EM DEFESA DA SOCIEDADE E DA PROFISSÃO

Notícias - 05/03/2015

  

 



CLIPPING 05/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos

Anvisa avalia novo visual do maço de cigarro
05/03/2015 - Estado de S.Paulo


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve avaliar nesta quinta-feira, 5, proposta que definirá o novo visual dos maços de cigarro. A partir de janeiro de 2016, 30% da frente da embalagem deverá ser ocupada com uma frase de advertência sobre os riscos do tabagismo. Atualmente, as mensagens são estampadas na parte de trás. A discussão deve definir qual será a frase.
Uma das propostas é a de que todos os maços estampem: "Fumar causa câncer - pare de fumar". Abaixo da frase, viria o símbolo do Disque Saúde, serviço que oferece orientações para quem deseja parar de fumar.
Uma das ideias iniciais era a de que a Anvisa também determinasse mudança nas imagens de advertência, que estão na parte de trás das embalagens. Para grupos antitabagistas, elas estão desatualizadas e, por estarem há anos em exposição, já não provocam o mesmo impacto. A ideia, porém, foi adiada.
A alternativa é realizar as alterações por etapas. Na primeira fase, ocorrerá apenas a definição da frase. Depois de aprovada, a proposta será colocada em consulta pública por dez dias. Frases de advertência são consideradas cruciais por entidades antitabagistas. Estudos mostram que tornar a embalagem menos atrativa evita o surgimento de novos fumantes.



Pesquisa e Desenvolvimento

 

Fiocruz isola vírus da febre chikungunya no Brasil.
05/03/2015 - O Globo


Um kit de diagnóstico de febre chicungunha confiável e com preço competitivo para que qualquer pessoa com suspeita da doença possa ser testada em todo o Brasil. Este deve ser, a médio prazo, o resultado de um trabalho que já dura três anos no Instituto Carlos Chagas (ICC)/Fiocruz Paraná: em fevereiro, a equipe liderada pela virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos, coordenadora do laboratório de virologia molecular do ICC, isolou o vírus causador da febre em amostras humanas vindas de Feira de Santana, na Bahia.
Atualmente o teste laboratorial existe, mas não em larga escala. Na maioria das vezes, a doença é apontada por um diagnóstico clínico epidemiológico, com informações sobre uma região onde o vírus está circulando, combinada com os sintomas de febre e dores articulares. A equipe da Fiocruz Paraná trabalha com dois horizontes: um teste rápido para ser feito à beira do leito em 15 minutos, e um teste Elisa (sigla para Enzyme- Linked Immunosorbent Assay), exame que permite a detecção de anticorpos no sangue, já usado no diagnóstico de várias doenças.
— Hoje sabemos que temos outras cepas de vírus no Brasil. Uma foi sequenciada e tem uma mutação no genoma que permite que, além do Aedes aegypti, o vírus cresça no mosquito Ae
des albopictus, que suporta temperaturas mais baixas e é muito agressivo — explica a pesquisadora. — Esses mosquitos têm poder epidêmico muito grande, por isso o diagnóstico diferencial é importante. Também porque a doença pode ser confundida com outras, como a dengue.
MAL EXISTE DESDE ANOS 1950
A febre chicungunha foi detectada pela primeira vez em 1952, na fronteira da Tanzânia com Moçambique, e se espalhou por África e Ásia. No fim de 2013 a doença foi registrada pela primeira vez nas Américas. Até janeiro de 2015, mais de 1,135 milhão de casos suspeitos foram registrados nas ilhas do Caribe, em países da América Latina e nos EUA, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). E 176 mortes foram atribuídas a ela no mesmo período.
No Brasil, o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde aponta 771 casos autóctones suspeitos no país, sendo 82 confirmados (nove por exame laboratorial e 73 por diagnóstico clínico epidemiológico), 687 em investigação e dois descartados no período de 4 de janeiro a 7 de fevereiro deste ano. Os estados de Amapá, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia, além do Distrito Federal, são os afetados.
Há três anos, quando o trabalho do laboratório de virologia molecular do ICC começou, o vírus da febre chicungunha sequer circulava no Brasil, mas os pesquisadores já previam, pela dispersão que acontecia nas ilhas do Oceano Índico, que a doença viria para as Américas. A equipe, então, sintetizou quimicamente o gene do vírus e, a partir dele, produziu uma proteína recombinante. Num primeiro momento, até era possível produzir insumos antígenos e anticorpos para fazer o diagnóstico, mas ainda não havia amostras de soro de pacientes para validar isso.
Depois disso, uma parceria com o Instituto Pasteur da Guiana Francesa enviou amostras de pacientes, mas numa fase específica da doença — o interessante é ter pacientes em diferentes fases, e elas são três. A primeira é quando há vírus circulante no organismo; já na fase aguda são criados os anticorpos; e a terceira é a de convalescença.
— Recentemente, o Instituto Gonçalo Muniz, na Bahia, reuniu pesquisadores, médicos e enfermeiros envolvidos com o vírus, e, a partir desse contato, conseguimos um painel de amostras de pacientes de Feira de Santana na fase aguda, nos primeiros cinco dias da doença — conta Cláudia. — Recebemos as amostras, inoculamos o vírus nas células de mosquito em cultura e conseguimos fazer o isolamento — comemora.




Inaugurada no Centro escola do Hospital Albert Einstein
05/03/2015 - O Globo

O Hospital Israelita Albert Einstein inaugurou ontem uma unidade de ensino e pesquisa na Rua do Passeio, no Centro. Presente à cerimônia, o governador Luiz Fernando Pezão descerrou a placa de inauguração ao lado do presidente do hospital, Claudio Lottenberg. Pezão disse que torce pela vinda de uma unidade do Albert Einstein para o Rio.
— Esse centro de ensino é um presente para a saúde do Rio nesse aniversário de 450 anos. Precisamos de referência em saúde e em ensino como o Einstein para formar médicos e profissionais em nosso estado — disse o governador.
AULAS COMEÇAM AMANHÃ
Apesar do pleito do governador Pezão, a abertura de unidades do hospital fora de São Paulo não está sendo estudada pela direção da instituição.
O espaço inaugurado terá 300 alunos em 16 cursos de pós-graduação lato sensu em áreas como enfermagem em terapia intensiva, fisioterapia hospitalar, oncologia multiprofissional, medicina de urgência e emergência. As aulas estão previstas para começar amanhã.
A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein investiu R$ 2,5 milhões na instalação da escola, que conta com dez salas de aula e um laboratório de enfermagem. Os cursos têm duração de 11 meses e as aulas serão ministradas por profissionais do próprio hospital. De acordo com Claudio Lottenberg, a estratégia do hospital visa a aprimorar a formação de profissionais de saúde.
— Já temos quatro mil alunos que fazem cursos de pósgraduação com profissionais que trabalham no Einstein, em São Paulo. Até o fim do ano, deveremos ter mil alunos frequentando este centro de ensino do Rio — afirmou o presidente.
O Albert Einstein pretende inaugurar, até o fim do ano, um hospital público em parceria com a prefeitura de São Paulo na Vila Santa Catarina, bairro de classe média alta no distrito do Jabaquara, e expandir a unidade avançada em Alphaville, região nobre em Barueri. Além disso, Lottenberg informou que quer aumentar o número atual de leitos de 630 para 720 nos próximos três anos.




Atletas do futebol americano doam cérebro para pesquisas sobre lesões
04/03/2015 - Folha de S.Paulo


Duas estrelas do futebol americano prometeram doar seus cérebros para pesquisas médicas depois de morrerem.
Steve Weatherford, do New York Giants, e Sidney Rice, que jogava pelo Seattle Seahawks, tomaram a decisão para apoiar as pesquisas sobre lesões no cérebro.
Muitos ex-jogadores de futebol americano sofrem com problemas e doenças causadas por lesões desse tipo.
"Existem muitas questões relacionadas a lesões no cérebro e não apenas (com relação a) atletas profissionais. Isto afeta todo mundo", disse Weatherford.
Sidney Rice venceu o Super Bowl, o campeonato da NFL (liga profissional de futebol americano), em 2014 e em seguida decidiu se aposentar, aos 27 anos, porque teme pelo futuro de sua saúde. O jogador já levou muitos golpes na cabeça.
Rice e Weatherford afirmam que esperam que sua doação estimule outras pessoas a participarem de pesquistas sobre lesões cerebrais.
Jogadores de futebol americano podem sofrer várias concussões durante a carreira
Cerca de 4,5 mil ex-jogadores estão processando a NFL devido a lesões na cabeça sofridas durante suas carreiras. Um acordo de cerca de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 2,8 bilhões) pode ser fechado em breve.
"Muitos dos meus colegas de time e muitos amigos próximos já enfrentaram concussões e a depressão que vem com isso", afirmou Weatherford.
Os dois atletas fizeram o anúncio da doação juntos para marcar o Mês de Conscientização sobre Lesões Cerebrais nos Estados Unidos.
Rice estima ter sofrido entre 15 e 20 traumatismos cranianos durante sua carreira no futebol americano. Ele começou a jogar aos oito anos de idade.
"Me diverti o bastante na NFL. Infelizmente, não recebi a educação necessária (para saber) o que as concussões podem causar. Os estudos do cérebro feitos pelos médicos serão muito importantes para ajudar, talvez até prevenir (problemas)", afirmou Rice.






Para OMS, sul-americano deve cortar em 60% ingestão de açúcar
05/03/2015 - Valor Econômico


A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez nova recomendação ontem para que adultos e crianças reduzam substancialmente o consumo diário de açúcar - o Brasil é o maior produtor mundial do ingrediente. A entidade afirma que a América do Sul tem o consumo mais alto no mundo e deveria cortar em pelo menos 60% a ingestão diária de açúcar.
A entidade global aconselha fortemente os países a manterem o objetivo atual para que o produto represente menos de 10% do aporte diário das pessoas. E destaca que "se possível'' as políticas nacionais devem levar a população a baixar a menos de 5% o açúcar no total calórico diário, para reduzir mais o risco de obesidade, diabete, cárie dentária e outras doenças.
Isso significa que os adultos deveriam limitar seu consumo de açúcar a 50 gramas ou 12 colheres pequenas, mas "se possível" baixar mesmo para 25 gramas ou 6 colheres pequenas por dia.
Atualmente todos os países excedem esses limites e o consumo de açúcar vem aumentado, ao invés de baixar, segundo a OMS. Na América do Sul, cada pessoa consome 131 gramas diárias em média, quase três vezes mais que a recomendação mais flexível da OMS.
A organização afirma que os governos podem implementar a redução recomendada por meio de medidas que já vêm sendo adotadas por alguns países, como a taxação adicional sobre determinados produtos e a regulação do marketing de refrigerantes e outros alimentos e bebidas açucarados.
Conforme a entidade, muito do açúcar consumido hoje é "escondido'' em alimentos processados que não são vistos como doces. Uma colher de ketchup, por exemplo, contém quatro gramas de açúcar. Uma única lata de refrigerante tem cerca de dez colheres pequenas de açúcar.
A recomendação não se refere ao açúcar contido em frutas e vegetais ou naturalmente presente no leite, porque não há evidências de efeitos adversos decorrentes de seu consumo. Tampouco faz referência a produtos com adoçante artificial, como a Coca-Cola Zero.
Em todo caso, a indústria de alimentos e de bebidas precisará reconsiderar e ajustar o uso de açúcar nos seus produtos, avisou o diretor de Nutrição e Saúde da OMS, Francesco Branca. Nas consultas para estabelecer a nova recomendação, a OMS recebeu 173 submissões com comentários de 24 governos, dezenas de indústrias e de outros setores.
"O Brasil não fez objeções", disse Francesco Branca, admitindo a surpresa com a posição do maior produtor e exportador mundial, mas considerando "excelente para nós, que focamos na saúde pública".
No caso específico do Brasil não haveria problema para entrar em conformidade com a futura recomendação, segundo fontes. O Ministério da Saúde tem feito acordos com a indústria alimentar no país para reduzir o uso de açúcar, sal e gorduras nos produtos.
Quanto ao impacto do anúncio da OMS no consumo mundial de açúcar, aparentemente ainda é uma questão em aberto.
Globalmente, o consumo aumentou 10% entre 2003 e 2013, de 58 para 63 gramas por pessoa por dia. Na América do Norte, é de 95 gramas; na Europa Ocidental, de 101 gramas; na Ásia, de 42 gramas; e na África Equatorial e do Sul, é de 30 gramas. Enquanto na Suécia e na Dinamarca o açúcar representa 12% das calorias diárias ingeridas por crianças, em Portugal atinge 25%.
Nesse cenário, governos em todas as regiões têm aumentado medidas para frear o consumo de açúcar por causa do seu crescente peso no orçamento nacional de saúde. A OMC calcula que o custo de tratar de problemas dentários, por exemplo, representa até 10% dos gastos de saúde em países industrializados.
No México, onde um em cada três adultos é obeso, o governo impôs taxa adicional de 8% sobre refrigerantes. O objetivo é reduzir o consumo de açúcar em 15%. No Equador, o governo impõe etiquetagem no setor, de forma que o uso de açúcar caiu 20% na indústria de alimentos e bebidas para receberem o "selo verde'' nos seus produtos, em vez do "selo vermelho''.
A obesidade afeta 500 milhões de pessoas no mundo e aumenta nos países emergentes, onde mais cresce também a indústria de refrigerantes.
A indústria preferiu acusar sobretudo o consumo de calorias e falta de exercício para problemas de obesidade. Mas, depois de resistir ao novo padrão, já mostra pragmatismo. A Nestlé, maior grupo alimentar do mundo, anunciou que vai lançar este mês uma nova versão de seu popular cereal Fitness com 30% a menos de açúcar, aumentando o volume de trigo e arroz. O novo produto estará disponível primeiro na Europa, e mais tarde na América Latina e na Ásia.
Para a OMS, uma dieta saudável deve ter só 5% de açúcar e 30% de gordura no consumo calórico total, não mais de cinco gramas de sal e pelo menos cinco porções, ou 400 gramas, de frutas e vegetais por dia.

 



Saúde



Doenças crônicas devem aumentar na capital
05/03/2015 - DCI


A 3ª edição do Inquérito Domiciliar de Saúde no Município de São Paulo, iniciada em setembro de 2014, deve ser concluída este ano. O coordenador da pesquisa, Cleiton Fiorio, adianta que o número de casos de doenças crônicas na capital deve aumentar. "Nas edições de 2003 e 2008, esse índice cresceu. Essa tendência deve seguir", opina.
Fiorio explica que as doenças crônicas estão relacionadas ao aumento da expectativa de vida, fatores genéticos e estilo de vida "Ao contrário do passado, o número de doenças crônicas está superando as infecciosas, que hoje têm com poucos casos de surtos e letais."
O pesquisador avalia de forma positiva o tratamento médico que os paulistanos estão recebendo para doenças crônicas. "As pesquisas têm mostrado que esses casos estão sendo acompanhados e que a população tem mais acesso a consultas médicas. Além disso, percebemos que o tempo para atendimento diminuiu, enquanto a demanda aumentou."
Fiorio afirma que a pesquisa tem como eixo central o comportamento, o acesso a tratamentos médicos e o quadro da saúde dos paulistanos.
"O estudo levanta dados sobre doenças, hospitalização, hábitos, entre outros. Após a coleta, as informações são cruzadas para possíveis associações."
Esses dados são coletados em 150 setores censitários da cidade e Fiori afirma que alguns índices podem ser associados a regiões da cidade.
"Esses dados não ficam explícitos na pesquisa, mas se constatarmos, por exemplo, alto índice de câncer em determinada região, podemos ter indícios da causa." Até agora foram feitas 1.450 entrevistas, das 4.250 previstas.





Campanha de vacinação contra HPV
05/03/2015 - DCI


Campanha de vacinação contra HPV começou esta semana em São Paulo. As Unidades Básicas de Saúde promoverão a campanha até dia 10 de março, com o objetivo de proteger as meninas contra câncer de colo de útero e verrugas vaginais. Quem tomou a primeira dose da vacina em 2014 receberá a segunda nesta campanha e a terceira será efetuada cinco anos após a primeira.





Começa este mês a Campanha contra tuberculose em Suzano
05/03/2015 - DCI

Foi iniciada esta semana, em Suzano, a primeira etapa da campanha contra tuberculose. Até o dia 15 de março, todas as unidades de saúde do município realizarão ações de panfletagens e a busca ativa de casos de tuberculose junto à comunidade. A iniciativa integra as ações de celebração do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, em 24 de março. Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica, Elizangela Lima, a campanha acontecerá todo ano, porém, neste período a presença dos agentes de saúde nos bairros é intensificada. A função dos agentes é realizar os questionários que colaboram a subsidiar a identificação de novos casos da enfermidade.
O objetivo da campanha é propagar informações sobre a doença, incentivar a realização de exames preventivos, bem como oferecer orientações sobre o tratamento na rede pública.
Em 2014, a Prefeitura de Suzano recebeu um prêmio do Programa Estadual Contra a Tuberculose por ter realizado o teste rápido de HIV em 100% dos pacientes que possuíam tuberculose no município.






Área de saúde aquecida amplia a contratação
05/03/2015 - DCI


O aumento da renda, o uso de planos médicos e odontológicos como benefício para funcionários e o envelhecimento da população elevaram a demanda por tratamentos médicos. Prova disso é que a área de saúde e veterinária contratou 5,3% a mais no acumulado de 12 meses, terminados em janeiro passado.
Apesar do cenário econômico desacelerado, o setor surpreendeu no resultado do relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego. Houve quase o dobro do crescimento do índice geral de contratação no ramo de serviços, que teve alta de 2,54% como um todo.
O crescimento das vagas pode ser explicado também pelo desenvolvimento da população econômica ativa no País nos últimos anos. No entanto, caso o cenário de instabilidade perdure na economia, o setor irá desacelerar e impactar na redução da criação de vagas.

Estabelecimentos

"O setor de saúde é de mão de obra realmente bastante intensiva. Além dos serviços prestados, o segmento impõe processos que são dependentes de pessoas", como afirma o presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin.
Para o economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, o aquecimento do mercado em 2014 pode ser visto também na alta do varejo de materiais de saúde. "Um exemplo do crescimento, é o aumento das vendas de produtos relacionados ao setor como artigos médicos e ortopédicos que tiveram alta de 9% em 2014", exemplifica.

Para ele, o consumo destes materiais não depende do crédito, mas do poder aquisitivo da população, que ainda tem bom patamar. O aumento da demanda por serviços de saúde também beneficia o comércio de farmacêutica, que além deste fator, foi impulsionada pelo aumento da inflação abaixo do comércio. "Enquanto a média do varejo foi de 6,1%, a de produtos de perfumaria e farmacêuticos teve alta de 4,6%", disse Bentes.
No segmento de drogarias, a nova Lei 13.021, de 2014 que exige das farmácias a presença de farmacêuticos profissionais no horário integral de funcionamento do estabelecimento também beneficia a criação de novas vagas para profissionais da saúde. "Contudo, com o aumento de mão de obra mais cara é possível que o gasto seja repassado ao cliente."
Outra categoria que mostra aquecimento é a de franquias odontológicas. Alguns exemplos são a OdontoCompany, Sorridents e a Ortodontic Center, que afirmaram ter grandes planos de expansão até 2016.

Veterinária

Questionado sobre os serviços da área médica veterinária, o economista da CNC afirma que o crescimento deve ser superior para clínicas e profissionais da área de animais de grande porte, que deve ser sustentado pelo crescimento do agronegócio em algumas regiões como o Centro-Oeste.
Já no segmento de pet shops e clínicas especializadas em animais domésticos e de pequeno porte, o impacto da economia pode ser mais intenso. "Com a retração econômica e a possibilidade de um orçamento menor das famílias, é possível que estes gastos sejam os primeiros a serem cortados." O que não se refere à necessidade médica do animal, mas outros serviços.

Serviços

Na área de serviços como um todo, a previsão para 2015 é que o índice de emprego seja maior que as demissões que irão ocorrer por conta da retração econômica. "No entanto, é possível que as novas vagas sejam de pouca produtividade", diz Bentes. Ele explica que se comparada a série histórica, o indicador apresenta tendência de queda. "Devemos comparar o setor com ele mesmo."





TCU pede saída de 95 cubanos do Mais Médicos
05/03/2015 - O Estado de S.Paulo


O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ontem que o Ministério da Saúde revise a avaliação e, se necessário, faça o desligamento de 95 profissionais cubanos que estão em atividade no Mais Médicos.
Recrutados em convênio com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), os médicos não alcançaram a pontuação mínima necessária no módulo de acolhimento, um curso preparatório.
O TCU identificou outras falhas.
Pelo menos 4.375 dos profissionais (31,73% ) trabalham sem supervisão, segundo os auditores.O trabalho apontou ainda que atividades de tutoria são feitas de forma superficial. No acórdão de ontem,o TCU determina que,em 60 dias,o Ministério da Saúde crie mecanismos para que tutores passem a se dedicar à orientação acadêmica.
Em nota, a pasta informou que encaminhou resposta ao tribunal durante o período do relatório preliminar, demonstrando a fórmula de cálculo usada na avaliação e comprovando a regularidade dos médicos.





Mortes suspeitas de dengue vão a 60 e interior cria ‘hospital de guerra’
05/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Com o avanço da dengue no Estado de São Paulo, municípios do interior já montam estruturas semelhantes a hospitais de campanha na guerra contra a doença. Em Rio Claro, na região central do Estado, a prefeitura usou tendas e barracas para instalar um centro de triagem com capacidade para 300 pacientes com sintomas por dia. A cidade está em situação de emergência com a epidemia, com 1,8 mil casos e duas mortes.
Em Marília,a prefeitura instalou o polo da dengue anexo à Unidade Básica de Saúde Cascata, para atender pacientes com sintomas.Só os casos mais complexos são encaminhados para a rede hospitalar. O espaço tem capacidade para 150 pacientes e,além de consultas, oferece estrutura para reidratação.O último balanço indica 5.811 casos de dengue na cidade.
Catanduva, na região norte, instalou um hospital de campanha no Colégio Jesus Adolescente, no Parque Joaquim Lopes, exclusivo para doentes com dengue. A unidade tem 70 leitos e está lotada.A cidade chegou a 3.929 casos confirmados de dengue este ano, tendo ainda 4.459 à espera de exames.
No Estado, já chegam a 60 os casos de mortes suspeitas de dengue este ano. Ontem subiu para oito o número de mortes com diagnóstico de dengue em Sorocaba, conforme boletim da prefeitura da cidade. Dos óbitos em Sorocaba, cinco já foram confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz. O número de doentes mais que dobrou em uma semana na cidade, passando de 4.030 para 8.693. A prefeitura anunciou a instalação de uma nova estrutura num galpão, com 30 leitos, para atendimento exclusivo a pessoas com sintomas.
Em Marília, o número de mortes suspeitas chegou a 18,mas a maioria aguarda exames.
Apenas quatro óbitos têm confirmação oficial.
Guararapes, com seis óbitos sob investigação, e Penápolis, com cinco, também estão em situação de emergência.
Em Araras, foi confirmada a primeira morte anteontem.
Um novo caso está sendo investigado em Araraquara, já que o paciente morreu com sintomas de dengue.
Para enfrentar o avanço da doença, a Secretaria da Saúde do Estado enviou 100 agentes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e equipamentos para 28 cidades em que a doença atingiu nível epidêmico.
Litoral. Caraguatatuba, no litoral norte, decretou estado de emergência e de calamidade pública, após a morte de uma mulher. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, de 1.º de janeiro até anteontem, haviam sido registradas 1.995 notificações: 754 foram positivas,842 negativas e 399 estão em investigação. No ano passado foram 2.176 casos.Em 2014,ao menos 3 pessoas morreram.





Entidades tentaram evitar medidas mais drásticas
05/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Diante das recomendações, a OMS sofreu resistência do setor de alimentos nos últimos meses. Empresas tentaram influenciar o projeto e evitar medidas drásticas.
Segundo a entidade, mais de mil recomendações foram feitas para barrar a publicação.
O Brasil também teria sido ativo no lobby, principalmente diante da condição de maior exportador de açúcar do mundo. Quando o debate começou, em 2002, o governo conseguiu derrubar a ideia de criar uma espécie de tratado internacional, no mesmo modelo que existe contra o cigarro.
Uma das entidades que mandaram seus comentários foi a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA). A entidade, porém não comentou o caso, alegando que não havia tido “tempo hábil para avaliar o conteúdo do documento”.
Em comunicado, a associação afirmou apenas que está “comprometida com o debate e a busca por soluções para a redução do consumo de açúcar pela sociedade”.
Mas também alerta que “é importante que os esforços da indústria sejam compreendidos”.






OMS propõe redução do consumo de açúcar
05/03/2015 - O Estado de S.Paulo


A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou ontem novas recomendações, insistindo que o açúcar não pode ultrapassar a marca de 10% do consumo diário de energia de uma pessoa, sob o risco de criar sérios problemas de saúde. O Estado apurou que a indústria de alimentos pressionou a entidade por meses para não publicar o documento e chegou a fazer lobby para impedir a adesão de governos.
O consumo de açúcar na América do Sul teria de ser cortado pela metade para estar dentro dos limites estabelecidos pela OMS. Segundo a entidade, uma pessoa não deveria consumir mais de 50 gramas de açúcar – ou 12 colheres de chá.
A entidade também indicou que uma redução ainda mais dramática, para apenas 25 gramas por dia – ou seis colheres de chá –, traria vantagens ainda mais claras. Isso representaria um limite de apenas 5% no total de energia consumida por um adulto ou criança.
A recomendação da OMS não inclui o consumo de frutas e legumes em seus cálculos nem o açúcar presente no leite. Para os especialistas, o valor se refere aos açucares tratados com os monossacáridos, como glucose e frutose adicionados em bebidas e alimentos.
A proposta aos governos é fruto de um trabalho de 12 meses que incluiu especialistas de todo o mundo, incluindo da Universidade de São Paulo (USP).
“Temos evidências sólidas para mostrar que manter o consumo de açúcar abaixo de 10%do consumo de energia reduz os riscos de sobrepeso, obesidade e problemas dentários”, declarou Francesco Branca, diretor da OMS para Nutrição. “Fazer mudanças em políticas nessas áreas será fundamental se governos quiserem atingir suas metas de redução de doenças intransmissíveis.” Para a OMS, porém, famílias que conseguirem ainda reduzir o consumo a menos de 5% estariam garantindo de forma ainda mais enfática sua condição de saúde.De acordo com a entidade, uma grande parte do consumo de açúcar hoje está “escondida em alimentos processados e que não são vistos normalmente, como doces”. Por exemplo, uma colher de ketchup contém 4 gramas de açúcar. Uma só lata de refrigerante teria 40 gramas de açúcar. Uma pesquisa no supermercado americano indicou que 80% dos produtos contêm açúcar adicionado.
Em apenas uma bebida energética haveria 27 gramas de açúcar, mais da metade da recomendação.
Um suco de laranja contaria com 24 gramas, contra 26 para um suco de maçã.
Impostos. Para a entidade, governos precisam restringir a publicidade para crianças de refrigerantes e de alimentos processados, além de elevar impostos sobre produtos com altos valores de açúcar.Outra medida sugerida é reforçar leis sobre a etiquetagem de produtos para incluir detalhes sobre o volume de açúcar. A OMS também pede que governos e a indústria de alimentos negociem uma redução no volume de açúcar nos alimentos processados.
Na visão da OMS,essas medidas começam a ser adotadas em alguns países,como Finlândia, França e México, com impostos de até 88%.No caso mexicano, a esperança é de uma queda de 15% no consumo de refrigerantes. Na Hungria, estudos apontam que impostos geraram uma mudança no padrão de consumo e, nos EUA, pesquisas revelam que um aumento de taxas levaria a uma queda no consumo de calorias em 10%.




Estado do Rio confirma 17 casos de malária; secretaria descarta surto
04/03/2015 - Folha de S.Paulo


O Estado do Rio já tem 17 casos de malária confirmados desde o início do ano. A informação é da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde.
Não há mortes registradas e, até o momento, os casos confirmados apresentam a versão branda da doença, segundo o órgão.
Três deles estão no município de Miguel Pereira, dois em Nova Friburgo, dois em Petrópolis e um em Teresópolis. Ainda não se sabe a origem dos outros nove.
Segundo a pasta, essas confirmações não configuram um surto da doença. "Vale lembrar que, anualmente, são registrados casos de malária com contaminação ocorrida no Estado do Rio de Janeiro".
O Estado é considerado oficialmente livre da malária há pelo menos duas décadas. A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental afirmou que nos últimos três anos foram registrados de sete a oito casos da doença por ano –bem abaixo dos 17 casos atuais.
A secretaria alerta as pessoas que visitarão regiões próximas à mata atlântica. Em nota, informou que a transmissão ocorre em ambiente silvestre, e o forte calor favorece o desenvolvimento do mosquito.
O órgão pede que pessoas que estiveram nessas regiões e apresentam febre busquem atendimento médico, informando o histórico de viagem.
"A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental informa ainda que mantém equipes de campo nos locais de provável contaminação para levantamento dos vetores da doença, além de acompanhar e avaliar os casos já notificados", disse a nota.





OMS quer limitar consumo de açúcar 'oculto' dos alimentos
04/03/2015 - Folha de S.Paulo


A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer limitar o consumo de açúcares ocultos nos produtos alimentícios, como o ketchup ou as bebidas açucaradas com gás, responsáveis por inúmeros problemas de saúde, como a obesidade, o excesso de peso e as cáries.
Segundo novas diretrizes da OMS publicadas nesta quarta-feira, os açúcares não deveriam ultrapassar 10% da ração energética diária da população, e preferencialmente não superar 5%, tanto em adultos quanto em jovens e crianças.
Dez por cento equivale a 50 gramas de açúcar, o que cabe em 12 colheres de café.
"Uma redução abaixo de 5%, isso é, 25 gramas de açúcar por dia ou seis colheradas de café, teria vantagens adicionais para a saúde", explicou o doutor Francesco Branca, diretor do departamento de nutrição para a saúde e o desenvolvimento na OMS. "Com um máximo de 5%, um estudo afirma que há zero cáries", acrescentou.
"Temos provas sérias de que limitar o consumo diário de açúcar abaixo dos 10% reduz o risco de excesso de peso, obesidade e cáries", afirmou Branca, após um estudo lançado há um ano no qual foram analisados mais de 170 comentários de especialistas.
"Se a pessoa ingere uma tigela de cereais pela manhã, uma lata de bebida açucarada e um iogurte açucarado, já superou o limite", declarou Branca em uma coletiva de imprensa em Genebra.
Para o professor Tom Sanders, especialista em nutrição no King's College de Londres, "o objetivo de 10% é fácil de ser alcançado se as bebidas açucaradas forem evitadas".
No entanto, os 5% necessários para evitar as cáries é muito mais difícil de alcançar, afirma, "porque isso significa que não se deve comer nenhum bolo, ou biscoitos, ou beber qualquer bebida açucarada".
As consequências desta batalha da OMS são de grande importância. Segundo este estudo publicado em janeiro, algumas doenças não transmissíveis, como a diabetes, o câncer ou as doenças cardíacas, provocam todos os anos 16 milhões de mortes prematuras no mundo. E algumas destas doenças são resultado de hábitos ruins, como o abuso de álcool, tabaco ou uma má alimentação, muito rica em gorduras ou açúcar.

PREOCUPAÇÃO

A OMS lembrou, além disso, nesta quarta-feira que grande parte dos açúcares que consumimos estão ocultos em alimentos que não são considerados doces.
"Um estudo aponta que nos Estados Unidos 80% dos alimentos vendidos nos supermercados contêm açúcares ocultos", indicou Branca.
Alguns países já reagiram ante o excesso de açúcar, como Equador, que obriga os industriais a colocar um logotipo colorido sobre os produtos alimentícios em função da quantidade de gordura ou açúcar que contêm.
A OMS também defendeu uma redução das campanhas publicitárias destinadas às crianças para produtos como barras de chocolate ou bebidas açucaradas.
Além disso, a organização recomenda que os países membros "iniciem um diálogo com as indústrias agroalimentícias para que reduzam os açúcares ocultos na composição de seus produtos".
O consumo de açúcares ocultos varia muito de acordo com os países. Em alguns Estados europeus, como Hungria e Noruega, se situa entre 7% e 8% da ração energética diária. Em outros, como Espanha e Reino Unido, chega a 16%-17%.




Doença já atingiu 1 a cada 14 moradores de cidade em SP
05/03/2015 - Folha de S.Paulo


Em uma rua da pequena Trabiju (a 308 km de SP), praticamente todas as casas têm algum morador que pegou dengue neste ano.
A doença e o medo que os 1.650 habitantes da cidade no interior do Estado sentem dos sintomas são os principais assuntos nas ruas.
Não é para menos: um em cada 14 moradores já contraiu dengue, oficialmente, na atual epidemia. O município, o quinto menor do Estado, teve 112 infectados.
"Fiquei 12 dias de cama, tomando soro. Parecia que tinha tomado uma surra, de tão mole que fiquei", afirmou o aposentado João Ferreira dos Santos, 66.
A prefeitura suspeita que o "marco zero" da doença seja uma incubadora de ovos que estava desativada até meados de dezembro.
"Encontramos muitos criadouros do mosquito lá. O que tinha de larvas conseguimos eliminar, mas mosquitos adultos já tinham voado", diz William Ademir Letice, diretor interino de Saúde.
Numa rua lateral à incubadora, a reportagem encontrou um pote de sorvete jogado numa esquina com água parada e larvas.
Com o aumento no número de casos, cresceu também o temor de que a doença cause mortes na cidade, que não tem hospital.
"Fiquei numa cama improvisada no centro de saúde. Não cabia mais ninguém lá", disse o motorista Antonio do Nascimento, 56.
No ano passado, a cidade registrou 34 casos. De 2009 a 2013, somados, foram só sete registros, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado.
Segundo o diretor interino de Saúde, o pico de transmissão ocorreu no fim de janeiro, mas equipes estão nas ruas para eliminar criadouros e fazer nebulizações e operações, inclusive à noite, para encontrar moradores em casa.
Apesar de a atual situação já ser considerada crítica, o número de casos pode ser ainda maior.
A professora Sandra Cristina Guideli, 41, aguarda resultado do exame. Para ela, no entanto, não há dúvidas. "Os sintomas foram os piores possíveis, com íngua e dores nas juntas", afirma.




Dengue explode e até capela vira hospital no interior
05/03/2015 - Folha de S.Paulo


"Fiquei 12 dias de cama, tomando soro. Parecia que tinha tomado uma surra, de tão mole que fiqueiJoão Ferreira dos Santosaposentado, morador de Trabiju (a 308 km de São Paulo), que contraiu dengue.
A explosão de casos de dengue no interior de São Paulo, que deixou até prefeito doente, já transformou capela e escola em hospitais improvisados, forçou a suspensão de aulas e fez com que prefeituras doassem à população repelentes e sementes de uma planta que atrai o predador do Aedes aegypti.
Levantamento da Folha mostra que a situação é a mais crítica ao menos desde 2010.
Em 50 dos 645 municípios paulistas, a reportagem mapeou 44.140 infectados --casos confirmados, e não só suspeitos. É mais que a quantidade registrada no Estado inteiro no primeiro bimestre de cada um dos últimos cinco anos.
Desde janeiro, 28 pessoas morreram em decorrência da dengue e há outras 38 mortes suspeitas em investigação. Na capital, são 563 casos e um óbito suspeito em apuração.
Os dados do Ministério da Saúde, só sobre casos suspeitos, apontam 51,8 mil notificações em São Paulo até 14 de fevereiro, 900% mais que no mesmo período de 2014.
O Estado, que estava em 18º lugar na relação de notificações por 100 mil habitantes (117,7), ocupa agora a terceira posição no país, atrás de Goiás (221,7) e Acre (517,3).

AULAS SUSPENSAS

A dengue é assunto da vez principalmente em cidades com menos de 40 mil habitantes, como Florínia e Trabiju, onde a média é de um doente a cada 13 e 14 moradores.
Os casos estão espalhados pelo Estado, com registros de surtos, epidemias ou mortes em 11 das 15 regiões administrativas de São Paulo.
Com 2.066 casos, ou 1 a cada 16 habitantes, Aguaí decidiu reabrir sua Santa Casa, fechada desde 2013, para instalar na capela camas para pacientes com dengue.
Em 2014, a cidade enfrentou desabastecimento de água, o que levou a população a estocar o produto em baldes e galões. Resultado: agentes de saúde encontraram larvas do mosquito transmissor da dengue em recipientes mal vedados.
Em Ubirajara, as aulas na rede municipal chegaram a ser suspensas. Com a epidemia, os postos de saúde passaram a distribuir repelentes gratuitamente, e a prefeitura entrega aos moradores sementes de crotalária.
Mesmo sem comprovação científica, segundo o diretor do departamento de saúde, Marcos Rogério Briquezi, a planta atrai libélulas que são predadoras do mosquito.
Em Catanduva, a distribuição da semente é restrita a locais públicos. A epidemia de dengue lá é uma das mais graves no Estado, com seis mortes, 22 óbitos sob investigação e 4.284 casos.
Além de postos de saúde, uma escola foi adaptada para atender pacientes.
A cidade de Marília concentra o maior número de confirmações: 5.811 casos. O prefeito de Ubirajara, Walmir Bordin (DEM), e sua mulher contraíram a doença, assim como o vice de Aguaí, Adalberto Fassina (PMDB).
Em Rio Claro, seis jogadores do time de basquete e quatro de futebol tiveram dengue.
Entre outras armas adotadas por municípios estão o uso de drones para buscar criadouros, alerta divulgados por carros de som e na torre da igreja e apelo de padres durante as missas.




Câmara autoriza CPIs das próteses, prisões e violência contra jovens
05/03/2015 - Valor Econômico


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou nesta quarta-feira a abertura de três comissões parlamentares de inquérito (CPIs): para investigar a máfia de próteses no Sistema Único de Saúde (SUS), das causas e soluções para a violência contra os jovens negros e do sistema carcerário. A CPI para investigar a Petrobras já tinha sido autorizada.
Cunha negou a criação de CPIs para investigar os planos de saúde, a violência no Brasil e as pesquisas eleitorais por entender que não havia fato determinado. Cabe ao presidente da Câmara decidir, com base na avaliação dos órgãos técnicos, quais requerimentos têm um fato para apuração.
Com o indeferimento dos três pedidos e a CPI da Petrobras já em funcionamento, a próxima CPI na lista é do PSDB, para investigar o setor elétrico. Pelo regimento interno da Casa, podem funcionar cinco comissões de inquérito ao mesmo tempo.









Notícias - 04/03/2015

 

  

 



CLIPPING 04/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos

Ampliação de medicamentos clone reduzirá fila de registro
04/03/2015 - ANVISA

A partir de agora, a indústria farmacêutica que quiser registrar medicamento clone terá a garantia de manutenção do preço já praticado no mercado. O processo de registro para esse tipo de produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é mais simplificado e sua ampliação permitirá a redução de cerca de 25% na fila de pós-registro. A análise desses documentos representa 60% da demanda para registros no país. A medida beneficiará o setor, que terá o processo de registro acelerado, e o consumidor, que terá mais opções de marcas e preços disponíveis.
“Essa resolução é muito importante porque já estamos adotando uma maneira mais simplificada para registrar medicamentos clones e faltava uma definição sobre o preço. A análise simplificada para os medicamentos clones representa um ganho de tempo em todas as etapas de registro, com uma redução expressiva da fila”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O diretor-presidente da Anvisa, Jaime Oliveira, explica que é fundamental sinalizar ao setor a manutenção do preço para dar segurança ao pedido de registro do produto na categoria clone.
A resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) sobre a precificação de medicamentos clone será publicada no Diário Oficial da União. A ação voltada ao setor farmacêutico foi anunciada pelo Ministério da Saúde e Anvisa.
Essa medida vem complementar a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 31/2014 da Anvisa, que passou a autorizar que medicamentos novos ou não, que têm comprovadamente a mesma matriz (princípios ativos, concentração, via de administração, posologia e indicação terapêutica) de uma droga já registrada e comercializada, possam ser enquadrados como ‘medicamento clone’.
O maior impacto da medida será no pós-registro, fase em que a indústria já possui medicamentos e preços registrados na Anvisa e quer reclassificá-los, passando-os de medicamento não clone para clone. Atualmente, cerca de 60% da demanda da Gerencia Geral de Medicamentos da Anvisa está no pós-registro. Um terço dos pedidos (629) aguarda para serem registrados como ‘clone’.
MERCADO –A Resolução da CMED prevê três situações que garante a precificação dos medicamentos, caso o fabricante opte por trabalhar com os clones. No primeiro caso, o medicamento não clone já é comercializado. Nessa situação, haverá uma troca do número de registro do medicamento para adequação à RDC 31/2014 e será mantido o preço anteriormente aprovado para o laboratório.
No segundo caso, o medicamento entra no mercado como um fármaco novo ou nova apresentação e, por isso, segue normalmente as regras gerais de preços estabelecidos pelos critérios da Resolução CMED N°2/2004. A terceira situação trata do produto criado a partir da transferência de tecnologia entre laboratórios públicos e privados, por meio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e outras formas de transferência de tecnologia – em que o medicamento clone terá o mesmo preço praticado pela matriz.
PDP – As Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) fornecem produtos de acordo com a necessidade e prioridade da rede pública de saúde e seguem as demandas apresentadas anualmente pelo Ministério da Saúde. As iniciativas firmadas entre laboratórios públicos e privados têm por objetivo fortalecer o setor produtivo nacional e garantir o abastecimento do Sistema Único de Saúde, contribuindo para a sua sustentabilidade e para a redução do déficit externo do setor da saúde.
Atualmente, estão em desenvolvimento 98 parcerias entre 19 laboratórios públicos e 55 privados. Esses acordos preveem o desenvolvimento de 91 itens, (sendo 61 medicamentos, 6 vacinas, 19 produtos para saúde e 5 equipamentos).  Do total de PDPs em vigência, 30 já possuem registro na Anvisa e 18 deles estão no mercado e são comprados de forma centralizada pelo Ministério da Saúde, entre eles oncológicos, antirretrovirais e vacinas. A estimativa é de que o total de parcerias promova economia de R$ 4,1 bilhões por ano em compras públicas.





Anvisa publica regras que modernizam pesquisa clínica no país
04/03/2015 - Agência Brasil

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada nesta terça-feira (3) no Diário Oficial da União, fixa novas regras para pesquisas clínicas com medicamentos no Brasil. A expectativa do governo é que as normas, aprovadas no início de fevereiro, tragam mais agilidade e permitam maior inserção do país no setor.
Uma das novidades é a definição de prazo para que a Anvisa avalie dossiês de desenvolvimento clínico de medicamento (DDCM) contendo projetos de ensaios clínicos a serem feitos. Pelo texto aprovado, os estudos de fase III, com medicamentos sintéticos de outros países, terão prazo máximo de 90 dias para avaliação. A estimativa é que 60% dos estudos analisados atualmente pela agência se enquadrem nessa regra.
As novas regras preveem ainda que, nos casos em que a agência não se manifestar em até 90 dias, o estudo poderá ser iniciado, desde que aprovado por instâncias que avaliam aspectos éticos da pesquisa. Neste caso, a Anvisa emite uma autorização para que o pesquisador importe os produtos da pesquisa em questão. Os pedidos de autorização que aguardam avaliação técnica e já se encontram na Anvisa, anteriormente à vigência da norma, vão ser enquadrados na regra dos 90 dias.
Já os estudos de fases I e II, com medicamentos biológicos ou realizados apenas no Brasil, terão prazo de 180 dias para avaliação pela Anvisa. O início do estudo, entretanto, não poderá ser feito até que isso aconteça.
De acordo com a Anvisa, as pesquisas clínicas são estudos com humanos para medir os parâmetros de segurança e eficácia de novos medicamentos. Os ensaios são divididos nas fases I, II, III e IV, de acordo com a quantidade de participantes e os objetivos específicos de cada etapa.
"A nova norma busca harmonizar a legislação nacional com a as diretrizes internacionais do setor, e deve incentivar o desenvolvimento de pesquisas em território nacional, bem como maior inserção do Brasil nas pesquisas feitas simultaneamente em diferentes países", informou a agência.






Abortivo na mão do camelô.
04/03/2015 - O Globo


Em camelódromo no Centro, ambulantes oferecem, por até R$ 600, o abortivo Cytotec, de venda proibida no país. O mercado negro do aborto chegou às bancas de camelôs da Rua Uruguaiana, no Centro. À luz do dia e diante de agentes da Guarda Municipal, ambulantes oferecem aos gritos: “Cytotec! Cytotec!”. Proibido no Brasil desde 2005, o medicamento era originalmente utilizado para o tratamento de úlceras, mas a sua ação abortiva provocou a suspensão das vendas, e sua comercialização passou a ser considerada crime hediondo, com pena de até 15 anos de prisão, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Apesar disso, desembolsando de R$ 250 a R$ 600, é fácil obter a cartela com quatro comprimidos do abortivo, além de ganhar uma rápida “consulta” com o próprio vendedor sobre como utilizar o produto:
— É preciso tomar dois comprimidos via oral e pôr dois na vagina, em jejum. Depois de algumas horas, a mulher sentirá cólica e começará a sangrar. O feto vai sair junto. É garantido, mas tem que tomar dessa maneira que eu estou falando — orientou o ambulante, que também vende DVDs piratas e chips para celular.
Durante uma hora, uma equipe do GLOBO flagrou cinco camelôs oferecendo Cytotec e Pramil — remédio para disfunção erétil produzido no Paraguai e sem registro na Anvisa — na Uruguaiana, ao lado do camelódromo. Após uma breve negociação e definido o valor a ser pago pelo Cytotec, R$ 250, o ambulante desapareceu em meio aos boxes do camelódromo e retornou minutos depois com quatro comprimidos enrolados num plástico, sem qualquer etiqueta comprovando a origem do medicamento.
ADVOGADA PASSOU MAL COM REMÉDIO
Perguntado sobre a procedência do remédio, ele afirmou que um amigo distribui a mercadoria. O vendedor enfatizou a eficácia do abortivo, ressaltando que há grande procura pelo produto:
— Vendo muito, direto, todos os dias. Esta semana, uma mulher apareceu aqui grávida de seis meses com o dinheiro na mão. Eu não vendi. A recomendação é tomar com até três meses de gravidez, mas acho que ela comprou com outro colega. Eu não quis ficar com esse peso na consciência e ainda avisei: “Se você tomar, a criança vai embora e você vai junto com ela” — contou.
Surpreendida por uma gravidez não planejada, uma advogada de 28 anos, que preferiu não se identificar, viu como única alternativa a automedicação para interromper a gestação de três semanas. Escondida da família e sem dinheiro para se submeter ao procedimento numa clínica clandestina, a advogada e o namorado decidiram comprar o Cytotec:
— Sangrei demais e, depois, precisei fazer uma ultrassonografia para conferir se estava tudo bem. Não faria de novo, por causa do sofrimento por que passei. Foi bem doloroso o processo abortivo. Coloquei a minha vida em risco por causa de uma irresponsabilidade de nós dois.
O medicamento é composto por um princípio ativo chamado misoprostol, substância abortiva que, legalmente, segundo a Anvisa, só pode ser usada em procedimentos hospitalares.
Para a ginecologista Vera Fonseca, membro do Cremerj, em meio ao desespero, as mulheres acabam investindo em métodos rápidos para abortar, porém extremamente perigosos, colocando a própria vida em perigo:
— Há chances de um abortamento incompleto, o que pode ocasionar máformação fetal, além de hemorragias, ruptura do útero e infecções. Pode causar também a morte dessa gestante.
A Organização Mundial da Saúde ( OMS) estima que, a cada dois dias, uma brasileira morra vítima de aborto ilegal no Brasil. Dados da Secretaria estadual de Saúde do Rio mostram que, em 2014, cerca de 15 mil mulheres foram internadas para a realização de curetagens pós-abortamento, uma média de 41 pessoas por dia. No entanto, como não há diferenciação no atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde, esse número compreende tanto os abortos espontâneos quanto os provocados por métodos ilegais.

POLÍCIA DIZ QUE TEM INVESTIGAÇÃO

A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Marisa Chaves, defende a ideia de que governo e sociedade abram o debate de maneira madura, priorizando a saúde das mulheres:
— Nenhuma mulher vai à Uruguaiana para comprar e consumir um remédio, que agredirá de forma tão brutal o seu organismo, se não estiver numa situação de desamparo e desespero. As mulheres têm direito ao acesso a políticas públicas que deem a elas o poder de escolher os melhores métodos contraceptivos. É preciso escutar as angústias e orientar, não punir — salientou Marisa.
A Anvisa informou que trabalha para impedir a entrada de fármacos ilegais no mercado brasileiro, com o apoio dos órgãos estaduais de vigilância sanitária e de segurança. Já a Polícia Civil disse que há um inquérito em andamento para apurar a venda do Cytotec pela internet.
A Guarda Municipal, por sua vez, esclareceu que atua na Rua Uruguaiana no combate a barracas de ambulantes que estejam obstruindo a via pública. Segundo o órgão, a venda de medicamentos ilegais não costuma usar qualquer estrutura física e, geralmente, as pessoas que anunciam a mercadoria não estão com os produtos em mãos, tratando-se, portanto, de atividade criminal que exige investigação. Procurada, a Polícia Civil orientou o repórter a entregar o medicamento comprado numa delegacia.




 

Pesquisa e Desenvolvimento 

 

 


Alemã Merck vai expandir fábrica no Rio
04/03/2015 - Valor Econômico

O grupo alemão Merck, que atua nas áreas farmacêutica e química, se prepara para uma nova rodada de expansão da fábrica de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, a empresa, que está entre as dez maiores farmacêuticas do país, projeta expansão de 8% nos negócios locais em 2015.
Depois de encerrar em agosto de 2012 o projeto de duplicação da área produtiva e implantação de três novas máquinas de medicamentos no Rio, a gigante europeia pretende, agora, elevar de 10% a 30% a capacidade na unidade fabril, que já atingiu a marca de 1,2 bilhão de comprimidos produzidos no ano.
Em 2013, a Merck já havia inaugurado seu novo centro de distribuição, com investimentos de R$ 21 milhões e ampliação de 60% da capacidade total de armazenagem, com vistas a dar suporte ao novo volume de produção. "Os mercados emergentes puxaram o crescimento do grupo no ano passado. A América Latina teve posição de destaque e o Brasil é o principal mercado na região", disse ao Valor o principal executivo da Merck Serono na América Latina e gerente-geral interino do grupo no Brasil, Lawrence Ganti.
A unidade de Jacarepaguá, além de medicamentos (comprimidos, cápsulas e xaropes), é voltada à produção de itens de consumo e materiais para filtros solares e detergentes. Com a expansão de 2012, uma parcela de fármacos da Merck que antes eram importados e comercializados no Brasil passou a contar com fabricação local. A partir da nova ampliação, a unidade brasileira poderá abastecer outras regiões da América Latina.
Diante do novo ciclo de crescimento, contou o executivo, a Merck deverá ampliar em 5% a 10% seu quadro de funcionários no Brasil. Um dos focos de crescimento do grupo está justamente no maior intercâmbio de profissionais brasileiros. "Vejo muitos indianos, chineses em outros escritórios do grupo, mas não vejo muitos brasileiros. Queremos dar essa oportunidade aos profissionais do país", contou.
Um dos reconhecimentos da qualificação do Brasil foi a escolha da operação brasileira, junto com outras unidades do grupo ao redor do mundo, para participar das pesquisas de desenvolvimento de um novo tratamento oncológico que serão conduzidas em parceria com a americana Pfizer. O acordo entre as companhias foi anunciado em novembro do ano passado.
Para este ano, a previsão é a de crescimento de 8% dos negócios do grupo no Brasil, em linha com a previsão da indústria farmacêutica nacional, influenciado principalmente pela área farmacêutica, que está sob o guarda-chuva da Merck Serono. "Foi um bom ano para a Merck" e esse desempenho também reflete a reestruturação iniciada em 2010, com direcionamento dos negócios a determinadas áreas estratégicas, disse o executivo.
No ano passado, as vendas do grupo cresceram 5,5%, para € 11,3 bilhões, influenciadas tanto por crescimento orgânico quanto pela aquisição da britânica AZ Electronic Materials. Já o resultado antes de juros e impostos (Ebit) subiu 9,4%, para € 1,8 bilhão, enquanto lucro líquido atribuído aos acionistas declinou 3,7%, para € 1,16 bilhão - o grupo afirmou que o resultado 2013 embutia efeito positivo de itens não recorrentes.
Em relatório que acompanha o balanço financeiro, o presidente do conselho de administração da Merck, Karl-Ludwig Kley, afirmou que todos os setores de negócio do grupo - cuidados com a saúde, ciências da vida e materiais de performance - contribuíram para os bons resultados de 2014. "Com a aquisição da AZ, a oferta de compra da Sigma-Aldrich e a aliança com a Pfizer em imuno oncologia, nós estabelecemos as fundações para o crescimento futuro", disse.


 

Saúde

 



Governo lança programa de suplementação nutricional em creches
04/03/2015 - Estado de S.Paulo


Uma em cada cinco crianças de até cinco anos sofre de anemia; 17% delas têm falta de vitamina A. Para prevenir a anemia e controlar carências de vitaminas, foi lançado nesta segunda-feira (2) programa de suplementação nutricional nas creches públicas do País. O NutriSUS beneficiará 330 mil crianças, de 1.717 municípios. A anemia nos primeiros anos de vida pode causar danos ao desenvolvimento psicomotor das crianças, com repercussão no aprendizado e na capacidade produtiva. A falta de vitamina A pode provocar deficiência visual. A ausência dos nutrientes também favorece doenças infecciosas e respiratórias, além de levar à desnutrição e à morte.
O programa lançado pelos ministérios da Saúde, Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Educação prevê que cada criança consuma um sachê diário composto de ferro e outros 14 micronutrientes. O pó é adicionado à comida já servida na creche. Como não tem gosto, é facilmente aceito pelas crianças. As cuidadoras costumam misturar o produto na primeira colherada - se a criança deixar comida no prato, terá garantido a porção ideal de nutrientes.
O programa prevê o fornecimento de 60 sachês por criança, com intervalo de 4 meses, sucessivamente, até que o aluno complete 4 anos. Participam do programa 6,8 mil creches - dois terços delas na Região Nordeste. O governo federal prevê gastar R$ 12,5 milhões para a compra de 40 milhões de sachês em 2015. "Já nasceu a primeira geração de crianças livres da fome e que estão na escola. O Brasil saiu do mapa da fome, mas isso não é suficiente. Queremos nossas crianças sem anemia e crescendo", afirmou a ministra de Desenvolvimento Social, Tereza Campello, depois de lançar o programa numa creche em Itaipu, em Niterói, cidade no Grande Rio.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, lembrou que ao receber a quantidade ideal de nutrientes previne-se a desnutrição, mas também a obesidade. Ele citou ainda pesquisa da Universidade de São Paulo, que avaliou o projeto piloto do NutriSUS - em oito meses, reduziu-se a anemia em 38% e a deficiência de vitamina A em 20%. "Aqui a gente sabe o que elas comem. Mas não podemos garantir que a comida de casa tenha qualidade. Criança com fome não aprende", afirmou a professora Mariney da Silva, diretora da creche Creche Professora Odete Rosa da Mota, onde o programa foi lançado.




Hospital Albert Einstein inaugura pós-graduação no Rio
04/03/2015 - O Globo


O Hospital Albert Einstein vai inaugurar hoje uma unidade de ensino no Rio. É a primeira vez que a instituição monta uma estrutura fora de São Paulo, e a iniciativa faz parte de uma estratégia de aumentar a sua participação na formação de profissionais de saúde. Serão oferecidas cerca de 300 vagas para cursos de pós- graduação em um prédio na Rua do Passeio, no Centro. Os alunos estudarão temas como enfermagem em terapia intensiva, fisioterapia hospitalar, medicina de urgência e oncologia multiprofissional.
O hospital, que completa 60 anos em 2015, pretende abrir um curso de graduação em São Paulo até o fim do ano e estuda, também, inaugurar uma unidade de pós-graduação em parceria com uma instituição de Curitiba, segundo o presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira, Claudio Lottenberg. Atualmente, cerca de quatro mil alunos já fazem cursos de pós- graduação com profissionais que trabalham no Einstein, em São Paulo.
— Um dos valores que temos no hospital é o conhecimento. E numa área tão complexa quanto a saúde, os grandes desafios não são a incorporação tecnológica ou a incorporação de recursos físicos, mas ter recursos humanos que possam dar conta dos desafios da área — disse Lottemberg ao GLOBO.
A participação de profissionais nos cursos proporcionou “ganhos significativos em termos de qualidade” para o Einstein, de acordo com Lottemberg. Ele diz que os cursos têm o objetivo de complementar a formação acadêmica que os profissionais de saúde já receberam em suas faculdades e incentivá- los a desenvolver outras competências, principalmente nas áreas de administração e liderança.
— Acho que hoje existe uma carência muito grande para dar mais formação técnica do que acadêmica clássica. E existem expertises que são difíceis de serem obtidas no mercado, como hotelaria hospitalar, por exemplo. Quando você vai a um hotel, vai a negócios ou de férias. Aqui, no hospital, vem tratar da saúde. Precisa ter um tratamento diferente. É difícil — explica Lottemberg. — Outra área importante é a de engenharia clínica. Como ter pessoas com competência para fazer a manutenção nos equipamentos? Tivemos que formar pessoas com essa vertente.
SEM PLANOS DE HOSPITAL NO RIO
Com faturamento líquido na casa dos R$ 2,1 bilhões em 2014 ( 16% mais que o R$ 1,8 bilhão registrado em 2013), o Albert Einstein pretende inaugurar, até o fim do ano, um hospital público em parceria com a prefeitura de São Paulo na Vila Santa Catarina, expandir a unidade avançada em Alphaville e aumentar o número de leitos de 630 para 720 nos próximos três anos. Por enquanto, porém, a abertura de unidades do hospital fora de São Paulo não está sendo estudada pela direção da instituição, de acordo com Claudio Lottemberg:
— Montar um hospital ou postos de atendimento nem sempre é a melhor resposta que você pode dar para contribuir com a visão inclusiva da saúde que temos. E nós começamos a observar que para aquilo que nós queríamos tínhamos carência de recursos humanos.




Choque sempre revigorado
04/03/2015 - Valor Econômico


É na saúde onde se concentram os superlativos do governo federal, embora não se possa desconhecer a distribuição equânime de impasses, falta de resultados e cumprimento de metas, do Palácio da Alvorada à Catedral de Oscar Niemeyer. Para qualquer área da administração que se aponte, é tarefa difícil detectar o sucesso, algo que realmente esteja dando certo e possa ser uma marca positiva com a qual a presidente Dilma Rousseff levante uma bandeira, mesmo que publicitária. A crise é política, econômica e administrativa.
Porém, a saúde é demais, e o abismo é tão fundo que o governo federal parece ter deixado prá lá, se desligado de maiores compromissos na resolução dos problemas, por impossíveis de superação. Há mais de dez anos, a saúde vem ocupando o primeiro lugar na lista de preocupações dos brasileiros com os serviços públicos ineficientes. A área, já combalida, não foi poupada dos cortes que atingiram o Orçamento, recentemente, quando se imaginava que receberia atenção especial: ficará sem R$ 6,1 bi, ou 6,7% de seu orçamento.
Até na campanha eleitoral a saúde foi vítima, pois para ela foi criado apenas um programa, às pressas, para virar slogan e propaganda, sem crivo técnico, bombardeado pelos especialistas, que acabou sendo apenas uma iniciativa de política externa à deriva, um carinho nas relações com Cuba, país beneficiado pela medida. A contratação de médicos cubanos para o interior do Brasil, o Mais Médicos, profissionais que têm boa parte de seu salário confiscado pelo governo do seu país, e trabalham sem a correspondente criação de condições, equipamentos e medicamentos, não se pode dizer que seja um bom instrumento da política de saúde pública.
Enquanto o governo se prepara para dar sequência ao programa eleitoral Mais Especialidades, prometido na última jornada política, ainda se tenta consertar os desvios e fragilidades do Mais Médicos, implantado na marra contra a opinião, inclusive, das entidades representativas dos profissionais. O Ministério da Saúde anunciou ontem que "recepcionará" os profissionais brasileiros que a partir deste ano atuarão dentro do programa.
O descompasso entre o ritmo do governo federal na adoção de providências e o ritmo das reclamações da população e dos diagnósticos de profissionais da área é colossal. O desgoverno tem comprovação constante e resistente. No segunda-feira, dia em que o Ministério da Saúde anunciava a recepção a médicos, o Conselho Federal de Medicina, entidade que já manifestara, como várias outras, sua avaliação crítica ao programa único de campanha e agora de governo, revelava o retrato do que tem sido permanente nas reclamações e que só desperta alguma reação do governo quando a televisão mostra as cenas de guerra em seus noticiários: a situação de calamidade pública dos hospitais públicos. E nem foi uma avaliação abrangente, que contemplasse todos os aspectos do atendimento.
O Conselho Federal de Medicina realizou fiscalização em 952 unidades públicas de saúde e divulgou os resultados do trabalho que retrata o descalabro. Segundo relato do repórter Vandson Lima, o Brasil está na seguinte situação considerando apenas a questão de higiene: quatro unidades não têm salas de esterilização de materiais utilizados pelos médicos, em 23% dos locais não há toalhas de papel, outros 21% não contam com sabonete líquido e em 6% sequer se encontrou pia para o médico lavar as mãos. Quanto aos equipamentos básicos, como termômetro e estetoscópio, estão em falta respectivamente em 10% e 23% dos consultórios.
De 305 emergências visitadas pelo CFM, 29% não tinham seringas e agulhas, em 11% das quase mil unidades públicas fiscalizadas não havia material para curativo e pontos. Equipamentos com algum grau de sofisticação, então, são raros: em 74% das emergências o Conselho não viu desfibrilador para atender pacientes com paradas cardíacas.
Privacidade em consultas não se sabe o que é: constataram atendimento até sob árvores, no mato. E por aí vai a fotografia: em um terço das unidades de saúde 50 itens estavam em desconformidade com o estabelecido pelas normas sanitárias, em 100 unidades eram 80 itens os fora dos padrões; 8% das unidades de saúde estavam sem vacina, em 4% dos locais remédios com validade vencida estavam sendo distribuídos à população.
Além desse básico do básico, o Conselho ainda não pesquisou, mas sabe que a situação só piora. O quadro é de republiqueta de esgoto em céu aberto. O que disse o governo federal diante dessa panorâmica rápida? O problema é dos municípios.
Fora a argumentação teórica: o Ministério da Saúde desenvolve há quatro anos um programa "para construção e melhoria de unidades básicas de Saúde (UBS)". Em nota, joga os números de volta ao CFM: "Há 24.935 obras em execução, das quais 22.782 estão em andamento ou já foram concluídas. Outras 14 mil unidades entrarão em obras nos próximos anos". Mas aí vem o culpado: "Cabe reforçar que a gestão do SUS é tripartite, com autonomia dos entes federados, e que a implementação das ações e serviços de atenção básica é responsabilidade direta dos municípios."
Se a presidente Dilma Rousseff pelo menos voltasse a falar desse problema antes da próxima campanha eleitoral, desvinculando-o da luta política, seria um horizonte, mas nem isso, está esquecido.
Dourando a pílula: amigos do ex-presidente Lula fazem uma exegese refrescante, diante da repercussão negativa, de sua declaração à Federação de Petroleiros, a de que poderiam chamar o exército de João Pedro Stédile para defendê-los. Na possibilidade de Lula ser tomado como golpista, ou que esteja afrontando a democracia, explicam que ele falou exército como se tivesse falado a turma, os sem-terra, os amigos, e não o grupo armado de foice das invasões.
Uma lulice, portanto, sem maiores consequências, pois acham que se tivesse pensado duas vezes não diria a frase. Mesmo esses, porém, acham que está "tudo está ficando muito complicado".





Gestão Haddad reduz nº de consultas básicas
04/03/2015 - O Estado de S.Paulo


O total de consultas básicas oferecidas pela rede municipal de saúde caiu 11% nos últimos dois anos. O número de atendimentos realizados dentro da chamada Atenção Básica, área responsável pela promoção da saúde e prevenção de doenças, passou de 15,4 milhões, em dezembro de 2012, para 13,7 milhões, em fevereiro deste ano.
A queda é explicada por um esvaziamento na agenda das Assistências Médicas Ambulatoriais(AMAs). De acordo com dados fornecidos pela gestão Fernando Haddad (PT), o número de atendimentos realizados pelas atuais 98 unidades caiu 24% de 2012 para cá. Já nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) o total de consultas ficou praticamente estagnado – a alta foi de 1,3% no período (veja quadro abaixo).
Na capital, tanto AMAs como UBSs são responsáveis por prestar o atendimento inicial ao paciente.
Segundo especialistas, ao menos 80% dos problemas da população podem ser diagnosticadose tratados dentro da rede de Atenção Básica.
Extraoficialmente, a Secretaria Municipal da Saúde alega que a redução significativa no número de consultas em AMAs é reflexo da dificuldade que enfrenta para contratar clínicos que assumam plantões médicos de 12, 20 ou 40 horas semanais, sobretudo nas regiões mais periféricas.
Mas a falta de médicos não explica tudo. No período analisado, a rede de AMAs básicas, que funcionam 12 horas por dia, perdeu duas unidades.Pelo menos uma foi fechada para dar lugar a uma Rede Hora Certa, equipamento criado pela atual gestão para ofertar consultas de especialidades, exames e pequenas cirurgias.
Moradora do Itaim Paulista, na zona leste,a pedagoga Gildete Silva de Jesus, de 60 anos, lamentou o fechamento, no ano passado, da AMA Texima. “Eu sei que a abertura da Rede Hora Certa foi uma coisa boa para a região,mas poderiam ter continuado com os dois serviços.” Questionada sobre a redução de consultas,a Secretaria Municipal se limitou a dizer que os números são preliminares, “pois o prazo para consolidação dos dados é de até 90 dias após o encerramento do mês”.
O balanço de 2014 mostra ainda que na Atenção Especializada o cenário ficou estável. Somados os serviços de AMAs Especialidades, ambulatórios de especialidades e Rede Hora Certa, o número de atendimentos cresceu 0,6% entre 2012 e 2014.
A fila geral diminuiu. Hoje, há 667 mil pessoas na espera por algum procedimento médico.
Há dois anos, eram 810 mil.
Crítica. O prefeito Fernando Haddad criticou ontem a reportagem do Estado que mostrou aumento de 10,7% na fila para procedimentos cirúrgicos. “A cirurgia é sobretudo atribuição do governo do Estado”, disse.
Segundo ele, os procedimento passaram de 100 mil, no começo da gestão, para 107 mil.
A Secretaria Estadual afirmou que a “Prefeitura, como gestora plena do sistema na capital,é a responsável por sua demanda reprimida de cirurgias”.




Ex-gestores criticam auditoria e atual direção da Santa Casa
04/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Os ex-gestores da Santa Casa de São Paulo, que se demitiram em setembro do ano passado durante crise financeira da entidade, enviaram anteontem carta à Provedoria da instituição atacando a auditoria feita a pedido da Secretaria Estadual da Saúde nas finanças da entidade e criticando a postura da atual superintendência.
Assinado pelo ex-superintendente Antonio Carlos Forte,pelo ex-tesoureiro Hercílio Ramos e pelo ex-chefe de gabinete da superintendência Edison Ferreira da Silva, o documento afirma que “uma auditoria tendenciosa levantou uma série de irregularidades sem fundamentos ou comprovações,imediatamente divulgadas à imprensa, sem nenhuma defesa do provedor, do superintendente ou do novo corpo diretivo”.
Forte e Ramos deixaram seus cargos após vir a público a informação de que os dois prestavam consultoria para a Logimed, principal fornecedora de medicamentos e materiais.
Eles e a empresa negaram qualquer conflito de interesses.
Entre os supostos erros da auditoria apontados pelos dois no documento está o sobrepreço de até 5.000% em medicamentos.
Na versão dos ex-gestores, houve uma comparação errada entre o preço unitário e o preço de caixa do item.
Outra informação da auditoria questionada é o excesso de funcionários. Os auditores apontaram que a Santa Casa tem 21 funcionários por leito, quando a média dos demais hospitais do mesmo porte é de até 5.Os ex-gestores afirmam que o hospital central tem 4.870 trabalhadores por 693 leitos, o que daria uma taxa de 7 por leito, índice que iria a 9 se incluídos os trabalhadores terceirizados.
Transparência. A Secretaria Estadual da Saúde afirmou que a BDO,empresa responsável pela auditoria, “apresentou o relatório que foi encaminhado ao Ministério Público, Ministério da Saúde, Tribunal de Contas e Santa Casa e até agora não houve nenhuma contestação”. Já a Santa Casa disse que realiza sindicância interna para averiguar os temas apontados na auditoria.
Afirmou ainda que a equipe da nova Superintendência “trabalha com transparência.”





Parceria com escolas deve voltar para vacina do HPV
04/03/2015 - Folha de S.Paulo


Sem conseguir atingir a meta da segunda etapa de vacinação contra o HPV, o Ministério da Saúde pretende retomar a parceria com escolas em nova campanha nacional, segundo a Folha apurou.
O governo esperava vacinar 80% das jovens de 11 a 13 anos até dezembro. Porém, até esta terça (3), apenas 58% dessas meninas haviam tomado a segunda dose da vacina, que protege contra câncer de colo de útero --uma das principais causas de morte por câncer em mulheres no Brasil.
Na primeira etapa, quando houve parceria com as escolas, 100% das meninas foram imunizadas.
O ideal é que a segunda dose da vacina seja ministrada em até seis meses após a primeira --especialistas recomendam que o prazo não ultrapasse um ano.
Em alguns municípios, como São Paulo, a parceria com escolas já está confirmada e o agendamento começa no dia 10. Agora, o governo quer estender a ação para todo o país.
O Ministério da Saúde não comentou a baixa cobertura vacinal na segunda etapa.
A campanha nacional de vacinação contra o HPV deve ser lançada na próxima semana. Além das meninas de 11 a 13 anos que ainda não receberam a segunda dose, serão ofertadas também vacinas para garotas de 9 e 10 anos.






Notícias - 02/03/2015

 

  

 



CLIPPING 02/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos


Ministério da Saúde anuncia mudança na regra para reajuste de remédios
27/02/2015 - Valor Econômico
 
O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira mudanças nas regras para o cálculo do reajuste anual de preços de medicamentos, com atualizações nos índices e critérios para a aplicação da fórmula. O percentual de reajuste será anunciado em 31 de março, conforme prevê a legislação. A expectativa do ministério é de um índice de reajuste menor com a fórmula atualizada e um percentual médio de reajuste abaixo da inflação.
“Tratam-se de algumas medidas importantes de atualização e qualificação não só do critério da nossa metodologia para o reajuste de preços de medicamentos, mas também da nossa capacidade de monitoramento do mercado”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em entrevista à imprensa, acrescentando que o conjunto de regras dará maior transparência para a política de reajustes, que passarão a ocorrer a partir de dados públicos do governo. O ministro estimou que, com a aplicação da nova fórmula, haverá um impacto de redução do gasto no mercado de medicamentos no país da ordem de R$ 100 milhões ao ano.
A fórmula passará a considerar o índice de inflação oficial menos o somatório de três índices considerados pelo ministério: atualização das séries com ano base 2002, ajustando-as unicamente pelo IPCA (fator x); novos parâmetros calculados a partir da matriz insumo-produto com dados de 2005, ante 1995, para variação tarifa de energia elétrica e de taxa de câmbio, por exemplo (fator y); e incorporação de índices internacionais mais atualizados e utilizados em países desenvolvidos para medição do comportamento e da tendência do setor farmacêutico (fator z).
O ministério considera que a mudança conferirá maior previsibilidade, com a definição de datas para a publicação de cada um dos fatores, e transparência, com a divulgação em resolução no Diário Oficial da União (DOU), da metodologia de cálculo de todos os fatores para ajuste de preços.
De acordo com o ministério, um dos principais impactos da mudança é a redução do rol de medicamentos sujeitos ao maior reajuste de preços: 21,57% dos medicamentos regulados terão o maior reajuste por estarem situados na categoria de maior concorrência, portanto, com tendência de manutenção de preços mais baixos. A maioria dos medicamentos (51,73%) vai aplicar o menor índice de reajuste por serem classificados como de mercado altamente concentrado, com maior custo, baixa concorrência e alta tecnologia.
Os três níveis de reajuste de preços - maior, médio, menor - são definidos conforme a concorrência dos grupos de mercados, classificados como não concentrados, moderadamente concentrados e altamente concentrados. “Estamos fazendo um verdadeiro upgrade para os processos de monitoramento e regulação de preços, para uma nova realidade, a partir de um processo de consulta pública”, disse o ministro Arthur Chioro.





Regras mudam para frear aumento de remédios
28/02/2015 - O Estado de S.Paulo


O Ministério da Saúde anunciou mudanças nas regras para reajuste de preços de medicamentos.
Assim, o governo esperareduziroaumento previsto para este ano no setor, reduzindo impactos em R$ 100 milhões. A medida não agradou à indústria.
Segundo o ministro Arthur Chioro, as alterações vêm sendo estudadas há um ano. Uma consulta pública foi realizada e as novas regras também atendem a uma solicitação do Tribunal de Contas da União (TCU), que exigia maior transparência.
As regras atuais para reajuste de preço foram criadas em 2003. Anualmente, em 31 de março, o governo anuncia o teto autorizado para o reajuste, em três faixas. Os medicamentos que têm maior concorrência no mercado ganham porcentual maior. Aqueles que convivem com cenário médio de concorrência devem ter um reajuste intermediário. Já produtos mais caros e de mercado altamente concentrado têm aumento menor. Essa classificação foi mantida.
O que foi alterado é a metodologia usada para fazer tal nomeação.“Vimos,com novos critérios, que o mercado é muito mais concentrado do que aparentava na metodologia usada até agora”, disse o secretário executivo da Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED), Leandro Safatle.
Se as regras anteriores fossem aplicadas, 41,53% dos medicamentos disponíveis no Brasil teriam direito a maior aumento.
Pelas novas regras,esse porcentual foi reduzido para 21,57%.
A fórmula do cálculo de reajuste tem por base o IPCA e apresenta como fatores moderadores produtividade do setor, custos e concorrência. A mudança foi mal recebida pela indústria farmacêutica. “Para o cálculo de um dos fatores (o dos custos), foram usados dados defasados”, disse o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo,Nelson Mussolini.Na prática, não haverá mais descontos no balcão. “E o que vai acontecer é que os reajustes serão aplicados pelo teto.”




Remédio terá reajuste abaixo da inflação
28/02/2015 - O Globo


O governo mudou as regras para reajuste de medicamentos com preço controlado. Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o aumento ficará abaixo da inflação. Uma nova fórmula de cálculo para o reajuste de medicamentos promete fazer com que os preços de remédios subam menos que a inflação. Segundo o Ministério da Saúde, a nova metodologia começa a valer para o próximo aumento, no dia 31 de março. A expectativa é que a medida gere uma redução dos gastos no mercado de medicamentos no país da ordem de R$ 100 milhões ao ano. E que o processo de reajuste possa ser mais transparente.
— O reajuste será menor que a inflação. A partir de algumas estimativas, esperamos um impacto bastante expressivo de redução em relação aos gastos que nós teríamos caso o índice fosse calculado pela metodologia anterior — disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
Serão três níveis de preços: o nível 1, para os medicamentos com muita concorrência, como, por exemplo, o Omeprazol, usado para gastrite e úlcera; o nível 2, com concorrência moderada, terá um teto menor de reajuste — caso da Lidocaína, um anestésico local; e o nível 3 terá um percentual de aumento ainda menor. Um exemplo desse nível é a Ritalina, para tratamento de déficit de atenção.
A fórmula de cálculo em vigor foi criada em 2003. Com as novas regras, as empresas terão de enviar ao governo informações sobre o faturamento e a quantidade vendida a cada seis meses.
Pelo novo cálculo, o IPCA será considerado como referência de inflação. Também serão incluídas as variações das tarifas de energia elétrica e do câmbio do ano anterior, bem como o grau de concorrência no setor de medicamentos, com tabelas internacionais mais atualizadas.
Outra medida anunciada pelo ministério e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi agilizar o registro de preços de remédios com a mesma fórmula ( medicamentos clones). O governo pretende reduzir o prazo de registro em 25% — permitindo que cheguem mais rápido às farmácias.

SEM GARANTIAS AO CONSUMIDOR

Para Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a mudança traz mais garantias para a indústria ao ajustar os preços segundo o que acontece no mercado. Do ponto de vista do consumidor, contudo, ainda não é possível afirmar qual será o impacto:
— Entre os preços monitorados e os praticados nas farmácias, há uma margem expressiva de diferença.
É justamente nessa margem que, segundo a indústria, poderá haver impacto para o consumidor. Para Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo ( Sindusfarma), a indústria pode rever descontos para o varejo.
O Idec estima que as farmácias ofereçam desco





Pesquisa e Desenvolvimento

 

 

TECNOLOGIAS PARA VENCER OS TUMORES MAIS DIFÍCEIS
02/03/2015 - IstoÉ


O esforço da medicina para encontrar caminhos mais eficientes contra o câncer acaba de resultar em três opções. Nos Estados Unidos, equipes da Universidade da Carolina do Norte e da Universidade de Duke anunciaram a criação de um dispositivo que recorre a descargas elétricas para introduzir doses de quimioterápicos dentro do tumor. O aparelho que produz a energia contém também um reservatório onde leva a droga. O método foi testado em animais para câncer de pâncreas e de mama em estágio avançado. "O equipamento cria um campo elétrico que facilita a entrada do remédio nas células tumorais", diz a engenheira Lissett Bickford, da Carolina do Norte. Com essa estratégia de entrega local, maiores quantidades de drogas potentes poderão, futuramente, serem levadas apenas para os tumores, poupando o resto do corpo de altas dosagens.
Em fase mais adiantada de estudos está uma tecnologia que usa ondas de ultrassom focado de altíssima potência, cerca de dez mil vezes mais intensas do que aquelas usadas em exames de ultrassom durante a gravidez, por exemplo. O recurso está sendo investigado no Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, e do Royai Mars-den NHS Foundation Trust, também no Reino Unido, para o tratamento da dor do câncer, em especial as provocadas por tumores que se disseminam pelos ossos. A tecnologia funciona por meio da alta concentração de energia ultrassônica sobre a região onde está o tumor.
O efeito é a destruição, pelo calor, do tecido nervoso que circunda os pontos de metástase nos ossos. "Mas os tecidos vizinhos ficam preservados", explica Gail ter Haar, que participou do estudo. No Brasil, a tecnologia está aprovada para o tratamento de tumores de próstata em pacientes que não podem ser operados. "Os resultados são muito bons", diz o cirurgião Gustavo Guimarães, que dirige o setor de urologia do A.C.Camargo Câncer Center, em São Paulo. Se as pesquisas na Inglaterra forem bem-suce-didas, mais estudos serão feitos com o método para tratar também tumores locais em estágio inicial da doença.
Outra tecnologia recente para tratar tumores avançados - neste caso, os de fígado - é uma forma de radioterapia não invasiva. Ela é baseada na aplicação de microesferas radioativas contendo o elemento ítrio-90. "Elas são introduzidas no fígado por meio de um cateter inserido pela artéria femoral, perto da virilha", explica o radiologista intervencionista Felipe Nasser, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde o método está disponível. A técnica impede que o tumor continue a crescer.
A terapia é precedida por exames que avaliam, por exemplo, a possibilidade de a radiação migrar do fígado para o pulmão, o que poderia causar efeitos indesejáveis. "Os resultados variam a cada paciente, mas há casos em que a qualidade de vida melhorou muito e também foi registrado um aumento expressivo de sobrevida", diz o médico.





Debate sobre cor de vestido escancara sutis diferenças nos olhos e cérebros
28/02/2015 - Folha de S.Paulo


Como pode ser possível que as pessoas discordem, como aconteceu nesta sexta-feira na internet, não sobre política ou futebol, mas sobre quais as cores de um determinado vestido?
Há várias explicações científicas para que as pessoas não entrem em consenso sobre uma peça de roupa ser branca e dourada ou preta e azul.
Uma delas se refere a sutis diferenças na sensibilidade às cores entre as pessoas, aponta o professor da Unifesp Paulo Augusto Mello.
"Algumas pessoas sentem mais o ardor da pimenta, outras tem uma sensibilidade tátil maior, outras ainda se incomodam de maneira peculiar com sons agudos: são pequenas variações individuais", afirma.
O ser humano tem dois tipos de células na retina que traduzem a informação luminosa para o cérebro.
Uma são os bastonetes, mais associados à visão noturna e de formas e outra são os cones, que conseguem captar os detalhes de uma imagem, inclusive a cor.
Segundo Mello, aí poderia estar a origem do problema. As pessoas tem tem tipos de cones, o R (que enxerga em vermelho), o G (verde) e o B (azul). Quem enxerga o vestido em azul, provavelmente possui cones do tipo B mais sensíveis em comparação aos demais --R e G.
"Para essa pessoa, basta um pouquinho de azul misturado ao branco para inundar a imagem com um azul profundo", explica.
O oftalmologista Renato Neves afirma que outra explicação possível é a interpretação do contexto da foto feita pelo cérebro.
"Cada um pensa de uma maneira e tem uma maneira própria de recrutar e processar a informação", conta.
De acordo com a maneira que a pessoa percebe a iluminação do ambiente, é possível enxergar a mesma imagem com cores diferentes.
O cérebro, para tentar enxergar a cor "real", desconta da imagem o que ele interpreta como iluminação ambiente. No caso da foto, é provável que tenha sido feita sob uma luz incandescente amarelada.
Só que algumas pessoas interpretam a mesma luz provavelmente como uma fonte fluorescente (branco-azulada). Daí a confusão.
Segundo os dois médicos, as pessoas que não veem das cores corretas não precisam se preocupar com relação a daltonismo --a diferença de percepção é tênue demais e as pessoas sabem diferenciar as cores em outras circunstâncias
Há ainda o fato de que a foto era mal tirada. "A imagem ficou, no jargão dos fotógrafos, lavada, esbranquiçada. Se a foto fosse boa, teria um melhor contraste, e o preto seria mais preto e o azul seria mais evidente. Aí provavelmente não haveria tanta polêmica", afirma o editor de Fotografia da Folha, Diego Padgurschi.




Pacientes cobram mais divulgação de doenças raras nas universidades
28/02/2015 - Folha de S.Paulo / Site


No Dia Mundial das Doenças Raras, lembrado neste sábado (28), associações e pacientes cobram que elas sejam amplamente discutidas dentro das próprias faculdades de medicina, na tentativa de acelerar o diagnóstico e melhorar o prognóstico de quem depende de tratamento.
São consideradas doenças raras as enfermidades que acometem até 65 pessoas em um grupo de 100 mil. No Brasil, estima-se que cerca de 15 milhões de pessoas tenham algum tipo de doença rara, como a doença de Fabry, de Gaucher, a neurofibromatose, a Ela (Esclerose Lateral Amiotrófica, a síndrome de Hunter, a osteogênese imperfeita, a hipertensão pulmonar e o angioedema hereditário.
Mônica Vilela, 38, foi diagnosticada nos Estados Unidos com hipertensão pulmonar aos 2 anos e 8 meses de vida. Segundo ela, trata-se de uma doença extremamente desconhecida do público e da classe médica. "Conversamos com os pacientes, e nem eles sabem ao certo sobre a doença que têm", disse.
Segundo Mônica, também é comum encontrar pacientes que receberam diagnósticos errados até que se chegasse ao problema de fato, o que pode comprometer a qualidade de vida de quem luta contra uma doença rara.
"Por serem raras, elas ficam escondidas, não chamam a atenção tanto quanto doenças crônicas como diabetes e câncer que, embora também sejam graves, são altamente difundidas na sociedade. No caso da doença rara, dá pra contar nos dedos quem tem e, infelizmente, não há o investimento necessário", disse.
Para José Léda, diagnosticado com ELA há dez anos, é preciso investir no aperfeiçoamento contínuo dos profissionais de saúde e também das equipes multidisciplinares que atendem os pacientes, como fonoaudiólogos, fisioterapeutas e enfermeiros. Sandra Mota, esposa de Léda, também defende a notificação compulsória para o encaminhamento de pacientes com doenças raras a centros especializados.
"Há pouca coisa a favor dessas pessoas, uma delas é o tempo. Em um contexto social precário, até elas conseguirem chegar ao serviço especializado, já se perdeu muito tempo. Então, precisamos de um bom gerenciamento da saúde dos pacientes", disse Sandra, que é diretora da Associação Pró-Cura da Ela.
Na última quarta-feira (25), organizações sociais, pesquisadores e parlamentares participaram do Seminário do Dia Mundial das Doenças Raras, na Câmara dos Deputados, e cobraram mais empenho político para dar visibilidade ao assunto, e celeridade às ações previstas na Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras.
Durante o evento, a secretária de Atenção à Saúde, Lumena Furtado, disse que em 2015 o Ministério da Saúde pretende trabalhar na construção de protocolos clínicos para o conjunto de doenças raras. "Assim, poderemos discutir incorporações tecnológicas e os tipos de serviços necessários para cada conjunto de doenças", disse. Ela explicou que também está prevista a criação de uma plataforma online para troca de informações entre sociedade, comunidade científica, pacientes e seus familiares.





Projeto leva próteses feitas em impressoras 3D a crianças
28/02/2015 - Folha de S.Paulo


Dawson Riverman nasceu sem os dedos da mão esquerda e lutava para desempenhar as mais simples tarefas, como amarrar os sapatos ou segurar uma bola.
"Deus o fez especial", diziam-lhe seus pais. Mas, aos cinco anos, Dawson exigia, entre lágrimas, saber por quê.
Os Riverman, de Forest Grove, Oregon, não podiam pagar por uma prótese de alta tecnologia para o filho. Além disso, esses dispositivos raramente são feitos para crianças.
Então a ajuda surgiu na forma de um desconhecido com uma impressora tridimensional.
Ele fez uma prótese para Dawson, em azul cobalto e preto, sem cobrar nada da família. Hoje o menino de 13 anos pode andar de bicicleta e segurar um taco de beisebol. Ele pretende ser o goleiro de seu time de futebol.
A proliferação das impressoras 3D trouxe um benefício inesperado: os dispositivos são perfeitos para criar próteses baratas. E um número surpreendente de crianças precisa delas: uma em cada mil crianças nos EUA nasce com falta de dedos, além das que perdem dedos e mãos em acidentes.
Próteses tradicionais podem custar milhares de dólares. Como as crianças crescem rápido, elas são usadas por pouco tempo antes de terem que ser trocadas. Por isso, muitas famílias não podem investir na sua compra, e a maioria das crianças não as utiliza.
Uma organização de voluntários online, a E-nable, pretende mudar isso. Fundado em 2013 por Jon Schull, o grupo põe em contato crianças que precisam de próteses de mãos e dedos, como Dawson, e voluntários capazes de fazê-las em impressoras 3D.
O único custo é o material utilizado para a impressão. Para uma mão protética, ele é de US$ 20 a US$ 50.
Alguns especialistas dizem que as próteses de impressoras 3D funcionam tão bem quanto ou melhor que dispositivos mais caros.
Elas não são projetadas para parecer peças de substituição. Um modelo popular, o Cyborg Beast, parece um membro de um Transformer. E não são feitas para ser escondidas -na verdade, podem ser fabricadas em cores fluorescentes e até brilhar no escuro.
Os dedos se fecham ao se flexionar o punho, o que puxa cabos que funcionam como tendões. Movendo o pulso novamente, a mão se abre. As mãos são impressas em partes que costumam ser montadas pelos voluntários.
"Temos milhares de pessoas em nosso site que se voluntariam para fazer mãos", disse Schull, pesquisador no Instituto de Tecnologia de Rochester, no Estado de Nova York. "O que poderia ser mais recompensador do que usar sua impressora 3D para fazer uma mão para alguém?"
Uma ferramenta online no site da E-nable, a "Handomatic", é usada para adaptar a prótese à criança. O pai ou a mãe fornece uma série de medidas e a ferramenta produz um desenho adequado à criança, que pode ser baixado para a impressora. A impressão de cada mão leva cerca de 20 horas. Mais duas ou três horas são necessárias para montá-la.
A montagem das peças não é muito mais difícil do que a de um Lego complexo, disse Ivan Owen, um dos inventores das mãos impressas em 3D, que fez a mão de Dawson. "Colocamos os desenhos em domínio público, portanto não há patente e cada um pode fazer o que quiser com eles", disse.
Ex-vendedor de suprimentos escolares e artista de efeitos especiais, Owen compartilhou em dezembro de 2011 um vídeo no YouTube de uma mão gigante de boneco que ele tinha feito. Esse vídeo foi visto por Richard Van As, carpinteiro da África do Sul que tinha cortado alguns de seus dedos em uma serra. Ele pediu que Owen o ajudasse a criar uma prótese. Em dois anos, a dupla chegou a um desenho funcional. Eles imaginaram que uma impressora em 3D tornaria a prótese barata e fácil de produzir.
Quando Van As soube de um menino na África do Sul que também precisava de uma mão protética, os dois fizeram uma para ele. A ideia pegou.
Alguns especialistas em projetos em 3D estão colaborando com a E-nable em próteses aperfeiçoadas para crianças. As mãos são leves, com menos de 500 gramas, mas os dedos se movem juntos, não separadamente.
As próteses não funcionam para todas as crianças: as que sofreram amputação na metade do braço, por exemplo, geralmente devem ser atendidas por um protético profissional. Mas, em geral, as crianças são como Ethan Brown, 8, que nasceu com dois dedos a menos na mão esquerda.
Hoje ele usa um Cyborg Beast preto e vermelho. "É ainda mais bacana do que na foto", disse ele. "Parece o Homem de Ferro ou o Homem Aranha."
Ele já foi alvo de zombaria por causa de sua deficiência, disse sua mãe, Melina Brown, de Opelika, Alabama, que hoje é voluntária da E-nable. "Agora ele é diferente de um modo bacana, e os outros garotos dizem que também querem uma nova mão."




Saúde



Epidemia de ultrassons02/03/2015 - Carta Capital

Deve existir alguma síndrome tireideo-vaginal que desconheço. Minha ignorância é a única explicação para justificar por que as mulheres saem da revisão ginecológica com pedidos de ultrassom da tireóide.Em 1947, um estudo mostrou a discrepância entre o grande número de casos de câncer de tireóide encontrados nas autópsias e a raridade das mortes pela doença. Os autores estimaram que ao menos um terço dos adultos apresenta pequenos carcinomas papilares de tireóide que jamais causarão complicações.
O New EnglandJournal ojMedicine, que publicou esse estudo, agora analisa o exem-plodaCoreiadoSul.Opaís assegura acesso à saúde para seus 50 milhões de habitantes, desde os anos 1980.0 sistema é tecnologicamente i ntensivo: é o segu ndo do mu ndo em leitos de UTI por milhão de habitantes, o quinto em aparelhos de tomografia e o quarto em ressonâncias magnéticas.
Embora o câncer de tireóide não faça parte do programa nacional de diagnóstico precoce, hospitais e médicos incluíram o ultrassom de tireóide nos chamados check-ups. As estatísticas vitais revelaram que a incidência desse tipo de câncer aumentou lentamente até os anos 1990, para darumsalto exponencial ao redorde 2000.
Em 2011, a proporção de diagnósticos foi 15 vezes maior do que em 1993.
Atualmente, 56% dos casos são de tumores com menos de 1 centímetro, ante 14% naquela época. Você, leitor, poderá pensar que esses dados comprovam a eficácia do screening. Afinal, diagnóstico precoce é passo fundamental para a cura. A realidade é, no entanto, mais complexa.
O aumento dramático do número de diagnósticos não foi acompanhado de redução da mortalidade. Essa constatação, em medicina, sempre sugere exagero de diagnósticos (overdiagnosis, na literatura). Hoje, câncer de tireóide é o tipo mais prevalente na Coreia. Foram 40 mil casos no ano de 2011, ante 300 a 400 mortes pela enfermidade.


Virtualmente, todos os pacientes

"Dei os desejos todos por memória e rasa xícara de chá"
receberam tratamento: dois terços pela tireoidectomia total e um terço pela parcial. A retirada da tireóide não é uma tarde no circo. Além do trauma cirúrgico, exige reposição d iária de hor môn io ti reoidia-no pelo resto da vida, cerca de 10% dos pacientes desenvolverão deficiências das pa-ratireoides e 2% terão paralisias de corda vocal, com alterações permanentes da voz.
Nas últimas duas décadas, diversos países observaram fenômeno semelhante: aumento substancial da incidência de câncer da tireóide, sem impacto na redução da mortalidade. De acordo com o banco de dados Câncer Incidence in Five Continents, a proporção de diagnósticos mais do que duplicou na França, Itália, República Tcheca, Israel, China, Canadá e Estados Unidos. Estamos vivendo uma epidemia de ultrassons de tireóide que sobrecarrega os serviços especializados, encarece o sistema de saúde e expõe as pessoas a punções, cirurgias, angústias e sofrimentos desnecessários.



Após acordo com SUS, atendimento na Santa Casa de São Paulo é mantido
27/02/2015 - Valor Econômico / Site


Em assembleia na manhã desta sexta-feira (27), funcionários da Santa Casa de São Paulo decidiram manter o atendimento a pacientes na instituição. A decisão é uma resposta ao plano de recuperação da Santa Casa proposta pelo Ministério Público, que sugeriu uma comissão técnica para reformular a gestão da entidade em 180 dias.
O plano inclui a reforma do estatuto e medidas para dar mais transparência às receitas e contratos da instituição. Outro ponto que contribuiu para acalmar os ânimos foi a renovação do contrato da Santa Casa com o SUS na segunda (23).
Na semana passada, o governo do Estado assinalou que a parceria poderia não ser renovada pelas falhas da administração da instituição - depois que a Santa Casa aceitou o plano de gestão do MP, no entanto, o contrato foi renovado.
Sem o contrato, a Santa Casa não tinha condições de continuar funcionando, o que impulsionou a hipótese de paralisação. O contrato e a reformulação da gestão, segundo o Simesp (Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo), devem garantir os salários e o atendimento.
Segundo a superintendência, o prejuízo do hospital central foi reduzido de R$ 4 milhões para R$ 300 mil e, por isso, o dinheiro será suficiente agora para impedir uma nova crise.

Fôlego

Desde o ano passado, médicos lutam para manter o atendimento -e agora encontraram fôlego para aguardar os primeiros efeitos do plano de reformulação. A ameaça de paralisação se arrasta desde novembro quando a Santa Casa atrasou salários de cerca de 660 profissionais. Desde então, várias promessas para o pagamento foram realizadas mas, em crise financeira, a Santa Casa não conseguiu empréstimos para honrar os salários.
Os salários continuam atrasados e a nova promessa para os pagamentos foi feita para o dia 18 de março, segundo o Simesp. Os médicos relatavam também falta de insumos e medicamentos em algumas áreas da entidade e chegaram a pedir uma vistoria do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) na Santa Casa.
O objetivo é investigar as condições de atendimentos da instituição e sugerir melhorias.






Aborto polêmico
28/02/2015 - Folha de S.Paulo


De tempos em tempos ganha destaque um caso de aborto que expõe a violência a que a clandestinidade da prática sujeita as mulheres. No mais recente deles, uma jovem de 19 anos usou comprimidos para interromper a gravidez, sentiu-se mal e procurou um médico.
Em vez de receber tratamento humanizado, com direito a confidencialidade --como asseguram o Código Penal, o Código de Ética Médica e as normas técnicas do Ministério da Saúde--, foi denunciada pelo profissional que a atendeu.
Presa em flagrante, acabou liberada após pagamento de fiança, mas deverá responder a processo. Em tese, poderá sofrer condenação de um a três anos de detenção.
Polêmica, a criminalização do aborto divide a sociedade. Para uma parcela da população, o procedimento equipara-se ao assassinato --se não for mais grave, já que a vítima é tida como um inocente que não tem chance de defesa.
Para a outra porção, contudo, trata-se de direito inalienável da mulher. O embrião nos estágios iniciais da gestação não é vida plena, mas apenas em potência, e cabe à mulher decidir se quer ou não levar adiante o processo. Tal entendimento tem o apoio desta Folha.
Embora seja muito difícil que as pessoas mudem seus sentimentos em relação ao aborto, nada impede a busca de soluções capazes de tornar a discussão menos conflituosa e mais produtiva.
Apesar de haver um fosso separando as duas posições, existem objetivos comuns. O mais óbvio deles é reduzir o número de abortos. Mesmo os que defendem a plena liberdade da mulher para realizá-lo concordam que a prática representa uma espécie de último recurso.
Assim, outros métodos contraceptivos, bem como a ampla divulgação de informações sobre como utilizá-los, são preferíveis e devem ser disponibilizados para a população. Nessa lista estão incluídas, para os casos de emergência, a chamada pílula do dia seguinte.
Verdade que a doutrina oficial da Igreja Católica rejeita até a camisinha, mas a maioria das outras religiões e muitos dos católicos brasileiros não vão tão longe.
Na questão do encarceramento também cabe alguma solução de compromisso. Poucos defendem que o lugar das mulheres que tentam o aborto é a cadeia. Isso abre espaço para discutir modificações na lei, de modo a eliminar as penas privativas de liberdade.
Por fim, deve-se considerar a realização de um plebiscito a respeito da matéria, criando oportunidade para que os dois lados exponham seus argumentos e deixando a população dar a palavra final.





Médico ou carcereiro?
28/02/2015 - Folha de S.Paulo
Jornalista: JULIANA GARCIA BELLOQUE


Médico que atende paciente que abortou e a denuncia comete crime de quebra de sigilo?

SIM

O sigilo profissional existe para garantir a confiança na relação entre o profissional e a pessoa que o procura, conferindo eficiência a atividades de interesse público. É da própria essência dessas atividades. Assim é que, desde a primeira comunhão, os católicos ouvem que o que contam ao padre em confissão é inviolável. Os advogados também sabem que não podem revelar o que seus clientes lhes confidenciam. Entre a revelação dos segredos e a plenitude da assistência, a opção democrática sempre foi pela última.
A área de saúde também não prescinde da relação de confiança. E esta não é possível sem o sigilo médico. "Aquilo que no exercício e fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, e que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto", diz o milenar juramento de Hipócrates.
O preceito ético incorporou-se na lei brasileira pelo artigo 154 do Código Penal que diz ser crime "revelar alguém, sem justa causa, segredo de que se tem ciência em razão de função, ministério, oficio ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem". Constitui crime a conduta do médico que transforma em caso de polícia sua atenção profissional à paciente em situação de abortamento.
O atendimento adequado exige que se relate exatamente o que aconteceu. Jamais o fará a paciente que correr o risco de ser presa pelas mãos do médico; pior, temerá a própria procura de auxílio, o que geraria um sério problema de saúde pública. O compromisso do médico é com a saúde da mulher, assim ele jurou. Médico não é --e não pode querer ser-- agente de segurança pública.

Não se argumente que haveria justa causa nessa hipótese. Não há.

A justa causa que autoriza a revelação do segredo é aquela que se coaduna com a função social da profissão; a quebra do sigilo pode ocorrer para salvar vidas, quando o médico tem a informação de que seu paciente provocará danos à saúde de outrem, podendo intervir para evitar esse mal. Não se pode enxergar causa legítima na atitude persecutória do médico em relação a condutas pretéritas daqueles que dele se socorrem.
Outras normas auxiliam na compreensão do referido artigo. Durante um procedimento criminal, o médico jamais poderá ser testemunha contra o seu paciente, exceto se por este expressamente desobrigado do dever de sigilo (artigo 207 do Código de Processo Penal). Parece óbvio que a proibição de relatar o que sabe sobre um crime abrange o ato de dar origem a uma investigação contra o paciente.
Por outro lado, a contravenção penal de "omissão de comunicação de crime" apenas traz esse dever ao médico quando a comunicação "não exponha o cliente a procedimento criminal", evidenciando que, neste caso, prevalece o sigilo.
Pensar o contrário seria atingir o âmago do sigilo médico, sua razão de ser. Ele existe especialmente para que aqueles que estejam em delicada situação --seja do ponto de vista moral, seja do ponto de vista jurídico-- não deixem de procurar assistência à saúde por receio de perseguição pelo Estado.
A que tipo de sociedade interessa que a persecução prevaleça sobre a vida e a saúde de seus integrantes? Não se duvida que o sigilo médico tenha como objetivo resguardar um interesse público maior.
Sendo o abortamento inseguro a quinta causa de mortalidade materna no país, obstaculizar o acesso da mulher à assistência à saúde, pelo medo de que o hospital se transforme em prisão, significaria acumular mais e mais cadáveres.






Plantão Médico: Medo de injeção tem explicação
28/02/2015 - Folha de S.Paulo
Colunista: JULIO ABRAMCZYK

As reações apresentadas por adolescentes durante a fase de vacinação contra o HPV em Bertioga, litoral de São Paulo, têm agora uma explicação médica.
Em setembro do ano passado, o secretário da vigilância sanitária do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, que coordenou a campanha de vacinação, aventou a hipótese de se tratar da síndrome do estresse pós-injeção. Agora deixou de ser hipótese.
Uma criança, ao tomar uma vacina, pode trazer à lembrança um primeiro e desagradável contato com a agulha de injeção quando bebê, segundo estudo publicado na revista "Pain" deste mês por Madeleine Verriotis e colaboradores da Universidade de Londres.
Para os autores, este fato foi definido por estudo com EEG (eletroencefalograma), exame que mede a atividade elétrica cerebral. Compararam bebês de 1 a 2 meses com crianças de 12 meses.
No EEG, aparecem as ondas que mostram o contato da agulha com a pele. No grupo dos bebês, a formas das ondas de EEG foram significativamente diferentes.
A amplitude das ondas do EEG mostrou que o índice de dor aumentava com a idade, o que significa atividade cerebral evocada trazendo lembrança desagradável da primeira injeção.
Anteriormente, indicadores indiretos de dor apresentada por bebês após uma injeção baseavam-se na expressão facial, movimentos do corpo e batimentos cardíacos, sugerindo estresse.




Vai para o SUS, ministro!
02/03/2015 - Folha de S.Paulo


A cena em que pacientes do hospital Albert Einstein vaiam o ex-ministro Guido Mantega e gritam "Vai para o SUS" foi das mais comentadas da semana. Gravação de celular caiu nas redes sociais. Enquanto uns chamaram o ataque de "fascista" e outros aplaudiram, vaiadores e vaiados revelaram desinformação sobre a saúde pública.
Ao imprecar que o ex-ministro se trate em hospitais públicos, pacientes do Einstein trataram o Sistema Único de Saúde (SUS) como punição. Ao buscar tratamento em hospital particular, o ex-agente público reforça o estereótipo negativo. Ambos estão errados.
A história provavelmente reconhecerá Guido Mantega como o pior ministro da Fazenda que o Brasil teve desde 1889. Até porque o outro candidato ao título, Pedro Luís Correia e Castro, liderou as finanças só em parte do mandato do presidente Eurico Dutra (1946-1950), não sendo o responsável exclusivo pela debacle econômica da época. Ao sangrar as economias do país para garantir popularidade à presidente, forjando uma falsa bonança, Mantega repetiu o equívoco da era Dutra. É natural que seja vaiado. Mas fazê-lo na antessala de hospital, diante da doença em família, desonra vaiadores e quem os aplaude.
O mais surpreendente no caso é imaginar que tanto quem vaiou quanto o ministro vaiado poderiam deixar o saguão do caro hospital privado, deslocar-se 15,2km, para ser tratados pela mesma equipe do Einstein, com equipamentos escolhidos e mantidos por ela, em atendimento gratuito, no hospital municipal do M'Boi Mirim. Do SUS!
Na mesma zona sul da cidade, o Hospital estadual do Grajaú, também público, é gerido pelo Sírio Libanês, outro paulistano na lista de melhores e mais caros. Vários dos principais hospitais particulares de São Paulo administram hospitais públicos, graças à lei das Organizações Sociais (OSs), implantada no governo Mario Covas (1994-2001) e, na capital, na gestão Serra-Kassab (2005-2008).
Mantega e os presidentes Lula e Dilma (que se tratam na oncologia do Sírio), como também Alckmin, Haddad e outros administradores públicos, poderiam tratar-se no SUS. Não como punição ou demagogia mas usando seu poder de influência para mudar a imagem da saúde pública. Seriam bem tratados e mostrariam que hoje, em São Paulo e outros lugares do país, ela tem atendimento de bons hospitais particulares. Fariam muitas famílias de classe média economizar o que gastam com planos de saúde, motivadas por uma imagem falsa.
Há no entanto duas ameaças à qualidade do atendimento público em saúde. Uma é estrutural: desde o governo Lula, a União vem usando artifícios legais para reduzir progressivamente repasses para o SUS, deixando custos crescentes para Estados e municípios. A crise econômica pode levar o governo a cortar mais gastos, quebrando o sistema.
Outra sombra é uma http://goo.gl/4ZiN0i ação que questiona a constitucionalidade da lei das OSs. Proposta em 1998 pelo então deputado José Dirceu (PT), ela aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal. A eventual anulação da lei provocaria retrocesso de 20 anos. A partir de então, governantes de direita e esquerda estariam certos ao buscar os hospitais caros para seu tratamento, a classe média seria forçada a manter os atuais custos com planos de saúde e os pobres ficariam condenados a um SUS sem a qualidade da medicina privada.





Médicos e enfermeiros decidem manter atendimento na Santa Casa de São Paulo
28/02/2015 - O Estado de S.Paulo


Os sindicatos dos médicos e dos enfermeiros de São Paulo decidiram em assembleias realizadas ontem manter o atendimento na Santa Casa de São Paulo, mesmo com o atraso no pagamento de salários. Em crise financeira e com déficit superior a R$ 400 milhões, a entidade não pagou a remuneração de novembro e o 13.º salário para parte dos funcionários.
Em audiência de conciliação realizada na última quarta-feira na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho, em São Paulo, a Santa Casa prometeu regularizar os pagamentos até o dia 18 de março. A proposta foi levada para assembleia das duas categorias ontem e aceita pela maioria dos funcionários.






Mais 4 morrem por suspeita de dengue em SP
28/02/2015 - O Estado de S.Paulo


Mais quatro pessoas morreram com suspeita de dengue no interior de São Paulo, elevando para ao menos 50 mortes supostamente relacionadas à doença no Estado. Já são 51.849 casos confirmados neste ano,segundo o Ministério da Saúde.
Em Marília, centro-oeste do Estado, a psicóloga Delfina da Conceição Guimarães, de 64 anos, morreu na madrugada de ontem, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário. O atestado de óbito menciona queda de temperatura, hipertensão e dengue como causas da morte.
A morte é a 11.ª na cidade atribuída à dengue. De acordo com a prefeitura, três casos foram confirmados por laudo do Instituto Adolfo Lutz e os outros aguardam o resultado dos exames.
Protocolo do Ministério da Saúde exige que a confirmação da dengue como causa principal da morte só seja feita após a contraprova laboratorial por instituição oficial. A cidade está em estado de emergência, com 3 mil casos confirmados.
Em Penápolis, a Secretaria de Saúde confirmou a 5.ª morte por dengue: um idoso de 89 anos que estava na Santa Casa local. Os outros quatro óbitos também tiveram confirmação por exames. A prefeitura de Limeira confirmou anteontem mais duas mortes: uma mulher de 39 anos que estava no Hospital Humanitária e a outra vítima no Hospital Unimed.
Catanduva ainda tem o maior número de mortes suspeitas: 18. Sorocaba tem seis mortes e Guararapes,cinco pessoas mortas com dengue.
Capital. Na cidade de São Paulo,já foram confirmados 563 casos da doença neste ano, ante 214 no ano passado.
Agentes da Prefeitura levarão ampolas com larvas e o mosquito Aedes aegypti para mostrar aos moradores durante fiscalizações.
A ideia é que as pessoas possam reconhecer o transmissor da doença.







Casos de dengue em São Paulo sobem 163%
02/03/2015 - DCI


A cidade de São Paulo registrou 563 casos autóctones (doença contraída no município) de dengue nas seis primeiras semanas deste ano, número quase duas vezes e meia superior ao que foi registrado no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 214 casos. O aumento foi de 163%.
O balanço foi apresentado na semana passada pelo secretário adjunto de Saúde, Paulo Puccini. Neste período, informou Puccini, 2.708 casos de dengue foram notificados em todo o município.
No mesmo período do ano passado, foram notificados 1.440 casos: "Como era esperado, a ocorrência de dengue está mais intensa do que no ano passado", disse o secretário, em entrevista coletiva. "As piores semanas ainda estão por vir. No ano passado, o pico foi na décima sexta semana. E esta é uma tradição no município de São Paulo. Mas este ano pode haver uma antecipação."
A razão disso, segundo Puccini, é dupla: uma climática, pelo calor muito intenso, que favorece e intensifica a reprodução do mosquito; a outra é a falta d'água e seu armazenamento de forma inadequada, sem tampar adequadamente o recipiente, disse o secretário.
A maior incidência da doença é na zona norte da capital. De acordo com Puccini, o fato de a doença ser mais presente na zona norte pode ter sido provocado pela falta d'água na região.
"Há uma coincidência [o fato de esta ser uma das regiões que mais tem sofrido com falta d'água no município]. Daí vem a hipótese de que isso [falta d'água] possa ter contribuído de forma significativa", disse Puccini.
A estimativa da Secretaria da Saúde é que, até o fim deste ano, o município registre 90 mil casos de dengue, número bem superior ao do ano passado, em que foram contabilizados 28.995.




Para atrair médico à rede pública, governo cria novo bônus em residência
27/02/2015 - Folha de S.Paulo / Site

A Comissão Nacional de Residência Médica aprovou nesta quinta-feira (26) uma resolução que garante bônus em futuras provas de residência para os médicos que optarem pelos cursos de medicina de família.
A medida, semelhante à aplicada no programa Mais Médicos, é uma forma de atrair mais profissionais para a área e, em seguida, para atuar na rede pública.
Com isso, ao fim de dois anos de curso em medicina da família, profissionais terão direito a 10% de bônus para ingresso em outros programas de residência. A decisão será publicada em portaria no Diário Oficial da União nos próximos dias.
Em nota, o Ministério da Educação diz que a mudança ocorreu como forma de adequar a proposta à lei dos Mais Médicos, que também passou a ofertar 10% de bônus nas provas de residência neste ano para os médicos participantes do programa.
Ao todo, serão ofertadas 1.600 vagas para medicina geral de família e comunidade em 2015. Atualmente, o Brasil tem mais de 4.000 especialistas na modalidade e mais de 30 mil equipes atuam nas unidades de saúde por meio do Estratégia Saúde da Família, segundo a pasta.





Notícias - 03/03/2015

  

 



CLIPPING 03/03/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos

Similares ganham força na disputa com os genéricos
03/03/2015 - Valor Econômico

Os medicamentos similares, que agora passam a se chamar equivalentes, vêm conquistando cada vez a confiança do consumidor brasileiro e começam a aparecer como fortes concorrentes aos genéricos no mercado doméstico, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico em parceria com o Instituto Datafolha.
No ano passado, 54% da população respondeu confiar nesse tipo de remédio para compra e consumo, com 19 pontos percentuais de avanço em relação à pesquisa anterior, realizada em 2012. Ao mesmo tempo, os genéricos e os medicamentos de referência (ou de marca) ficaram praticamente estáveis.
"Houve um grande avanço em termos de confiança e credibilidade dos similares. O mercado já sente os efeitos das medidas da Anvisa antes mesmo de as mudanças se concretizarem", afirmou o diretor de Pesquisa do ICTQ, Marcus Vinicius de Andrade, referindo-se à Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 58/2014 da Anvisa, em vigor desde janeiro, que estabeleceu os procedimentos para a intercambialidade de medicamentos similares com os de referência.
Conforme Andrade, pelas novas regras, os similares que já tenham comprovado equivalência farmacêutica com o medicamento de referência da categoria poderão declarar na bula que são substitutos ao de marca. "Os genéricos ganharam um novo competidor, à medida que também os similares passam a oferecer garantias [testes que comprovam a qualidade e equivalência terapêutica a um medicamento de referência]", explicou.
Já os medicamentos genéricos mostraram expansão tímida no que tange à confiança do consumidor, passando de 70% em 2012 para 73% - considerando-se a margem de erro da pesquisa, de dois pontos para cima ou para baixo, houve estabilidade. Conforme a pesquisa, adultos com idade superior a 60 anos estão entre os que mais confiam nessa categoria de remédio, com índice de 78%, e a população do Sudeste apresenta índice acima da média nacional, de 76%.
Os remédios de marca, por sua vez, lideram recomendações e prescrições médicas e são também os mais confiáveis, segundo o consumidor brasileiro ouvido na pesquisa. No ano passado, a confiança nesse tipo de medicamento era de 78%, frente a 79% dois anos antes, alteração que pode ser explicada pela margem de erro da pesquisa.
Segundo detalhou o instituto de pesquisa, foram realizadas 2.162 entrevistas em 134 municípios, em todas as regiões do país, com homens e mulheres com 16 anos ou mais, entre 24 e 27 de setembro.




Anvisa veta compras públicas com maior farmacêutica do país
03/03/2015 - Folha de S.Paulo


A EMS, maior farmacêutica do país em faturamento, está proibida de vender medicamentos para o poder público. Também não pode pedir registro de novas drogas ou renovação das antigas.
A empresa teve indeferido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pedido de renovação do certificado de boas práticas de fabricação de medicamentos. A decisão foi publicada nesta segunda (2) no "Diário Oficial da União".
O documento é a garantia de que a empresa tem condições técnicas e operacionais para a fabricação de remédios. Sem ele, fica com as atividade limitadas.
A medida foi tomada quase um mês após a Anvisa interditar parte da fábrica da EMS e suspender a fabricação de dois antibióticos genéricos: a amoxicilina clavulanato de potássio 50 mg/ml 12 mg/ml pó para suspensão oral e rifamicina 10 mg/ml, solução tópica spray.
Conforme revelado pela Folha, a temperatura do almoxarifado da fábrica em Hortolândia (SP) estava em 46°C, quando a determinada pelas normas é entre 15°C e 28°C. Essa condição pode degradar o produto.
No caso da amoxilina, segundo a Anvisa, a empresa estava utilizando uma substância não aprovada e sintetizando outra de forma diferente da que foi informada à agência. Isso pode tornar o remédio ineficaz e com potenciais riscos à população.
Em relação à rifamicina, a Anvisa constatou que o laboratório aumentou o tamanho do lote em dez vezes sem que houvesse aprovação prévia.

CERTIFICADO

Sem o certificado de boas práticas, a EMS não pode participar de licitações, mas isso não a impede de vender remédios para as farmácias.
"É uma idiossincracia, mas amparada pela legislação. Não pode vender para o SUS, mas pode comercializar para o público", diz Dirceu Raposo de Mello, professor de farmácia da Anhembi Morumbi e ex-presidente da Anvisa.
Procurada, a Anvisa informou que não poderia se manifestar sobre a decisão.
Mello explica que, se a empresa recorrer da decisão, a medida tem efeito suspensivo até o julgamento do recurso. Em algumas situações, isso pode levar até dois anos.
Outras duas farmacêuticas pertencentes à EMS, Germed e Legrand, também de Hortolândia, tiveram negados pedidos de certificados de boas práticas, mas a Anvisa não informou o motivo. A EMS diz que já tomou providências para resolver o problema.
Figuram ainda na lista publicada no "Diário Oficial" o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) e a Hypermarcas.
Segundo diretor-presidente do Lafepe, José Fernando Uchôa, o problema será corrigido em até 120 dias. Já a Hypermarcas informou que a fábrica que consta na lista está fechada desde 2011.

OUTRO LADO

A EMS informou, por nota, que "todas as providências já foram tomadas com a finalidade de obter a renovação das certificações". A empresa afirma ainda que o mesmo vale para as outras unidades do grupo, Germed e Legrand.
Segundo diretor-presidente do Lafepe, José Fernando Uchôa, o pedido de renovação foi indeferido porque a vigilância encontrou problemas na unidade de pomadas. "São coisas básicas. Uma parede que não está pintada de forma adequada, por exemplo."
Ele diz que a empresa já está corrigindo as irregularidade e solicitará nova vistoria. "Em até 120 dias esperamos já estar tudo resolvido."
A Hypermarcas informou que o pedido indeferido se referia a uma fábrica desativada em 2011. "A produção foi migrada para subsidiária da companhia em Anápolis, Goiás, que possui os certificados necessários para a fabricação de medic
amentos."



Laboratórios cortam previsão de expansão e podem demitir
03/03/2015 - Valor Econômico


Duas medidas anunciadas na sexta-feira pelo governo jogaram um balde de água fria nas expectativas e planos da indústria farmacêutica para este ano. Tanto a Medida Provisória 669, que alterou a desoneração da folha de pagamentos, quanto as mudanças nas regras para o cálculo do reajuste de medicamentos, segundo o Sindusfarma, entidade que representa 190 empresa ou cerca de 90% do mercado nacional, colocaram em risco o nível de investimentos e emprego no setor, levaram à redução da expectativa de crescimento neste ano e podem reduzir o nível de descontos concedidos ao consumidor.
De acordo com o presidente do sindicato, Nelson Mussolini, grandes empresas já indicaram que vão fechar postos de trabalho e sinalizaram cortes de até 50% nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. "Esse será um ano preocupante. O setor vinha com crescimento consistente nos últimos anos e, agora, acreditamos que será difícil alcançar a inflação [entre 7% e 7,5%]", afirmou Mussolini. "O setor industrial farmacêutico vai rever planos de investimento e deve cortar vagas", acrescentou.
Inicialmente, a indústria trabalhava com expectativa de expansão de 9,5% a 10% sobre vendas no varejo farmacêutico de R$ 65,8 bilhões no ano passado, valor que não considera os descontos concedidos. Essa previsão já embutia desaceleração em relação ao ritmo de crescimento do ano passado, de mais de 13% frente a 2013, provocada pelo momento complicado que atravessa a economia brasileira. O cenário, porém, se deteriorou com os anúncios de sexta-feira.

O setor farmacêutico, que antes recolhia 1% do faturamento como contribuição à Previdência Social, passará a pagar 2,5% da receita bruta, um aumento de 150%. Ao mesmo tempo, a expectativa é a de que o percentual de reajuste dos medicamentos, que deve ser anunciado no dia 31pelo Ministério da Saúde, fique abaixo da inflação - o próprio ministério já indicou que o aumento médio será inferior.
Conforme Mussolini, não é possível antecipar qual será a média ponderada de reajuste, "mas certamente ficará abaixo do INPC". Historicamente, essa média é dois pontos percentuais inferior à inflação, disse. A linha de custos da indústria subiu acima dos índices oficiais. O levantamento mais recente do Sindusfarma sobre custos da indústria indica alta de 18% em 2014, puxada por mão de obra e variação cambial, que incide principalmente sobre os insumos farmacêuticos importados, que respondem por cerca de 90% do consumo da indústria nacional.
A matriz insumo-produto prevista no fator "y" da fórmula de preços do governo, acrescentou Mussolini, distorce a realidade da indústria. Neste ano, o cálculo ainda vai considerar dados de 2005, quando a média de importados era de 15%. "O aspecto positivo da medida é a promessa do governo de conferir maior transparência e previsibilidade ao reajuste de medicamentos", ponderou, referindo-se à publicidade que o governo deu ao método aplicado para o cálculo do fato "x", que considera a produtividade do setor.
Outra variável da fórmula, o fator "z", incorpora índices internacionais mais atualizados para medição da concorrência no setor. "O ministério falou em redução de R$ 100 milhões por ano no do gasto no mercado de medicamentos, mas não sabemos como esse número foi calculado. Se retiramos somente 2,7% de produtividade, esse valor é muito maior", disse.
Diante desse cenário, é provável que a indústria reduza o ritmo de descontos concedidos, com vistas a mitigar uma parte do impacto das medidas nas margens de lucro do setor, acrescentou Mussolini.




União Química investe R$ 100 milhões em nova linha
03/03/2015 - Valor Econômico


A União Química vai investir R$ 100 milhões na instalação de uma linha de produção flexível na fábrica de biofármacos da Btech, adquirida em 2012. O investimento faz parte do esforço da empresa para expandir o portfólio e entrar no mercado de biológicos. Segundo o Miguel Giudicissi Filho, diretor médico da companhia, "quem não estiver nessa área, não sobrevive". A nova linha será fabricada pela General Eletric (GE) e vai custar cerca de R$ 30 milhões. Os outros R$ 70 milhões de investimento serão direcionados para ações como transferência de tecnologia e estruturação para atendimento das necessidades da produção.
A expectativa é que a fábrica, ainda sem operação, comece a funcionar no primeiro semestre de 2016. Hoje ela conta com 20 funcionários, mas o número deve subir para 60 ainda neste ano e serão feitas mais contratações quando a produção começar. A fábrica inicia a operação com um hormônio de crescimento animal, BST. A empresa está reforçando os negócios na área de saúde animal, que representa 20% das vendas.
Para a GE, é a primeira venda feita na América Latina de um modelo de fábrica pronta com possibilidade de flexibilização da produção - isto é, pode-se fazer um tipo de biofármaco, descartar as partes que entraram em contato com o produto e iniciar a produção de outro biofármaco, em um curto espaço de tempo. Junto com o hormônio de crescimento animal, a União Química vai utilizar a fábrica para produzir uma patente da empresa que combate o câncer.
A parceria entre GE e União Química está na fase de avaliação dos desenhos e processos e os equipamentos devem começar a ser desenvolvidos no fim deste ano. O segmento de Healthcare, responsável pela elaboração e execução do projeto, cresceu 15% no Brasil em 2014 e a estimativa é que este ano a área de negócios aumente de 7% a 8%. "O mercado tem dados sinalizações interessantes, com sondagens que não tínhamos anos atrás", disse Andre Mindlin diretor de Life Sciences da GE Healthcare.





Pesquisa e Desenvolvimento 

 


Piracicaba terá inseto de DNA antidengue
03/03/2015 - Folha de S.Paulo


O município de Piracicaba deve receber antes do final de abril os primeiros mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados criados para combater a dengue soltos no Estado de São Paulo.
A prefeitura anunciou nesta segunda-feira (2) um convênio com a empresa britânica Oxitec, fabricante do inseto, para realizar um projeto de pesquisa na cidade.
Após testes em Juazeiro e Jacobina, na Bahia, a empresa obteve aprovação federal de biossegurança para soltar os animais. O aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para comercializar o serviço, porém, ainda não saiu. Por isso o projeto em Piracicaba ocorre como teste, subsidiado pela empresa.
Técnicos da Oxitec e agentes de saúde de Piracicaba já começaram a fazer visitações de porta em porta para informar os moradores do bairro do Cecap, área da cidade com maior concentração de casos de dengue, que os mosquitos da empresa serão soltos lá. Piracicaba teve 88 casos da doença registrados neste ano, comparados com apenas 26 no mesmo período de 2014.
"Não esperávamos esses números agora, justamente num período de crise hídrica", afirma o prefeito Gabriel Ferrato (PSDB), para quem a cidade não está ruim diante dos municípios vizinhos.
"Gastamos de R$ 6 milhões a R$ 7 milhões aqui só nos trabalhos para controlar a disseminação do mosquito, sem contar o custo do tratamento dos pacientes. Mas, como homens públicos, temos a obrigação de testar alternativas."

MILHÕES DE INSETOS

Para tentar eliminar a maior parte da população do A. aegypti no Cecap, onde vivem cerca de 5.000 pessoas, a Oxitec deve soltar entre 20 milhões e 40 milhões de mosquitos ao longo de dez meses.
Os insetos geneticamente modificados, fabricados pela Oxitec em sua unidade de Campinas, são todos machos, portanto não picam. A ideia de soltá-los no ambiente é que eles são estéreis, mas mesmo assim buscam fêmeas selvagens para fecundá-las.
Ao monopolizar o ciclo reprodutivo da fêmea para a produção de um ovo inviável e impedir a fecundação por um macho saudável, o número de insetos começa a cair de uma geração para outra. Nos testes na Bahia, as populações do A. aegypti se reduziram em mais de 90%.

"DO BEM"

Para o projeto em Piracicaba, a Oxitec rebatizou seus mosquitos como "Aedes aegypti do bem". Para o trabalho de conscientização dos moradores, foi montado um stand de informação na frente de um supermercado situado na entrada do bairro.
No local, técnicos da empresa mantêm uma gaiola de tela cheia de mosquitos geneticamente modificados e convidam os pedestres a conhecerem o projeto. Quem quiser pode enfiar a mão na gaiola --uma forma de os técnicos de demonstrarem que os mosquitos não picam.
A Oxitec teve que enfrentar um núcleo de rejeição à soltura do mosquito em Key Haven, na Flórida, onde um teste aguarda autorização, e busca evitar que o episódio se repita. Segundo Glenn Slade, diretor da empresa no Brasil, mesmo na Flórida 80% dos moradores da cidade alvo são favoráveis ao projeto, onde também foi realizado trabalho de engajamento público.




2 dos 4 grupos do HIV têm origem em gorilas
03/03/2015 - O Estado de S.Paulo


Dois dos quatro grupos conhecidos do HIV-1, causador da aids, tiveram origem em gorilas das planícies do oeste da África, de acordo com estudo publicado hoje na revista PNAS por um grupo internacional de cientistas.
A equipe foi liderada por Martine Peeters, da Universidade de Montpellier (França).
Já se sabia que o HIV-1 havia passado de outras espécies de primatas para humanos, em pelo menos quatro ocasiões distintas, gerando quatro linhagens diferentes de HIV-1: os grupos M, N, O e P. Há cerca de 15 anos, o mesmo grupo de cientistas descobriu que os tipos M e N tiveram origem em duas comunidades de chimpanzés geograficamente separadas, no sul de Camarões. As origens dos grupos O e P,no entanto,permaneciam desconhecidas até agora.
Segundo os autores, os quatro grupos do vírus, com origem na transmissão cruzada entre espécies, tiveram resultados muito diferentes entre os humanos.O grupo M,o mais importante, levou a aids a se tornar uma pandemia, infectando mais de 40 milhões de pessoas no mundo. Os grupos N e P, ao contrário, são raríssimos e infectaram poucos indivíduos em Camarões. O grupo O não se alastrou como o grupo M, mas infectou cerca de 100 mil pessoas na África Ocidental.
A equipe fez estudos genéticos em amostras de fezes de gorilas de vários locais em Camarões, Gabão, República Democrática do Congo e Uganda, em busca de evidências de infecção pelo SIV gor, o vírus da imunodeficiência achado em gorilas.
Eles identificaram animais infectados em quatro locais nas planícies ocidentais de Camarões.
“O sequenciamento viral mostrou alto grau de diversidade genética entre vários gorilas.
Duas das linhagens do vírus dos gorilas eram especialmente próximas dos grupos O e P do HIV-1, indicando que eles tiveram origem nos gorilas das planícies do oeste”, disse Peeters.





Mosquito da dengue geneticamente modificado será solto em Piracicaba
02/03/2015 - Folha de S.Paulo / Site


O município de Piracicaba deve receber antes do final de abril os primeiros mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados criados para combater a dengue soltos no Estado de São Paulo.
A prefeitura anunciou nesta segunda-feira (2) um convênio com a empresa britânica Oxitec, fabricante do inseto, para realizar um projeto de pesquisa na cidade.
Após testes em Juazeiro e Jacobina, na Bahia, a empresa obteve aprovação federal de biossegurança para soltar os animais. O aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para comercializar o serviço, porém, ainda não saiu. Por isso o projeto em Piracicaba ocorre como teste, subsidiado pela empresa.
Técnicos da Oxitec e agentes de saúde de Piracicaba já começaram a fazer visitações de porta em porta para informar os moradores do bairro do Cecap, área da cidade com maior concentração de casos de dengue, que os mosquitos da empresa serão soltos lá. Piracicaba teve 88 casos da doença registrados neste ano, comparados com apenas 26 no mesmo período de 2014.
"Não esperávamos esses números agora, justamente num período de crise hídrica", afirma o prefeito Gabriel Ferrato (PSDB), para quem a cidade não está ruim diante dos municípios vizinhos.
"Gastamos de R$ 6 milhões a R$ 7 milhões aqui só nos trabalhos para controlar a disseminação do mosquito, sem contar o custo do tratamento dos pacientes. Mas, como homens públicos, temos a obrigação de testar alternativas."

MILHÕES DE INSETOS

Para tentar eliminar a maior parte da população do A. aegypti no Cecap, onde vivem cerca de 5.000 pessoas, a Oxitec deve soltar entre 20 milhões e 40 milhões de mosquitos ao longo de dez meses.
Os insetos geneticamente modificados, fabricados pela Oxitec em sua unidade de Campinas, são todos machos, portanto não picam. A ideia de soltá-los no ambiente é que eles são estéreis, mas mesmo assim buscam fêmeas selvagens para fecundá-las.
Ao monopolizar o ciclo reprodutivo da fêmea para a produção de um ovo inviável e impedir a fecundação por um macho saudável, o número de insetos começa a cair de uma geração para outra. Nos testes na Bahia, as populações do A. aegypti se reduziram em mais de 90%.

"DO BEM"

Para o projeto em Piracicaba, a Oxitec rebatizou seus mosquitos como "Aedes aegypti do bem". Para o trabalho de conscientização dos moradores, foi montado um stand de informação na frente de um supermercado situado na entrada do bairro.
No local, técnicos da empresa mantêm uma gaiola de tela cheia de mosquitos geneticamente modificados e convidam os pedestres a conhecerem o projeto. Quem quiser pode enfiar a mão na gaiola –uma forma de os técnicos de demonstrarem que os mosquitos não picam.
A Oxitec teve que enfrentar um núcleo de rejeição à soltura do mosquito em Key Haven, na Flórida, onde um teste aguarda autorização, e busca evitar que o episódio se repita. Segundo Glenn Slade, diretor da empresa no Brasil, mesmo na Flórida 80% dos moradores da cidade alvo são favoráveis ao projeto, onde também foi realizado trabalho de engajamento público.



Saúde



CFM aponta sucateamento no SUS
03/03/2015 - Brasil Econômico


Levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) em ambulatórios, unidades básicas de saúde, centros de saúde e postos dos programas de Saúde e de Estratégia da Família do SUS apontou o sucateamento de 952 unidades básicas de saúde. Os dados mostram que 331 estabelecimentos tinham mais de 50 itens fora das normas sanitárias. Em 38 unidades, não havia sequer consultório médico.



Fiscalização revela sucateamento em unidades de saúde
03/03/2015 - Valor Econômico


Dados da fiscalização realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) no segundo semestre de 2014, divulgados ontem, mostram uma situação de severo sucateamento em ambulatórios e unidades médicas públicas e básicas do país. De 952 locais inspecionados, em um universo de 40 mil postos, uma em cada quatro unidades de saúde não tem salas de descarte ou esterilização de materiais utilizados pelos médicos. Em 23% dos locais não havia toalhas de papel; outros 21% não contavam com sabonete líquido e em 6% das unidades sequer havia pia para o médico lavar as mãos após a consulta.
De 305 estabelecimentos visitados que deveriam oferecer tratamento emergencial, em 29% deles faltavam seringas, agulhas ou equipamentos para aplicações endovenosas. Equipamentos com algum grau de sofisticação viraram raridade: em 74% destes locais não há desfibrilador para atender pacientes com paradas cardíacas.
Falta de conservação, higiene, privacidade nas consultas e acessibilidade foram problemas verificados na fiscalização. Em 11% das 952 unidades faltava material para curativos e retirada de pontos. Em 15% dos consultórios, não era possível garantir a confidencialidade da consulta e em 22% não havia sala de espera. Em 4% dos consultórios ginecológicos não há nem sanitários. Em 4% dos locais, não havia sequer consultório médico.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que desenvolve há quatro anos um programa para construção e melhoria de unidades básicas de saúde (UBS). "Desde 2011, quando o programa foi criado, o governo federal já liberou mais de R$ 5 bilhões para que os municípios pudessem construir ou aperfeiçoar 26 mil UBS em todos os Estados brasileiros. Dessas, há 24.935 obras em execução, das quais 22.782 estão em andamento ou já foram concluídas. Outras 14 mil unidades entrarão em obras nos próximos anos", diz a nota.




Fim de convênio afeta tratamento de crianças carentes com autismo
03/03/2015 - Folha de S.Paulo


Um dos maiores centros de assistência a crianças e adolescentes com autismo em São Paulo vai deixar de atender 110 pacientes carentes.
Um convênio que vigorava havia seis anos do CPA (Centro Pró-Autista) com a Secretaria da Saúde do Estado da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) foi rompido no mês passado por falta de acordo entre as partes.
As famílias afetadas já foram avisadas pela instituição sobre a descontinuidade dos tratamentos --que envolvem fonoaudiologia, musicoterapia, educação física, atendimento psicológico e outras terapias. Agora, terão de buscar assistência em centros públicos de saúde mental.
A quebra da rotina de tratamentos de uma criança com autismo, de acordo com especialistas, pode provocar retrocesso nas conquistas de meses de terapias.
A entidade alega que está há quatro anos deficitária devido aos custos dos pacientes atendidos pelo convênio e que a situação vinha gerando uma bola de neve financeira.
"A maior parte das crianças recebe atendimentos diários. Temos 32 técnicos de várias áreas e outros profissionais envolvidos. O valor repassado pelo Estado é de R$ 800 mensais por aluno, mas nosso custo é de R$ 1.500. Não há como manter essa situação. A instituição é filantrópica", diz Wanderley Domingues, presidente do CPA.
Uma resolução técnica da secretaria, de 2013, também criou obstáculo para a continuidade do acordo: o CPA teria de contar com enfermeiros e fisioterapeutas, o que, segundo a instituição, encarece a folha salarial em R$ 20 mil.
O governo diz que o rompimento do convênio partiu do CPA por não aceitar as condições e que há vagas para os pacientes em outros serviços.
Parte das famílias que vão perder a assistência de seus filhos, a partir de abril, está se mobilizando para entrar na Justiça pedindo que o Estado reestabeleça o convênio.
"O CPA, além de ajudar meu filho, me capacita a ser a mãe que ele tanto precisa. Assisti avanços durante o tratamento que outros julgaram impossíveis", diz Aline Marques, mãe de Caio, 3, que frequenta o centro há quase um ano.
"A incerteza de tratamento adequado nos assombra. De janeiro pra cá [quando pais foram avisados da crise], sinto que o estou perdendo. Tudo pelo que lutamos tanto está se deteriorando", afirma.
Os pais alegam que não irão encontrar em centros públicos de atendimento a mesma qualidade e os resultados do centro especializado.





Haddad descumpre meta da saúde e fila da cirurgia vai a 63 mil em 2 anos
03/03/2015 - O Estado de S.Paulo


A gestão Fernando Haddad (PT) não conseguiu em dois anos cumprir uma de suas principais promessas na área da Saúde: diminuir o número de pacientes que aguardam por uma cirurgia na cidade.
Dados da Secretaria Municipal da Saúde mostram que, entre dezembro de 2012, último mês do governo Gilberto Kassab (PSD), e o mês passado, a fila para procedimentos cirúrgicos passou de 56.912 para 63.024, alta de 10,7%.
Hoje,o tempo médio de espera pela consulta médica cirúrgica, etapa prévia à realização da operação, é de 289 dias (cerca de nove meses emeio), 33 dias a mais do que o prazo médio de espera registrado em dezembro de 2012. A piora aconteceu mesmo com a inauguração de sete unidades da chamada Rede Hora Certa, equipamento criado pela atual gestão para aumentar a oferta de cirurgias.
Em nota oficial enviada à imprensa, o coordenador da atenção especializada da Secretaria Municipal da Saúde,Flavius Augusto Albieri, afirma que a fila “se estabilizou” desde 2013 em cerca de 63 mil procedimentos em espera. Ele destaca que com os hospitais Dia em construção e outros equipamentos em obras,como o Hospital de Parelheiros, a tendência é queda.
“Oferecemos mais consultas e exames do que antes, o que naturalmente cria mais demanda de cirurgias, porque aquelas pessoas que não teriam um diagnóstico e um encaminhamento, agora têm”, disse o coordenador da atenção especializada.
Durante a campanha, Haddad prometeu entregar 32 unidades – uma por subprefeitura –, com capacidade para realizar 200 procedimentos cirúrgicos por mês.Mas dados oficiais indicam que a meta não foi cumprida no ano passado. Ao todo, foram feitas 13.374 cirurgias nesses equipamentos, ante as 14.400 estimadas.
Na divisão de pacientes pela cidade, a alta de 10,7% foi mais sentida na zona sul, onde o número de pessoas na fila dobrou nos últimos dois anos – passou de 11,2 mil para 22,2 mil. Já quando se leva em conta o tempo de espera, as áreas mais críticas são pediatria e ginecologia, onde se aguarda até 479 dias pela marcação de cirurgia – é o caso das mulheres da zona leste.
Especialidades. No geral, a fila da saúde caiu 17% na cidade.
A espera por consultas médicas especializadas diminuiu nos últimos dois anos, no patamar de 9% em toda a capital. Enquanto, no fim de 2012, 353.181 consultas aguardavam a realização, em fevereiro de 2015, o número caiu para 321.338.
Mas o tempo de espera por alguns procedimentos ainda passa de um ano. O morador da zona leste que precisar passar pelo proctologista, por exemplo, fica até 514 dias aguardando pelo atendimento. Na mesma região, a consulta com um psiquiatra pode demorar 404 dias.
Mesmo em especialidades consideradas básicas,há dificuldade para agendamento.Com a visão comprometida por uma catarata,a aposentada Judite Alves da Silva, de 86 anos, aguarda há três meses para se consultar com um oftalmologista. “Ela passou pelo clínico no posto de saúde, que deu o encaminhamento para o especialista, mas, até agora, não temos nem ideia de quando vão marcar a consulta.Ela não consegue mais andar sozinha, não enxerga”, conta a filha de Judite, Célia de Fátima Silva Soares, de 45 anos.
Exames. No caso dos exames, a queda geral foi mais significativa: a quantidade de pacientes na fila passou de 260.394 para 127.472 mil. O resultado é reflexo dos mutirões no início da gestão Haddad.






Falta termômetro e até consultório em postos de saúde, aponta pesquisa
02/03/2015 - Folha de S.Paulo / Site

Cerca de 15% dos postos de saúde vistoriados em uma fiscalização feita pelos conselhos regionais de medicina não tinham consultórios médicos adequados. Em outros 4%, esse espaço nem sequer existia.
Os dados fazem parte de uma fiscalização feita em 952 postos de saúde entre julho e dezembro de 2014. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (2) pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).
A vistoria também encontrou unidades sem equipamentos básicos, como termômetros e estetoscópios, sem sala de esterilização e até mesmo sem pia para que os médicos possam lavar as mãos.
Do total de unidades visitadas, 331 tinham mais de 50 itens fiscalizados irregulares em relação às normas sanitárias, de acordo com o CFM.
Em 22% dos postos, não havia sala de espera adequadas para os pacientes, e 15% não tinham um consultório médico que garantisse a confidencialidade da consulta.
Ao todo, 239 unidades não tinham sala de esterilização de equipamentos no momento da visita e 161 (17%) apresentavam instalações elétricas e hidráulicas inadequadas.
Os dados mostram ainda que 6% das unidades não tinham pia para que o médico pudesse lavar as mãos e 3% não tinham sanitários para os pacientes.

DESCONTROLE

Nas unidades com farmácias, 13% não tinham controle da movimentação e saída de medicamentos controlados.
Em 11% das unidades, também foi encontrada falta de material para curativos simples e retirada de pontos, por exemplo.
"Isso reflete a falta de condições de trabalho e o descaso com o SUS (Sistema Único de Saúde)", diz o presidente do CFM, Carlos Vital.
Segundo ele, a fiscalização também encontrou problemas como número menor de profissionais em algumas unidades em comparação ao declarado no Cnes (cadastro nacional de estabelecimentos de saúde), que contém dados informados pelos gestores ao Ministério da Saúde.
"O cadastro é importante como contraprova. Se não há rigor no preenchimento e fiscalização, isso dá margem a desvios e distorções", afirma.
De acordo com Vital, parte das unidades de saúde foram vistoriadas a pedido do Ministério Público e após denúncias da população. Outras foram selecionadas de forma aleatória, afirma. Os resultados serão repassados às promotorias e demais órgãos de fiscalização.
Após os postos de saúde, o conselho diz que pretende lançar, até julho deste ano, um manual de vistoria para iniciar fiscalização de hospitais e pronto-socorros.

OUTRO LADO

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que, desde 2011, liberou R$ 5 bilhões para que municípios pudessem construir ou fazer reformas em 26 mil unidades básicas de saúde. A iniciativa ocorre por meio do programa Requalifica UBS. Das 26 mil unidades, 22.782 têm obras em andamento ou já foram concluídas. Outras 14 mil unidades devem entrar em obras nos próximos anos, diz a pasta.
Hoje, há 40 mil unidades básicas de saúde no país. O Ministério afirma ainda que dobrou o investimento na atenção básica nos últimos quatro anos –em 2014, foram R$ 20 bilhões, informa. Já o número de equipes de Saúde da Família que prestam atendimento nestes locais passou de 16.698 para 39.064 de 2002 a 2014.
Ainda segundo a pasta, a implementação de ações e serviços de atenção básica é de responsabilidade direta dos municípios, enquanto o Ministério da Saúde "co-financia e apoia tecnicamente a execução e desenvolvimento da política nacional desse setor", diz a nota.





Centro Oncológico amplia tratamento de câncer
03/03/2015 - DCI


Foi inaugurado no Hospital Geral de Guarulhos um novo Centro Oncológico da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, que está localizado no prédio anexo ao hospital.
O Centro possui cinco consultórios de oncologia clínica, salas específicas para manipulação de quimioterápicos e aplicação com oito poltronas, vestiários para pacientes que serão submetidos á radioterapia, sala de preparação de moldes para sessões radioterapêuticas, acelerador linear e sala de comando do aparelho.
Oferece tratamento de câncer a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o estado, com destaque para população de Guarulhos e do Alto do Tietê, possuindo capacidade para atender anualmente 1,2 mil novos pacientes e realizar 4,8 mil sessões de quimioterapia e 7,2 mil de radioterapia.
Será oferecida uma radioterapia diferenciada, denominada TBI (do inglês, Total Body Irradiation), que possibilita a irradiação do corpo inteiro, contribuindo para a eliminação de células doentes e tecidos não tão facilmente alcançados pela quimioterapia.
Nos dois primeiros meses de atendimento, março e abril deste ano, poderão ser realizadas até 150 sessões de quimioterapia e 150 de radioterapia no Centro Oncológico.
As atividades serão ampliadas no decorrer do ano de forma gradativa e, até dezembro, o número de sessões poderá chegar até 400 e 600 dos respectivos procedimentos.

Funcionamento inicial

Após a liberação do alvará já foram realizadas sessões de radioterapia no local, utilizando o acelerador linear fornecido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), no dia 20 de fevereiro.





Marília punirá descuido com dengue
03/03/2015 - DCI


Desde sábado (28), proprietários e responsáveis por imóveis residenciais, terrenos vagos e estabelecimentos públicos e privados na cidade, terão 24 horas para realizarem a limpeza dos locais, evitando assim a proliferação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue.
A medida adotada pela prefeitura foi legitimada por meio do decreto 11.459, publicado no Diário Oficial, no sábado, notificando todos os donos de imóveis de Marília.
Após esse prazo, quem não cumprir a determinação será multado. "O proprietário que deixar de cumprir decreto, que entra em vigor imediatamente, estará sujeito às penalidades previstas, bem como da adoção das demais medidas cabíveis", diz Marco Antônio Alves Miguel, secretário da Administração.
O decreto informa ainda que as denúncias da população quanto à existência de possíveis criadouros do mosquito da dengue poderão ser encaminhadas aos seguintes órgãos: Ouvidoria Geral do Município, (0800 77 66 111), pelo e-mail ouvidoria@marilia.sp.gov.br ou pessoalmente à Rua 4 de abril no 41 (centro); e também ao Corpo de Bombeiros, telefone 193.
"Estamos fazendo a nossa parte. Mas a população precisa dar a sua contribuição, ajudando a eliminar os criadouros. Sabemos que 90% dos focos do mosquito transmissor estão dentro dos imóveis (residências, comércio e indústria). Esta nova medida é para o bem de todos", ressaltou o prefeito Vinicius Camarinha. Os moradores de Marília estão diante de uma alarmante epidemia da doença. No sábado, a Saúde confirmou mais 3.559 casos de dengue, em uma semana na cidade. O número quase duplicou e agora são 7.498 os casos em 2015. Até o momento, 12 mortes foram confirmadas por meio de atestados de óbitos emitidos pelos hospitais. A vítima mais recente foi um homem de 81 na UTI do Hospital Universitário.







Notícias - 27/02/2015

  

 



CLIPPING 27/02/2015

Assessoria de Comunicação do CRF-SP

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos


Porque estamos atrás
27/02/2015 - Exame


Nos últimos anos, criar uma indústria farmacêutica inovadora esteve entre as supostas prioridades do governo federal. Há cerca de três anos foi anunciada a criação de dois "campeões nacionais" para pesquisar remédios biológicos — ou seja, feitos com organismos vivos. Na prática, pouca coisa andou. Por que o país inova tão pouco? Segundo Giovanni Caforio, que acaba de ser escolhido o novo presidente mundial da gigante americana Bristol-Myers Squibb, a burocracia e a lentidão dos órgãos reguladores são os culpados pelo atraso da pesquisa no país. Quem paga o preço são os pacientes, que demoram mais tempo para ter acesso a tratamentos inovadores. Caforio falou a EXAME em sua última visita ao Brasil.
A Bristol acaba de anunciar um investimento de 1 bilhão de dólares numa fábrica na Irlanda, e tem feito aquisições na Europa. Aqui, os investimentos não têm crescido. Qual é o problema?
Precisamos de uma nova fábrica para produzir medicamentos biológicos. Já temos outras fábricas na Irlanda e o ambiente de negócios nos agrada. Gostaríamos de investir mais no Brasil. Poderíamos triplicar os investimentos aqui se as regras para testes clínicos de novos remédios fossem diferentes. Nós estamos num segmento muito específico, de áreas de alta necessidade médica, com remédios para hepatite C ou câncer. A aprovação de uma pesquisa clínica demora muito, de um ano a um ano e meio. Quando a autorização sai, os testes já avançaram muito em outros países e não vale a pena começar do zero aqui. Nos Estados Unidos, normalmente, o prazo para aprovar um teste clínico é de dez meses para remédios comuns. Dependendo do grau de urgência, o prazo cai para três meses. A qualidade da pesquisa brasileira é boa, mas a burocracia mata. Os prejudicados são os pacientes, que não têm acesso a testes de novos remédios. Continuamos tentando: agora esperamos conseguir uma aprovação rápida de um novo remédio para câncer de pulmão que pretendemos testar com o Hospital do Câncer de Barretos.
É a burocracia, então, que impede que o país tenha algum papel na criação de novos remédios?
O Brasil faz ciência de qualidade, o problema é a legislação. Testar novos medicamentos é o primeiro passo para tentar desenvolver novos remédios no futuro. Quando você testa algo que já está próximo de ser produzido, começa a desenvolver a experiência para depois criar remédios novos. Mas se você não consegue fazer nem isso... Além desse problema, há o registro de novos medicamentos. Para conseguir a patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), é necessária uma autorização prévia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso, ao nosso ver, é desnecessário, já que a Anvisa não está preparada e atrasa o processo de aprovação. Essa é uma das questões que bloqueiam investimentos da indústria. A rapidez é fundamental porque os tratamentos estão evoluindo aceleradamente. O índice de sobrevivência em pacientes com melanoma avançado, um tipo de câncer de pele, é de 40% em um ano. Com remédios que estamos testando em outros países, conseguimos uma sobrevivência de 73%. Ou a hepatite C, que era uma doença sem cura e hoje é eliminada em 90% dos casos com um tratamento oral de seis meses.
Nos últimos anos, grandes companhias farmacêuticas globais estão reduzindo suas áreas de pesquisa e desenvolvimento e apostando em áreas que gerem uma receita mais estável, como medicamentos genéricos. O risco de gastar muito em pesquisa e não conseguir produzir um remédio com grandes vendas é alto. A Bristol está fazendo o contrário, só produz remédios novos. Como ganhar dinheiro com esse modelo?
Somos diferentes das grandes farmacêuticas globais, viramos uma empresa especialista. Buscamos inovar no tratamento de um número pequeno de doenças: câncer, Aids, hepatite C, artrite reumatoide. Acreditamos que ter um portfólio pequeno, mas diversificado, reduza o risco de perder dinheiro com os investimentos em pesquisa. Escolhemos poucas áreas em que podemos fazer a diferença e investimos nelas. Estamos fazendo isso desde 2007, com bons resultados para os acionistas. Nossas ações mais do que dobraram de preço desde que mudamos o foco da empresa, bem acima da média das maiores companhias farmacêuticas. Não queremos diversificar só por diversificar, por isso não estamos em genéricos. Também temos comprado várias empresas pequenas, de biotecnologia, que tenham produtos nas áreas que nos interessam.
A maior aposta da empresa hoje é o remédio para a hepatite C, doença que a Organização Mundial da Saúde estima que atinja 180 milhões de pessoas. É um número muito menor do que o de afetados por outras doenças. Estima-se, por exemplo, que 40% da população adulta mundial tenha colesterol alto. Realmente é um número muito inferior ao de pacientes com doenças crônicas, como colesterol alto e diabetes. Mas o valor desses medicamentos é curar pessoas que hoje têm tratamentos caríssimos e complexos. No Brasil, estimamos que haja 200 000 pacientes infectados pela hepatite C, e hoje só 15 000 estão em tratamento. Esperamos ter aqui cerca de 45000 pacientes nos primeiros três anos. No Japão, há mais de 1 milhão de infectados, dos quais apenas 500 000 foram diagnosticados. Estimamos que nos Estados Unidos sejam 3 milhões. Mas a hepatite C tem um custo altíssimo de tratamento, que pode chegar ao transplante de fígado, e estamos conseguindo altos índices de cura com os novos medicamentos.




Grupo Raia Drogasil dobra o lucro em 2014 e inicia nova fase
27/02/2015 - Valor Econômico


Maior grupo varejista de farmácias do país, a Raia Drogasil fechou no ano passado o ciclo de integração de suas duas redes com crescimento em receita, melhora na rentabilidade, queda na relação entre receita e despesas e ganhos na margem de lucro. Custos se mantiveram sobre controle mesmo após acelerada abertura de lojas ¬ 131 inaugurações em 2014 (a meta para 2015 é manter esse patamar). Os números foram publicados ontem, no relatório de resultados.
Concluída boa parte da fase de unificação dos negócios, a empresa inicia um período em que começa a trabalhar aspectos que ficaram em segundo plano desde a fusão das cadeias, em 2011.
Experiência de compra na loja, que ainda está distante do que a empresa quer, e a forma como a companhia faz a gestão das categorias vendidas entram nessa lista de prioridades para os próximos anos. Também terá que ser aprimorado o uso da base de informações que a companhia tem de seus clientes, para tentar ser mais assertivo na venda. "Fazemos isto melhor na Raia do que na Drogasil. É um dos aspectos que vamos ter que trabalhar", disse ontem Marcílio Pousada, presidente da companhia, após publicação do balanço.
No ano passado, a empresa apurou aumento de 18,6% nas vendas líquidas, para R$ 7,39 bilhões. De outubro a dezembro, o valor foi de pouco mais de R$ 2 bilhões, expansão de 20,2%. O lucro líquido em 2014 somou R$ 221,4 milhões, mais que o dobro dos R$ 100,9 milhões de 2013. De outubro a dezembro, o lucro registrou alta de 123,4%, para R$ 62,15 milhões.
Ao se considerar o número ajustado por despesas não recorrentes, o lucro líquido no trimestre foi de R$ 75,4 milhões, um incremento de 56,8% sobre mesmo período de 2013. No ano, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 270,4 milhões, 53,8% quando comparado a 2013.
A participação das despesas com vendas na receita bruta se manteve estável em 18,3%, em relação ao mesmo período de 2013 (18,4%). Portanto, custos ficaram sob controle apesar da expansão nas aberturas no ano. Foram inaugurados, de outubro a dezembro, 51 pontos, maior volume de aberturas entre os quatro trimestres do ano ¬ em parte pela entrada no mercado no Nordeste.
No quarto trimestre, a margem bruta atingiu 27,6%, aumento de 0,9 ponto.
As vendas "mesmas lojas" (em operação há mais um ano) subiram 11,4% no ano passado e 13% no quarto trimestre, um dos melhores índices desde a fusão das redes. Vendas mais aceleradas em outubro, mês de temperaturas altas, em parte, explicam o índice, disse Eugênio De Zagottis, vice-presidente de relações com investidores e planejamento.
"O sólido crescimento de vendas 'mesmas lojas' da Raia Drogasil valida a nossa tese de resiliência para o mercado de varejo de drogarias, com o crescimento das vendas quando comparados com os resultados de outras empresas de consumo e varejo, como Grupo Pão de Açúcar e Natura ", escreveu em relatório ontem Guilherme Assis, analista da Brasil Plural. "As farmácias continuam a roubar participação de supermercados e do canal de vendas diretas".
Dados da Nielsen mostram que a participação de mercado (em valor) das grandes redes de drogarias na venda de itens de higiene pessoal e cosméticos passou de 15,4% em 2010 para 16,6% ao fim de 2014. Supermercados e hipermercados caíram de 54,2% para 52,4%. Isso mostra que não apenas o ritmo de envelhecimento da população sustenta o crescimento desse setor.
Há migração de clientes entre canais.
Para De Zagottis, após a integração das redes, a companhia teve ganhos de escala e eficiência, e passou a "executar melhor", ou seja, trabalhar melhor o dia a dia da operação. Ele voltou ontem a descartar planos de aquisição. A Drogaria Pacheco São Paulo decidiu retomar conversas com a CVS, como antecipou o Valor, e a BR Pharma colocou redes à venda. "Nós abrimos 569 lojas em cinco anos. Isso equivale à metade de uma Raia Drogasil. Não precisamos adquirir redes, não valem o custo".
Ainda dentro desse novo foco de prioridades da companhia para os próximos anos, o grupo esclarece que a Farmasil ainda é vista internamente como "um projeto em estudo". A rede de farmácias tem foco nas classes C e D. "Não vamos colocar isso para rodar agora. Nosso plano nos próximos anos ainda é crescer com Raia e Drogasil."




Pesquisa e Desenvolvimento

 

 

Molécula de erva asiática é eficaz contra infecção do ebola em ratos
26/02/2015 - UOL/Portal


Uma molécula derivada de uma erva asiática revelou-se eficaz contra a infecção de ratos com o vírus do ebola, abrindo portas para um possível tratamento em humanos, segundo uma investigação publicada nesta quinta-feira (26) na revista Science. Cientistas do Instituto de Pesquisa Biomédica do Texas descobriram que a tetrandrina, uma molécula de origem vegetal, em pequenas doses, protege ratos da infecção, sem efeitos secundários particulares.
"Quando testamos esta molécula em ratos, ela impediu a reprodução do vírus e permitiu salvar a maior parte deles do ebola", explicou um dos autores do estudo, Rovert Davey. O próximo passo dos pesquisadores será testar a inocuidade e a eficácia da molécula contra o ebola nos macacos.
Os autores do estudo agora publicado já tinham determinado que o mecanismo que permite às células transmitirem cargas elétricas, no qual os detectores de cálcio desempenham um papel-chave, era importante na infecção do ebola.
Os pesquisadores descobriram que dois detectores de cálcio eram particularmente importantes para que o vírus penetrasse nas células para se multiplicar e testaram diversas moléculas, incluindo a tetrandrina, para determinar qual é que seria mais eficaz para neutralizar os detectores.
De acordo com o mais recente balanço da Organização Mundial de Saúde, o novo surto de ebola fez 9.177 mortos, desde o início de 2014, a maior parte na Libéria, na Serra Leoa e na Guiné-Conacri.



Cientista prevê transplante de cabeça em dois anos
27/02/2015 - UOL/Portal


O primeiro transplante de cabeça da história poderia ocorrer em dois anos, segundo uma reportagem publicada nesta semana pela revista NewScientist.
É a possibilidade que estuda uma equipe liderada pelo cirurgião italiano Sergio Canavero, do Grupo de Neuromodulação Avançada de Turim. O grupo deve apresentar a proposta durante uma conferência médica nos Estados Unidos neste ano.
A técnica consistiria em implantar a cabeça de um paciente de doença grave no corpo de um doador que tenha tido morte cerebral.
Em entrevista à NewScientist, Canavero disse que a cirurgia poderia prolongar a vida de pessoas que sofrem de degeneração dos músculos e nervos ou que tenham câncer.
Ele disse, porém, estar ciente de que a proposta gera muita polêmica e que entraves éticos podem ser uma grande barreira. Canavero prevê ainda que sua equipe enfrenta dificuldades para conseguir autorização para desenvolver a técnica nos Estados Unidos.
"Se a sociedade não quiser isso, eu não vou fazer. Mas se as pessoas não quiserem nos Estados Unidos ou na Europa, não significa que não será feito em outro lugar. Estou tentando fazer da forma correta. Antes de você ir à lua, tem que ter certeza que as pessoas o seguirão", disse Canavero à NewScience.
Técnica
O cirurgião italiano publicou neste mês uma lista de técnicas que tornariam o transplante possível.
Elas incluem procedimentos como resfriar a cabeça do receptor e o corpo do doador para evitar que as células morram sem oxigênio, cortar os tecidos do pescoço e conectar as veias e artérias maiores a tubos finos e seccionar os nervos da espinha.
Uma das partes mais complicadas da eventual cirurgia seria conectar os nervos da espinha do corpo aos nervos da cabeça. O cirurgião usaria uma substância química com polietileno para fazer as conexões e eletrodos para estimular as novas conexões nervosas.
Canavero disse também à NewScience que logo após a cirurgia o paciente passaria semanas em coma e inicialmente seria capaz de mover os músculos do rosto e falar com a mesma voz que tinha antes. Porém, seria necessário pelo menos um ano de fisioterapia para que pudesse andar.
Segundo ele, diversas pessoas já teriam se candidatado ao procedimento.
Segundo a NewScience, um procedimento similar foi testado em um macaco nos anos 1970 por outra equipe. O animal conseguia respirar com ajuda de aparelhos mas não podia se mover, pois sua cabeça não havia sido conectada aos nervos da espinha.
O animal morreu dias depois devido à rejeição de tecidos.
Chances
A revista ouviu diversos especialistas na área que se disseram céticos em relação à viabilidade da técnica. Alguns ressaltaram pontos técnicos difíceis de resolver, tais como a dificuldade de fazer o paciente passar pelo coma de forma saudável.
Outros levantaram dilemas éticos, como a possibilidade de que, se der certo, a cirurgia seja usada para fins cosméticos. Ou disseram que o procedimento pode até se tornar realidade, mas não em um prazo tão curto.




Pesquisadores conseguem criar músculo em laboratório
27/02/2015 - O Globo


Uma equipe internacional de pesquisadores criou um músculo esquelético funcional para a pata de um rato. O desenvolvimento da técnica pode provocar uma revolução no tratamento de pacientes com distrofias musculares.
Os cientistas formaram as células em uma placa para produzir um enxerto, que foi implementado em seguida sobre um músculo esquelético, onde o novo músculo cresceu algumas semanas depois.
As células precursoras do músculo, conhecidas como mesoangioblastos, cresceram em um hidrogel e foram modificadas para produzir um catalisador, que estimula o crescimento dos nervos e de vasos sanguíneos.
Uma vez que as células foram inseridas no hospedeiro, um novo músculo foi criado em semanas, substituindo os tecidos danificados.
— A morfologia e a organização estrutural do órgão artificial são extremamente semelhantes, senão indistinguíveis, de um músculo esquelético natural — conta Cesare Gargioli, biólogo da Universidade de Roma e coautor do estudo, publicado na revista “EMBO Molecular Medicine”.
A engenharia de tecidos do músculo esquelético é um desafio potencialmente considerável para o tratamento de vários tipos de danos irreversíveis ao músculo que ocorrem em doenças, como a distrofia muscular.
Até agora, as tentativas para recriar um músculo funcional fora ou mesmo diretamente inserido no corpo não foram bem sucedidas. Os músculos artificiais normalmente não sobrevivem à transferência para o organismo porque não são criados os nervos e vasos sanguíneos necessários para suportar sua necessidade de oxigênio.
— Estamos estimulados com o sucesso do nosso trabalho, pois conseguimos fazer crescer um músculo da perna de rato completamente intacto e funcional — comemora Giulio Cossu, membro da Organização Europeia de Biologia Molecular, que também assina o estudo. — Mas ainda estamos estudando uma estrutura pequena. Precisamos conduzir muitas pesquisas até chegar aos testes clínicos.



Saúde



Fukushima detecta vazamento de água radioativa - líquido está indo para o Pacífico desde abril de 2014
27/02/2015 - Galileu

A operadora responsável pela usina nuclear de Fukushima, no Japão, detectou um novo vazamento de água radioativa através da tubulação de drenagem de um dos reatores. O líquido teria chegado ao mar e está vazando desde o mês de abril do ano passado, segundo um comunicado divulgado pela imprensa japonesa.
A proprietária da usina, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), anunciou a descoberta de um reservatório de água altamente radioativa acumulada sobre teto do reator número 2. O líquido continha 29,4 mil becquerels por litro de césio radioativo e 52 mil de estrôncio e outras substâncias emissoras de raios beta.
Esta água procedente das chuvas e contaminada pelos resíduos radioativos emanados do reator teria vazado pelos canais de drenagem do edifício, que desembocam no píer da central e no Oceano Pacífico, explicou a operadora.
Em abril do ano passado, a Tepco detectou a acumulação de água sobre o teto do reator, assim como um aumento dos níveis de radiação nos dutos de drenagem cada vez que chovia, segundo declarações de responsáveis da usina divulgadas hoje pela emissora estatal "NHK".
A companhia decidiu não tomar medidas, nem tornar público o problema até agora, por não contar com os resultados das análises sobre os níveis de radioatividade do líquido acumulado.





Mercado Aberto: Sorriso de orelha a orelha
27/02/2015 - Folha de S.Paulo
Colunista: Maria Cristina Farias

A rede paulistana Sorridents, de clínicas odontológicas, vai ampliar sua presença no restante do país.
Estão previstas 25 novas unidades até o final do ano. Hoje, são 163 consultórios em operação em 14 Estados.
"Somos mais conhecidos apenas em São Paulo. Queremos expandir essa cobertura para outras regiões, pois ainda há muita demanda de serviços acessíveis", afirma Carla Renata Sarni, presidente da rede.
O aporte necessário para abrir uma franquia varia entre R$ 350 mil e R$ 500 mil. As unidades têm em média 200 m² de área construída e comportam de quatro a oito consultórios.
"Cerca de 80% dos nossos franqueados são dentistas, mas também há investidores de outras áreas."
Como parte do projeto de expansão da marca, a Sorridents fechou uma parceria como o banco Sorocred para fornecer cartões de crédito da bandeira Cielo.
"Muitos pacientes fazem o tratamento em fases porque não têm limite disponível no cartão de crédito", diz a executiva.
O plástico levará o nome da rede, mas poderá ser usado também fora da clínica. R$ 188 milhões foi o faturamento da empresa no ano passado 14 são os Estados em que a rede está presente 163 são as unidades em operação, sendo 131 no Estado de São Paulo, 7 no Rio de Janeiro e 5 no Espírito Santo 2 milhões é o número de pacientes atendidos pela rede; a meta é dobrar até 2018.





Casos de dengue aumentam 163% em São Paulo em 2015
27/02/2015 - Folha de S.Paulo


Em tendência de forte alta em relação ao ano passado, a dengue já atingiu 563 pessoas nas seis primeiras semanas deste ano em São Paulo, ante 214 em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento é de 163%, segundo boletim divulgado nesta quinta (26) pela Secretária Municipal da Saúde. Se comparadas as quatro primeiras semanas de 2014 e 2015, o incremento é ainda maior, de 171%.
A secretaria registra ainda quatro casos da febre chikungunya, semelhante à dengue. Todas as transmissões ocorreram em outros países --a maioria na América Central.
A prefeitura credita o aumento de casos de dengue à crise hídrica, que teria contribuído para acúmulo de água limpa sem proteção.
O infectologista Marcos Boulos, professor da Faculdade de Medicina da USP, no entanto, diz que a situação é endêmica. "A dengue não é mais sazonal. No ano passado, houve incidência o ano inteiro", diz.
Em relação ao aumento em 2015, o infectologista diz que houve falha na prevenção. "O que se tem notado é um afrouxamento no combate do mosquito antes do verão."

ZONA NORTE

A morte de uma idosa na Brasilândia, na zona norte de São Paulo, está sendo investigada. A região continua amargando a maior incidência de casos no município.
Ao menos 12 pessoas contraíram dengue neste mês na rua Guarairas, na Brasilândia, segundo moradores.
O operador de trânsito Sidnei Pereira da Silva, 51, foi um dos afetados. "Quando você vai ao médico, é todo mundo com dengue também", diz.
Segundo moradores, a prefeitura não promove ações na rua há pelo menos dois anos.
A Secretaria da Saúde diz que uma equipe fará visita ao local nesta sexta (27). Segundo a pasta, até agora, são três casos de dengue na rua.
As quatro primeiras semanas do ano já indicavam a alta na região norte. Foram 4,9 casos para cada 100 mil habitantes na zona norte, seguidas pelas zonas oeste (2,2), sul (1,9) e leste (0,6).
A Folha revelou há duas semanas a falta de carros na região para o transporte dos agentes de combate ao Aedes aegypti, vetor da dengue.
Nesta quinta, a prefeitura minimizou o caso. "Os agentes gostam de falar o que não sabem", disse Paulo Puccini, secretário adjunto da Saúde. "Há 300 carros disponíveis."
Os veículos citados atendem, no entanto, a todo o município e a região continua desassistida, segundo agentes ouvidos pela reportagem.




Planos passam a oferecer pediatra 'delivery'
27/02/2015 - Folha de S.Paulo


Planos de saúde voltados ao público de alto padrão e empresas de serviços médicos têm oferecido visitas domiciliares de pediatra e plantão telefônico para evitar que pais levem seus filhos aos hospitais sem necessidade.
Vários estudos apontam que até 70% dos casos atendidos nas emergências infantis não são graves e poderiam ser resolvidos pelo médico no consultório ou por telefone.
Países como a Inglaterra, o Canadá e a Espanha já oferecem serviços de suporte médico à distância, também para adultos, inclusive no sistema público de saúde.
No caso da pediatria, é comum hoje as famílias relatarem dificuldade em ter um pediatra ou um médico de família à disposição. Por isso, recorrem aos prontos-socorros, onde há a certeza de que a criança será examinada e medicada se for o caso.
A Omint oferece um plantão telefônico com pediatras 24h à disposição, que tiram dúvidas corriqueiras dos pais, orientando-os em questões como febre, resfriados e dosagens de remédio.
Mas os médicos não podem fazer diagnósticos ou prescrever medicações por telefone, segundo norma do CFM (Conselho Federal de Medicina).
Então, quando o caso requer atenção maior, como febre que não passa ou uma infecção de garganta, o pediatra vai até a casa da criança.
"Além de os pais não precisarem sair à noite com seu filho doente, evitam expor a criança a ambientes contaminados, como o dos hospitais", diz Marcos Loreto, gerente-médico da Omint.
O pediatra vai munido de remédios básicos, como analgésicos e antitérmicos, e um kit que permite avaliar se a infecção de garganta é causada por vírus ou bactéria, por exemplo, e prescreve o antibiótico, se for o caso.
"É mais cômodo. Evita essa coisa de pôr criança no carro, ela enjoar e, quando chega ao PS, estar pior do que quando saiu de casa", diz Paula Iecco, mãe de Thomás, 12, que usa o serviço.
A empresa espanhola Advance Medical, que abriu recentemente uma filial no Brasil, também oferece suporte médico pediátrico e para adultos por meio de diversas plataformas.
"Pode ser telefone, email, WhatsApp, o que o cliente preferir. Barreira de comunicação não pode ser um problema", afirma o diretor-geral Caio Soares. Ainda neste ano, haverá a oferta de atendimento domiciliar.
O serviço é contratado diretamente pelo RH das empresas, como um benefício extra ao funcionário, além do plano de saúde.
Na Amil, o plantão telefônico pediátrico é feito por enfermeiras, com pediatra na retaguarda. O serviço começou voltado para gestantes e bebês e hoje atende crianças até 12 anos.
Segundo a pediatra Izabel Pellicciari, responsável pelo programa, são 1.500 ligações ao mês. Em mais de 90% delas, as dúvidas são resolvidas à distância, sem que a criança tenha de ir ao hospital.
Para o clínico-geral Gustavo Gusso, professor de USP, o serviço médico à distância é tendência no resto do mundo. "Mas é preciso ter profissionais bem formados e capacitados para esse suporte."



Com dengue e chikungunya em São Paulo, o jeito é rezar
27/02/2015 - Folha Online


Há três meses, os agentes das Suvis (Supervisão de Vigilância em Saúde) da zona norte de São Paulo estão sem carro para fazer a prevenção da dengue.
A região amarga a maior incidência de casos da doença no município e registrou a primeira morte suspeita, uma idosa da Brasilândia (zona norte), onde já foram notificados 80 casos de dengue.
Apesar da quase óbvia relação entre a falta de prevenção e o aumento do números de casos, o secretário-adjunto da Saúde, Paulo Puccini, desqualificou nesta quinta-feira (26) a queixa dos agentes de saúde sobre a falta de carros.
"Os agentes gostam de falar o que não sabem direito", disse, argumentando que há 300 carros disponíveis da Covisa [Coordenação de Vigilância em Saúde]. Ele só esqueceu de informar que esse número é para a cidade toda.
Na zona norte, só há carro para fazer o bloqueio das regiões onde há confirmação dos casos. O trabalho de prevenção, que deveria ter sido feito antes da chegada do verão, já era.
A questão, sr. Paulo, é que os agentes de saúde sabem e muito. O problema é que não são ouvidos pelos burocratas dos gabinetes. Aliás, seria um ótimo exercício conhecer de perto o trabalho deles. Conviver com a falta de equipamentos, colocar o pé na lama, entrar nas favelas, receber ameaça de morador, ser mordido por cachorros entre outras aventuras diárias que esses profissionais vivem. Quem sabe, dessa forma, o trabalho preventivo não seria levado a sério?
A prefeitura prefere continuar creditando o aumento dos casos de dengue na região norte apenas à falta de água, que teria contribuído para acúmulo de água limpa sem proteção.
Como se não bastasse a dengue, São Paulo já registra quatro casos da febre chikungunya, doença viral semelhante à dengue. A prefeitura diz que os casos são "importados", que vieram principalmente da América Central. Mas com tanto mosquito solto por aí, é bem provável que o número de registros de "chiku" já seja muito maior.
O diagnóstico (em São Paulo e no resto do país) tem sido tardio porque, no início, os sintomas se confundem com os da dengue. E como há muita subnotificação da doença, os casos de chikungunya só têm se tornado oficiais quando os sintomas, como fortes dores nas articulações, perduram e aí é feito um teste específico para a doença.
Como sempre, quando a prevenção falha, o jeito é correr atrás do prejuízo. E rezar.




Vale 18 bilhões?
27/02/2015 - Exame


O fundo de private equity Carlyle está avançando nas negociações para a compra de uma fatia da Rede D'Or de hospitais — e, pelo andar da carruagem, custará caro. Segundo as projeções colocadas na mesa, a geração de caixa da empresa, que foi de 1 bilhão de reais em 2014, deverá crescer 50% neste ano. Esse é o parâmetro a ser usado para calcular o valor de mercado da D'Or. Como a empresa cresce e dá muito dinheiro, os americanos estão dispostos a avaliar a D'Or em cerca de 12 vezes sua geração de caixa. Ou seja, aproximadamente 18 bilhões de reais. O Carlyle pode investir até 2 bilhões de reais no negócio. A maior parte vai capitalizar a D'()r, mas o banco BTG Pactuai, hoje sócio da rede, tem a opção de vender uma participação. Procurados, D'Or e Carlyle não comentaram.



Fleury vai investir 60% mais em 2015
27/02/2015 - Valor Econômico


O grupo de medicina diagnóstica Fleury planeja investir R$ 189 milhões este ano. O valor é 60% maior do que os aportes de R$ 118 milhões de 2014.
Segundo relatório de resultados divulgado ontem, o objetivo é dar continuidade aos projetos de ampliação da oferta de serviços da marca Fleury ¬ sua principal bandeira do segmento premium.
"Apesar do cenário pessimista para o crescimento do país em 2015 e a consequente geração de empregos formais, o Grupo Fleury acredita que haverá pouco impacto em sua operação no curto prazo", afirma a companhia, ressaltando seu posicionamento nos segmentos premium e intermediário alto, que tendem a ser menos afetados pela conjuntura desfavorável.
No ano passado, o grupo ¬ que conta com 153 unidades de atendimento no país, de diversas marcas ¬ ampliou o lucro líquido em 40,3% em 2014, em relação ao ano anterior, somando R$ 85,8 milhões. A receita líquida cresceu 1,3% e atingiu R$ 1,7 bilhão. Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somaram R$ 308 milhões, alta de 10,8%.
A companhia encerrou o ano passado com uma dívida financeira líquida de R$ 552 milhões, representando 1,8 vezes o Ebitda do exercício.


Startup da área de saúde tem aporte de US$ 5 milh
27/02/2015 - Valor Econômico


Uma empresa com ambição global. Essa característica do SaúdeControle - plataforma que permite o arquivamento e a gestão das informações médicas pelo paciente - conquistou investidores americanos.
O negócio foi o único na área da saúde a representar o Brasil em um evento de empreendedorismo realizado em Nova York, no ano passado. A seleção das startups brasileiras foi realizada por meio de uma ação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Softex e Centria Partners. "Apresentamos nossa solução para investidores e conseguimos capital para internacionalizar a operação", afirma Adrianno Barcellos, presidente do SaúdeControle.
Sem citar o nome do fundo investidor, Barcellos diz que o negócio receberá US$ 5 milhões, que serão aplicados no lançamento do sistema no mercado americano.
O orçamento prevê desde ações de marketing e adequação da ferramenta até a contratação de serviços de TI, como capacidade computacional para garantir a qualidade e a disponibilidade do aplicativo. Até o final deste semestre, a filial americana deve entrar em operação. "Os Estados Unidos serão a base para a nossa operação global", explica o executivo.
Segundo ele, a estruturação da plataforma e, principalmente do plano de negócios, foi o que chamou a atenção do mercado financeiro. "Uma empresa iniciante tem de saber conversar com o investidor, demonstrar capacidade empreendedora e ter visão global do seu produto ou serviço", diz.
Barcellos acredita que plataforma SaúdeControle tem potencial para atender milhões de pessoas em todo o mundo. "Os negócios no segmento de saúde têm crescido em todos os mercados. Desenvolvemos um produto centrado no paciente, que dá a ele poder para arquivar e gerenciar suas informações médicas. Na prática, temos clientes potenciais em todo o mundo", comenta.
No Brasil, o sistema soma 18 mil usuários e tem obtido êxito nas corporações. "As empresas estão utilizando informações médicas dos colaboradores para criar ações mais eficazes de saúde", explica Barcellos.
Para os empreendedores que estão em busca de aporte financeiro, Barcellos aconselha: frequentem ambientes que promovam negócios e insiram a empresa em rodadas de empreendedorismo. "Há dinheiro disponível no mercado. Os investidores procuram bons negócios. Mas dificilmente vão bater à sua porta", explica.
A participação em eventos para empresas iniciantes exige, no entanto, preparo. O plano de negócios tem de estar ajustado à linguagem dos investidores e as projeções de mercado precisam fazer sentido e demonstrar retorno do investimento. "Contratamos uma consultoria internacional para fazer um estudo do potencial da ferramenta para o segmento da saúde", diz Barcellos.




A possibilidade da invenção de doenças mentais
26/02/2015 - Folha de S.Paulo / Site


“Infelizmente propaga-se por aí uma falácia”, foi o início de um e-mail recebido de uma leitora indignada com o post Mitos sobre o Suicídio, criticando o artigo por “simplesmente reproduzir dados transmitidos por uma indústria farmacêutica apenas interessada em vender mais remédios”, como ela colocou.
Essa linha de raciocínio parte do pressuposto de que doenças podem ser “inventadas” e que os manuais de categorização de doenças mentais, como o DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e o CID (Classificação Internacional de Doenças, uma publicação da própria OMS – Organização Mundial da Saúde) são definidos por psicólogos e psiquiatras ligados financeiramente a empresas farmacêuticas (que financiam suas pesquisas, por exemplo).
Para o psicanalista Eduardo Rozenthal*, isso é possível sim, porque vivemos numa sociedade contemporânea monista, baseada em apenas um valor, que é o valor capitalista de mercado. Ela substitui a sociedade moderna, que era dualista, oscilando entre o bem e o mal. “Todas as práticas humanas se mobilizam em direção ao maior valor da cultura, que é o valor de mercado. Isso é automático. Não se trata de nenhuma ?teoria da conspiração’. Somos seres moldados pela cultura em que vivemos”, Rozenthal diz.
Para o psicólogo Thiago Sarkis, psicanalista de Belo Horizonte, “doenças inventadas” podem ocorrer como fruto de erros e não de más intenções. Ele também diz ser perigoso falarmos de maneira tão categórica sobre uma relação entre estudos psiquiátricos de transtornos mentais e o objetivo de se ofertar algo para aquecer o mercado farmacêutico. Haveria equívocos em estudos e classificações, assim como a hipermedicalização da vida, mas isso diria muito mais respeito sobre quem recebe os resultados dos estudos e medicam seus pacientes a partir deles, do que sobre quem os produziram.
Sarkis diz estar certo de que boa parte dos estudiosos sobre os transtornos mentais estão efetivamente acreditando – talvez mais piamente do que devessem – naquilo que estão fazendo, dedicando-se, e confiando em suas descobertas. “O que guia a ciência, hoje e sempre, é a dúvida, o questionamento. Quando a ciência vira, ou é investida pelas pessoas como uma indústria de produção de verdades, um guia absoluto, temos um problema.”

O caso do TDAH: Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade

O psiquiatra norte-americano Leon Eisenberg (1922-2009) é considerado o pai do TDAH. Segundo reportagem do “The New York Times”, “nos seus últimos anos de vida, ele teria ficado alarmado com as tendências no campo que ajudou a criar, criticando o que ele viu como uma “confortável” relação entre o mercado de remédios e os médicos e a crescente popularidade do diagnóstico do déficit de atenção”. O semanário alemão “Der Spiegel” trouxe uma reportagem de capa, em 2012, com uma declaração bombástica de que Eisenberg teria dito que o TDAH é uma doença inventada.
A frase atribuída a ele nas matérias que encontrei é: “O TDAH é um excelente exemplo de uma doença fictícia”. O tradutor que consultei disse que colocaria a frase como: “O TDAH é um exemplo de sucesso de uma doença fabricada”. Ele me passou outras informações importantes da matéria, como Eisernberg mencionar que o componente genético da doença foi superestimado e afirmar que “psiquiatras infantis deveriam investigar as motivações psicossociais que possam causar os sintomas da doença, como verificar se existem problemas de relacionamento na família, se os pais vivem juntos ou se estão brigando muito, por exemplo. São questões importantes, mas demandam muito tempo para serem respondidas. Sendo assim, é mais fácil simplesmente medicar”. A matéria diz que o diagnóstico do TDAH aumentou 40 vezes nos últimos dez anos e muitos dos pacientes mal têm de dois a três anos de idade. Também aponta que não se sabe qual o tipo de consequência dos medicamentos para o cérebro e que essa é uma experiência fora do controle.
Rozenthal diz receber muitos pais em consultório imaginando que seu filho tem a doença e muitas vezes já fazendo uso de medicação como a Ritalina. Ele não se coloca contra remédios, mas sim contra a medicalização hegemônica da sociedade, ou seja, o excesso de medicação que hoje se prescreve, “você dá a medicação e não trabalha com a subjetividade. É mais rápido e mais fácil, mas a longo prazo não serve. Se tirar a medicação volta tudo”.

Depressão

Eduardo Rozenthal diz que a depressão é a doença psíquica por excelência da contemporaneidade. “É alarmante o número de pacientes que chegam falando que têm depressão”. Ele considera haver uma confusão entre o “ficar triste”, por exemplo, diante de uma perda, e o “estar deprimido”. As pessoas teriam o direito de ficarem tristes e a felicidade não deveria ser colocada como uma obrigação. O diagnóstico de depressão é feito às pressas e logo se parte para a medicação. Segundo Rozenthal, há um componente orgânico na depressão que deve ser levado em conta, mas que não deve servir para generalizar o sofrimento.
Ele diz que os remédios mais usados hoje para tratar o excesso de ansiedade, como os ansiolíticos Rivotril, Olcadil e Frontal podem trazer benefícios se utilizados, quando for o caso, como complemento da análise. Podem diminuir a dor e às vezes até facilitar o trabalho psicanalítico. Mas nesse caso, devem ser vistos como circunstanciais e não como tratamento propriamente dito.
Há uma corrente que critica as drogas psicotrópicas por não existir pesquisas científicas comprovando a existência de componentes orgânicos nos distúrbios mentais. Alguns psiquiatras americanos divulgam opiniões contrárias ao status quo em sites pessoais e acabam servindo de fonte àqueles que são contra o uso de certos remédios, como o Dr. David Healy, e o Dr. Peter Breggin, que relaciona violência e suicídio causados por anti-depressivos. O filme “O Marketing da Loucura” traz a história desses medicamentos e depoimentos sobre seus efeitos secundários.

Classificar, categorizar, rotular

O DSM é um livro que indica a classificação de doenças mentais usado por profissionais de saúde mental dos Estados Unidos. Há uma linha de pensamento que defende que os psiquiatras dessas instituições são ligados a laboratórios e por isso trabalhariam no interesse deles e não da sociedade.
A psicóloga norte-americana Lisa Cosgrove, e outros três colegas, lançaram um estudo intitulado (em tradução livre) “Ligações financeiras entre os membros dos painéis do congresso DSM-IV e a indústria farmacêutica”. O artigo aponta que dos 170 membros do painel, 95 membros (56%) tinham uma ou mais associações financeiras com empresas da indústria farmacêutica. E 100% dos membros dos painéis ‘Transtornos de Humor’ e ‘Esquizofrenia e outros Transtornos Psicóticos’ tinham ligações financeiras com as companhias de drogas. O estudo conclui que há fortes ligações financeiras entre a indústria e aqueles responsáveis por desenvolver e modificar os critérios para diagnósticos de transtornos mentais, “as conexões são especialmente fortes nos diagnósticos de áreas em que as drogas são a primeira linha de tratamento.”
A leitora que estimulou esse post enviou o link de um filme criticando o DSM e o CID, filmado pela CCHR – Comissão dos Cidadãos para os Direitos Humanos, de Portugal. Uma das críticas está em não precisar ter conhecimento sobre a causa e efeito da condição para poder classificá-la como uma doença e com isso dar margem à invenção de doenças mentais para alimentar a indústria farmacêutica. O documentário aponta que a inclusão de uma doença no DSM é votado numa reunião entre psicólogos e psiquiatras. O fato de a decisão ser votável indicaria não haver uma definição com base em pesquisas cientificas mas sim em motivos políticos. Também se vota na exclusão de uma doença, como ocorreu com a homossexualidade, anteriormente inclusa no DSM como distúrbio mental e depois retirada. O documentário disse que essa decisão nada tem de base científica, ele foi inserido e removido por razões políticas e não médicas.
A instituição lançou outros documentários como “O Inimigo Oculto” e “A Era do Medo”, disponíveis no seu site.
Para Rozenthal, as doenças precisam ser classificadas para que possamos estudá-las, ensiná-las e finalmente tratá-las e para facilitar a cobertura de planos de saúde também. “O problema surge quando se idealiza a doença – ou a saúde – para fazer com que o mercado lucre”, ele diz. O psicanalista ressalta que somos seres da singularidade e por isso é perigoso trabalharmos com rótulos para alimentar um modelo médico quantitativo, voltado para estatísticas e não para a qualidade.

A indústria farmacêutica

Para Nelson Mussolini, vice-presidente da Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estados de São Paulo), de fato houve uma medicalização da vida em razão do aumento da expectativa e a busca por maior qualidade. “Estamos vivendo cada vez mais e a indústria farmacêutica corre atrás para investir em desenvolvimento de produtos para dar mais qualidade de vida para as pessoas”, ele diz.
Mussolini afirma que podem haver abusos e modismos que são prejudicais para a indústria e que qualquer atividade humana está passível de cometer erros, mas se tem procurado, principalmente nos últimos vinte anos, minimizá-los ao máximo. Como por exemplo, retirar remédios do mercado que apresentem efeitos colaterais graves e criar códigos de conduta para os médicos – como deixar claro suas conexões financeiras, como quem patrocinou seu estudo e para qual empresa trabalham, na hora de apresentar suas teses em congressos, “nenhuma empresa quer ver seu nome envolvido com falta de transparência, porque um dos principais pilares dessa indústria é a credibilidade”.
Sobre o TDAH, Mussolini afirma que ele vem sendo estudado desde 1947 e a Ritalina é um medicamento de 1955. “Me parece estranho falar em uma doença fabricada por um período tão longo quanto esse. De fato, se existisse essa questão, ela já teria sido desmitificada, porque nenhuma ?mentira’ dura tanto tempo”. Ele diz ser possível encontrar alguns abusos, como ser usado para pais sossegarem seus filhos, mas essa seria uma questão presente em todos os produtos. Por exemplo, o abuso de antibióticos resultou em bactérias mais resistentes levando a indústria a investir em pesquisas para descobrir antibióticos mais potentes.
Acredito que abrir margem para a existência de doenças inventadas possa contribuir ainda mais para o preconceito em torno dos distúrbios mentais e prejudicar a importante pesquisa dos medicamentos psiquiátricos, hoje em curso. Erros e abusos devem ser minimizados e a transparência das ligações financeiras tida como uma prioridade. Mas o debate é bem vindo e pode indicar quão manipuláveis somos, tanto para defender a indústria farmacêutica quanto para criticá-la.
*Eduardo Rozenthal é Doutor em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social (IMS) da Uerj e autor do livro “O ser no gerúndio: corpo e sensibilidade na psicanálise”, editado pela Cia de Freud.




Para Chioro, seca levamalária ao Rio
27/02/2015 - O Estado de S.Paulo


O aumento de casos de malária neste ano no Rio pode ter entre suas causas fatores ambientais, como o clima mais seco, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. “Não vamos dizer que a situação não preocupa, mas ela não expõe a risco toda a população. São episódios isolados”, afirmou.
Só neste ano, já são 14 ocorrências no Estado, ante 8 no ano passado e 7 em 2013. Os casos estão relacionados a pessoas que estiveram perto da zona rural. “É uma área de maior risco. Quem vai para essas regiões deve tomar medidas preventivas (repelentes).”




Estado registra 51 mil casos de dengue, alta de 900%; na capital, avanço é de 163%
27/02/2015 - O Estado de S.Paulo


O número de casos de dengue registrados na capital paulistanas seis primeiras semanas epidemiológicas de 2015 cresceu 163% em relação ao mesmo período do ano passado, mostra balanço divulgado ontem pela Secretaria Municipal da Saúde. Em todo o Estado, a situação é ainda pior: a quantidade de casos confirmados nos municípios paulistas neste ano é dez vezes maior do que o ano passado, alta equivalente a 900%.
De acordo com dados do boletim epidemiológico da dengue divulgado anteontem pelo Ministério da Saúde, o Estado de São Paulo concentra metade dos registros de dengue de 2015. Já são 51.849 casos confirmados,ante 5.185 no mesmo período de 2014. Em todo o Brasil, já foram 103.616 pessoas contaminadas. E das 24 mortes confirmadas no País, 17 aconteceram em São Paulo.
A capital paulista somou, do início de janeiro até 24 de fevereiro, 563 casos da doença, ante 214 no ano passado. A zona norte da cidade é a área mais afetada pelo problema. A tendência de alta de dengue em relação a 2014 vem sendo observada desde os primeiros balanços divulgados pela Prefeitura neste ano. A administração já admite que 2015 será um ano crítico da doença na cidade, com previsão de cerca de 90 mil casos até dezembro–no ano passado, quando a capital já teve recorde de pacientes infectados, foram 29 mil registros.
O secretário adjunto municipal da Saúde,Paulo Puccini,afirmou ontem, durante a divulgação dos dados, que as altas temperaturas registradas neste verão e o armazenamento de água sem proteção, por causa da crise hídrica,são os principais fatores para um ano ficam próximos de pacientes infectados. “Além disso, os bairros com maior incidência neste de rodovias, o que também colabora para a alta da doença”, disse, referindo-se a distritos da zona norte vizinhos das Rodovias Fernão Dias,Anhanguera e Bandeirantes, que ligam cidades do interior com alta incidência da doença à capital. De acordo com a Prefeitura, caminhões que seguem de diversas localidades rumo a São Paulo podem ser criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Concentração. Os dados municipais mostram que metade dos casos confirmados até agora está em apenas cinco bairros da zona norte da capital paulista.
Juntos, Limão, Jaraguá, Brasilândia,Casa Verde e Pirituba somam 264 registros.
A Prefeitura investiga a morte de uma idosa moradora da Brasilândia que pode ter sido contaminada pelo vírus. Caso os exames confirmem a hipótese, será o primeiro caso de morte por complicações da doença neste ano.Em 2014, pelo menos 14 pessoas morreram na capital vítimas da dengue.
A Secretaria Municipal da Saúde disse estar intensificando as ações de prevenção da doença e combate ao mosquito nos bairros com maior incidência.Em toda a cidade,estão sendo realizadas visitas de agentes da Prefeitura para eliminação de possíveis criadores do inseto.A pasta diz,no entanto,que a população deve ficar atenta para não acumular água limpa destampada.
Interior. Se na capital nenhuma morte por dengue foi confirmada no ano, no interior do Estado, o número de óbitos por suspeita da doença sobe a cada dia. Até ontem, pelo menos 46 pessoas haviam morrido com sintomas da doença somente neste ano. Como a definição da causa da morte depende de laudo do Instituto Adolfo Lutz, só 17 casos foram confirmados como decorrentes da doença.
Apenas em Catanduva, no norte paulista, 18 pessoas morreram desde janeiro com diagnóstico da doença. De acordo coma prefeitura, sete óbitos foram confirmados. A cidade tem 3.080 registros da doença e 4.568 à espera de resultados.
Em Marília, aconteceram dez mortes neste ano com a dengue diagnosticada no atendimento hospitalar,mas a prefeitura considera só três casos confirmados.Em Sorocaba, são seis mortes – uma confirmada e as outras à espera dos exames.Guararapes, na região noroeste, teve cinco pessoas mortas com dengue– três casos com exame positivo.
Em Rio Claro, são duas mortes suspeitas. Houve mortes ainda em Assis,Caraguatatuba, Lins, Limeira e Rubiácea.
A Secretaria da Saúde do Estado informou dispor só dos dados de janeiro de 2015, quando ocorreram 5.355 casos confirmados de dengue no Estado – 40 infecções por 100 mil habitantes.
Em todo o ano passado, foram 193,6 mil casos.Oficialmente, sete mortes por dengue foram confirmadas no Estado.
Os dados do boletim do Ministério da Saúde,mais atualizados, além de apontarem mais de 50 mil casos no Estado,mostram que São Paulo já teve 27 pacientes que evoluíram para quadros graves e outros 195 com sinais de alarme. Em ambos os casos, a doença se manifesta de forma mais severa e pode levar à morte.
Com o aumento de casos no Estado, São Paulo já ultrapassou o índice de incidência considerado baixo pelo Ministério (abaixo de 100 casos por 100 mil habitantes). A taxa acumulada emmenos de doismeses do ano já está em 117,7. É o terceiro maior índice de incidência do País – só perde para o Acre, com taxa de 517,3 casos por 100 mil habitantes, e Goiás (221,7).




Mais Médicos será permanente, diz ministro
27/02/2015 - O Estado de S.Paulo


O ministro da Saúde, Arthur Chioro, descartou ontem o caráter temporário do programa federal Mais Médicos. Ele afirmou que,mesmo depois de ampliadas as vagas de cursos de Medicina e de residência, o programa deverá continuar. “O Mais Médicos veio para ficar.” Segundo Chioro, o programa é uma garantia de oferta de profissionais para cidades mais afastadas, consideradas pouco atrativas. “Não adianta apenas a residência. É preciso um indutor para que o médico fique em locais mais afastados durante um período.Caso contrário, o residente continuará optando pelos grandes centros”, afirmou.
Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que 750 profissionais se candidataram para a segunda chamada do Mais Médicos. Eles têm até o dia 2 para se apresentar aos postos de trabalho.Caso todos iniciem a atividade, 98% das vagas da expansão do programa terão sido preenchidas. “Restarão para a terceira chamada 85 postos de trabalho, distribuídos em 47 municípios.É um número a se comemorar”, disse.
Tendência. O ministro disse acreditar em uma tendência de substituição progressiva dos profissionais estrangeiros por brasileiros. Ele afirmou que, diante dos números, dificilmente será necessária a realização de um convênio com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) para recrutamento de profissionais em Cuba.
“Há ainda a terceira chamada, depois as vagas serão abertas para profissionais brasileiros formados no exterior e para estrangeiros.” Para oministro, oMaisMédicos não serve apenas para alocar profissionais nos municípios brasileiros,mas para fortalecer a atenção básica. A pasta garante que 94% da população que usa os serviços oferecidos avalia o programa como satisfatório.
A iniciativa tem, ao todo, 14.462 médicos que prestam assistência a 50 milhões de brasileiros em 3.785 municípios de todas as regiões do País.



Brasileiros ficam com 98% das vagas
27/02/2015 - Brasil Econômico


O ministro da Saúde, Arthur Chioro, vê uma tendência de substituição progressiva dos profissionais estrangeiros por brasileiros dentro do Programa Mais Médicos. Dados divulgados pela pasta indicam que, das 4.146 vagas autorizadas na última edição, 98% já foram preenchidas — todas por médicos brasileiros, que representam agora 25% do total de contratados pelo programa. ABr.






Casos de dengue em Itapetininga já superam total de 2014
27/02/2015 - DCI


A cidade de Itapetininga superou seu registro de casos de dengue em 2014 apenas nos dois primeiros meses deste ano, que até o momento teve 17 confirmações da doença, enquanto no ano anterior foram contabilizados 13 casos. A maioria dos casos ocorreu no distrito, que fica a 40 quilômetros da região central de Itapetininga e tem oito mil habitantes, no local foram sete confirmações da doença. Os próprios moradores do local reclamam do costume de depositar lixo nas ruas, o que colabora com a proliferação da doença.



Siameses são separados após 14 horas de cirurgia em Goiânia
26/02/2015 - O Estado de S.Paulo


Após mais de 14 horas de cirurgia, que envolveu 51 profissionais, os irmãos siameses Arthur e Heitor Brandão, de 5 anos, foram separados no Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia, Goiás. Os meninos nasceram colados pelo abdome, tórax e bacia e compartilhavam o fígado e a genitália. Segundo os médicos, os próximos dias serão decisivos para a recuperação.
Eles também nasceram com três pernas, sendo uma delas malformada. Com a separação, ficaram com uma perna cada e a terceira foi aproveitada para a recomposição de outras áreas dos corpos.
Mesmo apreensivos, a mãe, Eliana Ledo Rocha Brandão, e o pai, Delson Brandão, permaneceram confiantes no sucesso da cirurgia. Eles divulgaram um vídeo que fizeram com os meninos agradecendo a torcida feita pelas redes sociais. Os gêmeos já aprenderam a ler e escrever, ensinados pela mãe, que é professora.
A cirurgia começou às 10h30 de terça-feira, 24. Heitor saiu do centro cirúrgico à 1h20 e Arthur, à 1h50 de quarta-feira, 25. Da sala, eles foram encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanecerão internados, sem previsão de alta.
Embora tenha durado mais de quatro horas acima da previsão inicial, que era de dez horas de cirurgia, de acordo com o diretor técnico do HMI, Gustavo Meneguelli, a operação ocorreu conforme o planejado e sem nenhuma complicação.
Segundo o boletim médico, divulgado às 17h30 de quarta-feira, o estado de saúde dos irmãos é grave e eles respiram com a ajuda de aparelhos.
Liderada pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, a complexa cirurgia mobilizou cirurgiões pediátricos, anestesistas, ortopedistas, médicos intensivistas, cirurgiões plásticos, cirurgiões vasculares, pediatras, biomédicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nefrologista, cardiologista, entre outros. Após concluir os procedimentos cirúrgicos, Calil disse que os próximos dias serão cruciais para a chamada "etapa clínica".

Preparação

Com cinco anos de duração, foi uma das mais longas preparações para esse tipo de procedimento, no qual a unidade é referência. A família dos meninos se mudou de Riacho do Santana, no interior da Bahia, para Goiás desde que descobriu, ainda na gestação, que se tratava de gêmeos siameses. Os meninos vivem em Goiânia desde o parto no HMI, em abril de 2009. Durante esse período, passaram por oito cirurgias para colocação de expansores de pele.
Referência em casos de média e alta complexidade, a equipe médica já acompanhou 28 casos de siameses e fez 12 cirurgias de separação. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o hospital é o único do SUS apto para realizar a separação de siameses.




Chile nega a jovem de 14 anos pedido para morrer
27/02/2015 - BBC Brasil/Portal


O governo do Chile rejeitou o pedido de eutanásia feito pela adolescente Valentina Maureira, de 14 anos, que sofre de fibrose cística, uma doença hereditária e degenerativa que afeta seus pulmões, fígado e pâncreas.
De seu leito no hospital, Valentina gravou e publicou na internet um vídeo pedindo à presidente chilena, Michelle Bachelet, que autorizasse a aplicação de uma injeção letal.
"Peço com urgência para falar com a presidente, porque estou cansada de viver com esta doença e ela pode autorizar a injeção para que eu durma para sempre", disse ela Valentina em vídeo publicado em seu perfil no Facebook na noite de domingo.
O Chile não permite a eutanásia nem o suicídio assistido e a jurisprudência no país dá pouca autonomia em termos de direitos aos pacientes.
"A lei não permite que se atenda a um pedido dessa natureza", disse o porta-voz do governo chileno Álvaro Elizalde, em entrevista a jornalistas na quinta-feira.
A mensagem publicada por Valentina já recebeu quase 10 mil "curtidas", foi compartilhada mais de 2,6 mil vezes e vista mais de 200 mil vezes. A mesma doença matou seu irmão mais velho aos seis anos de idade e, há menos de um mês, um amigo e companheiro de hospital. "Ele era um dos meus melhores amigos e, mesmo dando 100% de si, sofria. Vê-lo morrer me chocou", disse Valentina à BBC, por telefone, do hospital onde está internada. "São 14 anos de luta, todos os dias, e para minha família tem sido pior. Estou cansada de seguir lutando, porque vejo sempre o mesmo resultado. É muito cansativo." "É sobre a minha qualidade de vida", disse. "É isso que não tenho."

Luta familiar

A fibrose cística é a doença hereditária fatal mais comum entre pessoas caucasianas. Provoca o acúmulo de muco espesso e pegajoso nos pulmões, no tubo digestivo e em outras partes do corpo, provocando infecções que podem levar à morte.
Causada pela mutação do gene CFTR, é passada hereditariamente de forma autossômica recessiva - isto é, a chance de que um casal de pais portadores da mutação tenham filhos que desenvolvam a doença é de 25%.
A luta da família Maureira Riquelme contra a fibrose cística tem mais de duas décadas. Michael, o mais velho, morreu aos seis anos de idade, em 1996. "Ele entrou no hospital aos dois anos, pesava dois ou três quilos", disse Fredy Maureira, pai de Valentina.
Sua segunda filha é portadora saudável e Valentina, a mais nova, foi diagnosticada com a doença aos seis meses.
Estima-se que a doença atinja um em cada 8 mil recém nascidos vivos no Chile, segundo dados do Ministério da Saúde - ou cerca de 30 novos casos por ano. No Brasil, são cerca de 1,5 mil pessoas com a doença, de acordo com o Ministério da Saúde.

'Papai, estou cansada'

A família faz, há anos, uma campanha para conseguir que a menina realize os transplantes de pulmão, fígado e pâncreas.
Seu pai ganhou fama em 2009 ao pedir pela imprensa que a cantora Madonna adotasse Valentina e a levasse aos Estados Unidos para que os transplantes fossem realizados.
O pedido sensibilizou artistas, atletas e autoridades locais, que participaram de uma iniciativa para arrecadar 400 milhões de pesos (cerca de R$ 1,86 milhões) para cobrir os custos das cirurgias. Mas a meta não foi atingida.
Além do dinheiro, há outros desafios: Valentina deve completar 15 anos para fazer a cirurgia, seu peso é inferior ao mínimo exigido e não há órgãos compatíveis. Mas o maior deles parece ser o cansaço da jovem. "Ela me disse: 'Pai, não quero mais, papai, estou cansada'. Porque mesmo com o transplante não há garantias. 'E se eu morrer no transplante?', ela me disse", disse Fredy à BBC. Mesmo assim, o vídeo postado por Valentina surpreendeu a família.
"Fiquei em choque. Eu não uso redes sociais, uso um telefone velho e no domingo à noite começaram a me ligar, desde jornalistas a deputados, me contando sobre o vídeo", disse o pai.







 

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