcefalia chegaram a 1.198. "A taxa de incidência, que considera a proporção de casos, é de 44,7 casos para cada 100 mil habitantes", informou o ministério, que tornou compulsória a notificação dos casos de zika em fevereiro.




Epidemia de dengue é a maior da história

27/04/2016 - Correio Braziliense


O Ministério da Saúde divulgou ontem o 13° boletim epidemiológico com os números de casos suspeitos, confirmados e óbitos causados pelas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os dados coletados de 1º de março até 2 de abril indicam aumento de 62% nos casos de dengue em relação a 2015. Para a febre chicungunha, há 38.332 notificações. Em relação à zika, 91.387 casos foram registrados desde abril de 2015. É a primeira vez que o documento traz uma notificação universal do vírus zika no país.

Em 2015, considerada até agora a maior epidemia de dengue do país, com mais de 1 milhão de notificações, foram registrados cerca de 700 mil casos no mesmo período. Neste ano, houve um aumento de 62%, cerca 800 mil notificações. Apesar do crescimento, o número de mortes e casos confirmados é menor. E embora a Região Sudeste ainda lidere o ranking, Minas Gerais superou São Paulo. São 463.807 ou 57.8%, em toda a região. Em contrapartida, a Norte mantém o menor índice, 28 mil casos.

De acordo com o ministério, houve uma redução de 67% no número de mortes — caiu de 693 para 140. Entretanto, o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, afirmou que “pode parecer uma boa notícia, mas ainda é cedo demais para se falar nisso”. Segundo o diretor, cerca de 300 outras pessoas morreram com suspeita de dengue, mas a confirmação laboratorial ainda não veio. “É necessário testes nas vísceras, e muitos laboratórios não fazem”. Isso significa que o número pode aumentar.


GESTANTES


Em relação ao vírus zika, foram notificados 91.387 casos distribuídos em 1.359 municípios. Desse número, 31.616 foram confirmados. O Rio de Janeiro tem 35 mil casos notificados. Em relação à incidência em gestantes, cerca de 7.500 casos são prováveis, enquanto 2.844 foram confirmados por detecção de sintomas ou testes laboratoriais. O restante ainda está em investigação. Três óbitos de adultos foram registrados, um no Maranhão, outro no Pará e o terceiro no Rio Grande do Norte. O informe traz os números de zika desde abril de 2015, quando os primeiros casos foram notificados. Os óbitos de recém-nascidos, natimortos, abortamentos ou fetos que tenham associação com a microcefalia causada pelo vírus zika, são apresentados em outro informe.

Foram notificados 39 mil casos possíveis de febre chicungunha. Desses, 6.159 foram confirmados. Testes comprovaram que 15 pessoas morreram no Nordeste em função do vírus. Bahia tem o índice mais alto, são 13.836 casos até agora. Há ocorrência da febre em 1.126 municípios.