Clipping de Notícias - 15/09/2016

CRF-SP - Clipping de Notícias

CLIPPING - 15/09/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 

Anvisa libera remédio para obesidade da Aché que havia sido suspenso

14/09/2016 - G1 - Bem Estar


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou nesta quarta-feira (14) a decisão de suspender a venda dos medicamentos Biomag e Cloridrato de Sibutramina (genérico), para obesidade, da empresa farmacêutica Aché.

De acordo com a Anvisa, os remédios para obesidade eram fabricados com um princípio ativo fornecido por um fabricante diferente do aprovado. O local de fabricação do fármaco, produzido por uma empresa indiana, foi alterada, e, com isso, a situação foi regularizada.

Na mesma ocasião em que os medicamentos para obesidade foram vetados, foi suspenso também o Gastrium (omeprazol), também da Aché, para acidez no estômago. Ele continua suspenso. Vendido em versão de 10 mg e 20 mg, era feito com uma formulação distinta da aprovada, segundo a agência.




ONU condena altos preços de medicamentos

15/09/2016 - O Globo


O Painel de Alto Nível sobre o Acesso a Medicamentos criado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, divulgou ontem um relatório que recomenda maior participação dos governos no desenvolvimento de remédios para melhorar o acesso da população mundial a tratamentos.

De acordo com o relatório, o preço alto de remédios e a falta de cuidado para algumas doenças afeta igualmente países pobres e ricos e são causados, principalmente, por custos cada vez maiores das tecnologias de saúde e a ausência de soluções para epidemias recentes, como o vírus zika e a epidemia de ebola. O documento da ONU recomenda que os governos e a indústria farmacêutica trabalhem juntos para reduzir o preço de medicamentos essenciais, desatrelando o custo de pesquisa e desenvolvimento do valor final dos produtos.

Com 15 especialistas do mundo todo, incluindo os brasileiros Celso Amorim, ex-ministro e presidente da Unitaid, e Jorge Bermudez, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, o painel foi montado em novembro do ano ano passado para encontrar soluções para a incoerência política entre propriedade intelectual, leis internacionais de direitos humanos, leis comerciais e necessidades de saúde pública.

“Ressaltamos a questão fundamental dos direitos humanos como centro da discussão, contrapondo-se a direitos individuais, além da constatação de que o acesso a medicamentos hoje não é mais um problema restrito a países de renda baixa e média, mas sim algo que atinge a toda a população mundial. Não é possível para nenhum sistema de saúde absorver os preços exorbitantes de novas tecnologias, como acontece por exemplo com novos antivirais para o tratamento da Hepatite C e produtos oncológicos”, explicou Bermudez no relatório.


APELO PELA IMPLEMENTAÇÃO


A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) comemorou as recomendações do relatório e ressaltou, em nota, a importância de os governos adotarem as recomendações do documento da ONU.

“O Painel de Alto Nível sobre o Acesso a Medicamentos apresenta recomendações práticas para ajudar a superar desafios que nossas equipes médicas vêm enfrentando há décadas. A MSF faz um apelo aos governos e à indústria para que implementem rapidamente as recomendações do relatório, incluindo a demanda por mais transparência das empresas farmacêuticas no que diz respeito aos custos de pesquisa e aos preços dos medicamentos”, disse Rohit Malpani, diretor de políticas e análises da Campanha de Acesso de MSF.




Em busca da liderança

14/09/2016 - Guia da Farmácia


A Merck, empresa de origem alemã líder em ciência em tecnologia, obteve faturamento de €12.8 bilhões em 66 países, no último ano. Fundada em 1688, é a empresa farmacêutica e química mais antiga do mundo. A família fundadora continua a ser a acionista majoritária do grupo de empresas de capital aberto. A Merck detém os direitos globais do nome e da marca em todo o mundo, exceto no Canadá e nos Estados Unidos, onde a empresa é conhecida como EMD Serono, EMD Millipore e EMD Performance Materials.

O laboratório anuncia a criação da diretoria de Genéricos como parte da divisão Biopharma no Brasil. Com uma equipe especializada, a nova área se dedicará exclusivamente ã gestão de portfólio e comercialização dos produtos genéricos da empresa no País e terá como foco alavancar a presença da empresa neste segmento A Merck já tem participação relevante neste mercado, com mais de 60 produtos comercializados. Fazem parte do portfólio produtos, como levotiroxina, metformina, sinvastatina, acidovir, finasterida, doxazosina, entre outros.

Para liderar essa nova estrutura, a empresa acaba de contratar Eduardo Lima. Ele será responsável por estruturar a unidade de negócio e desenvolver estratégias para que a Merck Genéricos se destaque como um importante player em portfólio de produtos, políticas de rentabilidade para os parceiros, prestação de serviço no processo de comercialização, além de buscar novos negócios. O executivo se reportará diretamente ao presidente da Merck no Brasil.

Lima possui 13 anos de experiência em vendas, marketing e trade marketing de produtos genéricos e similares. Pós-graduado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e possui também especialização em Negócios e Estratégias Econômicas pela University of Califórnia de San Diego. Atuou em empresas, como Novartis/Sandoz, Hypermarcas/ Neo Química. Mais recentemente, integrou a equipe da Valeant, como diretor de Unidade de Negócios Bunker/Delta, e diretor comercial para a linha de nutrição esportiva da Probiótica.

Guia da Farmácia • A Merck já dispunha da área de genéricos, mas não havia uma diretoria exclusiva, certo? Por que a empresa decidiu ter uma nova diretoria dedicada exclusivamente a genéricos?

Eduardo Lima • Não tínhamos uma área exclusiva para genéricos. Existia um portfólio de genéricos, que era comercializado e trabalhado pelo mesmo grupo que administra todo o portfólio de prescrição médica. Então foi criada essa nova unidade de negócios, para que possamos realmente atuar diante do dinamismo que o mercado de genéricos exige das empresas, que é completamente diferente do modelo de prescrição médica.

Guia • Quais são as estratégias traçadas para que a Merck tenha uma representatividade maior nesse mercado?

Lima • A expectativa é de que nos tornemos um player importante desse mercado, não que não sejamos. Hoje, já somos um player importante, mas queremos crescer ainda mais. Queremos nos tornar líderes dos líderes. Para isso, temos duas estratégias que tomamos como base: a primeira é melhorar a performance dos clientes que já trabalham com o portfólio de genéricos, utilizando o poder da marca Merck e a segunda, criar uma base nova de clientes com um relacionamento mais próximo.

Guia • Por que o mercado de genéricos é interessante para a Merck e por que esse foco exclusivo nesse momento da economia?

Lima • O mercado de genéricos representa hoje cerca de 30% das vendas em unidades. É um mercado que sofre pouco com as crises econômicas por estar na base da pirâmide de necessidades básicas da população, junto com higiene e saúde. Então realmente temos a oportunidade de dar acesso à saúde com os genéricos, que são produtos mais acessíveis e, consequentemente, promissores.

No momento de crise, com certeza, a migração existe, o medicamento já faz parte do orçamento familiar e com o desemprego chegando em 11 milhões e 600 mil brasileiros, essa população busca uma alternativa que seja confiável e que também caiba em seu orçamento, sem dúvidas.

Guia • Qual a posição que a Merck ocupa hoje e aonde pretendem chegar?

Lima • A Merck é hoje a 9a colocada no mercado de genéricos e estimamos, até 2020, estar entre os cinco principais players. Com certeza, a criação dessa unidade de negócios com especialistas para esse modelo e aumentando a base de clientes, acredito, sim, que teremos resultados diferentes do que temos hoje. Respeitaremos dois dígitos de crescimento, que é o que cresce o mercado, mas só acompanhar o mercado não nos faz tomar a posição de ninguém, então a ideia é que a gente cresça um pouco mais do que o mercado cresce.

Guia • De que forma isso será possível?

Lima • Vamos pensar assim, a Merck tem quase 350 anos de mercado mundo, já passou por grandes guerras, por revoluções, enfim, ela traz uma experiência muito grande do canal farma, e é isso que a gente quer buscar, essa sinergia de outras unidades de negócios do grupo, para aplicar também no mercado de genéricos. Temos, hoje, uma assessoria de imprensa dedicada às unidades de negócios, temos uma área de desenvolvimento, de marketing focada para o negócio, temos uma estrutura de Tl voltada para o negócio, enfim, as experiências de cada mercado somam.

Guia • Como ser inovador no mercado de genéricos? Como não oferecer somente mais do mesmo?

Lima • Os genéricos são cópias do produto de referência e de acordo com a Lei que foi criada em 1999, pelo até então ministro José Serra, a copia só pode existir quando se expira uma patente, obviamente qual é a grande diferença? Existe uma base de clientes, que podem arcar com os custos de um produto de referência, um pouco mais caro, justamente porque a indústria farmacêutica investe muito para acertar um produto e a partir do momento em que se lançam os genéricos de marca, que são conhecidos como similares, você aumenta essa base trazendo acessibilidade ou preços mais baratos para a população, já que os genéricos demandam menos investimento do que o produto de referência para ser lançados.

Guia • Qual a área dentro de genéricos que apresenta maior crescimento/demanda na Merck?

Lima • A levotiroxina é o produto mais vendido do meu portfólio, mas é vendida dentro de uma proposta diferente. Temos uma equipe de visitação médica, que faz todo um trabalho de orientação para a classe médica e por que não também atuando com condições comerciais mais agressivas para o frade marketing?

Guia • De que forma vocês buscam o que será lançado? As necessidades do Brasil são diferentes da de outros países? Há ainda alguma área não coberta?

Lima • Temos uma área de business development que eu acho importante citar que, junto com a unidade de negócios, está preparando um pipeline para que tenhamos lançamentos gradativos até 2020. O Brasil é um mercado que tem menos de 20 anos, ou seja, precisa amadurecer bastante, mas possui players muito competentes que ajudam dentro desse processo; quando cai uma patente, em dois, três dias depois, lançam o genérico, então já existem, hoje, no Brasil, empresas bem preparadas e a Merck quer se preparar dessa forma.

Guia • Há especulações no mercado de que o Grupo Sanofi queira vender a Medley e de que a Pfizer queira vender o Teuto, suas respectivas áreas de genéricos. Você acha que há uma movimentação de desinteresse no mercado de genéricos?

Lima • O mercado de medicamentos movimenta bilhões de reais e entendo que os líderes dele são empresas que foram orientadas pelo portfólio de genéricos, não consigo ver o desinteresse de algum investidor, em um mercado que cresce acima da média e que, hoje, já representa 30% das unidades vendidas. Eu penso que se existem especulações, devem ser de situações estruturais e não uma questão de mercado.

Pesquisa abre caminho para embrião sem óvulo

15/09/2016 - O Estado de S.Paulo


Cientistas conseguiram pela primeira vez, com uma nova técnica, fazer camundongos se reproduzirem injetando espermatozoides em uma célula que não é um óvulo.

Segundo os autores da pesquisa, publicada ontem na revista Nature Communications, os resultados sugerem que a maturação do espermatozoide, ao contrário do que se pensava, pode prescindir de um óvulo. Eles alertam, no entanto, que a técnica ainda está muito distante de ter qualquer aplicação para embriões humanos.

A pesquisa foi coordenada por Tony Perry, da Universidade de Bath, no Reino Unido, e também teve participação de cientistas da Universidade de Regensburg, na Alemanha.

De acordo com Perry, já se sabia que os ovócitos – os gametas femininos que ainda não foram fecundados e transformados em óvulos – podem ser “enganados” para se desenvolver, transformando-se em um embrião sem fertilização. Mas esses pseudoembriões resultantes do processo, chamados de partenogenotes, morrem em alguns dias, já que processos fundamentais de desenvolvimento, que exigem a presença do espermatozoide, não ocorrem.

O grupo de cientistas, porém, conseguiu desenvolver um método para injetar espermatozoides nos pseudo embriões de camundongos, permitindo que eles se desenvolvessem e produzissem filhotes com uma taxa de sucesso superior a 24%.

Esses pseudo embriões foram produzidos artificialmente, a partir de um ovócito que foi estimulado quimicamente para iniciar o processo de divisão celular sem a intervenção dos espermatozoides.

“Nosso trabalho desafia o dogma de que apenas um óvulo fertilizado com espermatozoides pode resultar no nascimento de um mamífero vivo, que foi estabelecido quando embriologistas pioneiros observaram os ovócitos de mamíferos pela primeira vez, em 1827, e observaram a fertilização, 50 anos depois”, afirmou Perry.

Segundo o cientista, os resultados do estudo sugerem que, em um futuro distante, poderia ser possível gerar animais utilizando espermatozoides e células que não são óvulos, como células da pele, por exemplo. “Embora isso ainda seja apenas uma ideia, poderia ter potenciais aplicações no futuro para tratamentos de fertilidade humana e para a reprodução de espécies ameaçadas”, disse Perry.

Os camundongos nascidos com a técnica parecem totalmente saudáveis, segundo Perry, mas seu DNA tem marcas epigenéticas diferentes das que ocorrem na fertilização normal.

As marcas epigenéticas são padrões de ativação e desativação de determinados genes.


INTERESSE CIENTÍFICO


De acordo com a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP), a importância do estudo consiste em avançar o conhecimento sobre os processos de fertilização.

“Por enquanto não há nenhuma perspectiva de qualquer aplicação em humanos. Mas o estudo é interessante para os cientistas porque permite analisar o que acontece com as marcas epigenéticas quando se faz um experimento como esse, possibilitando aprofundar nosso entendimento sobre o complexo processo de fertilização”, disse Mayana ao Estado.

Ela afirma, no entanto, que o estudo não abre nenhuma perspectiva para aplicações como a reprodução humana sem a participação de mulheres, por exemplo.

“As conclusões do estudo não têm nada a ver com esse tipo de especulação. O que há de relevante no estudo é que ele contesta a ideia de que um espermatozoide só poderia amadurecer dentro de um óvulo”, disse Mayana.




Operação entre Reckitt e Hypermarcas é aprovada

15/09/2016 - O Estado de S.Paulo


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, com restrições, a venda pela Hypermarcas de sua divisão de preservativos e lubrificantes íntimos – com as marcas Olla, Jontex e Lovetex – para o grupo britânico Reckitt Benckiser, que já detinha a marcas Durex e KY. Para isso, a Reckitt se comprometeu a vender a marca KY no Brasil para um terceiro concorrente.




Governo anuncia repasse de R$ 1 bilhão para serviços de saúde

14/09/2016 - Portal EBC


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou hoje (14) o repasse de R$ 1 bilhão para oferta de 1.401 novos serviços em santas casas e hospitais filantrópicos, custeio de 99 unidades de pronto atendimento (UPAs) e expansão da oferta de medicamentos e tecnologias.

De acordo com o ministro, o valor foi obtido graças a medidas de gestão voltadas à maior eficiência dos gastos públicos – como economia em contratos e aluguéis e extinção de cargos dentro da própria pasta – e não têm impacto no orçamento.

As portarias para o custeio das UPAs serão publicadas nas próximas semanas e os repasses, segundo Barros, começam a ser pagos em outubro – um total de R$ 182 milhões ao ano. Com isso, todas as unidades que funcionavam sem a contrapartida do ministério passam a receber valores mensais.

Para o financiamento dos 1.401 novos serviços em santas casas e instituições filantrópicas, serão destinados R$ 371 milhões ao ano. As habilitações e credenciamentos, de acordo com o ministério, beneficiam 216 hospitais. A meta do governo é que os pagamentos sejam feitos até dezembro.

Já o anúncio de ampliação na oferta de medicamentos e vacinas se refere à oferta de mais 7,4 milhões de insumos no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda segundo a pasta, o setor também vai receber um aporte de R$ 222 milhões para a produção no Brasil da vacina meningocócica.

"Estamos fazendo mais com menos recursos", reforçou Barros, ao detalhar que a estratégia do governo consiste em reduzir o tamanho da máquina, desaparelhar o ministério e aumentar a eficiência por meio da implantação de sistemas mais avançados.


SANTAS CASAS


O presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais e Entidades Filantrópicas, Edson Rogatti, lembrou que o país regista mais de 2,1 mil hospitais filantrópicos e que o setor responde por mais de 50% do atendimento via SUS – sobretudo internações de média e alta complexidade, transplantes e tratamentos oncológicos.

"Há muito tempo, esperamos ser ouvidos", disse. "Foram anunciadas hoje várias medidas para o setor filantrópico, coisa que a gente não via nunca" completou, ao destacar que os repasses darão mais fôlego às santas casas e entidades filantrópicas.




Cade aprova com reservas venda da área de preservativos da Hypermarcas

14/09/2016 - Valor Econômico / Site


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou com restrições a venda da divisão de preservativos masculinos e lubrificantes íntimos da Hypermarcas para a Reckitt Benckiser. A transação, consumada por R$ 675 milhões, envolve as marcas Jontex, Olla e Lovetex.

A restrição envolve a venda da marca KY, a líder de mercado no segmento de lubrificantes íntimos. O voto do conselheiro Paulo Burnier, o relator do caso, foi seguido por unanimidade pelos demais conselheiros.

A Superintendência-Geral (SG) do órgão antitruste havia recomendado a impugnação da operação. Isso porque, de acordo com o relatório de Paulo Burnier, “poderia trazer problemas concorrenciais no mercado de preservativos masculinos”. A partir daí, o conselheiro Burnier negociou com as empresas uma solução para a viabilidade da transação.

“A Reckitt terá o controle de três das maiores marcas existentes, que têm proximidade concorrencial”, disse em seu voto.

“Com relação ao mercado de lubrificantes íntimos, as preocupações seriam ainda maiores, principalmente considerando aspectos estruturais do mercado, como barreiras à entrada e baixa rivalidade, e o panorama pós-operação”, afirma o relatório de Burnier.

Isso porque, de acordo com estudos solicitados pela SG, “todas as hipóteses levantadas apontavam para um provável aumento de preço, tanto nos produtos das Requerentes [a Reckitt Benckiser], quanto nos produtos concorrentes”.

Burnier ressaltou ainda que a “Reckitt indicou uma série de eficiências econômicas [advindas da operação], mas não há qualquer evidência que essa eficiência seria repassada ao consumidor”.

A Reckitt informou em nota que “recebeu com entusiasmo a decisão do Cade de aprovação da aquisição pela companhia das marcas Olla, Jontex e Lovetex”, da Hypermarcas. Segundo a multinacional, a venda de sua marca de lubrificantes íntimos KY ficará restrita ao país.

“Quanto à recomendação de venda de KY como forma de eliminação de riscos concorrenciais, a RB seguirá rigorosamente esse compromisso. É importante ressaltar que a RB continuará a ser a detentora da marca KY nos demais países em que ela é comercializada [cerca de 50]”, disse na nota.

Conforme o grupo anglo-holandês, a compra da divisão de preservativos e lubrificantes da Hypermarcas reforça o compromisso com o mercado brasileiro. “Com a finalização dessa aquisição, a RB reitera a expectativa de transformar o seu negócio de bem-estar sexual no Brasil e de consolidar sua presença nos canais nacionais de cuidados com a saúde”, informou.

A Hypermarcas informou em comunicado que a aprovação do Cade à venda de sua divisão de preservativos e lubrificantes íntimos para a Reckitt Beckinser (RB) permite o fechamento imediato da operação. “Desse modo, assim que cumpridas as demais condições precedentes estabelecidas no contrato, a companhia estará apta a realizar o fechamento e receber o restante do preço [da operação]”, disse em comunicado.




Ministro da Saúde anuncia repasse de R$ 1 bilhão para UPAs e Santas Casas

14/09/2016 - Folha de S.Paulo / Site


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta quarta-feira (14) que a pasta conseguiu economizar, em quatro meses, R$ 1 bilhão. Essa quantia será investida no custeio de 99 UPAs (unidades de pronto atendimento), na oferta de 1.401 novos serviços em Santas Casas e hospitais filantrópicos, e na ampliação de medicamentos.

Esse montante, segundo o ministro, foi conquistado a partir da redução dos custos de contratos, de serviços gerais –como alugueis e contas de telefone–, dos preços dos medicamentos, além da extinção de cargos da própria pasta. Ao todo, 417 cargos, sendo 335 de livre nomeação foram extintos.

Barros explicou que a prioridade, a partir de agora, será modernizar o atendimento à população, com novas tecnologias que vão trazer benefícios aos pacientes. "Os sistemas de informação do SUS [Sistema Único de Saúde] é nossa grande prioridade para melhorar o atendimento e reduzir custos."

O anúncio da liberação de recursos foi feito pelo ministro da Saúde acompanhado do presidente, Michel Temer, e do presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais e Entidades Filantrópicas, Edson Rogatti.

"Hoje, por força do governo e das medidas adotadas, as Santas Casas estão se transformando em Santas Casas novamente. A gestão eficiente dos recursos leva à excelência no atendimento de saúde. É o que queremos ao longo do tempo para o Brasil. Esse é nosso compromisso: assegurar mais recursos a serem aplicados numa gestão mais eficiente da saúde", afirmou Temer.

Em relação às contas do ministério, Barro afirmou que elas estão em dia e que será possível executar todos os compromissos financeiros deste ano, já que o governo recompôs R$ 6,3 bilhões do Ministério da Saúde que haviam sido contingenciados.

"Estamos fazendo mais com menos recursos", reforçou Barros, ao detalhar que a estratégia do governo consiste em reduzir o tamanho da máquina, desaparelhar o ministério e aumentar a eficiência por meio da implantação de sistemas mais avançados.


RECURSOS


O ministro Ricardo Barros afirmou que as UPAs vão receber repasses de R$ 182 milhões por ano a partir de outubro. Com isso, todas as unidades que funcionavam sem a contrapartida do ministério passam a receber valores mensais. As portarias para o custeio das UPAs serão publicadas nas próximas semanas.

Já para o financiamento dos 1.401 novos serviços em Santas Casas e instituições filantrópicas, a pasta vai destinar R$ 371 milhões ao ano –a expectativa é que o dinheiro seja liberado até dezembro. Segundo o ministério, 216 hospitais devem ser beneficiados.

A pasta também informou que R$ 227 milhões serão destinados à produção da vacina meningocócica e compra de medicamentos –7,4 milhões de unidades no SUS (Sistema Único de Saúde).

O presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais e Entidades Filantrópicas, Edson Rogatti, lembrou que o país regista mais de 2.100 hospitais filantrópicos e que o setor responde por mais de 50% do atendimento via SUS, sobretudo de internações de média e alta complexidade, transplantes e tratamentos oncológicos.

"Há muito tempo, esperamos ser ouvidos", disse. "Foram anunciadas hoje várias medidas para o setor filantrópico, coisa que a gente não via nunca" completou, ao destacar que os repasses darão mais fôlego às santas casas e entidades filantrópicas.

Dados alarmantes

14/09/2016 - Guia da Farmácia


O Ministério da Saúde (MS) divulgou, em julho último, os resultados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico 2015 (Vigitel) e do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Érica). Além disso, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, assinou, na ocasião, a portaria que traz as diretrizes para promoção da alimentação saudável nas unidades da pasta em todo o País. A proposta é estender essas regras aos demais órgãos e entidades da administração direta federal.

O estudo monitora fatores de risco para doenças crônicas, atualmente responsáveis por 72% dos óbitos no País. Foram entrevistados, por telefone, 54 mil adultos (18 anos de idade ou mais) que vivem nas capitais brasileiras, sobre o consumo de sódio, açúcar e a predominância da obesidade, diabetes e do tabagismo entre adultos e adolescentes.


MENOS FUMANTES


Entre os adultos, os resultados do mais recente levantamento do MS, o Vigitel 2015, são otimistas. Segundo os dados da pesquisa, houve redução de 33,8% no número de fumantes adultos nos últimos dez anos: 10,4% da população das capitais brasileiras ainda mantém o hábito de fumr. Em 2006, esse percentual era de 15,7% para o conjunto das capitais. Os homens continuam sendo os que mais fazem uso do tabaco (12,8%), ao passo que as mulheres fumantes são 8,3% dentro do total da população feminina das capitais. Há dez anos, esse número era de 20,3% entre os homens e 12,8% nas mulheres. Ainda segundo o Vigitel 2015, a frequência de fumantes no País é menor antes dos 25 anos de idade ou após os 65 anos de idade.

O tabaco é um fator importante no desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. Ainda de acordo com a entidade, os custos para o sistema de saúde são de R$ 23 bilhões ao ano.


CÂNCER DE PULMÃO


A biofarmacêutica Bristol-Myers Squibb encomendou uma pesquisa ao Datafolha com o objetivo de revelar o grau de conhecimento da população a respeito do câncer de pulmão, que é a principal causa de morte entre homens e a segunda entre mulheres no País.

Realizado por meio de entrevistas individuais com 2.044 pessoas, em 130 municípios, durante o mês de março último, o levantamento mostra que, embora a maioria tenha noções básicas sobre a doença, os números comprovam que há desconhecimento e falta de informação aprofundada. Assim, apesar do alto índice de respostas positivas quando questionados se sabem que a chance de sobrevivência no caso do diagnóstico da doença em estágio inicial é maior (95% de concordância), que fumantes são mais propensos a ter o câncer de pulmão (83%) e fumantes passivos (95%), ex-fumantes (88%) e não fumantes (85%) têm chance de contraí-lo, do total de entrevistados:

• 76% nunca falaram com o médico sobre a doença e 17% não sabem o que fazer para reduzir o risco de ter câncer de pulmão.

• Apenas 39% julgam-se informados sobre o câncer de pulmão. 44% da população julga-se mais ou menos informada e 17% mal informada.

• 39% não se preocupam com a doença, uma vez que não são fumantes.

• 33% da população não está tomando providências para reduzir o risco de contrair a doença.

• 25% consideram que câncer de pulmão atinge mais mulheres do que homens e 57% que o câncer de pulmão mata mais que câncer de mama, color-retal e próstata juntos.

• Aproximadamente três em cada dez brasileiros (27%) declaram conhecer alguém que tem ou teve câncer de pulmão e desta população, 19% são representados por parentes.


AÇÚCAR COMO VILÃO


A pesquisa apontou que um em cada cinco brasileiros consome doces em excesso, cinco vezes ou mais na semana. O índice é ainda maior entre os jovens: 28,5% da população de 18 a 24 anos de idade possui alimentação com excesso de açúcar. Nessa faixa etária, 30% também costuma beber refrigerantes diariamente. Esses hábitos preocupam diante do avanço de doenças crônicas, em especial o diabetes. A doença atinge atualmente 7,4% da população adulta do País, acima dos 5,5% registrados em 2006.

O diabetes é mais frequente nas mulheres (7,8%) do que nos homens (6,9%) e se torna mais comum com o avanço da idade. Apesar do alto número de pessoas com diabetes, a quantidade de internações devido a complicações da doença reduziu 11,5% nos últimos cinco anos. Em 2015, foram 67,1 internações por 100 mil habitantes contra 75,9 por 100 habitantes em 2010. Ano passado, foram registradas 137,4 mil internações por agravos da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), a um custo de RS 92 milhões.


DE OLHO NA BALANÇA


O Vigitel 2015 levantou que 19% dos brasileiros têm o hábito de consumir refrigerante ou suco artificial em cinco ou mais dias da semana. Quando avaliado o consumo de feijão, 64,8% dos brasileiros comem o alimento quase todos os dias ou cinco ou mais vezes na semana.

Em relação ao consumo de frutas e hortaliças regularmente, 37,6% da população adulta costuma se alimentar do produto cinco ou mais dias da semana. Sendo 43,1% entre as mulheres e 31,3% entre os homens. Vale destacar ainda os hábitos em consumir doces e carnes com excesso de gordura (carne vermelha ou de frango com pele). Sobre o doce, 20,1% dos adultos consomem em cinco ou mais dias da semana, sendo 22,1% entre as mulheres e 17,6% entre os homens. Já o consumo de carnes com excesso de gordura está presente em 31,1% dos adultos. A maior frequência está entre os homens 42,6%, comparado às mulheres 21,4%.

Em relação aos adultos brasileiros, 18,9% são obesos. Este número aumenta com a idade, chegando a 32,2% nas mulheres com 55 a 64 anos. Foi verificado ainda que 53,9% dos adultos estão acima do peso nas capitais brasileiras. É maior entre homens (57,6%) do que em mulheres (50,8%).


PREOCUPAÇÃO COM OS ADOLESCENTES


Segundo dados do Vigitel 2015 e do Érica, os adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos de idade que já experimentaram cigarro são 18,5%; o levantamento foi realizado pelo MS e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com 33 instituições de ensino superior.

A proporção revela que cerca de 1,8 milhão de adolescentes nessa faixa etária já usou, pelo menos uma vez, o produto derivado do tabaco. Apesar do número ainda alto, o dado pode indicar uma tendência de queda na experimentação de cigarro entre os adolescentes do País.

Com relação a alimentação, entre os 20 alimentos mais consumidos pelos adolescentes brasileiros, os refrigerantes estão entre os seis primeiros, à frente das hortaliças, e as frutas sequer aparecem na lista.

O estudo apontou ainda que a dieta dos adolescentes brasileiros é caracterizada pelo consumo de alimentos tradicionais, como arroz (82,0%) e feijão (68,0%), e ingestão elevada de bebidas açucaradas (56,0%) e alimentos ultraprocessados, como refrigerantes (45%), salgados fritos e assados (21,88%). Esse padrão associa--se à elevada inadequação da ingestão de cálcio, vitaminas A e E, e ao consumo excessivo de ácidos graxos saturados, açúcar livre e sódio - mais de 80% consomem sódio acima dos limites máximos recomendados (cinco gramas por dia).

O Érica verificou, também, que 56,6% dos adolescentes fazem refeições "sempre ou quase sempre" em frente à TV. Em relação à prevalência, 73,5% dos adolescentes afirmaram passar duas ou mais horas por dia em frente às telas.

Menos da metade (48,5%) diz que "sempre ou quase sempre" toma café da manhã. E 21,9% nunca tomam. Em relação a comer com a família, 68% informaram que "sempre ou quase sempre" fazem refeição com os pais ou responsáveis.

O Érica também apontou que 17,1% dos adolescentes de 12 a 17 anos de idade estão com sobrepeso. Já 8,4% dos jovens avaliados estão obesos, sendo meninos com maior porcentagem, 10,8% e meninas, 7,6%.

A pesquisa mostrou, segundo a nutricionista e proprietária da Recomendo Assessoria em Nutrição e membro do Comitê Multidisciplinar da Campanha Doce Equilíbrio, Mareia Daskal, que os jovens fazem as suas refeições em frente a uma tela (seja TV, celular, computador, etc.), o que aumenta o consumo de alimentos industrializados. "Mas o lado positivo é que 60% deles fazem refeição com a família, o que melhora o relacionamento entre pais e filhos."

Ela também destaca que há uma tendência para um estilo de vida mais sedentário por parte do brasileiro, com muitas refeições feitas na frente da tela, ou seja, não proporcionam o gasto de calorias consumidas, aumentando o peso da população. "Porém, não adianta vilanizar o alimento, é preciso ser realista e mostrar como consumi-lo. É uma mudança de comportamento."




Mais Médicos deve substituir 4.000 cubanos até dezembro

15/09/2016 - Folha de S.Paulo


Apesar de o presidente Michel Temer ter sancionado uma lei que permite prorrogar a participação de médicos estrangeiros no Mais Médicos por mais três anos, parte destes profissionais deve começar a ser substituída nos próximos três meses.

A tendência é que cerca de 4.000 médicos cubanos que vieram ao Brasil em 2013 e cujos contratos vencem este ano sejam substituídos. Até então, o governo analisava uma possível renovação dos contratos desse grupo.

Um acordo inicial para substituição desses médicos foi definido na última semana pelo Ministério da Saúde, representantes do governo cubano, como a vice-ministra da Saúde Marcia Cobas, e a Opas (Organização Pan Americana de Saúde), responsável por intermediar a vinda dos profissionais.

Na ocasião, segundo participantes da reunião, Cobas afirmou que os médicos precisavam retornar ao país por terem vínculos como sistema de saúde cubano. Os novos profissionais do país devem chegar ao Brasil até dezembro.

A ideia, no entanto, é que haja exceções nessa troca: caso daqueles que se casaram com brasileiros durante seu período no Mais Médicos.

Em julho, a Folha mostrou que esses médicos têm buscado visto permanente para ficar no país, mas temiam não poder trabalhar por não terem o diploma revalidado.

Agora, a ideia é que eles possam solicitar a prorrogação da participação no programa por mais três anos. Os casos, no entanto, devem ser analisados um a um.

Não há número oficial de quantos estejam nessa situação—o ministro da Saúde, Ricardo Barros, já disse que a estimativa é que sejam cerca de mil médicos.

Para o presidente do Conasems (conselho de secretários municipais de Saúde), Mauro Junqueira, que esteve no encontro, a substituição dos cubanos atende a um pedido dos municípios, que temiam interrupção no atendimento emmeio às eleições. Por isso, a troca só deve ocorrer a partir de novembro.

“Havia médicos que já sairiam em agosto e setembro”, afirma. “Só de ter a garantia de que haverá médicos por mais três anos já nos atende.” A decisão deve ser anunciada pelo Ministério da Saúde e a Opas até a próxima semana. Até lá, negociam sobre um possível reajuste no valor dos contratos. O governo brasileiro estuda um aumento em torno de 10% para 2017.

Ao todo, 18.240 profissionais atuam no Mais Médicos.

A maioria é de cubanos (11.429). Além deles, ao menos 1.339 intercambistas já solicitaram a renovação.




Hospital Einstein diz exigir ‘ética irrepreensível’

15/09/2016 - Folha de S.Paulo


Dois dias após ter protocolado na polícia uma denúncia contra dois médicos suspeitos de ligação com uma empresa fornecedora de próteses, o hospital Albert Einstein afirmou em nota que a instituição sempre exigiu de seus profissionais uma “conduta ética irrepreensível” e que sempre prezou pela transparência em todas as suas relações.

Como a Folha revelou na terça-feira (13), o Einstein decidiu denunciar à polícia dois de seus médicos sob suspeita de ligação “espúria” com um fornecedor do hospital.

Eles são suspeitos de receber pagamentos e de favorecer uma empresa fornecedora de próteses cardíacas.

Os cardiologistas denunciados, Marco Antonio Perin e Fábio Sandolide Brito Júnior, estão entre os principais nomes do país nessa área e comandavam juntos o Centro de Intervenção Cardiovascular do Einstein até junho passado.

Após uma ampla investigação interna, Perin foi demitido, e Brito Júnior, afastado do comando do centro, que reúne tratamentos por meio de cateterismo para doenças cardíacas e circulatórias.

Entre as intervenções no centro estão a angioplastia e o implante de stent—que, pela tabela do SUS, custam a partir de R$ 5.000. As primeiras denúncias, anônimas, chegaram ao hospital em maio passado e já tratavam do suposto envolvimento dos médicos no esquema.


OUTRO LADO


Ambos os médicos negam qualquer tipo de irregularidade ou recebimento de propina pela empresa fornecedora, a CIC Cardiovascular.

“Além das práticas médicas corretas, a instituição exige e sempre exigirá conduta ética irrepreensível de todos que estejam envolvidos na prestação de serviços para a sociedade”, disse, em nota, o hospital da zona oeste de SP.

O Einstein afirmou ainda que sempre prezou pela ética e pela transparência em todas as suas relações e que a sua direção segue “rigorosos padrões de compliance [conjunto de boas práticas] para assegurar que os princípios que constituem os alicerces da instituição sejam sempre respeitados”.




Monitorar câncer de próstata é tão eficaz quanto tratamento clássico

15/09/2016 - Folha de S.Paulo


Um novo estudo do Reino Unido,publicado nesta quarta pelo prestigioso periódico científico“New England Journal of Medicine” aponta que pacientes que se submetem a procedimentos como a remoção cirúrgica da próstata ou o tratamento de radioterapia tem chance tão alta de sobreviver quanto aqueles que apenas fazem um monitoramento ativo do tumor.

A tática menos radical consiste em, após localizado e avaliado o tumor, realizar exames periódicos de sangue para saber se há progressão.

Foram acompanhados mais de 1.600 casos positivos para câncer de próstata, detectados entre 1999 e 2009.

Houve 17 mortes ligadas ao câncer de próstata: oito no grupo de monitoramento ativo, cinco no grupo de cirurgia e quatro no de radioterapia. Normalizando essas mortes para cada 1.000 anos vividos dos participantes (pessoas-ano), as taxas são, respectivamente 1,5, 0,9 e 0,7.

A diferença não foi considerada significante, ou seja, não seria possível, estatisticamente, apontar que um procedimento é pior ou melhor com relação à mortalidade.

O que sobra é uma boa vantagem para o método de monitoramento.

Isso porque, embora exista um risco de complicações (e de cirurgia ou tratamento radioterápico posterior) mais do que dobrado no grupo de monitoramento, 44% desses homens (44%), após 10 anos, não precisou passar pelo estresse dessas intervenções.

Entre as possíveis complicações de abordagens mais agressivas estão a incontinência urinária, a disfunção erétil (impotência), problemas intestinais e aparecimento de hérnia inguinal, por exemplo.

O prejuízo do monitoramento ativo ficou por conta de um aumento na chance de metástase, “provavelmente por causa de pacientes com tumor em estágio intermediário incluídos no estudo”, comenta o oncologista clínico Fernando Maluf, que não participou da pesquisa. A escolha da melhor abordagem varia de acordo com características do paciente, como a idade, e do tumor, como estágio de desenvolvimento que se encontra, diz o médico. Tantos exames de imagem quanto de sangue (como o PSA) podem ser empregados nessa avaliação.

Uma das limitações do estudo, escrevem os autores, é que como ele foi desenhado há mais de duas décadas, há grande discrepância em comparação aos métodos de diagnóstico atuais e em relação à classificação do tumor. O trabalho também não abordou todas as formas possíveis de tratamento. Outro fator limitante é o étnico, já que menos de 1% dos participantes tinham origem africana.

A taxa de mortalidade especificamente ligada à próstata avaliada pelo estudo ficou entre 0,4%(radioterapia) e 1,2% (monitoramento ativo).

Já a taxa global de mortalidade, por qualquer causa, foi de cerca de 10%.




Risco de morrer até 10 anos após descobrir câncer de próstata é baixo

14/09/2016 - G1 - Bem Estar


Homens com câncer de próstata localizado têm baixa probabilidade de morrer no período de 10 anos após o diagnóstico, independentemente de se optarem pela cirurgia, radioterapia ou por nenhuma intervenção, disseram pesquisadores na quarta-feira.

O estudo publicado no periódico "The New England Journal of Medicine" incluiu mais de 1.600 homens com idades entre 50 e 69 anos que concordaram em ser aleatoriamente indicados para cirurgia para remoção do tumor, radiação para reduzi-lo ou vigilância ativa - ou seja, o acompanhamento dos pacientes para monitorar sinais de progressão da doença.

Cerca de 1% dos homens do estudo morreram durante os 10 anos após o diagnóstico de câncer de próstata, "independentemente do tratamento atribuído, uma taxa consideravelmente inferior à prevista no início dos ensaios", disse o estudo, liderado por Freddie Hamdy, da Universidade de Oxford.

Dos 1.643 homens no estudo, 17 morreram de câncer de próstata na primeira década após o diagnóstico - oito no grupo de vigilância ativo, cinco no grupo de cirurgia e quatro no grupo de radioterapia.

Aqueles no grupo de vigilância ativa tinham mais chances de ter o câncer espalhado para outras partes do corpo, um processo conhecido como metástase.

No entanto, esta progressão da doença não fez uma diferença significativa na probabilidade de morrer de câncer ou de qualquer outra causa nos 10 anos após o diagnóstico, segundo o estudo.

Um outro artigo na mesma revista analisou questões de qualidade de vida entre os homens que escolheram diferentes opções.

A cirurgia para remover a próstata teve o maior impacto negativo sobre a função sexual e a incontinência urinária, enquanto os homens no grupo de radiação tendiam a ter mais problemas intestinais após o tratamento do que os dos outros grupos.

"A função sexual parece ser melhor no grupo de terapia com radiação", disse Louis Potters, presidente do departamento de radiação da rede de saúde Northwell Health, em Nova York, que não esteve envolvido no estudo.

Potters elogiou a pesquisa como "o primeiro esforço real para avaliar abordagens de tratamento para o câncer de próstata".

"Apesar da alta prevalência de câncer de próstata como o câncer número um entre os homens, não há um estudo recente que tenha abordado diretamente a observação, cirurgia ou radioterapia", afirmou.

"Como resultado, os homens tiveram de tomar decisões de tratamento com base em dados não comparativos", acrescentou.

Para John Burn, professor de genética clínica da Universidade de Newcastle, o estudo fornece "informações valiosas para homens confrontados com escolhas difíceis".

"A conclusão parece ser que para esses homens com câncer de próstata localizado, a vigilância ativa não é significativamente mais perigosa e evita a sobrecarga potencial do comprometimento sexual ou intestinal medicamente induzidos", acrescentou Burn.

"Muitos vão concluir que não fazer nada é preferível à cirurgia ou à radioterapia. Obviamente, se houver evidência de metástase, a situação é diferente", acrescentou.

Clipping de Notícias - 14/09/2016

CRF-SP - Clipping de Notícias

CLIPPING - 14/09/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 

Manipulação terá venda on-line

14/09/2016 - DCI


A Justiça de São Paulo determinou que as farmácias de manipulação podem vender pela internet medicamentos que não precisam de receita médica, além de cosméticos, suplementos alimentares e alguns fitoterápicos.

A juíza Maria Paula Branquinho Pini entendeu que a prática de manter produtos manipulados em estoque e de expor esses itens em balcão de loja ou em sites não fere a legislação federal que "não estabelece limites específicos para a manipulação magistral e oficinal, tampouco padrões e regras para a guarda e manutenção em estoque destas", conforme nota.

Diante da reclamação de uma farmácia de manipulação, que pretendia vender seus produtos on-line, a juíza também reconheceu que há divergência nos regulamentos atuais e elegeu a Resolução 467/2007 do Conselho Federal de Farmácia, que permite ao farmacêutico "manipular, dispensar e comercializar medicamentos isentos de prescrição" independentemente da apresentação da prescrição. Assim, os estabelecimentos de manipulação ganham o mesmo direito concedido às drogarias convencionais.




O futuro e os medicamentos

14/09/2016 - DCI


O envelhecimento acelerado da população nas próximas décadas impõe medidas imediatas para atender às demandas futuras de saúde. O setor farmacêutico, por exemplo, deve ser visto como essencial para garantir acesso a medicamentos mais baratos e inovadores. As estimativas do IBGE apontam que a população acima de 60 anos deverá mais que triplicar em 20 anos, com avanço de doenças como diabetes, hipertensão arterial, artrite e problemas cardíacos, típicas de países desenvolvidos.

Diante desse panorama de demanda por remédios, as regulamentações devem ser revistas com urgência para criar ambiente que estimule o aumento da produção de medicamento e pesquisas. Esse é um setor competitivo e que depende de grandes aportes em pesquisa e desenvolvimento. Os chamados genéricos, por exemplo, foram essenciais para o setor, com crescimento de 343% no volume de vendas desde 1999 até hoje em dia.

Mas precisamos ganhar agilidade para não perder oportunidades. A morosidade na aprovação de novos medicamentos é um dos entraves. Ainda hoje, a concessão de patentes demora três a quatro vezes mais que em países, como Coreia do Sul e Estados Unidos. Além de inibir os investimentos da indústria, a falta de um ambiente regulatório ágil afeta diretamente a população, sem atendimento por fármacos no tratamento de doenças cada vez mais complexas.

Na outra ponta, deve-se promover o acesso da população aos medicamentos. A criação do Programa Farmácia Popular foi um avanço para o país, mas outras medidas precisam ser adotadas. A compra de remédios ainda é um dos maiores gastos das famílias brasileiras contribuindo para o adiamento e até mesmo a suspensão do tratamento por falta de recursos. No País, os fármacos ainda têm carga tributária de quase 40%, enquanto Holanda, Bélgica, Franca, Portugal, Suíça e Itália adotam no máximo 10% em tributos e a média mundial fica em 6%.

Outra iniciativa de sucesso vem das empresas que atendem companhias, com a oferta de planos com subsídios de até 100% para medicamentos. O setor merece atenção para crescer, oferecendo soluções à população. Fortalecer a cadeia farmacêutica contribuirá para que remédios não pesem no bolso do consumidor.

Organização pede que pesquisas de saúde se alinhem a interesses da população

14/09/2016 - Portal EBC


A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) divulgou hoje (14) relatório em que faz um apelo aos governos para que alinhem as políticas de pesquisa na área da saúde aos interesses da população. Segundo o documento, as empresas farmacêuticas negligenciam algumas das maiores ameaças à saúde, com por exemplo o aumento de infecções resistentes e o ebola.

A tuberculose é outro exemplo, dado pela organização, de doença com lacunas no tratamento. De acordo com o levantamento, nos últimos 50 anos só foram lançados dois medicamentos contra a doença infecciosa que mais mata no mundo, responsável por 1,5 milhão de mortes por ano.

O relatório da MSF, Lives on the Edge: Time to Align Medical Research and Development with People’s Health Needs (Vidas no limite: é hora de alinhar pesquisa e desenvolvimento médicos às necessidades de saúde da população), está sendo divulgado às vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas, que ocorrerá na próxima semana e, entre outros assuntos, vai discutir a busca por novos modelos de pesquisas médicas que incentivem a produção de medicamentos com custo mais acessível para doenças negligenciadas.

“Tanto em países pobres quanto em países ricos, as pessoas estão descobrindo que os medicamentos de que precisam ou não existem ou são tão caros que elas não podem comprá-los, e os governos precisam resolver esses problemas”, disse em nota Katy Athersuch, assessora para políticas de inovação da Campanha de Acesso da MSF

Segundo o levantamento do MSF, os governos não fazem com que as pesquisas financiadas com o dinheiro dos impostos atendam às necessidades de saúde prioritárias. “Governos financiam US$ 70 bilhões, dos US$ 240 bilhões gastos anualmente com pesquisas médicas, mas falham em usar as doses corretas de incentivos e regulação para conseguir os produtos de que precisamos. Em 2014, apenas 16% dos investimentos em pesquisa sobre doenças relacionadas à pobreza vieram de empresas farmacêuticas”, diz o documento.

A organização também defende que se os governos oferecem financiamento para pesquisas médicas, eles devem exigir que o produto final seja acessível à população. “Governos concedem a empresas direitos sobre produtos desenvolvidos com dinheiro público por meio da concessão de patentes a corporações farmacêuticas – direitos exclusivos para comercializar e usar invenções, incluindo remédios. Isso mantém os preços altos porque cria monopólios; sem concorrentes, empresas farmacêuticas ficam livres para cobrar o que quiserem”, acrescenta o relatório.

Para a organização, a falta de ferramentas de diagnóstico, de vacinas e de medicamentos para ebola e infecções resistentes, por exemplo, ilustra como o foco da indústria está na receita financeira esperada pelas empresas e seus acionistas, e não nas necessidades médicas mais urgentes.




Cade pode impor restrições a negócio

14/09/2016 - Valor Econômico


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve impor restrições à venda da divisão de preservativos e lubrificantes íntimos da Hypermarcas para a Reckitt Benckiser, diante do elevado risco de concentração no último mercado. A operação, que já recebeu parecer negativo de técnicos do órgão, será julgada amanhã e as empresas estariam negociando uma proposta alternativa para evitar que a transação seja impugnada.

A saída negociada envolveria a venda posterior de uma parte do negócio de lubrificantes pela RB, que já é dona da marca KY e receberia da Hypermarcas a Olla e a Jontex. Pela proposta original, a multinacional anglo-holandesa passará a concentrar as quatro principais marcas disponíveis no país, alcançando uma fatia de mercado entre 60% e 70%, o que acendeu o sinal vermelho no Cade.

Para a Hypermarcas, que já recebeu um pagamento equivalente a 20% do valor do negócio, de R$ 675 milhões, a venda da divisão de preservativos é estratégica. Com o objetivo de concentrar suas atividades no mercado farmacêutico, a companhia já saiu da área de cosméticos, ao vender sua unidade para a multinacional Coty por R$ 3,8 bilhões, e pretende se desfazer do negócio de fraldas descartáveis.

Para a RB, a aquisição da divisão de preservativos e lubrificantes da Hypermarcas coroa esforços de ampliar presença no mercado brasileiro via aquisições. Há pelo menos três anos a multinacional olhava oportunidades no mercado brasileiro. Procurada, a RB informou que "aguarda a decisão e irá se posicionar apenas após o término da sessão" do Cade. A Hypermarcas, por sua vez, disse que não comenta o assunto.

No início de agosto, a Superintendência-Geral do órgão de defesa da concorrência recomendou a impugnação da operação. No fim de janeiro, as empresas anunciaram um acordo para venda à RB, que também é dona da marca Durex de preservativos, os negócios de preservativos masculinos das marcas Jontex, Olla e Lovetex e de lubrificantes íntimos Jontex e Olla.

Em seu parecer, os técnicos da SG afirmaram que "a operação não pode ser aprovada da forma como proposta pelas requerentes", sob risco de concentração no mercado de lubrificantes íntimos e diante da existência de preocupações concorrenciais no mercado de preservativos.

No segmento de preservativos, os técnicos mencionaram cinco pontos de preocupação, entre os quais baixa concorrência dos importados, a existência de barreiras à entrada nesse mercado, o fato de que a RB passará a controlar as três principais marcas existentes no mercado doméstico, que as "eficiências" da operação não necessariamente serão compartilhadas pelos consumidores e a relação entre o negócio de preservativos da Hypermarcas e o de lubrificantes íntimos.

Por outro lado, ponderaram os técnicos, há fatores que reduzem problemas concorrenciais no mercado de preservativos, como a existência de outros dois concorrentes de porte relevante (Blowtex e DKT) e a percepção de que é "improvável" que haja aumento de preços ao consumidor após a operação.

O calcanhar de Aquiles, porém, é justamente a combinação das marcas de lubrificantes, que gerou "graves preocupações concorrenciais, uma vez que os importados não representam concorrência efetiva no mercado doméstico e há significativas barreira de entrada no mercado - e o histórico mostra que, quando ocorre uma entrada, não há êxito em alcançar participação relevante de mercado".

Além disso, a percepção é a de que a concorrência após a operação no segmento seria "bastante reduzida", entre a RB e concorrentes que não possuem participação de mercado relevante. A análise indicou ainda que pode haver aumentos de preços, tanto das marcas das companhias quanto de outros agentes do mercado, em todos os cenários.

Em meados de agosto, as duas companhias obtiveram uma vitória junto ao Cade em outra questão relacionada à transação. O órgão decidiu pelo arquivamento de uma recomendação da SG de punição da Hypermarcas e da RB por possível consumação da operação sem autorização prévia, uma vez que houve o pagamento de sinal de 20%.




Amil compra rede de clínicas de presidente do Albert Einstein

14/09/2016 - Valor Econômico


A UnitedHealthcare, grupo americano dono da Amil, adquiriu a rede de clínicas oftalmológicas Lotten Eyes, fundada pelo médico Claudio Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A transação é avaliada em cerca de R$ 200 milhões, segundo o Valor apurou.

Ainda de acordo com fontes, a venda da rede de clínicas faz parte das negociações para que Lottenberg assuma a presidência da UnitedHealthcare Brazil, em janeiro de 2017, em substituição ao fundador da Amil, Edson Bueno. As conversas para aquisição das clínicas foram iniciadas para evitar conflito de interesses, já que Lottenberg ocupará uma posição estratégia dentro do grupo. Além disso, segundo interlocutores, os americanos da United gostaram muito da Lotten Eyes, em especial, da plataforma tecnológica dos consultórios de oftalmologia. A UnitedHealthcare é dona da Optum, empresa de tecnologia voltada à saúde que fechou o segundo trimestre com uma receita de US$ 20,6 bilhões, ou seja, a metade do faturamento do grupo americano.

A Lotten Eyes ficará sob a gestão da Américas Serviços Médicos - braço de hospitais da UnitedHealthcare. Em julho, a unidade brasileira foi dividida em três áreas: planos de saúde e dental, hospitais e tecnologia aplicada à saúde. O foco principal da Américas Serviços Médicos são os hospitais, mas a United também tem interesse em ampliar o negócio de consultórios. Hoje, essa divisão é composta por 22 hospitais, seis clínicas oncológicas COI, adquiridas pela Amil no ano passado, e agora pelos consultórios de oftalmologia. A primeira reunião de integração dos negócios foi realizada nesta semana, segundo fontes.

Fundada em 1989, a Lotten Eyes tem, atualmente, 18 clínicas localizadas em bairros nobres da cidade de São Paulo. A rede conta com uma plataforma tecnológica robusta que integra todas as unidades. Os pacientes atendidos em uma das clínicas, por exemplo, têm seus prontuários médicos disponíveis num sistema único. A Lotten Eyes consegue boa rentabilidade porque não oferece apenas consultas médicas, e sim exames de alta complexidade, além de diversos tipos de cirurgia.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foram realizadas mais de 7,8 milhões de consultas oftalmológicas no segundo semestre do ano passado no país. Trata-se da terceira maior demanda de usuários de planos de saúde, considerando os atendimentos com médicos especialistas, atrás apenas de ginecologia/obstetrícia e pediatria.

Procurados pela reportagem, a Amil informou que não comenta rumores de mercado e Lottenberg preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

O mandato de Lottenberg como presidente do Albert Eisntein termina em dezembro deste ano. O médico especializado em oftalmologia ocupa esse posto, como voluntário, desde 2001 e não pode mais ser reconduzido. Com isso, o caminho natural seria a presidência do conselho do hospital, que também passará por uma renovação em 2017. A escolha de Lottenberg para a presidência da UnitedHealthcare Brazil partiu do fundador da Amil. Edson Bueno acordou com os americanos que deixaria a companhia em 2017, mas antes precisaria encontrar um sucessor.

O desafio era grande, porque era necessário encontrar um nome forte na área da saúde - Bueno é referência e tem bastante trânsito no setor, papel que também é desempenhado por Lottenberg à frente do Einstein.




Mercado Aberto: Gestão de hospitais da rede pública por privados aumenta no país

14/09/2016 - Folha de S.Paulo


Governos municipais e estaduais aumentaram os chamados para que organizações sociais administrem suas unidades de saúde, segundo instituições do setor.

"Cresceu principalmente em São Paulo, mas há um movimento de mais interesse de governos no Rio Grande do Sul e em Brasília", afirma o CEO do hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap.

O instituto social criado pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz acaba de assinar seu primeiro projeto de gestão, para gerir por cinco anos o Complexo Hospitalar dos Estivadores, em Santos.

O valor do contrato é de R$ 68 milhões no primeiro ano e, a partir disso, de R$ 11 milhões mensais. "Temos analisado projetos em São Paulo, e certamente participaremos de mais certames", diz o superintentende, Paulo Vasconcellos Bastian.

A contratação de organizações sociais de saúde passou a ser avaliada por mais governos após o STF decidir, em 2015, pela constitucionalidade do modelo, que vinha sendo questionada desde 1998.

Outra vantagem que contribui para o maior interesse é a possibilidade de inaugurar serviços de saúde sem ferir a lei de responsabilidade fiscal, que limita a fatia dos gastos com folha de pagamento, avalia ChapChap.

"Com a queda da receita, é uma solução para contratar."

A principal preocupação das organizações, porém, é o receio de inadimplência. "Cada caso tem de ser avaliado segundo a situação do ente contratante", diz ele.

""É uma forma de tornar a gestão mais eficiente e de tornar mais ágil a contratação de recursos humanos, que são escassos em algumas regiões"

Paulo chapchap

CEO do hospital Sírio-Libanês


""Não estamos preocupados com inadimplência, há notícias de atrasos de até dez dias, mas os governos têm cumprido os acordos"

Paulo Vasconcellos Bastian

superintendente do Hospital Alemão Oswaldo Cruz


RAIO-X DO MODELO

Quem?

Governos municipais ou estaduais firmam parcerias com organizações sociais para que estas façam a gestão da unidade de saúde por um prazo fixo


O que?

Hospitais, ambulatórios, laboratórios, centros de reabilitação, entre outros


Como?

Os repasses são fixos, feitos periodicamente, e não há taxa de administração por parte da organização social.

110 unidades de saúde geridas pelo governo paulista funcionam nesse modelo




Ciência tem que ter critérios mais rígidos, diz presidente da Fapesp

14/09/2016 - Folha de S.Paulo


Além de trabalharem em um ambiente científico sólido, onde não falta dinheiro, José Goldemberg, 88, presidente da Fapesp, defende a tese de que os pesquisadores paulistas devem ter a barra de qualidade de seus trabalhos colocada mais no alto.

O exemplo que usa é inspirado no atleta brasileiro Thiago Braz, 22, ouro na prova de salto com vara na Rio-2016.

“Ciência é como competição olímpica mesmo. Tem que ser mais criterioso, apertar mais os parafusos”, afirma Goldemberg, que completa um ano à frente da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) neste mês de setembro.

Físico de formação, o cientista e administrador público tem em seu currículo uma extensa lista de cargos, desde o Ministério da Educação no governo Collor, até a reitoria da USP (Universidade de São Paulo) entre 1986 e 1990.

O próprio prazo dos doutorados é um dos problemas que impede a melhoria do trabalho dos pesquisadores em início de carreira, diz ele.

“Você tem até quatro anos para se doutorar [tempo que, em média,dura uma bolsa de doutorado]. Por quê? No exterior não tem isso —você ganha o grau de doutor quando acaba. A USP tem muitos doutorados por ano, 5 mil.

Precisa ser mais exigente”.

Segundo Goldemberg, até mesmo a tese, geralmente requerida para a obtenção do título acadêmico, é algo discutível.

“Existem universidades no exterior que você não apresenta tese, mas uma coletânea de artigos publicados em revistas científicas”.

Em grande medida, é por meio da avaliação da produção científica —medida pelo número e qualidade de artigos científicos— que os cientistas são avaliados, tanto para obtenção de verba para a pesquisa quanto na avaliação em concursos públicos.


AMIGOS, AMIGOS...


Um dos possíveis contaminantes dessa maneira de avaliação (como em bancas de defesa de tese ou para a concessão de financiamentos) é a amizade entre avaliador e avaliado. Nesses casos, vigora a avaliação entre pares, ou seja, cientistas avaliam outros cientistas.

“Aqui no Brasil não podemos ter critérios de amizades.


ELES PRECISAM SER OBJETIVOS


Outra má ideia é essa história de acabar com a nota das teses. O sistema quando tinha nota passava uma mensagem.

Se você fosse aprovado com 9 ou 9,5, ficava bem. Não me lembro de ter dado nunca um dez em uma banca”, afirma Goldemberg.

Atualmente em universidades como USP e Unifesp só há dois conceitos: aprovado ou reprovado. Em uma banca, uma nota 7 deixaria claro para o postulante ao título que o trabalho apresentado não é tão bom assim.

Para Goldemberg, falta o Brasil melhorar na publicação em revistas de alto prestígio, critério em que o país amarga colocações de medianas a ruins em rankings internacionais, como o Nature Index —apesar do crescente número total de publicações nas últimas décadas.

Mesmo assim, sobre a situação de São Paulo, onde atua a fundação, Goldemberg faz questão de frisar que o sistema científico do Estado é bastante sólido, principalmente porque houve financiamento contínuo, ao longo de décadas.

“A maioria dos pesquisadores do Estado de São Paulo —5 mil na USP, 2 mil na Unicamp e outros 2 mil na Unesp—, tem o básico. Eles têm o que precisam. No Estado, há trabalho sério sendo feito e é algo permanente”.

Todas as áreas de conhecimento em que o Brasil tem destaque no exterior, seja em astronomia ou nas pesquisas contra o vírus da zika ou em mudanças climáticas, por exemplo, lembra Goldemberg, têm recursos da Fapesp.

Nos apoios às pesquisas, a fundação não paga salários, somente bolsas. Em algumas modalidades há um aporte de recursos maior para bancar a aquisição de equipamentos. Já a infraestrutura tem de ser fornecida pela instituição à qual a pesquisa do ré filiado.

Cubanos do Mais Médicos devem ter reajuste de 10%

14/09/2016 - O Estado de S.Paulo


Depois de mais de dois meses de negociações, Ministério da Saúde, Organização PanAmericana de Saúde (Opas) e governo de Cuba devem acertar nos próximos dias o acordo para renovação do Mais Médicos. O contrato deverá prever um reajuste em torno de 10% no valor do primeiro convênio, firmado há três anos. Mas a tendência é de que haja rotatividade de profissionais estrangeiros, apesar da extensão de três anos da iniciativa, divulgada anteontem.

Atualmente, o governo paga R$ 1,6 bilhão por ano pela atuação de 11.400 profissionais no projeto. A proposta é que o aumento seja aplicado em 2017.

Nos dois anos seguintes, o reajuste tomaria como base a variação da inflação no período. Os termos do acerto, no entanto, passarão longe da discussão sobre a permanência dos profissionais recrutados na primeira leva do convênio.

A lei sancionada pelo presidente Michel Temer anteontem permite que os médicos que chegaram ao Brasil no primeiro contrato firmado com a Opas permaneçam por mais três anos no programa, sem necessidade de validação do diploma.

Na prática, são três anos a mais do que havia sido estabelecido pela Lei do Mais Médicos.


RESISTÊNCIA


A extensão dessa prerrogativa deverá ser usada apenas para evitar uma debandada de profissionais nos próximos meses, o que poderia provocar uma crise no atendimento, sobretudo em municípios distantes de grandes centros e considerados de difícil provimento.

Trata-se de uma estratégia para se ganhar tempo até que novos profissionais sejam recrutados em Cuba, treinados e enviados para trabalhar no Brasil no lugar dos profissionais que atualmente estão no programa.

Há uma clara resistência do governo cubano em permitir que os médicos que chegaram ao Brasil há três anos permaneçam nos municípios para os quais foram designados por mais tempo. Os sinais repassados até o momento indicam que o governo cubano prefere trocar profissionais, para evitar o risco de que se estabeleçam fortes vínculos com a população e a região. Para Cuba, o melhor é garantir a rotatividade dos médicos.

Embora prefeitos tenham mostrado interesse em manter profissionais, o Ministério da Saúde decidiu que não vai fazer nenhum pedido para o governo cubano, justamente para evitar problemas nas negociações. O número de profissionais que deverão ser recrutados para a iniciativa é semelhante ao da primeira rodada. Não haverá redução significativa, como se cogitou logo depois de o ministro Ricardo Barros assumir o cargo, em maio.

Na primeira rodada de entendimentos, Cuba havia reivindicado um aumento de 30% nos valores do convênio. As negociações agora estão próximas do acordo. O Ministério da Saúde argumenta que, embora o porcentual de reajuste seja menor do que o reivindicado pelos países parceiros, há agora a possibilidade de reajuste nos anos seguintes, algo que não estava previsto no contrato anterior.

Prefeitos, sobretudo de cidades de menor porte, estavam apreensivos com a possibilidade de um naufrágio nas negociações com o governo cubano. O programa, criado como uma resposta às manifestações de rua que aconteceram em 2013, foi duramente criticado por associações médicas, mas acabou bem avaliado pela população.

Assim que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, assumiu o cargo, ele ouviu de prefeitos um pedido que já havia sido feito a seu antecessor, Marcelo Castro, de que o projeto fosse mantido.




Cremesp investiga elo entre médicos do Einstein e fornecedor

14/09/2016 - O Estado de S.Paulo


O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu sindicância ontem para investigar a conduta de dois médicos do Hospital Israelita Albert Einstein suspeitos de receber pagamentos e beneficiar uma empresa fornecedora de dispositivos cardíacos.

Após reunir provas que apontavam envolvimento conflituoso entre os cardiologistas Marco Antonio Perin e Fábio Sandoli de Brito Júnior com a empresa CIC Cardiovascular, o hospital decidiu denunciar os médicos à polícia e afastá-los da instituição.

A acusação foi divulgada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo.

A investigação interna descobriu que o número de stents comprados pelo hospital e fabricados pela empresa cresceu 541% entre 2012 e 2013, com uma preferência dos dois médicos pelos dispositivos da CIC Cardiovascular. A apuração também detectou uma transferência de dinheiro da fabricante para as contas dos profissionais.

Benefícios ainda seriam dados na forma de presentes e viagens.

Com base na denúncia, aberta no 34.º DP, o Cremesp instaurou procedimento para verificar os indícios de infração ética no caso. O Código de Ética Médica proíbe o profissional de receber qualquer tipo de benefício de empresas.

Resolução editada no ano passado pelo Cremesp ainda definiu de forma mais precisa as práticas proibidas, determinando que “é vedado ao médico prescrever medicamentos, órteses, próteses e materiais, bem como utilizar métodos diagnósticos, com base em contrapartidas como recebimento de gratificações ou pagamentos de inscrições em eventos e viagens, bem como qualquer outra forma de vantagem”.

De acordo com Mauro Aranha, presidente do Cremesp, o conselho vai solicitar ao hospital os documentos e as provas recolhidos durante a apuração interna para verificar a conduta dos médicos denunciados e de outros possíveis envolvidos.

“Depois dessa primeira investigação, vamos julgar o caso para definir se é aberto um processo ético e profissional. Ao final desse processo, se houver condenação, a punição pode variar de uma advertência até a cassação do registro profissional”, explica Aranha.


SEM COMENTÁRIOS


Os cardiologistas denunciados e a direção da CIC Cardiovascular não foram localizados ontem pela reportagem para comentar as acusações.

Na apuração interna, os médicos negaram irregularidades.

Procurada, a direção do hospital disse que não iria se pronunciar. A Polícia Civil informou que o inquérito já foi instaurado, mas disse que não passaria detalhes do caso para não atrapalhar a investigação.




Para prevenir zika, Saúde aumenta regras de doação de sangue

13/09/2016 - Folha de S.Paulo / Site


O Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgaram nesta terça-feira (13) novas regras para os procedimentos de doação de sangue devido ao risco de transmissão do vírus da zika.

As medidas ampliam os critérios que devem ser observados durante a etapa de triagem de doadores de sangue. Desde dezembro de 2015, pessoas com suspeita de infecção por zika ou que tiveram o diagnóstico clínico ou laboratorial da doença são consideradas inaptas a doar sangue por 30 dias.

Agora, as regras foram ampliadas também para as pessoas que tiveram contato sexual com parceiros que tiveram sintomas e diagnóstico do vírus da zika nos três meses anteriores. Neste caso, a pessoa também se torna inapta a doar sangue por 30 dias.

Segundo o governo, a atualização foi necessária "frente a novas evidências científicas de transmissão do vírus zika por transfusão e contato sexual". A transmissão por mosquitos vetores, no entanto, ainda é considerada a principal via de infecção pelo vírus.


CHIKUNGUNYA


Além do zika, nota técnica assinada pelo ministério e pela Anvisa também traz recomendações semelhantes em relação ao vírus chikungunya. Neste caso, pessoas que tiveram o diagnóstico de infecção ficam impedidas de doar sangue por até 30 dias após a recuperação completa.

Mesmo período vale para pessoas que se deslocaram ou que procedem de regiões endêmicas, com alto número de casos da doença.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que os serviços de hemoterapia "já estão atentos às condutas de triagem" que devem ser adotadas frente ao zika e chikungunya.

Segundo a pasta, doadores que apresentarem sintomas dessas infecções até 14 dias após a doação também devem informar os serviços de hemoterapia para que sejam tomadas as medidas necessárias, como recolhimento dos estoques e monitoramento dos receptores do sangue doado.

"É importante destacar que a contaminação por transfusão é muito rara, sendo que a principal forma de transmissão por zika e chikungunya continua sendo via vetor (mosquitos), com risco muito superior à via transfusional", informa. O ministério lembra ainda que "é fundamental que a população mantenha a doação de sangue, um ato que ajuda a salvar vidas."

O governo também estuda a incorporação, nos serviços de hemoterapia do país, de testes para identificação da presença do vírus da zika no sangue.




'Multivacinação' para crianças e adolescentes começa na segunda

13/09/2016 - Folha de S.Paulo / Site


Postos de saúde de todo o país iniciarão, a partir de segunda (19), uma campanha para incentivar a atualização das cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes.

É a primeira vez que jovens de 10 a 15 anos serão incluídos na mobilização, que também tem como público-alvo crianças de nove anos e menores de cinco anos.

Neste ano, a chamada Campanha Nacional de Multivacinação terá ainda imunização contra mais tipos de doença.

Antes, o Ministério da Saúde costumava aproveitar as campanhas contra a poliomielite, realizadas sempre em agosto, para verificar se havia crianças que ainda não tinham recebido todas as doses de algumas vacinas.

Agora, após mudanças recentes na imunização contra a pólio, o foco foi ampliado para todas as doses recomendadas no Calendário Nacional de Vacinação.

O objetivo é reduzir o número de não vacinados e aumentar a proteção de adolescentes, que têm índices mais baixos de adesão a vacinas, como no caso do HPV. "É um público mais resistente a buscar os serviços de saúde", diz a coordenadora-geral substituta do Programa Nacional de Imunizações, Ana Goretti. "Queremos melhorar a cobertura vacinal desses adolescentes."

Ela reforça a importância de pais e responsáveis levarem os filhos aos postos de saúde para verificar se todas as doses já foram aplicadas. "Não adianta tomar só uma dose se tem duas ou três. É fundamental tomar de forma adequada para que de fato a criança fique imune às doenças."

Ao todo, serão ofertadas 26 milhões de doses de diferentes vacinas -dessas, 19 milhões são de doses extras contra a hepatite A, poliomielite e febre amarela, por exemplo, além das conhecidas tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), pentavalente, entre outras.

A campanha seguirá até o dia 30 de setembro. O dia de mobilização nacional, chamado de "dia D", ocorrerá em 24 de setembro.


MUDANÇAS NAS VACINAS


Neste ano, como a Folha adiantou em janeiro, o Ministério da Saúde alterou o esquema de dosagem de quatro vacinas : poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente. As mudanças atendem a recomendações de especialistas e da OMS (Organização Mundial de Saúde).

No caso da pólio, por exemplo, a proteção passou a ser feita com três doses injetáveis (2º, 4º e 6º mês de vida) e dois reforços orais, a "gotinha" (15º mês e aos quatro anos). Antes, ela era feita com duas doses injetáveis e três orais.

A vacina contra o HPV, indicada para meninas de 9 a 13 anos, passou a ser aplicada em duas doses -antes eram três. A alteração ocorre após estudos mostrarem que não há mudanças na proteção com a redução de uma dose.

Já a meningocócica agora é dada um pouco mais cedo, dos 12 meses aos quatro anos, e a pneumocócica, em duas doses (2º e 4º mês), com reforço a partir de 12 meses.-


CAMPANHA NACIONAL DE MULTIVACINAÇÃO


O que é

Durante um período de 12 dias, pais e responsáveis podem levar crianças e adolescentes à rede pública para tomar gratuitamente vacinas que estejam atrasadas. Como houve mudanças no Calendário Nacional de Vacinação em 2016, muitos podem estar com a caderneta incompleta.


Público-alvo

Poderão ser vacinadas crianças menores de cinco anos (até quatro anos, 11 meses e 29 dias) e de nove anos, além de jovens de dez a 15 anos (até 14 anos, 11 meses e 29 dias). Não há uma meta de imunização estipulada pelo governo.


Quando

A campanha começa na próxima segunda-feira (19) e vai até 30 de setembro. O chamado "dia D", com maior mobilização nacional, será realizado no sábado, dia 24 de setembro.


Onde

Serão cerca de 36 mil locais fixos de vacinação e 350 mil profissionais envolvidos na campanha. O Ministério da Saúde enviou 19,2 milhões de doses extras de diferentes tipos de vacina para postos de saúde de todos os Estados.




Samu: Estado diz investir em serviço similar

14/09/2016 - O Estado de S.Paulo


O secretário estadual da Saúde, David Uip, disse ontem que a pasta não faz o repasse obrigatório ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por já investir em outro serviço de emergência: o Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências (Grau). A explicação veio após o Estado publicar reportagem ontem revelando que o governo estadual é alvo de ação civil movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) por não cumprir norma do Ministério da Saúde que prevê que 25% dos recursos do Samu venham da esfera estadual. Desde 2003, quando o serviço foi criado, o Estado não colabora com o custeio do equipamento, cabendo ao ministério e à Prefeitura a cobertura das despesas.

Segundo Uip, o pagamento não é feito porque a secretaria já investe R$ 60 milhões por ano no Grau, valor três vezes maior do que o que deveria ser repassado ao Samu. “O Grau foi criado em 1989. Quando veio o Samu, em 2003, o Estado não aderiu a esse financiamento por já ter um serviço de resgate bem estruturado. Não faz sentido desmontar essa estrutura.” De acordo com o secretário, a saída é unificar os dois serviços, o que deve ser acordado amanhã em reunião entre as secretarias municipal e estadual. “A ideia é conectar os dois sistemas e ter só um número para receber chamados, para que uma central de regulação única defina qual serviço fará cada atendimento”, diz.

O Grau funciona em parceria com o resgate dos bombeiros. A integração entre os serviços estadual e municipal foi determinada pela Justiça em resposta a outro pedido da ação civil pública.




Empresa não pode cancelar plano de saúde

14/09/2016 - DCI


O empregador não tem o direito de cancelar o plano de saúde de um colaborador por ser inerente ao contrato de trabalho, principalmente quando o profissional está doente, sob pena de caracterizar alteração contratual unilateral.

Esse foi o entendimento do juiz do Trabalho José Saba Filho, que condenou a Galvão Engenharia a restabelecer a assistência de um trabalhador afastado em razão de auxílio-doença. A empresa também foi obrigada a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil pelo desligamento do plano.

Em processo levado à 79ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro, a empreiteira alegou em sua defesa que o plano de saúde era concedido por exigência da contratante de seus serviços, a Petrobras - a petroleira está revendo os contratos com fornecedores para tentar escapar da maior crise da sua história. Como o contrato entre as empresas chegou ao fim, teria sido encerrada a disposição contratual sobre o fornecimento do plano de saúde ao obreiro. Para a empresa, caso quisesse continuar com o benefício, o trabalhador teria que custear sua "cota-parte", o que não fez, de acordo com material divulgado pelo TRT do Rio de Janeiro.

Na sentença, o magistrado ressaltou que o contrato de trabalho entre as partes está suspenso em razão da concessão do auxílio-doença, o que implica dizer que permanece em vigor. Assim sendo, para o juiz José Saba, o empregador não tem o direito de cancelar o plano de saúde, "mantido por ele em benefício do trabalhador, por ser inerente ao contrato de trabalho, principalmente quando o profissional está doente, sob pena de caracterizar alteração contratual unilateral em prejuízo do obreiro".

Segundo a assessoria de imprensa do TRT, o trabalhador comprovou a gravidade do seu estado de saúde e a necessidade de tratamento médico. "Como ficou caraterizado o fundado receio de dano irreparável, o juiz José Saba condenou a empresa a proceder ao restabelecimento do plano de saúde fornecido ao autor e a seus dependentes".

Caso seja inviável o restabelecimento do benefício, a Galvão Engenharia deverá fornecer um novo plano nas mesmas características, com os custos integralmente por conta da empresa.


DANOS MORAIS


Para estabelecer uma indenização por danos morais, o magistrado considerou as condições de saúde do trabalhador, na ocasião do cancelamento do benefício. Em sentença o juiz afirma "ser fato notório que o cancelamento do plano de saúde de um indivíduo fragilizado por patologia gera o dano moral pretendido".

Nas decisões proferidas pela Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, ainda é admissível a apresentação de recursos pelas partes, informou o TRT do Rio.




Pressão alta, diabetes e até leucemia: o diagnóstico pode ser feito pelos olhos

13/09/2016 - Veja Online


Já ouviu falar que os olhos são o espelho da alma? Pois, de certa forma, a ciência pode explicar essa afirmação. A avaliação do fundo de olho permite não buscar alterações que vão muito além das oftalmológicas.

Isso acontece porque o olho é a única parte do corpo humano onde se pode examinar diretamente veias, artérias e nervos com um método praticamente não invasivo e, quando muito, dilatando-se a pupila. Assim é possível avaliar doenças como diabetes, hipertensão arterial, doenças reumatológicas, neurológicas e de natureza hematológica.

Cabe ressaltar aqui que a análise do fundo de olho pode ainda ajudar a diferenciar os quadros de infecção e, particularmente, os associados a ação de fungos.

No caso da hipertensão, o papel dos olhos é ainda mais emblemático, pois a visão direta dos vasos permite uma noção correta do controle dos níveis de pressão com extrema exatidão.

O mesmo raciocínio vale para o diabetes. A visão do fundo de olho mostra o impacto que a doença exerce sobre os vasos dos olhos. Vale lembrar que o diabetes pode levar a cegueira.

Mais: não é incomum que pacientes portadores de leucemia apresentem sangramentos intraoculares.

O exame de fundo de olho é relativamente simples e a tendência com o tempo é que ele possa ser realizado de maneira cada vez mais precisa, até com recursos da telemedicina.

Mas não é só o fundo de olho que pode retratar doenças. Existem quadros neurológicos que cursam com nodulações na íris, quadros de estrabismo que são de natureza neurológica, doenças sistêmicas com manifestações na córnea. Isto, sem falar no uso de drogas e seus efeitos colaterais no olho, sendo o mais clássico as cataratas de natureza corticogênica.

Hoje, especula-se inclusive sobre a associação entre achados de fundo de olho e Alzheimer.

Ou seja, pelo que já existe de constatação, a interação entre o médico oftalmologista e o clínico pode ser de extrema importância para o paciente. Consulte o seu oftalmologista.

Clipping de Notícias - 06/09/2016

CRF-SP - Clipping de Notícias

CLIPPING - 06/09/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 

Remédio para cólica menstrual pode ser novo tratamento de Alzheimer

05/09/2016 - O Estado de S.Paulo / Site


Um projeto de investigação demonstrou que um modelo experimental da doença de Alzheimer pode ser tratado de forma exitosa com medicamento anti-inflamatório de uso habitual.

Uma equipe liderada pelo Dr. David Brough na Universidade de Manchester encontrou que o medicamento anti-inflamatório reverteu completamente à perda de memória e a inflamação cerebral em camundongos.

Praticamente todos em algum momento da vida tomamos medicamentos anti-inflamatórios não esteroides; o ácido mefenâmico, um medicamento anti-inflamatório não esteroide (AINE) se usa habitualmente para a dor menstrual. Os resultados foram publicados na revista Nature Communications.

Embora seja a primeira vez que se demonstrou que um medicamento se dirige contra esta via inflamatória, ressaltando a sua importância no modelo da doença, o Dr. Brough adverte a necessidade de novos e maiores estudos para identificar seu impacto sobre os seres humanos e as implicações em longo prazo do seu uso.

No estudo foram usados camundongos transgênicos que desenvolveram sintomas da doença de Alzheimer. Um grupo de 10 camundongos foi tratado com ácido mefenâmico, e 10 foram tratados da mesma forma que com placebo.

Os camundongos foram tratados no momento que desenvolveram problemas de memória e o fármaco foi administrado mediante uma minibomba implantada sob a pele durante 1 mês. A perda de memória reverteu por completo os níveis observados em camundongos sem a doença.

O Dr. Brough assinalou: “Agora existe evidência experimental que sugere fortemente que a inflamação cerebral agrava a doença de Alzheimer”. Além disso, acrescentou: “Nossa pesquisa mostra pela primeira vez que ácido mefenâmico, um medicamento anti-inflamatório não esteroide simples, pode ser dirigido contra uma importante via inflamatória denominada inflammasome NLRP3, que lesiona células cerebrais”.

“Até o momento não se dispunha de nenhum medicamento contra esta via, por isso estamos muito animados com este resultado”, explica. “No entanto, é necessário muito mais até para que possamos dizer com certeza como impactará a doença em humanos, uma vez que nem sempre repetir exatamente mouse modelos de doenças humanas. Uma vez que este medicamento esteja disponível e se conhece a toxicidade e farmacocinética do fármaco, o tempo para atingir aos pacientes deveria em teoria, ser mais curto caso sejam são desenvolvidos medicamentos completamente novos. Agora estamos preparando aplicações para efetuar estudos em fase II precoce para determinar a prova de conceito de que as moléculas têm efeito sobre a inflamação neuronal em humanos”.

O Dr. Doug Brown, diretor de Investigação e Desenvolvimento na Sociedade de Alzheimer, indicou: “A prova de medicamentos que estão em uso para outras afecções, é uma prioridade para a Sociedade de Alzheimer; poderia permitir encurtar os 15 anos necessários para desenvolver um novo medicamento para a demência”.

“Estes promissores resultados de laboratório identificam uma classe existente de medicamentos que têm o potencial de tratar a doença de Alzheimer bloqueando uma parte em particular da resposta imunitária. No entanto, estes medicamentos não carecem de efeitos secundários e não se devem tomar para a doença de Alzheimer nesta etapa; primeiros são necessários que os estudos sejam feitos nas pessoas “.




Futuro dos antibióticos é motivo de disputa entre países do G-20

05/09/2016 - O Globo / Site


Os antibióticos podem se tornar o pivô de uma disputa entre países ricos e nações em desenvolvimento nos próximos meses. O prejuízo que a resistência às superbactérias pode causar ao mundo nos próximos anos levou as 20 maiores nações do Planeta a incluir o tema na pauta econômica do G-20. Relatório do Reino Unido apresentado aos líderes do grupo na China mostraram a necessidade de se financiar as pesquisas por novos antibióticos pelos laboratórios, que alegam não terem lucros suficientes para investir eles próprios em inovação. Muitos indicam que o advento dos medicamentos genéricos teria reduzido ainda mais as suas margens de lucro. O Brasil foi o primeiro país a rejeitar a demanda, que também teve o sinal negativo por parte da Índia e da África do Sul.

— Se os países desenvolvidos estiverem dispostos a financiar, não tenho nada contra. Mas, dependendo de como for tratado o assunto, pode-se acabar abrindo caminho para setores da indústria que querem subsídios inibir a concorrência dos genéricos — disse o ministro das Relações Exteriores, José Serra.

O comunicado final da cúpula do G-20 de Hangzhou manifestou em um parágrafo a preocupação com tema e determinou a criação de um grupo formado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para estudar respostas econômicas para o problema. A declaração, no entanto, acabou mais evasiva do que o desejado exatamente pelo fato de já ter provocado polêmica na primeira rodada de conversas.

O relatório encomendado pelo governo britânico e liderado pelo economista Jim O'Neill, o pai do termo BRIC (grupo que até recentemente incluía Brasil, Rússia, Índia e China), sugere um plano que requer pelo menos US$ 2 bilhões em investimentos para estimular as pesquisas. Ele alega que a economia global perderá cerca de US$ 100 trilhões até 2050 e que uma pessoa morrerá a cada três segundos por conta das chamadas superbactérias. Uma das causas para a criação desses microorganismos resistentes seria o uso excessivo de antibióticos pelas pessoas.

O ministro brasileiro reconhece a importância das discussões, mas ressalta que há países em que a população não tem acesso a antibióticos. Segundo ele, o debate deve ser feito de maneira equilibrada e a conta não pode recair sobre os países em desenvolvimento. Ele destacou também que a discussão não pode ameaçar a conquista dos medicamentos genéricos.

— Por outro lado, neste caso, dependendo de quem esteja falando, até mesmo inibir a concorrência com os genéricos. Olhando do ângulo dos países em desenvolvimento a conquista que os genéricos trouxeram e a possibilidade de quebrar patentes tem que ser fortalecida e não enfraquecida. Tem que manter a ofensiva dos produtos genéricos.

O argumento brasileiro na cúpula do G-20 foi que os fundos para a pesquisa só poderão ser concedidos se não ficarem restritos aos grandes laboratórios internacionais. Boa parte deles, por sinal, está baseada no Reino Unido. Os recursos teriam de ser destinados a pequenos laboratórios, sobretudo em países em desenvolvimento.




Remédios para HIV/Aids serão adquiridos com receita médica

05/09/2016 - Portal Brasil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou, na última quinta-feira (1º), a lista de substâncias entorpecentes, psicotrópicas, precursoras e outras sob controle especial. Uma das alterações da Resolução RDC – 103/16 é a exclusão da lista de substâncias antirretrovirais do controle especial.

Anteriormente, medicamentos antirretrovirais exigiam receituário próprio estabelecido pelo Programa de DST/Aids do Ministério da Saúde. Os medicamentos poderiam ser dispensados nas farmácias hospitalares e ambulatoriais do sistema público de saúde ou nas farmácias e drogarias, com a devida apresentação de duas vias da Receita de Controle Especial. Diante da nova resolução, as substâncias antirretrovirais estarão sujeitas apenas à prescrição médica.

A Agência estabeleceu o prazo de 18 meses para o esgotamento do estoque remanescente do material de bula e rotulagem dos medicamentos antirretrovirais.

Falta de itens nas gôndolas gera perda de R$ 9 bi para farmácias

06/09/2016 - DCI


São Paulo - A falta de produtos nas gôndolas, além de entregar de bandeja o cliente para a concorrência, é responsável por uma perda anual de cerca de R$ 9 bilhões em vendas para o segmento de drogarias, aponta estudo da IMS Health. Os dados da chamada ruptura de estoque evidenciam uma oportunidade de ganho para as varejistas. A grande questão, porém, é como aproveitá-la.

Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, não ter ruptura é ainda mais importante no setor de drogarias, em comparação com outros ramos do varejo. "Em geral, se um cliente vai a uma farmácia e não encontra um produto o que ele faz é trocar de loja", afirma.

O levantamento da IMS Health, divulgado com exclusividade pelo DCI, confirma a opinião do especialista, já que essa é a opção da grande maioria dos consumidores ao se depararem com a ausência de um item em uma farmácia (79%). "Considerando que o cliente normalmente não vai com o intuito de comprar apenas um produto, essa perda é ainda mais grave, já que ele deixa de consumir a lista inteira", analisa Barreto.

O vice-presidente de consultoria para a América Latina da IMS Health, Sydney Clark, concorda e acrescenta que outro agravante é a perda da fidelização. "Há muitas iniciativas no sentido de fidelizar o cliente, mas em uma dessas - do consumidor chegar e não encontrar o produto que quer -, ele pode não voltar mais, e todas essas ações perderem o efeito", afirma, completando que nas grandes metrópoles isso é ainda mais latente, já que há um número grande de farmácias próximas umas das outras.

Além da perda do cliente, a falta de produtos - segundo cálculos da consultoria - pode acarretar em uma perda média de aproximadamente 10% do faturamento das empresas. "Aplicada essa porcentagem para o setor como um todo isso representaria cerca de R$ 9 bilhões que não estão sendo ganhos", afirma Clark, completando que em mercados mais maduros o índice de ruptura nesse segmento gira em torno de 7%. "Esses 3% são uma oportunidade gigante de ganho que se está perdendo", finaliza.


CAUSAS E SOLUÇÕES


Para o vice-presidente para América Latina da Close-Up International , consultoria especializada no setor, Paulo Murilo de Paiva Jr., as principais causas desse índice (que ele também considera alto) são: falta de planejamento conjunto com a indústria, de uma definição adequada do mix e de uma mensuração mais rigorosa do estoque e demanda.

"Falta conhecer também a velocidade de giro e de saída dos produtos em cada loja da rede", afirma. "Em alguns casos o modelo de reposição não considera a individualidade de cada unidade". Em outras palavras, o que acontece em algumas redes é que se faz uma média do montante correto de estoque em todas as lojas da companhia, e com esse valor a reposição é feita. Para Paiva Jr. isso faz com que o estoque muitas vezes fique acima ou abaixo do adequado.

Barreto, da Abrafarma, aponta ainda que o principal desafio é conseguir sincronizar o que a indústria planeja, o chamado forecast deles, com a demanda dos varejistas. " O problema do Brasil é que o sal [o princípio ativo] é importado, porque somos muito pobres de química fina, então há essa dependência do mercado externo. Se tem algum atraso na importação, na liberação de algum produto, ou se o planejamento da indústria foi mal feito você vai ter a falta do remédio em questão", explica.

Além disso, o especialista afirma que a mensuração feita pelas redes teria que ser mais sistemática. "Teria que ter essa análise de quantas pessoas entraram na farmácia, que buscavam determinado produto e não compraram, e também o porquê de não terem comprado", afirma. "A partir do momento que se tem essa medição, entra a parte do planejamento em conjunto com a indústria".

Como exemplo, o executivo cita o caso do Walmart nos Estados Unidos da América (EUA), onde, segundo ele, quem gerencia o estoque da loja é o próprio fornecedor. Dessa forma, ele tem acesso a todos os dados da loja, o que está faltando e o que tem em excesso. "Aqui no Brasil isso ainda não existe, mas é uma boa prática a ser perseguida, já que isso faz com que a indústria fique mais comprometida", diz.


GESTÃO DE CATEGORIAS


Outro ponto de colaboração entre os dois agentes da cadeia (indústria e varejo) que pode contribuir para mitigar a ruptura de estoque é a gestão de categorias. Segundo os executivos das duas consultorias ouvidas pelo DCI essa prática tem começado recentemente a ser discutida no setor de farmácias.

"A gestão de categorias no fundo é um trabalho compartilhado de tentar montar uma farmácia com um mix de produtos ideal, ou seja, que se adequa ao consumidor daquela farmácia", explica Clark, da IMS Health.

O especialista acrescenta que se a rede tem uma boa gestão de categorias a tendência é que ela consiga ter níveis de ruptura menores, já que ela estará com a apresentação e a quantidade de produtos nas gôndolas corretas. "Dessa forma, não vai ter um produto que vai ficar dez anos na prateleira e ninguém vai comprar, ou ter apenas uma caixa de um item que tem uma demanda muito grande".

Paiva Jr., da Close-Up, acrescenta que o trabalho com gestão de categorias, apesar de ser comum em outros segmentos do varejo, chegou há pouco tempo no setor de drogarias. "É a primeira vez que eu vejo, nos dezesseis anos que eu trabalho com o mercado farmacêutico, uma situação onde se tem um princípio de estruturação disso", afirma. Apesar das dificuldades observadas, o executivo aponta que o setor farmacêutico tem a vantagem de possuir muita informação e controle da cadeia. "Se quiser, ele pode se mover nessa direção [de diminuir a ruptura]. Caso faça isso, vai absorver esses ganhos, senão segue como está, que também não é o fim do mundo."




Roche planeja intensificar exportações do Brasil

06/09/2016 - Valor Econômico


A multinacional suíça Roche pretende intensificar a partir do ano que vem as exportações de sua fábrica em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A companhia farmacêutica acaba de concluir um primeiro ciclo de investimentos em infraestrutura e tecnologia, de R$ 108 milhões, para ajustar os processos produtivos da unidade aos padrões internacionais de qualidade. Até 2020, são esperados mais R$ 192 milhões na modernização e ampliação da fábrica.

Em entrevista ao Valor, o presidente global da divisão farmacêutica da Roche, Daniel O'Day, conta que a fábrica de Jacarepaguá terá sua capacidade de produção ampliada em 10% até o fim de 2017. E destaca que a ideia é transformar a unidade num centro de exportação, tanto para a América Latina quanto para outras regiões.

"Estamos trazendo essa fábrica para o padrão global, porque o que queremos é exportar não só para a América Latina, como também para Europa e Ásia. Vamos usar essa fábrica como um distribuidor global", disse o executivo, durante visita ao Brasil para acompanhar a conclusão da primeira fase de investimentos na unidade.

Até 2018, a previsão da multinacional suíça é aumentar em 20% o volume de exportações. Atualmente, a companhia exporta do Brasil cerca de 16 milhões de unidades para toda a América Latina e para a Itália - o equivalente a cerca de 35% do volume produzido em Jacarepaguá. A ideia, contudo, é aumentar o percentual para 40% a partir de 2018.

O'Day explica que a fábrica carioca se tornará a partir de 2017 um hub global de exportação do antibiótico Bactrim. A empresa espera aumentar, também, os volumes de embarques de, entre outros remédios, o Rivotril (controle de convulsões) e o Prolopa (para tratamento de Parkinson).

Desde o ano passado, a Roche já investiu R$ 108 milhões para ajustar a fábrica aos padrões internacionais. Os recursos foram destinados, entre outras áreas, na automatização dos processos e na nova linha de produção dos frascos de Prolopa, com o objetivo de melhorar o controle e velocidade no processo de acondicionamento. Até o fim de 2017, serão investidos mais R$ 75 milhões na fábrica, com foco na melhoria da linha de produção. "Ganhar produtividade é um dos pontos-chaves para nos tornarmos fornecedores globais", disse O'Day.

Segundo o executivo, o mercado brasileiro é "um bom lugar para fazer negócios". Mesmo diante do cenário de retração econômica e de crise fiscal no país, a companhia mantém o otimismo com o Brasil, 7ª afiliada da Roche que mais cresce e que responde por cerca de 40% das vendas na América Latina.

"Estamos confiantes de que o Brasil continuará a crescer de novo. Nós tomamos decisões de longo prazo. Quando fazemos investimentos em infraestrutura e fabricas, fazemos investimentos para décadas, não para um par de anos", afirmou O'Day, acrescentando que a decisão de aumentar as exportações não está ligada, necessariamente, à desaceleração da demanda do mercado interno.

Para 2016, a expectativa da empresa é manter a trajetória de crescimento no Brasil, ainda que em patamares inferiores aos do ano passado. A multinacional projeta um aumento de 5% nas receitas no país, para algo em torno de R$ 2,73 bilhões - menos do que o aumento de 10% registrado em 2015.

A desaceleração é atribuída pela empresa, em parte, à crise fiscal do governo brasileiro e à redução do número de pessoas assistidas por planos de saúde, devido ao aumento do desemprego no país.

No setor público, responsável por 34% dos negócios da Roche no Brasil, a empresa tem observado uma redução nos estoques do governo - numa sinalização de que arrefeceu o ritmo de compras centralizadas pelo Ministério da Saúde.

Para continuar a crescer no país, a Roche aposta também no lançamento de novos produtos. Para 2016, a empresa aguarda a aprovação de uma nova molécula para tratamento de câncer de pele do tipo basocelular, enquanto para 2017 a previsão é lançar um medicamento imuno-oncológico para o tratamento do câncer de bexiga.




Bozano cria rede de escolas de medicina

06/09/2016 - Valor Econômico


A gestora de private equity Bozano Investimentos comprou uma fatia de 30% do Grupo NRE Educacional, dono de cinco instituições de ensino superior focadas em saúde, em especial, em medicina. O fundo também adquiriu um terço da Medcel, empresa de ensino a distância que oferece cursos preparatórios para residência médica. O investimento nesses dois negócios foi de cerca de R$ 100 milhões, segundo o Valor apurou.

As transações são os primeiros movimentos da Bozano que criou uma rede batizada de BR Health para reunir várias instituições de ensino da área da saúde e abrir o capital daqui a três anos, no máximo. Os recursos das aquisições vieram de um fundo de R$ 800 milhões destinado ao setor de educação e tem como principal investidor a alemã Berteslmann, que entrou com uma fatia de 40%.

"Nossa aposta nesse mercado é porque os cursos de medicina vão continuar numa curva ascendente. A população está envelhecendo, há uma carência de médicos no país, além disso o valor das mensalidades é elevado e a evasão é baixa", diz Paulo Guedes, CEO da Bozano e um dos fundadores do Ibmec, rede de escolas especializada em negócios e que lhe serviu de inspiração para a criar a BR Health. "O setor de educação é uma prioridade para a companhia. Fizemos um investimento semelhante nos Estados Unidos, na Alliant University, que é da área da saúde", complementa Marc Puskaric, diretor-geral da Berteslmann Brasil. Esse é o segundo investimento do grupo alemão em ensino no Brasil - o primeiro foi a Affero Lab, de educação corporativa.

A BR Health deve fechar o ano com um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 65 milhões. Hoje, a holding tem cerca de 6 mil estudantes de cursos preparatórios e 8 mil alunos de graduação. As faculdades adquiridas têm cursos de outras áreas, mas a maior parte é ligada à saúde. A rede da BR Health chega ao mercado como um dos maiores grupos de ensino em número de alunos de medicina. Os líderes nesse mercado são a Estácio e Kroton, respectivamente.

O curso de medicina é considerado o mais rentável no ensino superior. "As taxas de evasão e inadimplência não chegam a 5% no fim de cada semestre", diz Daniel Borghi, responsável pela área de educação da Bozano. Nos demais cursos, cerca de metade dos calouros não termina o curso. Segundo dados da Hoper Educação, a margem de contribuição de um curso de medicina é de 45% ante 60% das demais graduações, mas essa diferença é mais do que compensada pelo valor médio das mensalidades, que é de R$ 5,3 mil. O curso mais barato de medicina é de R$ 3,1 mil.

Outra estratégia da Bozano é ter uma rede formada por instituições de graduação, modalidade regulada pelo MEC, e cursos livres como os preparatórios a fim de evitar dependência do governo como ocorreu recentemente, por exemplo, com as faculdades que cresceram na esteira do Fies, o programa de financiamento estudantil que sofreu uma redução repentina.

A Bozano e Berteslmann apostam fortemente nos cursos preparatórios, ainda pouco conhecidos no país. "Os médicos precisam sempre se atualizar, as residências são constantes. Nos Estados Unidos, os médicos são obrigados a fazer provas de atualização e acredito que essa tendência chegue ao Brasil", disse Borghi. A divisão de educação é uma das principais dentro da Bozano, que se associou em 2013 à BR Investimentos. A gestora foi criada por Paulo Guedes, que colocou dinheiro em empresas de ensino como Anima e Somos Educação , ou nas varejistas Hortifruti, Pão de Queijo e Amor aos Pedaços.

Como aconteceu com essas empresas, a estratégia da Bozano continua sendo a aquisição de uma fatia minoritária e abertura de capital. "Investimos em setores específicos, com equipes especializadas capazes de detectar tendências", disse Guedes.

Segundo Borghi, uma das razões para o investimento em instituições localizadas fora do eixo Rio-SP é que a demanda em cursos de medicina é e tão elevada que os alunos mudam de cidade. A relação candidato/vaga nas faculdades da BR Health é de 30 para 1. "Cerca de 60% dos alunos das instituições que ficam no Tocatins são do Sudeste", disse o responsável pela divisão de ensino da Bozano.




Mercado Aberto: Deixa que eu faço

06/09/2016 - Folha de S.Paulo


O Aché acaba de abrir um laboratório de controle de qualidade, em São Paulo, no qual foram investidos R$ 14 milhões -em espaço físico, equipamentos e contratações.

O objetivo do centro é trazer para dentro da empresa a análise da segurança de seus produtos, processo importante para renovações de registros e inspeções de órgãos reguladores.

Até então, a atividade era feita por companhias contratadas. Com o laboratório, calcula-se uma economia de 30% do valor de cada teste.

O aporte deverá ter um retorno em até três anos, avalia a diretora Gabriela Mallmann.




Estudo revela segredo de vida longa de pequenino povoado italiano

06/09/2016 - Folha de S.Paulo


O segredo da longevidade de um povoado italiano está sendo desvendado pelos cientistas. Ao que tudo indica, eles não apresentam, no sangue, um marcador que indicaria a piora da saúde.

São 81 idosos em 700 habitantes em Acciaroli, na região sul da Itália. Vinte e cinco deles já passaram dos 100 anos.

O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de San Diego, Califórnia, e da Universidade La Sapienza de Roma e foi divulgado nessa segunda (5).

A propensão destes idosos a quase nunca sofrer de doenças cardíacas ou cognitivas, como alzheimer, se explicaria pelo fato de que a molécula vasodilatadora adrenomedulina aparece em baixíssimos níveis em seus organismos.

Na região, pratica-se atividades físicas frequentemente, e há alto consumo de peixes e vegetais. Não está descartada a contribuição de um possível favorecimento genético.




Rede Drogasil

06/09/2016 - DCI


Rede Drogasil inaugura sua primeira loja em Palmas (TO). Com uma unidade de 150 metros quadrados, a companhia pretende disponibilizar mais de 14 mil itens. Além da loja que acaba de ser inaugurada, até o fim do ano, a empresa prevê a abertura de mais uma loja na cidade. Ao todo, a rede de farmácias e drogarias soma mais de 1,3 mil lojas espalhadas por 18 estados.




Técnica que usa robôs em cirurgias é usada cada vez mais no Brasil

05/09/2016 - G1 - Jornal Hoje


A técnica que usa robôs em cirurgias está ficando cada vez mais popular. No Brasil, já existem mais de 20 equipamentos em hospitais do Nordeste, Sul e Sudeste. Muitos deles atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Quem vê o comerciante Paulo de Oliveira, de 59 anos, tranquilo nem imagina, mas faz só cinco meses que ele passou por uma cirurgia para se livrar de um câncer de próstata. Se fosse uma operação normal, ele ia ficar de molho cerca de 15 dias usando sonda, tomar remédio para dor e para evitar infecção. Mas não foi nada disso que aconteceu. “Tive alta no dia seguinte da operação. Não tomei antibiótico, nenhum remédio”, conta.

Essa recuperação só foi possível porque o Paulo foi operado pelo sistema de robótica super preciso. O médico fica em uma tela de computador operando o robô, uma máquina de 500 quilos, com quatro braços articulados com pinças que fazem mais movimentos do que a mão humana.

“A impressão que dá, para quem olha, é que você está com a cabeça dentro da barriga do paciente, observando de muito próximo. Então, você tem uma precisão muito grande”, explica Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncologista, diretor de urologia do Hospital AC Camargo e chefe do programa robótico.

O uso do robô é indicado, principalmente, nos casos de câncer de próstata. O médico fica sentado, operando o robô à distância e tem uma imagem em 3D aumentada em até dez vezes.

Hoje no Brasil existem 23 equipamentos que fazem esse tipo de procedimento. A cirurgia pode custar até R$ 30 mil, mas essa operação já é feita pelo SUS em cinco hospitais em três estados do Brasil.

Gustavo, especialista em tratamento de câncer, acredita que a tendência é expandir a técnica para mais hospitais e para cirurgias de outros tipos de tumores: “Além de menor invasão, com corte, menos dor, o paciente tem menos sangramento, menos tempo de internação, menor risco de infecção e, junto a isso, necessidade menor de tratamento no futuro. Ou seja, menos radioterapia complementar ou de resgate”.

Por que os casos de microcefalia seguem concentrados no Brasil?

06/09/2016 - Folha de S.Paulo / Site


Por que o Brasil, mais especificamente a região Nordeste, continua líder absoluto nos casos de microcefalia e outras alterações cerebrais? Quais outros fatores estão contribuindo para esse cenário além do vírus da zika? Um ano depois do início da epidemia de má-formações ligados ao zika, essas perguntas seguem sem respostas.

Em encontro do comitê emergencial da OMS (Organização Mundial da Saúde), que terminou sexta em Genebra, as autoridades de saúde se mostraram intrigadas e dizem que as explicações ainda precisam se desvendadas.

Vários estudos estão em andamento para estabelecer se existem ou não outros aspectos envolvidos. "Há enormes variações e precisamos responder à pergunta: isso ocorreu simplesmente porque o vírus atingiu a população em um outro momento, e há apenas um lapso de tempo? Estamos apenas aguardando que as complicações apareçam? Ou outros fatores contribuem fazendo com que, em uma parte do mundo, a doença resulte em maiores complicações do que em outra?", indagou o diretor do comitê, o médico David Heymann.

Segundo o último boletim da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), até agosto foram confirmados 1.845 casos de bebês nascidos com más-formações no Brasil, em uma população de 206 milhões. A Colômbia, segundo país a registrar maior incidência de más-formações congênitas, tem 29 casos confirmados em uma população de 47 milhões.

Em uma conta simples, o Brasil tem população cerca de 4,3 vezes maior do que a do vizinho, mas registra 63 vezes mais casos de más-formações. Diversas teorias procuram explicar a razão dos altos índices de microcefalia observados particularmente no Brasil, mas até o momento nenhuma é conclusiva.

Até o início deste ano, o argumento mais usado se resumia a uma questão de tempo. Logo, a microcefalia atingiria altos números no Brasil todo e em outros países. Isso não aconteceu.

Entre as hipóteses para a discrepância estão a cepa (linhagem) do vírus, o lapso do tempo desde o início da epidemia, a interação com outras doenças e as condições socioeconômicas. Na reunião da OMS debateu-se, por exemplo, se a versão do zika que provocou a epidemia no Brasil (de origem asiática) seria mais perigosa do que a cepa africana. Isso está agora sendo investigado.

Também é saber quantas pessoas foram de fato infectadas pelo zika. Por exemplo, se 80% da população do Nordeste já tiver sido infectada, os números de microcefalia fariam sentido. "Mas, se menos de 2 milhões tiverem sido infectados, ainda haveria muitos milhões (de pessoas vulneráveis). Aí a doença ficaria muito mais complicada do que parece", explicou o virologista Paulo Zanotto, em entrevista ao G1.

Há estudos investigando aspectos genéticos, alimentares e de contaminação ambiental. O desafio dos cientistas não é apenas definir quais cofatores impactaram a má-formação dos bebês, mas também avaliar a interação entre eles. Por exemplo, no Nordeste, há uma prevalência de dengue muito mais alta do que no resto do Brasil, cerca de 80% da população já teve a doença. Alguns estudos mostraram que isso pode ser um fator de risco.

A pobreza também está sendo estudada como possível cofator. A maioria das famílias com bebês com microcefalia vivem em regiões com índice de desenvolvimento humano (IDH) muito baixo. Isso significa que podem estar expostas à má nutrição ou à exposição a outras doenças.

Essas respostas são urgentes e os governos não devem medir esforços para buscá-las. Logo o verão estará aí de novo e, com ele, uma provável nova onda de nascimentos de bebês com microcefalia e outros danos cerebrais. Em termos de prevenção, pouco avançamos. Nos bolsões de pobreza, as mulheres continuam sem repelente, sem saneamento e sem métodos anticoncepcionais eficazes.




Com baixa procura, governo do Paraná estende vacinação contra dengue

05/09/2016 - Folha de S.Paulo / Site


Devido à baixa procura pela vacina, o governo do Paraná resolveu estender, por mais três semanas, a campanha de vacinação contra a dengue. O Paraná é o único Estado brasileiro que oferece gratuitamente a vacina.

Apesar disso, a procura pelo medicamento foi bastante baixa : até o último sábado (3), data final da campanha, apenas 25% da meta havia sido cumprida. Foram 125 mil pessoas vacinadas.

O governo atribui a dificuldade ao público-alvo da campanha (jovens de 15 a 27 anos, que não costumam frequentar postos de saúde), além da desconfiança em relação ao novo medicamento, recém-aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Agora, o objetivo é atingir pelo menos 400 mil pessoas até o dia 24. A campanha ocorre em 30 municípios, que tiveram o maior número de casos da doença. No total, foram compradas 500 mil doses, a um custo de R$ 50 milhões.

O governo pretende reforçar a comunicação, especialmente pelas redes sociais, e centrar esforços nas quatro maiores cidades que participam da campanha: Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Paranaguá.

Regiões endêmicas do mosquito Aedes aegypti, as três primeiras cidades atingiram apenas 14%, 17% e 18% da meta. Paranaguá, que teve 29 mortes por dengue neste ano, vacinou 35% do público-alvo.

Segundo o governo do Paraná, apenas 0,03% das pessoas vacinadas tiveram reações leves à vacina, como dores musculares ou febre. Nenhuma reação moderada ou grave foi reportada.

Neste fim de semana, o apresentador Danilo Gentili, que já pegou a doença, divulgou um vídeo estimulando a população a se vacinar.

A jogadora de vôlei de praia Ágatha Bednarczuk, paranaense e medalha de prata nos jogos do Rio, também se vacinou e convocou a população a repetir o gesto.




Consumo de frutas previne várias doenças

06/09/2016 - DCI


Pesquisa desenvolvida na Unesp alerta para o consumo de frutas cítricas como a laranja e o limão para reduzir fatores de risco para diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares causados pela obesidade, como alterações no colesterol, glicose e pressão arterial.

O trabalho desenvolvido pela doutoranda Paula Souza Ferreira, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unesp de Araraquara foi orientado pela professora Thaís Borges César.

Paula avaliou camundongos, separados por grupos, dos quais uma parte recebia uma dieta normal, com 10% de gordura, outra parte recebia uma dieta rica em gordura saturada, com banha de porco, com 45% de gordura, enquanto outra parte recebia a mesma dieta rica em gordura saturada, mas acrescentando substâncias cítricas em pó, chamadas de flavanonas cítricas (subclasse dos flavonoides, componentes encontrados em frutas, vegetais, flores, mel, chás e vinhos).

Neste último grupo, com o acréscimo destas substâncias cítricas, Paula descobriu que estes animais engordaram, mas tiveram menor acúmulo de gordura no fígado e não tiveram a inflamação causada pela obesidade que aumenta a probabilidade para a obtenção de colesterol alto, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. "As substâncias presentes nas frutas cítricas têm atividades biológicas, o que faz melhorar o perfil metabólico e reduzir o risco de pessoas terem essas doenças causadas pela obesidade", conclui. Para Paula, os resultados indicam que, no futuro, é possível usar as flavanonas cítricas para prevenir ou retardar doenças crônicas causadas pela obesidade em seres humanos.

A pesquisa, resultado da dissertação de mestrado de Paula foi apresentada na 252ª Reunião Nacional da Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês), na Filadélfia.




Dr.consulta: uma revolução no setor da saúde

05/09/2016 - Época Negócios Online


A mato-grossense Rosa Maria Pereira tem 47 anos e, por ser portadora de microcistos nos seios, faz exames rotineiros de mamografia, a fim de monitorar o problema. Semana passada, ela agendou o procedimento no Centro Médico Metrô Faria Lima – Teodoro, da rede dr.consulta – empresa de impacto social que tem como objetivo oferecer serviços de saúde de alta qualidade ao preço mais acessível possível. Como é enfermeira, Rosa conta que se entusiasmou com o fato de que o exame seria feito em um equipamento digital (de uma marca de reconhecimento mundial, a GE) e, ainda, por um valor abaixo do praticado no mercado. “O mamógrafo digital é mais confortável que o aparelho convencional e, por oferecer uma melhor resolução, permite visualizar a estrutura das mamas de uma maneira mais precisa”, explica ela, acrescentando que, dessa forma, o médico teria recursos para um diagnóstico mais apurado. “Por trabalhar na área, sei de casos de mulheres que deixam de fazer esse exame tão importante, justamente por causa do desconforto dos equipamentos não digitais”, afirma.

Este depoimento ilustra um dos milhares de casos de pacientes que vêm experimentando os efeitos de uma verdadeira revolução no setor da saúde no Brasil, que atende pelo nome de dr.consulta. Milhares, mesmo, já que a dr.consulta realiza cerca de 55 mil atendimentos por mês, com uma rede de 600 médicos. Criada em 2011, com um primeiro centro médico em Heliópolis, na zona sul de São Paulo, é uma rede que, só este ano, em plena crise financeira do país, abriu oito novas unidades, totalizando 20 na capital e na região do ABCD. “Nossa ideia é ampliar o número de unidades na Grande São Paulo, sempre em locais de fácil acesso e trabalhando com parceiros altamente tecnológicos, como é o caso da GE, e médicos muito capacitados, vinculados a centros de referência”, adianta Marcos Fumio, vice-presidente médico da rede.

Esqueça aquela ideia de salas de espera abarrotadas, confusão de senhas, gente reclamando, barulho excessivo e atendentes pouco interessados em desempenhar corretamente suas funções. Na rede dr.consulta, o que chama a atenção, logo de cara, é a organização do local. Ao entrar, você encontra um totem onde imprime sua senha, de acordo com o atendimento que pré-agendou (por telefone, pelo site da empresa ou, ainda, por um aplicativo) e espera ter seu nome (e não só o número da senha) exibido no painel, que é acompanhado de um monitor onde são veiculadas dicas para prevenção de doenças. Também é possível ir direto a uma unidade. Em ambos os casos, é só escolher a especialidade da consulta ou exame e fazer um breve cadastro. Detalhe: isso tudo, muitas vezes, pode ser feito no mesmo dia, inclusive no domingo, já que algumas unidades funcionam durante os finais de semana. “Nossa meta é que, da retirada da senha até a saída, no pós-atendimento, o usuário gaste 56 minutos”, reforça Fumio. Ou seja, é atendimento com hora marcada, mesmo. E com tempo para começar e terminar, o que não é comum. Assim, o paciente economiza tempo e recursos.

Mais de 40 especialidades estão disponíveis na dr.consulta, que conta com médicos ligados aos principais hospitais de São Paulo, como Sírio-Libanês e Albert Einstein. Os profissionais são constantemente avaliados e não podem ter nota (dada pelos próprios pacientes, via sms) menor que 9, na média. “Hoje, a nota dos médicos está em 9,6 e a do atendimento em 9,5”, diz o executivo, que recebe, diariamente, cinco currículos de candidatos. “Tem fila de espera de profissionais interessados em trabalhar com a gente, o que é muito bom”, comenta, acrescentando que o time todo já conta com mais de mil colaboradores. “Só conseguimos oferecer um atendimento de qualidade porque, além de trabalhar com profissionais e equipamentos de alto padrão, aprendemos a lidar com estruturas enxutas, processos administrativos sem exageros e uso de tecnologia para garantir a eficiência do sistema”, completa Fumio.

O preço é outro diferencial. As consultas, que custam entre R$ 60 e R$ 135, podem ser parceladas em até dez vezes, sem cobrança de taxas ou mensalidades. E a dr.consulta oferece também exames e alguns procedimentos cirúrgicos. Com isso, as cerca de 2 milhões de pessoas que perderam seu plano de saúde no último ano e meio, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), - o qual, muitas vezes, é vinculado ao emprego - têm nos serviços da rede uma boa alternativa ao SUS. É o caso da babá Sarah Souza Araújo, de 23 anos. Ela tomou conhecimento da dr.consulta pela internet, fez um agendamento e se surpreendeu com a facilidade para ser atendida. “Foi muito mais fácil do que eu pensava. Não tem aquela burocracia nem a espera que a gente vê no sistema de um plano de saúde”, elogia ela, que, além de passar pela consulta médica, já saiu de lá com exames agendados para dali a poucos dias pela área de pós-consulta. Na rede, é possível agendar com rapidez exames de laboratório ou imagem e consultas em especialidades como ginecologia, oftalmologia, cardiologia, dermatologia e otorrinolaringologia.

Ainda na comparação com os planos de saúde, existe um dado curioso: 20% dos pacientes possuem plano e recorrem ao dr.consulta para ter acesso a um especialista ou procedimento dentro de um prazo mais curto, sem aguardar semanas ou até meses por um horário com um médico ou a realização de um exame. Dependendo do caso, o exame pode ser realizado no mesmo dia da consulta, porque, além dos consultórios, as unidades do dr.consulta têm salas dedicadas a esses e outros procedimentos.

Todo o sistema da rede é digital, o que influencia não só no atendimento, já que o agendamento é controlado por um sofisticado conjunto de algoritmos similar ao utilizado pelas companhias aéreas, para não haver gargalos no embarque de passageiros nos aeroportos, como no armazenamento de dados. “Aqui, o prontuário é eletrônico. Assim, a cada consulta, o paciente não precisa contar seu histórico para o médico, porque ele tem à disposição a ficha do paciente. Isso se traduz em economia de tempo que, então, é dedicado ao atendimento, suprimindo uma queixa comum na saúde brasileira, a de que muitos médicos mal têm tempo de olhar nos olhos do paciente”, comenta Marcos Fumio. Outra boa notícia é que essas informações já estão sendo usadas para monitorar o estado de saúde das pessoas, a médio e longo prazo, gerando ações de prevenção de doenças. “Não somos um pronto-socorro nem um plano de saúde. Nosso propósito é que o médico faça um atendimento ao longo da vida do paciente, e não só episódico, olhando pelo seu bem-estar de forma geral”, observa o executivo.

No fim das contas, como se pode ver, não tem mistério. A dr.consulta é uma prova de que serviços médicos de qualidade podem estar ao alcance de todos, desafiando a ideia de que o acesso à saúde qualificada é algo caro ou inatingível no país.




Escutas telefônicas confirmam esquema de fraudes na máfia das próteses

05/09/2016 - Correio Braziliense Online


Escutas telefônicas da polícia confirmam o esquema deflagrado na operação Mister Hyde, que atuou contra uma investigação criminosa formada por médicos e empresários do ramo de prótese acusada de superfaturamento de equipamentos, troca fraudulenta de próteses e até mesmo a realização de cirurgias desnecessárias em pacientes com o uso de material vencido nos procedimentos.

Em quase 4 minutos de conversa, o médico Juliano Almeida e Silva e o empresário Micael Bezerra Alves, um dos sócios da TM Medical, empresa que fornecia as próteses, falam sobre como “melhorar” um pedido de uma cirurgia de retirada de hérnia. Os dois articulam quais procedimentos e equipamentos podem ser usados na cirurgia.

O médico fala com Micael e diz que está pedindo uma discectomia aberta e quer saber o que “pode colocar a mais” e pergunta se tem “aquele” de irrigação contínua, que “joga e aspira”, sem saber exatamente qual aparelho seria o ideal para o procedimento. Ao fim da conversa, Micael diz que está vendo se tem mais algo a acrescentar e tranquiliza o médico: “A Unimed paga R$ 8 mil, fica ruim não. Vamos tentar, né?”.

Fornecedor: Oi, Dr.

Médico: Micael, bom dia, tudo bom? To pedindo uma discectomia aqui, aberta, e o que dá pra gente colocar mais aqui? Vocês tem aquele de irrigação contínua, que joga e e aspira…

Fornecedor: Aspiração? Bomba de irrigação você fala?

Médico: Um aspirador que parece que joga o soro e aspira ao mesmo tempo...

Fornecedor: Tem irrigação aquele igual da ortopedia.

Médico: Acho que é isso mesmo, como é o nome, Equipo de irrigação?

Fornecedor: Equipo de irrigação, só isso mesmo que a gente pede. O mesmo que pede na discectomia fechada. Você vai fazer aberta né, vai tirar a hérnia, né?

Médico: É que to tentando melhorar aqui, que mais que a gente pode por aqui? Botei bipolar, botei brill, dois drill, botei mostático, botei motorização, equipo de ligação. O que mais?

Fornecedor: E se pedir a cânola para debridação, vale a pena?

Médico: O que é? Essa cânola. O que que é? Debridação?

Fornecedor: É a canolazinha que vem no kit da discectomia. Aí é só para enrolar mesmo.

Desde o início da manhã, 15 vítimas procuraram a Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco). Pacientes preenchem um formulário sigiloso para, posteriormente, prestarem depoimento. Do total, duas foram ouvidas formalmente por delegados que trabalham nas investigações. Em razão da alta procura de denúncias, a Deco tenta com a Direção Geral da Polícia Civil autorização para que unidades circunscricionais possam, também, colher depoimentos de vítimas.

Um paciente de 41 anos que recebeu atendimento do médico Jhony Wesley, o neurocirurgião apontado pela polícia como líder do esquema, também compareceu à Deco para fazer a denúncia. O homem relata que passou por um procedimento cirúrgico, em maio de 2013, onde colocaram seis pinos e uma placa na coluna. Após o período de recuperação, as dores se tornaram frequentes. "Até hoje não consigo ficar muito tempo na mesma posição, sinto muito desconforto", alega. Mesmo antes da total recuperação, ainda foi sugerido outra cirurgia ao paciente. "Resolvi por conta própria não fazer. Mas nunca suspeitei de um esquema deste tipo, a gente acaba confiando nos médicos", frisa. O homem ficou quase 20 dias internado depois do atendimento. De acordo com o paciente, a cirurgia realizada custa R$ 120 mil.

A operação Mister Hyde teve início na última quinta-feira. Promotores do Ministério Público do DF e agentes da Polícia Civil cumpriram 21 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão contra a organização criminosa, após iniciarem a investigação em março deste ano. Médicos e empresários do ramo de órtese e prótese agiam em Brasília realizando superfaturamento de equipamentos, troca fraudulenta de próteses e até mesmo uso de materiais vencidos nos procedimentos realizados em pacientes.

Clipping de Notícias - 13/09/2016

CRF-SP - Clipping de Notícias

CLIPPING - 13/09/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 

Novo medicamento contra hipertensão promete ajudar até casos mais graves

12/09/2016 - IG


Um novo medicamento contra a hipertensão arterial está sendo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Bristol, Inglaterra. A terapia busca ajudar até mesmo os pacientes resistentes aos remédios disponíveis atualmente.

O composto MK-7264/AF-219, como está sendo chamado, deve ter os testes em humanos iniciados na Inglaterra. O novo medicamento atuará no corpúsculo carotídeo, um órgão localizado nas artérias carótidas. De acordo com Benedito Honorio Machado, professor do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, neste órgão existem células que são ativadas de forma irregular em pessoas com hipertensão.

O medicamento está sendo desenvolvido pelo laboratório Afferent Pharmaceuticals com base em pesquisadas realizadas pelas equipes de Machado, na USP, e do professor Julian Paton, da Universidade de Bristol. Foram mais 15 anos estudando as células presentes no corpúsculo carotídeo que se relacionam com o controle cardiovascular. Também colaboraram cientistas da Universidade de Auckland, da Nova Zelândia.

Segundo Machado, o composto MK-7264/AF-219 deve ser capaz de normalizar a atividade das células em hipertensos. O especialista explica que existem dois corpúsculos carotídeos no corpo humano, sendo um em cada artéria carótida, responsável por levar o sangue rico em oxigênio que vem do coração para o cérebro.

Eles funcionam como sensores que alertam o sistema nervoso central quando, por qualquer situação, o nível de oxigênio no sangue diminui. Quando isso ocorre, há um aumento da frequência cardíaca e da resistência à passagem do fluxo sanguíneo, causando aumento da pressão arterial. Há aumento também da respiração para aumentar a quantidade de oxigênio.

Esse é um sistema de defesa comum que, em hipertensos, ocorre constantemente, de acordo com estudos. O novo medicamente foi desenvolvido para combater a origem dessa atividade irregular.


ESTUDO


Nos experimentos feitos na USP foram analisados uma linhagem de ratos que se tornaram espontaneamente hipertensos, após anos de cruzamento entre animais com pressão arterial elevada.

Foram medidos os níveis de atividade das células do corpúsculo carotídeo em diferentes situações. Os animais hipertensos apresentaram um desempenho contínuo e, quando submetidos a uma situação de redução de oxigênio, responderam de forma mais acentuada.

Após receber o medicamento, os níveis dos animais com hipertensão arterial se mantiveram iguais aos ratos saudáveis por uma hora.




Justiça reduz ICMS de distribuidor de medicamentos

13/09/2016 - Valor Econômico


Um distribuidor de medicamentos hospitalares conseguiu anular, na Justiça, elevação da alíquota de ICMS de 12% para 18% em Minas Gerais. A sentença é da juíza Vânia Fernandes Soalheiro, da 1ª Vara de Feitos Tributários do Estado da Comarca de Belo Horizonte. Ainda cabe recurso.

De acordo com o advogado da empresa, Eduardo Arrieiro, do Manucci Advogados, a decisão - a primeira que se tem notícia sobre o tema - representa uma economia bastante significativa, em torno de R$ 200 mil mensais.

Desde janeiro deste ano, os medicamentos para o setor hospitalar estão submetidos ao recolhimento da alíquota padrão de ICMS, de 18%. Isso porque o Estado revogou por meio do Decreto nº 46.859, de 2015, a previsão de percentual de 12% para o setor. O dispositivo estava previsto na subalínea "b.47" do artigo 42 do Regulamento de ICMS de Minas, aprovado pelo Decreto nº 43.080, de 2002.

No pedido, a empresa alegou, segundo Arrieiro, que o novo decreto afronta o princípio da legalidade tributária, previsto na Constituição Federal, porque se tratou, na prática, de uma majoração de alíquota, que deveria ser disciplinada por lei. Além de afrontar o princípio da seletividade por impor uma tributação maior a produto que é de natureza essencial.

Como as alíquotas de outros setores também foram elevadas por meio do mesmo decreto, a sentença pode servir para embasar novos pedidos na Justiça, de acordo com o advogado. A discussão, acrescenta Arriero, é muito similar à da alteração do PIS e da Cofins sobre receitas financeiras, que também ocorreu por meio de decreto. "Porém, com um argumento a mais por tratar da natureza essencial do produto."

Na decisão, a juíza Vânia Fernandes Soalheiro considera o decreto inconstitucional. Segundo ela, "não há dúvidas que a alteração provocada pelo decreto, que suprimiu a alíquota mais benéfica dos distribuidores hospitalares, constitui verdadeira majoração do tributo estadual o que, de acordo com o artigo 150, inciso I, da Constituição Federal, só poderia ocorrer mediante previsão específica de lei".

A magistrada ainda citou o artigo 97 do Código Tributário Nacional (CTN) e precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de ser necessária a edição de lei para a majoração de alíquotas.

Para o advogado Marcos Freire, do JCMB Advogados, a decisão foi bem clara sobre a inconstitucionalidade do decreto, que afetou ainda outros setores - como o de fabricação de transformadores e o de plástico. "Na época ficou muito claro o viés econômico. Alteraram as alíquotas para aumentar a arrecadação", afirma. A decisão, segundo o advogado, é a prova de que há embasamento para se questionar o aumento.

Procuradas pelo Valor, a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais e a Advocacia-Geral do Estado (AGE) não deram retorno até o fechamento da edição.

Setor de saúde tem primeira alta em 14 meses

13/09/2016 - DCI


São Paulo - Depois de 14 meses consecutivos de queda, a saúde suplementar apresenta leve melhora no número de beneficiários. Em agosto, o mercado teve um acréscimo de 32,1 mil novas vidas. Na contrapartida, as receitas e despesas continuam sob pressão.

No total, o setor fechou agosto com 48,3 milhões de vidas, alta de apenas 0,07% ante o mês anterior. Apesar de irrisório, este é o primeiro crescimento mensal desde junho de 2015. Segundo os dados, o acréscimo ocorreu apenas na contratação de planos coletivos empresariais, que passou de 32,01 milhões para 32,1 milhões de vidas. Já os planos individuais, coletivos por adesão e outros modelos mantiveram o ritmo de retração.

Ainda segundo a ANS, os planos exclusivamente odontológicos tiveram um desempenho ainda melhor. Nesta modalidade, cerca de 243,221 mil beneficiários foram adicionados às carteiras das operadoras no mês de agosto, totalizando 22,28 milhões.

"Acreditamos no processo de estabilização da economia para que a saúde suplementar comece a registrar o retorno do equilíbrio", afirmou a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fena Saúde) em nota. Segundo a entidade, 66% dos vínculos contratuais ainda são coletivos empresariais, o que torna o segmento muito associado ao comportamento da economia, à geração de emprego formal e renda.


RECEITAS X DESPESAS


Se por um lado a retomada da economia pode trazer novos beneficiários ao mercado, operadoras continuam com margens financeiras reprimidas. Ontem, a ANS divulgou os dados econômico-financeiros das operadoras de saúde no acumulado de 2016, até junho. Segundo a agência, a receita de contraprestações (pagamento pelo contratante de plano de saúde à operadora para garantir a prestação dos serviços) teve um aumento de 12,3% no primeiro semestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano passado. Já as despesas assistenciais cresceram 13,2% na mesma base de comparação. "As despesas assistenciais continuam a crescer, historicamente, em ritmo mais acelerado do que as receitas", comentou a Fena Saúde.

Segundo a entidade, no Brasil, a inflação médica tem alcançado, em média, patamar duas vezes superior ao indicador que registra os demais preços da economia. "Entre 2007 e 2016, os gastos per capita com saúde no Brasil cresceram 158,74%, enquanto a variação do IPCA foi de 74,74% no mesmo período", apontou.




Acesso Saúde investe R$ 3 milhões em 6 novas unidades em SP

13/09/2016 - DCI


São Paulo - Aproveitando a lacuna de pessoas que ficaram sem planos de saúde em função do desemprego, a clínica Acesso Saúde pisa no acelerador e abrirá seis unidades no Estado de São Paulo, com aporte total de R$ 3 milhões.

A queda de beneficiários dos planos de saúde, que perderam 910 mil clientes no primeiro semestre, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), tem contribuído para o crescimento da empresa. "Muitas pessoas ficaram desempregadas e perderam seus planos, enquanto outras deixaram de pagar a mensalidade, por falta de condições financeiras e pela alta dos preços", comenta Antônio Carlos Brasil, fundador da Acesso Saúde.

A rede, que aposta em serviços com preços populares, oferece atendimento médico e exames por meio de sua rede entrará na região do ABC, no interior de São Paulo e na capital paulista. Ano passado, a empresa movimentou R$ 15 milhões e, com o plano de expansão neste ano, prevê encerrar este ano com faturamento de R$ 20 milhões. As cidades de Mogi das Cruzes, Mauá, São Bernardo, Parapuã e São Paulo receberão clínicas da marca. Para o ano, a previsão é ter 30 unidades e ir a 50 em 2017.

"A rede atende mais de 20 mil clientes mensalmente em suas unidades espalhadas pelo País" diz ele, ressaltando o investimento em tecnologia, que garante um histórico médico do paciente em qualquer unidade da rede. "Esse é um dos principais diferenciais da Acesso Saúde, pois nossos clientes podem se consultar em qualquer uma das nossas clínicas, no País", explica. Com uma identificação, que se assemelha a carteirinha de um plano de saúde, os clientes têm a oportunidade de serem atendidos em uma das unidades.

Além da Acesso Saúde, a Policlínica Granato também quer concorrer neste mercado. A rede inaugura nó dia 17 sua nova unidade no Carioca Shopping. Além delas, marcas como Dr. Vem, Dr. Consulta e Rede Saúde também aceleram os planos de expansão no País.




Sanofi e empresa do Google fazem parceria de US$ 500 mi sobre diabetes

12/09/2016 - Folha de S.Paulo / Site


O laboratório farmacêutico francês Sanofi e a empresa de ciências da vida do Google, Verily, vão investir cerca de US$ 500 milhões em uma associação que combinará aparelhos e serviços.

A Sanofi, que fez o anúncio nesta segunda-feira (12), já tinha afirmado no ano passado que estava trabalhando em parceria sobre diabetes com o Google.

"A companhia vai aproveitar a experiência da Verily com eletrônica miniaturizada, análise de dados e desenvolvimento de software com a expertize clínica da Sanofi para trazer tratamentos inovadores para pessoas que têm diabetes", disseram as duas empresas em comunicado.

O acordo aconteceu pouco mais de um mês depois que a britânica GlaxoSmithKline e a Verily, anteriormente conhecida como Google Life Sciences, criaram uma nova empresa focada em combate de doenças por meio de foco em sinais elétricos no corpo. O campo é conhecido como bioeletrônica.

Quase 400 milhões de pessoas no mundo têm diabetes, com a versão de tipo 2 representando mais de 90% dos casos. Sem o tratamento adequado ou mudanças de estilo de vida, esse número deve crescer substancialmente nos próximos anos.

A parceria criada por Sanofi e Verily chama-se Onduo e vai se concentrar inicialmente sobre a comunidade de tipo 2, especificamente no desenvolvimento de soluções que possam ajudar as pessoas a tomar melhores decisões sobre seu cotidiano. As soluções vão desde gestão melhorada de medicamentos a hábitos de vida melhores", disseram as companhias.

Uma porta-voz da Sanofi afirmou que os produtos que serão vendidos pela parceria incluirão aparelhos conectados como injetores de insulina e serviços online. Ela afirmou que a Sanofi vai deter 50% da parceria e investirá US$ 248 milhões na aliança.

Cúpula da cardiologia do Einstein cai por suposto elo com fornecedor

13/09/2016 - Folha de S.Paulo


Um dos mais conceituados do país, o hospital Albert Einstein, na zona oeste de SP, demitiu um integrante da cúpula do setor de cardiologia e decidiu denunciar à polícia dois de seus médicos sob suspeita de ligação “espúria” com um fornecedor da instituição.

Esses médicos são suspeitos de receber pagamentos e favorecer uma empresa fornecedora de próteses cardíacas.

Os cardiologistas denunciados, Marco Antonio Perine Fábio Sandoli de Brito Júnior, estão entre os principais nomes do país na área e comandavam juntos o Centro de Intervenção Cardiovascular do Einstein até junho passado.

Perin foi demitido, e Brito Júnior, afastado do comando do centro que reúne tratamentos por meio de cateterismo para doenças cardíacas e circulatórias.

Entre as intervenções no centro estão a angioplastia e o implante de stent —que, pela tabela do SUS, custam a partir de R$ 5.000.

As primeiras denúncias, anônimas, chegaram à direção do hospital em maio passado e já tratavam do suposto envolvimento dos médicos.

Essas denúncias traziam “diversas provas sobre o envolvimento espúrio”, segundo comunicado do hospital obtido pela reportagem e protocolado nesta segunda (12) na polícia paulista.

A própria Folha recebeu, desde junho, informações de leitores de supostas irregularidades em procedimentos cardíacos no hospital. Foi nessa época que os nomes dos dois médicos foram retirados do expediente do Einstein como chefes do centro.

Uma das fornecedoras supostamente envolvidas no esquema seria a CIC Cardiovascular, que tem como sócia Fátima Martins, enfermeira do Einstein nos anos 80 e que, em 2012, criou essa empresa.

Uma investigação interna aberta logo após as denúncias analisou os  e-mails corporativos e detectou repasses de dinheiro para contas de profissionais feitos por pessoas ligadas a essa fornecedora.

Os contatos entre médicos e pessoas ligadas a essa empresa ocorriam ao menos desde 2012, via repasse de recursos, viagens e presentes.

Em junho de 2015, por exemplo, o médico Perin teria recebido da empresa pouco mais de R$ 200 mil, e seu colega Brito Júnior, R$ 100 mil.

A apuração interna detectou um aumento de 541% na compra de stents farmacológicos nos anos de 2012 e 2013 e identificou ainda uma “clara preferência” dos médicos pelos produtos fornecidos pela empresa da ex-enfermeira do hospital Albert Einstein.

O caso foi levado à polícia para que seja investigado se os médicos determinaram a realização de implantes desnecessários de próteses, apenas para alavancar os lucros da fornecedora e receber comissões por isso. Não há até aqui, porém, nenhuma prova de que isso tenha ocorrido.

A Folha apurou que uma auditoria interna por amostragem em cirurgias cardíacas feitas por esses profissionais não detectou intervenções desnecessárias. Essa investigação apura ainda se houve a colocação de duas próteses quando seria suficiente apenas uma.

Procurados, Perine CIC não comentaram o assunto até a conclusão desta edição.

Brito Júnior disse que nunca recebeu recursos de fornecedor (leia texto ao lado).

Antes de serem afastados, os médicos foram chamados para dar explicações à cúpula do hospital. Segundo relato de um integrante da investigação, ambos confirmaram o recebimento dos recursos, mas negaram irregularidade.

Alegaram que os repasses eram de um empréstimo deles com a fornecedora.

Cada um desses profissionais recebia um salário acima de R$ 100 mil do hospital Albert Einstein.




Programa Mais Médicos é prorrogado por três anos

13/09/2016 - Folha de S.Paulo


O presidente Michel Temer assinou nesta segunda-feira (12) a lei que prorroga por mais três anos o programa Mais Médicos, criado em outubro de 2013.

A prorrogação do contrato dos médicos estrangeiros que chegaram ao país naquele ano para atuar no Mais Médicos é hoje um dos principais impasses a serem resolvidos no programa, criado para aumentar o número de médicos em áreas carentes do país.

A lei do Mais Médicos estabelecia que a renovação do prazo de participação dos profissionais estrangeiros só poderia ocorrer após a revalidação do diploma, por meio de exame aplicado em universidades públicas.

De acordo como texto sancionado, porém, os profissionais podem permanecer mesmo sem ter o diploma revalidado. Antes, eles só poderiam atuar no programa por três anos, como intercambistas.

A medida provisória que prorrogou a participação foi editada pela ex-presidente Dilma Rousseff ao fim de abril, sob protestos de entidades médicas e com apoio de associações de municípios. A MP foi aprovada pelo Congresso em agosto e convertida na lei agora sancionada por Temer.

Três organizações pediram ao Ministério da Saúde que os contratos fossem estendidos: Frente Nacional de Prefeitos, Associação Brasileira de Municípios e o Conselho Nacional de Saúde.

Os municípios temiam ficar sem médicos em período eleitoral, caso o programa não fosse prorrogado.

Ao todo, 18.240 médicos atuam no programa. Destes, 11.429 são cubanos, 1.537 são formados no exterior e o restante, brasileiros.


POLÊMICAS


O Mais Médicos provocou polêmica ao recorrer a médicos estrangeiros para atendimento em áreas carentes de profissionais.

A vinda de médicos cubanos, em parceria do Brasil com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), que faz a intermediação do pagamento dos profissionais, foi o ponto mais controverso.

O Ministério da Saúde vem dizendo que irá substituir os cubanos cujos contratos vencerem após as eleições municipais, em novembro.

Após três anos, a pasta estuda mudar regras do programa para fixar brasileiros em postos distantes dos grandes centros, menos disputados.

Hoje, profissionais brasileiros que entram no programa podem optar, entre os benefícios, por receber um bônus de 10% na nota de provas para residência médica, após um ano de trabalho. No entanto, não recebem ajuda de custo para alimentação e moradia, benefício ofertado a outros participantes.

Implementado em 2015, esse benefício de 10% na nota é apontado como um dos motivos que têm levado ao aumento na adesão de brasileiros ao programa.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou à Folha que considera o período insuficiente para integrar os médicos às comunidades e que procura novas maneiras de estimular os profissionais formados no país a se fixarem em postos no interior.




Sem verba do Estado, Samu da capital deixa de atender 2 de cada 5 chamados

13/09/2016 - O Estado de S.Paulo


Sem receber o repasse obrigatório do governo do Estado desde que foi criado, há 13 anos, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da capital paulista sofre com a falta de viaturas e de profissionais e tem deixado de atender 41% das ocorrências recebidas.

O quadro fez o Ministério Público Estadual (MPE) entrar com ação civil pública na Justiça, no dia 2, pedindo que o Estado seja obrigado a participar do custeio do serviço, conforme prevê norma federal.


O GOVERNO DIZ QUE AINDA NÃO FOI NOTIFICADO


Segundo portaria do Ministério da Saúde, o financiamento do Samu deve ser compartilhado pela União, que deve arcar com 50% das despesas; pelo Estado, que tem de contribuir com 25%; e pelo município, responsável pelos outros 25%. Na cidade de São Paulo, no entanto, o governo federal investe R$ 42 milhões por ano no serviço e a Prefeitura entra com R$ 32 milhões – cerca de R$ 11 milhões a mais do que o previsto na portaria.


O GOVERNO DO ESTADO NÃO REPASSA NADA


E os valores não incluem os gastos com folha de pagamento, pagos integralmente pelo Município. Segundo a Promotoria, a falta de repasse estadual é a principal causa dos problemas do Samu verificados em inquérito aberto em 2014.

A investigação do MPE verificou que o porcentual de ocorrências abertas não atendidas pelo Samu passou de 27%, em janeiro de 2015, para 41% em maio deste ano. O tempo de espera para o atendimento é outro problema. Nos casos mais graves, a ambulância demora de 12 a 50 minutos para chegar ao paciente. Em situações menos graves, a espera passa de 1h30.


AS ZONAS LESTE E NORTE SÃO AS QUE REGISTRAM A MAIOR DEMORA


“O serviço só vai melhorar com mais investimento. Colocar duas ou três ambulâncias a mais não vai resolver o problema.

Se não ficar claro que a responsabilidade é tanto do Estado quanto do Município, essa medida vai ser só um paliativo”, diz Dora Martin Strilicherk, promotora da Saúde Pública responsável pela ação.

No documento, o MPE destaca que “para a redução do tempo de atendimento, seriam necessários, no mínimo, mais 50 viaturas e 750 servidores, pois a carência da frota e de recursos humanos (enfermeiros, médicos e motoristas), agravada pela extensão do território da cidade de São Paulo, são obstáculos à prestação eficiente de serviço de saúde de urgência”. Hoje, o serviço tem 220 carros e 2,6 mil funcionários.


PGE


Antes de ingressar com a ação, a promotora diz ter tentado firmar um acordo com o governo do Estado para que o repasse da verba estadual ao Samu fosse iniciado, sem sucesso.

Procurada, a Secretaria Estadual da Saúde informou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) seria responsável por se pronunciar sobre o caso por envolver decisão judicial. O órgão informou que ainda não foi citado e, “assim que isso ocorrer, analisará a decisão e definirá qual providência adotará”.

Segundo a promotora, durante o inquérito o governo do Estado alegou que não participava do custeio do Samu por já investir no serviço de resgate do Corpo de Bombeiros, argumento não aceito pela Promotoria. “O serviço de resgate só tem 50 viaturas e 6 médicos, e atende quase que somente traumas”, afirma Dora. Ela diz que apenas dois Estados brasileiros não contribuem para o custeio do Samu: São Paulo e Rondônia.

Também procurada para comentar as falhas no Samu, a Secretaria Municipal da Saúde disse que nem todo chamado requer atendimento e o aumento de ocorrências não atendidas também está associado ao crescimento do número de chamados de baixa gravidade, que apenas passam pela triagem e são resolvidos pela central de regulação médica. Informou ainda que o tempo de resposta médio para as ocorrências mais graves, classificadas como prioridade 1, é de 12 minutos.




Governo estuda mudar pagamento dos planos de saúde pelo uso do SUS

13/09/2016 - O Estado de S.Paulo


Avança no governo proposta que torna mais fácil que planos de saúde “empurrem” para o Sistema Único de Saúde (SUS) o atendimento de procedimentos caros e de alta complexidade.

O texto de um projeto de lei que muda o ressarcimento – espécie de reembolso quando um cliente de plano é atendido pela rede pública – já foi preparado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e está em análise pelo Ministério da Saúde.

O documento, obtido pelo Estado, propõe que operadoras façam o pagamento diretamente para instituições públicas que executarem o atendimento.

Atualmente, o dinheiro vai para o caixa do Fundo Nacional de Saúde. Pela proposta, para a transação ser feita as operadoras teriam de fazer um contrato diretamente com prestadores de serviços, como hospitais e clínicas públicas.

Além de sugestões sobre o ressarcimento, o documento levanta a discussão sobre dívidas antigas de operadoras. A análise, preparada pela consultoria jurídica, cita a possibilidade de que sejam cobradas dívidas referentes a um prazo máximo de cinco anos. As demais seriam consideradas prescritas.

A proposta da reformulação do ressarcimento, defendida pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, atende ao pedido de secretários estaduais e municipais, sobretudo de locais mais populosos, como São Paulo. O argumento é que o dinheiro deve ser entregue para a instituição que gastou com o paciente.

Do jeito como está atualmente, dizem, não há controle sobre como o reembolso é usado.

O ministro tem dito que considera a mudança justa. Mais do que isso, avalia que a reforma pode ajudar a trazer mais recursos para o SUS e reduzir a briga judicial para ressarcimento.

Desde 2000, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) enviou para a inscrição da dívida ativa R$ 623 milhões relativos a cobranças de ressarcimentos não quitados de planos de saúde.

As empresas não reconhecem boa parte dessa dívida. A estimativa é de que, desse total, R$ 500 milhões estejam sendo discutidos na Justiça.


REPERCUSSÃO


A ANS afirmou não ter sido consultada. Pela proposta, prestadoras de saúde receberiam não apenas o valor do procedimento, mas também os valores de juros e multas, no caso de atraso de pagamentos.

Especialistas do setor consideram a proposta uma ameaça à qualidade de atendimento tanto de usuários de planos de saúde quanto da população em geral.

“A mudança vai aumentar o risco de atendimento de dupla porta. Teriam preferência nos serviços públicos usuários de planos. Eles esperariam menos para serem atendidos do que a população em geral”, avalia o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Mário Scheffer. Isso porque, para o mesmo atendimento, instituições receberiam de planos um pouco mais do que é repassado pelos cofres públicos.

Como os valores seriam mais atrativos, completa Scheffer, haveria maior risco de instituições públicas reservarem parte dos leitos apenas para atendimento de planos. “O acesso ao atendimento no SUS, que já é difícil, vai piorar.” A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Lígia Bahia tem avaliação semelhante. “O que deveria ser uma exceção ou opção do paciente, acabaria se tornando regra: o uso da rede pública para usuários de planos.” Lígia considera também um risco a realização de contratos específicos. “Quem vai controlar isso?” Atualmente, cabe à ANS monitorar se um paciente de plano é atendido no SUS.

Já o diretor executivo da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Antonio Carlos Abbatepaolo, afirma que a mudança é uma boa oportunidade para se discutir o valor do ressarcimento, considerado alto pelo setor.

“Atualmente, pagamos pelo uso da rede pública 50% a mais do que o valor da tabela SUS.” Para ele, o ideal seria que as operadoras fossem avisadas de pacientes internados no SUS. “Teríamos aí a oportunidade de fazer a transferência.” Abbatepaolo descarta o risco de que empresas se acomodem e passem a contar de forma excessiva com a estrutura do sistema público. “Estaríamos acabando com nosso diferencial.” Planos acessíveis. Além da mudança nas regras de ressarcimento, o governo estuda outra alteração na saúde suplementar, a criação de planos acessíveis: contratos que ofereceriam uma cobertura menor a preços reduzidos. “As duas mudanças, associadas, representariam um presente para empresas de planos.

Elas ficariam encarregadas de fazer apenas procedimentos considerados vantajosos, como consultas e exames baratos, e o restante mandariam para o SUS”, afirma Scheffer.

Clipping de Notícias - 05/09/2016

CRF-SP - Clipping de Notícias

CLIPPING - 05/09/2016

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

 

 

 

Alta de ICMS encarece medicamentos em 12 estados

04/09/2016 - Portal EBC


A necessidade de os governos estaduais reforçarem o caixa em tempo de crise está custando caro a pacientes de quatro regiões do país. Desde o fim do ano passado, 12 estados aumentaram o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre medicamentos, com impacto médio de 1,2% sobre os preços.

De acordo com levantamento da Interfarma, associação que reúne 55 laboratórios em todo o país, a alíquota passou de 17% para 18% nos seguintes estados: Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins. O imposto subiu de 17% para 17,5% em Rondônia e de 19% para 20% no Rio de Janeiro, que cobra o maior ICMS do país sobre medicamentos.

Segundo a entidade, a carga tributária média sobre os medicamentos no Brasil corresponde a 34% do preço total, uma das mais altas do mundo. A alta do ICMS, de acordo com a Interfarma, resulta em redução de descontos nas farmácias porque a indústria farmacêutica está sendo impactada por outros custos que não foram totalmente repassados em 2015, como a alta do dólar e da energia elétrica.

Para o diretor de Acesso da Interfarma, o consumidor é punido duplamente, tanto ao comprar o medicamento como ao pagar imposto mais alto que não necessariamente é aplicado em saúde. “No caso do Farmácia Popular, que é um programa muito bem-sucedido, o governo federal gasta quase R$ 3 bilhões por ano com programa, mas paga, em média, 18% de ICMS para o estado, que não abriram mão do imposto. Quase R$ 600 milhões por ano vão para o tesouro dos estados, mas não voltam à saúde”, diz.


DISTORÇÕES


Segundo Bernardo, a alta do ICMS agravou as distorções na tributação dos medicamentos, que pagam mais imposto que produtos menos essenciais. “Alguns estados cobram 12% de ICMS sobre automóveis e 17% sobre cerveja, enquanto reajustaram a alíquota sobre medicamento para 18%”, ressalta. “Até medicamentos veterinários são isentos de ICMS, mas os demais tipos pagam uma das cargas tributárias mais altas do mundo.”

O coordenador do curso de Economia do Ibmec [atenção editor, Ibmec não é sigla, é o nome da instituição], Márcio Salvato, destaca que a tributação sobre produtos essenciais, como comida, medicamentos e combustíveis, é um dos principais meios para qualquer governo arrecadar impostos. De acordo com ele, isso ocorre porque o consumidor tem pouca margem de manobra para reduzir o consumo desse tipo de produto em caso de aumento de preço, o que os economistas chamam de baixa elasticidade de preço.

“Os produtos com baixa elasticidade de preço representam um poderoso aumento de arrecadação porque os governos sabem que o paciente não pode deixar de consumir o remédio ou que nem sempre o motorista pode trocar o carro pelo ônibus e é obrigado a pagar mais imposto. Isso ocorre em todo lugar do mundo”, explica.


PESQUISA


Para o paciente, resta pesquisar muito para fugir dos preços altos. O profissional autônomo Luciano Rangel, 40 anos, mora em Brasília, mas costuma passar temporadas em Campinas (SP) e compara constantemente os preços dos medicamentos. O DF cobra 17% de ICMS sobre medicamentos, contra 18% em São Paulo. Segundo Rangel, o preço do frete, mais baixo em São Paulo, às vezes compensa a diferença de imposto. “Às vezes, é mais barato em Campinas. Depende da tabela de preços deles. Outras vezes, é mais barato em Brasília”, diz.

A servidora pública aposentada Inês Carranca, 91 anos, costuma gastar R$ 300 por mês em medicamentos e apelou para uma solução mais radical. De vez em quando, pede para a filha trazer dos Estados Unidos medicamentos que não precisam de receita. “Uma caixa com 200 comprimidos de ômega 3 custa baratinho nos Estados Unidos. Um creme para tratar um problema nas pernas custa quase R$ 200 aqui e R$ 60 lá”, decla




Grandes redes de drogarias esperam alta de 14% neste ano

05/09/2016 - DCI


São Paulo - A expectativa da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que representa as 27 maiores empresas do ramo, é fechar este ano com um crescimento nominal de 14% nas vendas, em comparação com 2015.

"Nosso objetivo é fechar 2016 nesse patamar de 14% de crescimento", afirma o presidente executivo da entidade, Sergio Mena Barreto. O executivo pondera, no entanto, que os fatores macroeconômicos, como a queda do PIB e aumento do desemprego podem acabar pressionando os resultados.

"Apesar disso, achamos que, com a mudança do governo, a economia tende a estabilizar", diz Barreto, acrescentando que o setor de farmácias é talvez o setor do varejo mais resiliente às instabilidades econômicas, e que, por isso, não sofreu muito com a recessão. "Ele é o último setor a entrar na crise, e o primeiro a sair dela", ressalta.


PRIMEIRO SEMESTRE


No primeiro semestre deste ano as redes associadas à Abrafarma apresentaram uma alta nominal de 12,66% no faturamento, na comparação interanual, atingindo o montante de R$ 19,32 bilhões.

Em 2015 o faturamento das redes ligadas a Abrafarma fechou em R$ 35,94 bilhões, o que representou uma alta de cerca de 12%, em comparação com 2014.

Discussão de planos precisa incluir usuário

05/09/2016 – DCI


São Paulo - Antes de pensar em planos de saúde mais baratos, o setor suplementar aponta para a necessidade de resolver a insustentabilidade do mercado e aproximar beneficiários para a construção de uma nova solução. Para operadoras, se o debate for realizado sem a sociedade, novo modelo pode aumentar a judicialização.

"A expectativa do produto está dissociada da realidade", aponta a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Mendes.

De acordo com a executiva, atualmente, o setor deve lidar com o aumento da judicialização, a incorporação de novas tecnologias, fraude e desperdício, o que encarece as operações. Portanto, para conseguir oferecer um plano com preço mais acessível é necessário primeiro analisar como reduzir o custo assistencial e operacional. "O debate não é apenas preço, mas financiamento, porque alguém vai ter que pagar os procedimentos e exames inclusos", comenta.

"Por enquanto, o plano não existe. Precisa ser construído", menciona. De acordo com ela, para chegar a um consenso é necessário decidir o que tornará o produto mais barato. Em julho deste ano, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, citou a possibilidade da criação de planos que possam oferecer uma cobertura proporcional ao preço cobrado. Contudo, operadoras temem que a falta de cobertura para determinados procedimentos possam aumentar o índice de judicialização no País, que segundo elas, já é alto. Por isso, Solange acredita que o consumidor é o principal protagonista na discussão. "Ele deve decidir do que quer abrir mão, porque algo terá que ser cortado. Se o modelo tiver consenso, então não há porque ter um aumento da judicialização", comenta a executiva. Por parte da operadora, a preocupação, segundo ela, deve ser a garantia do serviço que está sendo pago. "O consumidor é o protagonista", diz.

"Cerca de 80% das pessoas que não possuem plano de saúde apontam que o motivo é o preço. Por isso elas devem decidir se querem um plano mais barato e o que é essencial no mesmo", afirma o superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), Luiz Augusto Carneiro.

Caso, o consenso não seja feito, o executivo aponta que não impactará apenas o indicador de judicialização mas o interesse das operadoras em comercializar este modelo de plano. "Se a quantidade de processos judiciais aumentar muito, as [operadoras] podem optar por não vender", ressaltou ao DCI.

Para o superintendente do IESS, o tema ainda deverá exigir uma agenda de discussões, por isso, será difícil conseguir uma solução nos próximos meses. "Devemos ver uma solução em médio prazo", comenta Carneiro.


O LADO POSITIVO


Ainda de acordo com ele, caso a sociedade, os reguladores e as operadoras cheguem a uma solução, o plano de saúde econômico deverá ser atraente, sobretudo, para operadoras de menor porte e em cidades do interior. No âmbito das contratantes, ele acredita que micro, pequenas e médias empresas também devem se interessar pelo novo produto.

Para Carneiro, a expectativa com o produto é positiva, mas depende da flexibilização. Como exemplo, ele cita a Austrália, onde o sistema público é excelente e mesmo assim tem quase 50% da população com plano privado. "Há experiências bem-sucedidas fora do País em que a cobertura não é integral e na prateleira", cita o superintendente.


CAMINHO


Para conseguir criar um modelo mais econômico, Carneiro também acredita que seja necessário encontrar os fatores que encarecem o plano. Por isso, para ele, o primeiro passo para a sustentabilidade do mercado é criar indicadores de qualidade. Atualmente, os números divulgados pelo setor são apenas das operadoras. "Em outros países existem sites com indicadores dos prestadores de serviço, como as taxas de reinternação, eventos adversos e mortalidade", diz.

Segundo ele, isso ajuda na diminuição dos desperdícios, na qualidade do serviço, na implementação de um novo modelo de remuneração e até na negociação entre a operadora e o prestador de serviço. "Mas isso deve ser uma exigência do governo", cita. Nos Estados Unidos (EUA), por exemplo, foi criada uma Agência que cuida apenas dos indicadores de qualidade, que também são auditados.




Plano de saúde popular já agrada as operadoras

05/09/2016 - Valor Econômico


Anunciado há dois meses pelo ministro da saúde, Ricardo Barros, em meio a muitas críticas, o plano de saúde popular começa a ganhar apoio do setor. Representantes de operadoras como Amil, Hapvida, São Francisco, Samp e Clinipam acreditam que a redução de preço é o único caminho para tornar o convênio médico acessível à população e, com isso, retomar o crescimento do setor, que acumula uma perda de 2 milhões de usuários no último ano e meio.

"Ainda não há uma proposta pronta para o plano de saúde acessível. Estamos conversando com 20 entidades para ver as demandas da população e do setor", disse o ministro da saúde, durante evento organizado pela Abramge, associação do setor na sexta-feira. A primeira reunião do grupo de trabalho criado para debater o assunto ocorreu na semana passada e a próxima será dia 14.

"Se aprovado, o plano de saúde popular será transformador para o setor", disse Lício Cintra, presidente do Grupo São Francisco.

Além da redução do rol de procedimentos médicos obrigatórios hoje vigentes - medida que exige mudança na legislação e que foi defendida pelo ministro a fim de evitar uma onda de ações judiciais -, outras sugestões estão sendo aventadas pelas operadoras. Entre elas estão a criação de um convênio médico que tenha cobertura só para consultas e exames ou exclusivamente para internação hospitalar. O custo de um plano de saúde sem direito à internação pode ser 30% inferior, enquanto uma modalidade de convênio que tenha apenas atendimento hospitalar pode ser 40% mais barata, segundo cálculos feitos por Cadri Massuda, diretor-executivo da Clinipam, operadora do Paraná.

Nos casos de planos de saúde sem direito à internação, o procedimento hospitalar seria realizado no SUS. Uma das ideias de Marcelo Pio, diretor da Samp, plano de saúde do Espírito Santo, é incluir um pagamento fixo por usuário para o SUS para cobrir possíveis gastos com internação.

Já os presidentes da Amil e Hapvida, Sérgio Ricardo Santos e Jorge Pinheiro, respectivamente, bateram na tecla de que é possível reduzir os custos do convênio médico mantendo o atual rol de procedimentos. No entanto, eles alegam que será preciso acabar com a judicialização e processos burocráticos que as operadoras têm na ANS. "A despesa da judicialização impacta no preço final do plano", disse Santos. No ano passado, as operadoras desembolsaram R$ 1,2 bilhão em ações judiciais perdidas. Deste valor, R$ 320 milhões referem-se a procedimentos que não constam no rol da ANS, segundo levantamento da Abramge.

Segundo o presidente da Hapvida, a desburocratização nos processos na ANS pode diminuir o custo do convênio em 10%. Uma dessas burocracias citadas por Pinheiro é o ressarcimento que as operadoras são obrigadas a fazer ao SUS quando um de seus usuários usa a rede pública de saúde. "Esse ressarcimento SUS na verdade é uma tabela indenizatória. Além disso, não somos comunicados quando um de nossos usuários chega à rede pública para pedirmos que eles sejam encaminhados a um de nossos hospitais", disse o presidente da Hapvida.

Segundo Pinheiro, para que houvesse uma redução de cerca de 50% no custo do convênio médico seria necessário reduzir a judicialização, oferecer planos de saúde regionais, com coparticipação e redução no rol de procedimentos.




ANS suspende a comercialização de 23 planos de saúde de 8 operadoras

02/09/2016 - Valor Econômico


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu a comercialização de 23 planos de saúde de oito operadoras por causa de reclamações de clientes.

Entre as empresas proibidas de vender novos planos, a partir do dia 9 de setembro, estão: Salutar; Federação das Sociedades Cooperativas de Trabalho Médico do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima; Unimed Norte-Nordeste; Unimed Rondônia; Fundação Assistencial dos Servidores do Ministério da Fazenda; Unihosp Saúde; Jardim América Saúde; e Ribeiro & Silva Plano Odontológico.




WhatsApp, Justiça e saúde

05/09/2016 - Folha de S.Paulo


No último dia 19 de julho, a Justiça bloqueou, pela terceira vez, os serviços do aplicativo WhatsApp no Brasil, prejudicando 100 milhões de usuários. Na ocasião, o STF (Supremo Tribunal Federal) agiu rapidamente e determinou não só o desbloqueio imediato do aplicativo, bem como a impossibilidade de ele ser bloqueado judicialmente.

Sem adentrar nos meandros das decisões judiciais e dos processos que envolveram o bloqueio do WhatsApp, o fato demonstrou claramente que a decisão da Justiça de primeira instância foi considerada abusiva, desproporcional e que se sobrepôs o interesse individual em face do coletivo.

Esse fato acontece há muito tempo no SUS (Sistema Único de Saúde). O Judiciário, por meio de suas decisões, tem permitido cada vez mais que direitos individuais se sobreponham aos coletivos. No entanto, diferentemente do caso envolvendo o WhatsApp, o STF ainda não adotou qualquer medida.

É fantasioso imaginar que o poder público tenha condições de garantir um acesso universal e igualitário com o crescente número de ações judiciais individuais, para entrega de medicamentos e insumos, que inundam as secretarias estaduais e municipais e o próprio Ministério da Saúde.

O Estado de São Paulo, em 2015, foi compelido a cumprir cerca de 18 mil novas decisões judiciais que, somadas àquelas ainda em vigor, totalizam um atendimento individual e fora do SUS a 79.500 pessoas. O custo é da ordem de R$ 1,2 bilhão por ano. Esse valor seria suficiente para custear, por exemplo, mais um Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde são atendidas 35 mil pessoas por dia.

É o mesmo princípio. O direito individual vem sendo favorecido pela Justiça em face do coletivo.

As decisões judiciais em saúde se dão, maciçamente, por meio de liminares ou antecipações de tutela. No entanto, muitos magistrados buscam a secretaria paulista antes de emitir sua decisão. Houve casos em que a Justiça impulsionou o SUS, na medida em que suas repetidas sentenças sobre um mesmo fármaco ou procedimento alertaram a autoridade sanitária nacional acerca da necessidade de incorporação tecnológica e de medicamentos.

Nem tudo, entretanto, em questão de saúde é urgente. Em parte considerável das decisões judiciais não há risco de dano irreparável ao paciente. Um exemplo é o fornecimento de fraldas descartáveis a cerca de 4.000 pessoas em razão de decisões liminares. O Estado de São Paulo é obrigado a fornecer 69 tipos distintos de fraldas, ao custo anual de R$ 12,6 milhões.

Também integram a lista de "excentricidades" itens que vão desde pilhas alcalinas a álcool gel etílico, passando por achocolatados diet e antissépticos bucais.

A solução para a judicialização da saúde existe. Basta ouvir a parte contrária, isto é, o gestor do SUS. Possibilitar que os gestores exponham as políticas públicas existentes para as doenças só irá favorecer o paciente, na medida em que elas são feitas com base em evidências, em estudos científicos aprofundados.

Considerando que 69% das decisões judiciais proveem de prescrições médicas do sistema privado de saúde, percebe-se como uma das causas da judicialização o possível desconhecimento de médicos quanto ao arsenal terapêutico do SUS.

O mais grave é a falta de ciência e a desconsideração em relação a um órgão que existe desde 2011: a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (Conitec), responsável pela inclusão, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS.

A Conitec pode ser instada por laboratórios, especialistas e pela própria comunidade. As decisões são levadas ao governo federal, responsável pela inclusão do que foi aprovado pela comissão. Assim, as deliberações da Conitec geram efeitos para a coletividade.

Para se chegar à cura da causa do adoecimento da judicialização em saúde, há que primeiro tratar seus sintomas, colocar de volta o "WhatsApp da Saúde" no ar e permitir que o gestor público de saúde se expresse.




A serviço do paciente

05/09/2016 - O Estado de S.Paulo


A disseminação do uso da tecnologia da informação no setor de Saúde não se restringe à melhoria das operações e da gestão de ativos de hospitais e laboratórios. Em outra frente, já é possível encontrar exemplos claros do uso da TI em benefício do paciente, possibilitando diagnósticos mais precisos, tratamentos personalizados e menos invasivos, e ampliando a prevenção de doenças. O que se vê como resultado é o aumento da sobrevida dos pacientes, com mais qualidade, e a redução no tempo e nos custos das internações.

Um exemplo é o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde a equipe do dr. Rodrigo Gobbo Garcia realizou pela primeira vez, uma ressecção de um tumor de maneira minimamente invasiva a partir de uma sala híbrida.Há anos utilizadas nos melhores hospitais americanos e europeus, e hoje uma tendência mundial, as salas híbridas são salas cirúrgicas equipadas com avançados instrumentos de imagem, como de ressonância magnética, angiografia e tomógrafo. Equipamentos como esses possibilitam realizar procedimentos minimamente invasivos, diminuindo consideravelmente o trauma do paciente. Ao integrar o procedimento intervencionista à cirurgia, a sala híbrida demanda a mobilização de uma equipe médica que inclui anestesista, intervencionista e cirurgião, além de uma equipe de assistência e enfermagem – fatores que, combinados, tornam a operação também muito mais segura.

Nessa cirurgia, a equipe contou com o suporte de um robô cirurgião chamado Da Vinci e de um sistema de imagens da Siemens Healthineers baseado em tecnologia robótica, chamado Artis zeego. A ressecção foi feita em um paciente que tinha três tumores hipovasculares em seu fígado. Como os cirurgiões não podiam tocar os tumores, foi utilizado o sistema de imagem Artis zeego para marcar os tumores antes da cirurgia.

De acordo com o dr. Gobbo, o uso do sistema de imagem traz uma série de vantagens para a ressecção robótica de tumores.

Uma delas é o ganho de tempo, uma vez que as imagens são obtidas antes da operação. “E a segunda é que estes tumores ficam muito visíveis nesse sistema”, afirma.


OUTROS EXEMPLOS


O LiverLab é uma técnica por meio da qual é possível quantificar ferro e gordura no fígado, evitando procedimentos invasivos, como a biópsia, em pacientes com hemocromatose (acúmulo de ferro no fígado) e esteatose (acúmulo de gordura no fígado). Casos de lesões de fígado, a elastografia–diagnóstico feito por ultrassom – é mais precisa na identificação e indicação do tratamento, evitando biópsias. O teste ELF (Enhance Liver Fibrosis), criado pela Siemens, identifica por meio de coleta sanguínea o nível de comprometimento do fígado em casos de fibrose hepática.

Mais conforto para os soropositivos

03/09/2016 - IstoÉ Dinheiro


A empresa farmacêutica GSK promete o lançamento de um remédio que vai revolucionar o tratamento do HIV, o vírus causador da AIDS. Essa área está estacionada desde meados dos anos 1990, quando um coquetel de drogas transformou uma doença letal em, praticamente, uma condição crônica, reduzindo a mortalidade a níveis baixíssimos. A nova droga, chamada dolutegravir, promete inibir a presença do vírus no sangue com quase nenhum efeito colateral. Essa abordagem prevê o uso de apenas dois remédios, um a menos do que o método atual - o que promete baratear o custo para os pacientes. A empresa deu início aos testes clínicos e espera os primeiros resultados no próximo ano.




OMS mantém emergência por zika no mundo

03/09/2016 - O Estado de S.Paulo


A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou ontem que manterá a zika como emergência internacional, depois de constatar que, em sete meses, o vírus se espalhou pelo mundo. “Um evento extraordinário está se tornando lamentavelmente e de forma rápida fato ordinário, com surtos em diferentes partes do mundo”, informou. Ásia e África, com destaque para Índia e China, preocupam.

A decisão foi tomada depois de uma reunião de emergência entre os principais especialistas do mundo. A OMS também indicou que governos terão de criar mecanismos e estruturas para lidar com as crianças afetadas pela doença a longo prazo.

“Novos surtos continuam a ser identificados em novas regiões, como em Guiné-Bissau e Cingapura”, disse o chefe do Comitê de Emergência da entidade, David Heymann. Segundo ele, na Olimpíada, nenhum atleta ou participante foi registrado com infecção pelo vírus.


REGIÕES SOB RISCO


De acordo com um estudo publicado anteontem na revista científica The Lancet Infectious Diseases, vários países da África e da Ásia estão entre os mais vulneráveis a novas epidemias de zika fora das Américas. Segundo o texto, citado pela OMS, o ranking dos países com maior risco de surto é liderado por Índia, China, Indonésia, Nigéria, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Filipinas.

Todos reúnem fatores de risco que incluem a presença do mosquito Aedes aegypti, condições climáticas adequadas para o alastramento de uma epidemia, grande fluxo de viajantes provenientes de áreas afetadas pelo vírus nas Américas, além de acesso a recursos limitados para saúde pública.

“Estima-se que 2,6 bilhões de pessoas vivem em áreas da África e da Ásia onde as espécies locais de mosquitos e as condições climáticas são adequadas para que a transmissão local do vírus zika seja possível”, disse um dos autores do estudo, Kamran Khan, do Hospital St. Michael, em Toronto (Canadá).




Tratamentos sem remédio para dores crônicas

03/09/2016 - Folha de S.Paulo


Uma dor súbita no corpo sinaliza o início de um problema de saúde. Já a dor crônica é de longa duração e persistente. Nos últimos 50 anos foram propostos tratamentos alternativos para esse desconforto permanente.

Uma equipe do Centro Nacional para Saúde Complementar e Integrativa, um órgão do Departamento de Saúde dos EUA, apresenta na revista "Mayo Clinic Proceedings" deste mês uma revisão de 105 estudos da área da saúde suplementar publicados de 1966 a março de 2016, As pesquisas incluíram 16 mil participantes submetidos a diferentes abordagens complementares.

A revisão apoia o tratamento pela acupuntura, yoga, tai chi chuan, massagem terapêutica e técnicas de relaxamento em cinco situações: dor lombar, osteoartrite, dor cervical (pescoço), cefaleias severas/enxaqueca e fibromialgia.

Destacam os autores que o tratamento complementar apresenta resultados mais positivos que negativos para os seguintes casos: acupuntura e yoga para dor lombar; acupuntura e tai chi para osteoartrite dos joelhos; massagem terapêutica para dor cervical, de forma adequada e por curto período; e técnicas de relaxamento para cefaleias intensas e enxaqueca.

Assinalam ainda os autores que a massagem terapêutica, a manipulação espinal e a manipulação osteopática podem ajudar pessoas com dor lombar, e as técnicas de relaxamento e o tai chi, pessoas com fibromialgia.




Insônia não é mera inconveniência, é um distúrbio associado a depressão

03/09/2016 - Folha de S.Paulo / Site


Tanta gente toma remédio para dormir que o sono espontâneo virou extravagância.

Na vida urbana, vivemos tão atormentados por compromissos e preocupações que até me surpreende nossa capacidade de fechar os olhos e pegar no sono à noite.

Estudos multinacionais mostram que a prevalência de insônia crônica entre os adultos varia de 3,9% a 22%, a depender da definição adotada. Quando usamos a classificação ICSD-3 a prevalência oscila entre 9% e 12%.A ICSD-3 define como insônia crônica a condição que se instala quando surge um ou mais dos seguintes problemas, pelo menos três vezes por semana, por pelo menos três meses:1) Dificuldade para iniciar o sono. 2) Dificuldade para mantê-lo. 3) Acordar mais cedo do que o desejado. 4) Resistência para deitar num horário razoável. 5) Dificuldade para dormir sem um parente ou um cuidador.

Quando a duração desses transtornos é menor do que três meses, a insônia é classificada como de curta duração.

A primeira recomendação para os insones –crônicos ou não– é adotar o conjunto de medidas conhecido como higiene do sono.

Entre outras: 1) não tomar café, bebidas alcoólicas, refrigerantes, ou energéticos, pelo menos seis horas antes de deitar. 2) não assistir à televisão na cama. 3) não deitar com o estômago repleto. 4) em vez de rolar na cama, ler com a luz indireta de um abajur. 5) abandonar a vida sedentária.

Insônia não é mera inconveniência, é um distúrbio associado ao aumento do risco de morte, doença cardiovascular, depressão, obesidade, dislipidemia, hipertensão, fadiga e ansiedade. Nos quadros crônicos, está associada a acidentes automobilísticos, domésticos e no trabalho.

O principal tratamento não farmacológico é a terapia cognitivo-comportamental, que envolve: higiene do sono, técnicas de relaxamento e controle dos estímulos que mantém a vigília.

Dezenas de estudos mostram que ela é superior ao uso de medicamentos, tanto na eficácia como na duração dos efeitos benéficos. Na literatura médica, a melhora está documentada mesmo na presença de dores crônicas, artrites, enxaqueca, depressão, estresse pós-traumático, câncer, doenças pulmonares obstrutivo-crônicas e esclerose múltipla.

Os entraves são os custos, a falta de profissionais treinados e o acesso pelo sistema público ou por meio dos planos de saúde. Para contorná-los surgiram as terapias em grupo e as plataformas on-line que trazem os ensinamentos básicos, passo-a-passo, em programas de seis a oito semanas.

O mais eficiente dos componentes da terapia cognitivo-comportamental é a restrição de sono, estratégia por meio da qual o tempo de permanecer na cama é reduzido. A privação aumenta a pressão para dormir na noite seguinte.

Há muito, a atividade física é recomendada como parte da higiene do sono. Até 2014, as recomendações eram as de que os exercícios deveriam ser evitados no período que antecede a hora de deitar, porque alterariam o ritmo circadiano do organismo, aumentariam a temperatura corpórea e estimulariam a vigília.

Nesse ano, foi publicado um estudo com mais de 1.000 participantes de 23 a 60 anos. Não houve diferença na avaliação das características do sono entre aqueles que faziam ou não, exercícios de intensidade moderada ou vigorosa à noite, menos de quatro horas antes de deitar.

Com base nessa e em outras observações, os especialistas consideram não haver razão para contraindicar a prática de exercícios à noite.

Em estudos randomizados, ioga, tai chi, meditação e técnicas de relaxamento demonstraram melhorar a qualidade subjetiva e a duração do sono. No entanto, a falta de uniformidade na escolha dos participantes, nas intervenções e nos critérios de avaliação confundem a interpretação dos resultados e a indicação dessas técnicas como tratamento exclusivo.


E os remédios?


Devem ser prescritos apenas nos casos refratários, em que os demais recursos foram esgotados. Os efeitos colaterais não são alarmantes como imaginávamos no passado, mas estão longe de ser desprezíveis. O impacto do uso prolongado na cognição e na incidência de quadros demenciais não está claro.

O ideal é que o uso seja intermitente, reavaliado a cada três ou seis meses, no máximo.




Quem cuida mais da saúde?

04/09/2016 - O Estado de S.Paulo


Pense rápido: quem cuida melhor da saúde, homens ou mulheres? Acertou quem apostou nelas. Mas será que isso significa que elas estão mais protegidas de todas as doenças? Depende. Pelo menos é o que revelam estudos publicados nas últimas semanas.

Trabalho feito pela organização Cancer Research UK, do Reino Unido, mostra que a cada ano são 179 mil novos casos de câncer entre os homens daquele país, ante 173 mil entre as mulheres. Para os pesquisadores, os homens estão mais sujeitos a desenvolver um câncer do que as mulheres porque se expõem a mais fatores de risco e cuidam menos da saúde. Uma vez descoberto um nódulo, por exemplo, eles protelam mais a busca por ajuda.

Estudo feito com 2.300 pessoas que enfrentam 15 diferentes tipos de câncer, publicado no British Journal of Cancer e divulgado pelo jornal inglês Daily Mail, revelou que 44% dos homens com sintomas de câncer de próstata adiaram a visita ao médico por três meses.

Em contrapartida, apenas 8% das mulheres com sintomas de câncer de mama retardaram a busca por avaliação clínica.

Os dados mostram ainda que homens são 15% mais sujeitos a desenvolver um câncer, mas têm chance 36% maior de morrer pela doença do que as mulheres. A tendência a ignorar o problema e evitar o médico está na raiz desses números.

Homens estão menos “ligados” nos sintomas de um câncer, como inchaço, perda de peso ou sangramento. Eles também estão menos acostumados a cuidar da saúde em geral e ficam mais assustados com a possibilidade de uma doença. A fantasia da onipotência ainda é muita viva no universo masculino.

Muitas vezes, é a mulher quem pressiona o homem para buscar cuidados.

Quando recebem um diagnóstico positivo, tendem a lidar de forma mais crítica com a notícia. Mais da metade deles enfrenta sintomas ansiosos e depressivos.

As mulheres conseguem expressar melhor seus medos e preocupações e dividem mais suas angústias.


NEM TUDO SÃO FLORES


Mas a situação está se tornando também mais complicada para elas. O ingresso maciço no mercado de trabalho, nos últimos 20 a 30 anos, está expondo a saúde feminina a diversos fatores que podem piorar sua qualidade de vida.

Trabalhar demais faz mal para todo mundo, mas a saúde da mulher parece se ressentir mais dessa sobrecarga. Pesquisa feita em empresas de manufatura da Dinamarca, de 1996 a 2006, quando a demanda pela exportação cresceu muito, revelou que uma elevação de 10% na carga de trabalho delas aumentou em 6,5% a chance de machucados e ferimentos, em 2,5% as taxas de depressão, em 7,7% o uso de remédios anticoagulantes e em 15% as internações por enfartes e derrames. Os problemas também cresceram entre os homens, mas foram muito mais frequentes nas mulheres. O estudo foi publicado pelo Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, dos EUA, e divulgado pelo Daily Mail.

Aqui no Brasil, dados da última semana do Instituto Nacional do Câncer (Inca) reforçam essa teoria.

Os números mostram uma queda da mortalidade entre os homens por câncer de pulmão entre 2005 e 2014, de 18,5 para 16,3 por 100 mil habitantes. A queda acompanhou a diminuição importante do tabagismo no Brasil, de quase 35% da população, em 1989, para menos de 15% em 2013.

Na contramão dessa tendência de queda, entre as mulheres, as taxas subiram de 7,7 para 8,8 em 100 mil habitantes no mesmo período. Na década de 1980, o índice era de apenas 4,4 por 100 mil habitantes. Esse aumento tem relação com o maior acesso feminino ao mercado de trabalho.

O cigarro passou a ser, possivelmente, uma nova forma de elas lidarem com o estresse e o desgaste da nova rotina.




Estudo mostra por que pacientes que reduzem estômago voltam a engordar

02/09/2016 - G1 - Bom dia Brasil


Um estudo sobre cirurgia bariátrica descobre por que gordinhos que fazem a cirurgia de redução de estômago voltam a ganhar peso. Boa parte dos pacientes emagrece quando faz a cirurgia, depois volta a engordar, ganha quase todo o peso que perdeu.

O que explica isso é a diminuição de um hormônio que fica no intestino e avisa ao cérebro que estamos saciados. Se esse aviso demora a chegar, a pessoa continua comendo.

Há quase 10 anos, Camila pesava 127kg. O excesso de peso, além de incomodar, provocava risco para a saúde. Ela fez a cirurgia para reduzir o estômago em junho de 2007. Em um ano e meio, já tinha perdido 59 kg.

“Quando eu fiz a redução do estomago, eu achei que eu jamais fosse voltar a engordar e que eu poderia comer de tudo. Não preciso fazer mais nada, porque vou ficar magra para o resto da vida”, afirmou a pedagoga Camila Tomaiolo.

Mas não foi bem assim. As roupas voltaram a ficar apertadas, o peso na balança subiu. Quando ela viu, estava com 100 kg novamente. “No início, você comia uma pequena porção de legumes, de arroz, a carne e estava ótimo, mas depois com o tempo foi aumentando essa vontade e a quantidade”, contou.

Rosemary engordou muito depois que teve o segundo filho. Ela chegou a pesar 135 kg. A obesidade trouxe problemas de pressão alta e apneia. A redução de estômago ajudou a mandar embora 60 kg, mas a comemoração não durou muito. Ganhou de novo, 30 kg. “Eu como. Daqui a meia hora, se você me oferecer alguma para eu comer, eu vou comer, porque parece que eu tenho fome”, afirmou a dona de casa.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP acompanhou, por cinco anos, 24 pacientes que fizeram cirurgia para redução do estômago. Todos eles perderam peso nos primeiros dois anos, 14 mantiveram o peso depois disso, dez voltaram a ganhar peso. Os pesquisadores descobriram que uma das causas para esse aumento de peso foi a mudança na produção de um hormônio produzido pelo nosso intestino.

Funciona assim: a comida passa pelo nosso esôfago e cai no estômago. O alimento chega então no intestino fino, no delgado, e quando vai parar na região final dessa área, são enviados sinais para o cérebro. Quem manda esses sinais é um hormônio intestinal chamado GLP-1, que vai indicar que já estamos saciados. Na operação de redução, a comida chega mais rápido nessa parte final do intestino e a produção desse hormônio é estimulada.

Segundo o médico que coordenou a pesquisa, os pacientes que tiveram ganho de peso depois da perda inicial bem-sucedida, mostraram, depois de dois anos, uma queda na produção desse hormônio intestinal.

“Isso abre uma pequena perspectiva de entender um pouquinho melhor esse processo complexo onde vários fatores interferem no reganho de peso após a cirurgia. Na medida que a gente conhece um pouco melhor todo esse mecanismo, certamente se abrem novas perspectivas. Utilização de medicamentos que atuam nesse sentido, eventualmente, de resgatar essa capacidade de produção do organismo”, disse o diretor da Unidade de Cirurgia Bariatrica/HC, Marco Aurélio Santo.

O que já se sabe com certeza é que os bons hábitos alimentares contribuem muito para manter a paz com a balança. Elaine fez a cirurgia do estômago há cinco anos; não ganhou peso nem mesmo depois de ter filho. As fotos apresentadas na reportagem do antes e do depois impressionam: de 110 kg para 63 kg.

“É se alimentar com os alimentos corretos, tomar café, alimentação de três em três horas, frutas, verduras, legumes, pouco doce, pouca fritura, pouco carboidrato. Sempre com atividade física”, contou a assistente contábil Elaine Nascimento dos Santos.

A pesquisa brasileira foi publicada na revista internacional Obesity Surgery, uma das mais importantes sobre o tema. A cirurgia é só o primeiro passo, o acompanhamento depois também é muito importante.




Mulheres morrem mais de câncer de pulmão

03/09/2016 - IstoÉ


Mulheres morrem mais de câncer de pulmão

Noticia boa para os homens, ruim para as mulheres. Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer revela que a taxa de mortalidade por câncer de pulmão caiu pela primeira vez no sexo masculino na última década: de 18,5 para 16,3 a cada 100 mil homens. Entre as mulheres o número cresceu de 7,7% para 8,8% porque elas estão fumando mais do que antigamente.




Setembro Dourado: cura do câncer infantil chega a 70% dos casos com diagnóstico

04/09/2016 - Portal EBC


O câncer infantil figura atualmente como a segunda causa de morte na faixa etária entre 1 e 19 anos, perdendo apenas para causas externas, como acidentes e violência. Apesar disso, o índice de cura pode chegar a 70% dos casos se houver diagnóstico precoce. O alerta é da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica que promove a campanha Setembro Dourado no intuito de ampliar a conscientização em prol da causa.

De acordo com a entidade, no Brasil, a taxa de cura do câncer infantil gira em torno de 50% dos casos – índice bastante distante de países como os Estados Unidos, onde a taxa é de 80%. A campanha destaca que o tratamento, nestes casos especificamente, vai muito além do papel exercido por hospitais e defende o empenho de diversos setores na luta contra a doença.


CÂNCER EM CRIANÇAS X CÂNCER EM ADULTOS


Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam 12 mil novos diagnósticos de câncer infantil no Brasil a cada ano, com pico de incidência na faixa de 4 a 5 anos e um segundo pico entre 16 e 18 anos.

Os tipos mais comuns de câncer entre adultos são os carcinomas (como câncer de pulmão e câncer de mama), provocados, em parte, por fatores ambientais e estilos de vida. Já em crianças, os tipos mais comuns são leucemia, tumores no sistema nervoso central e linfomas (câncer dos gânglios linfáticos), geralmente com origem em células que se desenvolveram em estágios iniciais da gestação.


CÂNCER INFANTIL É DOENÇA FAMILIAR


A campanha defende ainda que o profissional de saúde que atende uma criança com câncer deve estender o tratamento a toda a família do paciente, uma vez que o câncer infantil é visto por especialistas como uma espécie de câncer familiar e não de um único indivíduo apenas.

A proposta é que a sociedade civil organizada exerça papel fundamental de dar apoio psicológico, principalmente aos que estão em outra cidade para o tratamento e o acolhimento da família e da criança.

“A luta pelo câncer infantojuvenil é de todos – governantes de todas as esferas, pais, educadores, profissionais da saúde, voluntários, cidadãos. Assim, quanto mais informações sobre a doença forem disseminadas na sociedade e cada um assumir o papel de promoção pela cura, alcançaremos a meta, pois não há prêmio melhor do que uma criança curada.”


SINAIS A SEREM INVESTIGADOS


Os principais sinais de investigação em relação ao câncer infantil são:

- vômitos associados a dores de cabeça (sem náusea)
- desequilíbrio ao andar
- dificuldade na visão
- dores ósseas ou nas articulações
- movimentos limitados
- palidez insistente
- febre persistente
- emagrecimento
- fraqueza
- irritabilidade
- sudorese excessiva
- manchas roxas no corpo ou em pálpebras
- sangramento em geral
- diarreias crônicas
- dores frequentes nos dentes, não associadas a cáries
- dores abdominais prolongadas
- ínguas, gânglios ou nódulos indolores, com rápido crescimento, principalmente no pescoço, axila ou virilhas
- nódulos ou pintas na pele, que crescem ou mudam de cor
- secreção crônica drenada pelo ouvido
- desenvolvimento precoce de caracteres sexuais
- na região dos olhos, pupila branca ou totalmente dilatada, protrusão do globo ocular.