Notícias - 20/03/2015

 

  

 



CLIPPING 20/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos

Rastreabilidade deverá coibir contrabando, diz Interfarma
19/03/2015 - Folha de S.Paulo


O presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), Antonio Britto, acredita que a aplicação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos –a lei da rastreabilidade– é a solução para coibir a circulação de medicamentos ilegais no país. A lei permitirá monitorar a trajetória dos medicamentos desde a saída da fábrica até a chegada às farmácias.
Britto participou do segundo dia do "Fórum o Contrabando do Brasil" que é promovido pela Folha nesta quinta-feira (19), ao lado do presidente da Souza Cruz, Andrea Martini, do presidente da Estrela, Carlos Tilkian, e do presidente da Abba (Associação Brasileira de Importadores e Exportadores de Alimentos e Bebidas), Adilson Carvalhal Jr.
"No caso dos medicamentos a solução está dada: chama-se lei da rastreabilidade. Temos que fazer com que ela seja implantada. Se isso acontecer vamos identificar o que é ou não é verdadeiro", disse Britto.
Já o presidente da Estrela, Carlos Tilkian, ressaltou que mercadoria ilegal, além de não pagar tributo, pode ser nociva ao consumidor.
"Tentamos conscientizar a população sobre os risco que nossos filhos correm ao consumirem produtos ilegais", disse

LEI DA RASTREABILIDADE

Chamado de "RG dos remédios", o modelo consiste na impressão de um código bidimensional similar ao de barras, mas com mais informações nas embalagens.
Vinculado ao código está um número que identifica cada caixa, gerado por quem detém o registro desse número junto à Anvisa –a fabricante ou importadora.
A rastreabilidade foi instituída por lei em 2009. Em 2011, após pressão da indústria farmacêutica, a Anvisa suspendeu a proposta anterior, que previa o uso de selo da Casa da Moeda e foi criticada por encarecer o produto final. Estima-se que 4 bilhões de embalagens circulem no país por ano.




Alta do dólar freia o setor farmacêutico
20/03/2015 - Brasil Econômico


Depois de atingir crescimento de 13% na receita nominal em 2014, com faturamento na casa dos R$ 68 bilhões e expansão de 12% nas exportações em janeiro deste ano, a indústria farmacêutica se prepara para uma frenagem, forçada, em sua produção nos próximos meses. Com 90% dos insumos vindos do exterior e preços dos produtos controlados pelo governo, a escalada do dólar — que chegou aos R$ 3,30 — tem se transformado em um desafio a mais. Também ronda o setor o fantasma do aumento dos custos com energia, frete e mão de obra, em função do corte das desonerações da folha de pagamento.
O cenário de pessimismo fez os empresários da indústria projetarem, para este ano, um crescimento real igual a zero, e nominal em torno de 8%. Taxa próxima à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que segundo previsão de analistas ouvidos pelo Banco Central para o Boletim Focus, fechará o ano em 7,93%. A desaceleração na atividade deve gerar impactos , inclusive, no mercado de trabalho, com demissões já previstas para o próximo mês. "Até agora, vínhamos mantendo os empregos em função da desoneração da folha. Coma suspensão da medida, provavelmente as demissões vão começar a partir de abril", diz Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma).
Para o executivo, assim como no restante da indústria, não há espaço para falar de aumento real aos trabalhadores em 2015. "No ano passado, a categoria teve aumento real nos salários de 1,5%. Mas este ano, com a queda da rentabilidade por causa da expansão dos custos com a alta do dólar e os reajustes dos preços dos medicamentos, sempre abaixo da inflação, a indústria não tem como suportar a concessão de um aumento real", afirma. Nos próximos dias, o governo federal deve divulgar o novo reajuste dos medicamentos, esperado para ficar bem abaixo da inflação de 2014, em 6,41%.
No ano passado, foi concedido reajuste de 3,5%, inferior à inflação de 2013, de 5,91%. A saída para uma compensação da alta dos custos para a indústria farmacêutica pode estar no mercado externo. Diretor da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Pedro Bernardo diz que, embora a oscilação do câmbio ainda gere incertezas aos empresários quanto à expansão das exportações, é fato que a desvalorização do real pode compensar as perdas com o mercado, também abalado pela retração do consumo das famílias. "Temos que acreditar que o dólar vai se estabilizar num determinado patamar. Assim, conseguimos melhorar a nossa competitividade. Com oscilações, o empresário não consegue se planejar na incerteza", observa Bernardo.



 


Pesquisa e Desenvolvimento




Vírus ou bactéria? Novo exame detecta origem de infecções
20/03/2015 - O Globo


Um novo exame de sangue, realizado em apenas duas horas, pode ajudar os médicos a detectarem se uma infecção é causada por uma bactéria ou por um vírus. O resultado, publicado na revista científica “Plos One”, pode fazer com que pacientes tratados com antibióticos parem de tomá- los caso não sejam necessários, explicam os cientistas.
Apesar de o teste ainda estar em estágio de laboratório, a equipe que o idealizou — cientistas de centros médicos em Israel, em colaboração com a empresa farmacêutica Memed — já está trabalhando num dispositivo portátil para comportá- lo, e novos estudos estão sendo realizados.
Ao contrár io da maior ia dos diagnósticos de doenças infecciosas, que se baseiam na detecção de agentes patogênicos diretos, essa abordagem decodifica a resposta imune do corpo para caracterizar com precisão a causa da infecção.
Analisando amostras de sangue de mais de mil pacientes que estavam com suspeita de infecções, os pesquisadores descobriram que podiam detectar cor retamente um vírus ou uma infecção bacteriana em cerca de 90% dos casos. A nova tecnologia se aproveita do fato de que a bactéria e o vírus desencadeiam diferentes vias no sistema imunológico humano. Ao realizar o rastreio extenso de proteínas nesse sistema em pacientes com infecções agudas, o grupo identificou três proteínas solúveis que são ativadas exclusivamente por bactérias ou por vírus.
Os pesquisadores, então, desenvolveram algoritmos patenteados que integram essas proteínas, para produzir uma “assinatura imunológica” que identifica com precisão a causa da infecção. O experimento foi validado num grupo diversificado de crianças e adultos em diferentes períodos após o início dos sintomas ( a partir do primeiro dia até 12 dias) e em 56 espécies de agentes patogênicos diferentes. O resultado permaneceu coeso em todos os subgrupos estudados.
600 PROTEÍNAS RASTREADAS
Segundo a empresa, o estudo foi conduzido com uma gigantesca filtragem de dados, seguido por um extenso rastreio de 600 proteínas relacionadas ao sistema imunológico, apontando que algumas tiveram padrões bem divergentes em pacientes infectados por bactér ias ou por vírus. Em particular, a proteína mais informativa que encontraram, chamada “Trail”, aumentava dramaticamente no sangue de pacientes infectados com uma vasta var iedade de vír us, mas, surpreendentemente, diminuía nas infecções bacterianas.
— Nossa equipe desenvolveu um algoritmo que integra pelo computador a “Trail” com outras proteínas. O teste é preciso. Para a maioria dos pacientes, conseguimos dizer se a infecção foi causada por uma bactéria ou por um vírus dentro de duas horas — afirmou o pesquisador Eran Eden, da Memed. — O procedimento não é perfeito e não substitui o julgamento de um médico, mas é melhor do que muitos dos testes de rotina utilizados hoje.
Segundo especialistas, os médicos enfrentam uma série de desafios para decifrar o que é responsável por uma infecção e qual seria o melhor tratamento para enfrentá- la. Os exames de rotina feitos para verificar a identidade definitiva do causador pode levar dias. Em muitos casos, o processo envolve pegar um amostra e tentar cultivar o organismo em um laboratório.
O REMÉDIO CERTO
A pesquisa demonstrou, ainda, que testes de partículas no sangue também podem ajudar a dar pistas, mas o problema é que alguns organismos são criados tanto em infecções bacterianas quanto virais. Assim, muitas vezes, os antibióticos — que só funcionam em bactérias — são usados em excesso. Por outro lado, alguns pacientes que precisam tomar esse tipo de remédio não o fazem cedo o suficiente.
— O trabalho aborda um problema realmente sério. Ser capaz de identificar uma possível infecção logo no início e, em seguida, poder diferenciar entre uma possível causa viral ou bacteriana, é importante — disse o professor Jonathan Ball, um especialista em vírus da Universidade de Nottingham. — Isso vai permitir a intervenção clínica informada e minimizar a necessidade de uso inadequado de antibióticos em alguém infectado por um vírus.



Mercado Aberto: Expansão Especializada
20/03/2015 - Folha de S.Paulo
Colunista: Maria Cristina Frias


A rede paulista de medicina diagnóstica SalomãoZoppi estuda adquirir empresas especializadas em exames de oncologia e genética a partir deste ano para aumentar sua receita.
O tíquete médio desses procedimentos é de três a quatro vezes maior que o de outras especialidades.
"Nosso plano de expansão vai na contramão de outras redes, que focam o crescimento em abertura de novas unidades", diz Mário Sérgio Pereira, vice-presidente-executivo da empresa.
Hoje, a companhia tem nove laboratórios em operação na cidade de São Paulo.
Estão previstas ainda três novas unidades na região da Lapa, zona oeste da capital, na Grande São Paulo e na baixada santista.
Os pontos movimentarão cerca de R$ 20 milhões em investimentos.
O executivo acredita que ao menos neste ano a crise econômica não deverá refletir no desempenho da rede.
"Apesar de o nosso negócio estar ligado à geração de empregos, o baixo ritmo não deverá nos afetar em um curto prazo."
R$ 200 milhões foi o faturamento da empresa em 2014 85% é a parcela das áreas de saúde feminina e endocrinologia no volume total de pacientes atendidos pela rede 1.765 são os funcionários do grupo.




 

Saúde




Desenvolve SP fornece R$ 175 mi para apoiar Santas Casas
20/03/2015 - DCI


A Desenvolve SP, instituição do governo paulista, já financiou R$ 175 milhões para apoiar a reestruturação financeira das Santas Casas e de instituições filantrópicas de saúde do estado.
Até o momento, 19 hospitais foram beneficiados por meio do Saúde SP, programa especial de crédito lançado em 2013 para que quitem seus débitos com bancos, sem que comprometam o atendimento à população.
De acordo com um levantamento interno, antes do financiamento obtido com a Desenvolve SP, os juros pagos pelas entidades atendidas giravam em torno de 17% a 33% ao ano. Com o apoio da agência, todas passaram a pagar juros entre 8% e 6% ao ano.
Além das baixas taxas de juros, a grande vantagem do programa é que os administradores dos hospitais contam com prazo de até 10 anos para sanar o empréstimo - condições especiais de financiamento que somente uma Agência de Desenvolvimento é capaz de oferecer no mercado. "Nosso objetivo é dar fôlego às instituições que atravessam essa grave crise financeira, abrindo espaço para que aprimorem sua gestão, invistam em melhorias e, principalmente, continuem atendendo a população", afirma o presidente da Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos.
Um exemplo de instituição financiada pelo Desenvolve SP é o Banco de Olhos de Sorocaba, que administra o Hospital Oftalmológico da cidade. A reestruturação, aliada a outras medidas, permitirá uma redução das despesas com juros pelo hospital, que cairá de R$ 2,4 milhões em 2014 para R$ 1,5 milhão em 2015.
Já o Hospital São Francisco de Assis, de Jacareí, tinha uma dívida no valor de R$ 25,6 milhões com uma taxa média de juros de 22% ao ano. Renegociou por meio da Agência 78% da sua dívida, com juros de 8% ao ano. Com o financiamento, cerca de R$ 3,7 milhões foram economizados em juros apenas no ano passado. Outras 17 entidades paulistas buscaram a Agência de Desenvolvimento Paulista.



Hospital de Câncer de Barretos tem nova ala
20/03/2015 - DCI


No último dia 11 de março, os integrantes da dupla Jorge & Mateus inauguraram um pavilhão que leva o nome deles, na mesma data em que se apresentam em um jantar show para defender a causa.
O Pavilhão "Jorge & Mateus" abriga o serviço de oncogenética, que consiste em um amplo trabalho preventivo para poder identificar e analisar as mutações gênicas diretamente associadas à incidência de câncer. Aliando os maiores avanços na área genética com as multidisciplinares ambulatoriais, o setor realiza tanto o rastreamento através da identificação de possíveis tumores hereditários, como a busca por algumas evidências que indiquem a predisposição para a formação de um tumor no paciente.
O encaminhamento do paciente para a oncogenética funciona através de indicação dos médicos do Hospital. Todas as especialidades podem enviar alguém para fazer uma primeira consulta. O setor começou a funcionar em 2009 e, até agora, já são 1.640 famílias cadastradas.
O aconselhamento genético é composto, na maioria dos atendimentos, por duas consultas. Na primeira, a enfermeira oncogeneticista coleta informações referentes aos hábitos e à saúde do paciente, assim como, sobre seus familiares de primeiro e segundo grau para a elaboração do heredograma. Além disso, também é feito um esclarecimento quanto ao motivo do encaminhamento do paciente e os benefícios que isso trará para ele e sua família.
Depois de obter os dados necessários, o médico realiza o cálculo de probabilidade de mutações, análise dos critérios clínicos e heredograma para a inclusão em síndromes de predisposição ao câncer.
A segunda consulta realizada pelo setor abordará o resultado do teste genético e as peculiaridades, como a prevenção - cirurgias profiláticas e exames de seguimento - tanto do paciente quanto de seus familiares após a mutação ser constatada. O departamento possui também assistência de psicólogos, com o objetivo de ajudar os pacientes antes e durante os testes, principalmente, após receber exames.
A dupla é parceira de longa data do hospital. Segundo eles, desde que conheceram a instituição, tentam ajudar. "Ver essa evolução, o carinho que os profissionais têm com os pacientes. Estão todos sempre se atualizando. É muito bacana voltar aqui", disse Mateus.
Na inauguração, Jorge & Mateus ganharam jaleco de "doutor do amor" e se emocionaram com a apresentação de um paciente da unidade infantojuvenil, fã da dupla, que cantou a música "O que é que tem". "Não tem como não achar isso muito bonito. Foi muito bacana", disse Jorge.




Santa Casa quer pagar salário atrasado em agosto
20/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Após atrasar para parte dos seus funcionários os pagamentos de novembro do ano passado e do 13.º salário, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo quer agora regularizar os débitos somente a partir de agosto e divididos em 36 parcelas. A entidade, que administra o maior complexo hospitalar filantrópico da América Latina, vive crise financeira e acumula déficit superior a R$ 400 milhões.
A proposta foi feita pela direção da Santa Casa aos sindicatos que representam os trabalhadores da instituição em audiência de conciliação realizada na manhã de ontem na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, em São Paulo. Estavam presentes no encontro representantes sindicais das três categorias que atuam na instituição: médicos, enfermeiros e demais profissionais dos hospitais, tanto da área da saúde quanto dos setores administrativos.
O pagamento dos débitos só será feito antes caso a Santa Casa consiga vender um imóvel avaliado em R$ 60 milhões na Avenida Paulista. De acordo com o Ministério do Trabalho, o valor da venda seria suficiente para quitar os débitos trabalhistas.Na reunião, a Santa Casa informou que as dívidas com os funcionários somam R$ 46 milhões se incluídas as multas pelo atraso no pagamento. A instituição propôs a criação de uma comissão com representantes dos sindicatos para acompanhar o processo de negociação do imóvel.
Os sindicalistas presentes não saíram satisfeitos da reunião, mas se comprometeram a apresentar a proposta às respectivas categorias em assembleias agendadas para hoje. “Há meses os funcionários aguardam o pagamento de seus salários em decorrência da crise financeira da Santa Casa.Essa nova proposta deve ser analisada com cautela”, disse Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).
O atraso do salário de novembro não afetou todos os cerca de 7 mil funcionários do complexo hospitalar, somente os que recebem valores mais altos, acima de R$ 6 mil.
O pagamento do 13.º salário, no entanto, afetou todos os trabalhadores, pois mesmo quem tem remuneração mais baixa recebeu apenas R$ 300 da primeira parcela. Já que ganham acima de R$ 3 mil não receberam nem um centavo do benefício pago no fim do ano.
Mesmo se não aceitarem a proposta da Santa Casa, os sindicatos não decretarão greve pelo menos até o dia 25, quando uma nova audiência de conciliação será realizada.
Justiça. Paralelamente às negociações no Ministério do Trabalho,o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de São Paulo (SinSaudeSP) entrou na Justiça do Trabalho para exigir o pagamento dos benefícios atrasados. O julgamento estava marcado para a tarde de ontem, mas foi adiado porque a Santa Casa pediu mais tempo para a defesa.
A juíza Danielle Viana Soares, da 41.ª Vara Trabalhista,deu prazo até o dia 27 de março para que a instituição junte a defesa aos autos. O julgamento do caso foi remarcado para o dia 24 de abril.



Termina nesta sexta evento na Santa Casa
20/03/2015 - Folha de S.Paulo

Termina nesta sexta-feira (20) o evento sobre a síndrome de Down, que é realizado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
A programação, das 17h às 20h, visa estimular uma visão multidisciplinar sobre o tema e terá discussões sobre nutrição, ortopedia, fonoaudiologia, educação e inclusão.
As inscrições podem ser feitas no local do evento, o anfiteatro do Prédio Novo (rua Doutor Cesário Mota Júnior, 112, Vila Buarque).



Campanhas para consumo consciente são limitadas
20/03/2015 - Valor Econômico


Saem de cena famílias derrotadas fisicamente pelo sol vivendo em uma terra seca e esturricada no sertão nordestino e entram em foco personagens urbanos e frases bem-humoradas para chamar a atenção para o estresse hídrico que se abateu sobre São Paulo, o Estado brasileiro mais ameaçado pela falta d'água em suas represas.
"Estou sem trabalho. Por favor, ajude", diz um cartaz junto a uma mangueira. Um bebedouro "clama" por um copo de água. Uma máquina de lavar comunica seu desemprego. Um filtro de água admite: "Estou na pior". O objetivo foi "desautomatizar" o consumo de água levando os consumidores a pensar o que significa viver sem água, daí o slogan adotado na campanha: "Sem água somos todos miseráveis".
Intitulada "Água pede água", a campanha do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, que contou com o apoio de um conjunto de entidades da sociedade civil, combinou o uso da mídia tradicional - comercial em TV, spots em rádio e nas redes sociais, e anúncio impresso em jornal e revista - com instalações públicas em pontos cruciais da capital paulista, como a Praça da Sé e o Viaduto do Chá.
"A humanização da publicidade não choca mais ninguém. É um recurso desgastado. Optamos por desumanizar o problema", conta Eduardo Simon, responsável pela campanha assinada pela Taterka Comunicação, que já começou a discutir a segunda fase da ação. Ela entrou no ar em outubro e deverá continuar até abril.
A campanha institucional foi uma iniciativa isolada em meio a uma crise de abastecimento que levou os governos estadual e federal a adotarem uma postura reativa frente a um problema que começa a ganhar o contorno de um colapso. A expectativa é que, em 2015, o período de estiagem seja mais severo do que foi no ano passado, o que tende a agravar a situação de estresse hídrico. "Tentou-se o tempo todo minimizar o problema no lugar de enfrentá-lo", avalia Marussia Whately, coordenadora da recém-criada Aliança pela Água. "Faltou compreensão dos governos", diz, comentando que o ano foi perdido para a gestão das águas devido às eleições: "Tanto o governo federal quanto o estadual tiveram receio de reagir à altura com medo de serem responsabilizados e, por isso, preferiram jogar o problema no colo do consumidor".
Ao contrário do que ocorrera em outras ocasiões - como o cerco ao tabagismo e as campanhas de prevenção à aids- o déficit hídrico não foi alvo de políticas públicas, o que, na avaliação do publicitário e consultor Ruy Lindenberg, é um sinal claro de que faltou transparência.
Ele considera que pouco ou quase nada tem vindo do poder público, que, além de jogar a culpa em São Pedro, alegando falta de chuvas, também "não faz nada para minorar uma situação dramática para muitos, através de uma comunicação inteligente, de reeducação e não eleitoreira". No caso de São Paulo, por exemplo, o estímulo ao armazenamento aumentou o risco de proliferação da dengue na cidade: " É o reflexo mais emblemático da falta de engajamento do governo estadual".
A campanha sistemática do Ministério da Saúde contra o cigarro ajudou a reduzir em 50% o número de fumantes no país nas duas últimas décadas. As campanhas massivas pela prevenção da aids fizeram com que o país virasse referência mundial no tratamento da doença, ainda que, na última década, as políticas públicas nacionais de combate e prevenção tenham sofrido um revés e não sejam mais alvo de campanhas ostensivas.
Em meio à crise de falta de água no ano passado, o grupo Coletivo, formado pela sociedade civil, saiu pela cidade desenhando o personagem do Cascão, das histórias em quadrinhos de Maurício de Souza, em locais onde que tinham acabado de receber uma grande quantidade de água: calçadas lavadas repentinamente, jardins regados generosamente, lava-rápidos trabalhando de forma irregular. Ao lado do personagem escreviam a frase "Não quero água".







Notícias - 19/03/2015

  

 



CLIPPING 19/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos

Vendas dos distribuidores regionais cresceram 20,2%
19/03/2015 - DCI

O setor farma que tem perspectivas de dobrar suas vendas nos próximos anos, de acordo com dados da IMS Health, em 2014 alcançou um faturamento de R$ 65,7 bilhões, apresentando crescimento de 13,28% em relação ao ano anterior. Já o faturamento dos associados da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), no ano de 2014, alcançou R$ 9,6 bilhões, que representa um crescimento de 20,2% em relação ao ano de 2013.
Os associados da Abradilan, são responsáveis pela distribuição de 20% dos medicamentos no Brasil, e 26,8% dos medicamentos genéricos. Além disso, os 138 associados visitam 96% dos municípios e atendem 79% das farmácias do País, estão em 24 estados e empregam 9.800 pessoas diretamente.
A Abradilan é a responsável pela Abradilan Farma, a maior feira do setor farmacêutico, que este ano acontece entre os dias 18 e 20 de março no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento atraiu mais de 19 mil visitantes no ano passado, em Fortaleza (CE), com mais de 200 marcas.




Faltam vacinas nos postos do estado e imunizações atrasam
19/03/2015 - O Globo


Postos de saúde no Estado do Rio sofrem escassez de vacinas neste início do ano. As vacinações tetraviral (contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora), dupla adulta (contra difteria e tétano) e contra febre amarela estão com atrasos de meses. Já a prevenção para a tuberculose, a BCG, teve sua remessa de estoque reduzida à metade neste mês e o prazo para entrega foi adiado para o dia 20. Os casos mais drásticos ocorrem com as vacinas HIB, que protege contra meningites e doenças respiratórias, e VARH, defesa contra o rotavírus humano, que estão com seus estoques zerados. Porém, a realidade no estado não é isolada.
— Um dos grandes desafios é ter uma produção de vacinas suficiente para atender à demanda mundial, não só o Brasil. Temos poucos fabricantes no mundo. E você não faz vacina da noite para o dia. Uma vacina pode, por exemplo, demorar 15 meses desde a sua produção para ser distribuída — afirma Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
O Ministério da Saúde também afirma que a redução na oferta de vacinas está ligada à baixa produção das fábricas. O governo federal, atualmente, mantém acordos específicos com diversas produtoras para a elaboração dos diferentes tipos.
— Um problema antigo é a falta da vacina tetraviral. Ela está em falta há muito tempo. Felizmente hoje os critérios de qualidade são muito rigorosos. Um dos lotes dessa vacina teve problemas lá no fabricante. Por conta do problema, um lote inteiro foi perdido. Com a demanda mundial crescente, é necessário ter mais fábricas e isso tudo demora. Inclusive na rede privada — afirma Isabella.

FORNECIMENTO ‘RACIONADO’

A redução na quantidade de vacinas se reflete no fornecimento à população. Gestantes e acidentados passam a ter prioridade na aplicação da dupla adulta, enquanto cadastramentos de usuários estão sendo feitos para vacinação da HIB. A imunização contra a febre amarela e a BCG passaram a ser centralizadas em postos específicos e horários determinados. Ainda assim, Isabella acredita que estratégias antigas podem ser recuperadas para este novo cenário:
— A gente não espera que as crianças fiquem sem BCG. Os municípios estão se organizando. É importante lembrar que há anos a BCG tinha uma data certa, um dia certo para tomar, porque a vacina é um frasco com 10 doses. Uma vez aberto, tem que ser utilizado em seis horas. Hoje não é mais assim, mas, com a oferta diminuída é importante a população entender que vai precisar se informar sobre o dia em que o posto vai oferecê-la.
A BCG deve ser aplicada nos bebês logo nos primeiros dias de vida. Se não for possível, deverá ser aplicada após um mês.


 

Pesquisa e Desenvolvimento






Após face e útero, cientistas fazem 1º transplante de pênis
19/03/2015 - Folha de S.Paulo

Seguindo a rápida tendência de ampliação no número de órgãos humanos passíveis de transplante, agora foi a vez de um pênis de um doador ser inserido em um outro homem.
O doador, no caso, era um cadáver. O beneficiado foi um homem de 21 anos, operado na Universidade Stellenbosch (África do Sul).
Em 2010, foi feito o primeiro transplante total de face. Em 2011, de duas pernas. Em 2014, de útero.
Não foi a primeira tentativa de transplantar um pênis, porém. Em 2006, um chinês de 44 anos recebeu o órgão de um cadáver. No entanto, ele alegou não ter se acostumado e disse estar infeliz, o que fez com que pedisse para ter o pênis removido.
Por isso, os sul-africanos tiveram cautela antes de declarar o seu paciente o primeiro caso bem-sucedido de transplante de pênis. Só agora eles anunciaram a cirurgia, feita há três meses. Ao comentar os resultados, eles ressaltaram que o paciente já está sexualmente ativo.
O homem, cuja identidade não foi divulgada, tinha perdido a maior parte do seu pênis original (só restavam 2 cm) em decorrência de uma infecção seguida de uma gangrena após um ritual de circuncisão, que ocorreu há três anos.
A expectativa é que outros nove homens passem pelo procedimento, ainda experimental, em breve. A operação durou 9 horas. A cirurgia envolve a religação de nervos e microcirurgia vascular (religar pequenas veias e artérias).
"Pacientes muito jovens se sentem destruídos quando perdem o pênis", diz André van der Merwe, chefe do departamento de andrologia da Universidade de Stellenbosch, que chefiou a equipe do transplante.
De qualquer forma, segundo Antônio de Moraes Jr., da Sociedade Brasileira de Urologia, é cedo para comemorar.
Ainda não há, por exemplo, nenhum consenso médico sobre as diretrizes a serem seguidas. No caso africano, por exemplo, foram receitados os mesmos medicamentos de quando são feitos transplantes de mão ou de face.
Além disso, a rejeição do órgão ainda pode causar preocupação. O paciente terá de tomar as drogas por toda a vida.
O aspecto psicológico também foi levado em conta. "O paciente aceitou o pênis como se fosse dele", disse Merwe. "Ele me disse que não pensa sobre o fato de que o pênis pertenceu a outra pessoa, exatamente o que queríamos."
"Cosmeticamente, conseguimos uma cor que combinava bem. Obviamente transplantamos um pênis normal e saudável e as ereções que o paciente tem são muito boas." A raça do paciente, no entanto, não foi divulgada
No Brasil, mais de mil pênis são amputados ao ano, majoritariamente por causa do câncer. Tais pacientes poderiam ser beneficiados.
A grande novidade desse tipo de cirurgia é o fato de o órgão ser proveniente de outra pessoa. O que já é comum no país é o autotransplante, quando o órgão é removido e reimplantado --por causa de um acidente, por exemplo.
Além disso, o país realiza procedimentos contra disfunção erétil. Se drogas como o Viagra não funcionam e o paciente não consegue ereções nem com injeções autoaplicáveis de substâncias como a prostaglandina, que provocam ereções, há próteses disponíveis, inseridas por dentro do pênis.
Os dois principais tipos são a semirrígida e a inflável. A semirrígida deixa o pênis permanentemente ereto. Já a inflável promove a ereção (e a "queda") de acordo com o comando do paciente.





AstraZeneca e Fapesp
19/03/2015 - Valor Econômico


O laboratório inglês AstraZeneca e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) assinaram um acordo de cooperação e lançaram a primeira chamada de propostas para apoio de projetos de medicina cardiometabólica. Segundo divulgou a farmacêutica, o acordo prevê investimento de até US$ 4 milhões ao longo de cinco anos em projetos voltados para o tratamento da obesidade, doenças renais crônicas e em pacientes diabéticos, entre outros. Os pesquisadores interessados poderão apresentar propostas em colaboração até o dia 26 de junho. Ainda segundo o laboratório inglês, a divulgação dos projetos selecionados dentro do programa está prevista para o dia 7 de outubro.




Saúde



Desempregado, pai escolhe pagar por tratamento de filha e pode perder casa
19/03/2015 – Folha de S.Paulo


A filha do técnico em plásticos Aparecido Valério, 57, nasceu em 1994 após complicações no parto. Com dez meses de idade, Bianca foi diagnosticada com uma doença incurável que afeta o sistema neuromuscular. Desempregado, Valério hoje corre o risco de ser despejado de casa por priorizar o pagamento do plano de saúde que garante o tratamento de Bianca.

Depoimento...

Minha mulher teve pré-eclâmpsia [pressão alta] na gravidez do meu primeiro filho e o parto ocorreu aos sete meses de gestação, em 1992. A pressão dela chegou a 25 por 15 na época, mas ela não foi medicada sob o risco de prejudicar a formação do feto.
Dois anos depois, um ultrassom do cordão umbilical e do coração detectou um problema na segunda gravidez. Foi necessário um parto emergencial no oitavo mês de gestação. Prometemos batizar Bianca na basílica de Aparecida (SP), caso ela nascesse sem sequelas. Com dez meses, cumprimos o voto.
Até então, ela tinha apenas refluxo algumas vezes. Dias após o batizado, porém, ela começou a ter febre alta e vomitar com frequência. Ao ser levada a um hospital, porém, os médicos decidiram interná-la em uma UTI [Unidade de Terapia Intensiva].
Em dois meses, ela teve 12 paradas respiratórias. Na última, os médicos demoraram seis minutos para reanimá-la.
A solução foi fazer uma traqueostomia [furo no pescoço] para o ar passar, que ela usa até hoje para respirar.
Não havia um diagnóstico preciso. A única suspeita dos médicos era de ela ter síndrome de Werding-Hoffmann –atrofia muscular rara que a mataria em poucos anos. Para piorar, o plano de saúde só cobria 30 dias de UTI.
A partir daí, eu teria de pagar R$ 4.000 por dia ou transferir Bianca para um hospital público, com estrutura ruim. Mas, graças a uma reportagem da revista "Veja", esse período foi estendido por mais 30 dias. Eu já tinha gastado R$ 12 mil por três dias.
Uma biópsia então mostrou que Bianca tinha miopatia nemalínica, doença que compromete a formação neurológica e muscular. Por isso, ela não tem força sequer para levantar um copo.
Cantamos parabéns na UTI quando ela fez um ano. Sete meses depois, ela voltou para casa. Após batalhas na Justiça, conseguimos o direito de o plano cobrir o home care, UTI em casa com cilindro de oxigênio, remédios e equipamentos de primeiros socorros.

'PAI, TEM CACA'

Bianca tem um atraso mental e até hoje vive sobre uma maca. Se ela tirar um dos tubos do corpo pode morrer afogada devido a uma fissura no organismo dela, que leva catarro e saliva aos pulmões. Quando isso acontece, Bianca fecha a traqueostomia com o dedo e grita: "Pai, tem caca", e a enfermeira corre para aspirar a secreção.
Certa vez, tentei me entubar porque queria sentir o sofrimento dela. Enfiei os canos com força no nariz para ver até onde aguentaria, mas chorei de tanta dor e desisti.
Estou há dois anos desempregado. Deixei de pagar o plano de saúde em outubro de 2013, mas depois resolvi priorizar a saúde da Bianca e passei a atrasar o financiamento da casa.
Isso levou a Caixa [Econômica] a me mandar um telegrama em janeiro deste ano dizendo que leiloaria o imóvel. Isso só não aconteceu porque entrei na Justiça e consegui uma liminar –decisão provisória– para renegociar a dívida.
Comecei então uma campanha de arrecadação para evitar o nosso despejo, pois se isso ocorresse, o comprador pediria uma reintegração de posse e destruiria nossa família. O leilão foi barrado um dia antes de acontecer.
Agora, esperamos fazer uma reunião de conciliação com a Caixa neste mês. Mas precisamos de ao menos R$ 15 mil para negociar com eles.
Cheguei a receber R$ 29 mil em doações desde 2014, mas gastei boa parte para cobrir os atrasos do plano de saúde e hoje tenho apenas R$ 6.000.
Em depressão, minha sogra veio morar com a gente.
Tenho pedra no rim, minha mulher descobriu um nódulo no seio e meu filho teve apendicite. Faz 15 anos que não vou à praia. Dá vontade de pular de cima da laje. Não conseguimos nem dormir.
A promessa de serviço de um empresário de Leme (188 km de SP) e acampanha no Facebook são nossas últimas chances. Tenho esperança de que tudo vai dar certo, nem que seja aos 45 do segundo tempo.
A Bianca é muito feliz, adora a vida e merece viver melhor. Vamos sair juntos de mais esta batalha.



Dieta pode reduzir em um terço risco de enfarte
19/03/2015 - O Globo


Um estudo da King’s College de Londres concluiu que seguir uma dieta saudável pode trazer mais benefícios do que um corpo esbelto. Observando 162 pessoas de 40 a 70 anos durante 365 dias, cientistas constataram que mudanças nos hábitos alimentares podem reduzir em até um terço o risco de ataque cardíacos e derrames cerebrais. Entre as medidas adotadas estavam a restrição de sal e açúcar e a substituição de alimentos gordurosos por carnes magras e frutas.



França reconhece ligação entre próteses de silicone e câncer
19/03/2015 - O Estado de S.Paulo


As autoridades sanitárias da França informaram ontem que uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer francês estabeleceu “vínculos claros” entre implantes de próteses mamárias e 18 casos da câncer de seios. A conclusão fará o Ministério da Saúde do país monitorar pacientes e pode levar à proibição do uso de produtos de fabricantes envolvidos nos casos diagnosticados.
Trata-sedo relatório mais importante sobre o tema desde 2011, quando da eclosão do escândalo em torno das próteses da marca francesa Poly Implant Prothèse (PIP), produzidas com silicone industrial. Segundo a investigação dos especialistas do instituto, 400 mil casos de implantes foram apurados – 80% com definições estéticas–, e em apenas 18 foram identificados linfomas anasplásicos de grandes células.O problema: todos estavam associados ao uso de próteses de silicone.
“Existe um vínculo claramente estabelecido entre a ocorrência da patologia e o porte de implantes mamários”,diz o relatório. Desses casos de exceção, 100% diz respeito a implantes “texturizados”, com superfície áspera, e 14 deles são relativos a pacientes que portam materiais de um fabricante americano, a marca Allergan.
Nem por isso,porém,o governo francês recomenda uma nova cirurgia de retirada ou substituição das próteses.“Nossavigilância é de 100%. As mulheres não devem ceder à inquietude exagerada”, reiterou a ministra da Saúde, Marisol Touraine.
A ministra ressaltou que, por ora, ainda não é possível concluir pelo banimento ou pela criminalização de nenhuma fabricante de próteses, ao contrário do que aconteceu em 2011. De acordo com François Hébert,diretor-geral da Agência Nacional de Medicamentos (ANSM), as pesquisas continuarão e, se ficar comprovada a associação entre casos de câncer e um tipo específico de prótese ou fabricante,o órgão recomendará a substituição.“Se tivermos de começar a bani-los, iremos fazê-lo.” Consultado pela agência France Presse (AFP), o fabricante americano envolvido, Allergan, informou estar colaborando com as autoridades durante as pesquisas e recomendou a todas as pacientes que portam próteses de silicone que realizem exames preventivos anuais a partir dos 25 anos de idade.
Brasil. A França realiza um monitoramento especial de casos de câncer eventualmente associados às próteses de silicone desde o escândalo PIP, que envolveu a maior fabricante do País e uma das maiores do mundo– com presença forte no Brasil.
O vínculo entre a doença e os implantes foi estabelecido pela primeira vezes há cinco anos, em um caso justamente motivado pelo vazamento de silicone industrial –impróprio para o uso médico – no interior do organismo da paciente.
Com base nessa constatação,o instituto passou a realizar estudos de grandes proporções para tentar delimitar o problema.



Conselho vai exigir apuração de novas denúncias sobre o Mais Médicos
18/03/2015 - Folha de S.Paulo


O CFM (Conselho Federal de Medicina) vai exigir a apuração das novas denúncias acerca do programa Mais Médicos, lançado pelo governo Dilma Rousseff (PT) em 2013.
Em gravações de um encontro ocorrido entre membros do Ministério da Saúde e da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), uma assessora da pasta dá a entender que o objetivo do Mais Médicos seria atender ao governo cubano. Ainda de acordo as gravações, reveladas pelo "Jornal da Band" (TV Bandeirantes), a abertura para inscrições de médicos de outros países seria uma forma de esconder esse intuito.
O CFM divulgou nota informando que a entidade irá cobrar a investigação da nova denúncia junto ao Tribunal de Contas da União e Ministério Público.
Para o vice-presidente do CFM, Mauro Ribeiro, a nova revelação não surpreende. "Isso vai de encontro com o que o conselho tem falado desde o lançamento do programa, quando nos acusavam de estarmos sendo corporativistas. O Mais Médicos não tem compromisso com a assistência médica, é um programa eleitoreiro."
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Hêider Pinto, nega que a pasta tenha tentado esconder a relevância dos cubanos para o Mais Médicos, assim como é sugerido nas gravações. "Está tudo transparente na lei dos Mais Médicos, isso é um assunto ultrapassado que não se sustenta. O nosso termo de cooperação foi celebrado com a Opas. São eles que dialogam com Cuba."
O secretário não comentou o conteúdo das gravações reveladas pela TV Bandeirantes, alegando desconhecer a procedência dos áudios.
Até dezembro de 2014, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 –quase 80% do total– eram cubanos.

MAIS POLÊMICAS

Uma das vitrines eleitorais de Dilma Rousseff na campanha presidencial de 2014, o programa Mais Médicos é cercado por polêmicas desde seu lançamento, em 2013. À época, houve boicote nas inscrições de médicos brasileiros que contestavam a não exigência do Revalida (exame para revalidação de diploma do estrangeiros).
A Folha revelou na sexta-feira (13) que o governo cubano está pressionando profissionais do programa federal para que seus familiares (cônjuges e filhos) que estejam no Brasil retornem imediatamente a Cuba.
Também neste mês, relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) apontou que quase metade (49%) das primeiras cidades a receber profissionais do Mais Médicos registrou diminuição no número de doutores na rede pública municipal após menos de um ano.






Dengue se alastra no Estado de SP; São José dos Campos decreta epidemia
18/03/2015 - Folha de S.Paulo


Nesta quarta-feira (18) a prefeitura de São José dos Campos (a 90 km de São Paulo) decretou epidemia de dengue na cidade. De acordo a Secretaria de Saúde, foram registrados 762 casos da doença neste ano no município.
A última epidemia de dengue que São José dos Campos enfrentou foi em 2011.
Na terça, a prefeitura de Birigui (a 503 km de São Paulo) confirmou que a primeira morte por dengue neste ano na cidade ocorreu no último dia 7.
A vítima, de 85 anos, apresentava outras doenças crônicas, como pneumonia, o que a colocava no grupo de risco.
Segundo a Vigilância Epidemiológica do município, o paciente foi hospitalizado em 2 de março, com quadro grave de pneumonia e febre e, depois de cinco dias internado, morreu.
Em Campinas (a 90 km de São Paulo), a Secretaria de Saúde informou que, até o dia 16, foram confirmados 1.697 casos de dengue, com a morte de um homem de 78 anos. O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) tem outros 5.050 casos em observação.Na semana passada, foram registradas cinco mortes causadas por dengue no interior paulista. Em Mogi Mirim (a 148 km de São Paulo), onde foram confirmados até o momento 1.995 casos, contra 151 no mesmo período do ano passado, morreram duas mulheres, de 68 e de 28 anos; em Bauru, com 827 casos de dengue no ano, morreram uma mulher de 73 anos e dois homens, de 80 e de 74 anos.
Em Sorocaba (a 97 km de São Paulo) há 12 casos de óbitos notificados, sendo cinco confirmados para dengue e sete aguardando resultado de exames.
Em Limeira (a 143 km de São Paulo), de acordo com dados do último dia 9, há sete notificações de óbito aguardando confirmação.
Na cidade de Marília (a 440 km de São Paulo), foram confirmadas seis mortes.
Na capital do Estado, um menino de 11 anos, morador do Jardim Miriam, zona sul da cidade, também morreu por dengue. É a segunda morte que a doença causa neste ano na cidade.
Segundo dados divulgados na semana passada, pela Secretaria Municipal de São Paulo, foram confirmados 2.438 casos de dengue na capital paulista entre 4 de janeiro a 28 de fevereiro.
A quantidade é quase três vezes mais do que no mesmo período do ano passado.




Blitz da dengue em SP tem resistência e constrangimento de moradores
19/03/2015 - Folha de S.Paulo


A moradora do sobrado de classe média de Santana, na zona norte de São Paulo, abre as portas para os "guardas da dengue". Mal começam a inspeção do térreo, ela se apressa em retirar os pratos de vasos de plantas do terraço para evitar qualquer flagrante de larvas do Aedes aegypti.
Na zona leste, a fiscalização bate na porta de 65 casas, mas em 18 delas não consegue entrar. Em algumas, parece não haver ninguém mesmo; em outras, ruídos ou luzes indicam que moradores não querem receber os agentes.
Em meio ao avanço da doença em 2015, quando os casos triplicaram na cidade, moradores que resistem à inspeção ou ficam constrangidos pelo cenário de risco no próprio quintal são comuns diante dos agentes da Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde, ligada à prefeitura).
Entre os vilões mais recorrentes que abrigam larvas, conforme duas blitze acompanhadas pela Folha, estão pratos de vasos e baldes usados para guardar água da chuva.
Na zona norte, quase metade das visitas achava sinais das larvas. Na leste, em uma a cada quatro ou cinco casas.
"A gente enfrenta muita recusa, encontramos de tudo. Tem gente que, mesmo com situação crítica por perto, não quer nem nos ouvir", afirma a fiscal Dulcineia Rocha. "Acham que é desnecessário", diz o agente Luiz Oliveira.
A prefeitura tem em torno de 2.500 inspetores da dengue à procura de larvas.
O acesso deles aos imóveis é feito, de modo geral, mediante a liberação dos moradores. Em caso de recusa e avaliação de que há risco à saúde pública, a prefeitura diz que pode recorrer à Justiça -mas, na prática, isso nunca chegou a ser feito.
Na zona leste, mesmo alertado pelos inspetores devido à presença de criadouros em uma caixa-d'água e um frasco no depósito de sucata, Fernando Brito, 58, responsável pelo lixo reciclável, não revelou preocupação. "Aqui não tem dengue. Se tivesse, eu seria o cara mais dengoso do bairro."
As visitas nos bairros de Ermelino Matarazzo e Santana ocorreram porque houve notificações de suspeita. Caso a doença seja confirmada no laboratório, os agentes voltarão aplicando inseticida.
Em fevereiro, a Folha mostrou que a ação dos agentes vinha sendo prejudicada na zona norte pela falta de veículos. A prefeitura alegou que havia um processo de troca da empresa responsável pelo serviço, mas que os carros já foram repostos.



Evento propõe olhar multidisciplinar a síndrome de Down
19/03/2015 - Folha de S.Paulo


Por ocasião do dia internacional da síndrome de Down, no sábado (21), a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realiza um evento nesta quinta (19) e sexta (20) sobre o tema.
A programação inclui palestra do cartunista Flávio Soares. Ele faz crônicas bem-humoradas da rotina com seu filho, que tem a síndrome de Down, no site "A Vida com Logan".
Nutrição, ortopedia, fonoaudiologia, educação e inclusão serão abordadas ao longo da programação, que ocorre entre as 17h e 20h nos dois dias.
A professora Sandra Cristina Fonseca Pires, responsável pelo evento e integrante do ambulatório de síndrome de Down da Santa Casa, diz que o intuito é estimular o olhar multidisciplinar a esses pacientes.
As inscrições podem ser feitas no local do evento, o anfiteatro do Prédio Novo (rua Doutor Cesário Mota Júnior, 112, Vila Buarque).




Uma em cada dez cidades já tem epidemia de dengue
19/03/2015 - Folha de S.Paulo


Cerca de uma em cada dez cidades brasileiras já tem neste ano índices epidêmicos de dengue, conforme levantamento do Ministério da Saúde a pedido da Folha.
Isso significa que, em 511 municípios do país, a incidência de dengue supera 300 casos por 100 mil habitantes --ou seja, acima do parâmetro definido pela Organização Mundial de Saúde para constatar índices altos da doença.
Em média, essas cidades apresentam 895 casos a cada 100 mil habitantes, contra a média nacional de 110 casos. Juntas, elas respondem por dois terços dos registros de dengue no Brasil --que soma 224 mil casos desde janeiro, 162% acima do verificado em igual período do ano passado.
São Paulo tem 268 municípios em patamar de epidemia, a maior quantidade entre os Estados. Em seguida estão Goiás, com 84 cidades, e Paraná, com 47.
O infectologista Marcos Boulos, da coordenadoria estadual de controle de doenças de São Paulo, prevê novo recorde de casos neste ano. "Já há filas de quatro a seis horas para atendimento médico. Estamos preocupados."
Ele atribui os resultados da dengue no Estado ao fato de muitas cidades não terem tido contato anterior com a doença --como só é possível contrair os diferentes tipos de vírus uma vez, os moradores desses lugares são mais vulneráveis que os demais.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, já disse que não se pode descartar uma nova epidemia no país, embora menor do que a registrada em 2013, quando houve 425 mil casos nesse mesmo período.
O secretário de saúde de Goiás, Leonardo Vilela, diz que a situação é preocupante, mas que os casos no Estado começam a estabilizar.
No Acre, a preocupação é que as recentes enchentes facilitem a proliferação do mosquito transmissor. "O acúmulo de água pode fazer com que surjam mais casos", diz Eliane Costa, gerente de vigilância epidemiológica no Estado.
Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle de Dengue, diz que, embora os dados mostrem a alta incidência em 511 municípios, cabe a cada prefeitura enquadrar seu cenário como epidêmico, definir ações para controle e solicitar apoio estadual e federal, caso considere necessário. Em alguns casos, elas podem decretar estado de emergência para obter mais recursos.
Das cidades com situação epidêmica, 87% são municípios pequenos, abaixo de 50 mil habitantes. Para Boulos, eles têm maior dificuldade em obter recursos, e, com isso, contratar agentes para combater a doença.




A doença da saúde suplementar
19/03/2015 - Folha de S.Paulo


Se não mudarmos o modelo de remuneração, as distorções podem até ser minimizadas, mas serão substituídas por outras mais elaboradas.
O chamado escândalo das próteses é um tema importantíssimo, mas constitui apenas um dos sintomas nefastos de uma doença maior: o modelo de remuneração de prestadores de serviços médicos, principalmente hospitais.
É caso de polícia a indicação que alguns médicos fazem de órteses, próteses e materiais especiais (OPME) sem a devida indicação clínica com o simples propósito de aumentar seus ganhos financeiros.
A lógica por trás dessa prática, no entanto, é a mesma que incentiva a indicação de uma enorme quantidade de exames e procedimentos médicos: o modelo atual de remuneração, que estimula o consumo de OPME, de materiais em geral, de medicamentos e de tecnologia como fonte de receita.
É importante dizer que, ao concentrar seu ganho no almoxarifado, os hospitais buscam compensar a perda que têm com os valores de diárias, taxas e serviços que vêm sendo comprimidos nas negociações com as operadoras de saúde.
Esse modelo cria graves distorções, como a redução do ganho da maioria dos médicos --que age com lisura--, comprimido por gastos crescentes com insumos, que respondem às vezes por 60% de uma conta hospitalar, e a realização de procedimentos desnecessários ou sem a devida comprovação de indicação clínica.
Ademais, não há alinhamento com o propósito do sistema, que deveria ser o de alcançar o melhor desfecho clínico com a melhor equação custo-qualidade-efetividade e incentiva o desperdício em um setor que tem uma carência crônica de recursos.
Para o consumidor de plano de saúde, essa situação se traduz em mensalidades maiores e insegurança clínica. É um sistema que se alimenta do aumento das receitas pagas pelos beneficiários, e não da racionalidade no uso dos recursos.
Se não mudarmos esse modelo de remuneração, as distorções podem até ser minimizadas, mas serão substituídas por outras mais elaboradas. Vão continuar alinhadas a incentivos econômicos que atendem aos interesses de alguns atores da cadeia produtiva, mas não aos daqueles de quem se pretende cuidar. Tanto para hospitais como para operadoras, a mudança de modelo é também desejável.
O que sistemas de saúde mais desenvolvidos praticam é a chamada remuneração por pacotes e diárias globais, em que são negociados valores fixos atrelados à condição clínica do paciente e a protocolos balizadores de tratamento.
Alguns mais avançados já envolvem um percentual de remuneração condicionado ao sucesso efetivo alcançado para o paciente. O nome do jogo passa a ser o da eficiência: ganha mais quem tem melhor desempenho, e não quem gasta mais.
No Brasil, essa mudança no modelo de remuneração ainda encontra resistências. Vem sendo desvirtuada pela discussão a respeito de o governo estender ou não a regulamentação na saúde suplementar para os prestadores de serviço, como hospitais, uma vez que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) só regula as operadoras de saúde.
A própria ANS já tentou patrocinar essa mudança e, por mais de dois anos, manteve um grupo de trabalho para a discussão do tema com representantes de hospitais e operadoras. Esse esforço, infelizmente, não atingiu objetivos práticos.
Interesses à parte, é difícil acreditar que o mercado, por si só, será capaz de promover essa mudança. Urge que o Ministério da Saúde, em conjunto com as agências reguladoras e demais órgãos envolvidos, conduza esse processo vital para maior eficiência e sustentabilidade do setor. Essa é uma ação imprescindível e estruturante que irá melhorar a saúde (e o bolso) de mais de 50 milhões de brasileiros.









Notícias - 17/03/2015

  

 



CLIPPING 17/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos

Anvisa suspende distribuição de medicamentos para problema urinário
16/03/2015 - ANVISA


Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada hoje (16) no Diário Oficial da União, suspende a distribuição, o comércio e o uso do Lote 344878 do medicamento Mesna 100mg, solução injetável, da empresa Eurofarma Laboratórios S.A, com validade até agosto de 2016. O remédio é indicado para pacientes com distúrbio no trato urinário.
De acordo com o texto, a própria empresa comunicou à Anvisa o recolhimento voluntário do lote do medicamento após constatar a presença de corpo estranho em uma ampola. A resolução entra em vigor hoje.




SUS incorpora antirretroviral para adultos infectados pelo HIV/Aids
17/03/2015 - Portal Brasil


A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos decidiu incorporar o medicamento Darunavir ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão do órgão vinculado ao Ministério da Saúde foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (17).
O novo medicamente da rede será de 600mg, com comprimidos revestidos, e funcionará como terapia antirretroviral para adultos infectados pelo HIV/Aids.
O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) sobre a tecnologia estará disponível no endereço eletrônico.



Pesquisa e Desenvolvimento



Sabin fecha aquisição no Mato Grosso do Sul
17/03/2015 - Valor Econômico


Quatro meses após uma aquisição no interior de São Paulo, a rede de laboratórios de análises clínicas Sabin, de Brasília, fechou ontem uma nova compra. Trata¬se do Laboratório Renato Arruda, que tem 12 unidades em Campo Mande, no Mato Grosso do Sul.
Com 162 laboratórios distribuídos no país, o Sabin prevê encerrar o ano com faturamento de R$ 540 milhões, alta de 30% em relação ao registrado em 2014.
A transação envolveu a compra do controle do negócio, cujo valor não foi revelado. O Sabin planeja investir, nos próximos três anos, R$ 15 milhões para dobrar o tamanho do laboratório no Mato Grosso do Sul. "Vamos dobrar o número de unidades e de funcionários e também aumentar os tipos de exames oferecidos", disse a presidente¬ executiva do Sabin, Lídia Abdalla.
Em 2015 e 2016, o Sabin tem planos de investir R$ 200 milhões para crescimento orgânico e aquisições. Segundo Lídia, a meta é estar presente em 70% dos Estados do país até 2020. Hoje, o grupo tem unidades em Brasília, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Amazonas, Pará, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Ao contrário das demais redes, o Sabin continua focando apenas em exames de análises clínicas e não pretende alterar essa estratégia, segundo Lídia. O Sabin continua sendo um dos laboratórios mais assediados por investidores, mas as fundadoras ¬ as bioquímicas Janete Vaz e Sandra Costa, que hoje estão no conselho ¬ não se mostraram interessadas em se desfazer do negócio fundado há 30 anos.
 



Onofre e Walmart caem em ranking
17/03/2015 - Valor Econômico

Ranking das maiores redes de farmácias do país em 2014, publicado ontem pela associação do setor, mostra queda na posição das redes Onofre e da operação de farmácias do Walmart em relação a 2013. Em termos de vendas brutas por bandeira, a Onofre caiu da 10ª posição para a 13ª colocação. O Walmart passou da 15ª para 16ª.
Duas redes do grupo Brasil Pharma, cujo principal sócio é o BTG Pactual, também tiveram mudanças. A Mais Econômica perdeu duas colocações (12ª para 14ª) e a rede Sant'Ana, também do grupo, subiu de 13º lugar para 12º.
Os dados foram apresentados ontem pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). O relatório não informa o valor faturado pelas redes.
A rede Onofre passou a ser controlada pela americanas CVS Caremark em 2013 e, desde então, a rede tem registrado crescimento orgânico modesto. O grupo americano também não fez novas aquisições, o que poderia ampliar a base de lojas. O Walmart, por sua vez, enfrenta fase de reestruturação e reduziu total de abertura de lojas, onde as farmácias são instaladas.
No ranking das vendas brutas por grupo varejista, novamente a Onofre perde posição, de 9ª para a 10ª, e a operação controlada pelo Walmart também caiu um degrau, de 11ª para 12ª. Raia Drogasil mantém a primeira colocação, seguida de Drogaria Pacheco São Paulo, Pague Menos e Brasil Pharma ¬ mesmas posições de 2014.
Ao se analisar o ranking de número de lojas por grupo, a BR Pharma perdeu a 3ª posição, caindo para o 4º lugar. Acabou trocando de colocação com a Pague Menos, que subiu do 4º para o 3º lugar.




‘Não somos ratos de laboratório’
17/03/2015 - O Globo


A Aliança para a Medicina Regenerativa (Arm, na sigla em inglês), organização que reúne mais de 200 empresas no mundo da área de biotecnologia e instituições de pesquisa, pediu uma moratória de prazo indefinido para pesquisas e prática de manipulação do DNA de células reprodutivas. O debate sobre o tema, que já dura anos, esquentou com o desenvolvimento de técnicas que permitem que a edição de genes ocorra na prática, o que abre a possibilidade de gerar bebês sob medida.
O diretor-presidente da Sangamo Biosciences, Edward Lanphier, anunciou o pedido de interrupção nas pesquisas em um documento assinado por ele e outros membros da aliança. O texto, publicado na “Nature”, revista científica de renome internacional, declara que este tipo de pesquisa não deve ser levada adiante.
Enquanto nos Estados Unidos e em países europeus ainda não há uma definição prática sobre se é permitida ou não a manipulação genética de células reprodutivas, no Brasil, estudos deste tipo já foram proibidos. A resolução foi publicada em 2004 pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa ( Conep), órgão do Ministério da Saúde. Ela diz: “As pesquisas com intervenção para modificação do genoma humano só poderão ser realizadas em células somáticas (não-reprodutivas).” Agora a questão seria o uso ilícito de técnicas desenvolvidas no exterior.
Em entrevista à revista digital O GLOBO a Mais, Lanphier explica por que considera que até mesmo a pesquisa básica deve ser banida.

A moratória é geral?

Sim. O pedido de moratória é para que tenhamos um tempo para que todas as partes discutam o assunto. É um pedido. Mas a premissa da qual partimos é que mesmo com essa discussão existe uma linha que não pode ser ultrapassada.

Qual é o principal risco de editar o genoma de células reprodutivas (espermatozoides e óvulos)?

O grande problema é ético, apesar de haver também riscos de segurança e técnicos, que limitam o uso prático. A questão ética ultrapassa a barreira da legislação e políticas de cada país. Ela é fundamental.

Se é possível alterar o genoma, é possível escolher a cor do cabelo, dos olhos ou até da pele de um bebê?

Vai além disso. O problema é não só poder alterar as características de um indivíduo, mas também de todas as futuras gerações. Não somos ratos de laboratório, muito menos algo como um milho transgênico. Como espécie, nós humanos decidimos que somos únicos. Por décadas, os países desenvolvidos debateram a modificação de genes em células reprodutivas e se posicionaram contra isso.

É possível alterar genes que ditam características como inteligência ou até comportamento?

Essa é a nossa preocupação. Pois o indivíduo alterado passará as mudanças para as gerações futuras. Aberta a oportunidade deste tipo de pesquisa, ela pode ser usada para objetivos que não têm valor terapêutico, de tratamento de doenças. É um caminho sem volta. Nós, como sociedade, precisamos pensar no que nos torna huma-
Aparelho para sequenciamento genético. Para Lanphier, pesquisas com células não-reprodutivas são as únicas aceitáveis nos. No passado já nos posicionamos contra ações deste tipo, que podem nos levar a uma sociedade pautada pela eugenia.

O senhor poderia explicar a diferença entre a manipulação de células somáticas ( não- reprodutivas) e a de óvulos e espermatozoides?

Existe uma diferença fundamental. É preto e branco. Na manipulação de células somáticas, você busca alterar um gene para criar uma resistência no indivíduo contra uma doença específica. Você não altera os genes de futuras gerações, caso a pessoa tenha filhos. A única coisa que se tenta fazer é curar doenças. Existe, porém, uma linha que não deve ser ultrapassada. E ela é alterar óvulos e espermatozoides, pois eles conferem hereditariedade para as características manipuladas.

Se o senhor muda uma única característica e ela é passada para gerações futuras, não é possível que outras mutações inesperadas aconteçam?

Isso é perfeitamente possível. É uma das questões que levantamos. Atualmente a natureza disto e suas possíveis consequências são completamente desconhecidas. Há muitas questões sem respostas. Precisamos responder a todas antes de sequer considerar a questão maior, que é a ética do processo. Ainda é muito cedo. Por isso, pedimos uma moratória.

Quais limites o senhor sente que é necessário criar a longo prazo?

Propusemos a moratória justamente para discutir o assunto. Não existe justificativa para realizar alterações genéticas em células reprodutivas.
O senhor cita uma possibilidade de rejeição da sociedade contra este tipo de pesquisa. O temor é de que isso atinja também a pesquisa com as demais células?
Seria uma rejeição motivada por falta de conhecimento.

Que linhas de estudo são consideradas promissoras?


As doenças com mais chances de serem curadas por este tipo de pesquisa são aquelas que têm um gene específico associado. É o caso de hemofilia, anemia falciforme e vários tipos de câncer. Essas são as oportunidades mais imediatas que se abrem com a pesquisa. Tecnicamente e teoricamente é possível ainda usar a tecnologia para alterar mais de um gene, para curar doenças relacionadas a múltiplos genes.

Há algum argumento a favor da alteração de genes em óvulos e espermatozoides?


Não. Mesmo em situações onde pais tenham genes com falhas ligadas a doenças hereditárias, não se justifica. Há exames pré- natais e tratamentos de fertilização in vitro para contornar estes problemas. Não há justificativa para editar o genoma humano em células reprodutivas.

Se é possível alterar o genoma humano, não é necessário questionar o que nos torna humanos? Não estaríamos criando uma nova espécie?

A grande questão é que, se mudarmos o DNA, mudamos a espécie.



Estudo indica que exercício inibe progresso de tumor
17/03/2015 - O Globo


A prática de exercícios pode retardar o crescimento de tumores e melhorar os resultados de tratamentos quimioterápicos. A conclusão é de pesquisa do Centro Médico da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, que testou o impacto de atividades físicas em ratos com câncer de mama.
Muitos tipos de câncer se tornam resistentes ao gerarem uma teia de vasos sanguíneos desordenados, que dificultam o fornecimento adequado de oxigênio à região do tumor. Com a carência desse elemento, o tumor ganha uma espécie de blindagem contra a quimioterapia e a radioterapia, uma vez que esses tratamentos buscam tecidos bem oxigenados.
O estudo, publicado na revista do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, identificou que exercícios físicos estimulariam melhorias no número e na função desses vasos sanguíneos ao redor do câncer.
Os pesquisadores implantaram dois diferentes tipos de células cancerígenas de mama em ratos. Alguns animais foram estimulados a fazer exercício, correndo em uma roda, e outros permaneceram sedentários.
O índice de mortes de células tumorais nos animais ativos foi uma vez e meia maior do que nos inativos. Os que praticaram atividade física tiveram também menor crescimento dos tumores, melhoria no transporte de oxigênio e funcionamento vascular mais normalizado.
Até então, outras abordagens para melhorar o fluxo sanguíneo de tumores não tinham sido bem-sucedidas.
— Começamos a ver se o exercício físico afetaria a passagem do sangue no tumor, e não poderíamos ter imaginado que seria tão eficaz — afirmou Mark Dewhirst, um dos autores do estudo.
Segundo ele, pesquisas futuras devem examinar os efeitos das atividades físicas em tumores de mama que crescem mais devagar — tipos que afetam de maneira mais frequente os seres humanos — e avançar em novos testes com outros animais.
— Ficamos realmente impressionados com o resultado. Passei a maior parte dos últimos 30 anos tentando descobrir como eliminar a hipóxia (baixo teor de oxigênio) em tumores, e já observamos várias abordagens diferentes, entre elas remédios, hipertermia e manipulações metabólicas. Nenhuma tem funcionado muito bem. E, em alguns casos, as coisas pioraram. Então, esses resultados com exercícios são bastante animadores — comemorou Dewhirst.
LUTA CONTRA A FADIGA
Ronaldo Silva, médico sanitarista do Grupo COI (Clínicas Oncológicas Integradas), especializado em prevenção, afirmou que a combinação entre exercício físico e câncer já foi abordada, e com sucesso, quando o foco estava relacionado à prevenção.
Segundo Silva, foi interessante a pesquisa inserir o exercício físico como coadjuvante no tratamento, que conseguiu levar à maior densidade e maturidade dos vasos sanguíneos e diminuiu o grau de falta de oxigênio local.
— É uma novidade porque aborda essa relação direta do exercício físico com células cancerígenas. O tema prevenção deve ter inspirado essa nova abordagem — opinou Ronaldo, para quem a pesquisa sinaliza uma evolução. — Os resultados se mostraram interessantes numa população de ratos, um “grau intermediário” quando se fala em pesquisas. Avançou das células de laboratório, mas não foi realizada em humanos. Porém, o próprio autor lembrou um ensaio clínico, feito no ano passado, com mulheres com câncer de mama localizado, e com resultados animadores para as que praticavam exercício. Infelizmente, esses dados estatísticos não foram significantes.
Ronaldo lembrou que, na prática, esse desafio é bem grande em pacientes humanos.
— Muitos doentes, principalmente os que fazem tratamentos, sentem fadiga.
Sérgio Masili, mastologista Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, observa que a pesquisa representa um grande avanço no conhecimento:
— O estudo detectou que o exercício físico favoreceu a criação de uma nova circulação na área do tumor, deixando-o mais acessível ao remédio. Algo importantíssimo. Mas, agora, o desafio será operar o mesmo em humanos.



Saúde



egunda morte por dengue confirmada em SP é de garoto de 11 anos
16/03/2015 - Valor Econômico

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta segunda-feira a segunda morte por dengue registrada em São Paulo desde o início do ano. A vítima é um menino de 11 anos que morava no Jardim Angela (zona sul) e aguardava um transplante de medula.
Segundo a pasta, o menino deu entrada no Instituto da Criança no dia 25 de fevereiro e morreu no dia 9 de março. A causa da morte foi confirmada pelo Instituto Adolfo Lutz.
A primeira morte provocada pela dengue na cidade de São Paulo tinha sido confirmada no início do mês: uma mulher de 84 anos, moradora da Freguesia do Ó (zona norte). Com a morte do menino, o Estado de São Paulo chega a 36 óbitos em decorrência da doença.
Ao todo, a capital paulista teve 1.833 casos confirmados até o final de fevereiro. As notificações, que ainda precisam de comprovação clínica, chegam a 2.581. Em relação ao mesmo período do ano passado, o registro de casos de dengue triplicou.
A zona norte da cidade continua sendo o ponto mais crítico de propagação da doença. Essa região tem 45% dos casos da cidade. No bairro do Limão, a incidência de casos por 100 mil habitantes é de 130,4 no Limão; 98,6 no Jaraguá e 97,8 na Brasilândia.
Embora o número de casos seja muito alto para um início de ano, a situação ainda não é tida como de epidemia, caracterizada quando a incidência atinge 300 casos por 100 mil habitantes.

Causas

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, atribui a alta no número de casos notificados a uma "associação de fatores", que inclui mudanças no período de chuvas e a entrada do vírus em cidades sem contato anterior com a doença.
A crise no abastecimento de água é outro fator que leva ao avanço nos casos, segundo o ministro. "As pessoas armazenam água sem proteção, o que aumenta a infestação do mosquito".





2ª morte por dengue na cidade é de garoto
17/03/2015 - Folha de S.Paulo


A Secretaria Municipal de Saúde confirmou na tarde desta segunda-feira (16) a segunda morte por dengue registrada em São Paulo desde o início do ano.
A vítima é um menino de 11 anos que morava no Jardim Angela (zona sul) e aguardava transplante de medula.
De acordo com a pasta, o garoto deu entrada no Instituto da Criança no dia 25 de fevereiro e morreu no dia 9 de março. A causa da morte foi confirmada pelo Instituto Adolfo Lutz.
A primeira morte provocada pela dengue na cidade de São Paulo tinha sido confirmada no início do mês: uma mulher de 84 anos, moradora da Freguesia do Ó (zona norte). Com a morte da criança, o Estado de São Paulo chega a 36 óbitos em decorrência da doença.
Ao todo, a capital paulista teve 1.833 casos confirmados até o final de fevereiro. As notificações, que ainda precisam de comprovação clínica, chegam a 2.581. Em relação ao mesmo período do ano passado, o registro de casos de dengue triplicou.
A zona norte da cidade continua sendo o ponto mais crítico de propagação da doença. Essa região tem 45% dos casos da cidade.
No bairro do Limão, a incidência de casos por 100 mil habitantes é de 130,4 no Limão; 98,6 no Jaraguá e 97,8 na Brasilândia.
Embora o número de casos seja muito alto para um início de ano, a situação ainda não é tida como de epidemia, caracterizada quando a incidência atinge 300 casos por 100 mil habitantes.

CAUSAS

O secretário-adjunto da Saúde do município, Paulo Puccini, apontou, na semana passada, a crise de abastecimento de água como um dos fatores que explicam o recrudescimento da doença.
"Em nossas pesquisas sobre a presença de larvas [do mosquito Aedes aegypti] ou de criadouros nas residências ocupadas está demonstrado o aumento de resultados positivos, cinco vezes maior que no ano passado", disse.
Segundo os dados, há um "grande impacto de recipientes típicos de armazenamento de água" como criadouros da larva: 212% de aumento em relação a 2014.
Ao todo, 20 Estados tiveram aumento no número de casos de dengue neste ano em comparação a 2014.




Médico cubano: não serviu, troca por outro
17/03/2015 - Folha de S.Paulo


"O governo federal tem a obrigação de assegurar que, em território brasileiro, os médicos cubanos sejam tratados de forma digna, e não apenas como peças descartáveis de uma máquina de financiamento da tirania castrista".
A frase extraída do editorial da Folha desta segunda (16), que trata da pressão que o governo de Cuba tem feito para que os médicos cubanos "despachem" seus filhos e cônjuges de volta para a ilha. Se não aceitarem, serão substituídos por outros.
Quase dois anos após o início do programa Mais Médicos, 80% da força de trabalho (14 mil profissionais) veio da ilha de Fidel Castro. Ou seja, o programa só está de pé graças a esses profissionais.
Nem vou entrar aqui no mérito da discussão de que o programa não é a solução para o problema da saúde brasileira e que não é o mais sustentável a longo prazo. Isso tudo já foi exaustivamente discutido nos últimos anos.
Vou me ater apenas ao fato de que a presença dos doutores cubanos é mais do que aplaudida pelos moradores dos municípios atendidos, segundo várias pesquisas de opinião.
No final do ano passado, o "Jornal Nacional" visitou o município de Cocal, no interior do Piauí, que tem seis cubanos participantes do programa Mais Médicos.
Acompanhou o médico Osmayki percorrendo nove comunidades rurais do município. "Nesta população encontramos muitas pessoas que estão com hipertensão, uma pressão alta, que eles não tinham conhecimento", contou.
Dona Francisca Messias da Silva é paciente do doutor cubano. "Desde o começo que ele passou o remédio para mim que eu tenho sentido melhora", afirmou a lavradora.
A reportagem também chamou atenção para a falta de filas nos postos de saúde do município.
"Hoje a gente vem sabendo que vai encontrar um médico e que vai ser atendido realmente, porque antes quando a gente vinha para o posto de saúde, chegava cedo e de repente nem o médico encontrava", relatou outra moradora.
A satisfação, porém, é bem pontual e restrita à presença dos médicos. O resto é aquele caos de sempre. Não é possível fazer nenhum tipo de exame no município. O aparelho de raio-X está desativado. Uma das salas do centro cirúrgico é usada como epósito. E por aí vai.
Portanto, não dá para entender esse silêncio por parte do governo federal e dos municípios que receberam os médicos cubanos frente a essa atitude absurda e desumana do governo de Cuba.
OK, os médicos cubanos já estão acostumados e aceitam trabalhar em condições precárias. Eles sabem que são hoje o maior produto de exportação da ilha.
Ao aceitar que Cuba pressione seus profissionais em pleno território brasileiro e fazer de conta que não é com ele, o governo sinaliza que também enxerga esses profissionais como mercadorias. Não serviu, troca por outro.




Dengue leva mais municípios a decretarem emergência
17/03/2015 - DCI


A Prefeitura de São Carlos decretou situação de emergência por causa da dengue e vai realizar novos mutirões de combate ao mosquito. O município possui 574 casos confirmados e 2.050 notificações e vive uma epidemia da doença. Ontem foram confirmadas mais seis mortes, três em Bauru, duas em Mogi Mirim e uma em São Paulo.
Segundo a administração de São Carlos, os agentes da Secretaria de Saúde agora estão autorizados a entrar nas casas fechadas ou abandonadas e a pasta poderá contratar trabalhadores temporários para o combate à doença.
A prefeitura decretou situação de emergência em função do aumento de notificações de casos de dengue no município. O Decreto 23 foi publicado na última sexta-feira (13), na edição nº 785, do Diário Oficial do Município. A medida tem validade por 90 dias, podendo ser prorrogada por igual período.
Até o momento, números oficiais, de acordo com resultado de exames recebidos do Instituto Adolfo Lutz, mostram que São Carlos tem 574 casos de dengue confirmados, sendo 462 autóctones e 112 importados, e 2.050 notificações.
A doença já afeta gravemente 604 dos 645 municípios paulistas, caminhando rapidamente para a situação de epidemia.

São José dos Campos

Em São José, o arrastão contra a dengue realizado no sábado (14) recolheu 18.750 quilos de objetos e materiais em seis bairros. Essa foi a terceira ação desse tipo organizada pela prefeitura este ano. Somadas, elas resultaram no recolhimento de mais de 58 toneladas de lixo das casas visitadas, além de 41 amostras de larvas.
A ação faz parte da campanha "São José na Guerra Contra a Dengue", que foi lançada pelo prefeito Carlinhos Almeida no último dia 6.
Durante o arrastão, os agentes entraram nos imóveis para aplicar larvicida, orientaram e ajudaram os moradores a recolher do quintal os objetos que poderiam se tornar um risco para a dengue. No final, o carro do fumacê passou nas ruas, concluindo o trabalho.
No início do mês, a Prefeitura de São Carlos decretou epidemia de dengue e o secretário de Saúde, Marcus Petrilli, afirmou que as pessoas com sintomas da doença deveriam procurar as unidades básicas ou de saúde.
Também Ribeirão Preto e Jaboticabal estão em situação de alerta de dengue, e outras oito cidades estão em alerta para uma possível epidemia. Levantamento que mapeia criadouros do mosquito foi divulgado pelo Ministério da Saúde e trazem inquietação quanto a Ribeirão e Jaboticabal, com índice de 4% e 5,8%, cidades em situação de risco. Viradouro, Bebedouro, Santa Rita do Passa Quatro e Luiz Antônio somam, juntas, mais de 1 mil casos de dengue.








Notícias - 18/03/2015

 

  

 



CLIPPING 18/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos

 


Falha de produção alterou entrega, diz ministério
18/03/2015 - Folha de S.Paulo


O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que, "devido a problemas de produção" de algumas vacinas, está readequando o cronograma de distribuição aos Estados.
Sobre a vacina BCG, a pasta afirma que deve enviar, até o fim deste mês, 1,3 milhão de doses às secretarias estaduais de saúde, que as repassam para os municípios.
Também está previsto o envio de 180 mil doses de vacina contra febre amarela --o valor, porém, é inferior ao solicitado apenas pelo Estado de São Paulo, por exemplo.
Para resolver o problema, o ministério afirma que deve receber dos fornecedores mais 2 milhões de doses, que ainda precisam passar por análise do INCQS (órgão de controle da qualidade). Não há previsão de entrega.
O ministério informa que recebeu 4,9 milhões de doses contra difteria e tétano, cuja distribuição também depende de análise do INCQS.
Sobre a tetraviral, a pasta afirma que "está enviando aos Estados, neste mês, 300 mil doses da vacina, atendendo a média mensal".
A pasta não respondeu sobre a vacina HIB. Já a antirrábica deve ser enviada ainda neste mês, na quantidade pedida pelos Estados.




Hepatite C: novos remédios serão testados no país
18/03/2015 - O Globo


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o primeiro estudo clínico no Brasil com novos medicamentos para a hepatite C, que prometem reduzir o tratamento de 48 para 12 semanas e são ministrados apenas por via oral. O estudo será feito pela indústria farmacêutica AbbVie em 16 centros de pesquisa em cinco estados (RJ, SP, RS, BA e PE). A doença atinge cerca de 1,7% da população brasileira.
 



Belo Horizonte tem escassez de BCG e faz rodízio para vacinar crianças
18/03/2015 - Folha de S.Paulo


Está faltando vacina BCG em centros de saúde de Belo Horizonte. Nos que ainda têm a vacina, a prefeitura estipulou um rodízio de vacinação nos distritos sanitários, de forma a atender a demanda e evitar o desperdício.
Em seis centros de pontos diferentes da capital mineira procurados pela reportagem, em dois não havia a vacina (Jardim Leblon e Cafezal). Em outro centro, um funcionário informou que a vacinação segue um rodízio com outros centros de saúde do distrito sanitário por causa da escassez.
O Centro de Saúde São Francisco faz parte do distrito da região da Pampulha. Lá tem a vacina, mas ela só é aplicada agora em um dia da semana. Nos demais dias, a vacinação é feita em outros centros daquele distrito.
Um dos motivos para existir o rodízio, segundo o funcionário, é porque o frasco da BCG vem com dez doses. Se o frasco for aberto para que uma dose seja dada a uma criança, as outras têm que ser descartadas se não houver mais crianças para receber as demais doses em poucas horas.
Procurada pela Folha, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou o rodízio e informou que a vacinação está sendo feita mediante agendamento.
Segundo a prefeitura, a vacina BCG entregue pelo Ministério da Saúde, via secretaria estadual da Saúde, chega em frascos com dez doses, que, depois de abertos, têm que ser utilizados em até seis horas.
A prefeitura disse ter solicitado 21 mil doses em março, mas recebeu "quantidade inferior". O restante, não especificado, é esperado para esta quarta-feira (18).
A secretaria estadual informou que os pedidos de vacina BCG e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e catapora) encomendados foram entregues com atraso e em quantidade menor do que o solicitado.
Foram solicitadas 220 mil doses da BCG e, no final de fevereiro, foram entregues 51.800 doses. Sobre a tetraviral, foram solicitadas 30 mil doses e foram recebidas 8.667. Houve atraso na produção das vacinas pelo laboratório responsável, disse.
O governo estadual não informou onde está faltando a vacina. Segundo a secretaria, são os municípios que fazem a programação das doses necessárias de cada tipo de vacina, de acordo com orientações do Ministério da Saúde.
Segundo o Estado, nesta sexta-feira (20) devem ser entregues mais 26 mil doses da tetraviral e até o fim de março são esperadas mais 51.800 doses da BCG.



Falha de produção alterou entrega, diz ministério
18/03/2015 - Folha de S.Paulo


O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que, "devido a problemas de produção" de algumas vacinas, está readequando o cronograma de distribuição aos Estados.
Sobre a vacina BCG, a pasta afirma que deve enviar, até o fim deste mês, 1,3 milhão de doses às secretarias estaduais de saúde, que as repassam para os municípios.
Também está previsto o envio de 180 mil doses de vacina contra febre amarela --o valor, porém, é inferior ao solicitado apenas pelo Estado de São Paulo, por exemplo.
Para resolver o problema, o ministério afirma que deve receber dos fornecedores mais 2 milhões de doses, que ainda precisam passar por análise do INCQS (órgão de controle da qualidade). Não há previsão de entrega.
O ministério informa que recebeu 4,9 milhões de doses contra difteria e tétano, cuja distribuição também depende de análise do INCQS.
Sobre a tetraviral, a pasta afirma que "está enviando aos Estados, neste mês, 300 mil doses da vacina, atendendo a média mensal".
A pasta não respondeu sobre a vacina HIB. Já a antirrábica deve ser enviada ainda neste mês, na quantidade pedida pelos Estados.




Falta de vacinas atinge ao menos 6 Estados
18/03/2015 - Folha de S.Paulo


Postos de saúde e hospitais de diferentes pontos do país já enfrentam falta de até seis tipos de vacinas --uma delas de administração obrigatória para recém-nascidos.
O desabastecimento já atinge ao menos seis Estados, mas pode se estender para todo o país caso os estoques continuem baixos, segundo entidades e secretarias de Saúde ouvidas pela Folha.
O problema ocorre devido a atrasos na distribuição ou após repasses em quantidade menor --desde o início do ano, algumas vacinas são entregues pelo Ministério da Saúde em doses que variam de 50% a 90% abaixo da média mensal utilizada.
A situação é mais grave para pais que procuram a vacina BCG, que protege bebês contra tuberculose. Especialistas recomendam que ela seja ministrada logo após o nascimento ou ainda no primeiro mês de vida.
O problema afeta o Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso, Tocantins, Minas Gerais e Pernambuco, onde pacientes já relatam falta da BCG e outras vacinas em alguns postos de saúde.
Outros Estados convivem com estoques baixos e risco de desabastecimento.
Em São Paulo, a quantidade recebida neste mês de vacina tetraviral (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela), por exemplo, ficou cerca de 70% abaixo do esperado. Se não chegar em até duas semanas, pode faltar vacina, diz a secretaria de Saúde.
Do mesmo modo, a pasta confirma que só recebeu 10% do que pediu de vacinas contra febre amarela --das 300 mil doses solicitadas, só 30 mil foram entregues, afirma.
Situação semelhante ocorre em Rondônia e no Distrito Federal, por exemplo.
Para amenizar o problema, unidades de saúde passaram a agendar dias e locais para aplicar as vacinas --até então disponíveis a qualquer hora.
A medida visa evitar o desperdício de doses. Após abertos, frascos de algumas vacinas, como a BCG, têm validade de até seis horas.
"Se formos vacinar todos os dias, daqui a dez dias não temos mais vacina no Estado", afirma Ivo Barbosa, coordenador estadual de imunização em Rondônia.
Em Belo Horizonte, a prefeitura estipulou um rodízio de vacinação de BGC entre centros de saúde. A administração disse ter solicitado em março 21 mil doses ao ministério, via secretaria estadual da Saúde, mas recebeu "quantidade inferior". O restante, não especificado, é esperado para hoje (18/3).
A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, diz que a situação é "atípica" e já atinge também a rede privada. "Há muito tempo não vejo uma situação dessas", afirma.




Pesquisa e Desenvolvimento

 



Chance de ter câncer é 40% maior em mulheres obesas
18/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Mulheres obesas têm uma chance 40% maior de desenvolver câncer ao longo da vida,na comparação com as mulheres com peso considerado saudável. A conclusão é de um estudo divulgado ontem pela Cancer Research UK, um centro público de pesquisas do Reino Unido.
Segundo a pesquisa, a obesidade em mulheres aumenta o risco de surgimento de pelo menos sete tipos de câncer: tumores de mama, de intestino, da vesícula biliar, do útero, do rim, do pâncreas e do esôfago.
As novas estatísticas indicam, ainda, que as mulheres obesas têm uma chance em quatro de desenvolver tumores ligados ao sobrepeso.Em um grupo de mil obesas, 274 foram diagnosticadas alguma vez na vida com um câncer ligado ao sobrepeso.
Em um grupo com peso considerado saudável, 194 desenvolveram algum câncer.
De acordo com os autores do estudo, os resultados não deixam dúvidas sobre a relação entre câncer e obesidade em mulheres.Eles advertem,no entanto, que as estatísticas valem para o Reino Unido–onde foi conduzida a pesquisa – e não podem ser extrapoladas para outros países. No Reino Unido, um quarto das mulheres é obesa.
Anualmente, no País, 18 mil mulheres desenvolvem tumores como resultado do sobrepeso, segundo o estudo.
No Brasil, de acordo com um levantamento feito pelo Ministério da Saúde em 2014, 47,4% das mulheres estão acima do peso considerado saudável.Segundo o InstitutoNacional doCâncer(Inca),umaparteimportante dos casos de câncer poderia ser evitada no Brasil com o controle da obesidade, que é responsável por 14% dos casos de câncer de mama.
Estrogênio. Uma das autoras do estudo britânico, a médica Julie Sharp,afirmou que há diferentes maneiras pelas quais a obesidade pode aumentar o risco de câncer – e há possibilidade de que a doença esteja ligada à produção de hormônios pelas células de gordura, em especial o estrogênio.Acredita-se que esse hormônio funcione como “combustível” para o desenvolvimento dos tumores. “As células de gordura são ativas e aumentam os níveis de certos hormônios e compostos químicos – especialmente os hormônios sexuais– que circulam no nosso corpo. Issopodelevaraodesenvolvimento de tumores como o câncer de mama”, disse Sharp.
Segundo a cientista, a parte do corpo onde se tem o excesso de peso é também um fator relevante.
“A gordura em torno do estômago parece aumentar os riscos de câncer mais que o peso nos quadris, por exemplo. Isso pode estar ligado à proximidade das células de gordura ativas em relação a órgãos como os rins e intestinos”, afirmou.



Ministério Público de Piracicaba investiga mosquitos de DNA alterado
17/03/2015 - Folha de S.Paulo


O Ministério Público de São Paulo abriu hoje um inquérito civil para investigar o programa de combate à dengue que usará mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados em Piracicaba.
Em portaria emitida nesta terça-feira (17), a promotora Maria Christina Marton de Freitas recomenda que a liberação dos mosquitos não seja feita antes de a Secretaria Municipal de Saúde responder um questionamento público. O documento questiona, essencialmente, "quais as razões técnicas que justificam a adoção do uso de biotecnologia experimental em Piracicaba".
A Secretaria de Saúde de Piracicaba afirma que já recebeu o ofício de Freitas e já está providenciando as respostas. "O planejamento é que a primeira soltura dos mosquitos ocorra após o dia 22 de abril, data na qual esperamos que a situação junto ao MP esteja resolvida", afirmou a prefeitura em mensagem à Folha.
O inquérito foi aberto após o Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Piracicaba) reclamar que a liberação dos mosquitos estaria sendo feita antes da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

AUTORIZAÇÕES

A Oxitec, empresa britânica que desenvolveu os insetos geneticamente modificados, já obteve aval da CTNBIO (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para empregar a tecnologia em campo. A companhia afirma que precisa de autorização da Anvisa apenas para comercializar o produto, não para realizar testes e projetos de pesquisa, caso do programa em Piracicaba.
O Ministério Público diz querer ouvir da prefeitura, porém, como será feito o monitoramento do Aedes albopictus, uma outra espécie de mosquito da dengue, para saber se o combate ao Aedes aegypti não oferece "risco de aumento populacional de outros vetores". Este seria um pedido da própria CTNBIO.
Os insetos geneticamente modificados, fabricados pela Oxitec em sua unidade de Campinas, são todos machos, portanto não picam. A ideia de soltá-los no ambiente é que eles são estéreis, mas mesmo assim buscam fêmeas selvagens para fecundá-las.
Ao monopolizar o ciclo reprodutivo da fêmea para a produção de um ovo inviável e impedir a fecundação por um macho saudável, o número de insetos começa a cair de uma geração para outra. Em testes em duas cidades da Bahia, as populações do A. aegypti se reduziram em mais de 90%, diz a empresa.





Sáude



Hospitais sem higiene resultam na morte de 500 mil bebês por ano
18/03/2015 - DCI

Mais de um terço dos hospitais e clínicas em países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, não tem lugar para funcionários e pacientes lavarem as mãos com sabão, e quase 40% não possuem fonte de água, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
O relatório, feito pela WaterAid, diz que a cada ano meio milhão de bebês morrem antes de atingirem um mês de idade por causa da falta de água potável e saneamento seguro nos hospitais.
Para um de cada cinco desses bebês ser lavado em água limpa e receber cuidados em um ambiente limpo e seguro, por pessoas que tenham lavado as mãos com sabão, poderia ter evitado a morte. "Nascer em condições anti-higiênicas condena muitos bebês a uma morte precoce e tragicamente evitável", diz a executiva da WaterAid, Barbara Frost,
Maria Neira, especialista da OMS em saúde pública, social e ambiental, disse que os resultados da avaliação são ainda mais chocantes porque, mesmo quando as clínicas de saúde são classificadas como tendo acesso a água, o abastecimento pode estar a até meio quilômetro de distância. "Mulheres grávidas dependem de um ambiente de parto que, no mínimo, não deixe seu bebê em risco", disse.
Além de causar a morte de recém-nascidos, as mesmas condições de falta de higiene também causam surtos de doenças.






Dengue: paulistas desinformados
18/03/2015 - DCI


Uma pesquisa inédita realizada no estado de São Paulo pela SBP, marca de inseticidas da RB (Reckitt Benckiser), revela que 1 paulista em cada 4 não se diz engajado com o problema. A cada 10 pessoas, 9 não souberam responder qual foi o número de casos da doença no País em 2014.
Segundo o estudo, 88% da população não sabe onde vive o mosquito adulto e 54% não sabem a hora de maior atividade do mosquito da dengue, que é entre os períodos de manhã e o fim da tarde/início da noite.
Apesar desse desconhecimento, os paulistanos sabem sobre a predisposição da doença - 92% deles afirmaram que estão suscetíveis à picada do mosquito.
Também reconhecem suas responsabilidades frente ao problema: 83% atribuem a tarefa do combate à própria população. O estudo revela ainda dados sobre os casos no estado - 72% dos entrevistados afirmam ter tido dengue ou conhecem alguém que já contraiu a doença.
A pesquisa Eu Amo SP/RJ Sem Dengue - Fevereiro 2015, divulgada ontem, ouviu 500 pessoas, de idades entre 25 e 55 anos, na capital e interior do Estado de São Paulo no último mês de fevereiro.

Mortes no interior de SP

No dia 7 de março, a Secretaria de Saúde de Birigui havia confirmado a primeira morte por dengue no interior do estado neste ano. A vítima foi um idoso de 85 anos. Na última segunda-feira, 16, a Secretaria de Saúde de Campinas registrou uma morte - um homem de 78 anos, morador da região leste. Segundo o balanço, até agora aconteceram 1.697 casos de dengue no município.
Na semana passada foram registradas cinco mortes causadas pela dengue no interior paulista. Duas aconteceram em Mogi Mirim (uma mulher de 68 anos e outra de 28). Foram registrados, de janeiro até agora, 1.995 casos confirmados no município. No ano passado ocorreram 151 casos. Os outros três casos de morte foram em Bauru (uma mulher de 73 anos e dois homens, com 80 e 74 anos). A cidade confirmou 827 casos da doença.
Em Sorocaba, 12 óbitos foram notificados. Cinco deles foram confirmados para dengue e sete aguardam resultado de exame. Em Limeira, de acordo com dados do último dia 9, existem sete notificações de óbito aguardando confirmação. Na cidade de Marília foram confirmadas seis mortes. Em São Paulo, um menino de 11 anos, morador do Jardim Miriam, na zona sul da cidade, morreu por dengue.





Mudança no perfil do cliente estimula coberturas extras em seguros de vida
18/03/2015 - DCI


O seguro de vida não é apenas para morte, ele também ajuda a cuidar da saúde. O aumento da incidência de câncer em idade menos avançada, a maior expectativa de vida e a ampliação da classe média estão mudando o perfil do mercado segurador no Brasil.
É o que mostram os números da Prudential do Brasil Seguros de Vida S.A., subsidiária da norte-americana Prudential Financial, instalada aqui desde 1998 e que encerrou 2014 como a primeira seguradora independente no ranking de Planos Individuais de Seguros de Pessoas, com 17,4% de market share (participação no mercado), de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) de janeiro a dezembro de 2014, atrás apenas do Bradesco.
A empresa tem 25 agências e dois escritórios comerciais no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal.
De acordo com o balanço da companhia, a maioria dos sinistros ocorridos no ano passado foi relacionada à saúde dos segurados, representando cerca de 84% das indenizações no período.
Para o diretor regional em São Paulo da Prudential, Sidnei Calligaris (foto ao lado), outro dado relevante é o de que 83% dos sinistros ocorridos, na Prudential em 2014, foram com os segurados na idade entre 30 a 59 anos. A média ficou em 41 anos.
Embora a companhia possua uma carteira de clientes em sua maioria jovens - a faixa etária que vai de 21 a 40 anos representa hoje 58% dos segurados -, a crescente incidência de câncer e de doenças cardiovasculares estimula a procura pelos seguros com coberturas assessórias aos problemas de saúde.
No caso da Prudential, os produtos da seguradora voltados para a saúde são: a Cobertura Opcional Doenças Graves (DDR) nas opções Básica e Plus. A primeira cobre sete doenças e a segunda contempla treze, entre elas câncer, acidente vascular cerebral e infarto, além de procedimentos como cirurgia para troca de válvulas cardíacas, cirurgia da aorta e transplantes de órgãos.
Calligaris enfatiza que o diferencial deste tipo de produto é o fato de o segurado receber o benefício após diagnóstico da doença ou da realização do procedimento médico coberto, conforme previsto no produto. E a cobertura opcional renda hospitalar, voltada para a recuperação da saúde do segurado. "Com o ele, o cliente tem a proteção necessária em casos de internação hospitalar por acidente ou doença, com a garantia do pagamento de uma indenização diária, no valor e período contratado na apólice", explica.

Segunda idade

A maior preocupação com a saúde se encaixa em uma tendência mais ampla dos seguros no País, lembra o diretor regional da Prudential. "Não é mais na terceira idade, e sim na segunda idade que a proteção se torna mais importante, porque é nesta faixa etária que se encontram os fazedores de renda. No caso de morte de um fazedor de renda, o impacto nas famílias desprotegidas é muito maior", comenta Calligaris.
Por isso, a seguradora sediada no Rio de Janeiro oferece a possibilidade de acompanhar regularmente as condições de saúde do segurado, "tirando o risco da família". Também passaram a ser incluídos na precificação dos prêmios dos seguros os hobbies de risco.

Faturamento

A Prudential do Brasil Seguros de Vida S.A. registrou um aumento dos prêmios de seguros de 40%, em comparação ao ano de 2013, atingindo o montante de R$ 715 milhões, e apresentou um lucro líquido de mais de R$ 87 milhões, alta de 287% com relação ao ano imediatamente anterior.
A companhia continua elevando a sua base de segurados e encerrou o ano com mais de 231 mil apólices de seguro de vida individual, um aumento de 24%, em relação ao ano anterior. Como consequência, ainda em comparação a 2013, também cresceu 41,3% no capital segurado em vigor, ultrapassando R$ 106 bilhões.
Dando continuidade ao plano de expansão, a Prudential do Brasil abriu quatro novas agências em 2014. Três na região sul do país, duas delas em Curitiba e uma em Porto Alegre e mais uma no Rio de Janeiro, estado onde se localiza a sede da seguradora. A seguradora comercializa seus produtos por meio de 1.108 franqueados e empresas parceiras.

Mercado

Também de olho no aumento da expectativa de vida da população e buscando a otimização da saúde de seus segurados, a SulAmérica anunciou, na quinta-feira passada, uma joint venture com a empresa norte-americana Healthways para oferecer serviços de "gestão de saúde e bem-estar" aos seus clientes. O capital detido da parceria, com duração de 10 anos "sob bases comerciais repactuadas", ficará dividido em 49% para a SulAmérica e 51% com a Healthways.




Você e seus micróbios
18/03/2015 - Folha de S.Paulo
Colunista: SUZANA HERCULANO-HOUZEL


Bactérias e fungos que vivem em seu corpo chegam a influenciar até como seu cérebro funciona

"Você", essa entidade que se move e tem gostos e vontades particulares, é definido por seu genoma e história de vida que moldam a biologia do seu corpo e cérebro. Certo?
Mais ou menos: de acordo com um novo campo da ciência, uma combinação inusitada de microbiologia, genética e neurociência, falta acrescentar ao conjunto da sua obra todas as bactérias e fungos que vivem em seu corpo, isto é, seu microbioma -- que chega a influenciar como seu cérebro funciona.
Com um microbioma diferente, você seria um "você" também diferente. É uma ideia estranha, que está forçando a biologia evolutiva a rever seus conceitos.
Aliás, sem um microbioma residente em suas mucosas e órgãos internos, você provavelmente sequer existiria. Eliminar todas as bactérias e fungos do corpo é um experimento quase impossível de fazer com humanos, e que em animais de laboratório costuma resultar em animais mortos. Vacas livres de micróbios deixariam de existir em poucos dias, mortas por inanição sem as bactérias que digerem celulose em seu estômago.
Em humanos, as ocasionais tentativas parciais de eliminar bactérias inconvenientes com antibióticos matam também as "boas" bactérias, desequilibram a absorção de nutrientes e levam a micoses oportunistas. Precisamos de nosso microbioma residente a tal ponto que a sua ausência no intestino coloca a vida em risco, e precisa ser corrigida com uma doação de fezes com bactérias alheias saudáveis.
De alguma maneira, a influência das suas bactérias intestinais chega ao cérebro, talvez por substâncias liberadas pelas bactérias ou modificadas por elas, ou ainda por outras, produzidas pelo intestino em resposta às bactérias e que depois chegam ao cérebro levadas pelo sangue, como serotonina.
A influência é tanta que mudanças de hábitos alimentares que alteram o microbioma intestinal podem modificar o funcionamento do cérebro. Em estudo recente, a severidade de problemas de comportamento em camundongos foi aliviada com uma mudança nas bactérias que habitavam seus intestinos.
Note bem: você, com suas ações, desejos e pensamentos, continua dependendo da estrutura e do funcionamento do seu cérebro. Mas, quem diria, as bactérias em seu intestino têm como lhe subir à cabeça.




Idosa se desloca por 7 km por dose contra tétano
18/03/2015 - Folha de S.Paulo


Após ser atendida no posto de saúde do seu bairro e receber oito pontos no braço, a aposentada Carolina de Freitas, 89, precisou se deslocar até a unidade de saúde do centro de Florianópolis (SC), a cerca de sete quilômetros, para tomar a vacina contra o tétano.
"Se tivesse a vacina no posto do bairro a gente não precisaria pegar este trânsito todo. Sair de casa com ela é sempre delicado", disse Camila Soares, 32, mulher do neto da aposentada. Carolina sofreu uma queda.
Faltam doses para hepatite B, febre amarela, raiva, tétano, rubéola, sarampo e caxumba em vários postos.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que "o Ministério da Saúde atrasou o abastecimento de algumas vacinas" e que "enquanto o fornecimento não é regularizado" a vacinação se concentrará "em centros de saúde de referência".



Hospital São Paulo capta verba privada
18/03/2015 - Valor Econômico


Neste ano, quando o governo está reduzindo repasses às universidades federais em cerca de 30%, o Hospital São Paulo, hospital universitário da Unifesp , conseguiu pela primeira vez aprovação de um projeto que usa recursos da iniciativa privada para manutenção de um programa de tratamento de câncer de olho.
Até hoje, os investimentos privados tinham como finalidade a construção de uma nova ala ou a compra de equipamentos médicos. No entanto, a grande dificuldade do Hospital São Paulo é levantar recursos para pagar as despesas do dia a dia como folha de pagamento, contas de água e luz. Essa linha do balanço do hospital universitário apresenta um déficit mensal de R$ 3 milhões.
O departamento de oncologia ocular do Hospital São Paulo está levantando verba para custear tratamentos de pacientes com câncer no olho por meio do Pronon - programa do Ministério da Saúde em que as empresas podem reverter 1% do imposto de renda devido para determinadas iniciativas para tratamento de câncer. "O dinheiro será destinado para assistência dos pacientes de São Paulo e Amazonas e treinamento de médicos", explica o médico Rubens Belfort Neto, chefe do setor de oncologia ocular da Unifesp.
O projeto é orçado em R$ 2,2 milhões. Porém, até o momento, a Unifesp só conseguiu 30% desse valor por meio de doações dos laboratórios Allergan, Novartis e Cristália. Para levantar o restante dos recursos o médico corre contra o tempo, uma vez que o prazo para obter o dinheiro por meio do Pronon termina no fim deste ano. "Estou batendo à porta de empresas e bancos, mas nem todos ainda entendem que podem doar o imposto devido para projetos", diz Belfort Neto.
O governo federal autorizou uma renúncia fiscal de até R$ 1,3 bilhão para projetos ligados a oncologia e pessoas com deficiência. O Pronon foi criado em 2013 e no primeiro ano captou R$ 81,3 milhões.
Segundo o médico, o recurso privado possibilitará o aumento no número de novos atendimentos dos atuais 350 para 700 por ano. "Com os recursos do Pronon poderemos adquirir equipamentos mais modernos e eficientes e contratar um médico anestesista. Com isso, vamos aumentar o número de cirurgias de três para oito por semana e o tempo de espera da primeira consulta cairá de seis para duas semanas", enumerou Belfort Neto.
Referência entre os hospitais universitários, o Hospital São Paulo conta com 770 leitos e tem um orçamento mensal de R$ 21 milhões. Mas todos os meses apura um déficit de cerca de R$ 3 milhões devido à defasagem na tabela de repasse do SUS.





Notícias - 16/03/2015

 

  

 



CLIPPING 16/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos 

Roche investirá R$ 300 mi em expansão no Brasil
16/03/2015 - Valor Econômico


A gigante farmacêutica Roche vai investir R$ 300 milhões nos próximos cinco anos na expansão da sua unidade de produção de medicamentos em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A expectativa da companhia é ampliar em 10% a capacidade atual da fábrica, de 55 milhões de unidades de medicamentos por ano, a partir de 2017.
Sexto maior mercado da Roche no mundo, o Brasil responde por 40% das vendas do grupo na América do Sul e é o país com o maior crescimento do volume de negócios entre os emergentes. No ano passado, a companhia faturou R$ 2,3 bilhões no Brasil, com crescimento de 9,5% em relação a 2013. Para 2015, a expectativa é crescer em linha com o mercado farmacêutico no país, no patamar de dois dígitos.
"Vemos um desenvolvimento muito positivo [no Brasil] e prevemos muitos elementos positivos nos anos que virão. Estamos confiantes que a participação [do mercado brasileiro no faturamento total do grupo] vai crescer", afirmou o presidente do conselho de administração da Roche, Christoph Franz, ao Valor. "Não estamos lidando somente com produtos que podem ser vendidos. Estamos lidando com produtos que são essenciais para a saúde de pacientes. Essa é a razão para termos capacidade suficiente para fornecer a quantidade necessária de cada medicamento no país", completou.
O investimento na fábrica de Jacarepaguá, disse ele, não é justificado apenas pelo mercado interno, mas também pela demanda positiva de outros países da América Latina. A ideia é aumentar em 20% o volume de exportação de medicamentos a partir da unidade brasileira a partir de 2017. Hoje a fábrica já exporta 16 milhões de unidades de medicamentos por ano, o equivalente a 30% do volume total produzido.
Para Franz, apesar de haver um consenso de que a economia brasileira terá dificuldade para crescer este ano, o grupo entende que alguns ajustes e reformas necessários no país já foram feitas. "Isso leva um tempo para que seja refletido na economia. E, no fim das contas, nosso compromisso de investimento no Brasil é de longo prazo e estamos focando na demanda prevista a partir de 2017", explicou. "Neste país, assistência médica é um direito constitucional. Isso é diferente, em comparação com a maioria dos países do mundo", concluiu.
Para o presidente do conselho de administração da Roche, outras reformas ainda são necessárias, como a tributária. Franz chamou atenção para o complexo sistema tributário e para a burocracia existente no país.
A subsidiária brasileira da Roche foi criada em 1930 e emprega atualmente mais de 1.700 pessoas, em três unidades. Além da fábrica em Jacarepaguá, o grupo possui um escritório comercial em São Paulo e um centro de distribuição em Anápolis, em Goiás.
Com atuação nos setores farmacêutico e diagnóstico, para desenvolvimento de soluções para doenças complexas, e com medicamentos diferenciados para áreas de oncologia, virologia, inflamação, entre outras, a Roche tem um forte viés de inovação. A companhia foi a quarta empresa que mais investiu em pesquisa e desenvolvimento no mundo em 2014, totalizando 8,9 bilhões de francos suíços, o equivalente a quase R$ 29 bilhões. O montante corresponde a aproximadamente 20% do faturamento global do grupo no ano passado, de 47,5 bilhões de francos suíços, ou cerca de R$ 152 bilhões.
"Somos a empresa farmacêutica com o maior orçamento de pesquisa do mundo", disse o presidente do conselho da Roche.
No Brasil, a companhia investiu R$ 368 milhões em pesquisa e desenvolvimento nos últimos três anos. Atualmente, 240 centros de pesquisa estão envolvidos em 79 estudos clínicos conduzidos pela Roche no país, com participação de mais de 1.700 pacientes.
A companhia estima que 19 milhões de pacientes são tratados no mundo hoje com os principais medicamentos do grupo, principalmente nas áreas de oncologia, neurologia e imunologia. No mundo, 360 mil pacientes participam de estudos clínicos desenvolvidos pela Roche.



Vacina paulista, feita no Butantã, só sai em 2018
14/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Serão necessários três anos de testes para ficar pronta a vacina paulista contra a dengue.Produzida pelo Instituto Butantã,vinculado à Secretaria de Saúde do Estado, ela entrou na segunda fase de análises clínicas. Por fim, terão se passado 12 anos desde que as tratativas começaram com o Instituto Nacional de Saúde americano.A previsão inicial era de que a vacina estaria no mercado neste ano.
A demora na liberação para uso envolve o tempo exigido para os testes, segundo o Butantã.
São necessários cinco anos apenas para avaliar o desempenho do imunizante no organismo humano. O desenvolvimento é uma prioridade dos pesquisadores do instituto paulista.
Os exames estão sendo feitos em 113 voluntários que já receberam a vacina e em outros cem em processo de recrutamento, em parceria com a USP. Entre os recrutados, partejá teve contato com a doença.Na etapa inicial, foi testada em pessoas que não haviam sido infectadas e os resultados foram positivos, segundo o Butantã.
Prazo. Os resultados parciais da avaliação imunológica na segunda fase devem ser publicados nos próximos meses.Em seguida,será iniciada a terceira fase, com voluntários de diversas faixas etárias e de várias regiões do País. Se os resultados demonstrarem que a vacina é segura e eficaz, será pedido o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A vacina é tetravalente, devendo ter ação contra os quatro tipos de vírus da doença.Os trabalhos do Butantã usam como referência vacina similar já desenvolvida pelos Estados Unidos há mais de dez anos. Segundo o instituto, estudos mostraram que ela é capaz de desenvolver anticorpos contra os quatro vírus com a aplicação de uma dose. O Butantã já desenvolve vacinas contra difteria, tétano, hepatite e gripe.




Mais proteção contra o HPV
15/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) ampliou a indicação da vacina contra o HPV, vírus causador das verrugas genitais e do câncer de colo de útero,para mulheres até 45 anos. Até então, ela era recomendada apenas para mulheres na faixa dos 9 aos 26 anos.
Em teoria, quanto mais precoce for a vacinação (de preferência antes do início da vida sexual),melhor a proteção conferida.Essa é a principal razão de o governo oferecer a vacina gratuita para as garotas antes da adolescência.
Mas as mulheres mais velhas também podem ter benefícios.
O HPV (papilomavírus humano), na verdade, é uma sigla que representa uma grande família de vírus. Qualquer verruga em nosso corpo é provocada por um vírus do tipo HPV. Alguns integrantes dessa família têm uma “predileção” pela área genital, são transmitidos pelo contato sexual e podem ter relação direta com o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como de colo do útero – o terceiro que mais mata mulheres no Brasil –, vulva, pênis, ânus e orofaringe (possivelmente pela maior exposição no sexo oral).
Com a mudança dos hábitos sexuais nas últimas décadas, o mundo tem assistido a um aumento dos casos de HPV. Homens e mulheres têm mais parcerias sexuais ao longo da vida,mulheres mais velhas se separam e podem ter novas experiências, jovens começam a vida sexual cada vez mais cedo (e nem sempre com proteção).Tudo isso apontando para a necessidade de estratégias ampliadas de prevenção.
Apesar da nova indicação, as mulheres mais velhas que quiserem se vacinar contra o HPV deverão recorrer às clínicas particulares ou a esquemas de vacinação disponíveis nas empresas em que trabalham. O mesmo vale para os homens de 9 a 26 anos (que já estavam na indicação inicial da Anvisa).
São necessárias três doses para completar o esquema de proteção.
Ampliação. A partir do início de março, a vacina contra o HPV passou a ser oferecida pelo SUS para garotas mais novas, de 9 a 11 anos. No ano passado, quando a vacinação gratuita foi iniciada, o grupo de meninas de 11 a 13 anos é que foi beneficiado.Em 2014, a primeira dose foi recebida por quase 100% das garotas (cerca de 5 milhões), mas a segunda dose (seis meses após a primeira) alcançou menos de 60%. A queda na cobertura aconteceu por um receio das mães sobre os efeitos colaterais e porque a segunda dose foi ofertada nos postos de saúde, não mais nas escolas. A vacina é considerada segura e eventuais episódios de desmaios têm relação com o estresse das garotas por causa do procedimento.
Neste ano, além das meninas de 9 a 11 anos, aquelas na faixa de 11 a 13 anos que, em 2014, não receberam a segunda dose podem completar seu esquema. Mulheres HIV positivas, na faixa dos 9 aos 26 anos, também podem receber a vacina no SUS. Essas mulheres têm risco ainda maior de desenvolver câncer de colo de útero, desencadeado pelo HPV.



Roche no Rio se volta para América Latina
16/03/2015 - O Globo


Em um ano em que a economia brasileira pode entrar em recessão, a farmacêutica suíça Roche anuncia planos de transformar sua fábrica no país, instalada no Rio, em hub (centro de distribuição) de exportação para a América Latina. A previsão é elevar as vendas da produção nacional para o exterior em 20% em dois anos, afirmou o presidente do Conselho Diretor da companhia, Christoph Franz, em visita ao Rio.
— O Brasil é hoje o sexto maior mercado farmacêutico do mundo para a Roche. E, apesar da situação difícil na economia, nos últimos anos tem sido um mercado de rápido crescimento. Na verdade, o mercado de crescimento mais rápido entre os emergentes para a Roche — explicou Franz.
A expansão da demanda no Brasil elevou o país a mercado prioritário para a companhia entre os emergentes, ao lado da China. A velocidade do crescimento também foi determinante para a decisão da farmacêutica de investir R$ 300 milhões na modernização de sua fábrica em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, nos próximos cinco anos.
VENDA PARA 23 PAÍSES
Atualmente, a Roche Brasil exporta 30% de sua produção, o equivalente a 16 milhões de unidades de medicamentos, para 23 países — apenas um deles no continente europeu. A farmacêutica produz remédios para oncologia, virologia e que atuam no sistema nervoso central ( SNC), como o Lexotan e o Valium. Entre os medicamentos exportados estão o Bactrim.
O foco de negócios da companhia está na América Latina. O Brasil é o mercado mais forte na região, respondendo por cerca de 40% das vendas. S egundo Franz, o Brasil se mostra como base competitiva para produzir, apesar da forte volatilidade cambial. O crescimento da demanda por produtos da área de saúde no país e em toda região deve beneficiar a fábrica do Rio.— É preciso lidar com a oscilação cambial. Temos receita gerada no Brasil e (com o novo investimento na fábrica do Rio) estamos ampliando a base de custos locais. Isso funciona como um hedge natural, e vai diminuir nossa dependência da flutuação cambial em relação à situação atual — explica o executivo.




Pesquisa e Desenvolvimento



Superbebês para todos
16/03/2015 - Folha de S.Paulo


Chegamos lá. A humanidade está prestes a modificar para sempre o patrimônio genético que a trouxe até aqui. O passo enorme pode até demorar, se vingar uma proposta de moratória, mas será dado. Mais dia, menos dia.
A tecnologia já existe e se chama CRISPR. Permite alterar os genes de células de maneira precisa, ou seja, cortar, colar, inserir e deletar letras ou vocábulos inteiros do código genético de organismos vivos.
Nada impede que isso seja feito com óvulos, espermatozoides ou embriões. Estas alterações da chamada linha germinativa, se bem sucedidas, seriam então transmitidas pelo indivíduo geneticamente modificado para seus descendentes.
Não, contudo, se depender de Edward Lanphier. Ele e quatro colegas lançaram na quinta-feira (12/3), no periódico científico "Nature", um manifesto pelo adiamento dessas pesquisas e por mais discussão sobre implicações éticas e legais.
Os temores são de que geneticistas não se limitem a fazer modificações de DNA só para curar ou evitar doenças genéticas como fibrose cística ou coreia de Huntington. Estaria aberto o caminho para a chamada eugenia positiva, vale dizer, para a escolha de características como cor dos olhos, inteligência, estatura etc.
O fato de isso não ser hoje exequível não quer dizer grande coisa. Há um século não se sabia como fazer bebês de proveta, e há meio século ninguém tinha ferramentas para manipular DNA. Mas chegamos lá. Os superbebês, "designer babies", são uma possibilidade real.
Lanphier e cia. receiam que a previsível reação negativa da opinião pública acabe por banir alterações genéticas também do arsenal biotecnológico já mobilizado, ainda em escala experimental, para atacar moléstias em indivíduos adultos. Hemofilia, anemia falciforme e alguns cânceres estão na mira.
Lanphier preside a empresa californiana Sangamo Biosciences, que desenvolve uma técnica para editar o DNA de células do sangue de adultos com Aids e municiá-las no combate ao HIV. Seu objetivo, portanto, é também comercial: manter ao largo de regulamentações restritivas o próprio campo de pesquisa.
Ele e seus colegas não estão sozinhos. Em torno de 40 países baniram ou ergueram barreiras contra a modificação da linhagem germinativa. Na Europa, 15 de 22 países a proíbem. Nos EUA não há lei contra, mas os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) não financiam estudos nessa seara.
A maior parte dessas informações está na completa reportagem de Antonio Regalado na edição de março da "MIT Technology Review". A qualidade de seu texto jornalístico fica atestada com o fato de figurar como primeira referência de Lanphier e companhia no comentário para a "Nature".
A sugestão de moratória tem um precedente célebre, a Conferência de Asilomar, em fevereiro de 1975. Menos de dois anos antes, a descoberta de técnicas para misturar genes de bactérias e vírus semeara dúvidas sobre a segurança biológica dos experimentos. Temia-se que surgissem supergermes e que eles escapassem para o ambiente.
Sob a liderança de Maxine Singer e Paul Berg (Nobel de Química em 1980), as pesquisas com DNA recombinante foram suspensas até que se chegasse a um consenso sobre medidas de precaução nos laboratórios de engenharia genética. Surgia o alicerce de boas práticas que sustenta a pesquisa até hoje.
Supondo que as questões da segurança e da eficiência (só 20% a 40% das células submetidas à CRISPR terminam de fato modificadas) sejam resolvidas, resta a da equidade. Quem vai poder pagar para escolher os genes dos filhos?
Se a nova raça de crianças sair um dia do limbo ético e técnico em que se encontra, que seja para todas as famílias. No Brasil, teria de ser oferecida pelo SUS. Superbebês para todos, senão caminharíamos para um abismo social e uma polarização muito pior que a burra pinimba entre petistas e tucanos.






Medicina de pulso
16/03/2015 - Carta Capital


O Apple Watch chega com o propósito de mudar a maneira como os dados de estudos médicos são coletados. Coletargrande número de dados sobre a saúde de milhões de usuários vai permitir um conhecimento mais próximo da realidade. E como os dados podem também ser individualizados, um dos objetivos é poder indicar tratamentos personalizados.
"Não se pode mais cuidar das pessoas com uma abordagem de tamanho único, os dados coletados vão nos aj udar a entender doenças graves e o que cada indivíduo em separado precisa fazer para se recuperar mais rápido", diz a doutora Patrícia Ganz, da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.
Para isso a Apple desenvolveu um software que tem a fonte aberta, podendo ser modificado por desenvolvedores, e opera com o HealthKit, outro software que permite que aplicações de fitness e saúde trabalhem juntas com o iPhone. Já existem hoje mais de 900 aplicações em uso compatíveis com o HealthKit.
O ResearchKit já está disponível, mas com o lançamento do Apple Watch dados de mi 1 hões de usuá rios da nova engenhoca de pulso estarão disponíveis por pesquisadores paraser utilizados em estudos científicos. Assim, a Apple criou a maior fonte de informação sobre a saúde das pessoas que já existiu a um custo baixíssimo. Pesquisa-
dores das melhores universidades e hospitais do mundo, como Harvard, Oxford, Universidade de Rochester, Dana Fáber e Stanford, estão envolvidos no projeto.
O que torna esse projeto singularéque o ResearchKit estarádisponível para todos os iPhones espalhados pelo mu ndo e os dados serão analisados por cientistas. Estudos científicos são mais confiáveis quanto maior for o número de participantes e, com a universalização do celular, esse número chegará aos milhões. Os participantes vão contribuir com as pesquisas em tempo real, em situações do dia a dia, melhor que em pesquisas feitas em ambientes artificiais ou baseadas em entrevistas.
O ResearchKit já possui cinco aplicações que vão compartilhar dados de usuários do Apple Watch que permitirem a divulgação deles para pesquisas em mal de
Parkinson, diabetes, asma, câncer de mama e doenças cardiovasculares.
Um dos estudos, coordenados pelo doutor Stanley Shaw, do Massachusetts General Hospital, avalia o comportamento de pessoas com diabetes tipo 2 e analisa os hábitos alimentares, os exercícios e o uso das medicações em relação ao nível de açúcar medido. Outro, do Hospital Monte Sinai de Nova York, que espera centenas de milhares de participantes, pede que asmáticos preencham um questionário de 1 ou 2 minutos duas vezes ao dia por seis meses. O iPhone vai lembrar o participante de tomar sua medicação para asma e o estudo tem como objetivo descobrir a frequência das crises de asma entre os participantes, o que as desencadeia e como e quanto as medicações estão sendo eficientes, podendo avaliar a qualidade do ar, a localização geográfica, o acesso ao tratamento e outras informações que o próprio iPhone vai fornecer, tudo isso mantendo sigilo das informações médicas e pessoais do participante.
Outro estudo utiliza recursos do iPhone e do Apple Watch para avaliar adestre-za, equilíbrio e marcha de indivíduos com a doença de Parkinson e os efeitos benéficos e colaterais de suas medicações. Um estudo com pacientes que tiveram câncer de mama vai veri ficar seus hábitos diariamente para entender por que algumas evoluem melhor que as outras e, por fim, o quinto estudo checará os fatores de risco, os hábitos e os batimentos do coração de cardíacos durante exercícios, para descobrir o que devem fazer ou deixar de fazer para melhorar a saúde de seu coração.
O iPhone e o Apple Watch vão oferecer juntos GPS, acelerômetro, barómetro, giroscópio, medidor de frequência cardíaca, quando você senta ou levanta, calorias consumidas, tudo a serviço da medicina.




Pesquisa inovou luta contra o câncer
14/03/2015 - Folha de S.Paulo


James P. Allison, 66, é o presidente do Departamento de Imunologia no Centro de Câncer M.D. Anderson da Universidade do Texas em Houston. Sua pesquisa, sobre as formas de estimular o sistema imune a destruir um câncer, abriu um novo campo no tratamento da doença, a imunoterapia. Ele ganhou o Prêmio Louisa Gross Horwitz, que muitas vezes é precursor de um Nobel. Leia abaixo trechos de sua entrevista:

P. O tipo de droga que o senhor ajudou a inventar foi elogiado como sendo uma das únicas inovações no tratamento de câncer em décadas. O que o torna tão diferente?

R. Nos anos 1980, meu laboratório fez trabalhos sobre como as células T do sistema imunológico, que são as células de ataque, se prendem às células infectadas com vírus e bactérias para matá-las. Essa pesquisa me levou a pensar que o sistema imune poderia ser utilizado para matar cânceres. Basicamente, eu propus que deveríamos parar de nos preocupar em matar diretamente as células de câncer e desenvolver drogas para liberar as células T.

P. Procurar uma terapia para o câncer no sistema imune não é uma ideia nova, é?

R. Houve um cirurgião no século 19, chamado William Coley, que percebeu que os pacientes de câncer que tinham infecções depois de cirurgias tendiam a ter menos recorrências do que os que não tinham infecções. Ele pensou que havia algo nas bactérias que incitava o corpo a fazer algo terapêutico, e ele tentou desenvolver tratamentos com base nisso.

Coley teve um certo sucesso. Porém, suas ideias desapareceram com o advento da radioterapia, que se tornou o tratamento aceito.

P. O que o senhor descobriu?

R. Na década de 1990, minha equipe e outro grupo mostraram que havia uma molécula nas células T que, na verdade, agia como um interruptor, ou um pedal de freio, quando as células T encontram uma célula infectada. Em vez de atacar a célula, essa molécula aplica uma espécie de freio na reação imunológica. Chamamos isso de ponto de checagem.

Eu me perguntava se poderíamos bloquear esse interruptor para manter as células T ligadas. E foi o que fizemos. Desenvolvemos um anticorpo para acionar esse interruptor. Ele funcionou muito bem em muitos tipos de câncer em modelos com ratos.

Mais importante, funcionou em algumas pessoas com câncer de pele. A primeira droga desenvolvida a partir disso foi a Yervoy, aprovada nos EUA em 2011 contra melanomas metastáticos avançados e não operáveis. O acompanhamento a longo prazo de 5.000 pacientes de melanoma que a receberam revelou que 22% sobreviveram por pelo menos dez anos.

P. É um bom número?

R. Eram pacientes que geralmente teriam de sete meses a um ano de vida. Uma mulher em Santa Monica foi uma das primeiras pessoas a receber a droga. Ela tinha dois filhos no colégio. Nada havia funcionado. Então Antoni Ribas, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, disse: "Temos uma coisa experimental. Não sabemos se vai funcionar. Pode ser tóxico". Ela disse: "Farei qualquer coisa para viver mais alguns meses e ver meu filho se formar no colégio". Então eles a trataram e seus tumores desapareceram em cerca de quatro meses.

Eu a encontrei dez anos depois e ela me disse: "Sabe, meus filhos terminaram os estudos, se casaram e estão formando famílias".

P. Há muitos casos de câncer na sua família, não é?

R. Minha mãe morreu de linfoma quando eu tinha 12 anos. Um tio morreu de melanoma, outro de câncer no pulmão. Meus dois irmãos tiveram câncer de próstata -um morreu disso.

Eu também fui diagnosticado com a doença. Foi detectada cedo. Fiz uma prostatectomia. Depois de ver como ela progrediu rápido no meu irmão e como era terrível, eu disse: "Não vou correr riscos. Vou me expor aos efeitos colaterais. Podem tirá-lo agora".

P. Como se sente por ter dado um golpe em algo que causou tal devastação em sua família?

R. Acho que minha mãe e meu irmão ficariam orgulhosos. Desde o Yervoy, foram aprovadas duas outras drogas desse tipo nos EUA. E houve testes com outros cânceres usando Yervoy que indicam reações com benefícios clínicos para cânceres de próstata, de rim e de bexiga. Neste momento, praticamente todas as companhias farmacêuticas que trabalham com câncer estão elaborando drogas imunoterápicas.



 

Saúde

 


A vez da psiquiatria no SUS
16/03/2015 - IstoÉ


A vez da psiquiatria no SUS
Cinco medicamentos foram incorporados na semana passada ao SUS pelo Ministério da Saúde, todos eles para tratamento da enfermidade psiquiátrica transtorno afetivo bipolar - doença que se manifesta com episódios de mania (euforia), hipomania (euforia com traços depressivos) e depressão. O transtorno bipolar é no Brasil a terceira enfermidade que mais afasta as pessoas do trabalho (atrás somente da depressão e esquizofrenia). Estima-se que 271 mil brasileiros poderão se beneficiar das medicações agora disponibilizadas no SUS. Os remédios são: quetiapi-na, risperidona, lamotrigina, olanzapina, clozapina.
 


Os esconderijos do HIV
14/03/2015 - IstoÉ


Pesquisadores da Emory Uni-versity, nos Estados Unidos, anunciaram na última semana um passo importante em direção ao melhor controle da Aids. Eles conseguiram, pela primeira vez no mundo, usar um exame de imagem para identificar os locais do corpo onde o HIV, o vírus responsável pela doença, pode continuar a se esconder mesmo depois de iniciado o tratamento com as drogas anti-retrovirais. Encontrar esses esconderijos é uma etapa fundamental rumo à cura da doença. Hoje, apesar da extrema eficácia do coquetel de drogas e de muitos pacientes apresentarem níveis de carga virai muito baixas, sabe-se que concentrações de vírus permanecem presentes em diversos pontos do organismo. São os chamados reservatórios. A grande dificuldade é mapeá-los e criar formas de destruir o HIV dentro deles.
O método testado foi o PET Scan, um dos exames de imagens mais mo dernos disponíveis. O experimento foi feito em macacos portadores do SIV submetidos à terapia antiviral. O SIV é um vírus considerado uma espécie de HIV de macacos por apresentar características muito semelhantes ao agente que ataca os seres humanos. É usado de forma padrão nos estudos sobre a Aids que antecedem a etapa das pesquisas em pessoas. O corpo todo das cobaias foi mapeado. 0 retrato revelou a presença de uma proteína associada ao vírus em pontos como o nariz, órgãos reprodutivos, rins e pulmões. "A técnica nos permitiu detectar áreas que até hoje haviam recebido pouca atenção", disse à ISTOÉ François Villinger, líder do trabalho. Análise feita após a morte dos animais comprovou a presença do vírus em células dos locais apontados pelo PET Scan.
O cientista está otimista em relação ao potencial do exame para contribuir com a cura. "Poderemos usá-lo para descobrir a presença residual do HIV em pacientes que tomam os remédios", acredita. "E tirar a medicação pouco a pouco quando for possível." Villinger e seu time já preparam o teste de eficácia do PET Scan para visualizar o HIV em seres humanos.




Dengue cresce com descaso de prefeituras e falta d'água
16/03/2015 - Valor Econômico

Jornalista: Eduardo Belo, Sérgio Ruck Bueno, Robson Sales e Marcos de Moura e Souza
Uma combinação de fatores tem sido responsável pela explosão de casos de dengue este ano. Pelo menos um deles é conjuntural: a crise hídrica. Ela tem levado a muitas pessoas a armazenar água inadequadamente, favorecendo a proliferação do mosquito transmissor no verão, período de maior incidência da doença, explica Paulo Urbinatti, doutor em saúde pública, biólogo e pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP.
As mudanças climáticas também têm favorecido a expansão do mosquito, diz o biólogo. O que agrava ainda mais o quadro é o fato de o a. aegypti estar muito bem adaptado ao ambiente urbano e aos criadouros artificiais - qualquer local ou recipiente passível de juntar água limpa, mesmo que em pouca quantidade. Mas o aspecto mais sério é a falta de políticas públicas nos municípios, afirma.
Depois de recuar em 2014, a dengue voltou com força este ano. Levantamento do Ministério da Saúde indica crescimento de 139% na notificação da doença nos dois primeiros meses de 2015 em relação a igual período de 2014. Os casos notificados passaram de 73,1 mil para 174,7 mil. Até o dia 7 deste mês já eram 224,1 mil casos.
A situação agravou-se em vários Estados, mas é pior em São Paulo, onde ocorreram 38,7 mil casos confirmados no primeiro bimestre, o que dá 92 casos por 100 mil habitantes.
Segundo o Ministério da Saúde, os 94,6 mil casos notificados no primeiro bimestre, se confirmados, elevariam a incidência em São Paulo para 214,9 casos por 100 mil moradores. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, ocorre epidemia a partir de 300 casos confirmados por 100 mil habitantes. Em 2014, São Paulo teve 193,6 mil casos confirmados de dengue.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, tem afirmado que não acredita que a incidência recorde de 2013 (425,1 mil casos) vá se repetir, mas lembra que há risco de aumento da incidência nas próximas semanas. "O período de março a maio é, historicamente, o de maior transmissão", diz.
Levantamento do Ministério da Saúde aponta queda no número de casos notificados só em oito das 27 unidades da Federação: Distrito Federal, Amazonas, Pará, Piauí, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais e Espírito Santo. Nos demais Estados houve aumento. Em sete deles, o número de casos notificados no bimestre cresceu 100% ou mais: Amapá, Maranhão, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande o Sul.
Com 169 casos notificados de janeiro a fevereiro em território gaúcho, a Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde de Porto Alegre emitiu alerta epidemiológico no dia 2 de março, depois da confirmação do primeiro caso do ano de dengue autóctone, quando há contaminação na própria cidade.
Desde janeiro já foram registradas dez ocorrências da doença na capital gaúcha, sendo nove "importadas" - quando o paciente é morador ou visitante que contraiu o vírus em outra região. Há também uma suspeita de febre chikungunya - doença semelhante à dengue e transmitida pelos mosquitos aedes aegypti - o mesmo da dengue e da febre amarela - e pelo aedes albopictus, mas causada por outro vírus. O caso suspeito é de um morador que viajou ao Caribe.
Segundo a bióloga Maria Mercedes Bendati, da coordenadoria da Saúde de Porto Alegre, um alerta foi emitido para que os profissionais de saúde fiquem mais atentos aos sintomas da dengue e notifiquem todos os casos suspeitos. O monitoramento feito com armadilhas e por amostragem revelou que o mosquito transmissor está presente em toda a cidade. Porto Alegre registrou em 2014 seis casos autóctones e 17 importados, contra 150 e 69, respectivamente, em 2013. A cidade nunca registrou morte por dengue.
A Secretaria estadual de Saúde do Rio também está em alerta em relação ao vírus da febre chikungunya. Segundo o governo fluminense, este ano, até o momento, só um caso foi identificado. Em 2014, foram 12 registros, todos em pessoas que viajaram ao exterior.
"O vírus preocupa muito porque já temos evidência que o chikungunya se adapta bem ao aedes aegypti, tem capacidade de produzir epidemias muito grande", afirma Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental do Rio.
"As evidências sugerem que vamos ter uma epidemia no Rio, quando exatamente vai acontecer e qual será o número de casos não tem como estimar, mas tudo indica que vamos ter", disse o infectologista José Cerbino. "Em todos os outros locais que reúnem as mesmas condições houve epidemia."
Os cientistas apostam na bactéria Wolbachia para controlar a transmissão da chikungunya e da dengue. Mosquitos infectados pela bactéria não conseguem transmitir o vírus. O objetivo é que esses mosquitos se reproduzam e acabem com o vetor. Outra alternativa, ainda em fase de estudo, é a vacina contra a dengue, em estudo em órgãos como Fiocruz, no Rio, e Instituto Butantan, de São Paulo.
Depois do pico de dengue, com 368,4 mil casos em 2013, Minas Gerais registrou redução brusca em 2014, com 49,3 mil casos. Este ano, porém, o número de casos voltou a preocupar, com 2.862 diagnósticos confirmados. Uma pessoa morreu em consequência da doença. No ano passado foram 49 mortes, contra 117 em 2013.
Para Geane Andrade, coordenadora do programa de combate à dengue em Minas, a oscilação no número de casos ocorre conforme a temperatura e o clima (mais chuva e calor ajudam na proliferação do mosquito). Está ligada também à capacidade de os serviços de saúde se organizarem para controlar a doença, diz Geane.
Minas também registrou um caso de febre chikungunya no primeiro bimestre deste ano e sete no ano passado - todos em pessoas que viajaram ao exterior. O país inteiro teve 2.258 casos de febre chikungunya confirmados em 2014.
O Ministério da Saúde considera positivo, apesar do crescimento da doença este ano, a queda de 28% nos casos de dengue "com sinais de alarme" - dor abdominal. Em janeiro e fevereiro, o Ministério computou 555 desses casos, contra 771 no período em 2014. Nos casos graves, houve queda de 17,2%. Eles baixaram de 93 no primeiro bimestre de 2014 para 77 no deste ano. Os mortos por dengue no bimestre diminuíram 37% (de 62 em 2014 para 39 este ano).






Malária é nova fonte de dor de cabeça no Estado do Rio
16/03/2015 - Valor Econômico


Em três meses a Secretaria de Saúde do Rio já registrou 17 casos de malária, mais que todos os diagnósticos da doença somados em 2014 e 2013. Os casos ocorreram na Região Serrana, em áreas de Mata Atlântica.
A transmissão da malária na região é identificada desde a década de 1980, mas há nos últimos meses um crescimento dos registros. Devido às férias escolares - quando a população aumenta - e ao verão, o primeiro semestre é o período com o maior registro da doença.
Os médicos ainda não conseguiram definir o motivo da escalada, mas há pelo menos duas hipóteses: aumento da densidade do vetor de transmissão (mosquito anopheles) por conta da urbanização de áreas verdes e aquecimento global ou a melhora no diagnóstico.
Os sintomas da malária fluminense são mais fracos que na Amazônia ou na África. A Secretaria de Saúde não registrou nenhuma morte neste ano. "São casos transmitidos pelo plasmodium vivax, com um quadro clínico bem brando", disse o superintendente estadual de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Alexandre Chieppe.
O plasmodium falciparum é o parasita que transmite a variedade mais perigosa da malária, mas não foi registrado neste ano no Rio. O Brasil já viveu uma epidemia de malária em todo o território nacional, que foi interrompida nas áreas urbanas na primeira metade do século 20.
Segundo José Cerbino, infectologista do Instituto Nacional de Infectologia, "a baixa quantidade de plasmodium identificado no paciente também dificulta o diagnóstico. O primeiro motivo é por estar fora da área de transmissão, como a [área] amazônica, e mesmo quando pensamos em malária, os testes mostram poucos parasitas [no sangue]".




Associações condenam ameaças de Cuba a médicos
14/03/2015 - Folha de S.Paulo


A ameaça do governo de Cuba de substituir profissionais do programa Mais Médicos caso seus familiares não retornem à ilha foi atacada nesta sexta (13) por entidades ligadas à medicina. Como revelou a Folha, médicos cubanos estão sendo pressionados para que cônjuges e filhos não fiquem no Brasil.
"É uma truculência sem tamanho", diz Florentino Cardoso, presidente da AMB (Associação Médica Brasileira). "A pressão afeta até no atendimento desses profissionais."
"É inaceitável, sob qualquer tipo de pretexto, um médico residir no Brasil por três anos e ser impedido de estar com sua família", afirma Itagiba de Castro Filho, presidente do CRM-MG (Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais).
Para o presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de SP), Bráulio Luna Filho, mesmo que muitos das entidades de medicina não tenham concordado com a vinda de cubanos ao país, em 2013, a classe médica está indignada com essa imposição de Cuba.
"Eles estão aqui cumprindo a função de médicos. Isso que estão tentando fazer com eles é uma anomalia."
O governo de Cuba não se manifestou.
Até dezembro, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 ""quase 80%"" eram cubanos. Não há estimativa de quantos estão com as famílias no Brasil.




Plantão Médico: Sangue tipo O e malária
14/03/2015 - Folha de S.Paulo


Uma pesquisa médica já havia identificado, há alguns anos, maior resistência aos danos da malária provocada pelo Plasmodium falciparum nos portadores de sangue do grupo tipo O.
Agora, no último número da revista "Nature Medicine", um estudo descreve o mecanismo dessa proteção.
Dentre os vários agentes responsáveis pela malária, o P. falciparum provoca os casos mais severos.
Suchi Goel e colaboradores do Instituto Karolinska, Suécia, relatam que o parasita secreta polipeptídios (um composto de vários aminoácidos) que aderem à superfície dos glóbulos vermelhos sanguíneos infectados.
Esses compostos grudam de forma firme e estável nos glóbulos vermelhos do tipo A, interferindo na microvascularização, que passa a bloquear o fluxo sanguíneo. Com a deficiência de oxigenação, surgem danos cerebrais, coma e possível morte.
Nos portadores do sangue tipo O, a equipe sueca demonstrou que o polipeptídio cola fracamente na superfície dos glóbulos vermelhos, o que explica a resistência desses pacientes à malária provocada pelo P. falciparum.
No trabalho, intitulado "RIFINS are adhesins implicated in severe Plasmodium falciparum malaria", os autores demonstram o papel relevante desses compostos de aminoácidos no agravamento da doença e sugerem que eles contribuem para a variação na distribuição global dos grupos sanguíneos ABO na população humana.




Aparelhos dispensam visitas ao dentista
14/03/2015 - Folha de S.Paulo


O especialista em mídias digitais John Hofford, 27, queria endireitar os dentes e preferia os alinhadores ortodônticos invisíveis, de plástico, em vez dos ostensivos aparelhos metálicos.
Mas ele não tinha condições de comprar os alinhadores transparentes vendidos pelo seu ortodontista em Atlanta.
Por isso, em setembro, ele desembolsou US$ 124,95 por um kit que lhe permitiu fazer um molde dental caseiro. Depois de assistir a um tutorial em vídeo, ele misturou a massa, colocou-a em um suporte especial, semelhante a um protetor bucal, e tirou a impressão da sua arcada dentária, que ele devolveu pelo correio para que fosse transformada em um modelo tridimensional.
Um dentista com quem ele nunca falou pessoalmente sugeriu uma série de alinhadores transparentes para corrigir a dentição encavalada na arcada inferior e um dente ligeiramente proeminente em cima. "Você economiza dinheiro por não conversar cara a cara com alguém", disse Hofford, que está em sua terceira série de alinhadores, os quais são progressivamente moldados de forma a mudar os dentes de lugar. Ele já pagou cerca US$ 600 pelo serviço, cerca de metade do custo total do tratamento.
Alinhadores invisíveis são geralmente receitados por um ortodontista ou outro especialista após um exame presencial e uma conversa sobre as opções de tratamento. A Invisalign e a ClearCorrect são duas das várias empresas que fabricam alinhadores que exigem supervisão direta em consultas presenciais regulares, geralmente ao custo de US$ 4.000 a US$ 6.000.
Mas duas companhias, a SmileCareClub e a CrystalBraces -da qual Hofford é cliente-, agora oferecem alinhadores entregues em domicílio para que adultos e adolescentes mais velhos endireitem seus dentes em casa por US$ 900 a $ 2.100, dependendo da complexidade das suas necessidades ortodônticas.
"Endireitar os dentes não deveria custar uma pequena fortuna", disse Doug Hudson, um dos quatro empresários que criaram o SmileCareClub. Ele contesta que seus alinhadores sejam aparelhos do tipo "faça-você-mesmo", já que os pacientes "são orientados ao longo do processo" por representantes comerciais.
Críticos argumentam que a prescrição de alinhadores sem consulta presencial acarreta o risco de serem negligenciados problemas de saúde oral capazes de comprometer o tratamento ortodôntico. E, segundo especialistas, os alinhadores não são apropriados para todos, mesmo que as empresas sugiram que eles são capazes de corrigir encavalamentos graves.
A Associação Americana de Ortodontia, que reúne profissionais do setor, alertou os consumidores a não mexerem nos próprios dentes sem um exame inicial e a contínua supervisão de um ortodontista. "Os pacientes que não consultam um ortodontista para exames regulares e/ou para um diagnóstico completo correm mais risco de ser prejudicados", disse Rolf Behrents, porta-voz da associação.
Muitos ortodontistas argumentam que um exame presencial é fundamental para localizar cáries não tratadas e infecções gengivais subjacentes antes de começar qualquer tratamento para endireitar os dentes.
Son Tran, criador da CrystalBraces, insiste que prescrever um alinhador para um paciente à distância não significa oferecer um tratamento menos cuidadoso. "Examino todos os modelos e moldes que chegam", disse.




SP lidera rankings de dengue por cidade
14/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Trabiju, na região central de São Paulo, mantém a liderança em casos de dengue por habitante no País, conforme boletim do Ministério da Saúde divulgado ontem. A cidade de 1.650 habitantes aparece com 235 pessoas doentes, índice de 14.242,4 casos por 100 mil habitantes até o dia 7 deste mês. Além disso, o Estado lidera em casos em todos os níveis populacionais, com níveis de epidemia, e um município já chegou a relatar seis mortes em um só dia.
Próxima da cidade paulista, em segundo lugar no ranking nacional, aparece São João do Caiuá, no Paraná, com 837 casos e índice de 13.848,4/100 mil.
Considerando as cidades pequenas, com até 100 mil habitantes, além de Trabiju o Estado aparece em terceiro lugar, com Paraguaçu Paulista (3.830 casos e índice de 8.596,1 doentes por 100 mil), e em quarto, com Florínea (221 casos e índice de 7.834,1 infectados por 100 mil).
Na faixa de 100 mil a 499 mil, outracidade paulista,Catanduva, lidera o ranking, com 8.264 casos e coeficiente de 6.953,1 doentes por 100 mil moradores.
Na faixa das cidades com população de 500 mil a 999 mil, a liderança é de Sorocaba, com 6.485 casos e índice de 1.017,8 doentes por 100 mil.Campinas, também no interior de São Paulo, lidera o ranking das cidades com mais de 1 milhão de habitantes,com 6.955 doentes e coeficiente de 602,4 casos por 100 mil moradores. Em todos os casos,a doença é considerada epidêmica.
Segundo o Ministério da Saúde, chega-se ao nível de epidemia quando o índice de pessoas doentes ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes.Entre as grandes metrópoles, esse nível só é atingido por Goiânia, com 7.608 casos (índice de 538,7 infectados por 100 mil habitantes).
Mas, no ranking de cinco maiores registros nessa faixa, além do Recife, já aparecem em alerta Guarulhos (61,1 por 100 mil) e a capital paulista, com 71,4 casos por 100 mil.
Mortes. São Paulo já lidera em número de mortes no País, 35 de 52, mas os registros devem piorar,pois mais cidades já relatam mortes após o período analisado pelo ministério.
A prefeitura de Águas de Lindoia, na região de Campinas, confirmou anteontem que a dengue causou a morte de uma mulher de 46 anos, no fim de fevereiro. Até então, o óbito considerado suspeito. Com essa, sobem para seis as mortes confirmadas por dengue no município em um único dia.
Na mesma região, a dengue foi confirmada como causa de duas mortes em Mogi Mirim.As vítimas são mulheres, uma delas com 28 anos, a outra com 69.
A Secretaria da Saúde de Bauru, na região noroeste, também havia confirmado anteontem três mortes por dengue, todas ocorridas neste mês. Dois dos pacientes estavam internados em hospitais particulares. A terceira vítima, um homem de 74 anos que se tratava na rede pública, foi confirmada no dia 10.




Paciente espera até 6 horas por consulta em AMA
15/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Antes das 6 horas, a fila já começa a se formar do lado de fora da Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Vila Barbosa, no Limão, zona norte da capital. A unidade de saúde municipal só começa a funcionar às 7 horas, mas vários moradores da região, a maioria com sintomas de dengue, prefere chegar com antecedência para não esperar tanto por atendimento.
Com o crescimento preocupante da doença na zona norte da cidade, os pacientes que buscamos serviços públicos de saúde da região estão enfrentando até seis horas de espera por uma consulta médica. Nos dois primeiros meses do ano, a cidade teve 1.833 casos confirmados de dengue, 200% a mais do que no mesmo período de 2014. A zona norte concentra 45% dos registros. O Limão tem a maior taxa de incidência da cidade – 130 casos por 100 mil habitantes – epidemia é acima de 300.
Anteontem, quem chegasse à AMA Vila Barbosa,além da espera pela consulta do clínico-geral, aguardava mais duas horas para poder fazer o exame de sangue capaz de confirmar o diagnóstico da doença.
“Acho que falta um pouco de estrutura.Deveria ter uma prioridade para os casos suspeitos de dengue. A gente mal aguenta ficar em pé por causa das dores no corpo e precisa esperar um dia inteiro para ser atendido”, disse o funcionário público Aristides Souza dos Santos, de 44 anos, que procurou a AMA às 9 horas de sexta-feira e só conseguiu sair do local às 15h30, após passar por consulta e exame.
A lotação era tanta que dezenas de pacientes e acompanhantes aguardavam em pé o atendimento.
A dona de casa Daiana da Silva, de 28 anos, e o marido, o negociante José Roberto NogueiraVilela,de33, seacomodaram no chão do corredor da AMA enquanto aguardavam o atendimento. “A dor e a fraqueza nas pernas são muito fortes.
Como não tem cadeira, a gente preferiu sentar no chão”, disse Daiana.
Com febre, dores em todo o corpo e náusea, os dois chegaram à unidade às 10 horas, mas foram atendidos somente às 16 horas.“O pior foique,depois de tantaespera,a gente não conseguiu fazer o exame de sangue porque a coleta é encerrada às 16 horas. Pediram para voltarmosnodiaseguinte”,disseadona de casa.
Ocasaljá tinhaprocuradooutra unidade de saúde da região.
“Fomos primeiro àAMA do Jardim Damasceno, mas estava muito cheia e nos deram a dica para vir aqui, só que está tão lotada quanto a outra. E não para de chegar gente”, disse ela.
Tendas emergenciais. Com a superlotaçãodealgumasunidades da zona norte, a Secretaria Municipal da Saúde informou que vai implementar em algumas regiões postos auxiliares para atendimento aos pacientes, nomesmomodelo da tenda emergencialmontadano Jaguaré no ano passado, na zona oeste, quando o distrito foi o mais afetado pela dengue.
Apastanãoinformouonúmero de postos auxiliares nem os locaisondeeles ficarão,mas ressaltou que a abertura das estruturas será feita em breve, uma vez que o pico da doença ocorre em meados de abril.
A secretaria informou tambémqueaAMAVilaBarbosaestá com seu quadro de médicos completo, com três clínicos e dois pediatras, e houve aumento de 9% na procura pelo serviço em fevereiro deste ano, em relação a 2014, “o que ocasionou um tempo maior de espera para os casos menos graves”.



Força na hora do parto
15/03/2015 - O Globo


Quando a estilista Monah Pressato, de 29 anos, descobriu que estava grávida, não pensou duas vezes antes de dizer à obstetra: “O parto vai ser cesárea, né, doutora?”. A médica não ofereceu outras opções e logo marcou na agenda de cirurgias a data do nascimento de Maria Luísa. Mas o parto, que aconteceu há três dias, foi muito diferente do planejado nove meses atrás. A designer de moda deu à luz em casa, com o auxílio de uma enfermeira obstétrica e uma parteira, além do apoio do marido, e de uma doula, presença indispensável, segundo a gestante. O termo é novidade para grande parte dos pais, mas as doulas, mulheres que oferecem apoio emocional e conforto às grávidas antes, durante e depois do parto, são cada vez mais requisitadas.
— Depois que comecei a fazer o acompanhamento com a doula, fiquei mais segura com relação ao parto. Percebi que eu tinha o controle do que iria acontecer comigo e com o bebê — diz Monah.
Ela teve uma gravidez de baixo risco e mudou de opinião ao optar pelo parto humanizado, depois de frequentar o grupo de apoio à gestante Ishtar, na Tijuca, coordenado por sua doula, Gabriela Prado.
A assistente de parto, como também é chamada, tem papel de amparar a mãe para que ela se sinta o mais confortável possível. O ideal é que a mulher a procure ainda no primeiro trimestre da gravidez, quando fecha um pacote — que varia de R$ 900 a R$ 2.500 — com, no mínimo, três sessões: duas antes do parto e uma depois. Nessas aulas, elas aprendem sobre o que acontece com o corpo durante a gestação, sobre os tipos de parto que existem (cesárea ou normal) e sobre as decisões que podem tomar — as doulas advogam em prol do parto natural. Pouco antes de o bebê chegar, as moças ainda fazem o belly mapping, um desenho na barriga que simula a posição do feto dentro do útero. Na aula pós-parto, vem a lição sobre amamentação e primeiros cuidados com o bebê.
— Nossa intenção é devolver o protagonismo do parto à mulher. É ela que tem que fazer as escolhas — explica a doula Gabriela Prado, formada em psicologia e que, ainda na universidade, estagiou na Maternidade Escola da UFRJ, onde havia um excesso de intervenções, segundo ela. — Os benefícios dessa relação são evidentes. Com a utilização de técnicas alternativas para tratar a dor, elas necessitam de menos remédios, por exemplo.
As doulas acompanham a gestante desde as primeiras contrações até o nascimento. Vale aplicar técnicas para amenizar a dor: massagem, respiração tranquilizante, banhos, compressas quentes e o fundamental: companhia. Aline Amorim, de 27 anos, do Núcleo Carioca de Doulas, já ficou até três dias dentro de uma maternidade acompanhando o desenrolar de um parto complicado.
— Meu maior cuidado é manter o ambiente calmo para que a parturiente se sinta segura — afirma Aline, que já acompanhou mais de cem partos, mas, no nascimento de seus dois filhos, foi aconselhada pelo obstetra a fazer cesáreas. — Foram cirurgias muito violentas. Acho que uma doula teria me aberto os olhos para outras possibilidades. Decidi me formar doula para que outras mulheres não passem pelo que passei.
Em tese, a doula não faz toque ou qualquer outro procedimento médico. Mas não é sempre que isso acontece na prática, segundo o presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (SGORJ), Marcelo Burlá.
— Na teoria, o papel da doula é interessante: alguém que possa dar suporte e conforto para a mulher no momento do parto. O problema é que, no Brasil, esse papel foi desvirtuado. Muitas doulas querem uma participação no parto ou dizer que uma intervenção é desnecessária, mas elas não têm preparo para isso — observa o obstetra, professor da Universidade Federal Fluminense.

COMBATE À ‘EPIDEMIA’ DE CESÁREAS

Hoje, no Brasil, 84% dos partos realizados pela rede privada são cesarianas. No Sistema Único de Saúde (SUS), o índice alcança os 40%. Por isso, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar anunciaram, em janeiro, medidas de incentivo ao parto normal. Como defensoras ferozes disso, as doulas ganham um papel importante. Belo Horizonte tem o maior programa de capacitação de doulas comunitárias do país. Mais de 500 mulheres já realizaram o curso de qualificação da Secretaria Municipal de Saúde e estão presentes em seis maternidades da capital mineira. Em Curitiba, até o fim do ano, o serviço estará disponível em 109 unidades básicas de saúde. Já em São Paulo, a vereadora Juliana Cardoso (PT-SP) tenta aprovar um projeto de lei que estabelece o direito a uma doula na sala de parto. Já no Rio, o Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Centro, é o único que incentiva o trabalho. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informa, no entanto, que “permite a entrada destas profissionais nas maternidades”. A SES está analisando a criação de um curso profissionalizante para doulas que atuariam na rede estadual.
Integrante da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa), uma das entidades que dão cursos para doulas, Marilda Castro acredita que um programa amplo de voluntárias do SUS diminuiria o número de cesáreas desnecessárias no país. Ela conduz um grupo de grávidas, que recebem informações sobre a gestação, o parto e os cuidados com o bebê, em encontros periódicos. À espera de Miguel, Luana Stemler, de 29 anos, é uma das participantes. Ela conta que a troca de experiências propiciada pelas rodas de conversa fez com que decidisse ter uma doula.
— Quero trabalhar para ter um parto o mais natural possível, sem uso de medidas desnecessárias, e a doula será fundamental nesse processo — afirma Luana, com a barriga de oito meses.
Segundo o diretor do centro de diagnósticos da Perinatal, Renato Sá, apenas o fato de esse assunto ter entrado em pauta fez com que o número de partos normais na maternidade dobrasse nos últimos meses. Ele também notou que o papel das doulas diminui a necessidade de medição para dor e quebra o “ciclo do medo”. — O medo gera ansiedade e a ansiedade causa dor... Acalmar a gestante é bom para todos: para o parto, para o bebê e, é claro, para o hospital, que gasta menos material — aponta Sá, afirmando, porém, que na Perinatal há regras para o relacionamento com a doula. — Ela é uma acompanhante da gestante, então não pode interferir na conduta do obstetra. Sua presença tem que ser acordada com a equipe médica.
A Casa de Saúde São José informou que também não tem restrição quanto à participação de doulas em seu centro obstétrico, “desde que as mesmas tenham autorização da equipe médica e da paciente, comprometendo-se a não interferirem nas decisões”.

SOLIDÃO DURANTE A GRAVIDEZ

Enfermeira francesa radicada no Rio, Stéphanie Sapin-Lignières, com 35 anos de experiência, explica que o ofício de doula apareceu como a solução para um problema contemporâneo: mesmo com dez profissionais de saúde em torno das mães, elas se sentem sozinhas.
— Elas são pessoas experientes que trabalham para dar força à gestante. Como se fossem mães ideais, que não ficam estressadas — comenta Stephanie, que, apesar de já ter tido problemas em algumas maternidades, hoje, concorda que não adianta bater de frente com a opinião médica. — Peço que a gestante pergunte ao obstetra e ao pediatra se estão de acordo com a minha presença. Sei que não posso confrontar o médico, ou vou criar um clima de tensão.
Ativista do parto humanizado e autora de uma filme sobre o tema, a doula Érica de Paula, de 28 anos, que atua em Brasília, costuma repassar clientes para outras profissionais devido à procura elevada. Na mala, Érica tem de tudo. Leques para abanar a gestante, rolinhos para melhorar a posição, velas e LEDs para deixar a iluminação mais aconchegante.
— Apesar de ser nova, sou uma das mais antigas na atividade. Então há essa demanda. Mas só pego, no máximo, oito partos por mês. É o limite, pois temos de estar disponíveis a qualquer hora do dia ou da noite — conta a doula, psicóloga de formação e acupunturista.Reconhecida como ocupação em 2013, a atividade não requer formação específica. Há cursos livres e bibliografia sobre o assunto. Os treinamentos são os mais variados possíveis. Podem durar um fim de semana ou dois meses e meio.





Pai e filho enfrentam alcoolismo e contam drama em livro
16/03/2015 - Folha de S.Paulo


Por quase três décadas, o alcoolismo foi protagonista na história da família Leme. Entrou na vida do patriarca Paulo em 1963 e só saiu de cena em 1996, após quase abater seu filho mais velho.
Paulo de Abreu Leme, 74, médico, e Paulo Filho, 43, advogado, estão sem ingerir bebida alcoólica há 26 e 19 anos, espectivamente.
Na próxima quarta (18), lançam o livro "A doença do alcoolismo", em que relatam dramas e preconceitos vividos em razão da dependência.
O álcool entrou na vida de Paulo pai no fim da adolescência, nas festas com os amigos. "Ficava desinibido, era bom perder a autocrítica."
A dependência ficou clara a partir dos 30 anos. Na época, tinha três empregos: auditor do Ministério da Saúde, plantonista na enitenciária do Estado de SP e médico do trabalho em empresas como Philips, Danone e Monsanto. As duas ou três doses de uísque por noite foram aumentando gradativamente até atingir dois litros diários. A mulher foi embora com os três filhos menores.
Paulo Filho quis ficar ao lado do pai. "Não sabia mais o que estava fazendo. Pedi demissão da Danone, da Monsanto e bandonei o emprego do Estado. Continuei bebendo até que a Philips me demitiu." O desemprego o sacudiu. Com apoio da mulher, que havia voltado para casa, internouse em uma clínica para desintoxicação, em 1989. Lá acabou conhecendo o grupo AA (Alcoólicos Anônimos), cujas reuniões passaria a frequentar diariamente, por 15 anos. "Passei a estudar a doença do
alcoolismo, a entender a dependência e a evitar o primeiro gole." Recuperou os empregos e, desde então, dá palestras gratuitas sobre o tema. Não teve recaídas. "Hoje eu não bebi. Amanhã não sei", diz.
Em 1987, dois anos antes de o pai iniciar a recuperação, o álcool já aliciava o filho mais velho. Paulo, à época com 16 anos, cursava o segundo ano do ensino médio no colégio Bandeirantes (SP). Há evidências de que fatores genéticos aumentam o risco do alcoolismo.
A doença tende a ocorrer com mais frequência em certas famílias, entre gêmeos idênticos, e mesmo em filhos biológicos de pais alcoólicos adotados por famílias de pessoas que não bebem. "Matava aula para beber e jogar truco. Bebia 'espremidinha' [pinga com limão], bombeirinho [pinga com groselha], cerveja." Ainda assim, no ano seguinte entrou na Faculdade de Direito da USP.
"Lá eu descobri o paraíso. No colegial, tinha que beber escondido.
Na faculdade, o bar era dentro do centro acadêmico. Só fui assistir às aulas após uma semana." O ano acadêmico de 1990 foi perdido. "O bar eu frequentava com uma regularidade beneditina. As festas também não perdia."
Incomodado por ver os amigos avançando no curso, Paulo decidiu frequentar as aulas sem, contudo, abandonar o álcool e as drogas (maconha e cocaína, que consumia quando alcoolizado). Começou a estagiar no segundo ano da
faculdade. Mas em 1994, antes de terminar o curso, abandonou a faculdade e o trabalho.
"Acordava em qualquer lugar porque bebia até desmaiar. Passava muito mal nas primeiras três ou quatro horas do dia. Não conseguia segurar uma xícara  de café, tamanha a tremedeira. Logo depois voltava a beber até apagar de
novo", lembra. No pior período, que duraria dois anos, dirigiu bêbado e provocou cinco acidentes. Em um deles, bateu em um táxi parado. "Não morri ou não matei por sorte." No final de 1996, os pais o chamaram. "Eles disseram: 'Você é alcoólatra, está
doente e tem que se tratar. Se não quiser, vá morar em outro lugar'. Só me restava a rua." Passou a frequentar regularmente as reuniões do AA e parou com o álcool e as drogas.
Sobre o preconceito, ambos dizem que é comum as pessoas acharem que os alcoólatras não irresponsáveis, não doentes. Eles também veem estigma mesmo depois do tratamento. "Mas nem um pouquinho?" é uma das frases que Paulo Filho mais ouve. Quando está em jantar com amigos e pede refrigerante zero enquanto todos estão bebendo, há quem diga: "Vai pedir
brigadeiro também?" Sócio de um grande escritório de advocacia na av. Paulista, Paulo Filho diz que abstinência do pai foi a sua principal motivação. "Tive a certeza de que conseguiria."

A DOENÇA DO ALCOOLISMO
EDITORA Scortecci (146 págs)
PREÇO R$ 35
LANÇAMENTO Quartafeira
(18), na Livraria Martins Fontes (av. Paulista,
509), em SP, a partir das 18h30