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Notícias – 17/09/2014

  

 

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Anvisa determina apreensão de lotes de medicamento Hormotrop
16/09/2014 - Portal Valor Econômico

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira (16) a apreensão e inutilização, em todo o país, dos lotes CC21236 e CC21237 do medicamento Hormotrop (somatropina), apresentação de 12 UI Pó Liófilo Injetável, indicado para crianças com distúrbios causados pela deficiência do hormônio do crescimento. Apenas os lotes que se encontrem em estabelecimentos que não sejam órgãos públicos deverão ser recolhidos.
A empresa detentora do registro do medicamento, o Laboratório Químico Farmacêutico Bergamo Ltda., informou que existem unidades falsificadas do medicamento disponíveis no mercado, já que os lotes legítimos foram distribuídos apenas para órgãos públicos.
A resolução foi publicada no Diário Oficial da União. A Agência Brasil já entrou em contato com a Amgen, empresa proprietária do Laboratório Bergamo e aguarda posicionamento.
Na mesma publicação, a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e do uso do produto Coletor de Perfuro-Cortantes, fabricado e comercializado pela empresa JSM Indústria e Comércio de Produtos Manufaturados Ltda. O produto não tem o devido registro na Anvisa.
O produto Deslip (chytosan associações) também foi suspenso, pois não tem registro. A embalagem do produto cita a empresa Fitobras – Indústria e Comércio de Produtos Fitoterápicos como fabricante, mas não informa o endereço da empresa. Além disso, o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica é inválido.


Pesquisa e desenvolvimento

 

Mosquito contra a dengue será solto no Rio
17/09/2014 - Valor Econômico


Cientistas que trabalham para eliminar a dengue, uma doença tropical, estão conduzindo um experimento de erradicação em várias regiões do mundo.


Ele ocorre num momento em que uma epidemia mortal da doença atinge a Malásia e há registros recentes no Japão, o primeiro surto nesse país em 70 anos. A doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também apareceu em alguns estados do sul dos Estados Unidos, incluindo Flórida e Texas.

Não há cura para a dengue, um vírus que com frequência causa febre alta, dor muscular intensa e convulsões. Em casos extremos a doença pode ser fatal. O tratamento praticamente se limita a manter o paciente hidratado. O avanço da dengue tem sido considerado impossível de deter.

Agora, uma equipe liderada por cientistas australianos está se preparando para lutar contra a doença soltando um exército de mosquitos criado especialmente com uma bactéria chamada Wolbachia, que, segundo eles, pode praticamente eliminar a dengue. Milhares de mosquitos criados em laboratório foram recentemente soltos na antiga cidade indonésia de Yogyakarta. Um outro grande número de mosquitos deve ser liberado pelos cientistas em favelas no Rio de Janeiro, no fim deste mês.

A ideia é que esses mosquitos portadores da doença se reproduzam com os insetos selvagens, que então transmitirão a bactéria para seus descendentes, tornando-os imunes à dengue. Com o tempo, os pesquisadores esperam que as populações de mosquitos na natureza capazes de transmitir a doença acabem diminuindo drasticamente.

"Não há nenhuma proteção real, no momento, contra a dengue", diz Scott O'Neill, chefe de programa do projeto internacional chamado "Elimine a Dengue", que está liderando as experiências. Os esforços atuais para conter a doença, incluindo pulverizar inseticidas e reduzir os habitats de reprodução dos mosquitos, não têm sido suficientes. "A doença está cada vez mais grave, os surtos ficando mais frequentes e a distribuição geográfica está cada vez maior", diz ele.

Outras áreas programadas para futuros experimentos incluem Medellín, na Colômbia, e o destino turístico vietnamita de Nha Trang.

O projeto "Elimine a Dengue" foi iniciado por O'Neill em 2005 e agora envolve cerca de 60 pesquisadores em dez países. O'Neill, que tem 52 anos de idade e é reitor de ciências na Universidade de Monash, em Melbourne, na Austrália, descobriu que as bactérias Wolbachia podem invadir certos insetos enquanto estudava doenças tropicais pouco conhecidas. Mais tarde, foi pioneiro no uso da bactéria para combater a dengue. Foram necessários anos para desenvolver a técnica para implantar a Wolbachia em mosquitos Aedes aegypt, nos quais ela não ocorre naturalmente. As bactérias parecem interferir na capacidade do vírus da dengue de se replicar.

"O que me interessou na Wolbachia foi como ela podia invadir populações de insetos e se conservar e como seria um bom veículo para inserir certos traços em populações de mosquitos", afirma O'Neill.

Até agora, a pesquisa sobre os mosquitos portadores da bactéria Wolbachia envolveu testes em laboratório e testes de campo em pequena escala, com resultados encorajadores. No ano passado, um surto de dengue na cidade australiana de Cairns, com 125 pessoas infectadas, levou O'Neill e sua equipe a soltar mosquitos em alguns bairros. O resultado foi uma redução acentuada no número de insetos capazes de transmitir a doença, diz ele.

O'Neill diz que a equipe do "Elimine a Dengue" continuará acompanhando as comunidades onde os mosquitos Wolbachia estão sendo soltos para avaliar se há menos casos de dengue do que em áreas onde os insetos criados em laboratório não foram introduzidos.

O projeto "Elimine a Dengue" conseguiu captar US$ 40 milhões em financiamento nos últimos dez anos, já que as pesquisas mostraram bom potencial.

"Estamos entusiasmados com o progresso do projeto até o momento e com seu potencial de gerar uma abordagem sustentável ao controle da dengue", disse Fil Randazzo, porta-voz sobre a dengue da Fundação Bill e Melinda Gates, que contribui com o projeto. "É importante notar, porém, que a pesquisa ainda está em curso e o conceito ainda não foi comprovado", ressaltou.

Antes da liberação de mosquitos Wolbachia no Brasil, O'Neill diz que a equipe do projeto reuniu-se com moradores da área em grupos focados no assunto e foi de porta em porta para responder às dúvidas. As pessoas queriam saber se a técnica é segura e se iria perturbar o equilíbrio natural do meio ambiente. Ele diz que explicou que a bactéria Wolbachia ocorre naturalmente em outros insetos que picam as pessoas e, aparentemente, não causou efeitos nocivos.

A Organização Mundial de Saúde estima que entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas em todo o mundo são infectadas anualmente com dengue, principalmente em regiões da Ásia e Oceania. Os cientistas advertiram que as mudanças climáticas podem ajudar a doença a se alastrar por áreas turísticas, como o sul da Europa.

Apesar de a malária infectar e matar mais pessoas anualmente do que a dengue, há medicamentos para ajudar a prevenir e tratar a doença, causada por um parasita. A Sanofi Pasteur, laboratório farmacêutico francês, está desenvolvendo uma vacina contra a dengue, que é causada por um vírus, mas os resultados mostraram que ela não é eficaz em muitas pessoas.

"O que estamos fazendo agora não está realmente funcionando muito bem" para evitar que a dengue se alastre, diz O'Neill. "Mas estamos nos sentindo confiantes e muito animados sobre o que os próximos anos podem trazer."



Na Austrália, uma vacina em forma de esparadrapo
17/09/2014 - Valor Econômico


Um método de vacinação que usa uma espécie de pequeno esparadrapo (patch, em inglês) do tamanho de um selo, substitui agulha e seringa e está sendo considerada uma tecnologia inovadora. Foi desenvolvida pela Vaxxas, uma pequena companhia de biotecnologia da Austrália.

A invenção do professor Mark Kerdall, engenheiro biomédico da Universidade de Queensland, é chamada de "'Nanopatch". Ela ganhou ontem o apoio formal da Organização Mundial da Saúde (OMS). Também já tem financiamento de grupos como a farmacêutica Merck, um grande produtor de vacinas.

Kerdal disse ao Valor que a decisão da OMS de apoiar financeiramente o projeto significa um passo importante na comercialização da tecnologia.

A expectativa é de que em quatro anos esse método de vacinação estará pronto para uso. Poderá ainda participar do combate ao que restará de pólio, mas também poderá ser usada para vacinação de malária e contra uma série de doenças animais.

A agulha e a seringa tradicional permitem que a vacina seja aplicada no músculo. O ''Nanopatch'' tem como alvo as células do sistema imunológico abundantes sob a pele, aumentando a eficácia da vacina.

O pequeno esparadrapo só precisa ser colocado na pele por alguns minutos, de forma que evita também custos de treinamento de pessoal.

O Nanopatch não necessitará ser mantido sob refrigeração para manter sua eficácia. Isso, observa o professor, abre a possibilidade de transportar e aplicar a vacina contra a poliomelite em vários regiões do mundo.



Um biossensor detecta câncer de mama
17/09/2014 - O Globo


Normalmente identificado por meio da mamografia, quando o aglomerado de células alteradas já é "visível" o câncer de mama poderá ser detectado em fase ainda mais inicial, antes mesmo da formação do tumor. Um biossensor que cabe na palma da mão, criado por cientistas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), identifica a doença precocemente no sangue as, o que pode facilitar a antecipação do tratamento e aumentar as chances de cura.

ROBÔ PREPARA AMOSTRA DE SANGUE

O dispositivo foi desenvolvido no Laboratório de Imunopatologia, da UFPE, em parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.), que criou um robô para tratar e preparar a amostra do sangue colhido nas pacientes. Só depois o sangue passa pelo biossensor, que examina um marcador biológico relacionado com o câncer.

Os pesquisadores do C.E.S.A.R ainda estão aperfeiçoando o robô para que ele se torne portátil e possa, assim, ser levado a comunidades de difícil acesso. Eles acreditam que a versão mais enxuta da máquina fique pronta dentro de um ou dois anos, segundo Filipe Villa Verde, um dos envolvidos no projeto. O robô permitirá que a análise da amostra do sangue seja Nos exames com mamógrafos feitos no Sistema Único de Saúde (SUS) e em clínicas particulares, o câncer de mama só é identificado a partir de um determinado tamanho do tumor já instalado (0,5 milímetro). No proposto pelos pesquisadores, o diagnóstico pode sair bem mais cedo.

— O biossensor monitora as moléculas do DNA ou RNA no sangue. Assim, antes de o tumor chegar aos 0,5 mm, conseguimos identificar que a mulher está com câncer — afirma Débora Zanforli, uma das responsáveis pelo estudo.

Ainda este ano, o sistema começará a ser testado no Hospital Barão de Lucena (HBL), que atende pelo SUS a 1.300 pacientes com câncer de mama por mês. O chefe do setor de mastologia do HBL, Darley Ferreira Filho, é um dos entusiastas do projeto. Ele lembra o alto custo dos equipamentos de mamografia e ultrassonografia (que variam de R$ 50 mil a R$100 mil) e relata a dificuldade que as mulheres, principalmente do interior, enfrentam para ter acesso aos exames preventivos, concentrados nas grandes cidades. O Instituto Nacional de Câncer estima que pelo menos 57 mil casos da doença serão registrados este ano no país.

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

O projeto inovador para diagnóstico precoce do câncer de mama será levado para a iGEMCompetition 2014, que ocorre em outubro, em Boston, devendo reunir mais de 3 mil participantes. A equipe será a única do Nordeste a participar do evento. A iGem Competition foi criada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, em inglês) para promover a evolução da biologia sintética no planeta.


Saúde
 

EUA enviam 3.000 soldados contra ebola
17/09/2014 - Folha de S.Paulo

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça (16) que enviarão 3.000 soldados à Libéria para ajudar a controlar o surto de ebola. O país é o mais afetado pela epidemia, que já matou 2.461 pessoas na África ocidental, segundo o balanço divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça.

Em encontro com médicos do hospital que tratou dois americanos infectados na Libéria, o presidente Barack Obama disse que a epidemia "está fora de controle".

Os soldados americanos irão trabalhar na construção de 17 centros de tratamento com cem leitos cada, um centro militar de controle na capital, Monróvia, e no treinamento de agentes de saúde.

Desde o último dia 5, a OMS não divulga nenhuma estimativa de casos ou mortes pelo ebola na Libéria. A diretora-geral da entidade, Margaret Chan, disse que não há um único leito disponível para infectados no país.

O vírus também provocou mortes em Serra Leoa, Guiné e Nigéria. Segundo o último balanço da OMS, 4.985 casos da doença foram registrados.

O surto que atinge a República Democrática do Congo, onde 62 casos e 35 mortes ocorreram, é causado por outra variante do ebola.

Em meio à escalada de mortes --40% delas somente nos últimos 21 dias--, a Casa Branca pediu mais US$ 88 milhões ao Congresso dos EUA, elevando o montante da ajuda americana aos países afetados para US$ 250 milhões.

O Banco Mundial aprovou nesta terça uma doação de US$ 105 milhões às três nações mais atingidas --Libéria, Guiné e Serra Leoa.

A ONU, porém, solicitou que US$ 1 bilhão fosse doado aos três países. A entidade calcula que 22,3 milhões de pessoas vivem nas regiões afetadas pelo ebola.

A OMS afirma que precisa de equipes médicas estrangeiras com 500 a 600 especialistas, e de pelo menos 10 mil agentes de saúde.

Até agora, apenas Cuba e China anunciaram o envio de médicos, ambos com destino a Serra Leoa. O país latino-americano irá enviar 165 pessoas, enquanto Pequim contribuirá com 174 profissionais e um laboratório móvel.


Emergência deve atender paciente em até 2 h, diz conselho de medicina
17/09/2014 - Folha de S.Paulo


O CFM (Conselho Federal de Medicina) estabeleceu prazos máximos para o atendimento de pacientes em serviços de emergência e urgência, além de diretrizes para que conselhos locais e o Ministério Público sejam acionados em casos de falta de vagas.

Segundo as resoluções, já em vigor, pacientes que chegam a esses serviços devem passar pela classificação de risco imediata e, após essa etapa, devem ser atendidos em, no máximo, duas horas --casos graves devem ser atendidos imediatamente.

Os prontos socorros e outras emergências podem cuidar de cada paciente por um período máximo de 24 horas. Depois desse prazo o paciente precisa ter alta, ser transferido ou internado.

Em caso de falta de vagas, o diretor técnico do hospital deve notificar o CRM (Conselho Regional de Medicina) e o gestor responsável local, que deverá buscar uma solução. Se ele for omisso ou se recusar a resolver a crise, o diretor técnico do hospital deve comunicar "imediatamente" ao Ministério Público.

De forma geral, as resoluções mesclam novos padrões para o atendimento com regras já estabelecidas, mas pouco usadas, criando um grupo de diretrizes que podem facilitar a sanção de diretores técnicos e gestores.

"Não temos a ilusão que todos problemas das UPAs e emergências estarão solucionados. Mas [as resoluções] apontam para soluções. Pela primeira vez, darão aos CRMs, sindicatos dos médicos e, também, ao Ministério Público meios para implantarem ações para cobrar dos gestores a solução dos problemas", disse Mauro Ribeiro, relator das resoluções.

Ribeiro diz que, em caso de falta de vagas na rede, é preciso que os gestores públicos contratem leitos privados.

Carlos Vital, presidente em exercício do conselho, afirmou que é uma tentativa de "redução de danos" e de se encontrar caminhos em meio ao caos instalado. Disse ainda que a medida não tem relação com a campanha eleitoral.

As resoluções reforçam que a passagem do plantão deve ser feita de um médico ao outro. E afirma que cada paciente tem direito a ter um médico formalmente responsável por ele.

Também proíbem que pacientes fiquem intubados em ventilador artificial nas UPAs.


País tem primeira transmissão de vírus similar ao da dengue
17/09/2014 - Folha de S.Paulo


Pela primeira vez na história, o país registrou transmissão do vírus chikungunya em território brasileiro. Conhecido como "primo da dengue", ele também é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Segundo o Ministério da Saúde, dois casos --de um pai de 53 anos e sua filha de 31 anos-- foram confirmados em Oiapoque (AP).

"Como eles não relataram viagem a nenhum país que tenha transmissão, estamos considerando dois casos autóctones", disse Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde do ministério.

Até esta terça-feira (16), só se sabia de 37 casos "importados", em pessoas que foram infectadas no exterior.

Os sintomas de dengue e chikungunya são similares, incluindo febre, mal estar, dor de cabeça e dores nas articulações --no caso da chikungunya, essas dores podem durar três meses.

De acordo com Barbosa, a febre chikungunya raramente se torna um caso grave, o que pode acontecer em idosos com outras doenças, como câncer e cardiopatias graves.

Uma das preocupações do ministério é que a circulação da nova doença no país dificulte o diagnóstico da dengue, potencialmente mais grave, nos pacientes.

Barbosa diz que será difícil conter a infecção da chikungunya. Desde dezembro de 2013, as Américas registraram 650 mil casos suspeitos dessa febre, com cerca de 9.000 casos confirmados em laboratório.

Já foram registrados casos em quase todos os países do Caribe e nos EUA.

Assim como a dengue, a transmissão dessa febre se concentra nos verões com chuva, ou seja, entre janeiro e maio no Brasil. E a prevenção é feita da mesma forma, com eliminação de focos de água parada.

Barbosa afirma ser difícil prever o comportamento do novo vírus no curto prazo, mas diz que o sistema de saúde se prepara para "o pior cenário". "Fizemos plano de contingência que vem sendo aplicado", diz Barbosa.



Obama diz que ebola é ameaça geopolítica
17/09/2014 - Valor Econômico


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem o envio de 3.000 militares para ajudar a controlar o surto de Ebola na África. No mesmo dia, a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu US$ 1 bilhão em ajuda para combater a epidemia.
Em pronunciamento ontem no Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) Obama disse que o vírus ebola pode ter um impacto geopolítico mais amplo se não for combatido o quanto antes e pediu para a comunidade internacional se engajar mais para ajudar a África a conter a doença.
"Essa é uma epidemia que não é apenas uma ameaça à segurança regional, é uma ameaça potencial para a segurança global, caso esses países entrem em colapso, se suas economias entrarem em colapso e as pessoas entrarem em pânico", disse Obama.
Segundo o presidente, trata-se de "uma ameaça real e que demanda uma ação conjunta de diversos países". "Vamos nos esforçar para mobilizar a comunidade internacional na luta contra o ebola e para manter os americanos seguros." Ele acrescentou que as chances de um surto da doença nos EUA "são extremamente baixas". Segundo o presidente, a forma de combater o vírus não é "um mistério, o que dá esperança que ele pode ser vencido".
Os EUA anunciaram que vão enviar um grupo de 3.000 militares para a África para estabelecer um centro de comando na Libéria - um dos países mais afetados pela epidemia -, que irá coordenar a ajuda internacional, a construção de centros de tratamento e o treinamento de profissionais locais da saúde. O plano faz parte da ofensiva de Obama contra o ebola.
De acordo com dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 4.784 pessoas já foram infectadas pelo vírus, das quais pelo menos 2.400 morreram nos últimos meses.
A ONU calcula que 22,3 milhões de pessoas vivem nas regiões afetadas pelo ebola e precisam de ajuda, segundo um documento publicado ontem. No documento, a entidade apresenta uma estimativa de que 20 mil pessoas estarão infectadas com o vírus do ebola até o fim do ano. "Queremos impedir o total desmoronamento dos sistemas de saúde dos principais países afetados", afirmou a diretora de operações humanitárias da ONU, Valérie Amos.


Esgota-se o tempo para frear o ebola, alerta Médicos sem Fronteiras
16/09/2014 - Portal Valor Econômico


SÃO PAULO - Aumentaram os esforços internacionais para frear a propagação acelerada do ebola na África Ocidental, mas a resposta continua lenta e o tempo para atuar está no fim, alertou a ONG Médicos Sem Fronteiras.
Especialistas em saúde pública e governos africanos criticaram a reação internacional, considerando-a muito lenta. O surto atual da doença atinge a Libéria, Serra Leoa, Guiné, Nigéria e Senegal e matou cerca de 2,4 mil pessoas.
A expectativa é que os Estados Unidos enviem 3 mil soldados para a região afetada pelo vírus e a Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que a China se comprometeu em enviar uma equipe móvel para Serra Leoa com epidemiologistas, médicos e enfermeiras.
Cuba prometeu também enviar mais 160 trabalhadores de saúde.


 

Notícias – 16/09/2014


 

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Laboratório Teuto anuncia ‘recall’ de cinco remédios
16/09/2014 - O Globo

O Laboratório Teuto Brasileiro iniciou campanha para o recolhimento de cinco medicamentos: cetoconazol, amitriptilina, paracetamol, nistatina e atorvastatina cálcica. O protocolado na Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, envolve ao todo cerca de 150 mil produtos. Segundo a secretaria, foram identificados erro e troca de embalagens, além da possível presença de objeto metálico dentro de comprimidos, o que provoca risco à saúde dos usuários. Segundo a denúncia de um consumidor protocolada na Anvisa, era um parafuso.
De acordo com a Teuto, o recolhimento do cetaconazol 200mg abrange 105.314 unidades no mercado, de lote 1048105. Trinta comprimidos podem ter sido embalados com blister do medicamento atenolol 100mg, de modo que o uso equivocado do produto pode “provocar o comprometimento do tratamento profilático de infecções micóticas do paciente devido à substituição do cetoconazol, e causar diminuição da pressão arterial”.
Já a convocação da amitriptilina HCL 25mg envolve 10.271 produtos do lote 8910019. O problema é que o medicamento antidepressivo foi embalado com cartonagem do medicamento metformina 850mg, utilizado para tratar diabetes.
O do paracetamol 500mg abrange 15.141 medicamentos do lote 1998101, no qual foi constatada a possibilidade de ser encontrada a presença de um objeto metálico.
A Teuto informou também que 13.993 unidades do nistatina 25.000UI/G creme vaginal, com lote 8910019, precisam ser devolvidos. O laboratório informou ao Ministério da Justiça que há risco à saúde e à segurança do consumidor, pois pode ter sido embalado, no lote 8910019 do produto, o lote 33900205 do sulfato de neomicina bactracina zínica pomada, o que pode levar ao comprometimento do tratamento de candidíase vaginal.
O laboratório admite ainda que o lote 5909006 de atorvastatina cálcica 10 mg estava embalada em cartonagem de atorvastatina de 20 mg. Caso o consumidor faça uso do produto com dosagem inferior, pode ter comprometido o controle de colesterol.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 62 1800. Detalhes sobre a campanha também estão no site do Ministério da Justiça.
Ontem, dois outros medicamentos do laboratório Teuto tiveram a distribuição e comercialização suspensas pela Agência de Vigilância Sanitária ( Anvisa): o lote 2946049 do norfloxacino 400 mg (indicado para o tratamento infecções urinárias) e o lote 2444510 do cloridrato de amitriptilina 25 mg ( usado no tratamento de depressão). O primeiro tinha problemas de embalagem, e o segundo apresentou bolsões de ar entre os comprimidos.


 


Pesquisa e desenvolvimento

 

Exercícios pélvicos podem ajudar também os homens
16/09/2014 - Folha de S.Paulo

Os exercícios de Kegel há muito tempo são considerados coisa para mulheres. Como eles tonificam os músculos do assoalho pélvico, que sustentam o útero, os médicos incentivam as mulheres a praticá-los na gravidez, mantendo-os pelo resto da vida.

Feitos durante alguns minutos por dia, os exercícios podem facilitar o parto, ajudar na recuperação, prevenir a incontinência -e até melhorar a vida sexual.

Mas o Kegel não é apenas para mulheres. Exercícios do assoalho pélvico talvez ajudem também os homens a tratarem de incontinências e disfunções sexuais, segundo novos estudos. Agora, a corrida é para convencer os homens de meia-idade a entrarem na onda.

"As pessoas fazem exercícios para o coração, fazem treino de força e trabalham o abdome, mas o assoalho pélvico é negligenciado", disse o urologista Andrew Siegel, que estudou os benefícios dos exercícios para homens. "Estes músculos são o escudo da saúde sexual e urinária."

Siegel é um dos fundadores da empresa Private Gym, que comercializa exercícios do assoalho pélvico para homens.

Os homens têm a mesma musculatura que as mulheres no assoalho pélvico, que se estende como uma rede de dormir do cóccix até o osso púbico.

Esses músculos sustentam as costas, o abdome, a bexiga e o intestino, ajudando a manter a continência urinária e fecal. Nos homens, eles rodeiam a base do pênis e são ativados durante a ereção, o orgasmo e a ejaculação.

Como todos os músculos, eles se enfraquecem com a idade, segundo os médicos. A fim de fortalecê-los, os homens são instruídos a apertarem os músculos que normalmente poderiam usar para cortar o fluxo de urina durante a micção ou para impedir a liberação de flatulência num ambiente fechado. As contrações são realizadas por alguns segundos, liberando o músculo em seguida, e o movimento é repetido de 10 a 15 vezes a cada treino.

Estudos que demonstram os benefícios dos exercícios de Kegel na aceleração da recuperação após cirurgias de próstata são tão convincentes que os cirurgiões agora recomendam aos pacientes que iniciem essa prática antes ou logo após a operação.

Embora defensores também acreditem que o Kegel pode melhorar as ereções e orgasmos, há poucas evidências que sustentem isso. Mas estudos clínicos descobriram que os exercícios podem ser úteis para homens com ejaculação precoce. E alguns estudos sugerem que os exercícios podem ajudar homens com disfunção erétil.

"É tão bom quanto o Viagra, sem os custos e os efeitos colaterais", disse Grace Dorey, professor emérito de fisioterapia e urologia da Universidade do Oeste da Inglaterra e um entusiasta do Kegel para homens. "Os músculos do assoalho pélvico são a base para a ereção -para que o pênis se acomode, se você preferir."

Um pequeno teste clínico está em andamento, mas até agora não há nenhuma conclusão. O médico Roger Dmochowski, professor de cirurgia urológica do Centro Médico da Universidade Vanderbilt, em Nashville (Tennessee), se disse "muito cauteloso sobre afirmações relativas à melhora da função sexual e do orgasmo".




Saúde
 
 Última garota ainda internada após vacina contra HPV recebe alta
16/09/2014 - Folha de S.Paulo

A última estudante que permanecia internada após ter sido vacinada contra o vírus HPV (papilomavírus humano) recebeu alta na manhã desta segunda-feira (15).

Nathália dos Santos Barbosa, 13, estava hospitalizada desde o dia 6. Ela e outras 10 meninas de uma escola estadual em Bertioga (a 103 km de São Paulo) foram levadas a um pronto-socorro após serem vacinadas.
 


Bauru está em alerta por dengue
16/09/2014 - DCI


O Índice de Infestação Predial de 1,3%, em 6.569 imóveis vistoriados, coloca Bauru em situação de alerta em relação à transmissão da dengue. O aceitável pelo Ministério da Saúde é de 1% do total.

O índice, resultado da Avaliação de Densidade Larvária (ADL), foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. A avaliação foi realizada em agosto e revelou que 85 prédios apresentaram larvas do mosquito transmissor.

A coordenação do trabalho de combate à dengue salienta que, apesar do tempo seco e sem chuvas, alguns bairros apresentaram índices acima de 2% e de até 3,2%.

Apesar disso, houve melhora nos índices em relação à avaliação realizada em fevereiro deste ano, que revelou um índice geral de 3,8%. Porém, os indicadores ainda estão altos e os tipos de criadouros encontrados revelam um descuido por parte da população, em especial dentro das residências.

Para outubro, está prevista a realização do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), quando vários municípios promovem o trabalho simultaneamente. A partir dos resultados, a secretaria programará estratégias de enfrentamento de acordo com o tipo de criadouro encontrado.

Desde o início deste mês, os agentes de endemias atuam junto aos locais de grande fluxo de pessoas, como prédios públicos ou comerciais, escolas, hospitais, unidades de saúde, entre outros. Também fiscalizam locais considerados pontos estratégicos, como borracharias, estabelecimento de ferro-velho e oficinas.

Nos bairros com maior incidência de casos de dengue nos últimos cinco anos, outras ações preventivas estão sendo adotadas. Nesses locais, após um estudo socioeconômico, a população tem recebido material para telamento de caixas d´água, distribuição de "bigbags" para acondicionamento de material reciclado quando a atividade for desenvolvida em domicílio, coleta de pneus, além da fiscalização em estabelecimentos de risco.



Ofensiva de Obama contra ebola inclui envio de 3 mil pessoas à África
16/09/2014 - Portal Valor Econômico


WASHINGTON - Os Estados Unidos vão enviar um grupo de 3 mil pessoas para a África Ocidental para coordenar a ajuda internacional, construir centros de tratamento e treinar profissionais locais da saúde. O plano faz parte da ofensiva do presidente Barack Obama contra um surto de Ebola que se agrava rapidamente no continente africano.

Os militares formam o maior contingente da estratégia do governo dos Estados Unidos para combater o surto da doença. Obama pretende dar mais detalhes sobre a estratégia durante uma visita ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças em Atlanta, nesta terça-feira.

Mais de 4.784 pessoas estão infectadas, das quais pelo menos 2.400 morreram nos últimos meses, a maioria dos casos na Libéria, Serra Leoa e Guiné.

O governo da Libéria vai fornecer uma estrutura para os militares americanos coordenarem a ajuda internacional.



Caminho diferente contra as drogas
16/09/2014 - Folha de S.Paulo


Quando seu filho teve que pedir atestado médico para não ir à escola, Jack e Wendy se conscientizaram de que precisam ajudá-lo a parar de beber. O psiquiatra do jovem e alguns amigos do casal sugeriram que eles procurassem os Alcoólicos Anônimos.

Segundo essas pessoas, ele tinha uma doença, e para continuar vivo teria de ir a reuniões e se abster de álcool pelo resto da vida.

Todavia, o casal, que mora em Manhattan e pediu para não ter seu sobrenome publicado, resistiu a essa solução e recorreu a um grupo de psicólogos especializados no tratamento de uso de substâncias nocivas no Centro para Motivação e Mudança.

O espaço em Nova York integra uma ala crescente no tratamento de vícios que rejeita a abstinência como única forma de recuperação para usuários de álcool e drogas.

Essa abordagem utiliza técnicas práticas e eficazes para resolver problemas emocionais e comportamentais, em vez de manter os dependentes longe da substância em questão, o que é algo extremamente difícil para jovens.

Ao contrário de programas do Al-Anon e dos Alcoólicos Anônimos, o centro não defende intervenções radicais ou o tratamento com frieza a alguém que consome bebida ou drogas em excesso.

"O método tradicional muitas vezes faz os pais se sentirem obrigados a adotar opções radicais: forçar o filho a ir para uma clínica de reabilitação ou ignorá-lo até ele chegar ao fundo do poço", disse a psicóloga Carrie Wilkens, que ajudou a fundar o centro há dez anos. "A ciência comprova que essas fórmulas não são muito eficazes."

A abordagem no centro inclui entrevistas motivacionais, aconselhamento voltado para metas; terapia comportamental cognitiva, uma forma de psicoterapia em curto prazo; e redução de danos, que busca limitar as consequências do abuso de substâncias.

Os psicólogos também apoiam o uso de medicamentos que bloqueiam a capacidade do cérebro de liberar endorfinas e as sensações obtidas com o vício.

Um estudo realizado em 2002 por pesquisadores da Universidade do Novo México e publicado no periódico "Addiction" mostrou que o uso conjunto de entrevistas motivacionais, terapia comportamental cognitiva e naltrexona é bem mais eficaz do que o modelo baseado em fé e abstinência. Pesquisadores em outros lugares fizeram descobertas semelhantes.

O filho de Jack e Wendy, hoje com pouco mais de 20 anos, começou a beber para aliviar a ansiedade e a depressão. Amigos de Jack sugeriram que se o rapaz não frequentasse os Alcoólicos Anônimos só restaria ao casal frequentar o Al-Anon.

"Parecia não haver outra solução", comentou Jack.

Na literatura dos Alcoólicos Anônimos, o alcoolismo é definido como "uma doença progressiva que pode se tornar incurável".

Membros da entidade se descrevem como "em recuperação", o que significa abstinência e adesão para sempre dos 12 passos do Grande Livro, publicado quatro anos após a fundação da organização, em 1935. O primeiro deles é a obrigação de admitir a própria impotência perante o álcool.

Os métodos do centro causam polêmica nos setores envolvidos na recuperação de viciados. David Rotenberg, dos Centros de Tratamento Caron sem fins lucrativos, que reabilitam dependentes de drogas e álcool, é contra métodos que dispensem a abstinência.

"A maioria dos viciados em drogas e álcool adoraria tomar apenas dois drinques e até tenta fazer isso, mas os resultados são péssimos", afirmou ele.

Na realidade, a maioria dos estudantes que bebem demais não se torna dependente de álcool, disse Stanton Peele, psicólogo do Brooklyn que estuda o uso de substâncias há décadas e reprova o método do Alcoólicos Anônimos.

Os psicólogos do centro são categóricos: quando se trata de diminuir a ansiedade e aliviar a depressão, as substâncias tendem a funcionar em curto prazo.

"Os jovens não são loucos por usá-las", disse Wilkens. "Elas têm um efeito de certa forma encorajador. Entender isso permite trabalhar estrategicamente para apoiar e encorajar outros comportamentos, saudáveis."

A visão de Wilkens reacendeu a esperança de Wendy. Seu filho havia abandonado os estudos, e o casal buscava opções de tratamento. Ligado todas as noites e sentindo extrema ansiedade, o rapaz bebia demais para conseguir dormir e só saía da cama às 17h.

Atualmente, o filho de Wendy e Jack recebe ajuda no centro para tratar sua depressão e ansiedade. E parece ter reduzido muito o consumo de álcool.

Ellie, uma editora de Nova York, que prefere não divulgar seu sobrenome, espera o mesmo para a filha de 23 anos, que trabalha, mas bebe demais aos fins de semana. "Minha filha diz que não teria vida social se parasse de beber."

Ellie e seu marido começaram a ter sessões com um terapeuta no centro. "Minha filha não se resume a um rótulo ou a um diagnóstico", disse Ellie. "A garota não é um problema a ser resolvido, e merece ser amada e orientada para ter uma vida melhor."


Superintendente e tesoureiro da Santa Casa pedem demissão
16/09/2014 - O Estado de S.Paulo


No final de julho, a Santa Casa fechou seu pronto-socorro por 30 horas por falta de recursos para a compra de materiais e medicamentos. O serviço foi reaberto após um repasse emergencial de R$ 3 milhões feito pela Secretaria Estadual da Saúde.
O pedido de demissão de Antonio Carlos Forte, superintendente, e Hercílio Ramos, tesoureiro, acontece menos de uma semana depois de reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelar que os dois foram contratados para prestar consultoria para a Andrade Gutierrez, grupo empresarial dono da Logimed, maior fornecedora de materiais para a Santa Casa.
Forte e Ramos são sócios na empresa de consultoria Apocatú, criada em 2008, quando passaram a prestar serviços para o grupo. No mesmo ano, a Logimed foi contratada pela entidade para fornecer insumos ao complexo hospitalar.
Segundo o jornal, a empresa Apocatú teria recebido cerca de R$ 100 mil em cinco anos pelos serviços de consultoria prestados para a Andrade Gutierrez. O contrato já foi encerrado.
Explicação. Em nota divulgada na semana passada, Forte e Ramos confirmaram os serviços prestados e disseram que “não há nenhum impedimento legal ou ético de que exerçam outras atividades profissionais”. De acordo com eles, “não houve favorecimento a nenhuma empresa que tenha sido atendida pela Apocatú ou por seus sócios”.
A Santa Casa negou qualquer irregularidade. Na ocasião, afirmou que o contrato com a Logimed representou economia de recursos e aperfeiçoamento da gestão de suprimentos da entidade e disse que a instituição passa por rigorosos controles internos e por auditorias.
Ontem, o provedor da instituição, Kalil Rocha Abdalla, afirmou que o desligamento de Forte e Ramos foi motivado por um pedido dos dirigentes e ainda não foram definidos os nomes dos substitutos. Segundo a assessoria da Santa Casa, os dois deverão ficar no cargo até o fim do mês e participarão do processo de transição da nova chefia.

 
 


 

Notícias– 15/09/2014

  

 

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos

 

Remédio caro
15/09/2014 - Carta Capital

Cientistas e clínicos especialistas em doenças autoimunes do sistema nervoso, em especial a esclerose múltipla, vieram de todas as partes do mundo para Boston, nos EUA, para debater o tema no encontro anual dos comitês americano e europeu.

Vinte anos atrás, o primeiro tratamento eficaz para essa doença foi liberado para comercialização. O Interferon Beta, desenvolvido inicialmente para tratar outra doença, encontrou seu destino controlando surtos de inflamação no cérebro e na medula espinal provocados pela doença autoimune, que ocorre quando o nosso sistema de defesa passa a atacar o próprio corpo, chamada esclerose múltipla. O desenvolvimento do Interferon foi inicialmente patrocinado pela agência do governo americano National Institutes of Health (NIH) e depois a droga passou a ser comercializada pela indústria farmacêutica. A partir daí diversas drogas foram desenvolvidas para a doença, hoje são mais de 12 aprovadas e em uso. Juntas, mudaram por completo a vida das pessoas que sofrem de esclerose múltipla.

Espera-se que até 2020encontremos medicações que não só interrompam por completo a progressão da doença, mas que também f promovam a recuperação de várias sequelas. Já existe uma medicação que melhora a marcha de pessoas com esclerose múltipla e que precisam do auxílio de bengala ou cadeira de rodas.

Encontrar uma nova molécula com uso terapêutico é como achar uma agulha no palheiro. De cada 10 mil moléculas desenvolvidas, uma vira remédio. Na área da neurologia isso demora em média 15 anos, da formulação até a liberação para uso, e custa em torno de 1,2 bilhão de dólares. Bibiana Bielekova, chefe da Unidade de Doenças Neuro-Imunológicas do NIH, acredita que a conta não pode ser paga só pelos governos, pois não existe uma estrutura pública que associe o espírito de encontrar a cura de uma doença com o interesse em produzir e comercializar medicamentos. É aí que entra a iniciativa privada.

O órgão público que mais financia estudos para desenvolvimento de drogas é o NIH. Foram 29,2 bilhões de dólares em 2012, enquanto a indústria farmacêutica gastou 51,1 bilhões no mesmo ano. O NIH investe a maior parte de seus recursos em estudos básicos para descobrir o porquê do aparecimento de uma doença e potenciais alvos para medicações, enquanto a indústria farmacêutica gasta seu dinheiro desenvolvendo e testando clinicamente as novas drogas.

Poucas são as indústrias que mantêm investimentos na neurologia, já que o tempo de descoberta e aprovação de uma d roga é muito mais longo. Mesmo assim é na neurologia onde estão as maiores demandas da humanidade, a descoberta da cura da doença de Alzheimer, da doença de Parkinson, do autismo e da esquizofrenia, além de um tratamento eficaz para seque-las de acidente vascular cerebral (AVC) e da lesão cerebral por trauma.

Há, portanto, uma oportunidade que é associar os esforços de ambos: o governo poderá dedicar recursos onde a indústria não está, e vice-versa. Esse debate deve nos servir como lição, pois se no Brasil continuarmos achando que a associação da iniciativa privada com o setor público é um sacrilégio, permaneceremos na lanterninha do conhecimento e fadados a sermos meros consumidores da única indústria cujo valor agregado é maior que o da tecnologia da informação: a farmacêutica.


SUS oferecerá remédio para sintoma de autismo em 2015
13/09/2014 - O Globo

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer pela primeira vez, a partir de janeiro de 2015, um medicamento para tratar os sintomas de autismo, informou ontem o Ministério da Saúde. Conhecido como Risperidona, o remédio vai auxiliar na diminuição das crises de irritação, agressividade e agitação, sintomas comuns em pacientes com o transtorno. De acordo com o governo, o medicamento deve beneficiar cerca de 19 mil pacientes por ano.
— A medicação é liberada para o autismo há anos. É um medicamento excepcional, de primeira linha — comemorou o psiquiatra infantil Fábio Barbirato. — Mas é importante frisar que é apenas para um sintoma, a explosão emocional. Não há remédio nem dieta para o autismo em si.
A Organização Mundial da Saúde ( OMS) estima que 70 milhões de pessoas no mundo tenham a condição. No Brasil, a estimativa é que este número chegue a dois milhões. O ministério informou que vai investir R$ 669 mil para a compra da Risperidona.
A inclusão de medicamentos no SUS obedece às regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que exige comprovação da eficácia e segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada para proteger quem fará uso do medicamento. Após a incorporação, o remédio pode levar até 180 dias para estar disponível ao paciente.
De acordo com Barbirato, a Risperidona é indicada no mundo inteiro, já sendo usada nos consultórios privados há algum tempo.
— Na rede pública, havia somente o antipsicótico Haldol, mas ele pode causar uma série de efeitos colaterais, como problemas hepáticos ou movimentos repetitivos nos membros.
O médico explicou, ainda, que o novo medicamento disponível no SUS é indicado para crianças a partir dos 5 anos de idade. No entanto, ressaltou que não são todas as crianças autistas que precisam tomar a Risperidona, já que nem todas demonstram os sintomas controláveis pelo remédio.
O autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos como o Risperidona — que também é usado para os tratamentos de esquizofrenia e transtorno bipolar — podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.
O último Manual de Saúde Mental (DSM-5, como é conhecido) classificou todos os distúrbios do autismo — incluindo o transtorno autista, o desintegrativo da infância, o generalizado do desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS) e a Síndrome de Asperger —, valendo-se de um diagnóstico chamado Transtornos do Espectro Autista (TEA). O TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo depois do nascimento. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade de se comunicar e por comportamentos repetitivos.


Consumidor envelhece e não busca apenas remédio no balcão
15/09/2014 - Valor Econômico

O mercado de farmácias vem passando por intenso processo de transformação. Após expressivo crescimento nos últimos anos, o segmento mantém perspectivas bastante favoráveis. O consumidor está envelhecendo, busca planos de saúde, quer lojas perto de casa ou do trabalho e não quer comprar apenas remédios, mas outros itens como produtos de beleza.

De acordo com projeções da empresa de pesquisas e consultoria IMS Health, o mercado brasileiro de medicamentos deverá atingir faturamento de R$ 87 bilhões (a preço de fábrica) em 2017, com incremento médio ponderado de 13,3% ao ano entre 2013 e 2017. E um dos principais vetores dessa expansão é o envelhecimento da população aliado ao aumento na expectativa de vida.

O número de pessoas com mais de 60 anos - principal grupo etário consumidor de medicamentos - passou de 14,2 milhões em 2000 para 22,1 milhões em 2013, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para as próximas décadas, o IBGE projeta evolução significativa para a população acima de 60 anos: 29,3 milhões em 2020; 41,5 milhões em 2030; 54,2 milhões em 2040; 66,5 milhões em 2050; e 73,6 milhões em 2060.

Ao analisar a participação dessa faixa etária em relação à população total, o crescimento salta aos olhos: de 8,2% em 2000 saltou para 11% em 2013 e deverá representar 23,8% em 2040 e chegar a 33,7% em 2060.

"São mais pessoas consumindo remédios por mais tempo e precisando deles para continuar vivendo bem", diz Marcílio Pousadas, presidente da Raia Drogasil, maior rede de farmácias do País em faturamento. O executivo cita, no estudo Valor Análise Setorial "Farmácias & Drogarias", outros impulsionadores do negócio: maior acesso a planos de saúde e melhoria de renda da população. Em 2013, a empresa teve receita de R$ 6,4 bilhões, com expansão de 15,6% na comparação com o ano anterior.

As redes filiadas à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) tiveram no primeiro semestre deste ano faturamento em torno de R$ 15 bilhões - quase 14% maior do que no mesmo período de 2013. As vendas de não-medicamentos somaram R$ 5,02 bilhões, representando 32,69% das vendas totais.

O "negócio farmácia" também ganha importância na estratégia das redes supermercadistas. Estas estão proibidas por lei de vender remédios nas suas gôndolas e prateleiras, mas podem ter farmácias operando de maneira autônoma, como uma prestação de serviço extra. "Cada vez mais o supermercado vem se convertendo num autêntico centro de compras e conveniência, com uma vasta gama de serviços ao seu consumidor. E as farmácias se inserem nesse contexto. Além disso, elas tendem a ter boa viabilidade financeira, necessitando de pouco espaço para sua implementação", diz Sussumu Honda, presidente do conselho consultivo da Abras (Associação Brasileira dos Supermercados).

O segmento de farmácias de supermercados deve superar R$ 2 bilhões em 2014. "Trata-se de oferecer mais um serviço a esse contingente que envelhece e tem mais acesso aos tratamentos e medicamentos necessários para a manutenção de sua saúde", diz Honda.

Eduardo Rocha, diretor da IMS Health, observa que a farmácia deixou de ser o local "onde as pessoas vão procurar só remédios". Para Rocha, o varejo farmacêutico está muito mais parecido com o tradicional. "Briga pelo consumidor da mesma maneira que os demais segmentos varejistas."

"Tudo o que for referente à saúde e beleza nós vamos trabalhar com força", diz Pousadas, da Raia Drogasil. "Crescemos mais que os supermercados no segmento de beleza." Um dos trunfos é a combinação de conveniência e especialização. Nas lojas, para orientar o consumidor, há cerca de 280 consultoras de beleza - o número crescente de produtos e marcas deixou a venda no balcão mais difícil. "Vai vencer quem conseguir resolver essa complexidade", diz Pousadas.

A rede Pague Menos, com forte presença no Nordeste, não se vê "apenas como farmácia, mas como um lugar bastante conveniente para adquirir produtos correlatos a medicamentos", diz seu presidente, Francisco Deusmar Queirós. As linhas de higiene e beleza são grande motor de crescimento. No primeiro trimestre de 2014, responderam por 16,8% das vendas. E a categoria que engloba todos os produtos que não são de higiene e beleza ou medicamentos (de pilhas a papinhas) já representa 8,8% das vendas; cresceu 22,7% no primeiro trimestre de 2014 sobre o mesmo período de 2013.

O desempenho da rede Permanente, com cerca de 70 lojas distribuídas por Pernambuco, Alagoas e Paraíba, vem sendo impulsionado principalmente pela "migração de clientes para a classe C", diz Alexandre Alamarck, gerente-comercial da empresa. As vendas de itens de higiene e beleza, com destaque para perfumaria, equivalem a 40% do faturamento total.


Unidades de saúde ficam sem remédios
13/09/2014 - Folha de S.Paulo


Unidades municipais de saúde de Ribeirão voltaram a registrar falta de medicamentos. O deficit chega a nove tipos de remédio por posto de atendimento.

Esse, porém, não é o único problema. Quando há o remédio, os pacientes chegam a esperar até uma hora e meia na fila para retirá-los.

A Folha percorreu os postos nesta sexta-feira (12) e constatou o problema nas UBDs (unidades básicas distritais de saúde) do Sumarezinho, do Quintino Facci 2, da Vila Virgínia e Central.

Em nota, a prefeitura confirmou a falta de apenas um medicamento, o miconazol, e afirmou que os outros estão em período de reposição.

Na UBDS da Vila Virgínia, há uma lista na entrada da farmácia que aponta a falta de ao menos nove remédios, como antialérgicos e medicamentos para candidíase.

Na UBDS do Sumarezinho, há uma lista com quatro drogas em falta.

Já nas unidades Central e Quintino, não há lista exposta dos remédios em falta. Os funcionários das farmácias, porém, apontaram a ausência de hidróxido de alumínio, miconazol e metronidazol.

O presidente do Conselho Municipal da Saúde, José Ricardo Guimarães Filho, afirmou que começou a receber reclamações sobre a falta de remédios no início do mês.

Segundo Guimarães Filho, o problema ocorre porque há atrasos nos pagamentos da prefeitura a fornecedores e também às empresas que prestam serviços na área de saúde para a administração.

O governo Dárcy Vera (PSD) está em crise. Os débitos com fornecedores já alcançaram R$ 60 milhões neste ano, e a prefeita anunciou na quinta-feira (11) medidas para tentar estancar o crescimento da dívida.

A prefeitura nega que haja atraso aos fornecedores, porém, admitiu na última segunda (8) que atrasou pagamentos do Instituto Corpore, responsável por contratar médicos que atuam em unidades da cidade.

SEM CURA


A costureira Josefa Maria Bezerra, 54, foi buscar anti-inflamatório na UBDS do Quintino para a filha que está com inflamação na garganta e saiu de lá sem o remédio.

Já a aposentada Luzia Lobão dos Santos, 81, ficou na fila da farmácia da UBDS Sumarezinho mais de uma hora e meia para ser atendida.

Não há lá, nem na Vila Virgínia, filas preferenciais.

O delegado do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) Osvaldo Massaiti afirmou que a falta de remédios pode atrapalhar o tratamento dos pacientes, mas, em alguns casos, na ausência de um medicamento, um similar ou genérico pode ser indicado.

Em nota, a prefeitura informou que, exceto o miconazol, os demais medicamentos não estão em falta na Secretaria da Saúde e que devem ser distribuídos às unidades.

No entanto, segundo a prefeitura, o paciente pode ter procurado pelos remédios faltantes em um período de reposição e, por isso, deve voltar a unidade para obter o medicamento indicado pelo médico responsável.

Pesquisa e desenvolvimento 



Substância retirada do ipê pode ajudar contra leucemia
13/09/2014 - O Tempo

Uma substância derivada de árvores do ipê pode ser o caminho para o tratamento de leucemias, diferentes tipos de câncer que afetam os glóbulos brancos, células responsáveis pelo sistema de defesa do organismo.

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, identificaram três moléculas capazes de atuar sobre glóbulos brancos cancerígenos, sem afetar as células saudáveis. A descoberta pode levar à criação de fármacos específicos para o tratamento de diferentes tipos de leucemias. O trabalho foi publicado na revista científica "Europcan Journal of Medicinal Chemistry".

Os pesquisadores criaram as moléculas da união do núcleo das células de outras duas substâncias e as testaram em quatro linhagens diferentes de leucemia. Dos 18 compostos criados, três se mostraram mais potentes e com seletividade maior - atacaram as células cancerígenas e, em menor grau, as células saudáveis.



Japoneses fazem primeiro implante de células reprogramadas
12/09/2014 - Portal Folha.com


Uma equipe de pesquisadores japoneses fez nesta sexta (12) a primeira cirurgia com células-tronco reprogramadas para tratar um transtorno ocular que pode causar cegueira.
A operação usou as células iPS (células-tronco pluripotentes induzidas, na sigla em inglês). Essas células são obtidas a partir de células adultas que são "induzidas", por manipulação genética, a retornar a um estágio embrionário. A partir daí, os cientistas as estimulam a se diferenciar para formar o tecido desejado, no caso, a retina –por isso são chamadas de pluripotentes.
A paciente é uma mulher de 70 anos, segundo a equipe liderada por Masayo Takahashi, diretora do Instituto Riken.
Ela tem um tipo de degeneração macular ligada à idade, principal causa de cegueira entre pessoas com mais de 55 anos em países industrializados.
Em 2012, o japonês Shinya Yamanaka e o britânico John Gurdon receberam o Nobel de medicina por criar o método que permite reprogramar células adultas em células-tronco.
O uso de células iPS não apresenta problemas éticos importantes, diferentemente do que ocorre com as células-tronco obtidas de embriões humanos, daí a vantagem do método.


Saúde
 

Meningite mata dez por mês
13/09/2014 - O Tempo

A vacina gratuita está disponível apenas para crianças de até 2 anos no Brasil, mas a meningite atinge todas as idades. O público de 5 a 69 anos representa hoje 82% dos infectados por um dos tipos da doença, a meningocócica, que começou a receber imunização há cinco anos. Segundo especialistas, ampliar a faixa etária da vacinação no sistema público é a única forma de reduzir a incidência da infecção, que evolui rapidamente causando sequelas graves e mortes.

Apesar de a primeira vacinação ter ocorrido há quase 15 anos, uma média de dez pessoas morrem por mês por causa da meningite - cm um universo atual de 93 casos mensais em Minas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). A doença afetou 18.602 pessoas no país em 2013 - 1.728 delas morreram está longe de ser erradicada, e não há previsão de ampliar a vacina.

"Para reduzir a incidência e a gravidade da doença, é preciso ampliar a cobertura de vacinas gratuita para adolescentes e adultos", avaliou a professora da faculdade de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Lílian Diniz. Segundo ela, para se chegar ao diagnóstico o mais rapidamente possível, também é importante difundir formas de prevenção e sintomas. "Os sinais iniciais da meningite meningocócica são sentidos nas primeiras 12 horas, mas em 24 horas a doença geralmente evolui para a morte ou deixa sequelas, sendo a surdez a principal delas", pondera.

Coordenadora estadual de Doenças c Agravos Transmissíveis da SES-MG, Janaína Almeida afirma que um dos maiores desafios é evitar a transmissão. "Quem está perto do portador deve tomar precauções como se tratar com antibiótico. Mas também é preciso identificar a meningite rapidamente para prevenir outros contágios", pondera.

Vacinação.
Há dez anos, ainda bebê, Pedro Arthur, 11, teve a meningite meningocócica C e ficou tetraplégico. Desde então, o pai, Rodrigo Diniz, luta para instruir outras famílias e ampliar a cobertura vacinal no país. "Uma criança vacinada protege pelo menos duas pessoas, que são os pais dela. Para acabar com a meningite, precisamos estender a vacina até os 25 anos de idade, como ocorre nos Estados Unidos", destacou.

A professora da UFMG defende que todos que puderem devem buscar a vacinação, mesmo que precisem pagar pela imunização (leia mais abaixo). "O ideal seria fazer estudos para saber o comportamento da doença e identificar faixas etárias que estão sendo atingidas e devem ser vacinadas", afirmou a professora da UFMG.

De forma pioneira, a meningocócica C começou a ser imunizada em 2009 em Minas. Mas a vacina só previne contra o sorotipo C, o mais frequente no país. Segundo Lílian, já existe uma vacina que atinge vários tipos de meningocócica.

O Instituto Pedro Arthur - Brasil sem Meningites já recolheu 780 mil assinaturas para que a vacina contra a meningocócica C seja substituída pela mais ampla. "A meningite B chegou ao Brasil, e já temos vários casos e mortes", explica Diniz.

Número de casos sem diagnóstico subiu 16%

Aos 6 meses, Laura teve sintomas de virose. Nenhum dos cinco pediatras consultados pelos pais identificou a meningite pneumocócica, diagnosticada após febres altas e convulsões. Mas era tarde, e Laura teve paralisia cerebral. "Falta informação sobre a doença, até entre médicos", diz a mãe, a dona de casa Érika Batista, 32.

Ficam sem identificação 29% dos casos, índice que cresceu 16% em 2013 em relação a 2012 (ver arte abaixo). "É necessário fazer a coleta de um líquido que fica na coluna para saber a causa, mas a gravidade de muitos quadros impossibilita a coleta", diz a coordenadora da SES-MG, Janaína Almeida.

Risco. A meningite causada por tuberculose atinge mais a população acima de 20 anos. "Supomos que sejam pessoas com imunodepressão, diz Pedro Navarro, coordenador do programa Respira Minas."


Vacina e medo
14/09/2014 - O Estado de S.Paulo
Colunista: Jairo Bouer

Em 2007, a Austrália iniciou a vacinação gratuita contra o vírus HPV para as meninas de 12 a 18 anos. Na semana passada, um artigo do jornal The New York Times revelou uma queda de 61% na ocorrência das verrugas genitais nas mulheres jovens (de 15 a 27 anos) daquele país, de acordo com pesquisa publicada na edição de setembro da revista científica PLOS One.
O trabalho mostra que, nas demais faixas etárias e sexo não cobertos pelo programa de vacinação, os índices das verrugas genitais seguiram inalterados. O resultado aponta para a eficácia e o sucesso de um programa extenso e gratuito de vacinação na população-alvo contra o vírus HPV, que, além de causar as verrugas genitais (uma das DSTs mais comuns), tem relação direta com o câncer de colo de útero e com outros tipos de câncer relacionados à atividade sexual - pênis, ânus e orofaringe.
Há duas semanas, o Brasil iniciou a segunda etapa de vacinação contra o vírus HPV. A primeira dose havia sido dada seis meses antes, entre março e abril de 2014, para garotas de 11 a 13 anos. A terceira dose, no esquema de vacinação proposto pelo Ministério da Saúde, estará disponível para essas garotas daqui a 5 anos. Em 2015, será a vez de garotas de 9 a 11 anos serem vacinadas. Em 2016, aquelas a partir de 9 anos receberão a proteção.
Muito se falou na semana passada sobre a reação à vacina que foi constatada em 11 garotas que receberam a segunda dose, no dia 4 de setembro, em uma mesma escola estadual em Bertioga, na Baixada Santista. Elas apresentaram mal-estar após a aplicação. Oito foram levadas ao pronto-socorro e liberadas em seguida.
Três foram internadas para investigação. Duas delas tiveram alta na quarta-feira, sem nenhuma sequela, e uma seguia internada até sexta-feira. Ela se queixava de alteração de sensibilidade nas pernas, dores no corpo e dificuldade de locomoção.
Os exames neurológicos feitos descartaram paralisia ou dano neurológico nas garotas vacinadas. De acordo com Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, não houve problemas com armazenamento ou refrigeração do lote usado em Bertioga.
A hipótese mais provável até agora, reforçada pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, é de uma possível resposta psicogênica ao estresse de ser vacinada.
Curiosamente, essa resposta pode ser potencializada quando acontece dentro de um mesmo grupo. Uma garota sente-se mal ao receber a vacina - em geral, por medo do procedimento - e as demais ficam impressionadas com o ocorrido, podendo apresentar sintomas semelhantes.
Efeitos. Em agosto, um episódio envolvendo mais de 200 garotas em El Carmen de Bolívar, uma cidade no norte da Colômbia, pode ter tido a mesma causa. Elas começaram a apresentar sintomas como desmaios, dormência, tonturas, dores de cabeça e formigamentos. Para quem já trabalhou em emergências médicas, ver esse tipo de sintoma, após um momento de estresse, é relativamente comum. A maior parte das garotas colombianas, de forma semelhante ao que aconteceu em Bertioga, estudava em um mesmo colégio. Na ocasião, o ministro da Saúde do país falou em uma "reação psicogênica em massa" e desvinculou os casos de uma reação adversa à vacinação contra o HPV.
Na própria Austrália, em maio de 2007, logo depois do início do programa de vacinação, 26 de 720 garotas vacinadas de uma mesma escola tiveram exatamente os mesmos sintomas. Não foi encontrada nenhuma base orgânica para o quadro clínico. Quatro das meninas precisaram ser levadas para um hospital da região e depois foram liberadas.
Tanto uma avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicada em março de 2014, como o parecer do Centro de Controle de Doenças de Atlanta (CDC), nos Estados Unidos, de agosto de 2014, atesta a segurança do método. Já foram aplicadas mais de 180 milhões de doses da vacina no mundo todo e os benefícios são evidentes!
É PSIQUIATRA


OMS cobra ajuda do Brasil contra o Ebola
13/09/2014 - O Estado de S.Paulo


A Organização Mundial da Saúde (OMS) se queixa da falta de uma iniciativa do Brasil para ajudar na crise vivida pela África diante do surto de Ebola. Em declarações ao Estado, a diretora-geral da entidade, Margaret Chan, deixou claro que um apelo foi feito para Brasília. Mas até agora nada foi recebido.
“Falamos com o Brasil e pedimos ajuda. Estamos esperando”, disse Chan. Ela fez um apelo para que governos de todo o mundo enviem 1,6 mil profissionais de saúde e de médicos estrangeiros de forma urgente para a África, como forma de frear a proliferação do vírus. Ontem, Cuba anunciou o envio de 165 profissionais, maior contingente estrangeiro até agora. Eles desembarcarão em Serra Leoa no próximo mês.
A doença já matou mais de 2,4 mil pessoas (mais informações nesta página). “Não há indicação de que a epidemia esteja perdendo força”, alertou a OMS. A entidade afirma estar “especialmente preocupada” com a Libéria, onde 400 novos casos foram identificados em apenas uma semana. A própria OMS admite que os números reais são muito maiores e os governos da região mais afetada alertam que é a existência dos Estados que hoje está em jogo. A entidade também assume que a previsão de até 20 mil atingidos pelo surto poderá ser superada.
Diante desse cenário, a Organização das Nações Unidas passou a apelar diretamente aos governos. “Não há leitos para tratar Ebola na Libéria. Nossa resposta está se esgotando. Não há nem sequer sacos para cadáveres, material e salas de isolamento. Mas o que mais precisamos é de pessoas. Dinheiro é importante. Mas isso não vai parar o surto”, declarou Chan, que voltou a deixar claro que a região está “em guerra”.
Questionado pelo Estado se esperava que o Brasil enviasse médicos, a diretora evitou dar detalhes das negociações. “Não vou revelar o que estamos discutindo.
Mas não podemos determinar o que cada país dará.” Segundo Chan, os três países mais afetados na África - Serra Leoa, Guine e Libéria - precisam de 600 médicos e mais de mil profissionais de saúde. Hoje, a OMS mantém apenas 170 pessoas na região. Na Libéria, menos de 200 médicos locais estão trabalhando para atender 4,5 milhões de pessoas. “Precisamos ampliar em quatro vezes nossa operação”, disse.
Cubanos. O primeiro país a tentar capitalizar politicamente a situação é Cuba, que enviará em outubro 62 médicos e 103 enfermeiras para Serra Leoa. Havana não perdeu a ocasião para transformar o combate ao Ebola em um palanque.
Roberto Morales, ministro de Saúde de Cuba, explicou que todos os profissionais enviados vão em “caráter voluntário” e estariam dispostos a trabalhar ao lado “até mesmo de médicos americanos”.
Mas Morales insistiu que a ação de Cuba contra o Ebola “não é isolada”. “Há 55 anos damos apoio e solidariedade a vários países”, disse.
Segundo ele, 25,2 mil médicos estão atuando em 32 países - no Brasil, integram o Mais Médicos. Contando os profissionais do setor da saúde, como enfermeiras, o número chega a 50,7 mil cubanos pelo mundo. Segundo Havana, em meio século eles promoveram 207 bilhões de consultas e 8 milhões de cirurgias, além de imunizar 12 milhões de crianças.
Governo diz que profissionais não foram solicitados. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde brasileiro, Jarbas Barbosa, afirmou que o País não recebeu nenhum pedido oficial da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o envio de profissionais à área afetada pelo Ebola. “Mesmo sem receber pedido de profissionais, o Brasil já fez doações aos três países mais afetados.
A OMS sabe disso, porque o transporte desse material teve de contar com os caminhões das Nações Unidas. Doamos quatro kits para a Guiné e cinco para Serra Leoa. E há cinco para a Libéria aguardando que as Nações Unidas indiquem como será feito o transporte por seus caminhões. Cada kit desses atende até 500 pessoas por três meses. Eles têm material médico e equipamentos, soro, luvas e gorros”, ressaltou.
arbosa disse ainda que o Brasil já comunicou ao escritório da OMS no País que doou cerca de U$ 400 mil (R$ 1 milhão) em dinheiro para ajudar na compra de material para os países que passam pelo surto. “Pedido específico de profissionais de saúde nunca recebemos”, disse. “Quando recebermos, vamos analisar.
Espontaneamente cadastramos profissionais que já estão prontos para serem enviados. Mas precisamos receber o pedido porque não dá para mandar profissionais assim aleatoriamente, pois em vez de ajudar atrapalharia”, afirmou.



Justiça manda clínica realizar exame pedido por cubano
13/09/2014 - O Estado de S.Paulo


Justiça Federal determinou que a clínica mineira que em julho se negou a realizar exame solicitado por um cubano do programa Mais Médicos execute o procedimento. A decisão, proferida anteontem, atende a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Saúde, que entraram com uma ação civil pública solicitando que uma paciente grávida atendida pelo cubano pudesse realizar seu ultrassom em uma clínica de Uberlândia, que havia anteriormente se negado a fazer o procedimento.
Em sua decisão, o juiz federal substituto da 1.ª Vara de Seção Subsidiária de Uberlândia Bruno Vasconcelos determinou que a clínica faça todos os exames oferecidos sem discriminação em relação ao profissional que solicitou os procedimentos.
A Justiça estipulou multa deR$15 mil por recusa, em caso de descumprimento.
Em nota divulgada ontem, o Ministério da Saúde afirmou que a decisão “evita que outras instituições possam adotar medidas semelhantes para recusar o atendimento à população”. Segundo a pasta, a Justiça acatou o argumento da AGU de que a recusa em realizar o exame fere a lei que instituiu o programa Mais Médicos, que prevê que os profissionais com exercício profissional no exterior, entre eles os cubanos, têm autorização para praticar a medicina no País, contanto que seja na área da atenção básica e na cidade para a qual foi designado.
Parecer. O Ministério da Saúde informou ainda que o governo federal está preparando um parecer jurídico para garantir que os estabelecimentos de saúde de todo o Brasil reconheçam os pedidos e prescrições feitos pelos integrantes do programa.
O documento teria como objetivo se contrapor a comunicados do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que seus associados não aceitem pedidos dos médicos do programa que não têm o diploma revalidado.
O parecer será encaminhado para a presidente Dilma Rousseff.
Após aprovado, deverá ser seguido por todos os órgãos públicos, incluindo os Conselhos de Medicina.


Demora para marcar consulta faz paciente se automedicar
14/09/2014 - O Tempo


As longas esperas enfrentadas pelos brasileiros para marcar consultas especializadas, tanto na rede pública quanto na privada, têm feito com que muitos pacientes adotem uma prática, segundo médicos, bastante arriscada: a automedicação. Divulgado recentemente pelo instituto de pesquisa Expertise, um estudo mostrou que 40% dos brasileiros entrevistados neste levantamento admitiram tomar remédios por conta própria. Conforme os pesquisadores, o hábito é resultado de uma insatisfação com a prestação dos serviços de saúde no país. Ao contrário do que muitos pensam, porém, as reclamações não são exclusivas de quem depende do sistema público.

Segundo a pesquisa, que ouviu brasileiros de 429 cidades de todo o país, 60% dos usuários de planos de saúde consideraram a qualidade do atendimento regular, ruim ou péssima, e mais de 70% definiram da mesma forma (regular, ruim ou péssimo) os prazos para marcação de consultas na rede suplementar.

"O grande gargalo do sistema de saúde, seja na rede pública ou na privada, é a marcação de consultas ou exames. E isso tem levado as pessoas a se automedicarem e procurarem se informar sobre os problemas apenas na internet", afirma o diretor de inteligência da Expertise, Marcelo Cenni.

Quem faz uso de remédios sem indicação médica reconhece os riscos, mas admite que, com a dificuldade de agendamentos, a prática já acabou virando hábito. 'Tenho um clínico geral com quem me trato há anos pelo plano de saúde, mas às vezes demoro um mês para conseguir consulta, aí, dependendo do que estou sentindo, já tomo um remédio e pronto, melhoro", conta a aposentada Dalva Nogueira Miranda, 70, que já tem na ponta da língua os melhores medicamentos para dor no corpo e mal-estar. "Estou sempre indicando para as pessoas. De médico e louco, todo brasileiro tem um pouco", brinca.

Detalhamento. Conforme a pesquisa, apenas 27% dos entrevistados consideraram o prazo de marcação de consultas nos planos privados satisfatório. A maioria (54%) considerou regular, e 19% avaliou como ruim ou péssimo.

É o caso da artista plástica Claudete Ribeiro Campos da Cruz, 46, que já perdeu as contas de quantas vezes teve problemas para agendar dermatologistas e ginecologistas de sua confiança. "É muito ruim começar um tratamento com um médico e, na hora de voltar, só conseguir consulta para três meses depois. Acabei desistindo e indo para outro, mas fico insegura", afirma Claudete.


Saúde responde
13/09/2014 - Folha de S.Paulo


Tenho vitiligo há 53 anos e já fiz todo tipo de tratamento contra as manchas brancas. Hoje a doença estacionou nos pés e na barriga, mas continuo em busca de uma solução. Há novas terapias eficazes?


O vitiligo é uma doença autoimune, causada pelo ataque das defesas do próprio organismo aos melanócitos (células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele). A doença pode ser genética. Segundo o dermatologista Marcus Maia, não há como tratar a causa da doença, e o tratamento visa ao controle das manchas. Uma das terapias mais recentes é o transplante de melanócitos a uma área do corpo atingida pela doença. Também podem ser usadas drogas imunomoduladoras e fototerapia. O dermatologista lembra, porém, que vitiligos antigos são como cicatrizes: as manchas ficam estabilizadas e não evoluem mais.


Ebola já matou mais de 2,4 mil pessoas na África Ocidental, diz OMS
12/09/2014 - Portal Valor Econômico


SÃO PAULO - A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira que o vírus do Ebola está se espalhando mais rapidamente do que a capacidade de conter a epidemia e alertou que o avanço pode gerar um desastre global, informaram agências internacionais. De acordo com a última atualização da OMS, mais de 2,4 mil pessoas morreram em decorrência desse último surto da doença, de um total de 4.784 casos.

Segundo as agências, Margaret Chan, diretora-geral da organização, disse que em Guiné, Libéria e Serra Leoa, os três países mais atingidos, ao vírus está fora de controle. As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa realizada mais cedo em Genebra. A diretora da OMS pediu ainda ajuda internacional “urgente” e ressaltou que os países afetados precisam também aumentar o número de médicos, enfermeiros e de centros de tratamento.

Balanço anterior, divulgado na terça-feira (9) pela OMS, apontou que número de mortos estava em 2,3 mil, de 4.293 casos na África Ocidental.

Segundo a “BBC”, o ministro da Saúde de Cuba, Roberto Morales Ojeda, anunciou durante a coletiva de imprensa em Genebra que o governo cubano enviará, por seis meses, 165 profissionais de saúde para Serra Leoa. Segundo ele, os primeiros médicos devem chegar ao país africano em outubro.

Ainda de acordo com a “BBC”, Chan elogiou a decisão dos cubanos e disse que "Cuba é mundialmente famosa por sua capacidade de formação de médicos e enfermeiros, por sua generosidade excepcional em ajudar outros países".


Cuba vai enviar 165 profissionais de saúde à África para combater o ebola
13/09/2014 - O Globo


O ministro da Saúde de Cuba, Roberto Morales Ojeda, anunciou ontem que enviará 165 profissionais de saúde à África Ocidental para ajudar no combate ao ebola. Em coletiva de imprensa na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ojeda disse que os primeiros cubanos devem chegar a Serra Leoa no início de outubro.

Até agora, cerca de 2,3 mil pessoas morreram vítimas de ebola, e mais de quatro mil casos foram registrados na pior epidemia do vírus na História. O surto começou em março, afetando Libéria, Serra Leoa e Guiné, depois chegando à Nigéria e ao Senegal — uma estudante infectada cruzou a fronteira do país em 21 de agosto.
A diretora geral da OMS, Margaret Chan, saudou o comprometimento de Cuba dizendo que a atitude pode fazer “uma significativa diferença” em Serra Leoa.
— Já que estamos indo lutar contra o ebola, precisamos de recursos — disse o ministro. — Cuba é famosa por treinar médicos e enfermeiras e por sua generosidade na ajuda aos países amigos em busca do progresso.
A equipe de Cuba inclui médicos, enfermeiras, epidemiologistas, especialistas em controle de infecções e em UTI, bem como assistentes sociais.

BILL GATES: DOAÇÃO DE US$ 50 MILHÕES

A Fundação Gates, do bilionário americano Bill Gates e de sua esposa Melinda, anunciou esta semana que doará US$ 50 milhões para ajudar no combate à epidemia de ebola. A decisão segue outras contribuições dos governos de Reino Unido e EUA e da União Europeia.
A entidadade do fundador da Microsoft informou na quinta-feira que vai liberar imediatamente “fundos flexíveis” para as agências das Nações Unidas e outras organizações envolvidas no trabalho contra a doença, a fim de que possam comprar os suprimentos necessários. A fundação também comuda Defesa do país, Brownie Samukai, que disse na ONU que o vírus estava se espalhando como um “incêndio selvagem”, devastando tudo em seu caminho.

SURTO É UMA ‘PRAGA’
As declarações de Samukai foram ecoadas pela representante especial do secretáriogeral da ONU Karin Landgren. Ela disse que a Libéria está enfrentando sua mais grave ameaça desde a guerra civil de uma década que terminou em 2003. Ela considerou o surto como uma “praga” e sua propagação “impiedosa”.
A Libéria é a mais atingida entre as nações afetadas pela atual epidemia de ebola, com pelo menos 1.220 mortes registradas. Ao longo das últimas três semanas, o país verificou um aumento de 68% no número de infecções, e a Organização Mundial de Saúde estima que a estatística vai se acelerar nas próximas semanas. nicou que vai trabalhar com parceiros para acelerar o desenvolvimento de medicamentos e vacinas para combater o vírus.
O Reino Unido já havia prometido apoio de US$ 40 milhões, a União Europeia anunciou um financiamento de US$ 180 milhões, e os EUA já gastaram mais de US$ 100 milhões para conter a epidemia. Embora doações sejam sempre bemvindas, agências humanitárias dizem que a necessidade mais urgente no continente africano é o envio de equipes de peritos em contenção e de médicos.
A organização Médicos Sem Fronteiras ( MSF), por exemplo, já alertou sobre uma resposta internacional “letalmente inadequada”, dizendo que as equipes de resposta a desastres precisavam ser despachadas em colaboração com os países africanos afetados.
A epidemia de ebola é uma séria ameaça à própria existência da Libéria, afirmou recentemente o ministro.



 

Notícias – 12/09/2014


 

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos

 

Droga que ativa imunidade contra câncer chega aos EUA
12/09/2014 - Folha de S.Paulo

Apresentada com destaque nos últimos congressos sobre câncer, a nova geração de imunoterápicos --remédios que ativam as defesas do organismo contra os tumores-- começa a chegar ao mercado.

A FDA (agência reguladora de medicamentos nos EUA) acaba de aprovar o pembrolizumabe para o tratamento de melanoma avançado (tipo agressivo de câncer de pele).

Em julho, o Japão aprovou outra droga similar, o nivolumabe, para a mesma doença.

Ambos têm como alvo uma proteína (PD-1) que aparece na superfície das células de defesa e impede que o corpo reaja contra o tumor. Com a droga, o organismo passa então a reconhecer o câncer como invasor e a atacá-lo.

Os remédios ainda estão em estudo, mas já foram aprovados por causa dos bons resultados apresentados em pesquisas iniciais.

O pembrolizumabe foi testado em 411 pacientes com melanoma avançado. Os efeitos colaterais mais comuns foram fadiga, tosse, náusea e diarreia, em geral mais brandos do que os causados por outros tratamentos.

Outra pesquisa com 173 pacientes mostrou que o medicamento era eficaz e gerou uma resposta (desaparecimento ou redução do tumor) em 26% dos voluntários.

A droga foi testada em pessoas que não responderam às terapias disponíveis, incluindo o ipilimumabe, primeiro imunoterápico a chegar ao mercado, em 2011, e que funciona de forma diferente dos dois aprovados agora.

"O conceito de ativar o sistema imune contra uma doença é antigo. Mas, agora, a imunoterapia está emplacando contra o câncer como nunca se imaginou. O tratamento do melanoma mudou radicalmente nos últimos cinco anos", afirma Rafael Schmerling, oncologista clínico do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes.

Ele diz que já se sabia que o melanoma está ligado de alguma forma à imunidade. Pacientes que têm esse câncer e desenvolvem vitiligo, uma doença autoimune, na qual as defesas atacam tecidos do próprio corpo, tendem a responder melhor ao tratamento. Já as pessoas com imunidade baixa (que fizeram um transplante, por exemplo, e tomam remédios que suprimem o sistema imunológico) têm pior prognóstico.

Além disso, não havia drogas muito eficazes para o melanoma, o que faz da doença um campo bom para estudos.

O preço do remédio, porém, deve dificultar seu acesso. Segundo a MSD, que fabrica o pembrolizumabe, o tratamento custará US$ 12.500 por mês nos EUA. Ainda não há previsão de aprovação no Brasil.

Mas a chegada de outros remédios do tipo ao mercado deve baratear o tratamento, segundo Fábio Nasser Santos, oncologista clínico do A.C.Camargo Cancer Center.

Espera-se que o nivolumabe, da Bristol-Myers Squibb, seja aprovado em 2015 nos EUA. A droga está em teste para melanoma e mostrou bons resultados para câncer de pulmão, rim e cabeça e pescoço. Os efeitos adversos mais comuns foram problemas no trato gastrointestinal, na pele e no sistema endocrinológico.

O desafio agora, segundo Santos, é selecionar os pacientes que vão se beneficiar mais do caro tratamento. "Já estão investigando qual paciente e em que fase do tratamento terá uma resposta melhor aos imunoterápicos."


 

Anvisa volta atrás e remédio equivalente não será mais barato
12/09/2014 - DCI

Diante das críticas do setor, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e modificou a proposta de regras para equivalentes, remédios que, a exemplo dos genéricos, poderão ser comprados no lugar de medicamentos de referência. Em vez de uma embalagem própria, exibindo letras EQ e preços mais baixos, proposta original, os remédios que passarão a ser classificados nessa categoria – hoje similares – d evem manter a embalagem original.
A indicação da nova classificação, com o símbolo, virá apenas na bula. E não haverá alteração de preços. Quando a proposta foi lançada, em janeiro, a ideia era que equivalentes custassem 35% a menos do que os remédios de referência.
A minuta da proposta foi apresentada por diretores da Anvisa ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, e a representantes de produtores de medicamentos, e deverá ser colocado em votação no dia 25, em reunião do colegiado da Anvisa.
Atualmente, somente genéricos podem substituir receitas de remédios de marca, a chamada intercambialidade. A lei que criou genéricos, no entanto, determinou que até o fim deste ano todos os similares deveriam cumprir o mesmo processo.

 


Pesquisa e desenvolvimento 



Bactérias intestinais interferem em vacinas
12/09/2014 - Correio Braziliense

Epidemias de gripe são responsáveis por milhares de diagnósticos graves da doença que causa até meio milhão de mortes a cada ano. Pesquisadores do Emory Vaccine Center, nos Estados Unidos, descreveram, na última edição da revista Immunity, uma relação que pode reduzir o alto número de vítimas. Eles detalharam como os micróbios do intestino influenciam no efeito da vacina sazonal da enfermidade. Embora a imunização proteja o organismo contra a infecção viral, esses micro-organismos exercem grande papel no estímulo do sistema imunológico ao criar anticorpos mais eficientes para combater a doença.

Até onde sabemos, esse é o primeiro estudo a mostrar que a eliminação da microbiota intestinal com antibióticos prejudica as respostas imunes geradas pela vacinação, nomeadamente a contra a gripe sazonal" sustenta Bali Pulendran. O líder do estudo indica que a descoberta tem potencial de aumentara eficiência de estratégias globais de saúde pública contra a influenza. Outra aplicação potencial do estudo é a capacidade de manipular micróbios que vivem no intestino para tentar aumentar os efeitos da vacina.

Pesquisas anteriores desenvolvidas pelo mesmo grupo indicaram que a ação de anticorpos produzidos em adultos saudáveis vacinados contra a gripe sazonal estava relacionada com a expressão de um gene chamado receptor Toll like 5 (TLR5). Ele detecta a flagelina, uma proteína que ajuda na locomoção de bactérias. Diante dessas informações, a equipe passou a suspeitar que alguns micro-organismos que vivem no intestino — órgão envolvido em 70 a 80% das respostas imunes — estivessem influenciando os efeitos da vacina. Os pesquisadores ganharam mais motivos para acreditar que a hipótese poderia ser real com os resultados do estudo mais recente, feito com ratos (Veja infográfico).

Ao contrário das normais, as cobaias geneticamente programados para não ter o TLR5 tiveram respostas imunes prejudica-das ao receberem a vacina influenza trivalente inativada (TIV). Animais criados em ambientes esterilizados ou tratados com antibióticos também apresentaram defesas mais fracas. O mesmo foi detectado quando os ratos sem TLR5 foram vacinados contra a poliomielite, que possui o mesmo arranjo da TIV

"Ficamos surpresos ao descobrir o envolvimento desse gene na imunidade gerada pela vacinação contra a gripe. Nossa pesquisa mostra que a flagelina de bactérias do intestino estão sendo reconhecidas pelo TLR5 em células produtoras de anticorpos que responderam à vacina contra a gripe, e isso resulta na produção reforçada de anticorpos por essas células", disse o principal autor ao Correio.

Segundo Pulendran, ainda é cedo para afirmar que o efeito das imunizações vai depender da presença de bactérias no organismo. "Esse estudo foi feito em camundongos. Por isso, vai ser importante verificar essa observação em humanos", pondera. Ainda que seja cedo para especular os impactos clínicos da descoberta, o autor espera que os resultados obtidos demonstrem que a composição microbiana do intestino de diferentes populações seja levada em conta quando os impactos das vacinas forem avaliados.

Pulendran cita, no artigo, que outras pesquisas mostram que as imunizações tendem a ser menos efetivas em regiões subdesenvolvidas se comparadas a áreas industrializadas. Ainda não se sabe a razão disso, mas pode ser que as bactérias desempenhem um papel crucial. "Falta de saneamento leva ao aumento da exposição bacteriana fecal-oral nos primeiros anos de vida e à desnutrição ou as diferenças na natureza da dieta podem ser algumas das causas", diz o autor. "Todos esses fatores podem afetar a composição da microbiota e, potencialmente, influenciar o sistema imunitário."

Reações conectadas

O virologista Fernando Motta. pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz. explica que essa associação especifica com a influenza é nova. Mas a relação da microbiota intestinal com a resposta imunológica, não. Para ele, a grande ideia do trabalho é mostrar que o sistema de defesa funciona como um toda "Não necessariamente uma vacina destinada a um micro-organismo de contágio respiratório vai ficar confinado no trato respiratório. No arranjo das respostas de defesa, há ligações entre diferentes tecidos, sendo eles mais associados do que imaginamos", diz.

O especialista diz que. embora o trabalho seja preliminar, é valido para esclarecer a relação inédita da microbiota com os efeitos de uma vacina. "Já sabíamos que a gravidade de uma doença poderia ser maior ou menor de acordo com os micro-organismos do trato gastrointestinal e. por isso. o aspecto apontado por esses pesquisadores é interessante. Estamos acostumados a ver esses seres como inimigos, mas tenho plena convicção de que são mais amigos do que qualquer coisa. Apenas uma parcela pequena oferece dor de cabeça", conclui.

De acordo com o infectologista Alexandre Cunha, os médicos já levam em conta o estado de saúde do paciente antes de indicar uma vacina. "A gente sempre avalia se ele não tem nenhuma ocorrência clínica e se está tomando antibióticos. Se faz uso dos medicamentos, é porque precisa, porque tem alguma coisa acontecendo", conta o médico consultor do Laboratório Sabin, frisando, sem seguida, que não se deve parar de tomar os remédios para se vacinar. "Raramente. a vacina é uma coisa de urgência. Então, a gente espera que a condição se resolva antes de qualquer coisa."



 
 
Ebola dobra infecções em país africano
12/09/2014 - Folha de S.Paulo

O vírus do ebola infectou 62 pessoas na República Democrática do Congo (RDC), das quais 35 morreram, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

De acordo com o órgão, o surto no país não tem relação com a epidemia que já infectou mais de 4.000 pessoas na África Ocidental. O vírus que circula na RDC é uma variante do que afeta Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria.

Entre os dias 2 e 9 de setembro, foram registrados 31 novos casos, incluindo nove profissionais de saúde.

Para conter a doença, o governo do país está vigiando as fronteiras e fazendo uma campanha de conscientização com a população.

Este surto teria começado quando uma mulher cozinhou um animal selvagem infectado pelo vírus.

Trata-se do sétimo surto que atinge a RDC (antigo Zaire) desde 1976, quando a doença surgiu. O ebola emergiu no Zaire e no Sudão do Sul (na época, Sudão), em surtos praticamente simultâneos.

A OMS não recomenda nenhuma restrição de viagens ou comércio, exceto para pessoas com infecção confirmada ou suspeita.

O ebola está concentrado no distrito de Boende, no noroeste do país.

EFEITOS

A epidemia que atinge os países da África Ocidental também afeta sua economia.

Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), o crescimento da economia de Libéria e Serra Leoa pode diminuir em até 3,5 pontos percentuais, devido ao impacto do surto na agricultura e na mineração nos países.

"Os maiores setores dessas já frágeis economias estão sendo afetados", disse Bill Murray, porta-voz do FMI.

Segundo a instituição, o crescimento econômico em Serra Leoa deve cair para 8%. Neste ano, o crescimento foi de 11,3%. Já a Libéria deve ter crescimento de 2,5%, em comparação a 5,9% em 2014.

O ministro da Economia da Libéria, Amara Konneh, disse que o surto está ameaçando a recuperação pós-guerra civil do país. Segundo ele, a produção de comida, a mineração e o setor de serviços estão em queda.

"As empresas têm reduzido operações conforme os estrangeiros deixam o país por medo do ebola", disse. "Instituições estão reduzindo operações para manter o menor número de trabalhadores possível e evitar o contato próximo nos locais de trabalho", afirmou Konneh.

Na Guiné, o impacto deve ser menor. O crescimento previsto para o próximo ano é de 2,4%. Neste ano, foi de 3,5%.


FMI analisa ajuda a países afetados pelo vírus ebola
12/09/2014 - Valor Econômico


O Fundo Monetário Internacional afirmou ontem que está discutindo um aumento da ajuda financeira de emergência para Serra Leoa, Guiné e Libéria, num momento em que a crise do vírus ebola na África Ocidental abala as perspectivas econômicas e sobrecarrega as finanças desses países.
Cada um dos três países contempla um déficit de até US$ 130 milhões devido aos danos na agricultura, comércio exterior e outras atividades econômicas, diz o FMI. "Além das mortes que a epidemia está provocando, o ebola deve causar um prejuízo significativo às economias da Guiné, Libéria e Serra Leoa", disse ontem William Murray, porta-voz do FMI.
Este deveria ser um ano brilhante para esses três países extremamente pobres do leste da África, que estão arcando com o grosso do problema do ebola na região. Depois de passar 50 anos às voltas com ditaduras, a Guiné - uma democracia desde 2010 - planejava leiloar uma concessão multibilionária de minério de ferro. A Libéria, cenário de uma terrível guerra civil que durou 14 anos, havia começado a leiloar blocos marítimos de exploração de petróleo. E a Serra Leoa deveria ser a segunda economia de maior crescimento na África pela segunda vez em três anos, segundo projeção do FMI.
O fundo estima que a epidemia reduzirá a expansão econômica de Serra Leoa de 11,3% para 8% este ano. Já o crescimento da Libéria cairá para 2,5%, menos da metade do previsto, e o da Guiné recuará de 3,5% para 2,4%, segundo o FMI.
Murray disse que o FMI negocia a ampliação dos programas de financiamento desses países para garantir que tenham os recursos necessários para combater a epidemia e manter a economia funcionando. "Uma intervenção em larga escala e bem coordenada da comunidade internacional é urgentemente necessária para ajudar a controlar a epidemia", disse.
O Banco Mundial também elevou os empréstimos à região, mobilizando US$ 230 milhões para os três países mais atingidos, inclusive US$ 105 milhões em recursos de emergência. Além da Organização Mundial da Saúde (OMS), outras agências da ONU estão usando dinheiro para combater a epidemia, enviando suprimentos, remédios e outros materiais de emergência.
Mais pessoas já morreram nessa epidemia de ebola que em todas as anteriores juntas. A OMS, que prevê que 20 mil pessoas serão infectadas na região, disse na quarta-feira que já houve 2.296 mortes desde que o vírus ressurgiu, em abril, até a segunda-feira passada.
A epidemia está prejudicando significativamente a agricultura, já que os produtores estão abandonando os campos com medo de serem infectados. Isso interrompeu o comércio de bens agrícolas e a própria colheita, que estava começando. O setor é responsável por cerca de 40% da produção econômica da Libéria e de Serra Leoa e 25% da da Guiné. É também um grande empregador nesses países, o que significa que a queda na renda afetará boa parte da população.
Para piorar, o vírus gerou ainda novas e enormes necessidades orçamentárias. A Libéria tinha apenas seis ambulâncias antes desta epidemia. Serão necessárias muito mais para atender o grande número de novos casos diários e as mortes, dizem autoridades.
"O vírus está sobrecarregando o sistema", diz James Dorbor Jallah, coordenador nacional da Força Tarefa do Ebola na Libéria. "Estamos fazendo o melhor possível, mas estamos tão limitados." E acrescentou: "A comunidade mundial está levando muito tempo para responder, mas, se eles não responderem logo, o pesar que sentirão será pior do que sentiram depois de Ruanda. Será pior que aquilo".
O comércio foi interrompido em face do fechamento das fronteiras, numa tentativa de conter o vírus. As mineradoras que operam nos três países descartaram qualquer efeito imediato do vírus no setor, mas poderá haver um impacto se a epidemia não for controlada logo, dizem analistas.
Os trabalhadores estrangeiros foram embora da região e algumas empresas se perguntam quantos irão voltar. Em Serra Leoa e na Libéria, a maioria dos funcionários públicos também foi forçada a sair. Muitos dos que ficaram estão sendo direcionados para serviços de saúde. Em Monróvia, capital da Libéria, um edifício público depois do outro foi sendo fechado, sendo ocupados só por seguranças.
Cartazes em toda a cidade imploram às empresas para que paguem seus impostos. Mas grande parte das empresas estão paradas. Restaurantes fecharam porque os habitantes de renda mais alta deixaram a cidade e, também, devido aos toques de recolher às 20h, que prejudicam o movimento noturno. Apenas duas empresas aéreas ainda voam para o aeroporto nacional, que era outra fonte de renda para um país que havia previsto arrecadar só US$ 570 milhões em receita do governo neste ano, mesmo antes da chegada do ebola.
Serra Leoa, Libéria e Guiné foram, também, efetivamente isolados do resto do continente. De fato, outros países africanos impuseram embargos a aviões vindos desses países, reforçando o isolamento econômico. Com os dois principais centros de conexões aéreas do continente - os aeroportos de Johannesburgo (África do Sul) e de Nairóbi (Quênia) - agora fechados para o tráfego desses países, a quarentena está quase completa.
A OMS e outras entidades condenaram os embargos aéreos, e a União Africana informou, na segunda-feira, que havia sido decidido cancelar o embargo. Mas Quênia e África do Sul, onde os dois embargos mais importantes estão em vigor, ainda não manifestaram a intenção de revogá-los.
Os três países mais atingidos pelo ebola já participam de programas de socorro. O FMI aprovou um empréstimo de US$ 200 milhões para a Guiné, em 2012, outro de US$ 100 milhões para Serra Leoa, no fim de 2013, e assinou uma linha de crédito de US$ 80 milhões para a Libéria, dois anos atrás.


Doze médicos pedem demissão em Araraquara
12/09/2014 - Folha de S.Paulo


Doze médicos concursados que atuavam nas duas UPAs (unidades de pronto-atendimento) e no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Araraquara pediram demissão depois que a prefeitura começou a publicar, no início do mês, a escala dos médicos na entrada das unidades e na internet.
Investigações em andamento na Promotoria e na Câmara apuram supostas fraudes no cumprimento da carga horária dos profissionais.
A divulgação dos horários foi uma medida adotada pela prefeitura para inibir as faltas dos médicos na rede. A Procuradoria da República também recomendou ao município que publicasse a lista dos profissionais que deveriam atuar nas unidades.
O secretário da Saúde, Alvaro Martim Guedes, disse que nos últimos seis meses ao menos cinco profissionais usaram sistematicamente atestados. "São médicos que passavam um mês inteiro sem ir trabalhar. Chegavam a ter um salário razoável no final do mês, sem aparecer." Presidente do Sindicato dos Servidores, Valdir Teodoro Filho criticou a decisão da prefeitura e disse que a medida foi "imposição" e que não estão comprovadas as possíveis fraudes de médicos.


Alckmin recusa proposta da USP de assumir hospital universitário
12/09/2014 - Folha de S.Paulo


O governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (11) que o Estado não assumirá a gestão do HU (Hospital Universitário) nem a do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho), em Bauru --ambos da USP.

As transferências foram propostas pelo reitor Marco Antonio Zago como resposta a uma das mais graves crises financeiras da universidade, que tem 106% do orçamento comprometido com pagamento de pessoal.

Segundo a Folha apurou, a avaliação predominante na cúpula do governo foi a de que uma eventual transferência traria mais custos do que benefícios ao Estado.

Levantamento preliminar mostrava que seria necessário investir R$ 170 milhões no HU. Além disso, a transferência traria instabilidade aos servidores, pois o regime de contratação da USP é diferente do empregado pelo Estado.

A reitoria da USP não se manifestou sobre a decisão.

Em agosto, o Conselho Universitário da USP chegou a aprovar a entrega ao Estado do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho), em Bauru.

Somados, os hospitais representaram 7,7% do que foi gasto pela USP no ano passado --quase R$ 400 milhões.

"Nós [o governo] podemos ajudar o Hospital Universitário da USP, mas não passar [sua gestão] para o Estado", afirmou Alckmin.

COMPROMETIDO


Na tarde desta quinta, o governador se reuniu com médicos, alguns dos quais do HU. De manhã, visitou as instalações de um futuro hospital especializado em traumas em Alto de Pinheiros (zona oeste de São Paulo).

Vestindo camisetas e erguendo cartazes com mensagens contrárias à desvinculação do HU, 15 funcionários do hospital pediram ao governador que se comprometesse com a manutenção da gestão pela USP. "Está comprometido", respondeu o tucano.

O hospital atende boa parte dos moradores da região da Cidade Universitária, no Butantã (zona oeste).

O secretário de Estado da Saúde, David Uip, que acompanhava o governador, reforçou a posição. "Tem alguém que quer vender, mas o outro não quer comprar. Não tem discussão. A decisão nasce morta", disse.

Segundo Alckmin, está em curso programa estadual de recuperação de hospitais universitários de R$ 570 milhões.

HOSPITAL DE TRAUMA

O futuro hospital de trauma em Alto de Pinheiros receberá do governo estadual R$ 37,2 milhões apenas para a desapropriação do terreno do antigo hospital privado Panamericano.

As obras devem ser iniciadas no primeiro semestre do próximo ano.

A unidade funcionará com o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.


Cuba vai enviar médicos para combater Ebola
12/09/2014 - O Estado de S.Paulo


GENEBRA - Cuba vai usar parte de seus 4 mil colaboradores e médicos espalhados por 32 países africanos para ajudar a Organização Mundial da Saúde (OMS) a responder ao surto do Ebola que, segundo a entidade, pode contaminar mais de 20 mil pessoas. Na manhã desta sexta-feira, 12, Cuba anunciou que vai enviar 165 profissionais de saúde a partir de outubro para Serra Leoa.
"Se vamos para guerra contra o Ebola, precisamos de recursos para lutar", declarou Margaret Chan, diretora da OMS. Cuba se declarou como o primeiro país a atender aos apelos de ajuda da ONU para enfrentar a doença.
A doença já matou mais de 2,2 mil pessoas e contaminou oficialmente 4 mil. Mas a própria OMS admite que os números reais são maiores, e os governos da região africana mais afetada alertam que é a existência dos Estados que hoje está em jogo.
Diante do cenário, a ONU passou a apelar diretamente a governos de todo o mundo para que saiam ao socorro da região.
O ministro da Saúde de Havana, Roberto Morales, reuniu-se com a diretora da OMS, Margaret Chan, enquanto a imprensa oficial cubana se apressou em decretar que o regime de Raúl Castro era o primeiro no mundo a dar uma resposta aos apelos da ONU por ajuda na África.
No final da semana, o governo britânico anunciou o envio de médicos e de soldados para erguer um centro de atendimento em Serra Leoa, com capacidade para 62 leitos.
O governo dos Estados Unidos também anunciou ajuda, depois de um telefonema do diretor do secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, ao presidente Barack Obama.
Na Europa, Bruxelas anunciou 140 milhões de euros em ajuda e envio de equipes, enquanto a Fundação Bill e Melinda Gates prometeu nesta semana US$ 50 milhões para combater o vírus.
Para os órgãos oficiais cubanos, porém, "Chan manifestou seu agradecimento ao presidente cubano, Raúl Castro, por ser o primeiro país que dá um passo à diante depois do chamado da ONU e da OMS".
Morales, depois de visitar a OMS, indicou apenas que esperava que a entidade servisse como "coordenadora" das diversas colaborações internacionais que estão sendo anunciadas.
"Pela história de colaboração de nossos países, e em particular no campo da saúde, nos foi pedido que pudéssemos formar parte dos países que dão uma resposta de maneira inicial ao chamado urgente da África", explicou Morales.

 
 


 

Notícias – 11/09/2014

  

 

Medicamentos

Pesquisa e Desenvolvimento

Saúde



Medicamentos


Duas garotas internadas após vacina contra HPV recebem alta
11/09/2014 - Folha de S.Paulo

Duas das três meninas internadas desde a semana passada em Santos (litoral paulista) após terem sido vacinadas contra o vírus HPV (papilomavírus humano) receberam alta nesta quarta (10).

Mariana Vitória Freitas da Costa, 13, e Luana Raiane Barros da Silva, 12, foram liberadas para voltar para casa.

Nathália dos Santos Barbosa, 13, continua internada em observação. Segundo sua mãe, a costureira Darci dos Santos, a adolescente sente dores de cabeça e nas costas.

As três foram vacinadas em uma escola estadual de Bertioga (103 km de SP).


Agência tentará restringir venda de emagrecedores
11/09/2014 - O Estado de S.Paulo


Foi publicado sexta-feira o decreto que suspende a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que havia proibido a venda e produção dos emagrecedores Mazindol, Anfepramona e Femproporex.
“Vivemos um vácuo normativo”, afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.
Na próxima reunião da diretoria da agência, Barbano vai propor novas regras para tentar restringir a venda dessas três substâncias.
A indústria teria de apresentar, para obter ou renovar registro dos medicamentos, estudos demonstrando a eficácia e segurança das drogas.
Outra medida proposta é proibir que o remédio seja preparado em farmácias de manipulação.
Barbano mais uma vez criticou a decisão do Congresso de liberar a venda dos medicamentos.“ Foi uma decisão irresponsável e perigosa. Não sei quem ganhou com isso”, afirmou.
Ele não sabe, no entanto,a opinião de seus colegas de colegiado sobre o tema.
A liberação sacramentada na sexta, no entanto, tem eficácia limitada.“Os pacientes não vão encontrar o remédio industrializado na farmácia de uma hora para outra”,afirmou o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini.
O presidente destacou que a retomada da produção ainda exige uma adaptação das empresas.
E, completou, por enquanto nenhuma das fabricantes consultadas decidiu se vai retomar a atividade


Anvisa recua e remédio equivalente não será mais barato
11/09/2014 - O Estado de S.Paulo

Diante das críticas do setor, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e modificou a proposta de regras para equivalentes, remédios que, a exemplo do que já ocorre hoje com genéricos, poderão ser comprados no lugar de medicamentos de referência, mesmo quando isso não está indicado na receita.
Em vez de uma embalagem própria, exibindo letras EQ e preços mais baixos, como havia sido proposto na versão original, os remédios que passarão a ser classificados nessa categoria (hoje similares) devem manter a embalagem original.
A indicação da nova classificação, com o símbolo, virá apenas na bula. E não haverá alteração de preços. Quando a proposta foi lançada, em janeiro, a ideia era que equivalentes custassem 35% a menos do que os remédios de referência.
A minuta da proposta foi apresentada ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, e a representantes de produtores de medicamentos e deve ser votada pela Anvisa no dia 25.

Pesquisa e desenvolvimento 



ONU: Relatório aponta crescimento global de 2,5% a 3% em 2014
10/09/2014 - Valor Econômico

RIO - A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) previu crescimento global de 2,5% a 3% em 2014, em relatório divulgado nesta quarta-feira. O órgão apontou que a recuperação da economia global continua fraca seis anos após o início da crise internacional de 2008.
De acordo com os dados do relatório “Governança Global e Policy Space para o Desenvolvimento”, a Ásia e África Subsaariana são regiões com maior crescimento previsto em 2014 – acima de 5,5% -, enquanto países desenvolvidos mantinham uma previsão de crescer cerca de 1,8%. Já o crescimento na América Latina e no Caribe foi previsto em torno de 2%.
Para o Brasil, a previsão de crescimento em 2014 foi de 1,3%. Segundo a entidade, economias em transição devem ter o pior desempenho, com crescimento estimado em 1% em 2014.
Responsável por divulgar o relatório em coletiva no Rio, Antonio Carlos Macedo e Silva, professor do Instituto de Economia da Unicamp e ex-pesquisador da Unctad, frisou que as projeções de crescimento, compiladas em julho, devem ser revistas para baixo.
De acordo com ele, o crescimento pior que o esperado no primeiro semestre em países europeus e na América latina; a epidemia de Ebola, na África; e as crises na fronteira da Rússia e no Oriente Médio "fazem a gente esperar um crescimento abaixo do que prevíamos".
"A previsão foi calculada por volta de julho, quando o relatório foi fechado. Como de lá pra cá predominaram as notícias ruins, uma expectativa bastante sensata seria que a gente venha a ter um crescimento mais baixo do que o previsto", afirmou Macedo. "Há um rebaixamento das expectativas e é razoável esperar um crescimento menor do que anteriormente foi previsto", frisou.
O relatório aponta que o resultado da economia global esperado para 2014 é “uma melhoria modesta” em relação à expansão de cerca de 2,3% averiguada em 2012 e 2013. O documento classifica as políticas promovidas para a recuperação global até aqui como “não só inadequadas, como inconsistentes”.
A entidade critica o que chamou de continuidade do domínio financeiro sobre a economia real e afirma que para romper com o período prolongado de baixo crescimento é necessário fortalecer a demanda agregada através do crescimento real dos salários e uma distribuição mais igualitária da renda. "O problema é que estamos crescendo com base nas mesmas políticas dos países centrais, que jogam lenha na mesma fogueira que deu na crise de 2008", diz o professor Macedo.
O relatório critica a austeridade fiscal e o recurso à expansão monetária. Para a Unctad, o modelo fomenta operações financeiras de pouco impacto sobre a produção e o emprego e voltam a inflar novas bolhas de ativos e pressionar países em desenvolvimento onde as taxas de juros são mais elevadas. A organização vê a sustentabilidade desse movimento como duvidosa. "Melhor seria um crescimento com maiores salários e maior distribuição de renda", diz Macedo.
Comércio Sem cravar um número, o documento prevê que a expansão do comércio global permanecerá aquém do aumento da produção. A estimativa é que as trocas comerciais permaneçam próximas das taxas alcançadas em 2012 e 2013, quando o comercio global cresceu pouco acima de 2% ao ano.
A entidade não culpa barreiras comerciais e vê como principal razão para o desempenho fraco a falta de demanda global. A Unctad critica esforços de países para tentar recuperar competitividade através de reduções de salários e desvalorização interna e apregoa que “a expansão global do comércio será alcançada por meio de uma robusta recuperação da produção liderada pela demanda doméstica - e não o contrário”.
A Unctad aponta que “em particular” as políticas de austeridade fiscal, contenção salarial e expansão monetária, postas em prática por economias desenvolvidas deprimem a demanda doméstica e incentivam uma liquidez que atua mais sobre investimentos financeiros do que produtivos. O documento frisa ainda que tais políticas econômicas a tingiram economias em desenvolvimento, gerando impactos macroeconômicos “potencialmente adversos”.
O relatório critica tal estratégia e assinala que a “nova normalidade” apresenta paralelos preocupa ntes com o momento anterior à crise de 2008, especificamente o aumento das desigualdades e as bolhas especulativas nos preços dos ativos. “Embora taxas de crescimento positivas de alguns países possam dar a impressão de que os remédios são suficientes para evitar riscos sistêmicos com inflação baixa e crescimento baixo, mas estável – que alguns chamam de “nova normalidade” – , porém, não há nada normal no fraco crescimento do emprego, salários estagnados e aumento dos níveis de endividamento das famílias, por um lado, e na alta dos preços de ativos, crescimento de participação nos lucros e uma descontrolada cultura de bônus, por outro”, diz o documento.



Saúde
 

Cúpula da Santa Casa foi contratada por fornecedor
11/09/2014 - Folha de S.Paulo

Dois integrantes da cúpula da Santa Casa de São Paulo, que enfrenta grave crise financeira, receberam, a titulo de consultoria, ao menos R$ 100 mil do grupo empresarial que fornece suprimentos para o hospital.

Um deles, o superintendente Antonio Carlos Forte, tem entre suas atribuições prioritárias a fiscalização de contratos com fornecedores.

O outro integrante, o tesoureiro Hercílio Ramos, é o responsável pelos pagamentos.

O superintendente confirma o recebimento do dinheiro e reconhece haver conflito de interesses. "É uma coisa que até me incomodava. Por isso nós paramos de fazer."

Ele nega, porém, ter beneficiado a Logimed, empresa do grupo Andrade Guitierrez que fornece materiais hospitalares à Santa Casa, nos cinco anos em que vigorou o contrato de consultoria.

Os dois receberam esse dinheiro por meio da empresa Apocatú, criada em setembro de 2008 e que tem como sede a casa do tesoureiro, na zona norte da capital.

A partir de então, segundo Forte, ele e o tesoureiro passaram a prestar serviço de consultoria para a Andrade Gutierrez na área de saúde.

Também em 2008 a Santa Casa contratou como fornecedora de remédios e materiais como gaze e esparadrapo a Logimed, criada em junho do mesmo ano pela Andrade Gutierrez.

Questionado sobre as consultorias prestadas pela Apocatú, Forte disse inicialmente que precisaria checar informações. Depois, citou um projeto para uma casa para idosos, que, segundo ele, não chegou a ser criada.

O superintendente afirmou que atualmente não presta mais serviços para a Andrade Gutierrez.

Ele admite que prestava serviços para a Logimed: "Alguém da Logimed ou da Andrade Gutierrez consultava a gente. [Diziam:] Queremos abrir um negócio, montar um sistema'".

Ainda em 2008 Kalil Rocha Abdalla assumiu a provedoria da Santa Casa. Em 2014, foi eleito para o terceiro mandato consecutivo. Procurado, não atendeu as ligações.

Em sua gestão, a dívida da instituição passou de R$ 70 milhões para aproximadamente R$ 400 milhões.

Com fornecedores, a dívida é de cerca de R$ 50 milhões. Metade desse valor tem a Logimed como credora.

Atualmente, as contas da instituição são alvo de uma auditoria contratada pela Secretaria de Estado da Saúde.

O superintendente não soube explicar por que os contratos foram assinados com a Andrade Gutierrez Telecomunicações Ltda., braço do grupo que atua em outra área, como diz o nome.

O tesoureiro diz não ver conflito de interesses e que somente hoje poderá dar detalhes de todos os contratos, já que foram cinco anos de trabalho. Diz que a maioria é para formação de PPPs (parceiras público privado).








 

 

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